11 de junho de 2026

O presente de Natal de Eliseu Padilha à mídia

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Jornal GGN – A cada dia surgem mais evidências de que o Ministro-Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, é o mais suspeito dos homens do presidente Michel Temer. Escândalos em Canoas (RS), no Mato Grosso, junto ao Ministério de Minas e Energia (MME) e como um dos principais arrecadadores do esquema Temer.

Os jornais publicam burocraticamente as denúncias, mas fica-se nisso, poupando Padilha a tal ponto que o próprio Temer o considera intocável.

No primeiro dia de poder Padilha anunciou a “bolsa mídia”, uma política de apoio aos jornais com dinheiro público. A parte mais visível são as campanhas veiculadas nos jornais.

Fim de ano é período em que as empresas ficam pouco propensas a anunciar. Especialmente as estatais interrompem suas campanhas, aguardando o orçamento e as agências selecionadas para o próximo ano. O máximo que ocorre é a publicidade de automóveis, de olho no 13o.

Quem se dispuser a conferir a publicidade dos sites jornalísticos, no entanto, se deparará com uma enxurrada de publicidade oficial. A campanha contra a zika possibilitou o banner principal nos quatro jornalões – aquela janela que pula na tela quando se entra no site.

O que se tem agora é uma enxurrada de publicidade, sem nenhum critério técnico. Publicidade do BNDES em cadernos de cultura, de temas culturais em cadernos de política, em uma mixórdia monumental.

Esvaziado em todas suas ações, o BNDES lançou uma campanha ampla – para o período natalino -, visando o público de pequenas e médias empresas. Escolheu a mídia mais cara: a janela que explode na tela. A Folha mereceu uma publicidade nos seus dois sites: na home da versão impressa e na versão online. E a Globo, apenas um.

Já o Estadão foi melhor contemplado. Na home, além da publicidade do BNDES, uma insólita campanha do Banco do Brasil divulgando uma exposição de arte.

É uma campanha insólita. Exposições são divulgadas, no máximo, nos cadernos culturais. Mas a do BB não se restringiu à home do Estadão. 

Também à Editoria de Brasil, de Economia e de Política, entre outras.

E, para mostrar o ecletismo da publicidade oficial, o banner rotativo sai da exposição patrocinada pelo Banco do Brasil para a publicidade do BNDES.

Não bastasse uma, o BNDES programou duas campanhas distintas no Estadão.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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17 Comentários
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  1. andre r sousa

    22 de dezembro de 2016 8:20 pm

    Crime organizado tomou de

    Crime organizado tomou de conta da governança com o apoio da midia, Instituições e “forças ocultas”. O povo que se f…

  2. Wilton Santos

    22 de dezembro de 2016 8:44 pm

    O estadão está com uma promoção “imperdível” com desconto de 85%

    O estadão está com uma promoção “imperdível” com desconto de 85% na versão digital e 62% de desconto na versão impressa e digital mais combo do Cinemark. Pelo visto estão desesperados, sem a bolsa mídia o jornalão simplesmente não tem a menor viabilidade financeira. Os jornalões estão sobrevivendo por aparelhos…

    1. Angelo G.Frizzo

      22 de dezembro de 2016 10:53 pm

      Com a VOLTA da NOVA DITADURA

      Com a VOLTA da NOVA DITADURA CAPITALISTA, agora controlada pela mídia (PIOR TIPO DE DITADURA) quem vai continuar enriquecendo são OS IRMÃOS MARINHO e seus “amigos),  hoje já os MAIS RICOS E BILIONÁRIOS BRASILEIROS NO MUNDO. 

      ALIÁS, POUQUÍSSIMAS EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO (incluindo nos EUA e EUROPA) do mundo esão bem financeiramente. A maioria está quebrada ou em vias. Não sabem roubar …

       

    2. Vladimir

      22 de dezembro de 2016 11:15 pm

       
      Quem precisa da grana de

       

      Quem precisa da grana de assinaturas quando se recebe uma graninha fácil desta dos golpistas?

      Já fazem isso,mas,podem ter certeza,irá aumentar aquela promoção de um mês grátis ou até mais.

      A revistinha marginal se sustentou durante muito tempo enviando exemplares para quem nunca nem qujis chegar perto deste esgoto. Foi assim que contou os seus um milhão de exemplares.

    3. Júnior Sertanejo

      23 de dezembro de 2016 12:20 am

      Respondo a Wilton
      Respondo a Wilton Santos,22/12/2016,18:44-Gratuitamente você aceita?Amanhã cedo quando for pegar o leite,veja se tem algum presente de Natal para você.

  3. J.J. Lopez

    22 de dezembro de 2016 8:46 pm

    Publicidade 100 Saúde Zero

    Isso é inaceitável. enquanto a saúde e a educação padecem os investimentos em propaganda aumentam todo dia. Traidores do povo a mídia e Temer isso não pode continuar.

  4. Júnior Sertanejo

    22 de dezembro de 2016 9:55 pm

    Eliseu Quadrilha X Mídia
    Eliseu Quadrilha X Mídia Bandida,disputa acirrada para se verificar quem levanta o Troféu Bandidos da Luz Vermelha do ano.Esses assuntos estão fora da minha pauta alhures.”Abdica,seja rei de tu mesmo”.Sabem de quem é essa pérola?Osmarina Silva em interloquio com Deus,sobre a renúncia de Temer.Acho eu que o Senhor quis passar para ela foi :Osmarina minha serva,vá pro pau,mas peço-lhe em meu nome,corte esse cabelo e acabe com o coco,senão você corre o risco de ter sua candidatura impugnada.E Neca?Ora,mande Neca para os quintos dos infernos.Nesse exato momento São Pedro tocou a campainha.

  5. Marcos Carvalho

    23 de dezembro de 2016 1:13 am

    Golpista na presidência.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=XC5ev1dffuA&feature=youtu.be%5D

  6. Ado Silva

    23 de dezembro de 2016 2:44 am

    A esquerda teve a bala de
    A esquerda teve a bala de prata para destruir a Rede Globo no início do Governo Lula mas deixou a oportunidade passar. Hoje vemos as consequências desse erro terrível. Uma pena.

    1. bonobo de oliveira, severino

      23 de dezembro de 2016 12:11 pm

      Em plena campanha do Mentirão.

      No início de governo sobre o bombardeio de denúncias do Mentirão o Governo tinha forças para enfrentar o Hard Power que controla a Globo/Mossack-Fonseca? E com que base formaria o pacto político que permitiu a realização de um governo revolucionário sem derramar uma gota de sangue dos pobres nem das ZELITES, habitantes das Zelotes?

    2. MARCOSBH

      23 de dezembro de 2016 4:11 pm

      Caro Ado Silva, parabéns pelo comentário

      òtimo

  7. Jus Ad Rem

    23 de dezembro de 2016 7:27 am

    Reencarne aqui, Fidel!

    Esses FDPs falam muito em cortar gastos, mas torram dinheiro público como lenha na fogueira.

    Fidel, se reencarnação existe, reencarne aqui no Brasil, meu velho.

    Traga o Che e o Cienfuegos também! Vai precisar.

  8. drigoeira

    23 de dezembro de 2016 10:07 am

    manipular o povo…

    é a melhor propaganda.

  9. JB Costa

    23 de dezembro de 2016 5:37 pm

    A grande corporativa pátria

    A grande imprensa corporativa pátria sempre foi um poço sem fundo de hipocrisia. Defende com unhas e garras o Liberalismo que, dentre outros princípios, defende um Estado mínimo em todos os aspectos, mas curiosamente, quando se trata de verbas publicitárias, essas mesmas unhas e garras são recolhidas e se transformam em patinha fofas de um leão desdentado. 

    Entretanto, ressalte-se que um dos mais graves erros estratégicos do petismo foi a ingenuidade nessa área tão sensível. Quando era Poder deparávamos com situações surreais: nos jornalzões, o pau cantava todo santo dia. Muitas vezes acima ou abaixo das diabites tinham lá, vistosas e exuberantes propagandas do governo federal derivadas da administração direta, indireta e estatais. E o Banco do Brasil, com seu eterno patrocínio aos jornais da Rede Globo, a exemplo do saudoso “Mau-Dia Brasil”(hoje voltou a ser “Bom-Dia”)? 

    Talvez só num futuro longínquo se venha a entender esses paradoxos que permearam a Esquerda no Poder.

  10. Alexander

    23 de dezembro de 2016 9:12 pm

    A imprensa canalha (no dizer

    A imprensa canalha (no dizer de Millôr Fernandes) deita e rola com esses corruptos e fracos de caráter como Eliseu Padilha e Ayres Brito.

    Pressionam, chantageiam e conseguem tudo o que querem.

  11. Alexander

    23 de dezembro de 2016 9:15 pm

    Talvez seja o caso de não

    Talvez seja o caso de não ficar nessa de reclamações na Web e sim formalizar uma denúncia, uma vez que, sob as regras do interesse público, essa medida não se sustenta.

  12. claudio corrêa

    23 de dezembro de 2016 10:13 pm

    O “cala a boca ou fala o que

    O “cala a boca ou fala o que eu quero” natalino de Temer à Grande Imprensa. Você acredita mesmo que está faltando dinheiro público no Brasil? Só se for para investir em programas sociais, Saúde e Educação.

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