8 de julho de 2026

O nascedouro da moral de extrema direita no Brasil, por Luiza Villaméa

Da Revista Brasileiros

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O ovo da serpente

Por Luiza Villaméa

Valores da extrema-direita foram disseminados no Brasil pelo integralismo de Plínio Salgado

Garotos de família integralista em Poços de Caldas (MG) em 1940 – Foto: Arquivo Público e Histórico de Rio Claro

É provável que os garotos não tivessem a menor ideia dos valores que simbolizavam ao posar com o uniforme integralista, o braço direito levantado e a palma da mão à mostra, em março de 1940. Seus pais sabiam. E dedicaram a foto tirada na cidade mineira de Poços de Caldas ao chefe inconteste do integralismo, Plínio Salgado, “como prova robusta de respeito, affecto e carinho”.

Inspirado no fascismo italiano e lançado em 1932, o integralismo se  espalhou rapidamente pelo Brasil. Figuras de peso, como os juristas Miguel Reale e Goffredo da Silva Teles, logo aderiram ao movimento. O instigante é que o retrato dos “plinianos”, como eram chamados os meninos de famílias integralistas, foi feito quando o movimento se encontrava na ilegalidade e seu líder autoexilado em Portugal. 

Pelo menos em público, ninguém mais fazia a saudação integralista Anauê!  (Você é meu irmão!), que vinha do tupi. O movimento estava proibido desde 1937, quando o presidente Getulio Vargas decretou o Estado Novo. Plínio soube com antecedência que o período autoritário estava em gestação, articulou para ser um dos sustentáculos do novo regime, mas Getulio não admitia sombras. Extinguiu todas as organizações políticas. 

A imagem dos “plinianos”, o flagrante de um encontro integralista postado abaixo e outras 6.760 fotos do acervo do líder integralista se encontram no Arquivo Público e Histórico da cidade paulista de Rio Claro. Foram doados à instituição em 1985, pela viúva de Plínio, Carmela Patti Salgado.

Plínio Salgado (no destaque) participa de encontro de seguidores, em 1935. Foto: Arquivo Público e Histórico de Rio Claro

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6 Comentários
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  1. Edna Baker

    6 de abril de 2016 9:17 pm

    Tá explicado a concentração

    Tá explicado a concentração de “coxinhas” no estado de São Paulo 

  2. GEYZON RODRIGUES

    7 de abril de 2016 1:01 am

    FASCISMO À BRASILEIRA

    Tendo mais características e proximidade com o fascismo, a direita brasileira (sociedade civil e partidos políticos) sempre teve o tamanho que tem. O que a difere, atualmente, é que agora ela tem coragem de entrar na internet e publicar ”viva a ditadura militar” ou dei ir às ruas e dizerem abertamente “vamos assassinar a família de Mauro Iasi”, e até pendurar bonecos de Lula e Dilma enforcados em pontes públicas. Isso sim nós é extremamente preocupante do ponto de vista civilizatório.

    Ademais, se o governo brasileiro fosse tão sério quanto o venezuelano, responderia sem dó e com vigor a essas manifestações nazi-fascistas no Brasil; uma vez que a tão temida Lei Antiterror fora aprovada no Congresso Nacional e sancionada pela Presidenta, contraditoriamente, ex-VAR-Palmares.

     

     

  3. C.Paoliello

    7 de abril de 2016 1:18 am

    “Panama papers” redicionará 

    “Panama papers” redicionará  uma montanha de dinheiro sujo para os paraísos fiscais dos EUA:

    https://dinamicaglobal.wordpress.com/2016/04/06/playground-do-dinheiro-sujo/

  4. Andre Araujo

    7 de abril de 2016 3:03 am

    O integralismo brasileiro foi

    O integralismo brasileiro foi criado à sombra do que parecia ser o triunfo do nazi-fascismo contra as democracias, uma visão

    que credulos de alguns paises emergentes acreditavam ser real. No Brasil não teve maior importancia historica ou politica, sendo usado apenas como pretexto para Getulio costurar o autogolpe do Estado Novo. Com o fim deste, em 1945, o integralismo foi para o lixo da Historia e não é e nunca foi a base de correntes politicas importantes pos 1946, não tendo absolutamente nada a ver com a direita neoliberal de hoje, o integralismo era estatista e anti-liberal.

    1. Ademar Bessa

      7 de abril de 2016 7:37 am

      O integralismo brasileiro foi

      O senhor resumiu muito bem a questão. O Integralismo, assim como a figura de seu mentor, não teve repercussões a nível político depois de 1946 e, à parte os registros em livros de História política brasileira, as gerações de brasileiros que se fizeram a partir do fim dos anos 40, o desconhecem totalmente.

  5. Inacio Fernandes de Medeiros

    7 de abril de 2016 1:42 pm

    Essa aberração ainda existe:

    Essa aberração ainda existe: http://www.integralismo.org.br

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