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Nassif: FHC, PSDB, PT e o combate ao centralismo brasiliense

No artigo “Convicção e Esperança” (https://goo.gl/sGRuQg), no Estadão e em O Globo, Fernando Henrique Cardoso demonstra uma insuspeitada saudade de um partido que ele ajudou a enterrar: o PSDB socialdemocrata, substituído por um PSDB radicalmente mercadista e, depois, radicalmente à direita.

Era o PSDB de Mário Covas que, embora não fosse um pensador, pela atuação de centro-esquerda no velho MDB e, especialmente, na Constituinte, inspirava ideias e projetos socialdemocratas.

No velho PSDB, quem melhor representava esse espírito eram os economistas da FGV-SP, Luiz Carlos Bresser Pereira e Yoshiaki Nakano, os irmãos Mendonça de Barros. E a grande cabeça política, o José Dirceu do PSDB, era Sérgio Motta, um furacão generoso e solidário, que ajudava a empurrar o lado inercial de Fernando Henrique e José Serra.

Esse modelo nem chegou a ser implementado no governo FHC. Depois, a morte de Covas, Motta e André Franco Montoro sepultou definitivamente esse PSDB socialdemocrata, substituído pelo discurso único do antipetismo, pelas palavras de ódio e a perda de capacidade de formulação de políticas públicas inovadoras.

A expectativa de 20 anos de poder, apregoada por Sérgio Motta, se foi com a pequenez de FHC, apesar do alerta final de Sergião: “não se apequene”.

Agora, ocorre um fenômeno curioso.

Em Brasília, o novo presidente do PSDB, Tasso Jereissatti, indica a intenção de ressuscitar o mito Covas, não apenas a coragem, a posição externada na Constituinte, mas a capacidade dos grandes gestos, como foi o apoio à Martha Suplicy contra Paulo Maluf.

Mas com quem? Esse PSDB não existe mais. A cara do PSDB é Aloysio Nunes dizendo “aqui, não!”, para a Venezuela no Twitter, faltando completar a bravata com uma banana. Ou os barras pesadas, como Aécio Neves e José Serras, os anódinos, como Geraldo Alckmin, até a ralé intelectual do privativismo, como João Dória Je.

A reforma do Estado

No entanto, voltam a ficar presentes no horizonte um conjunto de fatores que ajudaram a marcar a Constituinte e a vida inicial do PSDB.

É hora de se colocar nas próximas campanhas, a discussão sobre o papel do Estado. E é um tema que deveria merecer a mesma atenção do PSDB e do PT, como um dos pontos em comum de uma plataforma que recrie condições mínimas de governabilidade e de retorno do protagonismo da cidadania.

O PSDB falava em estado enxuto e forte. Enxugou sem fortalecer. Os Ministérios foram esvaziados de quadros técnicos. Nos dois mandatos de FHC, não se viu o Estado atuando nenhuma vez como coordenador de políticas federativas, de políticas sociais mais amplas. O máximo que avançou foi nos indicadores de educação, iniciados no período Paulo Renato.

O PT assumiu e refortaleceu o serviço público. Instituiu concursos, melhorou substancialmente os proventos dos funcionários, reforçou novamente os quadros técnicos dos Ministérios. E qual o resultado?

Na fase inicial, desafiada a nova burocracia avançou em estudos, trabalhos. Quando houve a perda de rumo político, a partir de 2012, tomou o freio aos dentes e passou a atuar politicamente, como ocorreu com o TCU e o MPF.

O Estado passou a ser apropriado de duas formas distintas.

Numa ponta, a velha oligarquia política indicando apaniguados para cargos mais proveitosos para os negócios. Na outra, as corporações dos concurseiros passando a atuar politicamente e conquistando melhorias salariais extravagantes.

Assim como no regime militar, os funcionários encastelados em Brasília passaram a disputar recursos do orçamento enquanto que na ponta – ou seja, no funcionalismo que prestava diretamente serviços à população – paga-se salário de fome.

Vai se ter que voltar aos princípios da pós-Constituição, da reação inicial contra o militarismo e contra o centralismo brasiliense, que resultou na campanha contra os marajás do serviço público.

Na outra ponta, haverá a necessidade premente de avançar na criação de indicadores de desempenho, para uma avaliação correta dos meios e fins nas políticas públicas. E, principalmente, na discussão de ferramentas de accountability em todos os setores, especialmente os setores Judiciário e seus apêndices e nas áreas ligadas ao Legislativo, como o Tribunal de Contas e o conjunto de assessorias do Congresso. O objetivo final de cada ação pública é o atendimento das demandas da cidadania. Essa deverá ser a métrica a medir a produtividade do Estado.

Em seu artigo, FHC critica o mercadismo vazio que ele próprio ajudou a tornar hegemônico e o inchaço do Estado, com o foco das políticas públicas não esquecendo o social. Mas a cara do PSDB ainda é muito mais Pedro Parente do que Covas.

Em algum momento do futuro, não haverá como fugir de uma nova Constituinte que coloque definitivamente os donos do Estado sob controle da cidadania.

 

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Pedro Augusto

DEIXEM USA IN BOLT

DEIXEM USA IN BOLT MORRER?

 

http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2017/08/deixem-usa-in-bolt-mo...

 

 

    

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Felipe Lopes

Ainda há esperanças para a esquerda:

Já digo muito do que está nessa entrevista há quase 15 anos, algo que até hoje é rotulado como "absurdo" em tópicos como o aqui presente. Felizmente ainda há vozes inteligentes na esquerda para tentar parar de pensar em frases feitas e voltar pensar no mundo real:

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/04/politica/1501799787_669833.html

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j.marcelo

Discutimos PT e PSDB,só q o

Discutimos PT e PSDB,só q o problema não são eles,estes partidos só fazem o q o POVO DEIXA,geralmente o brasileiro não valoriza nada e só reclama,somos educados(?)assim desde pequeno pelo PIG,eu conheço médico da UPA(da Dilma)q não fala e agradece uma vírgula ao emprego q deram a ele(a Dilma)assim tb é a classe média q ascendeu,o problema somos nós,os políticos estão na deles!!

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Nassif: FHC, PSDB, PT e o combate ao centralismo brasiliense

vídeo: Saquear Brasília - Capital Inicial

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Quando o juiz é o bandido

>> haverá a necessidade premente de avançar na criação de indicadores de desempenho, para uma avaliação correta dos meios e fins nas políticas públicas. E, principalmente, na discussão de ferramentas de accountability em todos os setores, especialmente os setores Judiciário e seus apêndices

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Quando o juiz é o bandido: o sequestro dos cofres públicos pelo Sistema de Justiça

Por “Dom Cesar” & Romulus

"Jabuticaba": doce para uns (poucos) e amarga para outros (tantos). Os números evidenciam com clareza, numa análise comparativa com outros países ocidentais, que os custos do Judiciário e do Ministério Público brasileiros são anômalos.

Consumindo ambos, juntos, 1,62% do PIB (!) ...

(atenção: nessa conta ainda não entram nem a Polícia Federal, nem as defensorias públicas!)

- ... a “escolha” institucional-orçamentária em favor do Judiciário/ MP foi longe demais.

- Num contexto de desequilíbrio fiscal relevante, com queda de receitas e compressão dos investimentos públicos, tão necessários num quadro de depressão econômica, isso está perdido em algum lugar entre o escândalo e o...

- ... escárnio!

Inexiste incentivo para o Poder Judiciário/ MP controlarem as suas próprias despesas. Como resultado, há um claro descasamento entre as despesas com o Sistema de Justiça, hipertrofiado, e as demais variáveis do gasto público.

Diante desse quadro, cabe à sociedade realizar esse trade-off.

No Estado democrático de direito, ela o faz por meio de mandato (“procuração”) conferido aos Poderes políticos do Estado para tanto.

(como todos sabemos, é após a iniciativa do Executivo que o Legislativo elabora e, finalmente, aprova o orçamento geral do Estado)

Ocorre que, no presente, os Poderes políticos foram virtualmente sequestrados pelos atores do Sistema de Justiça. Seja no nível de atores individuais, seja em nível corporativo. Não só na cúpula (STF/ PGR) como também na base (e.g., Moro/ Dallagnol/ ANPR/ AJUFE).

Arrancam seus (crescentes!) privilégios por vezes com “doçura”, por vezes com...

- ... “chibata”!

Fãs (em demasia...) da cultura pop americana, não hesitam em adotar a tática do “good cop, bad cop” no “diálogo” (??) institucional.

A “cenoura e o porrete”:

- De um lado os velhos laços do compadrio oligárquico;

e, do outro...

- As chantagens (mais ou menos explícitas) contra a classe política...

- ... “corrupta” (!)

 

LEIA MAIS »

http://bit.ly/JuizBandido

 

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Clever Mendes de Oliveira

Você não vai encontrar boas idéias em textos de FHC

 

Luis Nassif,

Não vejo razão para dourar a pílula para Fernando Henrique Cardoso. Os artigos dele são para um público restrito do Globo e do Estadão. Duvido que haja entre os leitores dele alguém contrariado com o artigo.

É claro que mais velho ele deixou de tomar mais cuidado com o que diz e assim surge declaração como a seguinte:

“Nem faltam casos para mostrar o quanto podem levar ao desastre os regimes que de autoritários passam a ditatoriais, como na Turquia atual . . .”.

O embaixador da Turquia, certamente um representante de um governo autoritário da direita, sabendo da idade do ex-presidente, nem deve ter tido a preocupação de reclamar do jornal por publicar matéria tão acintosa à Turquia.

Velho mais vaidoso, ele achou um jeito de dizer aos leitores dele que ele é de uma casta superior a eles. Trata-se da seguinte frase dele:

“Penso que o polo progressista, radicalmente democrático, popular e íntegro precisa se “fulanizar” numa candidatura que em 2018 encarne a esperança”.

Pode ser que alguns leitores dele sejam remanescentes da Ação Integralista Brasileira e possam ver na esperança alguma semelhança com a camisa deles. O certo é que eles não são do polo progressista, ainda que alguns possam se achar como tal, e a democracia que eles apoiam radicalmente só é democracia no entendimento deles. E eles tem horror ao popular. E é claro que se acham íntegros.

Então na frase que ele se afasta dos seus leitores ele quis apenas dizer que ele está do outro lado, mas é íntegro e que eles podem confiar nele. É o tipo de posicionamento vergonhoso sob o aspecto ético, aceitável para um político ou no caso de um intelectual apenas em um velho não muito senhor do que pensa ou diz.

Aliás, para imaginar que a frase foi um chamamento às forças progressistas é preciso estar tão gagá quanto o nosso velho ex-presidente. Percentualmente a frase é muito excludente, pois o polo progressista como se viu no impeachment da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff não consegue ter representantes na proporção de um terço do PIB. Há ainda uma redução desse percentual quando se fala em polo progressista radicalmente democrático, mesmo que o termo radicalmente não seja auto explicativo. E o percentual reduz-se ainda mais quando se fala em polo progressista popular. E então ele lança o termo ‘íntegro” que na expectativa dele é capaz de eliminar a praticamente uma só pessoa, que por pressuposto deve ser ele mesmo, o percentual restante.

E há o pobre parágrafo em que ele se serve de Leonel Brizola para falar mal de Lula. Ao afirmar que Lula, que, segundo Leonel Brizola, seria uma UDN de macacão, “despiu o macacão e se deixou engolfar pelo que havia de mais tradicional em nossa política: o clientelismo e o corporativismo, tendo a corrupção como cimento”, ele omitiu o que vale destacar aqui: Fernando Henrique Cardoso é a UDN de terno e gravata dos quais nunca se precisou despir para se deixar “engolfar pelo que havia de mais tradicional em nossa política: o clientelismo e o corporativismo, tendo a corrupção como cimento”.

E parece que você fez o texto deste post “Nassif: FHC, PSDB, PT e o combate ao centralismo brasiliense” de segunda-feira, 07/08/2017 às 07:06, quase com base na seguinte frase de Fernando Henrique Cardoso:

“As dicotomias em curso já não preenchem as aspirações das pessoas: elas não querem o autoritarismo estatista nem o fundamentalismo de mercado”.

Uma frase vazia que ajudou você a terminar o seu post com o seguinte parágrafo:

“Em seu artigo, FHC critica o mercadismo vazio que ele próprio ajudou a tornar hegemônico e o inchaço do Estado, com o foco das políticas públicas não esquecendo o social”

Também estou ficando velho e com dificuldade de compreensão. Ontem tive dificuldade em entender o que Sergio da Motta e Albuquerque quis dizer lá no post “O legado cruel das Olimpíadas, por Sergio da Motta e Albuquerque” de domingo, 06/08/2017 às 10:44, aqui no seu blog. Aqui no seu texto eu não entendi o sentido do que você diz na frase transcrita acima no seguinte trecho: “FHC critica . . . . o inchaço do Estado, com o foco das políticas públicas não esquecendo o social”. E lembro que o post “O legado cruel das Olimpíadas, por Sergio da Motta e Albuquerque” pode ser visto no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/blog/sergio-da-motta-e-albuquerque/o-legado-cruel-das-olimpiadas-por-sergio-da-motta-e-albuquerque

Tudo isso que eu disse acima é para reforça a minha discordância com a sua ideia que você traz neste post de que “[é] hora de se colocar nas próximas campanhas, a discussão sobre o papel do Estado”.

Ora, o papel do Estado já está muito bem definido quando se tem uma carga tributária de 33 a 35% do PIB e um gasto público que deve estar na faixa de 38 a 40% do PIB. Aliás carga tributária que se deve muito ao PSDB e que ao PSDB se deveria agradecer. Pelo menos eu queria dizer isso para Fernando Nogueira da Costa junto ao post “Carta-aberta a porta-voz da direita, por Fernando Nogueira da Costa” de sábado, 15/07/2017 às 16:09, e que pode ser visto no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/noticia/carta-aberta-a-porta-voz-da-direita-por-fernando-nogueira-da-costa

É claro que, avaliando corretamente, não se chegará a conclusão que esse aumento da carga tributária deva-se ao PSDB, principalmente ao PSDB paulista. Para mim, o aumento da carga tributária deve-se a G. Henrique de Barroso F., um filho de um getulista. Foi isso que eu tentei dizer para JB Costa em um dos vários comentários que eu enviei para ele lá no post “Gustavo Franco e a crise global” de segunda-feira, 08/08/2011 às 13:03, aqui no seu blog e com transcrição integral por sugestão de JB Costa de texto da “Entrevista da 2ª” da Folha de São Paulo contendo a entrevista de G. Henrique de Barroso F., conforme se vê no seguinte endereço:

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/gustavo-franco-e-a-crise-global

Em meu comentário enviado sexta-feira, 12/08/2011 às 00:16, para JB Costa, eu transcrevi trechos de artigos de dois luminares do PSDB: Celso Luiz Martone e Andre Lara Rezende que preconizavam o corte dos gastos e não o aumento da receita. E é bom que se ressalte, dos nomes que você destaca como PSDBistas históricos (Mário Covas, Luiz Carlos Bresser Pereira, Yoshiaki Nakano, os irmãos Mendonça de Barros, Sérgio Motta, Fernando Henrique, José Serra, André Franco Montoro, Tasso Jereissatti, Aloysio Nunes, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e João Dória Jr.) só o Luiz Carlos Bresser Pereira foi há muito defensor de uma carga tributária mais elevada.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 07/08/2017

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giorgioxeno

Creio que este PSDB dos

Creio que este PSDB dos sonhos nunca existiu, Nassif... 

Você caiu no conto do Serra, pode ter caído no conto de um PSDB que só se dizia brilhante, mas era rasteiro no dia-a-dia, como quase toda política no Brasil é.

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Romanelli

Isso é mais vontade do

Isso é mais vontade do missivista, uma divagação, do que outra coisa

ANTES de tudo isso o BRASIL precisará descobrir o que fazer com o PSDB (eu exitiguiria e condenaria muitos dos tucanos ao BANIMENTO das funções e cargos públicos)

..um partido CLARAMENTE de viés GOLPISTA e truculento  ...avesso a democracia quando esta não lhe demonstra apreço

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ANTONIO CARLOS LIMA DA CONCEICAO

Não importa as letrinhas

Não importa as letrinhas que compõem o nome do partido, seu discurso ou sua história, os capitalistas que mandam mesmo querem um partido neoliberal, se o PSDB fosse social democrata seria um Psol da vida, meia dúzia de parlamentares e muito discurso sem futuro algum.

Se o PSDB voltasse a ser o PSDB dos seus discursos da fundação provavelmente cederia seu lugar a um DEM ou qualquer outro que topasse cumprir o papel do capital: teria fila de partidos e os que teriam mais chances seriam aqueles que se dizem de esquerda, exceto o PT porque esse tem vínculo indissociaável com os movimentos sociais.

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WG

O poder da banca financeira

O poder da banca financeira internacional e dos interesses geopolíticos do império norte americano não podem ser omitidos nas análises do cenário presente e futuro do Brasil. A decadência do poder norte americano elevaria o Brasil à condição de potência média mundial, mas nossas oligaquias preferem a condição de colônia e, mais uma vez, o país perderá o bonde da história. 

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franciscopereira neto

Covas

É inacreditável a insistência do Nassif em cultuar a imagem de Covas como um grande político.

Covas foi grotesco, metido a valentão, espanhol de sangue ruim. Parece até pleonasmo.

Não esquecer que esse político vagabundo e enganador foi o artífice do esquema de roubalheira no estado.

O "santo" Covas criou uma empresa de coleta de lixo que superfaturava contratos com prefeituras comandadas pelo psdb.

Isso é tão critalino quanto as água dos rios de Bonito MS.

Toda vez que Nassif elogiar Covas, serei obrigado a contestá-lo.

Foi ele, Covas que inventou o PDV.

Foi ele quem criou o trensalão.

Foi ele quem criou o Rouboanel.

Foi ele que introduziu em São Paulo a terceirização de seviços públicos e colocou nas mãos dos amigos.

Covas, que arda no inferno com os seus crimes.

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naldo

O primeiro erra a ser

O primeiro erra a ser corrigido é tirar a capital da republica de brasilia e recolocar na Bahia, no Rio ou em qualquer lugar em que estejam debaixo da vigilancia do povo e onde possam sofrer a pressão popular, do jeito que está hoje é uma teta.......

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ze sergio

o...

Os Militares conseguiram nos afastar de tantos medíocres por 20 anos. Mas chegou uma hora que a mediocridade se apossou deste país. E antes que falem qualquer coisa: nenhuma saudade do Regime Militar. Mas vemos claramente a incompetência e pequenez das elites politicas e intelectuais deste país, doutrinadas de forma extremista em ideologias esquerdopatas. 40 anos de liberdade, sem o apoio de governos putrefados comunistas e ainda insistem em políticas emboloradas.Uma espécie de Stalinsimo com Entreguismo Colonial. Pobre país. O resultado de 30 anos de PT e PSDB estão aí em 2017, para inclusive, fundamentalistas enxergarem. Se a Censura e a Lavagem Cerebral permitirem, é claro. 

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Sérgio Motta, FHC e Covas como bons exemplos é de lascar

Fernando Henrique nunca foi grande coisa. O próprio Covas nunca o engoliu. É o "velho sábio" mais construído e sem lastro do Brasil.

Sérgio Motta esteve por trás de todas as maquinações de privatizaçõies da era FHC. Assim como de todas as compras de congresso por trás do período. Isto já basta pra mostrar quem foi esta coisa aí.

Mário Covas, que alguns como o MIno Carta ainda insistem incoerentemente dizer como "um PSDB diferente e bem intencionado" foi o cara que privatizou o que pode em SP, destruiu a já precária educação paulista efez em SP coisas tão más quanto FHC fez no Planalto.

PSDB nunca prestou, sempre foi um Partido que não se enxergava como esquerda, que se via arrogantemente como elitizado e intelectual, superior, e baba ovo desde sempre dos EUA e dos Democratas americanos.

Chega de tratar PSDb como algo bom e útil que ele nunca foi.

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Faz muita falta no Blog

Faz muita falta no Blog existir um contador de votos porque provavelmente seu comentário apareceria, com razão, no topo dos mais votados.

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O PSDB só tem influência em São Paulo. Se os tucanos perderem o

O PSDB só tem influência em São Paulo. Se os tucanos perderem o governo do Estado de São Paulo acaba não só com o PSDB, mas também com o grupo abril, a folha de São de São Paulo e o Estadão. Seria uma derrota fulminante para todo o PIG.

Uma frente de esquerda nacional não pode se preocupar apenas com o Planalto, mas sim em derrotar as principais forças do atraso nacional no seu principal reduto. Ou seja, derrotar os tucanos em São Paulo representaria uma nova era para o país, sem esses trambolhos como José Serra, Aloysio Nunes, Geraldo Alckmin e FHC.

O Lula e o Ciro deveriam se unir para juntos ajudar a eleger o Haddad governador de São Paulo!

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JC SOUZA

Mudança comandada pelo PSDB ?

Mudança comandada pelo PSDB ? Só por eles ? Quem seria os convidados para o debate: os Marinho, Frias , ruralistas e assim vai. O Brasil é um lugar onde moramos , nunca vai ser uma Nação preocupada com seus cidadãos se essa turma aí sempre ter o domínio do debate.

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Na verdade Nassif, você fala

Na verdade Nassif, você fala do divórcio entre Estado e população. Que é uma questão antiga e histórica. A rigor, o povo não tem representação política e é por esse motivo que o Brasil, um país tão rico, tem tanta gente tão pobre. Os partidos e governos que buscaram conectar-se com o povo (Vargas, João Goulart, recentemente o PT) foram todos violentamente combatidos e alijados da esfera política. Por que? Porque ameaçavam a engrenagem da exclusão social e política.

E quem quer a exclusão? Quem quer as oligarquias? Quem quer governos de “clubes fechados” que drenam recursos/facilidades/vantagens do Estado para grupos específicos, nacionais e internacionais, e se mantem no poder baseados na distribuição de benesses para uma rede de apoiadores (políticos; imprensa; lideres classistas, etc.), mantendo o povo longe da cidadania?

Em primeiro lugar têm interesse na exclusão, ou dito de outra forma, são contra a democracia, os grandes grupos internacionais. Querem linha direta com o executivo. Sem rodeios. Sem grupos políticos incomodando. Legislação de proteção de conteúdo nacional.

Em segundo lugar, a rede “que mama no Estado” – de forma lícita (a alta burocracia, os políticos etc. ) e ilícita – os corruptos em geral.  

Em terceiro lugar, a classe média, que historicamente beneficiou-se da exclusão social. Não quer cotas, não quer democratização do acesso a recursos de toda sorte, muito menos, recursos do Estado.

Nesse sentido, há uma ampla frente nacional e internacional que não quer a democracia. E não se importam quando o sistema dos “clubes fechados” resvala para um sistema das “quadrilhas fechadas”.

O folclórico Wladimir Costa, assim como todo o congresso nacional, de baixíssimo nível,  tem atrás de si forte e sofisticado esquema internacional e nacional. Não são ultrapassados, não são figuras dos grotões, são peça chave na engrenagem da exclusão social e política. Contam com a cumplicidade do judiciário e das corporações classistas, de advogados, médicos, empresários, etc. e da classe média em geral.

Internacionalmente podemos dizer que o século XXI deixou de ser o século apenas do neoliberalismo. Ingressamos em uma era da disputa internacional por recursos - naturais, sobretudo petróleo - mas também dos recursos financeiros dos Estados. É isso que está atrás do golpe. Atrás de Michel Temer e sua quadrilha. O que torna tudo mais difiícil. Desmontar isso aí, só com muito barulho. Apenas ganhar uma eleição é pouco.

 

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Jorge Leite Pinto

Ótimo resumo, Margot, disse

Ótimo resumo, Margot, disse tudo...

 

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Enígma

Margot: esse é um fato que muito me intriga. Os líderes que mais batalharam a favor dos menos favorecidos são os mais desprezados, politicamente falando. A maldição (ou Profecia?) do Antônio Carlos de Andrada ("Façamos a Revolução antes que o Povo a faça") vira constante. Agora mesmo, com o Mordomo de Filme de Terror. O exemplo mais típico encontramos no Partido de Don Raton, daquele grupo que, a contrario sensu dos ademaristas, "rouba", mas não faz. Parece até que para eles Povo é uma massa informe, feita, como dizia Justo Verissimo, para ser espezinhada e explorada o tempo todo. 

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Felipe Lopes

Realmente o PSDB se debandou para a direita, mas....

A premissa óbvia para se dizer que o PSDB se moveu para a direita é que, antes, ele era de esquerda!!! Vejam só, temos aqui a clara manipulação e falsificação histórica de Lula e do PT durante seus mandatos em acusarem o PSDB de direitista (e isso ao mesmo tempo em que Lula e PT abraçavam coronéis, incrível!). Acerca do antipetismo, ora, o PSDB mal chegou a ser oposição no primeiro mandato de Lula. Foram Lula e o PT os que escolheram o PSDB como inimigo enquanto abraçavam sem nenhuma vergonha o pior coronelismo do país. Foram Lula e o PT que governaram como se ainda fossem oposição, sem capacidade de reconhecer absolutamente nenhum mérito nos governos anteriores, como se o país tivesse sido criado em 2002. Por fim, foram Lula e o PT que escolheram não realizar NENHUMA REFORMA no país, deixando para a direita mais podre legislar depois. E em tempo: Chavez se mostrou um arraso completo para a Venezuela, isso é um fato indiscutível. Nossa esquerda é igualmente criminosa ao dar apoio incondicional a todo e qualquer crime cometido pelo chavismo.

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Bobo

Trocou as bolas

O psdb não fez oposição porque achou que o governo era seu por direito de nascimento, terceirizou a tarefa de fazer oposição para a midia, e cresceu gordo e mimado. E as reformas foram tentadas por FHC e por Lula varias vezes por falar em "manipulação e falsificação histórica" parcial e enviesada.

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Eduardo Outro

Janaíno, vc tem razão, a

Janaíno, vc tem razão, a culpa é do Lula e do PT, inclusive do que acontece na Venezuela. Faça também denúncia ao Mundo, eles desconhecem "essa raça", há que se acabar com ela. E outra coisa que vc analisa com maestria, o PSDB nunca se moveu para a direita, ninguém se move para onde já está, esse blogueiro  petralha desconhece princípios elementares de Física. Mais uma tacada de mestre, vc desconstruiu a falácia de que o país foi criado em 2002, como se fosse um ano mágico. Qualquer apedeuta sabe que a criação se deu de 2002 a 2014, quando se iniciou a destruição.

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Parabéns por ter citado a Venezuela,

mas faltaram o Irã, a Coreia do Norte, Cuba, sem esquecer a Turquia (que agora é uma terrível ditadura em total oposição ao paraiso democrátcio chamado Arábia Saudita).

Sem falar da Rússia.

Pode fazer melhor da próxima vez.

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Felipe Lopes

O texto do Nassif citava a Venezuela, por isso a mencionei

Ao contrário do relativismo moral hipócrita e lamentável de nossa esquerda, sou contra ditaduras, independente do seu viés "ideológico" (aspas em ideológico, porque quem manda na Venezuela são os militares). A Arábia Saudita, que você mencionou, é um dos países mais nocivos do mundo, e apoiada pelos EUA, mas qual sentido em citá-la aqui, se o texto do Nassif que estamos comentando não trata esse assunto?

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Jorge Leite Pinto

Parabéns pela coragem de dar

Parabéns pela coragem de dar sua opinião "do crioulo doido" aqui neste blog de maioria humanista.

Afinal de contas, piadas sempre são benvindas...

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Felipe Lopes

Maluquice é demonizar o PSDB e ao mesmo tempo abraçar coronéis

Haja malabarismo retórico para disfarçar uma aberração ideológica como essa. O PT e o PSDB eram os únicos partidos com projeto de modernização do país, e ambos de centro-esquerda. Exatamente por isso o cálculo eleitoreiro de Lula e do PT tinham o PSDB como inimigo a ser demonizado  e não os reacionários do PMDB. Uma oportunidade histórica perdida de tirar o poder das mãos dos conservadores. O populismo eleitoreiro de Lula resultou nos coronéis do PMDB no poder novamente. Essa lógica eleitoreira podre e que destruiu o país é a que vocês estão defendendo aí.

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Felipe Lopes

Maluquice é demonizar o PSDB e ao mesmo tempo abraçar coronéis

Haja malabarismo retórico para disfarçar uma aberração ideológica como essa. O PT e o PSDB eram os únicos partidos com projeto de modernização do país, e ambos de centro-esquerda. Exatamente por isso o cálculo eleitoreiro de Lula e do PT tinham o PSDB como inimigo a ser demonizado  e não os reacionários do PMDB. Uma oportunidade histórica perdida de tirar o poder das mãos dos conservadores. O populismo eleitoreiro de Lula resultou nos coronéis do PMDB no poder novamente. Essa lógica eleitoreira podre e que destruiu o país é a que vocês estão defendendo aí.

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Eduardo Outro

É mais fácil a união para

É mais fácil a união para roubar do que para gerir. Mais fácil formar uma quadrilha do que um grupo de trabalho. Essa facilidade é que levou o PSDB, que era, repito, era bom de Política mas pouco rígido em outras coisas, ter-se unido com DEM e PMDB e dar nisso que está aí. Isso que levou o PT, que sempre foi ruim de Política, não consegue apoio nem do PSOL, a submeter-se ao PMDB e ao "Republicanismo", e dar nisso que está aí. É isso que faz com que o PMDB, phd em "Política" e em coisas ruins, comande o que está aí. E nos faz pensar na necessidade de união para resistir ao que está aí. Nem precisa ser a união dos homens "bons" da Marina, podem ser só um pouco bons, não podem ser muito ruins, que já venham em quadrilha formada. Imagino a formação de um PARTIDO DOS HUMANOS MAIS OU MENOS,  aqueles que "oscilam entre a crença e o desengano", no peito dos quais reside "um demônio que ruge e um deus que chora".  A opção, como diz o já clichê, será o sangue na calçada. 

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Incompatibilidades, incoerências

O PT elevou os pobres a classe média. Mas classe média não vota no PT. Só votam no PT os que se sentem socialmente injustiçados. O PT reforçou o serviço público, que estava eivado de filhos da classe média, privatistas liberais sem nenhum pendor para o serviço público. Pelo contrário, pessoas que pensam no serviço público como forma de atender a imperativos individuais. Ou seja, corruptos.

Me parece, assim, que o PT - ou qualquer outro partido político com pendores socialistas - em ganhando o poder sobre as instituições precisa dar prioridade absoluta e imediata à educação para a cidadania, para a consciência de classe, para a responsabilidade social e cidadã. E assim como educação não é apenas treinamento para ser pião ou empreendedor (de preferência para pião-empreendedor) em empresa privada, também educação não se faz apenas na escola... aliás se faz mais fora da escola do que nela. Então precisa também acabar com o hegemonia homogênea da mídia.

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Vantagem de Ser Político

Nassif: duas são a diferenças básicas entre os ladrões comuns e a quase totalidade totalidade (incluindo os 7/10 do Congresso) dos políticos brasileiros.

A primeira, mas menos grave, é a imunidade parlamentar.

A segunda (esta, fundamental) é que a facção criminosa na qual se agrupam goza de proteção constitucional e recebe o pomposo nome de "Partido". 

Falam de uma terceira via. Dou um doce se você adivinhar...

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Serjão

Deu no que deu, graças ao fhc

fhc abriu a Caixa de Pandora ao subornar os canalhas para a sua reeleição.

 

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naldo

De qualquer forma não esperem

De qualquer forma não esperem algo de susbstancial do "tenho jatinho porque posso", 

se a mudança, realmente acontecer, virá de fora da velhacaria......

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Em algum momento do futuro,

Em algum momento do futuro, não haverá como fugir de uma nova Constituinte que coloque definitivamente os donos do Estado sob controle da cidadania.

Ou então será imposta uma nova Constituição que subjugue o Estado (e as corporações estatais) e a cidadania.

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Stefan Zweig disse que o Brasil é o país do futuro.

Já a elite brasileira quer que o Brasil seja o país do passado.

E o Brasil vai se transformando no país do futuro do pretérito.

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