11 de junho de 2026

O domínio dos ricos e a aderência do eleitor médio

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Jornal GGN – Que os ricos tenham mais poder político que os pobres já é de domínio popular, mas um estudo feito por dois cientistas políticos, Martin Gilens e Benjamin Page, dos EUA, dão uma outra dimensão para a máxima democrática.

O estudo gira em torno de análise do governo federal dos EUA, comparando as pesquisas eleitorais com as ações efetivas, concluindo que o eleitor médio é o que tem em suas demandas uma probabilidade maior de concretização. Mas sem flores, já que o eleitor médio e as elites acabam comungando em diversos setores, principalmente na questão de um país forte em suas defesas militares.

Mas se há um embate entre o que quer a elite e o que o resto da sociedade almeja, nenhuma dúvida que a primeira sai ganhando. E se o ponto em questão é trabalhado por setores organizados, a sociedade como um todo é carta fora do baralho das decisões.

O estudo deslinda as guerras culturais advindas com a ascensão da direita religiosa, que se apega em torno de conceitos como “valores familiares” e outros temas polarizantes, que blindam a política americana, trazendo à tona uma série de políticas econômicas e sociais contrárias aos interesses das classes média e baixa, aumentando a desigualdade econômica.

Privilegiados se armam nas ‘políticas de identidade’ e requerem a exclusão dos demais, ou toda a sociedade que não participa deste pequeno grupo. Esta exclusão se dá com outros países, valores, religiões ou etnias.

O artigo de Dani Rodrik detalha o estudo de Gilens e Page e foi publicado no Valor Econômico. Leia a seguir.

Do Valor

Como os ricos dominam

Por Dani Rodrik

Não é novidade que os ricos têm mais poder político do que os pobres, mesmo em países democráticos, onde cada cidadão tem direito a um voto. Mas dois cientistas políticos, Martin Gilens, da Princeton University, e Benjamin Page, da Northwestern University, publicaram estudo com conclusões nítidas, para os EUA, com implicações dramáticas para o funcionamento da democracia – nos EUA e em outros países.

A pesquisa dos autores baseia-se em trabalhos anteriores de Gilens, que compilou meticulosamente pesquisas de opinião pública em cerca de 2 mil questões de política governamental entre 1981 e 2002. A dupla, então, analisou se governo federal dos EUA adotou a política em questão num prazo de quatro anos após a pesquisa e mensuraram em que medida o resultado coincidiu com as preferências dos eleitores em diferentes pontos da distribuição de renda.

Vistas isoladamente, as preferências do eleitor “médio” – isto é, um eleitor no meio da distribuição de renda – parecem ter uma influência fortemente positiva nas ações efetivas do governo. Uma política que o eleitor médio aprovaria tem uma probabilidade significativamente maior de ser promulgada.

A ampliação da desigualdade inflige dois golpes contra a política democrática. A crescente desigualdade não apenas resulta em maior exclusão das classes média e baixa, como também fomenta, na elite, uma política venenosa de sectarismo

Mas, como observam Gilens e Page, isso produz uma impressão enganadoramente otimista das representatividade das decisões governamentais. As preferências do eleitor médio e das elites econômicas não são muito diferentes no que diz respeito à maioria das questões de política de governo. Por exemplo, ambos os grupos de eleitores gostariam de ver uma defesa nacional forte e uma economia saudável. Um teste melhor seria examinar o que o governo faz quando os dois grupos têm pontos de vista divergentes.

Para realizar esse teste, Gilens e Page promoveram uma “corrida de cavalos” entre as preferências dos eleitores médios e os pertencentes a elites econômicas – definidas como o conjunto de indivíduos no décimo percentil superior da distribuição de renda – para verificar quais eleitores exercem maior influência. Eles descobriram que o efeito do eleitor médio cai para níveis insignificantes, ao passo que o das elites econômicas permanece substancial.

A implicação é clara: quando os interesses das elites são distintos daqueles do restante da sociedade, é a opinião das elites que conta – quase exclusivamente. (Como explicam Gilens e Page, deveríamos considerar as preferências dos 10% mais ricos como representativas dos pontos de vista dos verdadeiramente ricos, por exemplo, o 1% mais rico – a verdadeira elite).

Gilens e Page relatam resultados semelhantes para grupos de interesse organizados, que exercem uma influência poderosa sobre a formulação de políticas. Como ressaltam os autores, “faz muito pouca diferença o que o público em geral pensa” depois que são levados em conta os alinhamentos dos grupos de interesse e as preferências dos americanos ricos.

Esses resultados desalentadores levantam uma questão importante: como é que políticos que não correspondem aos interesses da grande maioria de seus eleitores se elegem e, mais importante, são reeleitos, se atendem predominantemente os interesses das pessoas mais ricas?

Parte da explicação pode ser o fato de que a maioria dos eleitores têm escassa compreensão de como o sistema político funciona e como ele é tendencioso a favor da elite econômica. Como Gilens e Page enfatizam, as evidências por eles comprovadas não implicam que a política governamental deixe o cidadão comum em situação pior. Os cidadãos comuns frequentemente obtêm o que querem em virtude do fato de que suas preferências serem frequentemente similares às da elite. Essa correlação entre as preferências dos dois grupos pode tornar difícil, para os eleitores, discernir as tendenciosidades dos políticos.

Porém outra, e mais perniciosa, parte da resposta pode estar nas estratégias às quais os líderes políticos recorrem para serem eleitos. Um político que representa os interesses das elites econômicas tem que encontrar outros meios de apelar às massas. Essa alternativa é proporcionada pela política de nacionalismo, sectarismo e identidade – uma política baseada em valores e simbolismos culturais, e não em interesses concretos. Quando as disputas políticas são travadas nesse terreno, as eleições são vencidas por aqueles mais bem sucedidos em “estimular” nossos “genes” culturais e psicológicos latentes, e não aqueles que melhor representam nossos interesses.

É famosa a afirmação de Karl Marx de que a religião é o “ópio do povo”. O que ele quis dizer é que o sentimento religioso pode obscurecer as privações materiais que trabalhadores e outras pessoas exploradas vivenciam em suas vidas quotidianas.

De maneira bastante semelhante, a ascensão da direita religiosa e, com ela, de guerras culturais em torno de “valores familiares” e outros temas extremamente polarizadores (por exemplo, a questão da imigração) serviram para blindar a política americana do forte aumento da desigualdade econômica desde o fim dos anos 1970. Em consequência disso, os conservadores conseguiram manter o poder, apesar de seu foco em políticas econômicas e sociais contrárias aos interesses das classes média e baixa.

“Políticas de identidade” são malignas porque tendem a estabelecer limites em torno de um grupo de privilegiados e requerem a exclusão dos “outros” – de outros países, valores, religiões ou etnias. Isso pode ser visto mais claramente nas democracias não liberais, como Rússia, Turquia e Hungria. A fim de solidificar sua base eleitoral, os líderes desses países apelam fortemente a símbolos nacionais, culturais e religiosos.

Ao fazê-lo, normalmente inflamam paixões contra minorias religiosas e étnicas. Para regimes que representam as elites econômicas (e, frequentemente, corruptos até a medula), é uma manobra que compensa generosamente nas urnas.

A ampliação da desigualdade nos países avançados e em desenvolvimento, portanto, inflige dois golpes contra a política democrática. A crescente desigualdade não apenas resulta em maior exclusão das classes média e baixa, como também fomenta, na elite, uma política venenosa de sectarismo. (Tradução de Sergio Blum)

Dani Rodrik, professor de Ciências Sociais do Instituto de Estudos Avançados, Princeton, Nova Jersey, é autor de “The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy”. Copyright: Project Syndicate, 2014.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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19 Comentários
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  1. Bruno Cabral

    12 de setembro de 2014 11:57 am

    “Democracia”

    Democracia é a ditadura da minoria organizada.

    1. Ingrid Mariana

      12 de setembro de 2014 3:14 pm

      Discurso

      O dono do discurso é o dono do poder…  Seduzidos pelas baboseiras dos filósofos modernos e pela certeza do progresso (só podemos caminhar para frente, não é possível retroceder). Caímos no engodo institucional e na institucionalização do pensamento único.

  2. marcos nunes

    12 de setembro de 2014 12:13 pm

    Em busca de uma síntese

    Como quem tem poder parece tê-lo adquirido por graça divina, quem não o tem, no geral, concebe, também, que a legitimidade desse poder é inquestionável e, à parte a possibilidade divinizada, se sobrepõe o discurso “meritocrático”. Quem não tem poder, não tem mérito, que tem, pode exercê-lo sobre os que não tem poder pois obteve o seu através de seu trabalho bem feito. Esta é a ideologia corrente, partilhada por ricos e pobres. Isso é que tem destruído a humanidade e todo o planeta.

    1. Ingrid Mariana

      12 de setembro de 2014 3:09 pm

      Igreja X Estado X Rei Absoluto X Elite Absoluta

      Tiraram a Igreja da parada, mas a mistificação continuou intacta…

  3. Motta Araujo

    12 de setembro de 2014 12:18 pm

    Não existe poder politico dos

    Não existe poder politico dos “pobres””, há politicos que dizem representar os pobres, o poder é deles e não dos pobres

    nos pontos de onibus, tampouco existem politicos que se apresentam com representante dos ricos, que papo mais bobo.

    1. J. Alberto

      12 de setembro de 2014 1:08 pm

      Nem tão ricos assim

      Os candidatos que se procalamam “defensores dos pobres” não são tão ricos assim. Não vejo nas listas da Forbes nenhum defensor de causas populares.

      No máximo são classe média alta (trabalhadores especializados muito bem remunerados) ou representantes sociais com trânsito nas classes altas (porta de entrada do enriquecimento ilícito).

      Além disso, muitos são de origem pobre, ou com pais de origem pobre, ou com histórico de assistencialismo, campanhas sociais, movimentos etc

      1. Motta Araujo

        13 de setembro de 2014 1:41 am

        E quem foi que disse que os

        E quem foi que disse que os politicos que defendem pobres são ricos, eles querem é FICAR RICOS usando os pobres como materia prima, tal qual pastores, camelôs, animadores de auditorios, etc.

  4. Fernando Lopes

    12 de setembro de 2014 1:21 pm

    Democracia, a grande mentira!

    Na verdade a democracia da forma como é praticada hoje no mundo não é, nunca foi e nunca será uma forma de representatividade política para os oprimidos. Ela é somente uma espécie de “válvula de escape” para as tensões sociais acumuladas. O eleitor é seduzido a votar em um candidato conservador, que toma medidas que prejudicam claramente quem votou nele, e depois ao eleitor sobra uma “responsabilidade compartilhada” na qual ele tem de admitir a si mesmo que “tomou ferro” porque foi culpa dele votar no cara!! Com isso o eleitor adia sua revolta e por consequência sua demanda, e a elite pode novamente voltar a carga e reduzir ainda mais os benefícios para o resto do povo. Na eleição seguinte o processo se repete e novamente o eleitor adia sua demanda.

    Por isso nunca concordei com a ideia de que o capilismo e a democracia são o auge da capacidade humana em termos economicos-politicos. Eu continuo sendo otimista de que o ser humano vai descobrir formas mais inteligentes de relacionamento do que a escravidão do capitalismo e a mentira da democracia!

    Pra ilustrar conto por fim um caso que se passou em Amsterdam em fevereiro de 2002. Estava jantado com amigos numa mesa com brasileiros, holandeses e um americano de Nova Iorque.O americano era ligado ao “staff’ da cantora Madonna e estava como nós de férias em Amsterdam. Durante o jantar o assunto quente era a queda das torres gêmeas em setembro de 2001. E ele como nascido em Nova Iorque deu seu depoimento entristecido de cidadão que além da política e guerra vê isso acontecer na sua cidade natal. Mas ele se posicionava “a esquerda” e criticava o crescimento da direita nos EUA, principalmente com a eleição naquele ano de Michael Boomberg para prefeitura de Nova Iorque. Após estas críticas à política americana o papo foi meio prá guerra no Afeganistão e meu amigo “de esquerda” me saiu com uma frase que traiu tudo que ele havia falado antes:

    – But Bush is doing the right thing ! ( Mas Bush está fazendo a coisa certa – no caso de invadir o Afeganistão).

    Ou seja até a esquerda americana acha que eles tem o direito de invadir outros países e sair matando gente inocente. Nestas horas a gente até pensa que o terrorrista está certo ao dizer que ninguém é inocente, ao explodir uma bomba em plena estação de trens lotada!

    1. DanielQuireza

      12 de setembro de 2014 1:58 pm

      A guerra contra o Afeganistão

      A guerra contra o Afeganistão até tinha sua justificativa plausível, um País que abrigava terroristas abertamente e que cometeram os atentados contra os EUA. Ficar quietos é que não iriam né.

      O problema mesmo foi a invasão ao Iraque, que foi péssimo negócio inclusive para os EUA (talvez alguns tenham ganho com isso, mas não o País), que gera problemas até hoje, como o tal de Estado Islâmico.

      No programa Painel, da Globonews, sábado passado, um dos entrevistados, disse algo interessante, de que quando um País invade e ocupa o outro, teria que ficar em torno de uns 30 anos para recuperar o País e conseguir sair, sem deixar caos ou vácuo de poder. Totalmente o contrário do que os EUA fizeram no Iraque, destroçaram o País, que não deve ser recuperar tão cedo.

      1. Fernando Lopes

        12 de setembro de 2014 2:31 pm

        Não vejo justificava em guerras, sinto muito…

        Sinto discordar completamente de você mas bombardear cidades inteiras, destruir um país completamente, e assassinar milhares de pessoas inocentes, inclusive crianças nào pode ser admitido apenas com o argumento:  um País que abrigava terroristas abertamente e que cometeram os atentados contra os EUA. Ficar quietos é que não iriam né.

        MORTE É MORTE, ASSASSINATO É ASSASSINATO. Não importa qual a desculpa que você usou para realizar!

        1. DanielQuireza

          12 de setembro de 2014 7:09 pm

          É verdade. Ninguem morreu nos

          É verdade. Ninguem morreu nos atentados de 11 de setembro. Nunca deveriam ter reagido mesmo.

          Se todos pensassem como voce acho que o Brasil nem existiria.

          1. Ingrid Mariana

            12 de setembro de 2014 7:25 pm

            Correlação

            Oi Daniel,

            Não deu para entender. Qual o encadeamento e a relação entre estes argumentos que você apresentou?

            Matar pessoas no afeganistão evitou ataques terroristas? Se morreu gente no WTC outras pessoas que não causaram isso devem morrer?

            O Brasil só existe por causa da guerra ao terrorismo? Guerra difusa, estado de guerra constante e patriotic act? Qual a relação disso com a existência do Brasil?

            saudações 🙂

          2. DanielQuireza

            13 de setembro de 2014 10:34 pm

            Quem matou primeiro foram os

            Quem matou primeiro foram os terroristas que dominavam o Afeganistao ou voce nao sabia disso ?

            O Brasil como conhecemos hoje passou por guerras também para manter o território, senao nem independente seríamos e provavelmente estaríamos fragmentados. 

      2. Fernando Lopes

        12 de setembro de 2014 2:36 pm

        Bombas o mais longe possível…

        A ideia do americano médio é que a guerra é aceitável desde que seja contra regimes autoritários, antidemocráticas e com certeza pobres e exóticas culturas não-ocidentais (entenda-se não americanas). Por isso eles gostam de fazer guerras bem longe do seu quintal aí as bombas que matam milhares no afeganistão, Iraque, Sudão, Gongo Belga, etc além cairem somente sobre cabeças pobres também caem bem longe dos quintais floridos de Beverly Hills.

      3. wendel

        12 de setembro de 2014 4:30 pm

        Inocência útil…………..

        “No programa Painel, da Globonews, sábado passado, um dos entrevistados, disse algo interessante, de que quando um País invade e ocupa o outro, teria que ficar em torno de uns 30 anos para recuperar o País e conseguir sair, sem deixar caos ou vácuo de poder.”

        Por ter citado programa da Globonews, já seria suficiente, mas como não bastasse, incluiu como interessante o que disse o engtrevistado, o que a meu ver, tem sua concordância.

        Sobre sua anuência à invasão do Afeganistão, lamentável, pois o papo de que os terroristas lá estavam, não se sustentou, muito menos contra o Iraque por possuir armas de destruição em massa, e menos ainda contra a Libia, que na verdade era um País cujo nível de vida da população merecia elogios até da ONU.

        A farsa, muito bem montada pelas agências de notícias, tem como no seu caso, um propagado, e faz com que muitos talvez por ingenuidade, ou inocência útil, acreditem!

        Sobre permanecerem os invasores no país, por pelo menos 30 anos, dito pelo entrevistado e possivelmente com seu acordo, só não é hilário, porque é trágico, pois durante todo este tempo, uma geração, os recursos deste pobre país já estariam exauridos, e o que deixariam era tão somente miséria e sofrimento.

        Então meu amigo Daniel, podemos ser mais realistas? 

         

        1. DanielQuireza

          12 de setembro de 2014 7:05 pm

          Quer dizer então que não

          Quer dizer então que não haviam terroristas no Afeganistão ? Não era lá o QG do Bin Laden, que depois se refugiou no Paquistão ? Voce considera que o Taliban, não é um grupo extremista, que estava unido à Al Qaeda não apoiavam terrorismo contra os EUA ? Direito seu, mas não é o que dizem os fatos.

          Quanto à invasão do Iraque, da Lìbia,  e também neste caso da Síria também sou totalmente contra o apoio dos EUA, que só fizeram piorar a situação.

          Precisaria ficar 30 anos justamente para ter tempo de reorganizar o País e não sair sem deixar vácuo de poder, que foi o que houve com o Iraque.

          O entrevistado não era a favor da invasão, assim como eu também não sou. O que ele disse é que, uma vez que um País ja fora invadido, o País invasor teria que se responsabilizar por sua recuperação e para isso seria necessário algo como uns 30 anos. Ou seja, não se está defendendo a invasão do Iraque mas sim criticando o estado caótico em que os EUA deixaram o País invadido após a sua retirada.

          O programa Painel, de sábado passado, foi excelente, e falou de dois temas: questão da Ucránia e sobre o grupo estado islâmico. Os 3 debatedores foram praticamente unanimes em ficarem contra a grande maioria das posições dos EUA nos dois assuntos.

           

          1. wendel

            12 de setembro de 2014 7:32 pm

            Continuo cético……………

            Amigo Daniel, não há e nunca haverá nenhuma justificativa para as guerras, principalmente invasões.

            As invasões a título de prevenção, são uma grande mentira, e prova disto foram as invasões do Afeganistão, Iraque, Libia, e todas as demais.

            Quanto a sua credibilidade, de que existiam terroristas no Afeganistão, acredito que você tenha visto muito a globonews e assemelhados como a NBC, CNT, enfim todas as redes norte-americanos que deram aval para a invasão, basendo-se na maioria das vezes em grandes farsas e mentiras.

            Sobre os atentados em 11 de setembro, que serviram de base e justificativas para as invasões, sugiro pesquisar mais, inclusive há uma enorme quantidade de matérias sobre o assunto, e quase todas elas em confronto com o que publica a grande mídia.

            Voce não deve desconhecer o poder do lloby da industria petrolifera e de armas dentro do Congresso dos EU, e em toda e qualquer análise sobre a politica externa daquele pais, não pode ser dissociada dos interesses dos citados grupos.

            Pesquise sobre os eventos da I e II GG, o ataque a Pearl Harbor pelos caças niponicos, enfim existe uma gama de possibilidades para a verificação da verdade quanto a estes fatos, que não é dificil entendê-los.

            Finalizo dizendo que, a verdade oficial, na maioria das vezes apenas escondem os verdadeiros fatos, e nos torna cumplices deles, quando não nos esforçamos para realmente desmascará-los! 

  5. naldo

    12 de setembro de 2014 1:50 pm

    Li que a revista forbes

    Li que a revista forbes listou cinco motivos para não votar na Dilma, muito me espanta que uma revista de ricos para ricos se importe com os mais pobres justamente em epoca de eleição, não vejo esse tipo de preocupação com justiça social fora dessa epoca, é sempre taca-lhe juros altos para tudo, se tal revista manda não votar na Dilma é por que o interesse de seus leitores, os abonados, estão sendo contrariados; espantoso tambem que querem votar num governador que é presidente da fiesp, ou seja, faz parte da elite não tem nenhuma visão social das areas mais necessitadas do estado, resumindo, é patrão; mais bisonho  é votarem no serra para senador quando ele nem tinha muito interesse em ser governador, um cargo mandatario, que era cair só  cai da cama e estava no seu gabinete, para um cargo que é de decisão coletiva, ou seja, será mais um, e para exerce-lo terá que se deslocar duas vezes por semana.

  6. wendel

    12 de setembro de 2014 4:38 pm

    Sobre…………..

    Sobre esta discussão de poderes entre ricos e pobres, tenho uma definição:

    Ocorre que nunca vivemos uma democrcia, e jamais viveremos.

    O vil metal comanda a tudo e a todos, e as ideologias são financiadas pelos que detém o poder do vil metal!

    Financiam tanto um como o outro lado, e quem ganhar, já estará comprometido com eles, seus financiadores.

    Nós, os eleitores, somos simples peças de decoração, ou se preferirem massa de manobra!!!

    O que está ocorrendo, ou melhor, sempre ocorreu mas só agora deram nome é:

    DEMOCRACIA CORPORATIVA, onde as grandes Corporações mandam e desmandam em seus gerentes (Presidentes), que uma vez eleito, têm que cumprir a Agenda, caso contrário são acidentados, ou no extremo assassinados mesmo, conforme vários personagens da história o foram.

    Ao final, ” É A BANCA , IDIOTA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

     

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