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O mapa da conspiração no Brasil segundo o padrão da CIA, por J. Carlos de Assis

Temos em curso no Brasil uma conspiração destinada a desestabilizar o Governo Dilma sob o pretexto da luta contra a corrupção. É da mesma natureza das iniciativas para promover mudanças de regime na chamada Primavera Árabe, com a diferença de que, nesses casos, os regimes eram ditaduras estabilizadas , enquanto no nosso caso somos uma democracia vulnerável. Como não é possível estimular um golpe em favor de democracia que já existe, a desculpa é o combate à corrupção que se pretende vincular aos presidentes Lula e Dilma.

Pessoas de boa fé pensam que tal conclusão é precipitada. Eu próprio costumo rejeitar teorias conspiratórias, porém só até o ponto em que as evidências começam a falar mais alto. Vou tentar mostrar a evidência de uma conspiração em curso no Brasil usando como principal referência a principal revista de política externa dos Estados Unidos, a “Foreign Affairs”, insuspeita de antiamericanismo. Tomo como referência ensaios da edição de setembro/outubro sobre a crise na Ucrânia e sobre o golpe contra Allende no Chile há 40 anos.

Relativamente à Ucrânia, a revista diz abertamente que a crise é culpa sobretudo do ocidente, ou seja, dos Estados Unidos. Resulta da ambição da OTAN, sob liderança americana, de empurrar suas fronteiras para o Leste incorporando sucessivamente quase todos os estados da órbita da antiga União Soviética. Assim, em 1999, foram incorporadas a República Checa, a Hungria e a Polônia. Sempre sob protestos russos, em 2004 foram anexadas Bulgária, Estônia, Latvia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia. Em 2009, foi a vez de Albânia e Croácia.

Essas incorporações violaram compromissos formais estabelecidos com Gorbachev no processo de reunificação da Alemanha, para a qual foi essencial a concordância russa. A Rússia não reagiu além de protestos formais, parte porque estava ela própria internamente fragmentada, parte porque todos esses países incorporados à OTAN não fazem fronteira direta com ela, exceto os pequenos países bálticos. Em 2008, contudo, a OTAN manifestou a intenção de incorporar também as fronteiriças Geórgia e a Ucrânia, o que significava acabar de cercar a Rússia.

Nenhum líder russo aceitaria ou aceitará o cumprimento dessa ameaça no seu próprio quintal, muito menos um estrategista da estatura de Putin. Quando o presidente da Geórgia, simpatizante da entrada na OTAN, resolveu reincorporar as províncias rebeldes de Abkhazia e Ossétia do Sul, Putin reagiu imediatamente e as invadiu. Deixou claro, nesse movimento, que não aceitará a incorporação da Geórgia, um país limítrofe da Rússia, à OTAN, a não ser fragmentado. Assim como deixou claro a Bush, segundo um jornal russo, que “se a Ucrânia fosse admitida na OTAN ela cessaria de existir.”

“Foreign Affairs” faz um retrato realista do que aconteceu daí em diante na Ucrânia. No processo de criar a atmosfera “democrática” favorável à adesão à União Europeia, atalho para a entrada na OTAN, os Estados Unidos despejaram desde 1991 mais de US$ 5 milhões em instituições de formação de opinião no país, para - segundo Victoria Nulan, a secretária de Estado assistente para a Europa e a Eurásia -, criar para a Ucrânia “o futuro que ela merece”. Uma instituição especial, a National Endowment for Democracy, promoveu mais de 60 projetos para minar a estabilidade do Governo legítimo de Yanukovych, pró-russo.

O presidente dessa instituição, Carl Gershman, não deixou muita dúvida quanto ao objetivo último desse movimento. Numa entrevista ao New York Times, declarou que “a escolha da Ucrânia de integrar a Europa vai acelerar a morte da ideologia do imperialismo russo que Putin representa”. De forma ainda mais explícita, acrescentou que “os russos também enfrentam uma escolha, e Putin pode encontrar-se no lado perdedor final não no exterior do país mas dentro da própria Rússia”. Putin reagiu a esse tipo de provocação invadindo a Crimeia e promovendo o referendo para sua anexação à Rússia.

Estou transcrevendo trechos dessa longa reportagem porque sei que os brasileiros não merecem de nossa imprensa, escrita ou televisiva, um noticiário imparcial sobre o que está acontecendo na Ucrânia. Nossa grande imprensa é em relação aos Estados Unidos mais governista, em qualquer circunstância, do que a própria imprensa da elite americana. Mas o que quero acentuar é que o governo americano tem uma estratégia clara de sustentação de sua dominação no mundo e está disposto a pagar qualquer preço, sobretudo se o preço foram instituições ou vidas de outros povos, para firmar seus objetivos estratégicos.

É nesse ponto que convém examinar a situação brasileira atual. Os Estados Unidos restabeleceram a Guerra Fria e elegeram a Rússia como inimigo estratégico, já que a Rússia, ainda uma potência nuclear de primeira linha, é o único poder estratégico, junto com a China na economia, capaz de rivalizar com eles. Ora, nós estamos cometendo a audácia de nos aproximarmos da Rússia e da China no âmbito dos BRICS, criando uma alternativa de desenvolvimento no mundo, tanto do ponto de vista geoeconômico quanto geopolítico. Para quem quer levar o braço da OTAN até as planícies ucranianas, esse é um grande desafio, considerando o fato de que Brasil e África do Sul são considerados quintais relativamente bem comportados do poderio americano.

Se para eliminar o risco de uma maior aproximação com a Rússia for necessário desestabilizar o Governo brasileiro, apelando para uma inventada condescendência com a corrupção, como aconteceu na Ucrânia, os Estados Unidos não se farão de rogados. Eles tem aliados poderosos aqui dentro como leais quinta-colunas. Por algum motivo gravaram os telefones da Dilma. Já no Chile, de acordo com documentos desclassificados depois de 40 anos da deposição de Allende, verifica-se, segundo a mesma “Foreign Affairs”, que o golpe e o assassínio de Allende foram orquestrados por Washington, sob coordenação de Henry Kissinger. Começou com o assassinato do general anti-golpista Schneider, pago pela CIA, e teve durante todo o tempo da conspiração a instigação permanente do jornal “El Mercurio”, que para isso recebeu da CIA US$ 11 milhões em dinheiro de hoje. A “Veja”, como todos sabem, passa por dificuldades financeiras. Não seria o caso de se examinar quem está sustentando suas infâmias destinadas a desestabilizar o Governo brasileiro?

J. Carlos de Assis - Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.

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Jay Guedez

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Não sou a favor nem contra antes pelo contrário.

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Gustavo

Certissimo!

Pois bem! Está certíssimo o artigo escrito acima! Td começou coma criação de agências de inteligências que iriam derrubar a Sloban Milosovic na antiga Yoguslavia! Com o sucesso total dessa operação, foi então está agência de operação destacada para causar a bagunça primeiramente no mundo árabe, tb en volta de Rússia, para finalmente começar a operar por toda a América do sul, com Brasil, Venezuela, Bolívia e Equador sendo principal alvo dos yanques para darem seu golpe de estado macio! Sem a dureza das armas o golpe em realização tem o objetivo de tra era devolta os senhores de engenho, estrupadores do povo brasileiro! Estes senhores, que sempre entregaram o ouro brasileiro e causaram o sofrimento de povo brasileiro, nao poder deixar de dar o que a matriz manda, sendo assim entram em um conflito dentro de nosso território, mesmo sabe do que vão ser obrigados a fugir do país, fugindo assim da cadeia, que será o único que lhes restará! O pAís do futuro já está aqui e enfrentamos uma resistência duríssima, para montar um bem estar no pais! A elite imunda que antes trabalhou com os yanques perante os golpes sofridos é a mesma elite fedida que hoje tenta derrubar o país! O objetivo deles é  neoliberal! Vender todo o estado a multinacionais norte-americanas e voltar a um neocoronelialismo! mas isto, coronéis de outrora! Já era!!!!! O Brasil de 2015 não é o mesmo do passado! Hoje nós estamos ao menos preparados para o golpe! O momento surpresa se evasou! HOJE o futuro esta em nossas mãos!

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anonimo

ignorância absurda

Me preocupa saber que a população brasileira e principalmente a população dos ditos "eruditos", não conseguem enxergar o que está acontecendo no próprio país. Existe um padrão em todos os acontecimentos recentes, basta prestar atenção.Um golpe está prestes a acontecer mas necessita que a primeira peça do dominó caia, é necessário apenas um ponto central sem muita importância para desencadear a guerra aqui no Brasil. Pensem como um enxadrista e talvez vocês entendam

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Hugo César Gusmão

Fragilidade

Saudações. 

Teu texto até é interessante quando aborda a questão ucraniana. Mas se fragiliza quando parte para a questão chilena. Tampouco acho viável estabelecer uma ponte argumentativa tão ampla, entre dois fenômenos tão distantes no tempo e no espaço.

Por outro lado, teu texto termina quando deveria começar. Onde se encontram as evidências de envolvimento norte-americano? Para mim soa como a choradeira anti-americana esquerdista de sempre. 

Preocupa-me que sendo um economista, doutor e professor de economia internacional, aprente ser incapaz de realizar uma análise academicamente distanciada e sóbria dos problemas em questão. 

Para os temas de política internacional é necessária se desnudar da ideologia para fazer uma análise bem feita.

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Operação Condor na verdade é Fênix!

Eu não bato na Dilma e nem a vejo como um bode expiatório. Ao contrário, votei nela no segundo turno, voto nela todos os dias. E continuarei votando nela até o final de seu mandato conseguido democraticamente. Vejo o movimento interno de entreguistas tentando, a todo o custo, fazer com a Petrobras o que já intentaram fazer quando o Ferrando(com o povo sempre) Henrique-cido assim nos traiu com sua PRIVATARIA tucana de R$100 bilhões de danos ao patrimônio público. Vejo o movimento ‘CONDOR’ do passado renascendo, não como um condor, mas como uma fênix, mais uma vez capitaneado pelos estadunidenses contra os povos da América Latina. A seguir um pensamento organizado sobre isto. “América Latina enfrenta guerra simultânea contra democracia”“A escritora e jornalista argentina Stella Calloni denunciou, na quarta-feira, dia 20/8, que a América Latina é alvo de uma ofensiva simultânea contra os governos progressistas da região. De acordo com a jornalista, somente a mobilização imediata dos povos pode parar esta ofensiva.” – ADEQUADO? Nem petista, nem militante, mas LIXO PETISTA é SHOW!Eu não sou militante nem petista; aliás, apesar disto recebi o honroso título de LIXO PETISTA, o qual, diga-se de passagem, achei o máximo.Mas se for para combater a tirania e o fascismo da direita cretina e reacionária, estou dentro.Virulento, né?Parece que a inteligência e a razão tornaram-se comunistas nestes últimos tempos sectários e bicudos.Virulento, não é não. Segue o link: http://limpinhoecheiroso.com/2015/08/23/america-latina-enfrenta-guerra-simultanea-contra-democracia/ Deste modo, penso que os movimentos são muito mais amplos, fartos de chantagistas e escroques que encheram os diferentes parlamentos (municipais, estaduais e federais – Câmara e Senado), transformado estas casas, como bem definiu o lobista da multinacional, no “melhor congresso que o dinheiro pode comprar”. Por coisas assim que eles não querem de modo algum o fim das “doações” de campanha! Desculpe-me por ter sido tão extenso.Abraço.Amor, compaixão, solidariedade.Felicidade. Sempre.

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Nelson Ribeiro

Freemasons...

Não exclua essa possibilidade. Os Estados Unidos é um estado maçônico. O Brasil tem uma maçonaria subserviente. Em nenhum dos dois países um maçom sabe do que de fato se passa cúpula,nem mesmo um do grau 32, como é meu caso. Eu sou maçom nos Estados Unidos, mas quando eu entendi que no Brasil maçons são impuníveis porque mesmo comentendo delitos, o juiz que também é maçom, não condena. Depois ainda descobri que toda a cúpula do PSDB é maçonica... e o congresso também. Não quero dizer que não existem maçons que de fato amama o Brasil, ou que não possa existir maçons honestos ou em outros partidos, mesmo no PT ou no PC do B existem maçons. Não sei quantos são do grau 33 ou dai pra frente a quem servem...

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Jorge Pereira

Claro!

basta ser um pouco observador. Vocês acham que aquele quebra quebra de 2013 foi espontâneo? Dizem que começou no Facebook... parece que já vi isso antes em outros lugares. O Snowden podia revelar mais...

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José Silvério Lage Martins

Conspiração cintinuada.

Nossa população na faixa etária inferior a 50 amos possivelmente esteja encontrando dificuldade para  avaliar o atual comportamento da Mídia que em nada diverge do impatriótico noticiário visando desconstruir os governos de Getúlio Vargas (1954), JK (1960), Jango (1964), Leonel Brizola e inúmeros outros políticos nacionalistas. Naquelas ocasião o ESPANTALHO era o perigo do comunismo, hoje estão elegendo COMBATE À CORRUPÇÃO, como se isso fôsse uma novidade inventada pelo atual governo que, a bem da verdade, instituiu leis dando mais poder aos órgãos de controle e fiscalização, enfrentando várias comissões parlamentares de inquéritos, coisa nunca permitida por governos anteriores, como no caso, por exemplo, investigar a compra de votos para permitir a reeleição de presidentes, os processos nada transparentes das privatizações etc. É necessário conhecer a nossa história para perceber a puchada  do freio de mão sepre que o Governo eleito acelera por uma estrada diferente da que os corruptos estão acostumados.

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Ricardo Staack

Até a ANAC

 

Pilotos de helicópteros são fundamentais na exploração do nosso petróleo pela Petrobrás, o aeroporto de Macaé é movimentadíssimo, Operando 24 horas, o Aeroporto de Macaé é hoje a maior base de apoio a exploração de petróleo Nacional, movimentando 60.000 pousos e decolagens e recebendo 450.000 passageiros anualmente em suas dependências. Destes números, 98% referem-se à atividade "offshore", atendida por helicópteros.

Pois bem, centenas de pilotos de helicópteros, estão à ponto de perder suas habilitações, pois não estão conseguindo revalidar suas licenças, os pedidos à ANAC feitos com muitos meses de antecedência, não estão sendo atendidos por falta de 'checadores' da Agência Nacional de Aviação Cívil.  

Será mais um pedra dentro do sapato da Petrobrás? Parece orquestrada a tentativa de prejudicar a Petrobrás. Quem desdenha quer comprar, o PIG venal ta aí pra isso.

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Luiza Rotbart

Anac

Claro que é um boicote orquestrado contra os pilotos e a Petrobrás! A Anac, assim como todas as agências autônomas, são norte-americanas "nacionalizadas" no governo FHC sem adaptaçãoes às nossas realidades. O único objetivo dessas agências é praticar corrupção autônoma e impedir o crescimento do Brasil. Vale a pena ler o livro Chutando a escada de Ha-Joon Chang.

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Eugenio Bellini

Quem sabe?

É ... quem ganha a guerra é que escreve a história! Quem sabe daqui a 50 anos a verdade apareça. Triste muito triste, enquanto isso o povo toptoptop e paga caro! Muito caro!

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Eugenio Bellini

É quem ganha a guerra é que

É quem ganha a guerra é que escreve a história! Quem sabe daqui a 50 anos a verdade apareça. Triste muito triste, enquanto isso o povo toptoptop.

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Adem Berg

Preferência

Se concordarmos em que haja conspiração. Que venha com o apoio dos USA e não da Rússia. Em todo este artigo não foi comentado a corrupção existentes e confirmada na Petrobras. Afinal, não desejam que os USA coloquem suas ideias aqui. No entanto, continua as fraudes? É mais importante para o sistema?

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martos venicio

AdemBerg, parece nome de

AdemBerg, parece nome de gringo. É por isso que escreve apoiando a conspiração americana. Nenhuma conspiração, americana ou russa é boa. Os interesses do governo americano é o petroleo, estratégico no mundo e acabar com os governos democráticos eleitos na america latina. Fora Obama, CIA.

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Santa ingenuidade ou má fé mesmo?

Acha que os americanos são exemplos de hoenstidade???? Veja a história, leia mais...

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Ricardo Zort

Replicantes.

Os parcos também tem preferências. Preferem os patrões ao visitantes.

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S. Nogueira

"(...) USA coloque suas

"(...) USA coloque suas ideias aqui"

Olha a visão dos antipetistas... É mais fácil USA dar um golpe, comprar parcela da Petrobras ou outros recursos e atividades a PREÇO DE BANANA (já que somos macacos de terceiro mundo) do que querer ajudar o Brasil, ou se preocupar com as perdas de alguns acionistas norteamericanos. Nós temos que combater os problemas de dentro e perceber as ameaças de fora. É melhor buscar a constante correção do sistema dentro da Petrobras ou vendê-la a preço de banana para o eleitores do Aécio aplaudirem cegamente? Acorda gigante, há manipulação de ambos os lados

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Esmael Leite da Silva

É sempre bom lembrar que com

É sempre bom lembrar que com eles não tem acordo, nas cordas Getulio assinou o 2º acordo nuclear (no meio do insano acordo dois intermediários pró EUA, um Neves e um Barbosa), ainda assim morreu 4 dias depois, em 64 ensaiou-se um acordo econômico com a china, em São Paulo alguns milhões de dólares acabaram com qualquer possibilidade de resistência, foram cruéis, foi Kruel, a história se repete como uma farsa trágica.

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Igora

Para quem acha que teoria das

Para quem acha que teoria das conspiração é assunto de sites trash juntamente com UFOS e área 51, sugiro este vídeo, que mais parece o capítulo anterior do que aconteceu na reunificaçõ da alemnha, que foi citada pelo autor 

A Doutrina do Choque (The Shock Doctrine) - Naomi Klein [completo]

https://www.youtube.com/watch?v=Y4p6MvwpUeo

Já deve ser de conhecimento de todos aqui, mas vale a pena.

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CONJURATIO

Bem, como sou adepto de grupos contrários à conspiração (embora sejamos chamados de adeptos de teorias da conspiração... pelos conspiradores), fico a vontade para dizer que dia a dia, mais e mais pessoas tem percebido a conspiração contra Dilma, Cristina, Maduro e outros.

O golpe contra Zelaya em Honduras, foi um teste. Contra Lugo foi a confirmação da viabilidade "técnica" da nova modalidade de deposição de presidentes contrários à agenda dos eeuu, em democracias representativas. Note, que são duas frentes e táticas diferentes tocadas pelos eeuu, contra regimes ditadoriais (desde que contrários aos interesses deles), o velho e bom golpe de estado militar, como foi nos casos da primavera árabe, antes deles, Líbia e Iraque (se bem que neste caso tenha também uma conotação esotérica).

Confesso que as vezes fico admirado como os colegas de esquerda não percebem o que está escancararado à sua frente. Ora, quem é a embaixadora dos eeuu no Brasil? Liliana Ayalde. Sim ela mesma, a chefe, bem sucedida, do golpe contra Lugo.

Recordar não custa nada. O golpe contra as democracias se baseia em dois pilares, a mídia e o judiciário. temos por aqui uma mídia pré-falimentar , estadão, abril, folha e globo (sim, também a globo) e judicial, joaquins barbosas, gilmares mendes e agora o nazista tucano da república de maringá-PR, com a prestimosa colaboração de seu conterrâneo Youssef (a quem já tinha agraciado com anterior delação premiada, não cumprida e passível de anulação, portanto).

Não tenho ilusões, já escrevi várias vezes que não acredito em flores vencendo canhão. O governo se subestima, tem todas as armas ao seus dispor. Se perder, será uma calamitosa (para o povo brasileiro) derrota.

O José Carlos de Assis menciona a Ucrânia e apoio dos eeuu aos neonazistas (antigos guardas dos campos de concentração e extermínio) locais. Mais isto, apenas para lembrar (embora não cite, com o merecido destaque), que a guerra dos eeuu é contra os BRIC's.

 

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Pedro Lima

Pega a Globo...

Se apertar a Globo, o golpismo geme.

Focando na Globo, todo o resto fica mais fácil.

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Igora

Em tempos de facebook,

Em tempos de facebook, whatsup etc, a Globo está com seus dias contados.

A classe mais baixa, ainda está proxima ao PT e a classe média está se libertando da televisão.

Sobra a classe media altae alta, que tem convicção formada contra o PT independente da globo ou veja.

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Manoel J de Souza Neto

Assis na contra mão? Ou quando o excesso de evidências cegam...

Acredito que aqueles que questionaram as opiniões do Assis, sobre falta de evidências, não devem ter lido o que Rubens Paiva, PHM e eu, avirmamos entre 2012 e 2013. Sobre isso escrevi uma série de 10 artigos que foram publicados no ano passado. As evidência que estão na série de textos, não apenas complementam o artigo do Assis, mas reforçam que são tantas, que algumas pessoas ficam cegas, por não conseguirem absorver o impacto das forças políticas internacionais, e os riscos que corremos como brasileiros, devido a importância que a nação ocupa hoje no cenário mundial. Não existe teoria da conspiração, exitem forças em ação, apenas isso. O artigo está correto, e quem quiser saber os detalhes da "conspiração", podem retornar aos textos de 19 de junho de 2013 (Conversa Afiada, texto meu comentado pelo PHM) e entre julho e setembro de 2014. em: http://vermelho.org.br/colunas.php?id_coluna=130&pagina=3

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Pré-sal

pode colocar neste caldeirão os 9 trilhões do pré-sal.. mas o front é muito amplo.. junta Grécia, Ucrânia, Putin e suas revelações sobre o 11 de Setembro, tudo às vésperas de uma decisão.. futuro completamente nebuloso..

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Laura

Alguem sabe dizer realmente o

Alguem sabe dizer realmente o que Eduardo C. e Marina foram fazer nos EUA dias antes das eleicoes, o Brasil efervescendo? (sorry meu teclado quebrou

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Saulo gomes

Apoio

Os americanos atuam como apoio ao golpe sempre jogando nos bastidores. E eu vou mais longe, acho que a submissão do PSDB aos americanos nos mostra quem são seus fieis escudeiros.

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Wendel

Aos inocentes úteis, ou nem tanto ...............

Como acredito em conspirações, transcrevo para conhecimento da galera 

:

Dilma Rousseff é o novo alvo de Washington17 de novembro de 2014http://s7.addthis.com/static/r07/widget/img/widget008.old.32.top.png) 0px -608px no-repeat;">Share on pinterest_share12 

Com a vitória sobre o candidato apoiado pelos EUA, Aécio Neves, na eleição de 26 de outubro, a presidente reeleita Dilma Rousseff sobreviveu por ora a uma maciça campanha de desinformação do ministério do exterior norte-americano. E já está muito claro que Washington iniciou um novo ataque contra umas das figuras centrais dos BRICS, o bloco dos países de economia emergente – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Junto à condução da guerra financeira e uma série de operações de desestabilização contra a China, entre outros a “revolução dos guarda-chuvas” financiada pelos EUA em Hongkong, Washington está interessado principalmente em se livrar da presidente brasileira, caso este novo contrapeso à nova (des)ordem mundial de Washington deva ser impedido.


Wladimir Putin e Dilma Rousseff

Por que Washington quer se livrar de Rousseff está claro como a luz do sol. Como presidente, ela pertence a um dos cinco chefes de Estado dos Brics que assinaram o acordo para criação do banco de desenvolvimento dos Brics com aporte inicial de 100 bilhões de dólares e uma reserva monetária de mais 100 bilhões. Além disso, ela apoia a ideia de uma nova moeda de reserva internacional como complementação e substituição do Dólar. No Brasil, ela tem o apoio de milhões de pessoas que saíram da pobreza através de seus diferentes programas sociais.

Isso vale principalmente para o Bolsa Família, um programa de subvenção econômica para mães e famílias pobres. Segundo dados estatísticos, 36 milhões de pessoas puderam sair da faixa de pobreza através do Bolsa Família, uma vitória da política econômica de Rousseff e seu partido – e algo que provoca um verdadeiro pânico em Wall Street e Washington.

Seu candidato adversário apoiado por Washington, Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) está compromissado com os interesses das grandes empresas e seus aliados em Washington. O principal conselheiro econômico de Aécio e provável ministro da fazenda, é Armínio Fraga Neto, um estreito amigo e antigo funcionário de George Soros e seu fundo de investimento Quantum. O conselheiro de política exterior de Aécio, que provavelmente tornar-se-ia ministro do exterior, é Rubens Antonio Barbosa, antigo embaixador brasileiro em Washington e atualmente ocupa o cargo de diretor da empresa ASG, em São Paulo,

ASG é o grupo de consultores de Madeleine Albright, ex-secretária de Estado na época do bombardeamento da Iugoslávia pelos EUA, em 1999. Junto ao seu cargo como diretora da mais importante Think Tank norte-americana, o Council on Foreign Relations, Albright é também presidente do National Democratic Institute (NDI), a mais importante organização não-governamental dos EUA para as “revoluções coloridas”. Não é surpresa alguma, portanto, que Barbosa tenha se empenhado durante a disputa eleitoral para a ampliação das relações entre Brasil e EUA e arrefecer a estreita relação com a China, que Rousseff construiu, após ter se tornado publico que a NSA espionou a presidente e também seu governo.

Escândalo de corrupção

Durante a acirrada disputa eleitoral entre Dilma e Aécio, a oposição lançou um rumor no ar, que Dilma, até então nunca acusada de corrupção – coisa corriqueira no dia a dia da política brasileira – estaria envolvida em um escândalo da empresa Petrobrás. Em setembro, um ex-diretor da Petrobrás afirmou que membros do governo de Dilma teriam recebido aporte financeiro da petrolífera para comprar anuência do Congresso. Dilma fazia parte do Conselho da empresa até 2010.

A 2 de novembro, poucos dias após a apertada vitória de Dilma, a maior empresa norte-americana de auditoria, aPriceWaterhouseCooper se negou a assinar o balanço do terceiro trimestre da Petrobrás. PWC exigiu um novo esclarecimento do escândalo de corrupção da estatal do petróleo.

Ironicamente, a PWC é uma das auditorias mais envolvidas em escândalos nos EUA. Por 14 anos ela participou do retoque dos números falsos da seguradora AIG, que estava no meio da crise financeira em 2008. E em 2011, a Câmara Alta britânica acusou a PWC de não ter apontado os riscos do modelo de negócio do banco Northern Rock, um desastre na crise financeira e imobiliária da Grã-Bretanha em 2008.

O banco teve que ser salvo pelo governo britânico. Nós podemos estar certos que os ataques a Dilma só se intensificarão.

A estratégia global de Dilma

Dilma não se tornou alvo das tentativas dos EUA de desestabilização apenas por fazer parte dos Brics. Sob sua liderança, o Brasil se protegeu cuidadosamente das ações de espionagem da NSA.

Apenas alguns dias após sua reeleição, a estatal Telebrás anunciou a instalação de um cabo transatlântico de fibra ótica entre Brasil e Portugal. Deve partir da cidade de Fortaleza e percorrer 5.600 km até chegar em Portugal. Isto significará a independência da dominação tecnológica dos EUA nas comunicações transatlânticas. Como esclareceu em uma entrevista o diretor da Telebrás, Francisco Ziober Filho, o projeto da fibra de vidro será executado sem a participação de empresas norte-americanas.

Não apenas através das revelações de Edward Snowden sobre a NSA em 2013, veio à tona a estreita relação entre importantes empresas de TI como a Cisco Systemns ou Microsoft e os serviços secretos norte-americanos. Ziober Filho: “Para as empresas de telecomunicação, a questão da integridade dos dados e sua exposição é de máxima importância”.

Diante das revelações do escândalo NSA, o Brasil reagiu com uma avaliação cuidadosa de todas as instalações produzidas no estrangeiro: promove-se agora a independência tecnológica, assim declarou o chefe da Telebrás.

Como reação às revelações de Snowden, o governo Dilma ordenou o encerramento de todos os contratos com a Microsoft e seu cliente de e-mails Outlook. Isso aconteceu para “evitar possíveis espionagens”, declarou Dilma. Em compensação, o Brasil colocou em ação um próprio sistema de e-mails denominado “Expresso”, desenvolvido pela estatal Serpro, Serviço Federal de Processamento de Dados. Entrementes, 13 dos 29 ministérios utilizam oExpresso. O porta-voz da Serpro, Marcos Melo, declarou que “Expresso está 100% sob nosso controle”. Isso pode estar correto ou não, mas claro está: o Brasil sob Dilma e seu partido segue uma política que sob sua avaliação, procura o melhor interesse para o país.

O significado da geopolítica petrolífera

O Brasil se libertou do domínio anglo-americano na área de prospecção das próprias reservas de petróleo e gás natural. Ao final de 2007, Petrobrás descobriu na bacia de Santos, junto ao maciço continental, uma enorme reserva de petróleo de alta qualidade. Desde então foram executadas nove perfurações para testes, todas bem sucedidas. Somente em Tupi e Iara, a Petrobrás estima uma reserva útil de oito a doze bilhões de barris, equivalente ao dobro das reservas petrolíferas do país. Ao todo, as reservas do pré-sal podem chegar a mais de 100 bilhões de barris; o país poderia chegar a ser um dos principais produtores de petróleo e gás natural.Justamente isso é um cisco nos olhos dos conglomerados petrolíferos norte-americanos Exxon e Chevron.

Nas correspondências reveladas pela WikiLeaks em 2009, Exxon e Chevron foram avisadas pelo consulado norte-americano que eles procuravam em vão alterar uma lei que fora aprovada pelo mentor de Dilma e ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

Através dessa lei de 2009, a estatal Petrobrás tornou-se a controladora de todos os blocos de off-shore.Washington e os conglomerados norte-americanos espumavam de raiva, porque ele perderam o controle sobre os grande potenciais campos petrolíferos descobertos nas últimas décadas.

Do ponto de vista de Washington tudo piorou ainda mais, quando Lula não apenas restringiu as posições de liderança da Exxon e Chevron em prol da Petrobrás, mas abriu a exploração petrolífera no Brasil aos chineses. Em um de seus últimos atos como presidente, em dezembro de 2010, ele esteve encarregado da assinatura do contrato entre a empresa brasileira-espanhola de energia Repsol e a estatal chinesa Sinopec. Sinopec formou uma joint-venture, a Repsol Sinopec Brasil, onde mais 7,1 bilhões de dólares em investimentos fluíram na Repsol Brasil.

Já em 2005, Lula aprovou a fundação da Sinopec International Petroleum Service of Brazil Ltd. Foi parte da nova aliança estratégica entre China e Brasil, um predecessor da atual organização dos Brics.

Washington não estava entusiasmado com isso

Em 2012, Repsol Sinopec Brasil, a norueguesa Statoil e a Petrobrás descobriram através de suas perfurações junto ao Pão de Açúcar, um novo depósito de petróleo, o terceiro bloco BM-C-33, que engloba também Seat e Gávea, esta última pertencente aos 10 maiores campos descobertos em 2011. Multinacionais americanas e britânicas não participaram.

Quando em 2013, as relações entre o governo Dilma tornaram-se mais estreitas com a China, Rússia e ou outros países do Brics, o vice-presidente norte-americano Joe Biden voou para Brasília; no programa estava incluída uma conversa sobre o desenvolvimento do Petróleo e do gás natural. Ele se encontrou com a presidente Dilma, sucessora de Lula em 2011. Além disso, Biden teve outras reuniões com relevantes empresas brasileiras, incluindo aqui a Petrobrás.

Aparentemente não foi dito nada demais, mas Dilma rejeitou alterar a lei do petróleo de 2009 na direção desejada por Biden e Washington. Poucos dias após a visita de Biden, Edward Snowden revelou que a NSA também tinha espionado Dilma Rousseff e outros importantes diretores da Petrobrás. Dilma estava indignada; em seu discurso na Assembleia Geral da ONU em setembro deste ano, ela acusou o governo Obama de ferir o direito internacional. Uma programada visita a Washington foi cancelada. As relações entre Brasil e Estados Unidos esfriaram desde então.

Antes da visita de Biden em maio de 2013, Dilma gozou do apoio de 70% da população brasileira. Menos de duas semanas depois da visita, eclodiram manifestações generalizadas de um grupo bem organizado denominado Movimento Passe Livre, contra o aumento nominal dos preços das passagens de ônibus em dez centavos e que deixou o país praticamente paralisado. Os protestos desembocaram em violência. Eles tinham todos os sinais de uma típica “revolução colorida” ou desestabilização twíttica, que aparentemente perseguem Biden em todas as suas viagens. Dentro de poucas semanas a popularidade de Dilma despencou para 30%.

Washington enviou claramente seu sinal; Dilma deveria mudar seu rumo. Caso contrário ela teria grandes problemas. Agora, após sua reeleição e vitória sobre oligarcas orientados à direita e oposição, com certeza Washington tentará com novas forças a se livrar desta liderança dos Brics, na tentativa desesperada de manter ostaus quo. Mas parece que o mundo não é mais o mesmo das últimas décadas, quando Washington distribuía ordens. O ano de 2015 será uma aventura, não apenas para o Brasil, mas para todo o mundo.

F. William Engdahl

 

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Nelson Ribeiro

RE: Engdahl...Aos inocentes úteis, ou nem tanto ...............

Juntando as peças sujas: cuecas e calcinhas. Me lembro bem da palavra de order cifrada do Velho George Bush não muito tempo depois da queda do Muro de Berlin, era o comando cifrado assim: "Entramos em uma nova era da Nova Ordem Mundial (New World Order) feita com mil  pontos de luz." ( We entered in a new era for the New World Order made with a thousand points of light". Não me lembro exatamente das palavras, mas assisti a transmissão do mesmo ao vivo. Pouca gente, americanos, notou o que estava acontecendo, duvido que alguém além daqueles que tem uma antena para a política internacional saberia definir o que ele queria dizer. À quase todos paredia uma frase largada, surreal, e sem sentido. Alguém conseguiria a cópia desse discurso. Creio que foi um dos últimos discursos presidenciais antes de deixar a presidência para o Clinton.

Nos Estados Unidos, 11 de setembro foi o instrumento para mudar a opinião pública. Após 11 de setembro, americanos enfeitaram os carros com bandeiras americanas, G.W. Bush deitou e rolou com o Ato Patriotico, e até mesmo um time de futebol que nunca havia sido Campeão do Superbowl ganhou pela primeira vez, de forma duvidosa, mas o nome era Patriots e depois disso, vários superbols... mesmo sendo acusado de espionar nos adversários e uma mísera multa de 500 mil dólares aplicada ao técnico. O povo americano é facilmente conduzido a acreditar sem questionar muito, nisso não diferem do brasileiro. NO dia 11 de setembro algo inusitado aconteceu além da demolição das torres: todos aviões de passageiros e carga foram ordenados a pousar e permanbecer no solo. Apenas à um foi permitido voar, e para fora dos Estados Unidos naquele dia: o que carregava a família Bin Laden que estiveram reunidos no dia anterior com a família Bush. Isso saiu nas notícias lá e depois nunca mais falaram no assunto.

 

 

 

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martos venicio

conspiração

O governo americano testou esse modelo de golpe contra o bispo e em Honduras. Agora vai colocar em prática no Brasil.

 

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Reinaldo Lopes

Máfia

O mundo precisa parar de tratar o "governo" dos Estados Unidos enquanto ente político e representativo da sociedade americana. Que fique claro que não podemos confundir o cidadão americano com o governo naquele país, isso porque ele também é vítima de seu próprio "governo". Feito o esclarecimento, cabe agora darmos a César o que a ele pertence. Quem está por trás de praticamente todas as guerras no mundo a partir do século XIX ? Quem tem financiado o terror pelos quatro cantos do planeta ? ONU, FMI, OTAN, ALCA dentre outras instituições pseudo representativas do mundo, quem as controla ? Quem tem o controle (engana-se quem pensa que há controle ) da emissão e circulação do dinheiro no mundo ? Quem se roga no direito incontestável de proteger o planeta ? Quem isso, quem aquilo, quem aqui, quem acolá... em suma, não importa o sentido que tomemos, pois todos os caminhos nos levam a um único lugar: a submissão aos interesses do "governo" dos Estados Unidos. Sendo assim, há de se romper com este ciclo vicioso, este looping maquiavélico arquitetado por uma MÁFIA que instalou-se a partir da Casa Branca. Portanto, o primeiro passo, e este muito importante, é reconhecer que a política americana não nasce de um ente moral e juridicamente criado para atender as necessidades da população americana em consonância com os interesses da população mundial. O que se esconde por debaixo da fantasia de governo dos EUA é um grupo de bandidos e assassinos interessados apenas em pilhar as riquezas do mundo ao seu bel prazer. Anatomia do Poder, livro de John kenneth Galbraith, é uma leitura obrigatória. Nele o autor revela quais são os instrumentos e seus respectivos mecanismos para obtenção e manutenção do poder. O fato é que a MÁFIA americana dispõe destes instrumentos e os usa para enganar, corromper e matar seres humanos. Sadan hussein, Osama Bin Laden, Álvaro Uribe, Pablo Escobar, JFK, Iraque, Afeganistão, Ucrânia, México, Israel, Estado Islâmico, Bombas em Hiroshima e Nagasaki, golpes por quase toda a AL, ascenção de ditadores na África dentre inúmeros outros casos e personagens que desfilaram nas passarelas da CIA, são exemplos clássicos do modus operandi da MÁFIA americana mundo afora. Já aqui em terras de Vera Cruz, depois do Pau Brasil e do ouro das Minas Gerais, há muito mais riquezas que interessam a esta MAFIA americana. O ataque diuturno e permanente à Petrobras e a insistente retórica sobre a internacionalização da Amazônia são exemplos atuais e latentes da participação enrustida da CIA no Brasil. A maneira descarada de como a imprensa manipula as informações e a forma irresponsável que a oposição e algumas figuras públicas usam para fomentar um clima beligerante na sociedade brasileira são sinais claros de que, além das diferenças ideologicas entre capitalismo e socialismo, há também outros interesses que não resistem um minuto sequer a exposição da luz da razão.  

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Tom conspiracionista fora da realidade

O tom conspiracionista do post, parecendo uma caricatura de roteiro de espionagem americano, não goza de qualquer credibilidade ou seriedade. Parece ter sido escrito nos anos 60, em plena Guerra Fria. Não precisa buscar explicação na suposta atuação da CIA ou dos EUA para o que está acontecendo a partir das investigações da Operação Lava Jato. Não foi a CIA quem criou a corrupção na Petrobras investigada pela polícia federal atualmente. O impeachment dependerá dos desdobramentos da investigação. A causa de eventual pedido será essa, provavelmente. E isso não tem nada a ver com a CIA. O post é surreal, completamente fora da realidade. Não que a CIA não tenha interesse no Brasil, mas o cenário imaginado no post é completamente falso, pura imaginação fértil que flerta com a paranoia. O problema na Petrobras investigado na Operação Lava Jato é exclusivamente doméstico, coisa de brasileiros. A atuação da grande imprensa é a mesma desde sempre em relação ao Governo do PT. Isso não tem nada a ver com os EUA, o bicho-papão pintado com cores aberrrantes no post.

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"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

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Nelson Ribeiro

Santa inocência.

Acorda!!! EU morei nos Estados Unidos por 25 anos, eu sei como eles manipulam aquele povo. 

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Marcos Carvalho Campos

Pelo jeito você acha que o

Pelo jeito você acha que o Juiz Sergio Moro é um juiz que está fazendo um trabalho "brilhante" ...

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Wendel

O mapa da conspiração..........

Muito bom este artigo do Assis.

E para tornar claro minha concordância, digo que eu acredito em conspiração sim !!!!

Contra fatos não há argumentos, e é só fazer uma visita aos ultimos acontecimentos em outros países, para se constatar de como o Império e seus aliados (OTAN), agem !!!

Os mais céticos, talvez por fazerem parte deste complô, tentam minimizar as atitutes adotadas por eles, para  juntamente com a imprensa nativa e global,  anestesiar  as consciências  coletivas e assim tornar mais facil as manipulações e trocas de governos hostis!!

É so citar o que os governos Lula e Dilma têm feito no campo da politica interna/externa, para se verificar que muitas das atitudes tomadas não agradam em nada ao Império do Norte, principalmente suas Corporações.

Num breve relato, podemos citar:

Mediação no conflito do Irã, quando de sua disposição de fabricar/desenvolver o uso pacifico da energia nuclear.

Manifestação a favor das nações  resolverem seus próprios problemas internos, sem intervenções, quando das invasões no Iraque, Afeganistão, Libia, etc.

Criticas ao uso desproporcional das forças de Israel contra os palestinos, e o holocausto de vitimas civis daquele povo!

Compra dos caças suecos, em detrimento da industria norte-americana.

Cancelamento da visita da Presidente à Washington, após a invasão da NSA.

E por último, mas não menos importante, ter chamado de volta para consulta nosso embaixador em Israel.

Formação do Mercosul;  Criação do Banco do Sul; Banco dos Brincs. 

E muito mais, que seria cansativo e extenso citar.

Em tempo:

A ativação da IV Frota, logo após a divulgação da descoberta do Pré-Sal, é um dos possíveis motivos para o que estamos presenciando atualmente acontecer com a Petrobrás, e possivelmente a não participação das empresas norte-americanas nos leilões de Libra.

Quiça não venha a se chamar no futuro Petrobrax, como queriam os entreguistas e quinta-colunas !!!!!!!! 

 

 

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Neideg

Wendell, Faço minhas, as suas

Wendell,

Faço minhas, as suas palavras. Vou além, a Diplomacia americana, não é mais que conspiracções, ameaças e Invasõoes.

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armandolo

Agora nao me resta qualquer

Agora nao me resta qualquer duvida. O autor trabalha para rentistas. Procura incutir terror nas informacoes que supostamente formula. 

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Sérgio Ricardo

Padrão CIA ou padrão

Padrão CIA ou padrão Canvas?

(parece que terceirizaram até as conspirações)

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Sérgio Ricardo

Padrão CIA ou padrão

Padrão CIA ou padrão Canvas?

Terceirizaram até as conspirações...

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Fred.KG

Os 12 Passos para a mudança de regime

Táticas de “mudança de regime” aplicadas pelos EUA

De Hong Kong para Xinjiang: Beijing está se recuperando das “Táticas de Mudança de Regime” de Washington


20/11/2014, [*] Aeneas GeorgGlobal Research
From Hong Kong to Xinjiang…: Beijing is Catching on to Washington’s Insidious “Regime Change Tactics”

Traduzido por Marcos Rebello
Texto publicado originalmente no blog "Juntos Somos Fortes"


Embora tenha um nome novo e atraente, a recente “revolução” em Hong Kong (The Umbrella Revolution) seguiu um padrão norte-americano muito familiar de engenharia de desestabilização e mudança de regime. Os chineses sabem muito bem disso!

 



Agora sabemos que a Rússia também sabe das formas e meios de “mudança de regime” que o império do caos usa cada vez mais para garantir a sua supremacia. Isso ficou claro no discurso de Putin no Valdai Club no final de outubro passado:

Aliás, no momento, os nossos colegas [os EUA] tentaram gerir de alguma forma esses processos, utilizar conflitos regionais e desenhar “revoluções coloridas” para atender aos seus interesses, mas o gênio escapou da garrafa. Parece que os próprios pais da teoria do caos controlado não sabem o que fazer com ele; há desordem em suas fileiras.

A China também tem sido alvo de tentativas de mudança de regime, tanto na província de Xinjiang, no oeste da China e agora recentemente em Hong Kong. A questão é o quanto os chineses estão cientes do papel dos Estados Unidos nestes movimentos de protesto? Um vídeo recente no YouTube (no fim do parágrafo, com legendas em inglês) deixa bem claro que os chineses estão lendo o jogo de xadrez geopolítico muito bem, se os pontos de vista apresentados também refletem as opiniões do povo chinês em geral. O vídeo mapeia 12 passos que os EUA usam para mudança de regime e explica como essas “mudanças de regime” em todo o mundo estão antagonizando a Rússia e a China e seguem um padrão que pode levar à Terceira Guerra Mundial.




Os 12 Passos para a mudança de regime, empregados pelos EUA descritos no vídeo:

1. Despachar oficiais da CIA, MI6 e outros agentes da inteligência estrangeira disfarçados como estudantes, turistas, voluntários, empresários e jornalistas para o país alvo. (Atualmente o Embaixada dos EUA em Brasília dispõe de cerca de 500 agentes da CIA, ou simplesmente pagos pelos EUA com o objetivo fixo de subornar, orientar e comandar a 5ª coluna implantada no Brasil).

2. Instalação de organizações não-governamentais (ONGs), sob o pretexto de humanitarismo para lutar por “democracia”, “direitos humanos”, “ecologistas” Para atrair os defensores da liberdade e dos ideais. (No Brasil usam ONGs como Greenpeace, HRW, Anistia Internacional, NED, entre centenas de outras [Nrc]).

3. Atrair traidores locais e, especialmente, acadêmicos, políticos, jornalistas, militares, etc., ou através de suborno, ou ainda ameaçar aqueles que têm alguma mancha em sua vida. (Chantagem pura e simples [Nrc]).

4. Se o país de destino tem sindicatos e centrais sindicais, suborná-los ou cooptá-los.

5. Escolher um tema cativante ou cor para a revolução. Exemplos incluem a Primavera de Praga (1968), Revolução de Veludo (Europa Oriental, 1969), Revolução Rosa (Geórgia, 2003), Revolução do Cedro (Líbano, 2005), Revolução Laranja (Ucrânia), Revolução Verde (Irã), Revolução Jasmin, Primavera Árabe e mesmo os protestos em Hong Kong da Revolução Guarda-Chuva.

6. Iniciar protestos por quaisquer razões para começar a revolução. Poderia ser direitos humanos, democracia, corrupção do governo ou de fraude eleitoral (no Brasil usaram o aumento das passagens de ônibus urbanos em São Paulo/junho/2013 numa tentativa de golpear os governos federal e municipal, ambos do PT [Nrc]). As evidências não são necessárias; qualquer motivo serve.

7. Escrever cartazes de protesto e faixas em inglês para deixar que norte-americanos, europeus e políticos desses países vejam os manifestantes civis destes países envolvidos nos protestos.

8. Deixar os políticos corruptos, os intelectuais e líderes sindicais se juntarem aos protestos e fazer apelo a todos os eleitores com quaisquer queixas para que adiram ao movimento.

9. As mídias dos EUA e europeias continuamente estarão enfatizando que a revolta é causada pela “injustiça” ganhando assim o apoio da maioria no mundo ocidental.

10. Quando o mundo inteiro estiver assistindo, pode-se cometer um atentado de falsa bandeira (como no caso do vôo MH17 na Ucrânia, ou na morte de centenas de pessoas por armas químicas na Síria [Nrc]). O governo alvo em breve será desestabilizado e perderá o apoio do povo.

11. Agregar agentes provocadores violentos (como os atiradores treinados e pagos pela CIA que mataram centenas de pessoas na Praça Maidan em Kiev [Nrc]) para provocar a polícia a usar a força. (Tudo devidamente reportado e manipulado pela imprensa-empresa ocidental [Nrc]). Isso fará com que o governo alvo perca o apoio de outros países e se torne “deslegitimizado” pela “comunidade internacional”.

12. Enviar para os EUA, a UE e ONU petições para que o governo alvo enfrente a ameaça de sanções econômicas, zonas de exclusão aérea e até mesmo ataques aéreos e uma insurreição rebelde armada. (Tal como Irã, Síria, Líbia, Rússia, Venezuela, e muitos outros países [Nrc]).

 


Tumultos em Hong Kong em 18/10/2014


Qualquer pessoa que presta apenas um pouco de atenção nos eventos mundiais pode reconhecer esse padrão. Psicopatas não são muito criativos e, portanto, tendem a usar o mesmo método repetidas vezes. E isto trabalha principalmente para o benefício dos psicopatas no poder, a quem não importa que na mudança de regime a sua atuação fique exposta após a instalação de um governo fantoche. A mídia subserviente estará sempre à disposição para promover a propaganda e derrubar quaisquer opiniões contrárias a mão de quem esteve por trás da cortina, e sempre partem para xingamentos quando faltam argumentos. Um exemplo de como isso funciona em relação aos protestos de Hong Kong pode ser visto aqui:

    Sott Exclusive: The NYT goes batty over China’s freedom of association


A memória do público é convenientemente muito curta, e isso ainda com toda a distração que Hollywood, os meios de comunicação social e da Lei Geral podem criar em acima.

O vídeo continua:

Se os 12 passos acima não funcionarem, então os EUA encontram uma desculpa para intervir militarmente e derrubar o governo pela força. De fato, estes passos têm provado ser muito eficazes. (Temos os recentes exemplos do Iraque, Afeganistão, Líbia, Mali, Somália, Iêmen, Síria, Paquistão, só pra mencionar os mais óbvios... [Nrc]).

[...]

 


Anson Chan (C) e Martin Lee (E), 5a. Coluna de Hong Kong, reunidos com a  NED em abril de 2014


Portanto, não é por movimentos civis espontâneos que os governos são derrubados. Pelo contrário, as revoltas são cuidadosamente planejadas e traçadas. De fato, derrubar um governo por meio de agitações civis é muito mais barato do que o envio de tropas para atacar e destruir. É por isso que os EUA mantiveram a aplicação destas 12 medidas contra países que consideram como inimigos.

Embora o vídeo culpe os maçons, seria mais correto dizer que é a elite patológica. Uma das principais características definidoras desta subespécie é o fato de que eles não têm consciência e, portanto, não se importam com o sofrimento humano e mortes. Poderia até ser argumentado que eles apreciam todo este sofrimento.

Como sempre, a responsabilidade recai sobre nós a aquisição de conhecimentos para acordar deste pesadelo, e o fato de que existem predadores entre nós que não têm qualidades humanas essenciais. Isso está se tornando mais fácil, pois o império do caos, em sua luta desesperada para manter a hegemonia, está mostrando a sua verdadeira natureza aos olhos de todos. Assim, o imperador é exposto por estar nu.


Da esq. p/ a dir., Putin, Modi, Dilma, Xi e Zuma

Os países BRICS e uma série de outros países estão se tornando conscientes disso. Não há dúvida de que uma maior cooperação entre esses países tem ajudado a difundir o conhecimento sobre o modus operandi dos psicopatas. O vídeo acima é um exemplo da exposição deste padrão.

Postado por Castor Filho

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Diferentemente da Economist,

Diferentemente da Economist, a Foreign Affairs não tem artigos assumidos pela revista, de articulistas não nominados. Por isso, falar que a "Foreign Affairs" faz um retrato realista de qualquer coisa é nos deixar, leitores, mal informados sobre quem faz o tal retrato. O último artigo que li na Foreign Affairs sobre Chile  foi, em meados deste ano, o polêmico artigo do ex-agente da CIA Jack Devine que diz o contrário do que relata esse artigo do Assis, pondo nos chilenos toda aresponsabilidade do golpe, que teria pego Washington de surpresa. Essa versão é difícil de crer, cito só para ilustrar como atribuir uma posição à Foreign Affairs é equivocado.

Imagino que Assis fale do excelente artigo, na edição de setembro/outubro, de John Mearsheimer, um realista da Universidade de Chicago, que tem trabalhos interessantísismos sobre o lobby de Israel na política externa dos EUA e sobre como os governos mentem menos para outros governos que para seus próprios cidadãos, quando se trata de fazer política externa. Vale para ele o que diz Assis sobre a Foreign Affairs: é insuspeito de anti-americanismo; é apenas sério, e não limpa a barra do próprio governo. 

Mas não, o Brasil não está "criando uma alternativa de desenvolvimento" no mundo com os brics. Quando muito, está criando uma alternativa de análise dos poucos projetos de desenvovimento que serão financiados pelo acanhado Banco dos Brics, cujo funcionamento ainda depende de delicadas e difíceis negociações entre os cinco países do grupo, cada um com seu projeto próprio e não coletivo de inserção internacional. O modelo defendido pelo Brasil para o banco tem menos condicionalidades espúrias que o do banco Mundial, é certo; mas tem os mesmos princípios rígidos de sustentabilidade fiscal que as instituições do Consenso de Washington; afinal, querem ter boa classificação das agências de rating para emitir títulos do novo banco. 

Não me parece que o governo brasileiro considere mais viável e favorável ao desenvolvimento o modelo chinês de exploração de recursos naturais, ou o russo de manutenção de seus interesses geopolíticos. E, se conseguiram bom material com a espionagem sobre o Planalto, o pessoal de Washington sabe disso; está mais preocupado com a aliança entre países asiáticos com a China que com as ligações entre chineses e Brasil. Ao que me consta, não há nenhum movimento inspirado pela CIA para desestabilizar o governo indiano, também membro dos brics, muito mais rebelde nos organismos multilaterais que o Brasil,  e situado em região bem mais delicada do ponto de vista geopolítico. 

Evidentemente, incomoda aos EUA qualquer aproximação do Brasil com o regime de Putin, especialmente num momento em que há enorme esforço para isolá-lo, do chamado "mundo ocidental" (que inclui, olha só, o Japão, e, na boca de quem usa essa expressão, nem sempre nos incorpora).

Mas é forçar muito a interpretação dizer que que, daí, financiariam uma campanha de desestabilização, e apoiariam a derrubada golpista do governo Dilma. Basta ver no wikileaks e nos telegramas do Itamaraty: o Brasil, nos últimos anos, e especialmentye nos governos Lula e Dilma, foi frequentemente visto e tratado como aliado no esforço de moderação dos chamados governos "populistas" do continente sul-americano.

Algumas atitudes de Lula e manifestações de Marco Aurélio Garcia levantaram desconfianças no establishment de Washington, mas é difícil de crer que os EUA, atolados com os problemas na Ásia e Oriente Médio (esses sim, o foco de atenção de Obama),  se arriscariam criar novo foco de instabilidade (é imprevisível o que aconteceria em caso de derrubada de Dilma) em um continente já bem cheio de incertezas. Se há movimento para tirar Dilma e o PTdo poder, seus promotores são made in Brazil mesmo, não é o caso de ficar buscando inimigos externos.. 

Há um fato objetivo: houve corrupção. O PT se deixou envolver. Foram postos na administração aliados pouco republicanos, que, como em administrações anteriores, sujaram as mãos. Ponto para Dilma: ela fortaleceu as instituições, deixou livre a PF, nomeou figuras independentes para o Supremo. As instituições estão funcionando, inclusive a vibrande democracia que se manifesta nas redes sociais.  

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Marcos Carvalho Campos

Seria tão bom se o

Seria tão bom se o Estabilishement dos EUA fossem bonzinhos como você imagina. "Se há movimento para tirar Dilma e o PTdo poder, seus promotores são made in Brazil mesmo, não é o caso de ficar buscando inimigos externos.." São interesses em simbiose. Se um governo pro EUA de um Aécio estivesse no comando e um Eduardo Cunha na presidencia da Camara como esta a primeira coisa a fazer seria mudar o modelo de exploração do pré-sal .. E quem iria para a Petrobras continuar a corrupção (mas sem investigação) ? Qualquer genro do FHC.

Acho que tem gente muito ingênua neste país. Ou estão querendo deixar o povo brasileiro relaxado ... vai para você também a listinha ...

Filmes Historia - Vimeo

Historia não contada dos EUA

parte 1
http://vimeo.com/59054256
parte 2
http://vimeo.com/60182257
parte 3
http://vimeo.com/60743870
parte 4
http://vimeo.com/61817676
parte 5
http://vimeo.com/63810506
parte 6
http://vimeo.com/64811429
parte 7
http://vimeo.com/65296713
parte 8
http://vimeo.com/66207560
parte 9
http://vimeo.com/66210963
parte 10
http://vimeo.com/66346029
 

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Daytona

Concordo com sua opinião de

Concordo com sua opinião de que os principais fomentadores da desestabilização são forças internas, assim como foi em 64, mas concordo com o Assis no que diz respeito ao apoio logístico oferecido pelos EUA. O modelo de desestabilização, de fato, é o mesmo utilizado na Primavera Árabe, e seu criador são os EUA, país onde se originaram inúmeros dos episódios iniciais de desestabilização, como o vídeo daquela cienasta brasileira radicada em Los Angeles, que deu o pontapé inicial no movimento "Não Vai Ter Copa".

Também creio que sua ênfase demasiada nos aspectos ideológicos distorcem os fatos. Independente dos princípios regentes do Banco dos Brics, sua principal ameaça à hegemonia norte-americana é a apresentação de uma alternativa às instituições de Bretton Woods e, o que é mais importante, mais um instrumento na estratégia de redução da importância do dólar no comércio e finanças internacionais.

Sobre a Índia, o tratamento diferenciado deve-se justamente a sua posição estratégica na Ásia do Sul. Desde o governo Bush, com a assinatura do Acordo Nuclear(que, em termos práticos, reconheceu o dirieto dos indianos de terem armamentos nucleares)que os EUA tentam se aproximar da Índia, em um provável contraponto à estratégia chinesa na Nova Rota da Seda. 

É certo que os EUA vêem com bons olhos a queda do governo do PT, principalmente se for substituído por um governo de inspiração financista-neoliberal(como eram as alternativas Aécio e Marina), só não querem deixar por demais evidente sua participação.

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Joao Pereira

Eu tambem gosto muito dos artigos do J. Carlos de Assis

Este artigo sobre a desestabilizacao da Ucrania e possiveis atitudes semelhantes dos Estados Unidos no Brasil e' muito pertinente. As evidencias circunstanciais sao convincentes.

A midia, por exemplo, entrou em guerra aberta com o governo Lula e o PT em 2005, quando, segundo informacoes correntes em Brasilia, na epoca, teria ocorrido uma reuniao no apartamento de FHC, em Higienopolis, com os donos da midia para montar uma estrategia para "lidar" com o governo Lula e se preparar para a eleicao no ano seguinte; segundo algumas versoes, a reuniao foi convocada por Robert Civita, e havia um cidadao americano presente na reuniao; a Globo nao teria participado, embora tenha manifestado interesse no resultado da mesma. Algum tempo depois Judith Brito fez aquele discurso em que assumiu que a midia era a "oposicao" de fato no Brasil, visto que a oposicao politica estava muito "fragilizada."

Sim, eu acredito em conspiracoes, e a historia do golpe de 1964, golpe do Chile, agora na Ucrania, e muitos outros episodios mostram com absoluta clareza que elas existem.

 

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Eu somente acreditei que

Eu somente acreditei que havia um golpe em andamento, quando todos os oposicionistas se dirigiram à MG p/ saudar o Aécio e sua vitória. Fato confirmado quando os mesmos começaram a "gritar" que as urnas tinham sido modificadas. Este é o "Modus operandis" do PSDB, confome aconteceu no Mensalão. Se eles gritam que o PT fez algo de errado, é pq já fizeram antes. Apenas se esqueceram de um "simples" detalhe: MG , onde não esperavam a vitória de Dilma, no 2º maior colégio eleitoral do Brasil e terra onde o candidato Aécio "dominava". Não fosse este detalhezinho, o Aécio já seria o "campeão". Mas tinham o plano B, que passava pelo STF e que vai indo "de vento em popa".

Falando nisto, alguém saberia me dizer, como foi a  indicação do Tófoli para prsidente do STE ? Seria por indicação de alguem?ordem de chegada ao STF? votação dos Ministros?. Considero a resposta mt importante, pois é nos pequenos detalhes, como alguns mencionados pelo Excelente José Carlos de Assis, que o quebra cabeças se forma.

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lenita

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Bernardo F Costa

 A “Veja”, como todos sabem,

 A “Veja”, como todos sabem, passa por dificuldades financeiras. 

... mas o governo continua subvencionado ela através de verbas publicitárias. Não seria o caso de deixar os EUA financiaá-los sozinho ?

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Rafael F T

O governo já o fez

Já foi cancelada a publicidade do governo na Veja. Há exatas 3 semanas na verdade.

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edna baker

O atual governo brasileiro

O atual governo brasileiro apoia os palestinos. Os Civitta são de origem judaica. Não seria o Estado de Israel?

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Nelson Ribeiro

Sionismo e maçonaria

Estão entrelaçados. A reconstrução do Templo de Salomão é uma farsa. O relato dos Protocolos dos Sábios de Sião já falava da cooperação. O maçons entram na cultura judaica e creio que por isso existe esse elo com o sionismo. Ou se foram catequizados após a morte de De Moley....

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ppalmx

Estou até agora procurando no

Estou até agora procurando no texto as tais evidências.
Me pareceu uma análise emocional, mais do que racional. E não se analisa política internacional com o fígado ou com o coração.
Diferentemente do ocorrido no pré-64, quando o número de funcionários nos consulados estadunidenses e em sua embaixada explodiu, e quando havia uma clara oposição do governo daquele país ao caráter progressista do governo Goulart (o que, na estrutura rígida da guerra fria pós-Revolução Cubana era interpretado como inaceitável para a segurança hemisférica), atualmente os EUA buscam implementar (de forma bastante ineficiente, por sinal) a estratégia do pivô da Ásia, região fundamental para a centralidade de seus interesses.
A Ucrânia foi claramente um erro de cálculo das duas partes e uma tragédia para seus habitantes, a maior parte dos quais deseja ser europeu. É um Estado fraco e sujeito a interferências externas, a começar pela Rússia.
Não há interferências chinesas ou russas no Brasil que justifiquem uma tal política e, mesmo que as houvesse, simplesmente não seria viável implementar por aqui uma estratégia de instabilização e de regime change.

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Estranhas ligações

Para ficar no caso recente, ainda efervescente da Ucrânia e os exemplos apresentados, podemos estabelecer ligações diretas e escandalosas com os fatos.

George Soros, o maior especulador do mundo, através de suas ONGs "exportadoras de democracia", está presente na Ucrânia desde 1989, dois anos após a separação do país do bloco soviético. É um dos maiores financiadores privados dos diferentes movimentos anti-governos desde então. Estima-se que já "investiu" no país mais de 100 milhões de dólares, principalmente através de duas organizações, a "Ukrainian International Renaissance Foundation" (IRF) e a "Open Society Institute".

Estas organizações não apenas dão suporte financeiro a diferentes grupos e agrupamentos políticos locais, como promovem seminários e treinamentos com temas como "Open Borders" ou transformação da região via União Européia, porta para entrada da OTAN no país. 

Ninguém veja como acaso portanto, que a indicação do único ministro do candidato derrotado Aécio tenha sido Armínio Fraga, pupilo de Soros.  Para quem não sabe, o fundo de investimentos de Soros, o LLC, apenas a partir de 2009 investiu nada menos que 900 milhões de dólares sabem onde? Na Petrobrás.  

Será tudo coincidência?

 

 

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Toni

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