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Lava Jato: tudo começou em junho de 2013

Para entender o nosso jogo de xadrez é importante clareza sobre um divisor de águas: a condução coercitiva de Lula a Congonhas.

Para o juiz, os procuradores justificaram que a intenção seria proteger a imagem e a integridade de Lula. Na nota oficial, os procuradores sustentam que pretenderam conferir a Lula o mesmo tratamento aplicado em 114 réus anteriores. Quem está enganando quem?

A operação fugiu do padrão escracho da Lava Jato. Lula foi conduzido em sigilo à sala VIP do aeroporto de Congonhas, na beira da pista, com um jatinho da Polícia Federal no hangar pronto para decolar.

Pesados todos os fatos e possibilidades, a hipótese mais robusta foi levantada por José Gregori, ex-Ministro da Justiça do governo FHC: a intenção era, de fato, prender Lula e conduzi-lo a Curitiba.

No interrogatório havia quatro delegados da PF e quatro procuradores. À medida que o tempo avançou e divulgou-se a localização de Lula, de dentro da sala era possível ouvir os urros da multidão do lado de fora.

Seja lá o que ocorreu, a ida de deputados do partido a Congonhas, a aglomeração de manifestantes, o fato é que não se consumou a operação.

No final do dia, um Sérgio Moro visivelmente assustado com os riscos da operação, soltou a nota oficial explicando que o pedido partiu dos procuradores, enfatizando a intenção de preservar a imagem e a integridade de Lula e lançando um apelo pela paz e pela concórdia.

Mesmo com a perspectiva de acirramento de conflitos de rua, os procuradores da Lava Jato trataram de botar mais óleo na fervura, soltando a nota em que desmentiam as razões invocadas por Moro e se comportavam como deuses ex-machina lançando raios do Olimpo.

A história reconhecerá no futuro a enorme contribuição do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima para expor a conspiração quase em tempo real. Seu estilo grosseiro, tosco, atropela e expõe uma estratégia muito mais refinada. Tão refinada que parece difícil que tivesse sido planejada em Curitiba.

A estratégia se completa com a matéria de ontem da Folha, de que a Lava Jato prepara um conjunto de ações de improbidade visando impedir Lula de concorrer novamente (http://migre.me/tbiYy), confirmando, aliás, os cenários que venho traçando.

Os dois comunicados, mais as informações adicionais, colocam, de uma vez, quatro peças a mais no nosso quebra-cabeças.

Peça 1 – A radicalização é alimentada pelos procuradores da Lava Jato. Mais do que explicações, a nota oficial dos procuradores é um libelo, antecipando a peça final da acusação.

Peça 2 – Moro não é nem nunca foi o cérebro por trás da operação.

Uma operação dessa envergadura não poderia ter sido obra de um juiz de primeira instância, de um estado pouco relevante politicamente, conhecido por seu conservadorismo, rígido nas sentenças, mas tímido, tosco até fora dos limites dos autos. Foi só recuar para ser atropelado pela Força Tarefa.

Peça 3 – A Polícia Federal é um mero instrumento nas mãos dos procuradores.

Domingo, o Estadão publicou matéria condenando os abusos da operação, atribuindo-os à Polícia Federal. Ora, a PF limitou-se a cumprir um mandado requerido pelos procuradores e autorizado pelo juiz Moro. Já os procuradores formam um todo coeso, obedecendo a uma estratégia nítida: a inabilitação política de Lula.

Peça 4 – Em meio às turbulências políticas, houve o risco de confrontos entre manifestantes se alastrarem por todo o país. Um mero Procurador Regional de Curitiba pode definir, por si, a oportunidade de um libelo político com aquele grau de temperatura?

Aí cabem duas hipóteses:

Hipótese 1 – O Ministério Público Federal é um arquipélago formado por comitês, regionais independentes, cada qual com poderes de interferir até nos aspectos psicossociais do país, sem nenhuma forma de coordenação ou de controle interno.

Hipótese 2 – há um comando central, de nível hierárquico superior ao dos procuradores do Paraná.

Em qualquer hipótese se abre um enorme flanco na armadura institucional do Ministério Público. Quando o modelo de atuação torna o país refém de um juiz de 1a instância armado por procuradores regionais beligerantes, há algo de errado na história.

Para entender o jogo, vamos relembrar o histórico da perseguição a Lula.

A perseguição a Lula

As declarações reiteradas dos procuradores – que investigam fatos e não pessoas – foram desmentidas cabalmente pela última operação.

A perseguição a Lula pela Lava Jato começou em março do ano passado, em cima das investigações da Bancoop pelo Ministério Público Estadual (MPE).

O site Jota contou em detalhes essa história, em reportagem de Laura Diniz (http://migre.me/tbiZP).

Em março de 2015 o promotor José Carlos Blat, do MPE paulista, foi procurado por integrantes da Força Tarefa da Lava Jato, para compartilhar informações. Em maio teriam surgido fatos novos em relação à Bancoop, OAS e o prédio de Guarujá. Blat comunicou à juíza Cristina Ribeiro Leite Costa, da 5a Vara Criminal da Capital. Em despacho de 10 de junho, a juíza informou que novas informações deveriam ser investigadas em separado.

Resolveu-se rapidamente o problema através de um artifício, uma Representação Criminal combinada com três escritórios de advocacia que já atuavam no caso Bancoop, dirigidas diretamente ao procurador – atropelando o conceito de promotor natural, aquele designado por sorteio..

Com o estratagema, o tríplex entrou na Lava Jato, diz a matéria. E “caídas literalmente do céu”, segundo a reportagem, as informações sobre a offshore Murray e a Mossak Fonseca, que serviram de pretexto para a Operação Triplo X.

Caíram do céu da mesma maneira que as informações iniciais sobre a Petrobras caindo no colo do juiz Moro.

Na mesma época, um obscuro deputado federal do PSDB do Acre pega matéria de Veja, que falava do sítio de Atibaia, com informações erradas – atribuindo as obras à OAS – e fez uma representação ao MPE paulista. O MPE recusou e encaminhou a representação para a Procuradoria Geral da República. No dia 15 de julho, o próprio PGR Rodrigo Janot encaminhou a Curitiba, abrindo o segundo duto de bombas contra Lula (http://migre.me/tbj0y).

Na nova etapa, a primeira investida foi sobre a Mossak Fonseca. A Força Tarefa invadiu os escritórios, deteve funcionários, recolheu computadores e e-mails. Pouco depois vazou a informação das ligações da Murray com a casa atribuída à família Marinho em Parati. Imediatamente a operação Mossak sumiu dos noticiários, os detidos foram imediatamente liberados, contradizendo todo o padrão da operação até então, demonstrando que a Lava Jato não investigava fatos, mas pessoas. Aliás, algumas pessoas.

A perseguição a Lula ficou mais nítida no dia 2 de fevereiro, por volta das 18 horas, quando quatro procuradores da Força Tarefa foram à casa do trabalhador Edivaldo Pereira Vieira.  Eram eles, Athayde Ribeiro Costa, Roberto Henrique Pozzobon, Januario Paludo e Júlio Noronha.

Não tinham mandado, intimação, apenas suas carteiras de promotores e o autoconferido poder de investigar. Pressionaram, constrangeram e intimidaram Edivaldo, um sexagenário humilde, porque era irmão de Élcio Pereira Vieira, caseiro do Sítio Santa Bárbara – levado em condução coercitiva na 24a fase da Operação. Ao final dessa típica batida policial, os procuradores deixaram um telefone de Curitiba, para o caso de sua presa decidir "colaborar".

Finalmente, com a operação de sexta, se valeram do estratagema de envolver esposa e filhos de Lula, visando derrubar emocionalmente o adversário

No decorrer de todo o ano, os vazamentos da Lava Jato, planejados pelos Procuradores da República e Delegados Federais, lançaram no ar toda sorte de factoides.

Qualquer suspeita, por mais ridícula que fosse, era transformada em sentença condenatória, misturando fatos relevantes com bobagens monumentais. Essa mistura ajudou a alimentar dois sentimentos conflitantes. Nos especialistas, a convicção de que a Lava Jato perseguia pessoas, depois ia atrás de qualquer fato que incriminasse o alvo. Nos leigos a certeza de que havia um ladrão de galinhas no Planalto, pois até suspeitas de desaparecimento de estátuas e adagas foram ventilada pelo escoadouro montado na Lava Jato.

E aí alguns fatos incômodos começam a invadir o raciocínio. Toda a estratégia de mídia foi montada em Brasília, pela própria Procuradoria Geral da República, assim como o reforço da Força Tarefa e a ênfase na cooperação internacional.

Seria Janot responsável direto por todos esses absurdos, ou meramente abriu a porteira e perdeu o controle da boiada?

Vamos avançar no nosso quebra-cabeça, sem nenhum juízo de valor definitivo.

A Primavera brasileira no início de tudo

O ponto de partida foram as manifestações de junho de 2013, que deixaram claro que o Brasil estava preparado para a sua “Primavera”, a exemplo das que ocorreram nos países árabes e do leste europeu. Essa possibilidade alertou organismos de outros países, como o próprio FBI e acendeu alerta na Cooperação Internacional – a organização informal de procuradores e polícias federais de vários países, que se articularam a partir de 2002 para combate ao crime organizado.

Evidência: informação me foi confirmada por Jamil Chade, correspondente do Estadão em Genebra, para explicar porque o FBI decidiu só agora investir contra a FIFA. As manifestações teriam comprovado que a opinião pública brasileira estaria suficientemente madura para apoiar ações anticorrupção – e de interesse geopolítico dos EUA, claro.

Atenção - não significa que as primeiras manifestações foram articuladas de fora para dentro. O início foi de um grupo acima de qualquer suspeita, o MPL (Movimento Passe Livre). Foi a surpreendente adesão de todos os setores, da classe média à extrema esquerda que mostrou que a sede de participação, trazida pelas redes sociais, havia transbordado para as ruas. As manipulações das manifestações passam a ocorrer mais tarde devido à absoluta insensibilidade do governo Dilma e do proprio PT em entender o momento.

É a partir daí que, em contato com a cooperação internacional, começam a ser planejadas as duas grandes operações mundiais anticorrupção do momento: a Lava Jato, que visaria desmontar a quadrilha que se apossou da Petrobras e a do FBI contra quadrilha que se apossou da FIFA e da CBF. 

Houve movimentos internos relevantes que antecederam o início do jogo. No bojo das manifestações de 2013 ficou nítida a parceria da Globo com o MPF.

Evidência - Do nada começaram a pipocar cartazes pedindo a derrubada da PEC 37 – que proibia procuradores de realizar investigações por conta própria. Os veículos da Globo passaram a dar cobertura exaustiva à campanha, ajudando na derrubada da PEC. Matérias no Jornal Nacional (http://migre.me/tbj1a http://migre.me/tbj1I) conferindo dimensão nacional ao movimento. E propondo não apenas derrubar a PEC, como aprovar nova PEC que garantisse explicitamente o poder do MP de investigar (http://mcaf.ee/auivz5).

No mesmo mês de junho de 2013 surge outro fato revelador: o vazamento de informações da NSA (Agência de Segurança Nacional) pelo ex-técnico Edward Snowden.

Na primeira semana, foram vazados documentos de casos internos de espionagem. Depois, a espionagem sobre outros países. Na enxurrada de documentos vazados, fica-se sabendo que a NSA espionava preferencialmente a Petrobras.

De repente, um juiz de 1a instância em Curitiba, Sérgio Moro, tendo como fonte de informação apenas um doleiro, Alberto Yousseff, tem acesso a um enorme volume de informações sobre a Petrobras e consegue nacionalizar um processo regional.

Até hoje a Lava Jato não revelou como chegou às primeiras informações sobre a Petrobras, que permitiram expandir a operação para todo o país.

O que se viu, dali em diante, foram dois dutos de informação montados entre o MPF brasileiro e a cooperação Internacional: o duto da Lava Jato e o duto da FIFA. Pelo duto da Lava Jato vieram informações centrais para o desmantelamento da quadrilha da Petrobras. Já o duto da FIFA ficou obstruído. As informações de lá para cá esbarraram em uma mera juíza de 1a instância do Rio de Janeiro e até hoje não foram destravadas. E as informações daqui para lá não fluíram. Por todas as informações levantadas em Genebra, a Globo era peça central do esquema FIFA-CBF.

Depois disso, a cooperação internacional torna-se instrumento central nas investigações da Lava Jato. Mas nas investigações da FIFA, o braço brasileiro da cooperação internacional falha. A Globo está sendo poupada.

Evidência - A entrevista de Jamil Chade (http://migre.me/tbj35) informa o desagrado do FBI com a demora do MPF em atender às suas solicitações sobre a Globo. Diz ele: “Um dos únicos países que não colabora nesse caso (é o Brasil), ironia total. O craque que montou é brasileiro e parte fundamental atuação foi dos dirigentes brasileiros. O Departamento de Justiça já deixou muito claro ao Brasil que estava muito incomodado com essa falta de colaboração”.

A estratégia midiática da Lava Jato

Um levantamento sobre as intervenções norte-americanas nas Primaveras que sacudiram o Oriente Médio, mostra que todas elas vieram acompanhadas de uma estratégia de comunicação através das redes sociais. E com foco na corrupção e na defesa da democracia.

A Lava Jato foi montada seguindo todo o receituário das Primaveras. Receita pronta, ou recolhida de algum manual ou aulas particulares com especialistas.

1.    Acesso a informações críticas sobre a quadrilha que atuava na Petrobras.

2.    Identificação de algum inquérito regional que pudesse ser nacionalizado. Não havia nenhum melhor que Sérgio Moro, testado na AP 470 – como assessor da Ministra Rosa Weber – tendo atuado no caso Banestado.

3.    Montagem imediata de um aparato de comunicação, contratando assessorias especiais, montando hotsites de maneira a potencializar as denúncias de corrupção. O que foi feito pela Procuradoria Geral da República.,

Outro know-how adquirido foi o da criação de personagens para atuar como polos nas batalhas pelas redes sociais.

Nas eleições de 2010, com seus consultores estrangeiros a campanha de Serra registrou pela primeira vez o uso científico das redes sociais. Criavam perfis fakes, capazes de galvanizar ilhas de influência no Twitter. Havia o jovem curitibano de vinte anos, vítima de uma doença fatal; o músico negro da periferia de São Paulo, capaz das maiores baixarias (aliás, o fato de conferir esse perfil a um músico e negro é indicativo do jogo conservador).

Na Lava Jato, investiram em duas imagens reais. Numa ponta, a imagem evangelizadora de rapaz do bem, o procurador Deltan Dallagnol; na outra, do homem mau, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, uma imagem tão marcadamente detestável que, infelizmente, será a imagem do MPF durante bons anos para grande parte da opinião pública.

Obviamente, não me refiro ao procurador, que nem conheço, mas à imagem propagada. O MPF não tem mais a cara dos procuradores que ajudaram a institucionalizar direitos sociais, democracia, direitos das minorias, a punir os crimes da ditadura. É de Carlos Fernando e seu olhar rútilo, de matador, a nova cara do MPF.

Nas redes sociais e movimentações de rua surgem, da noite para o dia, movimentos como o “Movimento Brasil Livre” e “Estudantes Pela Liberdade”. Constatou-se, com o tempo, que eram financiados pelo Charles Kock Institute, ONG de dois irmãos, Charles e David, herdeiros donos de uma das maiores fortunas dos Estados Unidos.

Os Kock ficaram conhecidos por financiar ONGs de ultradireita visando interferir na política norte-americana (http://migre.me/tbj3w). E tem obviamente ambições de ampliar seu império petrolífero explorando outras bacias fora dos EUA.

Para selar de vez a parceria com a cooperação internacional, o próprio PGR Rodrigo Janot foi aos Estados Unidos comandando uma equipe da Lava Jato para dois eventos controversos.

O primeiro, levar informações da Petrobras para possíveis processos conduzidos pelo Departamento de Justiça contra a estatal brasileira. O segundo trazer de lá informações que explodiram na Eletronuclear, depois de encontro com advogada do Departamento de Justiça ligada a escritório de advocacia que atende o segmento nuclear por lá.

A geopolítica da cooperação internacional

Desde os anos 70, a parceria com ditaduras militares mostrou-se inconveniente para a diplomacia norte-americana. De um lado, pela dificuldade em justifica-la perante a opinião pública liberal norte-americana. De outro, pelo fato dos governos militares terem nítido cunho nacionalista – como se viu com o governo Geisel, no Brasil, ou a ditadura militar argentina deflagrando a guerra das Malvinas.

Gradativamente, a diplomacia e as instituições norte-americana foram mudando o eixo, aproximando-se dos sistemas judiciários nacionais, das polícias federais, de procuradores e estimulando ONGs, especialmente aquelas voltadas para a defesa do meio-ambiente. A internacionalização da Justiça tornou-se um fator legitimador, para fortalecer outro polo de influência nos sistemas nacionais, acima dos partidos e do Congresso.

Tornou-se conhecido o modelo de desestabilização no Oriente Médio com as diversas primaveras nacionais. Insuflava-se a classe média com denúncias de corrupção. Seguiam-se as manifestações de rua que, devido ao clima de catarse criado, descambavam para a violência. Depois, a intervenção de alguma força visando trazer a ordem e implantar a democracia. Foi assim nas ações desastrosas no Iraque, Afeganistão e Líbia – conforme explicou o professor Moniz Bandeira em longa entrevista concedida esta manhã ao GGN. Em todos esses casos, desmontou-se um regime autoritário e deixou-se como herança o caos, a destruição de nações e regimes muito mais restritivos dos direitos individuais, quase todos marcadamente conservadores nos hábitos morais.

O problema está no lado oficial da história. E aí entra o papel da cooperação internacional na nova geopolítica do poder.

Desde a viagem de Janot aos Estados Unidos começamos a desconfiar  que os EUA estavam se valendo dessa cooperação para impor suas estratégias geopolíticas.

A Lava Jato não pode mais ser vista como uma operação de investigação isolada. Ela é tudo o que gerou de forma associada, e teve a ajuda central de organismos internacionais – caso contrário jamais teria chegado às quadrilhas que operavam na Petrobras.

Ambos –operadores da Lava Jato e do Congresso - estão umbilicalmente ligados. No plano econômico e social, a contraparte da Lava Jato é a flexibilização da Lei do Petróleo e dos gastos sociais, acabando de vez com o legado social dos últimos governos. 

Evidências – as operações de impacto da Lava Jato sempre caíram como uma luva, sincronizadas com as estratégias de impeachment seja no Congresso seja em dobradinha com Gilmar Mendes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Toda a pressão em cima de Dilma têm, do lado político-econômico, a intenção precípua de obter concessões nas áreas de petróleo e de gastos sociais.

No plano social, a Lava Jato conseguiu despertar a comoção popular, o afloramento de uma ideologia da classe média, ultraconservadora e intolerante, muito longe da vitalidade juvenil do MPL. No plano econômico, além da flexibilização da lei do pré-sal e do fim dos gastos sociais obrigatórios, ganhou corpo a criminalização das estratégias de desenvolvimento autóctone – como o avanço diplomático na África e o financiamento às exportações, as políticas de conteúdo nacional (que podem ser liquidadas com o fim da Lei do pré-sal.

Ou seja, não dá para desvencilhar a Lava Jato de todo esse leque de princípios ultraconservadores e ultraliberais. Fazem parte do mesmo pacote político.

Na falta de estudos mais apurados sobre o tema, alguns comentaristas julgaram estar frente a uma dessas teorias conspiratórias que povoa o universo das redes sociais.

No Brasilianas de ontem, o professor Luiz Felipe de Alencastro (recém aposentado da Universidade de Sorbonne) informou que nas últimas semanas, o tema ganhou repercussão nos círculos acadêmicos internacionais.

Em breve, a Lava Jato deixará de ser estudada meramente como uma imensa operação anticorrupção para se transformar em um case sobre as estratégias geopolíticas norte-americanas na era das redes sociais, da globalização e da alta tecnologia.

O presidencialismo de coalizão do MPF

E aí se entram nas questões internas do Ministério Público Federal.

Trata-se de uma organização admirável que, desde a Constituição de 1988, foi protagonista de inúmeros avanços civilizatórios no país.

Com o tempo, algumas de suas maiores virtudes – como a independência de cada procurador – transformaram-se em alguns dos seus maiores problemas. A sucessão de representações contra Lula, partindo de todos os cantos, mostra que, hoje em dia, qualquer procurador que queira participar do jogo político basta pegar um factoide qualquer e transformar em representação, valendo-se do poder que lhe foi conferido pela Constituição. E nada acontecerá com ele, sequer o repúdio dos colegas.

Os procuradores se organizam em grupos, de acordo com suas convicções e áreas de atuação. Há desde grupos envolvidos com direitos humanos até os que atuam na área criminal. E há, também, uma enorme gana de protagonismo político por parte de alguns grupos, de participar de cargos executivos, a exemplo de colegas de MPs estaduais.

Quando Lula sancionou a eleição direta para escolha do PGR, abriu a caixa de Pandora. Os candidatos são indicados pela ANPR (Associação Nacional de Procuradores da República) – que representa apenas uma classe de procuradores e é uma associação sindical, de defesa dos interesses corporativos da classe. Não participam os procuradores estaduais, os dos Tribunais de Contas, os militares.

Recentemente, o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) avançou na questão de permitir que procuradores ocupem cargos no Executivo – hipótese vedada pelo STF.

Na própria campanha eleitoral, os candidatos a PGR vão firmando acordos políticos capazes de viabilizar sua eleição. E, com isso, diluindo poder e capacidade de intervir em abusos.

Em Brasília, há integrantes isentos do Judiciário que defendem Janot, consideram-no uma pessoa equilibrada e responsável. Sustentam que ele perdeu o controle da situação. Ou seja, abriu a caixa de Pandora quando estimulou o vazamento da Lava Jato e agora não conseguiria controlar sua tropa.

Mas há um conjunto de atos e omissões inexplicáveis:

1.    A visita aos EUA levando informações da Petrobras e trazendo da Eletronorte.

2.    A blindagem ao senador Aécio Neves. Na única vez que conversei com Janot ele assegurou que até abril (do ano passado) daria parecer no inquérito que investiga contas de Aécio em Liechtenstein. Não só não desengavetou como desqualificou três delações sobre ele.

3.    A incapacidade de conduzir um inquérito sequer sobre as Organizações Globo.

Será possível que, com a enorme capacidade jurídica acumulada entre seus procuradores mais velhos, com as inúmeras referências de direitos humanos, cidadania, responsabilidade para com o Estado brasileiro, o Ministério Público Federal tenha se transformado em uma corporação dominada pelo sindicalismo?

É a última incógnita desses tempos turbulentos. Todas as demais peças já foram devidamente encaixadas.

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301 comentários

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( Visitante ) Nickname-Humberto

Vem de antes o Contexto da Lava-Jato

Como explanaram, ontem, os 3 Debatedores: Modesto Carvalhosa/USP-Direito, Pierro Paolo Mottin/USP-Direito Penal e Roberto Romano/USP-Ética e Política.

Em programa deste sábado, 12.mar.2016, dessa edição ( até surpreendente! e imperdível ).

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Moniz Bandeira pesquisa há

Moniz Bandeira pesquisa há muito tempo sobre geopolitica americana,....

 

http://jornalggn.com.br/noticia/da-primavera-arabe-ao-brasil-como-os-eua...

 

 

 

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...spin

 

 

  Abaixo, video 2: a ousadia

 

Abaixo, video 2: a ousadia que assustou os EUA, os Messias da Lava Jato com uma tática de terra arrasada colocaram tudo a perder, o Tio Sam agradece

 

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...spin

 

 

Neste vídeo, veja que em 2012

Neste vídeo, veja que em 2012  os EUA já se preocupam com a estratégia de defesa do Brasil, note que os EUA acreditvam que faltaria ao nosso pais grana para ousar no campo da defesa como havia planejado,,,diziam que faltaria dinheiro..,,.só que o Brasil deu conta,,e avançou...o que tivemos na sequência senão isso que o Nassif aponta, ou seja, a Primavera Brasileira e, na sequência, uma Lava Jato que caiu do céu para os interesses americanos...a Pimavera continua, neste domingo eles estarão nas ruas pedindo a derruba do governo e a prisão de Lula, enquanto isso o Tio Sam é sorriso de orelha a orelha: conseguiram tudo sem bem baratinho: 20 centavos

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paulo frança

Moro foi cooptado, mas pode entregar o jogo

Pessoal, recomendo a leitura. É de abrir os olhos de todos nós. Depois, vamos mudar toda a estratégia. Uma coisa me saltou aos olhos na sexta: toda a Oposição foi contra o procurador Conserino! Ora, por quê? Ilegalidade? Claro que não, pois os grupos que compõem a Oposição atuam na flagrante ilegalidade. Resposta óbvia: o centralizador judicial do movimento é Sérgio Moro. Então, me perguntei como um juiz caipira, deslumbrado com holofotes, tem tanto material explosivo sobre tanta gente importante?! Resposta: alguém lhe deu e continua a abastecê-lo. Por que um juiz de Curitiba foi se meter nisso? Resposta: pelas suas ligações familiares com o PSDB e, acima de tudo, quem o conhece pessoalmente identificou nele um viés messiânico, um tipo Juiz Herói Justiceiro que Combate o Mal. Deram documentos, apoio material, PF, MPF e, luzes, muitas luzes. Moro acreditou que faria Justiça. Mas lhe orientaram a não desviar o foco do PT, o real inimigo de quem o manobra desde o início. E assim ele faz. PAra evitar que não cumpra o roteiro, e, se demorar, o coloquem no rumo, colocaram colado em Moro procuradores do MPF e delegados suspeitíssimos da Polícia Federal. Vejam a revelação do ex diretor do FBI no Brasil de que os serviços secretos dos EUA literalmente compraram dezenas de agentes e delegados da PF no tempo de FHC. Portanto, na sexta à noite minha teoria era corroborada com a surpreendente recusa da Oposição em apoiar o ridículo Conserino e Blat. Nassif agora traz a peça que faltava: quem cooptou Moro? REsposta: Rodrigo Janot. E o PGR fica com o teatrinho de mandar prender Cunha, igualmente sem tocar em Aécio. Trata-se apenas de manobra diversionista para ganhar tempo, afastar de si o foco e acelerar Moro no amplo plano armado entre Janot, procuradores do MPF, delegados da PF (provavelmente tb o diretor), alguns ministros do STF e do STJ (o silêncio deles é gritante!). Na linha de frente, atiçando o povo, Globo, com o jornal, TV, revistas, Veja, Folha, Estadão e sites. Em suma: Moro é boi de piranha de gente grande no Golpe. Mas não recua de seu papel messiânico. Até a hora em que a ficha cair e descobrir que está sendo usado. Pode ser que, revoltado, abra o jogo e faça também sua delação. O mais certo é ganhar um posto no STJ em troca do silêncio.

 

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paulo frança

Moro foi cooptado, mas pode entregar o jogo

Sou jornalista há 30 anos, com especialização em História e em Política e Estratégia. Uma coisa me saltou aos olhos na sexta: toda a Oposição foi contra o procurador Conserino! Ora, por quê? Ilegalidade? Claro que não, pois os grupos que compõem a Oposição atuam na flagrante ilegalidade. Resposta óbvia: o centralizador judicial do movimento é Sérgio Moro. Então, me perguntei como um juiz caipira, deslumbrado com holofotes, tem tanto material explosivo sobre tanta gente importante?! Resposta: alguém lhe deu e continua a abastecê-lo. Por que um juiz de Curitiba foi se meter nisso? Resposta: pelas suas ligações familiares com o PSDB e, acima de tudo, quem o conhece pessoalmente identificou nele um viés messiânico, um tipo Juiz Herói Justiceiro que Combate o Mal. Deram documentos, apoio material, PF, MPF e, luzes, muitas luzes. Moro acreditou que faria Justiça. Mas lhe orientaram a não desviar o foco do PT, o real inimigo de quem o manobra desde o início. E assim ele faz. PAra evitar que não cumpra o roteiro, e, se demorar, o coloquem no rumo, colocaram colado em Moro procuradores do MPF e delegados suspeitíssimos da Polícia Federal. Vejam a revelação do ex diretor do FBI no Brasil de que os serviços secretos dos EUA literalmente compraram dezenas de agentes e delegados da PF no tempo de FHC. Portanto, na sexta à noite minha teoria era corroborada com a surpreendente recusa da Oposição em apoiar o ridículo Conserino e Blat. Nassif agora traz a peça que faltava: quem cooptou Moro? REsposta: Rodrigo Janot. E o PGR fica com o teatrinho de mandar prender Cunha, igualmente sem tocar em Aécio. Trata-se apenas de manobra diversionista para ganhar tempo, afastar de si o foco e acelerar Moro no amplo plano armado entre Janot, procuradores do MPF, delegados da PF (provavelmente tb o diretor), alguns ministros do STF e do STJ (o silêncio deles é gritante!). Na linha de frente, atiçando o povo, Globo, com o jornal, TV, revistas, Veja, Folha, Estadão e sites. Em suma: Moro é boi de piranha de gente grande no Golpe. Mas não recua de seu papel messiânico. Até a hora em que a ficha cair e descobrir que está sendo usado. Pode ser que, revoltado, abra o jogo e faça também sua delação. O mais certo é ganhar um posto no STJ em troca do silêncio.

 

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Ah, Carolina

Só Carolina não viu!

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Indícios de que foi coisa tramada

As manifestaçoes convocadas pelo MPL ocorriam a cada aumento, donde eram previstas. E as "primaveras" de outros lugares ainda nao tinham mostrado sua face. O que fez a Direita aqui? Primeiro, Globo passou de novo Anos Rebeldes; a última vez que tinha passado foi antes do Fora Collor. Depois, uma grande matéria sobre os problemas de transporte poucos dias antes da data prevista para a manifestaçao do MPL. Terceiro, a repressao da polícia do Alckmin passou até dos limites habituais dessa polícia, atingindo até jornalistas. As manifestaçoes explodiram, e no início talvez ainda nao fossem de direita. Uma série de "eventos de protesto" começou a ocorrer em vários países, o YouTube passou a distribuir a todo mundo com conta lá vídeos de um movimento chamado ChangeBrazil (com z mesmo...) com discursos inflamados contra o governo. Aí houve a célebre fala de "desculpas" do Jabor sobre as primeiras críticas que havia feito, e sugerindo o quê? A liberaçao do MPF... Se nao foi coisa tramada minha avó era bicicleta, e ela nao tinha rodas, pedais nem guidom. Nao foi tramada pelo MPL, mas que foi tramada foi.

Mas alguns (algumas) idiotas nao perceberam nada, entraram em discursos de celebraçao das manifestaçoes. E mesmo agora nao há nada que os faça fazer auto-crítica.

 

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Rodrigo de Barros

Lava jato

 Ta na cara que Moro está sendo manipulado e que a policia federal esta trabalhando contra o governo.

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Rodrigo de Barros

Lava jato

 Ta na cara que Moro está sendo manipulado e que a policia federal esta trabalhando contra o governo.

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Cristiano Marochi

Na verdade a Lava Jato

Na verdade a Lava Jato começou em 2004, pois a apuração do esquema de corrupção se inicia na data da nomeação dos diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque, que celebraram acordos de delação premiada com a Justiça. Paulo Roberto Costa disse que quando foi nomeado, por indicação do saudoso mensaleiro Janene, se encontrou pessoalmente com altos dirigentes do PT para combinar a "fatia" das propinas extraídas dos contratos com os fornecedores da empresa. O braço direito de Duque, Pedro Barusco, já conhecia o metier desde os tempos dos tucanos e foi de muita valia para os petistas aprenderem o jogo. A partir desse momento não faltou mais dinheiro para as campanhas eleitorais do PT e dos partidos aliados.

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Marcelo Pereira de Sousa

Na verdade Paulo Roberto

Na verdade Paulo Roberto Costa chegou a Petrobrás em 95, quando foi indicado como gerente geral do departamento de exploração & produção do Sul.

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Sobre geopolítica americana, por Pepe Escobar

"É o petróleo, estúpido         

 

Para o Império do Caos, o Brasil tem sido uma grande dor de cabeça desde que Lula foi eleito pela primeira vez, em 2002. (Para uma apreciação das complexas relações entre EUA e Brasil, verificar o trabalho indispensável de Moniz Bandeira.)

A prioridade do Império do Caos é evitar o surgimento de potências regionais alimentadas por abundantes recursos naturais, desde o óleo até minerais estratégicos. Brasil se encaixa amplamente na conta. Washington, naturalmente, se sente no direito de "defender" esses recursos. Assim, a necessidade de reprimir não apenas as associações de integração regional, como o Mercosul e a Unasul, mas acima de tudo o alcance global dos BRICS.

 



Leia mais: http://br.sputniknews.com/brasil/20160307/3758705/terremoto-brasileiro-lava-jato-lula.html

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Perfeito!

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Gostei dessa fanfic! 

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Bateu na trave

Caro Nassif,

Até que enfim você percebeu que o foco não deve ser a Lava Jato, e também que o poder não emana de um juiz ou de um grupo de procuradores. Basta ver a reprodução dos mesmos procedimentos em outras investigações, como no caso da Zelotes.

Colocar os acontecimento no devido tempo é muito importante para entender o que se passa no quadro político atual. E acho que isso não está correto no seu texto. A criminalização já não estava em curso na capa da Veja às vésperas do primeiro turno da última eleição? Cunha como presidente da camara já não havia marcado o início da ruptura entre governo e PMDB, que desde então atua de forma dúbia, e o alinhamento com a oposição?

O mesmo poderia ser feito para a estrutura investigativa da Lava Jato. Não se deveria ignorar sua localização em um Estado controlado pela oposição que quer o golpe e umbilicamente ligado ao centro de poder da mesma, acastelado em São Paulo. Estado utilizado por este centro de poder para evasão de divisas, no maior caso de corrupção brasileiro. E que foi investigado pela mesma estrutura que aí está.

Infelizmente, seria preciso investigar, e essa é uma atividade extinta no jornalismo brasileiro. Que pena, pois a crise está para acabar em breve e não vamos ficar sabendo da verdade. O quê, você não viu? O impeachment bateu na trave:

Matéria IstoÉ + condução de Lula a Curitiba + onde denúncia de procuradores sobre imóvel em Guarujá o aguardava e ele permaneceria preso + Renan articulado com PSDB desde pré-sal e provavelmente com processo de impeachment na gaveta + manifestações do dia 13 e caos = impeachment na semana seguinte.

A principal questão é: por que essa necessidade de tomada de poder tão urgente? Por que ela tem que acontecer agora? Urgência que leva à brutalidade de transformar antigos comparsas da oposição nos esquemas de desvio em reféns da justiça punitiva, sem qualquer temor de sacrificá-los?

A bola ainda está ali, na pequena área, quase sobre a linha do gol, e estão vindo chutá-la.
 

 

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Lava Jato: tudo começou em junho de 2013 – contramedidas

-> “No mesmo mês de junho de 2013 surge outro fato revelador: o vazamento de informações da NSA (Agência de Segurança Nacional) pelo ex-técnico Edward Snowden. [...] Na enxurrada de documentos vazados, fica-se sabendo que a NSA espionava preferencialmente a Petrobras.”

mas nem assim Governo e PT quiseram entender o que estava acontecendo. preferiram insistir com a narrativa auto proclamatória que até hoje prevalece entre seus seguidores: o então alto índice de aprovação de Dilma, os “milhões” arrancados da miséria e uma pujante ”nova classe média", reduzindo Junho de 2013 a nada mais que obra dos laboratórios da geopolítica dos EUA.

não preciso concordar com tudo o que o Nassif escreve, basta-me ter sido ele o único dos consagrados analistas brasileiros a compreender, ainda no calor dos fatos em 18/06/2013, o que estava acontecendo: “Significa que a moldura institucional do país não cabe mais no organismo social brasileiro..”

não preciso discordar de tudo acerca do lulismo, basta-me ser impossível promover desenvolvimento com inclusão social através do pacto entre o Bolsa Família, a Selic banqueiro e o BNDES companheiro.

esqueçam seus dogmas. as diversas camadas da crise se interpenetraram: financeira, econômica, política, social, institucional, climática... crise civilizatória. tudo e todos serão revirados pelo avesso do avesso do avesso.

precisamos rejuvenescer, pois só assim seremos capazes de nos ajudar uns aos outros frente a barbárie que vem.

p.s.: quanto ao vazamento de Snowden, nunca se esqueçam que foi feito para um jornalista “brasileiro”: Glenn Greenwald. sempre tivemos tudo o que precisamos, foi a prepotência que nos conduziu coercitivamente à crise atual.

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Moro e Youssef são velhos conhecidos

  • Moro e Youssef são velhos conhecidos, e a esposa do procurador Fernando Lima era um dos personagens envolvidos no caso Banestado, cujo delator profisional que se deu bem na vida roubando e delatando.,...o juiz era o mesmo...,..o mesmo promotor Fernando Lima mandou arquivar o caso Banestado,,.. não podemos negar que, de combate a corrupção a Lava Jato tem muito pouco...e  muito, mas muito mesmo, de geopolítica americana, isso é fato
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  • - El Pais - 8 dez 14
    Alberto Youssef: o doleiro que arrastou todos em sua queda
    "Ele teve sua grande oportunidade para abandonar o mundo do crime, mas a desperdiçou"
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“Todo mundo conhece Alberto Youssef em Londrina. Pode ser que não saibam quem é o prefeito, mas sabem quem ele é”. O policial que fez esse comentário em Curitiba é imediatamente respaldado pelo taxista que leva o correspondente no aeroporto de Londrina. “Aqui sabemos tudo de Youssef”, afirma divertido Roberto. Sua irmã era seu braço direito até morrer”, diz. “Sempre foi um contrabandista, um bandido. Agora ficamos sabendo sobre sua vida nos jornais”.Londrina, a bonita cidade paranaense de meio milhão de habitantes que viu nascer o cambista mais famosos do Brasil, vive há um ano no coração da Operação Lava Jato.

MAIS INFORMAÇÕES

O adolescente que vendia salgados nas ruas de Londrina é hoje, com 47 anos, “um homem destroçado” (segundo um de seus advogados de defesa). Cardíaco com um histórico de ameaças de infarto, Alberto Youssef perdeu vinte quilos desde que entrou na prisão de Curitiba, em março, e teve de ser internado quatro vezes desde então. Não se parece em nada com o homem algemado que sorri nas fotos de suas primeiras prisões, por volta de 2003, quando mentia com total desembaraço (“Sou apenas um ex-cambista, nunca lavei dinheiro”, assegurou meses antes de confessar seus crimes para o juiz). Youssef é antes de tudo um reincidente. “É um delinquente profissional [...] Teve sua grande oportunidade para abandonar o mundo do crime, mas a desperdiçou”, argumentou o juiz Sérgio Moro há dois meses ao manter a condenação de quatro anos de meio de prisão pelo ‘caso Banestado’ (inicialmente suspensa por conta de sua colaboração).

Dois meses atrás Youssef voltou assim mesmo a se converter em delator da polícia, transformando o ‘caso Petrobras’ em um barril de pólvora que afeta em cheio o ‘establishment’ empresarial, político e financeiro brasileiro. “Está muito deprimido”, conclui seu advogado. A polícia confirma o diagnóstico. “Sim, é um delinquente crônico, uma pessoa calculista, mas tem sangue. E família. E filhos. Ninguém gosta de estar todos os dias nos jornais”. Foi justamente a família de Youssef quem o persuadiu para chegar a um acordo de colaboração com a Justiça e colocar-se no olho do furacão do ‘Petrolão’. Com sua delação premiada anterior cancelada, preso, seus bens bloqueados, com alguns de seus principais sócios detidos e seus familiares acossados por ordens de busca e apreensão, lhe restava essa opção ou passar os próximos 20 anos de sua vida na prisão.


Youssef sempre foi um homem de família. Sua irmã Maria foi sua primeira provedora de bens: trazia eletrodomésticos do Paraguai de ônibus

Youssef sempre foi um homem de família. Sua irmã Maria foi sua primeira provedora de bens: trazia eletrodomésticos do Paraguai de ônibus e os entregava para seu irmão para que os vendesse na rua. Mas foi sua outra irmã, Olga Youssef, mais conhecida como Flora (também condenada no ‘caso Banestado’), quem o introduziu no turbulento mundo das casas de câmbio. “Alberto confiava em poucas pessoas, ela era sua principal aliada”, disse Henrique, um empregado de banco que conheceu o cambista em seus dias de glória.

“Sempre se dedicou ao contrabando”, afirma taxativamente um agente da polícia: fundamentalmente bens eletrônicos, mas também drogas e joias ilegais. Mais tarde, dedicou-se “a transportar dinheiro, que é ainda mais lucrativo”. Braço direito do poderoso ex-deputado de Londrina José Janene (PP), acusado no ‘caso Mensalão’, a morte deste em 2010 o alçou para o topo de uma gigantesca trama de desvio e lavagem de dinheiro ilegal. Após alguns anos de experiência em operações menores à frente de sua agência de câmbio, a morte de Janene transformou Youssef em um ‘lobista’ total. Era a engrenagem do sistema: fazia as ligações, entregava as maletas de dinheiro, ordenava as transferências, organizava a criação de empresas de ‘fachada’, negociava com as empresas contratantes, ‘cuidava’ dos agentes públicos, resolvia problemas entre as diferentes partes do negócio e, se era necessário, entrava em um avião privado para transportar uma soma elevada para o outro lado do país. Seus tentáculos chegaram até em algumas obras da Copa do Mundo. Calcula-se que Alberto Youssef chegou a movimentar 2,08 bilhões de reais no ‘caso Banestado’. Agora, estima-se que a quantidade desviada na ‘Laja Jato’ é de 10,4 bilhões de reais.

“Ele se movia como um peixe na água entre as empresas”, disse outro advogado. “E não somente agora; já desde jovem, na década de 1990”. Abriu outro escritório em São Paulo e tinha acesso em Brasília a figuras políticas muito conhecidas. Apesar de tudo, não foi fácil para a polícia rastreá-lo; utilizava sete telefones móveis diferentes, com sistemas para detectar escutas. Seu reaparecimento causou uma comoção nos agentes da Polícia Federal que investigavam um caso aparentemente pequeno em Curitiba. Um ano depois de se transformar em um arquivo vivo, uma fonte de dores de cabeça monumentais para dezenas de empresários e parlamentares. Explicou o funcionamento da trama de lavagem de dinheiro e revelou a existência de um ‘clube’ de diretores de grandes empresas que dividiam uma porcentagem de cada obra da Petrobras com destacados políticos. Youssef intermediava o pagamento de subornos e doações ilegais para partidos: a Polícia Federal guarda como se fosse ouro um documento descoberto em seu escritório que registra os pormenores de 750 contratos realizados sob sua supervisão.

Incomunicável e isolado desde março, os testemunhos de Alberto Youssef são a coluna vertebral do maior caso de corrupção da história do Brasil. Não parece exagerado, pois, que seus advogados se preocupem com “a segurança” de seu defendido: em outubro, quando foi internado por uma crise cardíaca, a Polícia Federal teve de desmentir oficialmente que teria sido envenenado. Alguns dias antes, em um ataque de raiva, quebrou um vidro de separação durante uma conversa com seu advogado na prisão. Em seu conhecido escritório da rua Pará, no centro de Londrina, fechado há dois anos, antigos companheiros de edifício sorriem à menção do seu nome. “Quem tudo quer, nada tem”, diz Sérgio. “O senhor não pode imaginar o poder que esse cara tinha aqui... E olhe agora... Para quê?”.

 

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/12/08/politica/1418062496_458476.html

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Marcelo R S

gEOpolitica americana só

gEOpolitica americana só pensa em detonar o BRICS, por isso logo após as jornadas de junho de 2013 os EUA indicaram como embaixadora para o Brasil uma senhora afinada com golpes

A vingança contra Lula chegou e o povo mdiotizado pela Globo segue feito boiada rumo e cava a própria sepultura

O papel de Lula na criação do BRICS

https://www.rt.com/op-edge/334904-brazil-brics-lula-economy-regime/#.VuAsLJwKKtw.facebook

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verdade não é combate a

verdade

não é combate a corrupção..isso é conversa pra boi dormir.....é a geopolitica americana, estupido

 

http://blogdoalok.blogspot.com.br/2016/03/a-luta-e-de-vida-ou-morte-porq...

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miope

Muito didático e consubstanciado.

Caro Nassif,

Texto muito didático.

Todas as afirmações baseadas em fatos, e não em lugares-comuns ou presssuposições.

Queremos mais!

 

M.

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Povo é uma ova

Uma coisa que os golpistas acertaram foi apostar na incapacidade de raciocionar dos midiotas que não sabem ou não se interessam em filtrar o que absorvem pela imprensa. Pegaram os midiotas pelo psicológico, abocanharam a manada apelando ao estômago deles.

Eles precisaram de duas coisas:

1 - Criar o sentimento de ódio e alimentá-lo até o nível da irracionalidade;

2 - Criar o bode expiatório e mostrá-lo, ainda que indiretamente, aos apedrejadores.

Assim, nessa toada, a nossa primavera latina criou o lastro que era necessário 

Só que ficou evidenciado que tudo é movido a ódio e esse sentimento não é legítimo do "povo". Os débeis mentais que manifestarão (de novo...) não são o povo. São uma massa de manobra doutrinada e alimentada dia a dia pela imprensa.

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"O jornal de ontem mentiu. O de hoje está mentindo. O de amanhã não será mais verossímil."

Coxinhas e inocentes úteis, corram para Washington - II

Uma verdadeira operação de guerra. Algum diferença em relação a caça ao Sadam Hussein? Nenhuma, aliás, essa caça ao Lula é bem mais feroz que a caça ao lider iraquiano, o que o conluio midiático-penal está fazendo não tem paralelo nem aqui nem no mundo, é inacreditável, parece que Lula praticou genocídio contra o povo brasileiro, ou será que produz armas de destruição em massa.,....coisa de louco..,...vão derrubar a estátua do Lula, uma vez que não havendo nenhuma em solo brasileiro, os coxinhas se dirigirão a Washington...

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/05/1460460-ex-presidente-lula-e-...

 

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Coxinhas e inocentes úteis, corram para Wahsington...

Coxinhas e inocentes úteis que abundam aos montes por ai explodindo de ódio, dirijam-se a Washington para derrubar a estátua do "9 dedos" e, tão logo os golpistas assumam, aguardem o retorno do salário mínimo de 50 dólares, ou será que vcs pensam que um governo totamente servil ao mercado está pouco se lixando para o povo, se estarão preocupados se o pobre morre ou deixa de morrer, a UNICEF inventa uma campanha em proteção das crianças como na Era FHC e tudo bem....

http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2014-05-27/ex-presidente-lula-e-hom...

 

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Resultado da geopolítica de

Resultado da geopolítica de Lula, que os inimigos internos e externos criminalizam:

Por ulisses s:

 Há, eu mostro o link! Gráficos existem de monte. Cada qual mostra o que interessa.https://brasilfatosedados.wordpress.com/2011/03/05/exportacoes-brasil-paises-ricosdesenvolvidos-e-pobresem-desenvolvimento-e-mercados-selecionadosusa-america-latina-china-europalo-africa-oriente-medio-e-mercosul-evolucao-nominal/  

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imagem de Ulisses sUlisses sCaro robô de papel

Mostra os dados antes de 2006. Que tal na década de 90. O que eu vejo foi uma ascenção da curva apartir de 2006. Aparentemente como Moro, tu velho robota teve medo de mostrar. Outra coisa, explica para nos, usando seus microchips da década de 90, os 400 bilhões em reservas cambiais, os investimentos do Brasil em educação, construção, sociais e todas as obras do PAC sem vender um patrimônio público como fez FHC. 

 

http://www.jornalggn.com.br/noticia/o-%E2%80%9Cmascate%E2%80%9D-que-virou-de-ponta-cabeca-a-geopolitica-brasileira-por-j-carlos-de-assis

 

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Conspiração total

Uma das grandes fraquezas do governo é não ter um analistas, metódico e científico como Nassif na sua equipe. São bem primários neste campo.

Desta vez entendi bem a não citação dos plíticos da oposição  que, irrelevantes,  seguem os passos dos protagonistas principais e se oferecem para fazer barulho na mídia, para proveito de todos os opositores do governo. Acho Janot o grande incentivador por ação/omissão do desenvolvimento das ações da Lava Jato.

Espero ver estes procuradores, assim como o juíz de 5ª, digo de 1ª instância, sejam desmascarados e presos num futuro próximo.

 

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Tons de cinza

Parece-me que nosso imaginário de um cara mau sugere machesa. A afirmação: "É de Carlos Fernando e seu olhar rútilo, de matador, a nova cara do MPF." está equivocada. A cara e a voz desse procurador estadual, com passivo ridículo no caso BANESTADO, não corresponde ao que vi, "muito antes pelo contrário". 

Ocorreu-me uma linha de tempo possível para entender as razões da parcialidade da “Lava Jato”:

– Em matéria publicada no site político norte americano Daily Caller, o cientista David Archibald defende que os EUA construam o Gripen NG para se livrar do “mico” F-22. Detalhes técnicos à parte: o caça é bom e será (?) comercializado pela Embraer, junto com o KC-390.

– O PROSUB (iniciado pelo Lula) e o Projeto Estratégico do Exército - PEE, com proteção da Amazônia e de fronteiras, resultarão (?) em aumento de poder militar e protagonismo do Brasil.

Talvez por aí se entenda a razão dos militares da ativa estarem quietos. FHC fez mal a eles.

– Some-se a isso o pré-sal monopolizado pela PETROBRAS e Lula querendo comprar Rafales do Sarkozy em troca de um assento no Conselho de Segurança da ONU e temos como resultado:

Espionagem do Planalto pela CIA, Geopolítica é assunto militar nos EUA. A Angela Merkel nem deu muita bola, foi só prá despistar. No resto a Dilma colaborou.

Mas o açodamento da Lava Jato parece obedecer também a cronograma externo: a China ameaça novo reaquecimento e a cotação internacional do petróleo e do minério de ferro começaram a subir. O que reprime a nossa Bolsa de Valores não é falta de capital nacional. Os EUA não estão conseguindo aumentar juros, o Japão e Europa também. Em cenário de possível retomada de crescimento brasileiro, onde os grandes investidores internacionais vão conseguir tanto lucro como no Brasil?

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Putsgrila

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Meire

O circo do "julgamento" do

O circo do "julgamento" do mensalão também fez parte do esquema criminoso, o movimento do passe livre tinha corruptos e os inocentes úteis, bobos, de sempre.

É o mesmo conlui de bandidos da época da ditadura, tinha: elite corrupta do Brasil, fbi, globo, igreja. E pode ter certeza, a cabeça do golpe é de camarão.

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Ronaldo Teles

Termômetro

Ações para o golpe ainda serão dados, como o que acaba de acontecer com a denúncia pelo MP-SP contra Lula.

Porém qualquer ação determinante ocorrerá após as manifestações de domingo. Se tiver participação maciça pode ter certeza que o golpe será dado.

Mesmo com todas as peças bem montadas e encaixadas é preciso o mínimo de apoio popular para se concretizar.

 

Vale a leitura do comentário de Antonio Gentile na primeira págia dos coments. Extremamente esclarecedor.

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Ricardo Santo

Complementando com mais dois eventos

Dois eventos que podem poderiam ser adicionados.

Lembram-se dos containers da Petrobrás e os notebooks com os dados do Pré-Sal? 

Lembram-se também da queda do avião de Eduardo Campos e da misteriosa caixa-preta, sendo este acontecimento que possibilitou ao Aécio chegar ao segundo turno?

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Bem lembrado, é tudo muito

Logo após as jornadas de junho de 2013{cujo ressultado foi, por exemplo, nenhum senador progressista em estados como GO, RS, MG, SP] os EUA nomeiam para o Brasil uma embaixadora que é a cara da face golpista da geopolítica americana,..se no Oriente Médio os EUA tiveram que gastar muitos misseis na invasão que teve, por aqui tem a ajuda de um sistema midiático-penal e uma direita entreguistas:

Ex-agente da Usaid é nomeada embaixadora dos EUA no Brasil

A Usaid é utilizada pelo governo norte-americano como fachada para espionagem e corrupção de políticos e governantes.


http://www.vermelho.org.br/noticia/223256-1

Honduras: Manuel Zelaya, presidente deposto, se refugia na embaixada brasileira

http://agencia-brasil.jusbrasil.com.br/noticias/1912594/presidente-deposto-retorna-a-honduras-e-se-refugia-em-embaixada-brasileira

América Latina: a segunda operação condor

Su primera edición, llevada a cabo en las décadas de los setenta y ochenta, permitió acabar con los dirigentes progresistas de una serie de países sudemaricanos.

http://www.contrainjerencia.com/?p=115220

Honduras: o assassinato de lideranças anti-golpe continua

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205969226174418&set=a.4902337480940.1073741826.1373042949&type=3&theater

A gestação da argumentação golpista...um texto que explica a doutrina americana para golpes mundo afora

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/A-doutrina-Hillary-a-gestacao-do-argumento-golpista/6/15269

Do Le Diplomatique sobre os braços do Tio Sam na américa latina

http://www.diplomatique.org.br/editorial.php?edicao=31

Hyllary Clinton vem ai

http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2015/04/doutrina-hillary-viemos-vimos-todos.html

O aparato americano por trás do golpe em Honduras

http://www.galizacig.gal/avantar/opinion/23-7-2009/washington-e-o-golpe-de-estado-em-honduras-aqui-estao-as-provas

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Complementando

Lembrar também:

-O caso dos containers da Petrobrás, envolvendo os notebooks com os dados do Pré-Sal.

-A queda do avião de Eduardo Campos, com o caso da misteriosa caixa-preta, cujo evento permitiu ao Aécio chegar ao segundo turno.

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Remover o PT do tabuleiro

Remover o PT do tabuleiro parece importante nessa estratégia. Na impossibilidade de remoção, a fragilização do governo também ajuda, pois permite alterações legais necessárias a estratégia e inviabilização eleitoral do partido e de suas bandeiras. Qual a melhor forma de fazer isso, atacando importantes alicerces do partido e o maior dele: Lula.

O problema é como se defender dessas ações geopolíticas e ao mesmo tempo investigar corrupção na Petrobras? Se houve corrupção e lavagem de dinheiro, há de ser investigada, mas de que forma: Com vazamentos em datas quase programadas? Com foco em determinados esquemas de corrupção? Com formas "inovadoras" de investigar e julgar? Porque as investigações sobre Mussak, Zelotes e FIFA-Brasil não andam, estão estancadas?

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QUE SERÁ TAMEN

Enfim vemos externada uma visão perspectiva capaz de aglutinar muitas das múltiplas evidências das razões geopolíticas que conduzem a manipulação fascistóide orquestrada com o beneplácito da perseguição política denominada Operação Vaza Jato.

Agora, cabe perguntar como e por que o governo federal e as instituições democráticas representativas da sociedade civil não têm tratado destas cruciais questões de segurança.

Vale ainda lembrar que antes tarde do que nunca. E que, portanto, é hora de articular uma abordagem mais ampla, com vistas ao saneamento das diversas distorções funcionais utilizadas pela direita golpista com o intuito de desestabilizar a sociedade brasileira. Tais distorções, dentre as quais têm destaque aquelas apontadas no artigo acima, fragilizam e pervertem o funcionamento do poder público, violam as garantias constitucionais e agridem o Estado Democrático de Direito.

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j.marcelo

GEOPOLÍTICA É A PALAVRA

GEOPOLÍTICA É A PALAVRA CHAVE!! Foco e pauta central das discussões( e não pedalinhos!)

Assim como Janot indo para os EUA,e a sua má vontade incrível com o seu "conterrâneo"

AÉCIM MAIS SUJIM QUE PAU DE GALINHEIRIM!!!!

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Ozaru

Big Brother

Texto obrigatório e, com certeza, histórico.

Venho falando isso há meses para amigos e familiares, é muito gratificante ver este artigo e me sentir até aliviado, por atestar minha excelente companhia.

Quando assisti ao fillme 'Citzenfour', também obrigatorio, um estralo instantaneo me ocorreu e as peças se encaixaram.

A suspeita coincidência de eventos similares ao redor do mundo se transformou em conspiraçãoes paralelas.

Acho que um tópico que deve ser mais explorado pelo blog é a arma que possibilita tudo isso.

Assim como a arma nuclear mudou o jogo militar, o Big Brother americano muda na mesma escala o jogo político.

A banalização que o uso dessa arma atingiu é exposto por Snowden no filme e devemos sempre colocá-la como possibilidade ao analisar os novos movimentos mundiais.

Não só membros do estado americano podem usar de sua força, quem garante que não possa haver uma infiltração de corporações? Compra soturna de dados ou mesmo um apoio patrocinado?

Não é ficção cientifica, nem filme do Batman, é aqui e apenas, 2016.

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As tais "forças ocultas" não dormem no ponto, nunca dormiram...

Os EUA dormem e acordam há séculos com essa palavra{geopolítica] mui significativa para o desenvolvimento dos paises mas estranha para nós, pelo menos não é abordada de forma explícita nos nossos livros de história.,...pouca gente sabe o que é isso, qual a importância para todos nós esse bicho estranho[a geopolítica] e muito menos os intocáveis da Lava Jato sabem do que se trata, nem os juizes a levam em conta nas suas sentenças.,,...,o resultado dessa ignorância é que jamais seremos a potência mundial cujo destino estava traçado se essa operaçao tosca nao tivesse atrapalhado nosso sonho de sermos um grande país de classe média, desenvolvido e com uma forma diferente de relacionar-se com outros povos...

FORÇAS OCULTAS. Desde quando me entendo por gente, como muitos brasileiros, tomei conhecimento, de forma vaga, através do termo "forças ocultas", que Vargas usava para referir-se aos inimigos internos e externos que tramavam contra a democracia e os interesses nacionais. As tais "forças ocultas" estão ai, com todo o gás, insistindo no golpe.

O INIMIGO. Quando deveríamos ter tais "forças ocultas" como o  comum, os meios de comunicaçao, como que numa operação de guerra midiática a la Iraque pré-invasão, transformaram Lula e seu partido o inimigo número 1 a ser combatido. iLula o nimigo de nossa nação e não as tais "forças ocultas".  Logo Lula, o inimigo, quando sabemos que foi ele pôs em prática uma geopolítica que deixou o Tio Sam de cabelos em pé..,..como pode O Cara alavancar esse pais que estava condenado ao fracasso e  à submissão. O que esse pais dá em troca senão o mesmo tratamento dispensado a lideres de paises que foram palco de invasões e primaveras financiadas pela geopolítica americana.

As tais "forças ocultas" não dormem no ponto, nunca dormiram...

 

 

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Eliseu Leão

A luta é de vida ou morte

A luta é de vida ou morte (porque Lula é BRICS)
8/3/2016, Pepe Escobar, RT  Vila Vudu



"BRICS" é a sigla mais amaldiçoada no eixo av. Beltway [onde ficam várias instituições do governo dos EUA em Washington]-Wall Street, e por razão de peso: a consolidação dos BRICS é o único projeto orgânico, de alcance global, com potencial para afrouxar a garra que o Excepcionalistão mantém apertada no pescoço da chamada "comunidade internacional". 



Assim sendo, não é surpresa que as três potências chaves dos BRICS estejam sendo atacadas simultaneamente, em várias frentes, já faz algum tempo. Contra a Rússia, a questão é a Ucrânia e a Síria, a guerra do preço do petróleo, o ataque furioso contra o rublo e a demonização ininterrupta da tal "agressão russa". Contra a China, a coisa é uma dita "agressão chinesa" no Mar do Sul da China e o (fracassado) ataque às Bolsas de Shanghai/Shenzhen.



O Brasil é o elo mais fraco dessas três potências emergências crucialmente importantes. Já no final de 2014 era visível que os suspeitos de sempre fariam qualquer coisa para desestabilizar a sétima maior economia do mundo, visando a uma boa velha 'mudança de regime'. Para tanto criaram um coquetel político-conceitual tóxico ("ingovernabilidade"), a ser usado para jogar de cara na lama toda a economia brasileira.



Há incontáveis razões para o golpe, dentre elas: a consolidação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS; o impulso concertado entre os países BRICS para negociarem nas respectivas moedas, deixando de lado o dólar norte-americano e visando a construir outra moeda global de reserva que tome o lugar do dólar; a construção de um cabo submarino gigante de telecomunicações por fibra ótica que conecta Brasil e Europa, além do cabo BRICS, que une a América do Sul ao Leste da Ásia – ambos fora de qualquer controle pelos EUA.



E acima de tudo, como sempre, o desejo pervertido obcecado do Excepcionalistão: privatizar a imensa riqueza natural do Brasil. Mais uma vez, é o petróleo.



[...]
A bola começou a rolar quando Edward Snowden revelou que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (ing. NSA) andava espionando a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e vários altos funcionários da Petrobrás. Continuou com o fato de que a Polícia Federal do Brasil coopera, recebe treinamento e/ou são controladas de perto por ambos, o FBI e a CIA (sobretudo na esfera do antiterrorismo). E prosseguiu via os dois anos de investigações da Operação Car Wash, que revelou vasta rede de corrupção que envolve atores dentro da Petrobrás, as maiores empresas construtoras brasileiras e políticos do partido governante Workers’ Party.



A rede de corrupção parece ser real – mas com "provas" quase sempre exclusivamente orais, sem nenhum tipo de comprovação documental, e obtidas de trapaceiros conhecidos e/ou neomentirosos seriais que acusam qualquer um de qualquer coisa em troca de redução na própria pena.



Mas para os Procuradores encarregados da Operação Car Wash, o verdadeiro negócio sempre foi, desde o início, como envolver Lula em fosse o que fosse.

[...]
 Ninguém em sã consciência dirá que Moro teve carreira acadêmica da qual alguém se orgulharia. Não é de modo nenhum teoricista peso pesado. Formou-se advogado em 1995 numa universidade medíocre de um dos estados do sul do Brasil e fez algumas viagens aos EUA, uma das quais paga pelo Departamento de Estado, para aprender sobre lavagem de dinheiro.



Como já comentei, a chef-d’oeuvre da produção intelectual de Moro é artigo antigo, de 2004, publicado numa revista obscura, nos idos de 2004 ("Considerações sobre Mãos Limpas", revista CEJ, n. 26, Julho-Set. 2004), no qual claramente prega a "subversão autoritária da ordem judicial para alcançar alvos específicos" e o uso dos veículos de mídia para envenenar a atmosfera política.



Quer dizer, o juiz Moro literalmente transpôs a famosa operação da Justiça italiana de 1990s Mani Pulite ("Mãos Limpas") da Itália para o seu próprio gabinete – e pôs-se a instrumentalizar os veículos da grande mídia brasileira e o próprio judiciário, para alcançar uma espécie de "deslegitimação total" do sistema político. Mas não quer deslegitimar todo o sistema político: só quer deslegitimar o Workers’ Party, como se as elites comprador que povoam todo o espectro da direita no Brasil fossem querubins.



Assim sendo, não surpreende que Moro tenha contado com a companhia solidária, enquanto se desenrolava a Operação Car Wash, do oligopólio midiático da família Marinho – o império midiático O Globo –, verdadeiro ninho de reacionários, nenhum deles particularmente inteligente, que mantiveram íntimas relações com a ditadura militar que, no Brasil, durou mais de 20 anos. 

[...]



Ainda pior, Moro não dá sinais de preocupar-se com a evidência de que depois que o sistema político italiano implodiu, ali só prosperaram os Berlusconi. No Brasil, certamente se veria a ascensão ao poder de algum palhaço/idiota de bairro, elevado ao trono pela Rede Globo – cujas práticas oligopolistas já são bastante berlusconianas.



[...]

A Operação Car Wash teve o mérito de investigar a corrupção, a colusão e o tráfico de influência no Brasil, país no qual tradicionalmente a corrupção corre solta. Mas todos, todos os políticos e todos os partidos políticos teriam de ser investigados – inclusive e sobretudo – porque em todos os casos esses são corruptos conhecidos há muito tempo! – os representantes das elites comprador brasileiras.

A Operação Car Wash não opera igualmente contra todos. Porque o projeto político aliado aos Procuradores do juiz Moro absolutamente não está interessado em fazer "justiça"; a única coisa que interessa a eles é perpetuar uma crise política viciosa, como meio para fazer fracassar a 7ª maior economia do mundo, para, com isso, alcançarem seu Santo Graal: ou aquela velha suja 'mudança de regime', ou algum golpe branco.



Mas 2016 não é 1973. Hoje já se sabe quem, no mundo, é doido por golpes para mudar regimes.

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" Comando Central "

   Que o PGR tentou "comandar" é possivel, mas não teve a envergadura necessária para tal, pois uma vez que foi eleito por parte de seus pares, sua função confunde-se entre as responsabilidades institucionais, e seu lado corporativo/sindical, uma vez que, os grupos que lá lhe colocaram, o obrigam a seguir determinada agenda, ou o "derrubam", o que aliás já demonstraram a capacidade, de senão retira-lo do cargo, a de coloca-lo em situações de "corner", e até suas opiniões serem irrelevantes.

     É muito mais pertinente a tese de um "Comando Central" , um movimento estratégico definido, não hierarquizado, composto por varios estamentos da sociedade, midia, empresários, até mesmo funcionários do governo central, e vou alem, o "projeto estratégico" é anterior a 06/2013, ele vem de 2008/2009, recrudescendo - "apresentando suas armas" - a partir de 2014, com o inicio das investigações na PBR , com uma vantagem tatica bem forte conseguida a época : Yousseff e Curitiba, pois o "Comando Central" encontrou um juiz e procuradores, inexpressivos a época,  dispostos a ter protagonismo politico.

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junior50

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Cris K.

"Ela caça é com os ouvidos"

Parabéns, Nassif.    Na contramão da usual prática jornalística de recortar e isolar os acontecimentos, sua análise sobre como os fatos inteagem proporciona uma visão de totalidade sobre o processo histórico e o que está oculto à realidade imediata e aparente. 

Não  minimizaria o papel de Moro e da PF -  embora as críticas  do ministro Teori ao "quadro  monstruoso, em que o juiz se adianta ao papel acusatório e o Ministério Público vem a reboque", sugiram de forma enviesada a regência do MP.  A trindade, no fundo,  tem funcionado como uma unidade, sem mistérios e com claros objetivos políticos.

Ferido na vaidade, o "jogador" do MP cometeu um grave erro ao  adiantar o  julgamento e a intenção de impedir a candidatura de Lula: colocou-se sob suspeição.  Metaforicamente, não custa lembrar o que acontece ao predador que verbalmente se desvela em "O meu tio Iauaretê', de Guimarães Rosa.  

 

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Vídeo de Sérgio Moro no Youtube solicitando Mobilização Popular

Desde que recebi esse vídeo :

https://www.youtube.com/watch?v=KkQ3pDyDPYw 

Vindo pelo Zap, não tive mais nenhuma dúvida de que o Juiz Moro, não estava agindo de acordo com a lei.

Afinal, quem está vinculado aos fatos, às provas e às leis, como ele diz, piscando 600 vezes por segundo, não precisa de apoio popular.

Se tivesse provas poderia apresentá-las, e ganharia imediatamente o apoio popular.

Se as provas não fossem suficientes, aí sim, precisaria do apoio popular para atingir seu objetivo. Fica claro que ele tem um objetivo, e qual é o objetivo. 

Como ele solicitou o apoio popular, isso foi o sinal inequívoco de que ele estaria disposto a passar por cima desse mero detalhe que seria o de provar a culpa dos acusados poderosos.

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Anibal

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João Mezzomo

Minha explicação para o

Minha explicação para o comportamento de Janot e da PGR de um modo geral é o mesmo que para a Justiça, Receitas e outros orgãos públicos de elite lotados por funcionários de carreira muito bem pagos e com estabilidade, estatuto, e direitos assegurados. Apesar de todas essas garantias eles são depositários do mesmo complexo de vira-latas dos setores médios brasileiros: costumam aplicar o rigor da lei contra o pobre e quem o defende, mas se eximem disso, por subterfúgios diversos - muita vezes o simples engavetamento ou não ação - quando se trata do rico e quem o representa. No fundo Janot tem medo de processar Aécio Neves e a Globo. Como grande parte de seus colegas espalhados pelo Brasil, são bem pagos para desempenhar suas importantes funções levando em conta a equidade, mas infelizmente não tem coragem - que muitas vezes requer uma reflexão maior - suficiente para fazer efetivamente isso, preferem "engavetar" quando se trata dos tucanos e da Globo, e processar e perseguir o Lula e o PT. Mas não por ser Globo ou os tucanos, não, é por aquilo que representam, a manutenção dos dois brasis. O governo do Lula e do PT na verdade representou na prática o avanço sobre esse divisor brasileiro, o divisor entre os que servem e os que são servidos. Isso que atraiu sobre eles a ira de uma parte da sociedade que resiste ao fim desse modelo absolutamente perverso. A PGR não reflete, ela segue a onda, como a maioria desses órgãos. Desta forma, sua prática se constitui no avesso da Justiça, mas eles são afagados pela notoriedade, uma compensação para a sua colaboração inestimável.

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Ademildes J da silva

PROFESSOR LUIZ ALBERTO MUNIZ BANDEIRA

 Obrigada pela indicação de um cometarista neste post, que citou o prof  Bandeira. Fiz uma rápida pesquisa e descobri que além de um historiador formidável ela já foi indicado ao NOBEL DE LITERATURA.

  Acabei de comprar o livro dele "   A SEGUNDA GUERRA FRIA 

 

aqui estão alguns dos   trabalhos publicados por ele.

Ótimo para se aprender sempre e valorizarmos o que temos de melhor. pena que esse brasileiros não são citados nem nas escolas e nem  nos meios de comunicação..

Não fazem isso deliberadamente, pois senão o povo ficaria muito "sabido".

www.espacoacademico.com.br/arquivo/bandeira.htm

 

 

 

 

 

 

 

 

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CGH e o "caçador"

    Até agora nenhum "spotter" ( fanaticos que ficam em aeroportos fotografando aviões ), mostrou alguma imagem, nem a midia ( qualquer uma ), se existiu uma aeronave da PF em CGH, caracterizada seria impossivel esconder, mas é comum a PF utilizar-se de aeronaves apreendidas descaracterizadas.

    Mas alguem da torre CGH, ou do controle de aproximação São Paulo (ACC), ou seja, muita gente, e até outro tipo de "fanático por aviação", aquele que fica escutando comunicações de aeronaves, teriam ouvido o "código" (callsign) exclusivo de voos da PF - " caçador + numeral, seguido de origem e destino "

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junior50

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Antonio Gentile

Jogo próximo do cheque-mate.

Finalmente Nassif começa a nomear os bois da influência estrangeira, mas a situação é muito pior do que os blogueiros acreditam.

Acompanhem...

Há dois ambientes políticos onde o jogo é jogado: o exterior e o interior. 

No exterior só existem duas forças rivais para o governo permanente do Ocidente: a liberal e a liberal-conservadora (que nos EEUU é conhecida apenas como conservadora). Todas elas adotam o discurso de livre-mercado e por isso não importa o quanto a crise financeira seja grave, não virá uma "nova era do pensamento econômico" que substitua o liberalismo. O centro europeu aderiu ao livre-mercado para estrategicamente se impor a todo continente, já que as forças de centro estão sediadas nos países mais competitivos. A esquerda não consegue governar se submeter a esse jogo e por isso, os partidos socialistas se tornaram partidos liberais com militância vermelha. Qualquer política econômica que escape a isso, especialmente vinda de países em desenvolvimento, é um passaporte para a marginalidade no sistema.

No cenário interno, o governo enfrenta desde sempre a oposição da elite nacional. Não se trata aqui, de uma burguesia em abstrato, mas de uma articulação de empresas, think tanks como o Instituto Millenium, mídia e funcionários públicos bem remunerados. Trata-se de uma elite que depende muito pouco do desenvolvimento do país e está ligada ao mercado de publicidade controlado pela Globo e os grandes bancos privados. É um eixo Rio-São Paulo, que também conta com o apoio das multinacionais dos mesmos setores: bebidas alcólicas, higiene, bancos, seguradoras, planos de saúde, tabaco, telefonia. Neste grupo está a inBev, mas também a Coca-Cola. Praticamente todos devem muito aos governos tucanos - seja pelas privatizações, seja pelo PROER, financiamentos pelo BNDES ou concessões públicas. O alto-funcionalismo público e as associações de trabalhadores liberais, proveniente da sempre bem remuneradas classes A e B, que também possuem horror da esquerda e estão órfãos do populismo cambial e das distinções que os separavam dos pobres e da classe média baixa, entram no meio de campo para trabalhar o golpe na prática cotidiana, seja de dentro do governo, seja nas redações ou think tanks.  Este grupo está fechado desde sempre com os tucanos e não abre mão. 

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Porém junto com este quadro permante tanto externo quanto interno. Surgiram dois fatores que complicaram definitivamente: primeiro a crise econômica e mais importante o pré-sal. 

As forças permanentes liberais-conservadoras já declaram guerra ao Brasil. São de 200 a 300 bilhões de barris ainda não descobertos extraídos com um baixo-custo operacional e próximos aos grandes centros do país (São Paulo e Rio de Janeiro). Essas forças estão concentradas nos setores de segurança, inteligência, mineração, energia e automobilística nos EUA, Reino Unido e Israel. Lutar com elas significa lutar contra o Pentágono, a CIA, a NSA, o MI6, o Mossad e as centenas de ongs profissionais que trabalham por estes setores: Rand Corporation, Heritage Foundation, American Interprise Institute, Mont Pelerin Society, Institute for Humane Studies, Leadership Institute, Foreign Policy Research Institute, John Birch Society, American Security Council Foudation, Hoover Institution, National Defense Industrial Association, Charles Koch Foundation, Atlas Network, etc. 

No Brasil os grupos que vêm reunindo a turma ultra-liberal, ou seja o Tea Party - que para quem são libertários radicais - na sua versão brasileira, são o Mises Institute e o Studens for Liberty. O Mises tem o apoio do Grupo Ultra, sendo presidido por um de seus membros. A ideologia anarco-capitalista é contrária a qualquer ação do Estado, seja no que for, mesmo na justiça, e também a difusora do porte de arma irrestrito e atende aos interesses comerciais das empresas de armas e mercenários. Nestes grupos, é vendida a ideia de que mercenários podem ser polícias muito mais eficientes em uma sociedade sem Estado assim como uma justiça privada seria uma garantia de independência. 

Os articulistas estão uniformente contra a União, mas principalmente contra a União do Brasil. Todas as formas de separtismo são estimuladas, desde o municipalismo até a formação de vários pequenos e fracos estados nacionais. Se vale usar o apego dos paulistas e sulistas por um país que carregue o fardo nordestino, também vale usar a teoria esquerdista da dependência para defender a separação do Nordeste e da Amazônia. A mensagem é clara: " O Brasil tem que acabar".

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Nota: Em 2013, nas jornadas de junho, Fiat e Johnnie Walker (Diageo) fizeram agressivas campanhas de mídia para dizer que o "Gigante acordou" e "Vêm pra Rua" gerando ampla comoção pública. Isso também não é uma coincidência. A Fiat é uma das principais financiadoras de grupos conservadores nos EEUU - afinal comprar carros e defender o meio-ambiente não combinam muito bem - e Johnnie Walker é uma marca de uma multinacional inglesa que pertence a um grupo de apoio do governo do Reino Unido e que inclui Unilever, Shell, BP, Rio Tinto, etc. 

É importante notar que empresas de produtos não saudáveis -que sofrem ou setem sofrer uma certa censura de propaganda - estão invariavelmente contra o governo: cervejas, vodkas, uíques, refrigerantes e cigarro (British American Tobacco).

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A aliança das duas forças externas (liberal e liberal-conservadora) contra o Brasil levaria o destino de Dilma fatalmente ao mesmo de John Kennedy ou na melhor das hipóteses de Harold Wilson. Assim como o banimento final de toda a esquerda brasileira da política nacional. 

A única saída foi se aliar aos liberais. Tentar transformar Dilma em uma versão desnutrida da Hillary Clinton. Mas que não vem funcionado como o esperado e nenhum liberalismo é suficiente para acalmar os inimigos internos do governo. Sempre faltará aquele "0,5% do PIB" que transformará o governo Dilma em um governo "populista" para os think tanks liberais, pros "mercados" e pro Arnaldo Jabor...

A rendição de Dilma ao projeto da Nova Ordem Liberal de David Rockefeller, e amigos, é a peça que falta na compreensão da realidade do país. Dilma virou a garota boazinha da ONU, da OMS e o país virou até cobaia de laborartório de mosquistos geneticamente modificados... Em vez da política ativa de Amorim, o país voltou a ser um anão diplomático e no governo Dilma faltou dinheiro até para as funções mais básicas do Itamaraty.


Se os liberais do exterior não tem se movido como o esperado para salvar o governo - afinal Dilma nunca terá o mesmo charme para os liberais do exterior que Fernando Henrique - pelo menos têm poupado o Brasil de uma pressão que poderia ser muito pior. A não ser nos casos que envolvam os créditos de carbono - tais como Belo Monte - as ongs liberais não têm sido tão agressivas quanto na Argentina de Cristina. Soros até se mostra simpático ao governo brasileiro.

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A estratégia liberal se torna a situação no exterior menos dramática destrói a situação no interior. 

O governo está amarrado. Além de chantageado pelo Congresso, não pode tomar nenhuma medida mais forte contra a PF, MPF e o concórcio de inimigos na mídia. Qualquer medida mais forte será o passaporte para o "eixo do mal" de um país que é visto pelos liberais como uma "democracia duvidosa", tais como as outras do D5: Índia, Indonésia, África do Sul e Turquia.

A estratégia liberal também corrõe as bases populares que sustentaram o governo Lula: o trabalhismo, o nacionalismo, a ascensão social e a atitude de não-confrontação com os conservadores locais. Quase ninguém que votou em Dilma em 2010 está disposto a defender o "governo liberal de Dilma".

No entanto, o liberalismo republicano do governo nunca será o suficiente para os vampiros da oposição que dizem que o PT aparelhou todo o governo, mesmo quando só petista é investigado e preso.

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A mudança para a estratégia desenvolvimentista e propriamente de esquerda se pode fornecer as armas para a luta interna, transforma Dilma em Cristina e joga toda a Ordem Mundial contra o Brasil. E o que já é certo para os conservadores estrangeiros passaria também a ser certo para os liberais: "O Brasil precisa acabar."

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Ou seja: se ficar o "bicho pega", se correr o "bicho come". 

Somente um serviço de inteligência super preparado poderia lidar com tantos inimigos externos e internos e salvar o governo. Ainda assim, seria preciso uma rede de think tanks nacionais permanentes associados a grupos nacionais de tecnologia para balancear a força estrangeira e garantir uma autonomia mínima.

 

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Nada de Novo no Front, Novidades Mesmo...

Nada de novo no front, que antes já não não se soubesse, não estivesse ou fosse completamente desconhecido, as únicas novidades, porém não elencadas, seria entender onde entra isso tudo, qual a influência, quando:

1. Os governos do PT e o PT, desde antes e principalmente após 2002, não se preocupam em estruturar a "Informação & Contrainformação", para poderem governar, interna e externamente.

2. Os governos do PT e o PT não se preocupam em estruturar a comunicação interna e externa, ao governo e partido.

3. O PT afasta-se de suas bases sociais e passa a ser apenas orgânico governamental e de ocupação de cargos.

4. O governo e o PT, por inoperância e visão política, permitem que o processo do Mentirão se instale, se arraste, se desenrole até que consigam a proeza de sendo governo, deixar-se prender Dirceu, Genoíno, João Paulo, etc., e desestruturar de vez a frágil estrutura política integrada então existente.

5. O governo chamado as falas, demite Paulo Lacerda da Abin, com direito a desterro em Portugal, para agradar o supremo cabo eleitoral do PSDB-GO, deita e rola sobre o governo e o PT, falando na mídia e não nos autos. 

6. O governo descobre a espionagem da mídia e resolve botar panos quentes, nem sequer chamando para depor o Sr. Caneta, quanto mais o mandante, o falecido Civita.

7. O governo e o PT, deixam correr solto o monopólio da mídia, auto assumido líder da oposição, respeitando-o como legitimo, mesmo que praticante do vale tudo e do terrorismo da desinformação, para derrubar o governo e desconstruir o PT e Lula, não reagindo e não estabelecendo o contraditório junto a nação.

8. O governo é reeleito em 2014 em condições dificílimas e a presidenta resolve "desaparecer num primeiro momento" e reaparecer tentando um governo solo (apartado de Lula e PT), baseado no suporte estratégico e político de seus imediatos, Mercadante, Zé Cardozo, Miguel Rosseto e Pepe Vargas,  e entregando-se a economia e os ministérios de produção ao pensamento adversário.

9. O governo, comandado por Mercadante, lança-se em improviso à eleição na câmara e colhe como resultado, Eduardo Cunha e sua pauta bomba, tornando o governo refém do congresso e a partir daí, sem reação, em anomia absoluta, tendo o partido a acompanha-lo na jornada.

10. (A mais fatal) O governo após reeleito em 2014, mergulha num obsequioso silêncio, deixando a partir daí de comunicar-se politicamente com a nação, assim permanecendo até hoje, para alegria dos incompetentes golpistas paraguaios.      

 11. Será também o nosso Benedito ou apenas as "forças do exterior e do interior", mesmo? 

12. Pouco importa, a luta é precisa e continua, pois o partido somos nós.  

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Perfeito! Nassif, eleva a

Perfeito! Nassif, eleva a post pra gente poder compartilhar.

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Ronaldo Teles

Excelente.

A clareza das suas informações é assustadora!

Você tem algum Blog ou Site?

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Tem que investigar o Tal

Tem que investigar o Tal instituto Inovare...

Ontem foi muito suspeita a matéria do jornal nacional....sobre a globo está patrocinando tal instituto.

E explica muito a proteção da globo no judiciario.Ela comprou.

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Jornalista é Deus ?

A globo alega que ninguém está acima da lei. Exceto jornalistas ! Começou uma campanha dizendo que jornalistas só dizem a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade. Logo, qualquer ataque a jornalistas será sufocado pelo seu poder.

Pelo menos essa foi a minha interpretação daquela nota sobre ataques a jornalistas, que passou no Jornal Nacional, ou no Fantástico, não me lembro bem.

 

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Anibal

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