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Na entrevista de Rubens Valente ao Roda Viva, relembrando a de Gilmar

Hoje o Roda Viva será com o repórter Rubens Valente, a propósito de seu livro sobre a operação Satiagraha.

No livro, Rubens não analisa o papel da imprensa. Se analisasse, um capítulo especial poderia ser dedicado ao Roda Viva e aos então dirigentes da Fundação Padre Anchieta, Paulo Markun e Gabriel Priolli.

No dia 15 de dezembro de 2008, em pleno tiroteio da Satiagraha, Markun convidou Gilmar Mendes para uma entrevista para a seguinte bancada: Reinaldo Azevedo, Eliane Cantanhede, Carlos Marchi, Márcio Chaer. Pela composição da bancada, é evidente que Markun tinha lado e jogava com ele.

Quando a relação dos entrevistados foi divulgada, aqui pelo Blog, houve uma enxurrada de protestos que entupiu os servidores da Cultura. O fato foi anotado pelo ombudsman.  Posteriormente, o ombudsman sofreu ataques vilipendiadores dos blogueiros ligados a Gilmar.

Na sequência, Markun e Priolli decidiram pela não renovação do meu contrato e do ombudsman com a TV Cultura. Markun passou por cima do Secretário de Educação João Sayad e negociou o fim do contrato diretamente com o então governador José Serra.

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Francisco JT

O lacaio da TV Cultura

Assisti ontem à entrevista com o jornalista Rubens Valente no Roda-Viva. É aviltante a atuação do âncora do programa o sr. Augusto Nunes. Este sujeito não mede esforços na tentativa de infamar a presidente Dilma e o Lula e defender qualquer um do PSDB ou que ataque o PT. Ontem, por exemplo, por várias vezes interrompeu o entrevistado para livrar a cara do Gilmar Mendes e do FHC. Noutra, como não houvesse ninguém na bancada que o fizesse, interpelou o entrevistado para que falasse sobre o filho de Lula. Mais: insistiu no fato de que houve, sim, escutas no gabinete do Gilmar Mendes, então presidente do STF, ainda que o livro-investigativo do entrevistado aponte pela ausência de provas da tal arapongagem. Baseou-se o miliciano de Veja no livro de Tuminha (um compêndio de como assassinar reputações). E se isso não bastasse, o psdebista-jornalista queixou-se ao escritor sobre o fato de ele, no livro, não se referir ao filho de Lula como Lulinha. Pode? Não é uma pérola? Ontem ele se superou na arte da patetice.

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JOSE MILTON

conjur

Pq o 247 sempre alivia com o Dantas e sua turma e procura desqualificar seus acusadores dando destaque a artigos como esse do conjur?? Será que o Paulo Henrique Amorim tem razão??? http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/130481/Conjur-v%C3%AA-Opera%C3%A7%C3%A3o-Banqueiro-como-tentativa-de-reanimar-Satiagraha.htm

 

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Andre Mendonca

MODUS OPERANDI - ATTUCH / CHAER / DANTAS

Há quase uma década travo uma disputa jurídica com Daniel Dantas. A iniciativa foi dele, e a vitória foi minha. O modus operandi de Dantas, revelado fartamente pela imprensa brasileira no bojo da Operação Satiagraha, não é novidade para mais de uma dezena de juízes britânicos que, em diversas instâncias, sentenciaram os irmãos Dantas e colaboradores do Opportunity como "mentirosos", "defraudadores", "desacatadores de ordem judicial" etc.

As sentenças são definitivas e inapeláveis. As de última instância estão disponíveis no site do Her Majesty Privy Council (Suprema Corte Britânica) e constituem jurisprudência [ver aqui (item 44) e aqui (item 16)].

Sou proprietário de empresas de tecnologia de software de internet. Comecei do zero, não tive herança, não tenho dívidas e nunca tive qualquer tipo de financiamento público, ajuda de bancos estatais ou de fundos de pensão. Minhas empresas atendem a mais de 400 clientes em 18 países, sendo que 98% desses clientes, com suas receitas respectivas, são provenientes do setor privado. Não tenho ligação com nenhum partido político, não possuo ONG, nem "Lojinha do PT". Uma de minhas empresas é fornecedora de software de comércio eletrônico, utilizado por inúmeros clientes, avaliado em 2002 também pelo PSDB e pelo PFL, e o sistema é hoje modelo-base da disputa eleitoral americana na internet.

A introdução acima se faz necessária, para entender melhor as motivações da imprensa que opera a serviço dos interesses de Daniel Dantas. Entre um punhado de cunhados cúmplices e um exército de advogados milionários, a imprensa se tornou o principal baluarte de Dantas para operar suas estratégias pouco ortodoxas, visando manipular a opinião pública com o intuito de influenciar os poderes institucionais constituídos.

O trio ACM

A imprensa de Dantas é alicerçada no tripé ACM (Attuch, Chaer, Mainardi). Com seus estilos próprios, esses três jornalistas convergem de forma concatenada para atender aos desejos do banqueiro, há anos.

Leonardo Attuch é do inner circle de Dantas. Vai além de escrever centenas de notas e matérias alinhadas 100% com os interesses e as teses pirotécnicas do banqueiro. Tornou-se uma espécie de lobista junto a jornalistas, ligando para as redações ou colocando palavras na boca de seus entrevistados, como denunciou recentemente um italiano ao revelar suas trocas de e-mails com Attuch.

Em março de 2007, a Folha de S.Paulo noticiou que Daniel Dantas comprara 51% da Editora Três, onde trabalha Attuch. Na ocasião da compra os salários estavam atrasados e os jornalistas estavam em greve. Oficialmente a venda não ocorreu, nem para Dantas nem para outro comprador. Mas, ao que se sabe, desde então as contas da Editora Três estão em dia.

Diogo Mainardi sacrificou sua posição de colunista popular para escrever as teorias de Dantas sobre um inquérito italiano. São inúmeras colunas e podcasts sobre o assunto, enquanto seus próprios leitores o jogavam para o esquecimento na seção de Cartas da Veja. Ele me incluiu entre os seus alvos principais, com uma série de calúnias e difamações baseadas em ilações e insinuações falsas, cujo principal objetivo era ajudar Dantas a tentar se safar do Caso Kroll, do qual sou vítima e assistente da acusação.

Em 28/04/2005, Dantas fez um negócio com a Telecom Itália. Levou 50 milhões de euros a troco de nada. O negócio não saiu e o dinheiro nunca foi devolvido. Nem o principal, nem a comissão milionária paga ao seu amigo Naji Nahas. O assunto atinge em cheio um atual ministro de Estado. Mainardi tenta valer-se politicamente da questão italiana, mas nunca tocou no seu cerne – os 50 milhões de euros pagos a Dantas e sua relação com um ministro do governo que ele ataca.

O trio ACM (Attuch, Chaer, Mainardi) escreve as estórias em sincronismo. No dia 29/7/2008, Márcio Chaer escreveu neste Observatório um artigo ["A imprensa quer culpados"] que pretendia transformar em réus o delegado, o promotor e o juiz que prenderam Daniel Dantas. No mesmo dia, Mainardi ataca uma procuradora do MPF. Ambos usam a palavra "fascismo" nos seus textos. O artigo de Chaer teve 190 comentários, quase todos contrários ao articulista. Ao invés de debater seus pontos de vista, Chaer preferiu fazer o que faz quando monta notícias que interessam a Daniel Dantas. Atribuiu a autoria de comentários negativos sobre ele, como se tivessem sido feitos por mim. Claro que a verdade não o favorece. No passado, Leonardo Attuch forjou, junto com gente do Opportunity, o mesmo tipo de ataque, e a Justiça não lhes deu razão. Coincidentemente, a desqualificação é a principal linha de atuação de Dantas contra tudo e todos que contrariam seus interesses.

Jornalismo dublê

Dentro do trio ACM, sem dúvida aquele que mais se distancia de qualquer juramento do jornalismo é Márcio Chaer. Não se sabe se ele é jornalista, empresário ou assessor de imprensa. Ele mesmo assina ora como uma coisa, ora como outra. É proprietário da Dublê Editorial Ltda., que edita a revista eletrônica Consultor Jurídico. Em seu site a revista se define como "uma publicação independente sobre Direito e Justiça", traz Márcio Chaer como Diretor e membro do Conselho Editorial, e avisa que a redação funciona na Rua Wisard 23, na Vila Madalena, em São Paulo.

No mesmo endereço funciona a assessoria de imprensa de Chaer, a Original123. O site mostra o próprio comandando a assessoria. Ou seja, o mesmo personagem que escreve artigos como jornalista, assessora os que são noticiados nos seus artigos, que lhe pagam como assessor de imprensa.

Em novembro de 2007, o site da Original trazia uma relação de seus clientes. Mais de 80% eram advogados, interessados obviamente na publicação ou omissão das notícias "independentes" do Consultor Jurídico de Márcio Chaer. Vários desses advogados aparecem em uma representação da Brasil Telecom à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por superfaturamento de honorários. Entre eles, conforme noticiado, José Luis Oliveira Lima, advogado de Chaer, que recebeu R$1,05 milhão da BrT para defesa de interesses de Daniel Dantas. Outro cliente, Wald Advogados, recebeu R$18,8 milhões em honorários da Brasil Telecom, por 15 meses de trabalho entre 2004 e 2005. No expediente do ConJur aparece ainda um outro advogado de Dantas – Alberto Zacharias Toron – como "colaborador".

Em 05/08/2003, Chaer enviou proposta a Humberto Braz, braço direito de Daniel Dantas e preso por flagrante de suborno de um delegado da PF. Na proposta, intitulada "Serviço de Imprensa", o jornalista se prontificava a desenvolver trabalho de acompanhamento do contencioso da Brasil Telecom "de forma a trabalhar as informações de interesse da imprensa e que possam influenciar não só o entendimento da Justiça como também desestimular ajuizamento de ações contra a Companhia" e a criar, na internet, um "canal de comunicação com a comunidade jurídica – em especial, com a Magistratura – para oferecer subsídios e argumentos técnicos que possam ser usados em favor da Brasil Telecom no meio judicial, seja em julgamentos, seja para formar o convencimento de juízes".

No site atual da Original a lista de clientes desapareceu. Uma busca detalhada no ConJur, das notícias relacionadas aos advogados clientes da Original e dos clientes desses advogados, revela, na parcialidade e na omissão, onde estão os verdadeiros compromissos de Chaer. Se se juntar isto a uma análise detalhada das origens e destinos dos honorários superfaturados dos advogados de Daniel Dantas, evidencia-se uma boa oportunidade para a manifestação da Fenaj, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Federal (MPF).

Estado de corrupção

Não vivemos em um "Estado Policial" como alguns querem fazer crer. O Brasil vive verdadeiramente um "Estado de Corrupção". O país perde, por ano, 160 bilhões de reais com corrupção e fraude, puxados principalmente pelos crimes de colarinho branco. Isso daria para construir cerca de 2 mil hospitais, 4 mil escolas ou 5 milhões de casas populares. São recursos desviados ilegalmente de brasileiros pobres para criminosos inescrupulosos com dinheiro, formação acadêmica, terno e gravata. A Constituição prevê que todos os brasileiros sejam iguais perante a lei, não importando se eles são banqueiros, advogados, jornalistas ou dublês.

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Eu não decidi demissão de

Eu não decidi demissão de ninguém. Apenas convoquei Luis Nassif para a reunião em que seria demitido, por determinação de Paulo Markun. E, a pedido dele, antecipei qual seria o assunto. Só isso. Ignoro qualquer negociação de Markun com José Serra sobre esse assunto e lamento ser envolvido nele. É decepcionante ter de apresentar essa explicação em público, quando o fiz a Nassif pessoalmente, na época dos acontecimentos. É aviltante ser pintado como servo de José Serra, quando apenas cumpri minha obrigação hierárquica, na implementação de uma decisão da qual sempre discordei.

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Fabio (o outro)

Gostaria mesmo de entender o

Gostaria mesmo de entender o que há por trás da decisão de se levar o jornalista ao programa e jogar luz sobre o caso , uma vez que vai frontalmente contra os interesses defendidos pela elite tucana e também contra tudo aquilo que nós vimos se desenrolar aqui no BLOG ,tanto durante a publicação de O CASO DE VEJA , como depois em 2008 com as prisões da SATIAGRAHA , quando  o mainstream da mídia deflagrou um maciço ataque aos denunciantes de  DANTAS.


 Na entrevista de ontem ,  Valente inclusive denunciou o factóide criado por Gilmar Mendes sobre o grampo no Supremo . Pior ainda : o foco do livro encosta em outro assunto que caiu no Index Prohibitorum da mídia : o livro de Amaury Ribeiro Junior - A PRIVATARIA TUCANA  , tratando das relações da irmã de DANTAS com a filha de SERRA .


Já que alguém que conhece por dentro os intestinos da TV CULTURA deu as caras , me atrevo a perguntar : o quê levou à decisão de se convidar o jornalista ?  O quê terá sido ?

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neusa de oliveira

Gostaria mesmo de....

Fábio (o outro) vocês reacionários têm essa mania de chamar as pessoas de bem de "elite". Será uma pitada de inveja por essas pessoas terem conseguido destaque sem pisar e difamar?   Agora, o pior de  de tudo é um tal lula que veio do chão do nordeste e quer ser chamado de ELITE. Isso é duro de engolir!

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Fellix Silva

Chaer ataca Rubens Valente

O Consultor Jurídico (Chaer) tenta desconstruir o trabalho do Rubens Valente:

http://www.conjur.com.br/2014-fev-17/livro-operacao-banqueiro-tenta-ress...

No dia 1º de setembro de 2008, o outrora famoso procurador da República Luiz Francisco de Souza ajuizou uma ação de improbidade devastadora contra ele próprio. O procurador tentou fritar o financista Daniel Dantas e o grupo Opportunity com uma petição escrita pelo empresário Luís Roberto Demarco, pessoa interessada na fritura. Demarco emprestou o texto, Luiz Francisco emprestou a assinatura.

O problema da autoria não foi o único — até porque, enquadrar alguém com a fama de Dantas parecia ser, à época, um dever cívico de todos os brasileiros. O grave é que a ação se baseava em fundamentos falsos, como uma reportagem atribuída à Folha de S.Paulo, mas que o jornal nunca publicou. O texto da vida real, diferentemente do usado na petição, falava de doleiros, não do Opportunity. Interpelado sobre a falsificação, Rubens Valente, um dos autores do texto da Folha deu uma resposta aparentemente enigmática. “Não saiu [o texto citado na ação], mas é aquilo lá mesmo”.

O pano de fundo do episódio era a disputa para ver quem ficaria com um poderoso naco do bilionário mercado da telefonia, o da Brasil Telecom. O ganhador somaria um faturamento de 30 bilhões de dólares anuais com a operadora anexada.

Nessa disputa, o talentoso Luís Roberto Demarco, roteirista de boa parte dessa batalha, dublou deputados, policiais federais, procuradores e procuradoras da República e muitos jornalistas. Há pelo menos mais um caso de texto de Demarco na Folha publicado com nome de outra pessoa.

Folha é um jornal rigoroso no controle de qualidade. Mas quase nenhum meio de comunicação ficou imune ao nível de articulação que envolveu essa guerra comercial.

O mal em nome do bem
As obras completas de Demarco foram condensadas em um livro lançado na primeira semana deste ano: Operação Banqueiro. O jornalista Rubens Valente — que aparece como autor da reportagem que não foi publicada, na ação que não foi escrita pelo procurador Luiz Francisco — assina a obra, que passa a integrar a coleção de livros sobre o fenômeno.

O livro foi oferecido antes à Editora Três Estrelas e à Publifolha, ambas da Folha de S.Paulo, mas foi rejeitado por defeitos incorrigíveis. A empreitada de bancar a ficção ficou a cargo da Geração Editorial, que pertence a Luís Fernando Emediato, ex-presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

O enredo dessa “Operação” é um conto de fadas contemporâneo. Dois personagens heroicos, o juiz Fausto de Sanctis e o delegado Protógenes Queiroz decidem livrar o Brasil de um tubarão do mundo dos negócios: o nefasto Daniel Dantas. Mas mesmo munidos das mais evidentes provas, passam da condição de acusadores para a de acusados. Com poderes extraterrestres, Dantas compra o governo, a imprensa, os ministros do Supremo Tribunal Federal e escapa de todas as acusações. Os mocinhos caem em desgraça. O mal triunfa mais uma vez.

Para sustentar a fantasia, o livro omite, esconde ou minimiza as trapaças dos investigadores enquanto amplifica com malabarismos verbais as culpas de Dantas. Cria fatos também. Logo na contracapa, por exemplo, escreve-se que depois de condenar Dantas, o juiz Fausto de Sanctis “foi transferido para uma vara qualquer, sem brilho e poder”, o que nunca aconteceu. O juiz foi promovido a desembargador. Inventa também que Sanctis foi surpreendido no dia da posse, no final de janeiro de 2011, com a notícia inesperada de que iria cuidar de temas previdenciários no TRF3. A designação já era sabida mais de dois meses antes.

Ao tentar descrever uma enrolada história de suborno dos delegados envolvidos nas investigações, com base em uma gravação ininteligível, o livro atribui frases ao preposto de Dantas em um momento no qual ele ainda nem havia chegado ao local do encontro. Sempre acolchoado por truques de linguagem, o livro não informa o leitor, por exemplo, que Hugo Chicaroni (segundo a satiagraha, o indivíduo que fez a ponte entre Dantas e os investigadores) foi um ator introduzido na cena pelo delegado e não por Dantas. Quem escreveu a história esqueceu de revelar que Protógenes e Chicaroni vinham trocando telefonemas seis meses antes do que o livro indica.

Em nome do bem, sempre, o livro omite fatos. Esconde que Protógenes enriqueceu enquanto conduzia a operação satiagraha, fabricou provas inexistentes e agiu fora da esfera do serviço público. Omite as fraudes e falsidades policiais espantosamente acolhidas pelo procurador Rodrigo de Grandis e pelo juiz Fausto de Sanctis. Os rombos na descrição do falso suborno dos policiais são ignorados.

Rubens Valente terá a chance de explicar na noite desta segunda-feira (17/2), quando for entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura, porque enganou os leitores do seu livro em dois momentos fundamentais. No primeiro, esconde do leitor por que o alegado arauto da corrupção supostamente enviado por Dantas, Hugo Chicaroni, não foi grampeado, indiciado nem preso. O segundo é mais grave.

Faltou dizer que Protógenes desobedeceu a ordem para fotografar as cédulas do suposto suborno. A rigor, nem precisaria de ordem. Esse é um procedimento básico na polícia. Contudo, o Ministério Público pediu a providência, Sanctis deferiu, mas o delegado respondeu candidamente que o dinheiro já fora depositado em banco, o que tornou impossível o seu rastreamento.

Sobre as mentiras ditas a respeito deste site, de que este espaço foi oferecido ao Opportuniy para publicar “matérias de interesse do setor telefônico”, Rubens Valente, certamente, terá ocasião adequada para explicá-las.

Lanterna ao contrário
Já os extraordinários e-mails apreendidos com o consultor Roberto Amaral, que mostram Daniel Dantas, José Serra e Fernando Henrique Cardoso de corpo inteiro são escondidos nas últimas páginas do livro. É a melhor parte e a única novidade que o livro traz, muito embora a revista Época já tivesse publicado boa parte deles em 2011. A falha monstruosa, de minimizar essa passagem, do ponto de vista jornalístico, leva a uma só conclusão. O libelo não foi escrito para provar as culpas de Dantas e mostrar como tudo se deu, mas para tentar atenuar as penas de Luís Roberto Demarco, Protógenes Queiroz e demais parceiros que hoje respondem pelas porcarias que aprontaram. Eles estão sendo julgados por isso.

O Opportunity e Dantas afirmam que os e-mails são falsos. Difícil acreditar. A correspondência não revela crimes nem ilegalidades.

Se a lanterna de Operação Banqueiro jogasse luz, em vez de fachos de sombras, seus autores teriam dado mais espaço a duas investigações feitas pela própria PF sobre as falcatruas de Protógenes. A que foi conduzida pelo delegado Amaro Ferreira, em que o delegado expulso da PF foi indiciado por crimes de violação da lei de interceptação e quebra de sigilo funcional; e a que investigou a interceptação telefônica no STF.

Pelo primeiro inquérito, Protógenes responde junto com outro ex-delegado, Paulo Lacerda, mais os empresários Demarco e Paulo Henrique Amorim por corrupção, violação telefônica e prevaricação. O que se descobriu é que esse grupo forjou uma operação privada e fora das regras legais. Esse é o caso que mais preocupa a turminha — e que deu à luz os dois livros lançados recentemente. A decisão está nas mãos dos ministros do STF.

O segundo caso foi uma pantomima de investigação em que se tentou apagar os rastros das interceptações ilegais empreendidas pela turma de Protógenes. A leitura do inquérito, que concluiu que nada se poderia concluir, mostra o esforço dos encarregados em não chegar a lugar algum.

Nos depoimentos de 37 pessoas, espremidos em seis páginas incompletas, não se percebe, pelas respostas, uma única pergunta relacionada às maletas de grampo clandestino. O delegado Edson de Oliveira, em seu depoimento, afirmou que o então presidente do Sindicato dos Policiais Federais do RJ, Telmo Correa, lhe disse ter sido procurado pelo agente Rodrigo Távora Pescadinha Schnarndorf para se aconselhar.

Na ocasião, a hecatombe provocada pela notícia de que o STF fora grampeado sacudiu o país. Assustado com a gritaria, por ter sido ele o encarregado do grampo no STF, o agente teria procurado o líder sindical, temia ser sacrificado como único responsável pelo crime. Mas como Schnarndorf e Telmo negaram a versão, não se considerou necessário ir adiante.

Hall da desonra
Não se pode negar que o livro tem o mérito de trazer de volta uma discussão importante. A farsa montada com a operação testou todas as instituições. Mostrou as vulnerabilidades, as fraquezas e como se pode manobrar os fatos em nome de falso moralismo, idealismo de araque e boas intenções de mentirinha.

O livro tem traços de bipolaridade. Rubens Valente é um jornalista culto e cobre o mundo das leis há décadas. Difícil aceitar que ele tenha se enganado ao referir-se a Curso de Advocacia, em vez de Direito. Ou dizer que o presidente da República baixou um decreto que alterou a lei (página 252) ou as repetidas vezes em que o falso suborno ora é de 1 milhão de reais, ora de dólares (páginas 279/280). Muito menos que alguém pediu “vistas do processo” ou, pior ainda: “vistas aos autos”. O normal em Rubens — e nisso o livro é pródigo — é dizer coisas como “o STF contrariou o parecer do Ministério Público” ou que o Supremo contrariou uma decisão qualquer da primeira instância, inferindo uma inexistente inversão hierárquica.

Ao menos em um trecho, o livro chega perto de referendar um ponto de vista do ministro Gilmar Mendes. Desde a primeira menção à suposta tentativa de Dantas de pagar a um delegado para ser excluído do inquérito, o ministro sempre repetiu que isso não existe em contexto sob controle do Ministério Público e do Judiciário. Na página 388, o livro atesta: “O delegado nunca está sozinho no inquérito e suas conclusões são verificadas pelo MP e pelo Judiciário. Delegados não julgam nem denunciam, apenas apuram e informam”. A menos, é claro, que Dantas e seu exército de advogados não soubessem desse detalhe.

Não se pode negar que Rubens Valente faz jus ao nome e que é dono de uma coragem inexpugnável. A naturalidade com que ele tenta explicar a iniciativa de Fausto de Sanctis de quebrar o sigilo telefônico de todos os brasileiros é insuperável, assim como o fato de a operação satiagraha ter sido urdida em hotéis e escritórios privados — muito longe da PF. Boa a tentativa de apagar os rastros de Luís Roberto Demarco. Pena, para a tese, que as centenas de telefonemas trocados entre ele, Paulo Henrique Amorim, o delegado, deste com Chicaroni e outros paisanos do grupo, estejam nos autos dos processos.

Resta ao autor o orgulho de, com a obra, ter sido alçado ao seleto grupo do qual fazem parte Marco Aurélio Carone, Nilton Monteiro, Leandro Fortes, Ucho Haddad e Paulo Henrique Amorim. A comovente tentativa de reanimar o cadáver da satiagraha com essa respiração boca a boca marca, de forma infeliz, o jornalismo e a literatura do país.

Márcio Chaer é diretor da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 17 de fevereiro de 2014

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Andre Mendonca

QUEM É O MARCIO CHAER?

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a-imprensa-de-dantas

 

Jornalismo dublê

Dentro do trio ACM, sem dúvida aquele que mais se distancia de qualquer juramento do jornalismo é Márcio Chaer. Não se sabe se ele é jornalista, empresário ou assessor de imprensa. Ele mesmo assina ora como uma coisa, ora como outra. É proprietário da Dublê Editorial Ltda., que edita a revista eletrônica Consultor Jurídico. Em seu site a revista se define como "uma publicação independente sobre Direito e Justiça", traz Márcio Chaer como Diretor e membro do Conselho Editorial, e avisa que a redação funciona na Rua Wisard 23, na Vila Madalena, em São Paulo.

No mesmo endereço funciona a assessoria de imprensa de Chaer, a Original123. O site mostra o próprio comandando a assessoria. Ou seja, o mesmo personagem que escreve artigos como jornalista, assessora os que são noticiados nos seus artigos, que lhe pagam como assessor de imprensa.

Em novembro de 2007, o site da Original trazia uma relação de seus clientes. Mais de 80% eram advogados, interessados obviamente na publicação ou omissão das notícias "independentes" do Consultor Jurídico de Márcio Chaer. Vários desses advogados aparecem em uma representação da Brasil Telecom à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por superfaturamento de honorários. Entre eles, conforme noticiado, José Luis Oliveira Lima, advogado de Chaer, que recebeu R$1,05 milhão da BrT para defesa de interesses de Daniel Dantas. Outro cliente, Wald Advogados, recebeu R$18,8 milhões em honorários da Brasil Telecom, por 15 meses de trabalho entre 2004 e 2005. No expediente do ConJur aparece ainda um outro advogado de Dantas – Alberto Zacharias Toron – como "colaborador".

Em 05/08/2003, Chaer enviou proposta a Humberto Braz, braço direito de Daniel Dantas e preso por flagrante de suborno de um delegado da PF. Na proposta, intitulada "Serviço de Imprensa", o jornalista se prontificava a desenvolver trabalho de acompanhamento do contencioso da Brasil Telecom "de forma a trabalhar as informações de interesse da imprensa e que possam influenciar não só o entendimento da Justiça como também desestimular ajuizamento de ações contra a Companhia" e a criar, na internet, um "canal de comunicação com a comunidade jurídica – em especial, com a Magistratura – para oferecer subsídios e argumentos técnicos que possam ser usados em favor da Brasil Telecom no meio judicial, seja em julgamentos, seja para formar o convencimento de juízes".

No site atual da Original a lista de clientes desapareceu. Uma busca detalhada no ConJur, das notícias relacionadas aos advogados clientes da Original e dos clientes desses advogados, revela, na parcialidade e na omissão, onde estão os verdadeiros compromissos de Chaer. Se se juntar isto a uma análise detalhada das origens e destinos dos honorários superfaturados dos advogados de Daniel Dantas, evidencia-se uma boa oportunidade para a manifestação da Fenaj, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

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Tem que ver quem vai ser a

Tem que ver quem vai ser a banca de hoje.

Se for seguir o "padrão Veja" atualmente estabelecido (além da necessidade de queimar o autor e limpar a barra de Dantas), arrisco:

Augusto Nunes, R.A., Chaer, Noblat e Tucanhede.

Alguém sabe qual será a composição?

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-------------------------------------------------- CIRO 2018 --------------------------------------------------

Ja foi muito bom

O Roda Viva sempre foi um programa que depende muito da composição dos entrevistadores. Eh por isso que com a TV Cultura nas garras do tucanato/SP, o programa decaiu tanto. Em entrevistas importantes, sobretudo se a favor de esclarecer pontos obscuros da historia recente do Pais, logo, coisas que podem em segunda instância esclarecer sobre os escândalos envolvendo o PT, ha sempre os mesmos jornalistas, compadrio do PSDB para desviar a atenção do que realmente importa. E não sei se com o Rubens Valente, sera diferente.  

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Elison Bernardes do Amaral

Sobre o RODA VIVA

Ainda bem que veículos como O RODA VIVA trabalham para divulgar sem "Rabo preso" na verdade nem seria preciso banca tendenciosa como você descreve, para encontrar os "malfeitos" da cumpanheirada. Parece que está no sangue, já percebeu? E o poder faz muito com aqueles que ainda valiam alguma coisa! Veja que agora, o projeto ganha corpo, é como o cão que não larga o osso, mesmo que precise de motivos quaisquer. Ainda assim acredito nesse país e numa reviravolta com as ações da quadrilha liderada por Dilma.

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neusa de oliveira

Roda Viva

Elison Amaral, faço suas as minhas palavras. Grata.

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New7ton

Quem diria que esse Markum

Quem diria que esse Markum foi do Partidão, inclusive preso e torturado, ele e sua então esposa.....

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Se fosse só...

... Markun...Mas tem tambem o Jabor,  Roberto Freire,  Alberto Goldman,  Ferreira Gullar... A lista vai longe.

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E Pensar....

E pensar que já votei no Alberto Goldman...qdo morava em SP.

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lenita

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DanielQuireza

E os entrevistados de hoje,

E os entrevistados de hoje, quem serão ? Alguem sabe ?

Estou na metade do livro. Parece ser muito bom, inclusive com descrições exageradas a meu ver, sobre emails e espionagens. Está me parecendo um livro bastante ponderado.

 

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Samuel Possebon

Sobre o Livro de Rubens Valente

Desde 1999, até hoje, acompanho com muita atenção os movimentos empresariais do grupo Opportunity. Até 2008, quando o grupo participava do mercado de telecom (minha área de cobertura jornalística), olhei com lupa tudo o que dizia respeito ao grupo pela Revista TELETIME.

O livro de Rubens Valente é o melhor trabalho de fôlego já escrito sobre o tema. Faz um apanhado geral honesto, detalhado e preciso dos principais fatos, contextualiza alguns assuntos e traz algumas revelações inéditas importantes. Sobretudo em relação ao esforço do grupo de Daniel Dantas para proteger a identidade dos brasileiros residentes no Brasil que teriam contas no Opportunity Fund, algo que já seria ilegal por si só, mas que se tornaria ainda mais grave diante da procedência duvidosa que parte desses recursos teriam. É a parte mais interessante do livro, quando as articulações de lobby de Roberto Amaral em favor de Dantas junto ao gabinete do presidente FHC são reveladas.

Curiosamente, Rubens Valente deixou de fora do livro o episódio que, na minha modesta opinião, é o mais relevante e seria o ápice dessa manobra, e que seria perfeitamente explicado por tudo o que o livro revela: a nomeação para presidente da CVM de um ex-sócio e advogado de Daniel Dantas chamado Luiz Leonardo Cantidiano. Cantidiano foi o responsável não só por parte significativa da engenharia que permitiu as privatizações (como sonselheiro do BNDES) como, principalmente, pela montagem da estrutura societária que deu base ao modelo Opportunity/Citibank de controle das empresas e constituição dos fundos geridos por Dantas.

Após o jantar ocorrido no Palácio da Alvorada entre Dantas e o então presidente FHC, episódio narrado pelo livro, Cantidiano se torna presidente da CVM quando já corria na autarquia uma investigação sobre o Opportunity Fund (o Inquérito 08/2001), fundo do qual ele havia sido advogado perante a CVM. A sabatina de Cantidiano no Senado foi superficial, sem questionamento algum sobre seus laços profissionais com Dantas. O conflito da nomeação de Cantidiano foi amplamente noticiado na época, mas curiosamente não está no livro. Posteriormente, TELETIME noticiou que Cantidiano em nenhum momento se declarou impedido de deliberar sobre o inquérito que envolvia diretamente seu ex-cliente e, pior, deu despachos sobre o caso. Cantidiano ficou exposto numa situação flagrante de conflito de interesse. Recebeu manifestações de apoio da comunidade jurídica que atuava proximamente à CVM em um exemplo de corporativismo interesseiro das mais descaradas que eu já presenciei. Recebeu apoio até mesmo de advogados que atuavam junto aos fundos de pensão. Mas, no final, sucumbiu e deixou o cargo prematuramente no início do governo Lula.

O Inquérito 08/2001 foi julgado em 2004 de maneira estranha, com direito a manifestações de juizo de valor inexplicáveis por parte do então presidente da CVM sobre a alegada "desproporcionalidade" entre a atenção que a imprensa dava ao caso e a sua importância real. Mas mais grave do que isso foi a CVM ter ignorado completamente as evidências que já começavam a aparecer na CPI do Banestado e que apontavam para suspeitas muito mais graves em relação ao Opportunity Fund do que apenas a presença de brasileiros. Havia indícios muito concretos de que o Opportunity Fund poderia figurar como destino de centenas de milhões de dólares em transações de lavagem de dinheiro. Apressadamente, a CVM encerrou o inquérito 08/2001 com uma pena bastante branda, e prometendo verbalmente à imprensa investigar as outras denúncias que já pipocavam. Nunca mais se falou no assunto nem há notícia de qualquer investigação nesse sentido. Alguns anos depois, o Conselhinho inocentou o Opportunity Fund. Foi preciso que a Satiagraha acontecesse para mostrar quão irresponsáveis foram nossas autoridades de Valores Mobiliários. Essa parte está no livro "Operação Banqueiro". 

Enfim, seria ótimo se alguém esclarecesse durante o Roda Viva por que  a nomeação de um presidente de CVM ligado ao Opportunity ficou de fora da narrativa de Rubens Valente. Não tira o mérito do bom trabalho realizado, mas fica um buraco importante.

 

 

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José Roberto Jr.

Samuel Possebon

O Samuel deveria escrever outro livro a respeito.

Pelo que li ele sabe muito e escreve com uma clareza impressionante.

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Muito boa sua ponderação, mas

acho que o editor do livro teve que excluir do escopo do livro qualquer assunto que poderia levar a questionamento na justiça...

Sabemos todos que D. Dantas ganha todos os seus processos. E o mais interessante é que a sua defesa nunca é sobre os fatos citados nas acusações, mas sobre vícios de forma das acusações.

É provável que incluir no livro a nomeação escandalosa do Cantidiano na CVM tenha sido analisada como levantar uma bola fácil de mais para a esquadra de advogados do D. Dantas.

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DanielQuireza

Realmente brilhante a análise

Realmente brilhante a análise do Samuel, poderia ser um adendo ao livro.

Mas, Lionel, se os fatos são evidentes como diz o Samuel, bastava o jornalista relatar os fatos e apenas sugerir o conflito de interesse evidente. Não precisava acusar de nada, diretamente.

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H Menon Jr.

O Roda Viva começou a ruir no

O Roda Viva começou a ruir no dia seguinte ao programa em que Roberto Jefferson deu a sua entrevista sobre o Mensalão. Quando vi na Fnac o DVD da entrevista à venda, em grande destaque na loja (sim, já no dia seguinte...) ficou claro que a TV Cultura havia virado um braço político do PSDB e que o tal do Mensalão era também uma conspiração midiática. Jamais voltei a sintonizar aquela emissora para nada, especialmente para este ridículo programa que sequer disfarça seu triste papel nos dias de hoje (claro, usando o meu dinheiro...). 

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Eu reparei mesmo que nesse

Eu reparei mesmo que nesse livro Operação banqueiro o escritor não entrou nos porões das redações, ficou só na superfície. Arrependi de ter comprado esse livro.

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Roda Viva precisa deixar a grade de progamação da TV Brasil

Que o Roda Viva tenha se transformando numa tribuna tucana similar a Veja, Folha e Globo é um absurdo, por se tratar de televisão pública, mas compreensível na tradição brasileira que confunde Estado e Governo. Que seja retransmitido pela TV Brasil, canal público do governo federal, isso no entanto é um absurdo inaceitável. Nem o tão falado caráter republicano dos governos do PT justifica manter um programa com esse baixo nível e ampliar seus efeitos deletérios para todo o País. 

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Calbercan

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Jota Maués

Concordo em gênero, número e

Concordo em gênero, número e grau. De que adianta só um lado da mídia republicano? E justo o do governo? O PIG não está nem aí para imprensa republicana. 

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Antonio Passos

Vergonha ! É a Cultura da

Vergonha ! É a Cultura da Casa Grande. É a Cultura do colonialismo. É a Cultura do preconceito. É a Cultura do golpe.

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Sorte

Vocè deu uma sorte danada Nassif, hoje você poderia estar no Trem descarrilhado do PSDB.

 

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Follow the money, follow the power.

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neusa de oliveira

SORTE MESMO.....

Saiu do trem descarrilhado mas se não fica com a boca fechada poderia estar prestando depoimento.....

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Nassif foi esperto...

...e pulou do trem antes do descarrilamento. kkkkkkkkkkkkkkk

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Sorte? Você acha que quando

Sorte? Você acha que quando denunciei os desmandos de Daniel Dantas, mesmo sabendo de suas ligações com Serra, e as jogadas da Sabesp, tinha alguma ilusão sobre o que iria acontecer?

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Pedro Luiz

Sorte?

Amigo Nassif:

Independente  de achar mais ou menos liberal em suas opiniões de economia -  HOJE BEM MENOS LIBERAL -  não é questão de sorte e sim de honestidade intelectual.

Por  falar  - a coluna supreedente do  Ricardo Noblat hoje  - 17/02 no Globo, merece um POST em sua coluna - supreedente!

No mais gostaria de sua ajuad de  publicar uma carta endereçada ao Ministro da Defesa Celso Amorim, no dia 20 de  dezembro de 2013 e até hoja não respondida - a divulgação não apénas em seu blogue como em toda a imprensa.

Meu pai depois de morto - seus direitos negados ,safadamente  negados.

Um abraço e conto com sua ajuda

Pedro Luiz Moreira Lima - Filho do Bri9g Rui Moreira Lima falecido em 13 de agosto de 2013

 

 

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Tá concordo que foi corajoso

Mas que tu tinha uma queda pelo Serra isto não dá para negar.

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Follow the money, follow the power.

O Serra conseguiu iludir a

O Serra conseguiu iludir a mim e a gente muito mais esperta, como o Lula.

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Eneuton

É que o Serra tinha um

É que o Serra tinha um passado político e acadêmico nada desprezível. Foi exilado, de volta ao Brasil tornou-se professor do IE da UNICAMP, escrevia a quatro mãos com Conceição Tavares, etc., fazia parte do grupo acadêmico desenvolvimentista da Escola. Isso lhe conferia uma aura de avançado...

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Concordo com vc e eu tb quase

Concordo com vc e eu tb quase embarquei na canoa dele, pois tb ele foi secretário  (acho que de finanças) do Montoro, logo após a "Malufada que varreu S.Paulo" e tinha bom conceito. Pulei fora qdo ele iniciou sua campanha política à presidência. Money, money, money pouquíssimos resistem ! Poder, poder, poder, quase ninguem resiste.

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lenita

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JoãoP

Para quem não viu

Para quem não viu ainda:

uarta-feira, 6 de outubro de 2010
Flavio Bierrenbach:Serrra usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente
ACUSAÇÕES NA GELADEIRA  Os caminhos que transformaram em ódio a antiga amizade de José Serra e Flavio Bierrenbach, numa trama que envolve honra e denúncias de corrupção. Eles foram amigos desde os tempos da universidade. José Serra na Politécnica, em São Paulo, Flavio Flores da Cunha Bierrenbach, na Faculdade de Direito, também em São Paulo. Quando Serra estava em Princeton, na porção norte-americana do seu exílio, Bierrenbach o visitou. Jantaram juntos, na casa de Serra. Quando o hoje pré-candidato do PSDB à sucessão presidencial desembarcou de volta do exílio, a mão do primeiro amigo que apertou no aeroporto de Viracopos, Campinas, foi a de Flavio Bierrenbach. Outros tempos. Desde 1988, ambos não se falam, não se cumprimentam. E um processo, já prescrito, movido por Serra e contestado por Bierrenbach é uma sombra.
Os amigos começaram a se tornar ex-amigos no governo Montoro (1983 a 1987). Serra, o secretário de Planejamento. Bierrenbach, deputado federal pelo mesmo PMDB.  Do que se conhece da porção social, digamos assim, da briga, tratou-se de um excesso de apetite de Serra na ocupação de espaços. A porção política e judicial é bem mais contundente.  As acusações eram pesadas. Ofensivas à dignidade, reputação e ao decoro de qualquer mortal. Bierrenbach as fez num programa eleitoral gratuito, nos dias 28 e 29 de outubro daquele ano. Disse, com todas as letras:  - José Serra entrou pobre na Secretaria de Planejamento do Governo Montoro e saiu rico… Ele usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente.  Disse ainda Bierrenbach:  - Poucos o conhecem. Engana muita gente. Chama-se José Serra. Fez uma campanha para deputado federal miliardária. Prejudicou a muitos dos seus companheiros.
Na mais branda das imputações feitas a Serra comparou-o a Paulo Maluf:  - Esses homens têm algo em comum. Uma ambição sem limites. Uma sede de poder sem nenhum freio. E pelo poder eles são capazes de tudo.  Procurador do Estado por concurso público, Bierrenbach integrara o seleto grupo de autênticos do MDB, com passagens, antes da Câmara, pela Assembléia de São Paulo.  Bierrenbach não se dedica mais à política partidária. Há dois anos tornou-se membro do Poder Judiciário. Nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, é ministro do Superior Tribunal Militar (STM).  As acusações de Bierrenbach em 1988 foram transmitidas pela televisão. Em horário nobre. Serra disputava a prefeitura de São Paulo. Bierrenbach falou no programa de propaganda do PFL, cujo candidato era João Leiva.  Em razão da contundência de Bierrenbach e como era da democrática regra eleitoral, Serra conseguiu o direito de resposta, com igual tempo e horário na mídia.  Serra foi além. Procurou os tribunais. Alegou ofensa à sua honra. Pelo seu advogado, Mário Covas Neto, pediu a abertura de um processo penal contra Bierrenbach, cuja iniciativa era privativa do Ministério Público.  Sustentou Serra haver sido caluniado, difamado e injuriado por Bierrenbach. Colocou-se como vítima de três crimes eleitorais contra a honra: calúnia, difamação e injúria.  Mostrando intenção de ver o seu ofensor processado pelo Ministério Público da Justiça Eleitoral, conseguiu Serra, junto ao juiz da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, sua aceitação como assistente da acusação. Uma função de auxiliar do Ministério Público.  O entendimento de Serra começou a mudar em face da reação de Bierrenbach. No processo instaurado por calúnia, injúria e difamação, o então réu Bierrenbach pediu espaço para comprovar a verdade das acusações feitas.
Frisou Bierrenbach que eram verdadeiras as afirmações e, por conseqüência, não ofendera a honra de Serra. Apresentou uma peça de defesa que, no mundo jurídico, chama-se exceção da verdade. (Pede-se a oportunidade para provar a veracidade das acusações.)  A exceção da verdade foi aceita pelo então juiz da 2ª Zona Eleitoral, Wálter Fanganiello Maierovitch, que permitiu a produção de provas pleiteadas por Bierrenbach.  Pretendia o hoje ministro do STM uma investigação financeira, com levantamentos nos gastos, fontes de receita e movimentações financeiras de Serra.  Serra alterou sua tese jurídica. Ressaltou que a acusação do Ministério Público deveria ser mudada. Retificada, pois apenas tinha sido injuriado, não caluniado e difamado.  Outra conseqüência jurídica entrou em jogo. Segundo a lei, não cabe a exceção da verdade na hipótese de injúria. A exceção da verdade só pode ser aceita nos casos de acusações por calúnia e difamação.  Pela ação da defesa de Serra, o opositor Bierrenbach não mais poderia tentar comprovar o que via como verdade em suas afirmações nem realizar uma devassa financeira.  O processo da 2ª Zona Eleitoral mostra que o então juiz Maierovitch manteve sua posição de acolhimento da exceção e destacou que a decisão final caberia ao Supremo Tribunal Federal, pelo foro privilegiado de Serra, que era deputado federal.  Teve início, então, uma nova fase da batalha judiciária, com Serra contratando advogados renomados, como Marcio Thomaz Bastos e Arnaldo Malheiros. Da parte de Bierrenbach, também um advogado de peso e renome, José Roberto Leal.  A defesa de Serra buscou uma liminar em mandado de segurança, junto ao TRE. Para transformar em injúrias os anteriores enquadramentos legais – calúnia e difamação – sob a alegação de erros do juiz e da promotora.
A liminar foi concedida pelo presidente do Tribunal Eleitoral, desembargador Carlos Ortiz, em 18 de maio de 1993. Perduraria até o julgamento do mérito do mandado de segurança e, na prática, interrompeu o andamento da exceção da verdade. O caso Serra-Bierrenbach ficou sem solução. Os alegados crimes prescreveram.  Tempo demais se passou para o TRE apreciar a controvérsia. Aliás, foi impedido de apreciar o tema principal em razão da prescrição.  Procurados por CartaCapital, os funcionários da Justiça Eleitoral não comentaram o atraso. Sugeriram que se pedisse certidão a respeito do tempo que o processo ficou na posse do juiz Francisco Prado de Oliveira Ribeiro, que é o atual secretário de Estado da Habitação do governo de São Paulo. Integra o governo Covas desde julho de 1998.  Prado não era juiz de carreira. Representava, perante o Tribunal, a classe dos advogados-juristas, chegou a ser reconduzido ao cargo para um segundo mandato.  Alguns bombeiros entraram em ação à época. Entre eles, políticos, Almino Afonso. Serra, quando da indicação de Bierrenbach para o STM, não tentou torpedeá-la. Os ex-ministros e amigos de ambos, José Carlos Dias e José Gregori, atuaram nos bastidores.  Serra, 60 anos, Bierrenbach, 62, têm muitos amigos em comum. De quando em quando, em jantares, reuniões, festas nas casas desses amigos, um se depara com o outro. É um momento de constrangimento, relatam próximos dos dois.  Eles não se falam, sequer se cumprimentam. Muito menos tocam, com ninguém, na pá de cal da amizade. Serra, um dia, em meio à tempestade, escreveu uma carta para Bierrenbach. Este escreveu outra carta para Serra. Ambas as cartas, duríssimas. Esse foi o último gesto de ligação entre os ex-amigos.  Bierrenbach, procurado por CartaCapital, apenas confirmou a existência do processo hoje prescrito. E só disse uma frase para publicação:  - A única possibilidade de conversa civilizada que eu tenho com José Serra é o silêncio.

 

Fonte: CartaCapital

 

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luz no tunel

Pois é

dizem que é dos enganos que se pole o diamante...

que haja luz no fim daquele tunel.

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alexandre A. moreira

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