O sistema de produção em águas profundas obrigará as indústrias nacionais a inovações na área de materiais, de nanotecnologia, que se irrigarão para diversos outros setores, podendo revitalizar parque industrial defasado tecnologicamente.
Recentemente, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) fez um levantamento de capacitação industrial e tecnológica do parque industrial brasileiro. Observou, logicamente, um mercado em plena explosão, conforme explicou o professor da UFRJ Adilson de Oliveira, mas pouco dinâmico no ramo das inovações tecnológicas.
Segundo Adilson, se a empresa brasileira sentar nas tecnologias atuais, será açambarcada por fornecedores de fora.
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O seminário “Como ser um fornecedor da cadeia do petróleo”, do projeto Brasilianas, identificou as causas dessa inação.
A primeira, a política de preços de combustíveis, trazendo incertezas de que os planos de investimento da Petrobras serão cumpridos no prazo certo. Algumas empresas apostaram e saíram na frente. Acabaram ficando em dificuldades.
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Há um segundo problema. Desde a crise externa dos anos 90, a montagem das plataformas e navios é terceirizada para os chamados “epecistas”- escritórios especializados. Para impedir que trouxessem seus próprios fornecedores, a ANP (Agência Nacional de Petróleo) definiu o chamado conteúdo nacional – um mínimo a ser adquirido no país.
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Até a sétima rodada de licitação de petróleo, em 2005, entravam nessa conta até obras de engenharia, terraplenagem etc. Depois disso, a ANP passou a analisar as peças industriais individualmente.
Mas permaneceram outras distorções.
A prova do conteúdo nacional era dada pelas notas fiscais de máquinas vendidas por meio do Finame (linha de crédito do BNDES para venda de máquinas nacionais). Nessas notas, as máquinas saíam como se fossem 100% brasileiras, mesmo que tivessem apenas 60% de conteúdo nacional.
Hoje existem empresas especializadas em avaliar o conteúdo nacional. Pelo ritmo de produção, efeitos positivos serão sentidos só dentro de alguns anos.
Permanecem outras distorções.
O que eles fazem é pegar os insumos externos, calcular o percentual sobre o preço final do produto. A diferença passa a ser considerada conteúdo nacional. Ocorre que, no preço final do produto, entram o lucro da empresa, os tributos, os juros pagos.
Digamos uma empresa cujo custo de produção seja 100. E que tenha 40 de insumos importados. O conteúdo nacional será, portanto, de 60%. Mas sobre o custo final acrescentam-se, digamos, 40% de impostos, 8% de juros e 15% de lucro. No total, o preço final irá para 173. Os 40 de insumos importados passam a representar apenas 23% do preço final. E o conteúdo nacional considerado cai de 40 para 23.
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Além disso, as “epecistas” acabam manobrando para as peças mais sensíveis serem adquiridas no exterior. E a produção brasileira é penalizada pelo Repetro, que criou regimes especiais de isenção para uma série de produtos. Os importados chegam com a isenção do Imposto de Importação – que é federal. Mas os nacionais continuam pagando ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que é estadual. Cria uma desvantagem invencível.
Um grande desafio seria investir na montagem de empresas de projeto nacionais e recuperar o comando do poder de compra.
Assis Ribeiro
2 de outubro de 2013 11:13 amRevolta da oposição e dos EUA com o conteúdo nacional
Empresas criticam regras para o pré-sal – Jornal O Globo
oglobo.globo.com/…/empresas-criticam-regras-para-pre-sal-8969623
09/07/2013 – Representantes do setor e especialistas criticam. … desenvolvimento, com o primeiro óleo até 2021, terá conteúdo mínimo nacional de 55%.
Presidente da Shell critica metas do governo para conteúdo local no …
http://www.geofisicabrasil.com › Notícias › Clipping
17/05/2012 – Presidente da Shell critica metas do governo para conteúdo local no pré- … desde a descoberta das reservas do pré-sal, os investimentos no …
Raí
2 de outubro de 2013 1:09 pmO pré-sal e o investimento em tecnologia de ponta.
Tambem acredito, que chegou a hora das empresas nacionais que operarão e/ou serão fornecedoras de componentes das suas parceiras diretamente envolvidas na exploração do subsolo brasileiro, capacitarem-se, para não ter que depender de peças e ou equipamentos prontos, vindo do exterior. Para isso, porem está passando da hora, de investir em tecnologia e desenvolvimento de estudos relacionado ao negócio de exploração em águas profundas. Todo e qualquer investimento feito antecipadamente na preparação de seus profissionais, deixará de trazer resultados, sejam eles financeiros, como tambem de conhecimentos para obras e projetos futuros. Resta aos nossos empresários, deixar de depender demais do Estado, e ficar reclamando da invasão das empresas extrangeiras, que já detêm este grau de conhecimento tecnológico, que somente agora, começamos a perceber como necessário.
Tamára Baranov
2 de outubro de 2013 4:00 pmPetrobras 60 anos – Missão Netuno
Dia 3 de outubro, completaremos 60 anos. E uma data tão especial, pede mais que uma comemoração. Com esse objetivo em mente, criamos a Missão Netuno.
Para cumprir a missão tínhamos dois desafios. Um era fincar uma bandeira brasileira a dois mil metros de profundidade, na região do Pré-sal. O outro, levar uma cápsula do tempo com mensagens inspiradoras para o futuro, que só serão resgatadas daqui a 10 anos, em 2023.
A Missão Netuno foi cumprida com sucesso. O Pré-Sal, mais do que nunca, tem as nossas cores. Um marco histórico para esta e para as próximas gerações.
E se nós temos uma certeza, é a de que o futuro nos reserva grandes conquistas. O motivo é simples: Gente. É o que inspira a gente.
http://www.petrobras.com.br/meinspira
[video:http://www.youtube.com/watch?v=7i67qTT5YTI align:center]
Carlosc
2 de outubro de 2013 4:37 pmExcelente análise
Excelente análise Nassif.
Mostra como os “organismos” criados para facilitar a implementação de projetos conseguem mudar a seu prazer e impor suas nefastas condições, modificando bastante o que se pretendia como fabricação nacional comprometendo empregos e participação nacional.
Carlosc
2 de outubro de 2013 4:40 pmteste……
teste……
democracia direta
2 de outubro de 2013 6:53 pmse não aprendermos dessa vez…
Empresas estrangeiras não podem ter igualdade de condições com as nacionais. Os chineses contam com trabalho escravo, americanos contam com 70% da pesquisa científica paga por seu governo. Se não protegermos nossas empresas, seremos os otários da globalização. Nossas empresas não contam com um sofisticado e gratuito serviço de espionagem, como as deles, e precisam de proteção.
Os americanos anulam licitações indesejadas vencidas por empresas estrangeiras, como a que os japoneses venceram para fabricar fibra óptica; entregando a concessão a uma empresa americana.
O governo sul coreano influi diretamente e impede que a Ford compre uma de suas empresas automotivas falidas, que acabou sendo vendida à coreana Hyunday.
O governo italiano fez manobras para que suas empresas de telefonia não acabem em mãos estrangeiras.
O famoso primeiro ministro inglês Winston Churchill disse que não haveria futuro para a Europa e a Inglaterra, se as empresas americanas, e não as deles, controlassem a produção de bens à sociedade.
Na Rússia, democrática e capitalista, multinacional não pode dominar todo um setor da economia, e só pode mandar lucro ao exterior na moeda nacional.
O QUE ACONTECE NO BRASIL?
MAS SERÁ QUE É APENAS O DINHEIRO QUE INTERESSA?
Quer dizer que um país, uma sociedade, constroi toda uma infraestrutura de segurança, saúde, sistema judiciário, um mercado consumidor, etc; e justamente as grandes empresas, as maiores beneficiárias de tudo isso, não devem colaborar estrategicamente para o melhor funcionamento de nossa economia?
Se não interessa ao empresário quem desenvolveu a tecnologia, quem teve a oportunidade de se especializar e receber salários astronômicos; isso interessa muito à toda sociedade. E deveria interessar também aos políticos, que só não se preocupam com isso, porque recebem vantagens indevidas por fora.
democracia direta
2 de outubro de 2013 7:06 pmO EMPRESÁRIO BRASILEIRO
Grande parte do empresariado brasileiro constitui uma figura interessante, pessoas que pagam aos próprios ladrões que lhes roubam.
Nos EUA, 70% da pesquisa científica é paga pelo gorverno. Aqui, muitos empresários, os “Maria vai com as outras”, apenas seguem quem realmente se beneficia da corrupção (pouquíssimos), sem questionar nada, nem saber exatamente o que estão fazendo.
Ficam tão felizes de entrar para a quadrilha, achando que se darão bem; que acabam dando dinheiro para o próprio ladrão que vai lhes roubar, e destruir o futuro de suas empresas. Pois a primeira coisa que o político faz é desviar a verba da educação e pesquisa científica. Isso transforma nossos empresários, os Maria vai com as outras, em verdadeiros mendigos, quando comparados com os americanos, sem a mínima condição de competir com eles.
Sr. empresário, o povo pode ter um padrão de vida 3 vezes inferior ao dos europeus e americanos, mas mora no Brasil. Quanto custa esse privilégio? A maior parte dos empresários, entretanto, vivem em condições 10, 20, 30 vezes pior que os americanos. Onde está essa gente? O povão pelo menos sai às ruas e protesta.
joao
3 de outubro de 2013 12:50 amProjeto Petrobras e Seus Filhotes
Um Brasil de um só projeto desde Getúlio, Petróleo!
E estamos investindo no “campeão”, suas inovações, produção para exportação, aguas profundas e o resto do Brasil das ciências, dos satélites de segurança e bens sociais, do transporte ferroviário brasileiro, dos foguetes, das tecnologias, das bios são as xepas de um único aforismo egocêntrico em encher o tanque. O Futuro é Gasolina e são Termelétricas.
Brasil qual será seu outro projeto por sessenta anos?
junior50
3 de outubro de 2013 1:36 amProf Adilson e outros da COPPE/RJ
Caro LN, e demais interessados:
O que o Prof. Adilson comenta, é a realidade do que ocorre, é só consultar o site do BNDES, e verificar as empresas elegiveis ao INOVA-Petro, em sua maioria transnacionais que se aproveitam da inteligencia brasileira, para elaborar e materializar seus projetos, algo que tambem esta ocorrendo na area do INOVA-Aeroespacial, ao qual eu tenho maior contato e interesse (inclusive financeiro).
É chato e triste, que nos “road shows” ou nas apresentações de projetos (insiders shows, to projects financers), as “inteligencias” nacionais, não tenham a contrapartida do empresariado nacional, que na maior parte das vezes parece inexistir, aparecem de “nacionais”, as mega-empreiteiras (OAS,QG,AG,Odebrecht etc..), que depois vc. vai ver que estão associadas a grupos transnacionais – na area do petroleo é a mesmo coisa – afinal, uma pessoa me disse ( GE ), que aprender sobre o pré-sal, pode ser uma revolução na industria off-shore, pois pode ser utilizavel em varias regiões do mundo, uma “preparação para o futuro” ( afinal reza a lenda, que o pré-sal, só da lucro a aprtir de US$ 110,00 o barril de brent).
A falta do capital: Empresas norueguesas, inglesas e americanas, e em outro escopo, as chinesas, possuem uma estrutura de financiamento proporcionada por seus governos, em longo prazo (combinando interesses não apenas comerciais imediatos, mas politicos e tecnológicos) – subsidios “cruzados”, ocorrem bastante,tanto na area off-shore, como na area de defesa – portanto algumas vezes creio que nosso Governo, não analisa corretamente a dimensão estratégica do que faz.
Meu caro, na defesa, que é area estratégica e de inovação tecnológica, infelizmente nossa inteligência já foi “vendida”, ou melhor falando “negociada”, espero que no off-shore “long way”, não aconteça o mesmo.
Jader Martins
14 de fevereiro de 2014 5:42 pmConteúdo nacional?
A Hydroclean é a primeira empresa nacional a produzir um absorvente de óleo genuinamente nacional : materia prima e tecnologia nacional. No entanto há mil burocracias e dificuldades( sic) para fornecer a Petrobras. Temos uma mostrador de óleo (Oilsampler )que é inedito ( e único ) no mercado mundial e a Petrobras nunca se interessou pelo mesmo .
Vide:
http://www.hydroclean.com.br
http://www.hydroclean.com.br/menu-oil-sample/
Esta história de conteúdo local ainda está longe de ser realidade.