
Foto-montagem: Brasil247
Jornal GGN – A Operação Lava Jato segue na tentativa de criminalizar a relação entre a política e grandes empresas na atuação do mercado. Se, por um lado, o pagamento de propinas e de caixa dois foram descobertos como parte dessas negociatas, por outro, doações declaradas à Receita Federal também estão sendo apontadas pelos investigadores como práticas criminosas, como supostas compras de interesses no Congresso Nacional.
É neste contexto que os depoimentos de ex-executivos da Odebrecht ao Ministério Público Federal (MPF) saciam a tese dos investigadores ao narrar o lobby exercido pela companhia para a aprovação, por exemplo, de medidas legislativas e do Executivo, por meio da edição e aprovação de medidas provisórias.
Entre os trechos narrados, está o de Claudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht, que contou que as contribuições para a campanha de 2014 do governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), eram uma “contrapartida para o forte apoio [de seu pai, o senador Renan Calheiros], na renovação dos contratos de energia”, que chegou a culminar na edição da medida provisória.
Em uma das reuniões, Claudio Melo Filho se encontrou com Renan em sua residência oficial da presidência do Senado, enquanto ocupava o posto, “para reforçar a importância do tema para a empresa”. Ao longo de 2005 a 2015, Melo Filho diz ter pago R$ 22 milhões ao peemedebista, que seriam divididos entre Renan e seu sucessor, Eunício Oliveira (PMDB-CE).
A imprensa e os procuradores da República sustentam as narrativas como parte de atos criminosos, independentemente se os repasses ocorreram por meio de propina e caixa dois ou por doações legais da Odebrecht aos políticos.
“Os movimentos da companhia eram articulados por uma dobradinha: Marcelo Odebrecht mantinha interlocução com o Executivo, e Melo Filho, com o Congresso. Os principais contatos do grupo no período eram os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antonio Palocci”, é trecho de reportagem da Folha de S. Paulo desta quinta-feira (20).
Nessa linha, foi mencionada a aprovação da medida provisória 613 de 2013, que criou o programa de desoneração da compra de matérias primas para indústrias químicas, atendendo interesses, por exemplo, da Braskem. Jucá teria solicitado “apoio financeiro atrelado à aprovação do texto”, de um pagamento de R$ 7 milhões dividido com Renan e Eunício. O depoimento não indica se o repasse ocorreu de forma ilícita, por caixa dois e propina, ou de forma legal, declarada.
Conforme o GGN já noticiou, a estratégia vem sendo adotada desde as primeiras delações da Odebrecht. Com o patriarca do grupo, Emílio Odebrecht, a procuradora responsável pela força-tarefa do Paraná, que acompanhava a audiência ao lado do juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, chegou a questionar de forma criminosa os diálogos da companhia com políticos.
De forma didática e paciente, o empresário explicou à procuradora da República que as conversas e diálogos, tanto em nome de interesses das empresas, quanto outros assuntos, são normais no sistema político em que vivemos. A seguir, um trecho do diálogo:
MPF: E o senhor sabe se nessas conversas o senhor Marcelo Odebrecht também levava pleitos da empresa, discutia interesses da empresa com o sr. Antonio Palocci?
Emílio: Saber eu não posso afirmar, mas eu deduzo que sim. Eu sempre orientei a todos executivos na Organização a nunca levaram apenas aquilo que eram os problemas da Organização, e sim aquilo que eram soluções para os problemas do país. Essa sempre foi uma preocupação.
MPF: (Interrompe) O que que o senhor chama de soluções para os problemas do país?
Emílio: (Seguiu) … Era ênfase na agenda de todos os executivos, inclusive as do Marcelo.
MPF: Eu não entendi quando o senhor fala que os executivos tinham que levar soluções dos problemas do país para as autoridades, o que o senhor quer dizer com isso?
Emílio: Todo país tem seus problemas e muitos cidadãos e empresas têm o dever de dar suas contribuições de como solucionar suas carências, suas dificuldades. Sem dúvida nenhuma. O processo educacional, como resolver este problema no país? Sempre foi uma preocupação. Nós fomos o responsável por contribuir com o Congresso, inclusive, em várias políticas públicas. Por exemplo, a lei de concessão, nós éramos uma das empresas que trabalhou no exterior, nos Estados Unidos. Era a que mais tinha informações capazes de trazer contribuições nesse sentido.
MPF: (Interrompe) E o senhor opinava na Lei de Concessões? E nesses casos o senhor opinava, os seus executivos eram orientados a levar essas orientações para o sr. Antonio Palocci?
Emílio: Os executivos não eram orientados a levar para ninguém. Eles eram orientados em construir suas agendas de diálogo com as autoridades, levando contribuições daquilo que é importante para o país. E não levar egoisticamente apenas os seus interesses.
MPF: E nesse momento, eram também apresentada a empresa Odebrecht para solucionar estes problemas do país?
Emílio: Eu não saberia dizer, sinceramente, eu sei que eles dialogavam. Agora, o que eles dialogavam, os executivos da Organização com as autoridades brasileiras, eu lhe confesso que o teor dessas agendas eu não conhecia. Agora, eu tenho certeza que eles levavam contribuições para as carências dos problemas brasileiros. Isso eu tenho certeza.
MPF: E quando havia alguma questão de interesse da empresa, isso também era levado?
Emílio: Claro! Acho que seria algo irreal um empresário ter um encontro com uma autoridade que ele não leve seus problemas também como empresários, sem dúvida nenhuma.

Andre Araujo
20 de abril de 2017 3:43 pmEmpresas em todo o planeta
Empresas em todo o planeta pressionam parlamentos para que estes aprovem medidas de seu interesse, o Pais campeão mundial do lobby empresarial chama-se Estados Unidos onde exite a bancada dos armamentos, a dos remedios, a da energia,
a dos bancos, a do milho, etc
Rui Ribeiro
20 de abril de 2017 4:13 pmAqui temos a bancada da bala, do boi e da bíblia.
André, você estava desaparecido, assim como o RdMaestri e o Arkx. Fico preocupado quando algum companheiro se ausenta. É que os parasitas sociais são capazes de fazer as piores atrocidades contra aqueles que ameaçam seus privilégios.
E você, Wilton, eu também nunca mais o vi por aqui. Fiquem alertas porque os Moros e Dallagnóis querem mostrar serviços aos seus amos e para isso eles não se importam se você é culpado ou inocente.
bonobo de oliveira, severino
20 de abril de 2017 4:16 pmO que não tem é concurseiros.
O que não tem nem nos EUA e nem em nenhum país civilizado do planeta é um bando de concurseiros ignorantes alavancados em cargos importantes da Alta Burocracia improdutiva do Estado atacando e destruindo ativos e a estabilidade política e econômica do país. Isso não tem!
Aliás, em vez de perguntar e tentar sondar o que eles não entendem, eles deveriam explicar a que e a quem servem e quem os instruiu a centrar seus ataques “moralizantes” nas maiores empresas e empreendimentos de maior inportância estratégica para o país. Aí, sím, deve haver uma gama de atos criminosos a serem investigados e denunciados. Já que os tais investigadores são evidentemente limitados sob o ponto de vista cognitivo, está claro que são orientados a fazer o que fazem por alguém.
João de Paiva
20 de abril de 2017 4:20 pmNem preciso comentar.
Prezados,
André Araújo, experiente advogado e consultor empresarial, já discorreu de forma didática sobre esse tema. Em Pindorama, a burocracia improdutiva – que se diz neoliberal e pró-mercado – é a mesma que se faz de virgem e freqüenta bordéis. Esses burocratas improdutivos da PF, do MPF e do PJ – que arruinaram não só o sistema político, mas a economia e projeto de naçao e de desenvolvimento soberano e inclusivo do Brasil, ensaiado pelos governso Lula e Dilma – não conhecem as leis básicas do capitalismo. O surreal é que, a soldo e mando dos EEUU, eles destroem o Brasil cultuam esse país. AA demonstrou que nos EEUU e em diversos outros países o nível de corrupção é muito maior do que o observado no Brasil, há séculos.
Eugênio aragão foi na jugular do MP e disse que quem precisa ser reformado e desmontado é esse aparato persecutor, nazifascista, anti-nacional, oligárquico, plutocrático, escravocrata e entreguista que domina não só a PF, mas sobretudo o MP e o PJ.
Meire
20 de abril de 2017 4:47 pmUsam DOIS PESOS E MUITAS
Usam DOIS PESOS E MUITAS MEDIDAS, fazem o que dá no BEDELHO, e crêem que tudo vai ficar por isso mesmo.
Que um RAIO PARTA o “sistema judiciário do Brasil”, que na realidade é uma corja de LADRÕES FORA DA LEI.
Felipe Peixoto
20 de abril de 2017 4:51 pmMas essa turma de curitiba é
Mas essa turma de curitiba é muito chucra.
SOS !!!