
Foto: Minervino Junior/Correio Braziliense
Jornal GGN – A Frente Brasil de Juristas do Distrito Federal pela democracia enviou uma nota à imprensa desmontando reportagem do UOL sobre agressão sofrida por um cinegrafista e um repórter que cobriram um protesto contra Michel Temer em Brasília.
Na matéria, UOL publicou um vídeo editado que não dá para acompanhar a sequência dos fatos, mas sustentou que um repórter foi agredido com uma garrafa de água e o cinegrafista machucou o punho ao tentar impedir que sua câmera fosse derrubada por um manifestante contra Temer.
Nas imagens, o UOL entrevista uma senhora que fazia parte de um grupo defensor da intervenção militar que compareceu ao local do protesto para provocar os militantes contra Temer. O veículo taxa um adolescente que não teve a imagem revelada como o “agressor”.
Segundo os juristas, o adolescente teria reagido com uma voadora, como mostra o vídeo do UOL, após ter levado um soco do cinegrafista do portal. O cinegrafista acreditava que o garoto era responsável por jogar uma garrafa de água no rosto do repórter, em outro momento, e ajudou os militantes de direita conservadora no ataque ao adolescente.
Na nota, os juristas defendem a imprensa livre e criticam a parcialidade a manipulação dos fatos pelo UOL.
Leia a reportagem e assista aos vídeos do UOL aqui.
Abaixo, a nota completa dos juristas.
A FRENTE BRASIL DE JURISTAS DO DISTRITO FEDERAL PELA DEMOCRACIA – FBJDFD, vem a público esclarecer o incidente ocorrido no último dia 7 de setembro, próximo ao Itamaraty, na manifestação do Grito dos Excluídos.
O Grupo de Advogad@s de Apoio às Manifestações (GAAM) acompanhou as manifestações na Esplanada, a fim de assegurar que não houvesse violações de direitos. A manifestação, convocada pela Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo, com apoio de diversas entidades e movimentos sociais da sociedade civil, tinha objetivos claros de oposição ao Governo Temer, de defesa da democracia e da pauta dos movimentos sociais.
Ocorre que a manifestação foi invadida por participantes de extrema direita, defensores de intervenção militar, que adentraram no evento com o objetivo de desestabilizar os manifestantes.
Assacaram diversas agressões verbais que se desdobraram em outras, quando ocorreu o envolvimento com o cinegrafista e o repórter do UOL. Jornal este que, de maneira completamente parcial emitiu reportagem acusando os que são as vítimas do ocorrido, conforme ocorrência registrada.
A Frente repudia versões parciais e vídeos com cortes que apresentam conteúdo incompleto, publicados pela mídia sobre o incidente ocorrido na manifestação. A imprensa de maneira irresponsável só tem divulgado a versão dos grupos de direita e do cinegrafista e repórter do UOL, suprimindo a versão da dupla, sendo estes um adolescente que estava acompanhado de seu tio, um trabalhador rural.
O tio e o adolescente prestaram depoimento no qual o repórter do UOL foi quem começou esse lamentável episódio de agressão. E fez isso contra um adolescente de apenas 14 anos de idade. O adolescente teria sido vítima e teria sofrido agressões físicas pelas costas, inclusive do cinegrafista que estava junto aos militantes de direita que invadiram o evento, porque deduziu que o adolescente teria atirado uma garrafa de água na direção do repórter. O cinegrafista do UOL teria atingido o adolescente com um soco pelas costas, provocando a reação exibida na imagem da reportagem de alguns sites. Depois disso, o cinegrafista chutou a perna do adolescente e o derrubou no chão.
Uma das integrantes do grupo de apoio de plantão se apresentou à Polícia Militar, como advogada do tio e do adolescente, mas foi pega pelo braço pelo PM e orientada a se afastar.
O adolescente de 14 anos informou, em seu depoimento na 5ª Delegacia de Polícia de Brasília, que recebeu voz de prisão de um policial militar e que foi levado por uma viatura da polícia, ocasião em que seu tio se identificou como tal e exigiu acompanhá-lo na viatura.
O adolescente foi, portanto, vítima nesse episódio, e não agressor, como registrado em diversas reportagens.
A mídia tem um papel fundamental de levar informação à população em sua integralidade, não apenas de maneira parcial, com cortes de imagens, de filmagens e se posicionando a favor de um dos lados da situação.
Nós defendemos veementemente a democratização dos meios de comunicação, uma mídia imparcial que preste serviço e não desserviço à sociedade. Um jornal sério deve prezar pela imparcialidade na divulgação das informações. O país está cansado de midiatismo que resolve manipular fatos e não publica-los em sua integralidade com interesses.
Os advogad@s da Frente Brasil de Juristas pela Democracia do Distrito Federal continuarão nas ruas, dispostos ao diálogo, comprometidos com a democracia, o direito de manifestação, a liberdade dos meios de comunicação de maneira imparcial e com respeito aos Direitos Humanos.
Brasília, 8 de Setembro de 2016
FRENTE BRASIL DE JURISTAS DO DISTRITO FEDERAL PELA DEMOCRACIA – FBJDFD
Bonobo de Oliveira, Severino
9 de setembro de 2016 7:39 pmNada de novo na edição deformadora do facto.
Vindo do UOL/Foia/Tavim Frias não se pode esperar outra coisa. A edição é grotesca, mesmo sem saber a realidade totalmente diversa que a FRENTE BRASIL DE JURISTAS DO DISTRITO FEDERAL PELA DEMOCRACIA – FBJDFD denuncia. Mas, como se sabe, a midia distorce, publica, a rede de fascistas multiplica e a falácia se torna realidade, como tem sido na FARSA A JATO.
Luiz Mattos1
9 de setembro de 2016 7:47 pmTem mais é que enfiar a mão
Tem mais é que enfiar a mão na cara mesmo,em Brasilia correram ou eu dava-lhes um cacete.
Globo,Folha,Estadão ,Veja Época…quem trabalha pra bandido….Sem essa de que é isento isento o catzo existem outras maneiras mais dignas de sobreviver estes reporteres são cumplices.Vão vender maconha que agride muito pouco ou nada a Nação.
Jossimar
9 de setembro de 2016 10:12 pmSerá que isto vale o
Será que isto vale o salário?
Penso que é melhor vender churrasquinho numa esquina e ter dignidade.
Dida Dias
12 de setembro de 2016 4:40 amImpressionante a falta de
Impressionante a falta de clareza do texto, as frases mal construídas e os erros ortográficos. Há que se fazer um esforço para entender, mesmo que parcialmente, o que se pretendeu escrever.