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O xadrez da era da eficiência de Temer

No dia 12 de maio, no seu discurso de posse, o presidente interino Michel Temer anunciou a entrada na era da eficiência (http://migre.me/tTrPp)

O discurso contém as seguintes partes destacáveis:

Afirmação 1 - Quando me pedirem para fazer alguma coisa, eu farei como Dutra, o que é diz o livrinho? O livrinho é a Constituição Federal.

Afirmação 2 - Reafirmo, e o faço em letras garrafais: vamos manter os programas sociais. O Bolsa Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni, o Minha Casa Minha Vida, entre outros, são projetos que deram certo, e, portanto, terão sua gestão aprimorada.

Afirmação 3 - Nós precisamos acabar com um hábito que existe no Brasil, em que assumindo outrem o governo, você tem que excluir o que foi feito. Ao contrário, você tem que prestigiar aquilo que deu certo, completá-los, aprimorá-los e insertar outros programas que sejam úteis para o País. 

Afirmação 4 - A governabilidade exige –além do que eu chamo de governança que é o apoio da classe política no Congresso Nacional– precisam também de governabilidade, que é o apoio do povo. O povo precisa colaborar e aplaudir as medidas que venhamos a tomar. 

Afirmação 5 - Nós precisamos atingir aquilo que eu chamo de "democracia da eficiência”.

No mesmo dia, Temer assinou uma Medida Provisória de redefinição dos Ministérios, com uma extravagância: atribuía-se ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) os mesmos objetivos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Os redatores recorreram a um copiar-colar. E não houve revisão, sinal de que a MP não foi submetida à Casa Civil, para conferir aspectos jurídicos. Tivesse sido, jamais teria passado pelos trâmites jurídicos.

Desrespeitou-se a Afirmação 3 e a Afirmação 5.

Apenas no dia 20 a MP foi reeditada, sem os erros originais. O MDS ficou uma semana oficialmente extinto, sem nenhuma de suas três secretarias básicas - Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional e Secretaria da Renda Cidadã – denotando, no mínimo, falta de atenção em relação à Afirmação 2.

Mas não se ficou nisso.

O forrobodó do social

O Artigo 37 da Constituição Federal reza o seguinte (http://migre.me/tTtlL):

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Ou seja, cada medida tomada, cada mudança implementada, tem que ser analisada e justificada pelo prisma da legalidade e da eficiência, entre outros. Não se pode governar simplesmente tendo uma ideia “legal”. Tem que provar que vai funcionar melhor, providenciar estudos e diagnósticos mostrando que é mais eficiente, que é legalmente possível.

Vamos analisar a MP dos Ministérios pela ótica da eficiência.

1.  O MDS

O MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) é novo, tem apenas 13 anos. Tem uma burocracia nova que gerencia o pagamento a 14 milhões de pessoas pelo Bolsa Família e mais 4 milhões pelos Benefícios de Prestação Continuada (BPC), com um orçamento de R$ 70 bilhões.

2. MDS + MDA

Agora, essa estrutura terá que acomodar o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), que nada tem a ver com pobreza. Ele trata de agricultura familiar, setor responsável por 70% da produção de comida do país, a maior parte da produção de hortifrutigranjeiros e parte da estrutura da agroindústria.

Não apenas isso. O MDA era responsável pelo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), pelo seguro agrícola, pela co-gestão de créditos de mais de R$ 30 bilhões/ano.

Tudo isso, agora, passa a ser atribuição de um Ministério, o MDS, sem a menor aptidão com essas funções?

3. MDS + MDA + INCRA

É pouco?

O MDS passa a abrigar também o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). O INCRA é responsável pelo cadastro de todas as terras do país, por toda a regularização fundiária, gerencia territórios inteiros em disputa. Além disso, cabe a ele fazer banheiros, estradas vicinais, escolas em assentamentos, gerenciar os títulos de reforma agrária em pagamento a desapropriação de terras.

Acharam muito? Tem mais.

4. MDS + MDA + INCRA + INSS

Incluíram no  MDS também toda a estrutura do INSS, 36 mil funcionários, entre peritos em saúde, trabalhos de cálculo atuarial de aposentadoria, um outro mundo, uma outra agenda que nada tem a ver com a agenda social.

A Previdência Social foi organizada em 1923 e, desde então, vem sendo administrada sem solavancos, através de uma cultura institucionalizada. De repente entra um governo provisório e muda toda a estrutura de Estado, desestruturando setores inteiros.

Ora, pelo próprio Artigo 37, não se pode jogar com  um Ministério da importância da Previdência e fazer essa geleia geral, sem um estudo prévio, sem um parecer dos técnicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), sem um estudo da ENAP (Escola Nacional de Administração Pública).

É princípio constitucional e princípios administrativos largamente estudados no país.

Atropelou-se de uma só vez a Afirmação 1, a Afirmação 2, a Afirmação 3 e a Afirmação 5. E, com a paralisação da máquina e a piora dos serviços, em função da disfuncionalidade da reforma, também a Afirmação 4.

A palavra do guru

Desde a Ponto para o Futuro, o respeitado economista Ricardo Paes de Barros se apresentou como guru do PMDB para as políticas sociais. Deu entrevistas falando em “desinchar” o Bolsa Família e, apertado, admitiu sugestões cosméticas, de conceituação de pobreza, incluindo a análise de patrimônio e outras formas de acumulação dos beneficiários.

Ignorou deliberadamente alguns pontos centrais nas políticas sociais.

Na faixa da pobreza, trabalhos eventuais não podem ser considerados como emancipação das políticas sociais. É o segmento em que há maior instabilidade no emprego e maior dificuldade em retornar ao mercado de trabalho, quando dispensado.

Além disso, não se pode confundir estoque (os bens do beneficiário) com fluxo (sua renda).

Fez mais. Aceitou, sem desmentir, afirmações que o colocavam como um dos criadores do Bolsa Família.

Não é fato.

Há inúmeros programas mundiais de bolsa cidadã. O Bolsa Família é o mais bem-sucedido., consistindo nas seguintes ações:

·      Cadastro Único.

·      Sistema para apurar frequência escolar

·      Vínculo com educação e saúde.

·      Educação bancária.

O Bolsa Família foi constituído inicialmente por um grupo de trabalho coordenado por Ana Fonseca, na transição do governo Fernando Henrique para Lula. Depois, passou a ser coordenado por Mirian Belchior. E, finalmente, tocado por Tereza Campello.

Paes de Barros jamais participou da elaboração do BF, não frequentou nenhuma das reuniões do grupo, não participou de nenhuma discussão, não ajudou em nenhuma conta, nenhum diagnóstico nem a elaborar sequer um projeto de lei.

Não lhe tira o mérito de ser um dos grandes especialistas em pobreza do país. Mas exige, da sua parte, mais humildade e discrição, característica que sempre manteve em sua vida profissional até ser picado pela mosca azul.

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68 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Sobre Paes de Barros

Ele pode não ter sido nem o engenheiro nem o construtor do Bolsa-Família, pois não trabalhou na implantação do programa, mas é sem dúvida o arquiteto desse formato de transferência de renda focada com cadastro unificado que é o Bolsa Família que virou padrão mundial.

Toda a idéia, encampada no Brasil e pelo World Bank está lá no documento "Agenda Perdida" de 2002.

No livro de Antonio Palocci, ele diz que recebeu este documento de Armínio Fraga durante o processo de transição de governo. Fazia parte da plataforma de governo de Serra.

Palocci gostou e levou para Lula.

Logo depois disso muitos economistas de esquerda, mais ferozmente a Maria Conceição Tavares, investiram contra a adoção dessa medida neo-liberal, que sinalizava o abandono do PT a suas propostas históricas e inclusive contra a conquista histórica do Brasil de sempre universalizar as ações de Estado. E inclusive profetizou que o foquismo iria cobrar seu perço mais a frente.

Não demorou muito para percebermos que Conceição tinha razão, hoje vemos um Brasil dividido entre beneficiários e não beneficiários.

E agora parece que ele quer vir com mais foquismo ainda.

Fica aqui a pergunta que eu sempre faço aos defensores do Bolsa Família :

O que você diria a um menino pobre, com muitas necessidades, que não tem um tostão, mas que não é atendido pelo Bolsa-família por não se inserir nos quadros de beneficiário porque sua mãe trabalha e tem um salário de 1500 reias e que se acha injustiçado perante seu coleguinha de classe que recebe  R$ 100 por mes de BF porque sua mãe não trabalha registrada.

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A previdência do INSS

O nosso ministro da fazenda veio para acabar com a previdencia dos trabalhadores da iniciativa privada. As atitudes indicam.
Esqueceram dos juros alto?
José Carlos

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A previdência do INSS

O nosso ministro da fazenda veio para acabar com a previdencia dos trabalhadores da iniciativa privada. As atitudes indicam.
Esqueceram dos juros alto?
José Carlos

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O impeachment e o gol impedido

Escrevi sobre o início do governo Temer e sobre o impeachmente, e gostaria de compartilhar com os leitores.

Segue o link:

O Impeachment e o gol impedido
http://francamente1909.blogspot.com.br/2016/05/o-impeachment-e-o-gol-imp...

Abraços;

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Hsv

Nassif, seria muita

Nassif, seria muita ingenuidade esperar medidas inteligentes e moderna vindas de um sujeito que é acusado de receber cinco milhões pelo bravo direito, Eduardo Cunha ! Somente uma parcela envenenada pela mãe do golpe: rede globo, pode aceitar piamente um governo composto por tantos homens respondendo acusações seríssimas na justiça por tantos crimes. Até homicídio faz parte do curriculum do homem que salvaria o Brasil . Só pode mesmo ser piada o que s Globo tenta nos fazer crer .  

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Hsv

Nassif, o vomitado temer

Nassif, o vomitado temer cinco milhões entregou a rapadura! Pois os artistas têm dignidade e grandeza para acabar com esse golpe global. Se não estivéssemos com a mente envenenada, esse governo lava jato já tinha ido pro brejo! Como um país aceita seu comandante ser uma figura vomitada como esse temer, que é acusado pelo seu mentor (Eduardo Cunha) de receber cinco milhões ? Só pode no país dos globais!!!!

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Nassif esqueceu de falar algo muito IMPORTANTE

O Temer é um presidente provisório DECORATIVO, quem governa de fato é o Cunha!!

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Ana Bednarski

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Hmagalhaes

É a rede golpe

O governo é da globo e quem ela representa. O cunha é o executivo (para a globo quanto pior melhor, desde que derrrube o país) e o temer é o laranja que sobrou para sua constitucionalidade. 

Esperemos o pior, tipo globo.

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Hsv

Nassif, seria muita

Nassif, seria muita ingenuidade esperar medidas inteligentes e moderna vindas de um sujeito que é acusado de receber cinco milhões pelo bravo direito, Eduardo Cunha ! Somente uma parcela envenenada pela mãe do golpe: rede globo, pode aceitar piamente um governo composto por tantos homens respondendo acusações seríssimas na justiça por tantos crimes. Até homicídio faz parte do curriculum do homem que salvaria o Brasil . Só pode mesmo ser piada o que s Globo tenta nos fazer crer .  

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Haggar o Viking

E não é que o sujeito é um calça frouxa

Bem, infelizmente para os que ainda farão parte integrante deste insano caldeirão de Satanás, parece que Temer, assim como seus ministros, já enveredaram pela senda da palavra fácil.

Nos tempos do PT era seremos, teremos, faremos, iremos, podemos, propomos, etc, até que chegaram ao "nos fudemos".

Agora temos Temer, o pacificador, e seus ministros teletubbies.

Primeiro, "vamos aglutinar o MinC". Montemos um ministério 'clube do Bolinha'. "Quero o silêncio dos inocentes nesta porra". Odes e hinos eram compostos para agradar os empresários. Na bandeira, o lema positivista "Ordem e Progresso". E... tantas outras coisas que nem vale a pena discorrer. O ponto já está claro, ou se não, adiante ficará.

Agora, teremos o MinC. "Quero mulheres célebres na Távola Redonda!" Quanto aos ministros: "deixe que digam, que pensem, que falem, deixa isso prá lá e vem prá cá. O que é que tem? Eu não tô fazendo nada, vc também. Faz mal bater um papo assim gostoso com alguém?" Presumo que ainda teremos uns 50 ministérios, ou mais.

O lema da bandeira, de fato agora é "Equilíbrio fiscal a qualquer custo", desde que o custo não seja meu cargo. E assim pensam Temer e Meireles. Então cidadão, vamos passar o chapéu e vê se coloca alguma coisa nele.

Já podemos antecipar o que será Temer no poder. Um pé de bambú. Vergando-se a todos os ventos da república. Se desassistidos demandam casa, ele criará os meios de que possam conseguir, mas, se o orçamento apertar e exigir a criação de novos impostos, fato que geraria irritação e protestos dos empresários, ele mandará despejar os desassistidos das casas recém adquiridas com sogra, cachorro, gato, papagaio, filhos pequenos, pais doentes e tudo mais.

É um Maria-que-vai-com-as-outras. Um boneco João Bobo. Um "broxa". Sua preocupação maior será saber se seu terno está impecável e se lavaram e poliram seu carro oficial. Seu maior receio será cair na boca do povo. Seu maior interesse, manter seu cargo. E para isso, irá soltar sua canoa na correnteza para ver aonde isso leva.

Por que faria diferente? Chegou à presidência agindo assim.

Já temos nosso Sarney 2. Nosso Jimmy Carter brasileiro. "Tudo pelo social", e que venha a primavera e que os jardins floresçam, sobre as tumbas daqueles que sucumbiram porque não pertenciam aos novos tempos. O tempo dos afrescalhados.

Escrevi aqui, que se Temer deixasse que encontrassem o ponto fraco de sua armadura, viraria um boneco na mão de hábeis manipuladores. Aconteceu. Acharam o ponto G. A insistência mansa consegue quebrar suas mais aplaudidas decisões.

É só apertar, que ele peida.

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j.marcelo

Nassif,é FORROBODÓ que se

Nassif,é FORROBODÓ que se escreve,o subtítulo tá errado!!!

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Como em relação a muitos

Como em relação a muitos outros objetos que nem sequer o cidadão instruído possui bons conhecimentos - a ignorância desde sempre uma causa de graves distorções (o ensino universitário uma lástima, diga-se de passagem) - apreende-se de modo confuso a política assistencial de transferência de renda.

Principal problema, equivocam-se ao considerá-la amiúde responsável pela redução da pobreza quando a maior parte de nosso sistema de seguridade social assenta-se num modelo copiado dos germânicos por Getúlio. Este privilegia as corporações, o mercado formal de trabalho, tudo que estas enormes forças conquistaram ao longo de décadas.

O Bolsa Família é, portanto, um tipo de política residual, de atenção aos quase cidadãos. Não é a toa que se disse, depois, estar á semelhança de uma neoliberal. Ela foca, não oferta de maneira ampla, geral e com alta qualidade com num típico estado de bem-estar social.

Sua vantagem não está na redução das desigualdades ou no expressivo aumento da renda, ou na efetiva qualidade emancipatória, mas na oferta de um colchão mínimo de subsistência, de segurança alimentar, da mitigação do desalento.

Tanto é assim que, agora, com níveis de desemprego ascendentes, provavelmente o país perde o conquistado. Ou seja, acentuam-se os escandalosos níveis de desigualdade.

Para formação de breve imagem do contexto, a centésima parte da população abocanhou em 2014 11% da renda, a metade mais pobre da população, 17%.

É certeira e providencial a explicação do colega que o blog usou para esclarecimentos e o vaticínio da eminente pesquisadora.

 

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Gersão

Qual será o próximo a ser golpeado?

Fiquei sabendo que em Belo Horizonte fizeram hoje, sábado, dia 21 de maio, uma passeata de carrões e motos robustas até à frente do Palácio das Mangabeiras, residência oficial dos governadores de Minas, para pedirem a saída de Pimentel do governo mineiro. A escalada nazifascista ainda não acabou. Vamos ver qual vai ser o próximo passo desta turba nefasta.

Alô governador Flávio Dino do Maranhão, cuidado, a próxima vítima poderá ser você. Afinal você é do PC do B, partido comunista, do qual este pessoal tem horror. Além do mais defendeu a Constituição, não se engajando com aqueles que se promiscuiram dando um golpe na Nação. 

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No momento, Temer não pode

No momento, Temer não deve viajar ao exterior, ainda não é porque num país sério ele seria um preso da Lava Jato, mas, fatalmente, por causa da rejeição internacional ao golpe e a ilegitimidade formada na instrução e no mérito do processo de impeachment.

Na realidade, o mandato provisório que lhe foi dado, alcançado com a maioria de corruptos, ninguém pode chamar isto de governo. A comparação é com o fim de festa para os pobres: o dinheiro era curto, o Estado mínimo é um salão pequeno, e assim se acaba com o eleitorado do PT nos programas Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Fies, Prouni, e tantos outros ameaçados. Ou seja: estes interpretes da justiça pública não alegrarão as boas razões do governo que termina dissolvido.

A justiça civil, do direito de mandar sem voto, não precisa produzir os meios do pré sal da Petrobras reproduzir riqueza, do Banco do Brasil e CEF gerar dinheiro eletrônico, Eletrobras ter uma utilidade pública etc; porque pelo receituário neoliberal do PSDB coliado com PMDB, a minoria que possui o sistema de crédito mundial, se for tomada englobadamente, os grupos internacionais tem comparativamente mais força, mais riquezas do que o uso delas se faz ao país devedor.

Para isso ser um método de raciocinar é evidente que a Rede Globo tem que continuar queimando o filme da Dilma, a Lava Jato perseguir o Lula, ligando seu nome até em títulos de operações paralelas; enquanto Temer paga as promessas de campanha do Aécio ao mercado financeiro e, baseado na distribuição de cargos que sejam capazes de fazer com que a destruição do sistema presidencialista, arraste a política a esta questão de honra do parlamentarismo neoliberal - Ao ser o ambiente mais comum para se exercer a autoridade externa dos conservadores, as forças produtivas não podem ser a expressão das empresas e condições de vida que pertençam a um povo; mas tão só o derrube prático das relações sociais que derem origem a um desenvolvimento definido.

 

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

O pseudo governo Temer é o

O pseudo governo Temer é o governo Sarney ressuscitado. Repete detalhadamente todos os defeitos de que padecia então o velho Vice Rei da Capitania do Maranhão.Ambos são o conservadorismo com discurso revolucionário.

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sergio l

E esse tal vice-reinado da

E esse tal vice-reinado da famiglia sarnei no Maranhão foi graças a Deus extinto com a vitória do Flavio Dino de 2014, contra o apoio do PT nacional.

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Marco da Silva

Secretaria de Previdência no Min. Fazenda... (!?)

Nassif,

faltou uma análise da ida de uma parte da Previdencia para a Fazenda. Ontem foi anunciado o secretário da nova pasta.

Parece que estao armando o circo pra privatizar mesmo...

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CB

O interventor provisório da

O interventor provisório da casagrande é tão mequetrefe, mas tão mequetrefe que em Sucupira seria facilmente derrotado por Odorico.

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Gersão

Há mais ou menos um mês, li

Há mais ou menos um mês, li em “Carta Maior” um artigo assinado por Saul Leblon, com o título: “O regime de força já respira entre nós”, algumas pérolas soltas em entrevista, segundo o artigo, dada ao Estadão, pelo economista Ricardo Paes de Barros, formulador das políticas sociais do “governo” Temer. Uma destas pérolas me deixou perplexo. Segundo Saul Leblon ele afirma: “INVENTOU-SE A IDÉIA DE QUE CRECHE É UM DIREITO DE TODOS”. Como é? Não entendi bem o raciocínio. Este  não é um direito de todos os filhos de cidadãos brasileiros e de todos os filhos de residentes no país, tenham eles a condição social que tenham? Gostaria de saber quem este senhor exclui do direito a colocar um filho na creche? Se ele vier me dizer que o rico não tem este direito, e sei que é isto que dirá para ficar bem na fita, responderei a ele que o rico nunca irá colocar um seu filho em creche pública, por motivos óbvios que não carecem de explicação aqui. Nem mesmo a classe média mais alta e a classe média/média farão isto, pois sabemos como são elitistas e preconceituosas. Nunca irão misturar os seus rebentos com os daqueles a quem elas chamam de gentalha, de populacho, de povão. Nunca irão “infectar” as suas proles misturando-as com a pobreza rude e ignara, e nós sabemos bem disto, não precisando sermos sociólogos, antropólogos ou psicólogos para percebermos o comportamento humano no que ele tem de mais safo e elitista. Portanto, quem ele exclui deste direito? Este é o senhor que formulou as políticas sociais deste governo ilegítimo? Estamos bem!!!

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Aristeu Alves Lima

O Golpe

Caro Nassif,

Permita-me uma sugestão:

Já escreveram a trilogia sobre a redentora de 1º de abril, da qual sobressairam o Alemão e o Bruxo. 

Agora, com seu talento, cabe a você escrever a tetralogia sobre a Teratologia: 

Volume I - O Golpe Envergonhado.

Volume II - O Golpe Escancarado.

Volume III - O Golpe Desmoralizado.

Volume IV - O Golpe Derrotado. 

Desta obra sobressairam o Mordomo e Gato Angorá e todas as demais deformidades. 

Atenciosamente, 

Aristeu Alves Lima

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Maravilhoso! Os golpistas que

Maravilhoso! Os golpistas que tanto se esforçaram para roubar os mais de 54 milhões de votos obtidos pela presidenta Dilma não poderiam imaginar que seu lacaio fizesse tanto estrago em uma só semana.

Os gritos de volta,querida,aumentarão a cada dia.

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Marcos K

Impossível ser mais perfeita

Impossível ser mais perfeita que a definição de Millôr: "O Brasil é um país que tem um longo passado pela frente".

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Fulvia

(Sem título)

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Outro Governo ou outro titular temporário do mesmo?

Considerando todas as afirmações relativamente genéricas, quero aqui contestar radicalmente a afirmação 3:

Afirmação 3 - Nós precisamos acabar com um hábito que existe no Brasil, em que assumindo outrem o governo, você tem que excluir o que foi feito.

Não assumiu outro Governo aqui no Brasil, mas apenas o VP do governo eleito em 2014 estaria temporariamente substituindo o titular do mesmo.

Essa situação é que deve ser radicalmente esclarecida: Temos um novo governo? Ou temos apenas um novo titular temporário, em representação do Governo democraticamente eleito em 2014?

Que diz o STF e o STE?

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Frederico Borges da Costa Barros

Nada

Eles não vão dizer nada como nada é dito sobre porque até agora a mulher e a filha do Cunha não foram chamadas pelo Moro.

Está havendo um golpe "branco" e eles não estam preocupados com as manifestações de ruas e de artistas pois eles tem a máquina e é só isso que importa pois com ela compraram o Supremo e o MP ao botar na pauto o aumento do judiciário. NADA VAI MUDAR A DILMA JÁ É CARTA FORA DO BARALHO E HOJE VIVEMOS EM UM ESTADO GOLPISTA CUJO ÚNICO OBJETIVO É ACABAR COM A ESQUERDA, NESSE CASO O PT  POIS OS OUTROS ELES TEM DE DEIXAR PARA QUE NÃO DIGAM QUE ESSE NÃO ÉUM PAIS LIVRE. É SIMPLE ASSIM, TOMARAM NA MÃO GRANDE!!!!!!

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Jossimar

E para isto o MPF foi

E para isto o MPF foi transformado numa GESTAPO cuja única finalidade parece ser perseguir e destruir políticos petistas, principalmente se forem líderes como o Lula, o Fernando Pimentel e o Fernando Haddad.

Para isto estão utilizando acusações que não se sustentam mas que também é difícil provar o contráriio. Subverteram a presunção de inocência pela presunção de culpa. O réu é que tem de provar ser inocente e mesmo provando a explicação não é aceita pelos acusadores que escrevem a própria narrativa, mesmo sem provas que sustentem o que afirmam. Mas, ito é só no caso do PT.

Reparem como o MPF está se utilizando daquelas estratégias do DEA conhecidas, se não me engano, por soft power.

Os políticos de outros partidos a partir de 12/05/2016 foram todos lavados pela águas do rio Jordão.

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Um Estado para chamar de seu: a farsa da “herança maldita”

Um Estado para chamar de seu: a farsa da “herança maldita” e o álibi para gastar (consigo)                     ROMULUS                                    SAB, 21/05/2016 - 04:06

Um Estado para chamar de seu: a farsa da “herança maldita” e o álibi para gastar (consigo)

Segue abaixo análise extremamente sensata apontando todas as malandragens do gabinete do golpe - que chamo de “golpinete” - em seu pronunciamento acerca da revisão do déficit orçamentário. É um álibi mal-ajambrado para não fazer ajuste de verdade – ou pelo menos limitá-lo às vítimas preferenciais do “golpinete” no orçamento: o andar de baixo.

Os ataques à fatia do orçamento que beneficia os pobres é uma perfumaria no ajuste fiscal necessário – conquanto fétida e vil. Assim, a malandragem do déficit inflado é na verdade o álibi do dos donos do poder – a velha direita patrimonialista – para gastar à vontade com o que realmente quer gastar. Ou com o que precisa gastar para manter-se no poder. LEIA MAIS »

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Vou repetir aqui o comentário

Vou repetir aqui o comentário que fiz noutro post

 

Vamos supor que, por mais crimes de responsabilidade a presidente pudesse ter cometido, vamos supor que a presidente tivesse andado por ai como meia tonelada de cocaína num helipoptero, não faz sentido o pais cair nas mãos do crime organizado, de forma que, não compreendo como os Constituintes de 88 não atentaram pra isso. Jamais se poderia ter permtido que o Poder Execetivo fose tomado por um Legislativo como esse que temos. Jamais. É claro que, ao dar essa possibilidade ao Congresso, o Constituinte jamais imaginou que um dia o Congresso fosse composto com parlamentares em sua maioria notorios ladrões e ladras e outros tipos de criminosos que, como estamos vendo, após tomarem de assalto o pais, estão desmontando-o numa incrível velocidade, sem que ninguém nada possa fazer. Um STF acovardado apenas é cumplice, por omissão, pela destruição de nosso pais.

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...spin

 

 

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Marco Vitis

Instituições de Merda

Discordo apenas num ponto: o STF acovardado é cúmplice na omissão e na ação.

Basta verificar as ações políticas de Gilmar, Toffoli, Teori, Rosa etc... No STF acredito que existam apenas dois magistrados: Marco Aurélio e Levandowsky. 

Até o notável Barroso está reescrevendo seus votos. Teria algo a ver com a offshore de sua esposa, como foi noticiado ?

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Caro Nassif É um golpe. É um

Caro Nassif

É um golpe.

É um golpe contra o povo, portanto, todos mecanismos pró povo, do governo PT, tem que acabar.

É um golpe contra o nacionalismo, portanto tudo que foi criado pró nacionalismo, deve ser desmontado e entregue aos donos do golpe, do qual Temer, Cunha, Moro, Serra, mídia, entre outros são marionetes, do Titio Sam.

É um golpe contra os movimentos sociais, hoje criminalizados.

É cirúrgico e detalhado, sabem exatamente onde cortar, pegar, discriminalizar, agir contra.

O vai e volta, são resquicios, Cunha não tem duvida, Moro não tem duvida, Gilmar não tem duvida, Globo não tem duvida.

E eles tem consciência do que estão fazendo.

Eles são eficientes, é a malha social toda sendo redesenhada.

Ainda é o começo. As FFAA estão de olho e os dedos coçando.

Os movimentos sociais estão sendo azeitados.

Os golpista não entraram para sair.

Saudações

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eleni moreno

Temer, se isento e competente

Temer, se isento e competente fosse, teria a oportunidade de ouro para desfazer a política pragmática que tanto é alvo de críticas.

Poderia usar sua condição de interino para compôr um ministério de políticos plurais, técnicos e especialistas das pastas em questão, usando o argumento de que seu governo é provisório.

Um cara vaidoso como ele que, se não tem inteligência própria, e mostra que não tem, jamais se preocuparia com sua imagem que vai parar nos anais da história muito além de seu botox, de seus implantes capilares e de sua jovem esposa troféu!

Ele não é isento, portanto!

Ele é menos competente ainda, portanto!

A elite brasileira, afoita, deixou seu guardião mais afoito ainda lhe entregando o bastão, sem que se pensasse o peso e a temperatura deste!

Estou aguardando a primeira presença pública do senhor Michel! Até quando ele vai adiar? Vai ter dor de garganta na cerimônia de abertura das Olimpíadas? Dona Marcela vai engravidar do Miclheizinho II ? Vai culpar seu fracasso retumbante nos 13 anos atrás, maquiando contas públicas para depois sair correndo gritando: não fui eu!! 

Se fosse sério, respeitável, entregava Cunha de bandeja na forma de delação premiada.

Mas ...pensando bem, ele não pode fazer isso sozinho, não é mesmo?? E o judiciário? Como fica?

O povo que está nas ruas, legitimamente contra a extinção do MinC, deveria focar o judiciário! Está neste órgão o verdadeiro inimigo a ser enfrentado!

 

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resistente

esse artigo só omprova a

esse artigo só omprova a ineficiencia deste

governo provisório porque golpista...

os membros deste governo infame não entenderam lhufas da integração

que havia entre os ministérios criados pelo governo popular

nestes últimos anos, nos quais implementou-se com um trabalho

incessante de aperfeiçoamento o bolsa família, integrado

evidentememte a vários ministérios,,,,

só os golpistas não perceberam essa obviedade...

essa expertise, essa experiencia adquirida com tanto esforfço pelo

governo popular, será jogada no lixo por incompetentes

que não percebem o lance digamos holístico da coisa...

esse, aliás, é um aspecto interessante  para atuais e futuras análises, pois

desmascararia a pretensão de temer na afirfmação 4, a

de que precisa ser apaludido pelo povo....

só se ele não considerar povo a enorme gama de pessoas que criou

e participou e participa do bolsa família e da agricuiltura familiar,

ficando em apenas dois exemplos....

o  chefe do governo golpísta quer ser aplaudido pelo

povo e toma medidas (in)justamente contra ele....

ou ele é muito cínico ou não entendeu nada de como funcionava

o governo em que  fazia parte há tão pouco  tempo

e agora traiu-o para desconstruí-lo...

foi por isso talvez que tenha se incomodado com o fato de se considerar

decorativo no governo dilma...

era governo mas não entendia

nada do  próprio governo a que pertencia....

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Essa discussão

sobre a paternidade do Bolsa Família é a coisa mais ociosa que existe. 

Está provado que uma política pública bem sucedida, com escala e que faz a diferença, é essencialmente prioridade ou priorização.

Diante da prioridade, mesmo a questão da eficiência é secundária. A eficiência termina vindo junto com o compromisso, como resultado de tentativas sérias e conscienciosas de implementar a prioridade que se escolheu.

A história do Bolsa Família é bem essa na última década: aprimoramentos contínuos nascidos do compromisso com o combate à forme e à desiguldade social.

E sabe o que prova o que estou dizendo sobre prioridade? Esse mesmo governo ilegítimo que, ao entrar interinamente, já coloca em dúvida a prioridade dos programas.

A verdade é que quem adotou como prioridade máxima a diminuição da desigualdade em TODOS os campos de governo, mesmo os mais insuspeitos, não só na renda mínima ou renda cidadã, mas em muitas outras áreas - eu diria em todas as áreas -, foi o Lula, com a Dilma continuando, ainda que de forma ineficiente, o que ele fez.

Nenhum outro governo na nossa história, mesmo os melhores, se comprometeu como ele com esse objetivo, dando-lhe prioridade máxima, repito.

O fato de existir uma ideia, um projeto ou mesmo um desenho de programa em outros momentos e em outros campos políticos não quer dizer nada sem a vontade e o esforço contínuo, sério, de aplica-lo de uma maneira que realmente faça a diferença do ponto de vista mais amplo de uma mudança social relevante.

É um debate boboca demais. Superficial como de resto todas as tentativas de diminuir a obra do grande presidente que o Brasil já teve e que, como sociedade, temos dificuldade em valorizar devidamente.

Me parece curioso que esse debate seja ressuscitado exatamente no momento em que o novo governo e seus apoiadores provam - como se de provas precisassemos - que suas prioridades estão em outro lugar.

É notório que TODAS as medidas do governo interino vão em outra direção, na direção contrária à diminuição da desigualdade. Pouco importa a presença de figuras que um dia já estiveram associadas, ou que se associaram no plano acadêmico, com essa agenda. Elas só servem para justificar a adoção de iniciativas opostas, que visam ao desmantelamento paulatino e, se possível, disfarçado e silencioso do que foi construído.

O resto é propaganda e lip service (bastante mal feitos, aliás). Por isso, do nosso lado, é uma enorme bobagem perder tempo com essa discussão.

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Abs, joseph

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Armando Falo

A farsa a Jato só acaba

A farsa a Jato só acaba quando a Globo mandar. Para isso ela quer depois de dar o golpe, prender o Lula e tirar o registro do PT e nas próximas eleições eleger o PSDB ou outro de direita que lhe favoreça em tudo, com privatização de tudo, mas a Globo tem que reinar como a controladora de tudo.

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ramao

Concordo com muito.....

Armando, realmente o lava jato só vai terminar quando prenderem  toda a turma de ladrões do PT e associados e, quanto as próximas eleições, qualquer que seja o partido vencedor é fundamental que se privatize tudo,  para que nunca mais um partido tome o estado de assalto.

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ramao

Concordo com muito.....

Armando, realmente o lava jato só vai terminar quando prenderem  toda a turma de ladrões do PT e associados e, quanto as próximas eleições, qualquer que seja o partido vencedor é fundamental que se privatize tudo,  para que nunca mais um partido tome o estado de assalto.

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jose antonio santosj

e os cistados do pmdb e aecio!

Interessante como os coxinhas são seletivos.

Nenhuma palavra sobre o aecio, o protegido de GM, nem os sete citados do governo golapitas do temer(ário).

Tenha honestidade intelectual ( se é que sabe o que é isso!)

 

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Deficit recorde e orçamento

Agora o governo temer manda um orçamento com um deficit "inflado" realisticamente.  Inflado porque reflete não a atualidade, mas a mais pessimista expectativa de futuro.  Reflete por exemplo a renegociação da divida dos estados (coisa ainda não feita).  Reflete também a não entrada da CPMF.  Reflete a frustração da expectativa de receita com repatriação de recursos.  

Isso se por um lado é louvável pelo realismo beirando o pessimismo, é condenável pelo inativismo.  Esse orçamento com "teto" de deficit de 170 bilhões é um orçamento feito sob medida para não se cair nos decretos suplementares que agora são passíveis de impeachment se não está se cumprindo a meta.  Faz-se uma meta com larga folga, então se permite.  Um dos primeiros frutos da insegurança jurídica que esse impeachment já criou (e também, a título de justiça como reação aos orçamentos polianescos do Mantega).  Agora todos os orçamentos tem de ser feitos com base no pior cenário, sob risco de impeachment do presidente que manda tal orçamento. 

Isso também permite ao governo Temer jogar para a governo anterior a responsabilidade por algumas coisas que, embora politicamente inevitáveis, não foram ainda realizadas, como por exemplo a renegociação da divida dos estados.  Ela vai acontecer, independente de quem esteja no governo.  Agora, a responsabilidade pelo deficit oriundo dessa renegociação vai para o governo Dilma.  

O problema é que politicamente, o TETO de gasto sempre será o piso dos gastos.  A idéia de que, após mandar esse orçamento brutalmente realista, o congresso irá ainda assim se comprometer com consolidação fiscal, especialmente com o lado da receita, é wishfull thinking.  Esse congresso não é responsável fiscalmente.  Se fosse não teria torpedeado sistematicamente o ajuste de Levy.  Isso também terá efeito sobre as agências de risco.  O governo está, ao mandar tal orçamento, básicamente jogando o ajuste nas mãos do congresso.  Quando o governo anterior tentou fazer algo parecido, foi torpedeado de todos os lados.

Aliado a isso, a contratada queda da inflação está demorando a ocorrer.  Indicadores provisórios de maio já denotam uma certa aceleração.  A queda dos juros (e seu impacto sobre o deficit) vai ser mais lenta do que esperada anteriormente, ou seja, não haverá alivio na conta dos juros.

Cenário nada alvissareiro para o futuro.  Investidores internacionais já se deram conta que a "mudança de regime" estava sobreprecificada.  Por mais que se pese que realmente há fatores internacionais nas quedas de bolsa e subidas do dolar nos últimos dias, há também o fator de realismo da real circunstância política-economica versus o otimismo grande demais que estava imperando nos mercados antes do afastamento da presidenta.

http://www.forbes.com/sites/kenrapoza/2016/05/20/brazils-new-govt-hamstr...

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-tamanho-do-rombo,1000005...

http://www.wsj.com/articles/brazils-revised-2016-budget-plan-projects-wo...

 

 

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Benedito D.

O novo governo teve apenas 1

O novo governo teve apenas 1 semana para se inteirar da situação e vc reclama que o orçamento foi feito de forma "pessimista" ?

2 anos seguido de uma brutal recessão de -3,8%, isso é ser pessimista?

 

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http://s32.postimg.org/mif2li

http://s32.postimg.org/mif2lii2t/G1_Infografico.jpg

O orçamento mandado realmente contempla o efeito da contração da economia na projeção de receitas.  Isso é louvável, em relação aos orçamentos irreais dos útlimos tempos.  Uma queda de projeção de receita da ordem de 4%.

Agora o que é dificil de explicar é o orçamento de um programa que diz que vai cortar gastos aumentar os gastos em mais de 60 bilhões.  Isso porque - o momento político assim exige.

Esse orçamento libera contigenciamentos já feitos, ele inclui uma renegociação ainda não realizada em termos extremamente pessimistas (divida dos estados). Libera despesas contigenciadas para militares, etc...

Imagine agora se existe alguma possibilidade da renegociação da divida dos estados ser qualquer coisa a menos do que esse valor já orçado?  Com esse governo sitiado na câmara e no Senado?  Deve-se lembrar que há aberto um processo de impeachment do vice-presidente, processo que não anda pq partidos não indicam nomes.  Deve-se lembrar que 5 votos no Senado tornam o presidente interino em vice-presidente novamente. É realista? É sim, mas também demonstra realisticamente o quão fraco esse governo é no parlamento.

Fato é, qualquer orçamento que inclua qualquer tipo de incerteza agora pode gerar impeachment.  Porque decretos de liberação de verba são necessários para todo e qualquer governo pela necessidade do imponderável.  Se o governo só pode realiza-los se estiver cumprindo a meta no momento específico da edição do decreto (e não no final do ano), precisa-se criar uma meta que seja tão, tão pessimista que não seja possível não cumpri-la.

Deve-se lembrar que quando Levy e Barbosa tentaram fazer o mesmo (mandando um orçamento "real") para o congresso foram destruídos pela imprensa e pelo mercado dizendo que não tinham jogado a toalha do ajuste.  Aí mandam um orçamento ficticio contando com uma CPMF que já se sabia que não ia passar, entre outras coisas. 

Acho que meus amigos liberais (que respeito muito) ainda não perceberam que independente da qualidade da equipe econômica, quem manda nesse governo é a Câmara dos deputados.   E quem manda na camara dos deputados é o blocão que já estava mandando no governo Dilma.  E responsabilidade (seja fiscal, seja política, seja com o país) não é o forte desse pessoal. 

Eu queria ser otimista.  Mas infelizmente não posso ser.

https://t.co/uFxySETq9N

 

PS:  Hoje a folha de SP fez exatamente a mesma análise que eu fiz ontem. 

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/05/1773657-com-nova-meta-qualq...

 

 

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MARCOS FERREIRA

Concordo Ciro, colocaram até

Concordo Ciro, colocaram até a negociação da dívida dos estados - acho que nem aprovada pelo congresso foi ainda - como deficit fiscal e mesmo assim os números não batem.Há deficit por conta da retração econômica, mas acho é e muito inferior do que esse número.

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Hum, me enganei

Perfeito, Ciro. Não é o noves fora da "queima de reservas". É o noves fora do "cheque em branco" (apontado pelo Nelson Barbosa), com a irresponsabilidade fiscal sendo creditada, digo, debitada no passado, e por responsabilidade (e usufruto) congressual essa peça fiscal tornando-se no futuro, hum, responsável.

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Bom, noves fora...

A contar a "segurança" dessa estratégia de "inflar realisticamente" orçamentos;

A contar essas reformas de estruturas e programas estatais de pífio impacto no orçamento, que só visam ao "apagamento da memória" política e social de esquerda;

A contar a temeridade de suicídio político duradouro com uma reforma da Previdência de grande impacto; 

A contar essa estratégia de privatização desvairada, mas que, bem sucedida, só teria efeito no médio e longo prazos;

A contar que o aumento da taxa de juro básica gringa torne-se uma indesejável realidade;

A contar a continuidade da falta de perspectiva da retomada de crescimento econômico global;

A contar perdermos o controle inflacionário;

Noves fora, começar a queimar reservas internacionais será preciso?

E a contar tudo isso como combustível a um maior recrudescimento da instabilidade política e das "divisões" na sociedade...

2018 já era? Com o fim do presidencialismo, do voto popular para esse cargo mesmo num regime parlamentarista mequetrefe?

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Vc acha que a esquerda

Vc acha que a esquerda consegue fazer 260 deputados e 41 senadores?

Lembre que Dilma teve 130 deputados e 22 senadores.

Em ambos os casos a esquerda teria que DOBRAR a sua performance para fazer governo num parlamentarismo.

No melhor momento do petismo, quando Lula foi eleito, foram 93 deputados do PT eleitos com ele.

De la pra ca so caiu.

Parlamentarismo é o golpe que vai transformar o Brasil no Mexico do PRI - 70 anos de "ditadura perfeita".

A esquerda simplesmente nunca mais tera viabilidade eleitoral.

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Não, Romulus...

... nem acho, tenho certeza. Por isso que chamei de parlamentarismo mequetrefe, né? E por isso que várias vezes aqui no GGN já comentei que um desses seria como a "terceira via" golpista. E... várias vezes aqui também me posicionei como parlamentarista, pelo voto distrital misto, etc.

E aproveitando a sua deixa, vou novamente me posicionar. E por quê? Porque não é mais aquilo de: "Ah, talvez lá pra frente, quando tudo estiver florido, a gente até pode tentar implementar." Não, acho que o momento da "exigência parlamentarista"  está mais próximo do que imaginamos.

Primeiro, como eu disse comentando no post da entrevista do Wanderley Guilherme dos Santos, que a gente precisa parar com essa mania de equivaler semanticamente paróquia e distrito, como se só mudando o label já matasse a questão, e como se o nosso atual sistema proporcional não tivesse nenhuma culpa no cartório nesse espelhamento distorcido (no aspecto justamente paroquial, que bem podem estar significando delimitações, antes de uma sócio-demográfica, corporativa, familiar, setorial econômico, religioso, etc.) da representação parlamentar/sociedade.

Segundo que precisamos entender definitivamente essa inversão fundamental de um sistema a outro: no parlamentarismo, retira-se o importante procedimento "coalizão" do pré-sufrágio (justamente onde depois o PT se fudeu no Congresso, desde o primeiro mandato do Lula, e onde depois qualquer governo vai continuar se fudendo, é só ver a disputa de unhas e dentes agora travada entre o "centrão" fisiológico/fundamentalista e o PSDB/anexos) para a formação de governo no pós-sufrágio. E se críticas crises políticas já se instalarem em pouco tempo, é só fazer cair o primeiro-ministro (fruto da coalizão "gabinetal") ou todo o parlamento, com relegitimação via sufrágio.

Terceiro que a esquerda PRECISA SIM aprender a dobrar-se (envergar sem quebrar, claro...rs.), a não mais depender de líderes de expressão nacional para garantir sua "visibilidade eleitoral", a esquerda precisa sim aprender a dobrar, triplicar, quadruplicar a tal da performance, a esquerda precisa sim investir na propagação de lideranças distritais. Aliás, isso tem um efeito muito positivo, de contribuir para a renovação partidária, né?

Pô, Romulus, tem pelo menos uma coisa boa que a gente pode tirar desse maldito golpe: essa mobilização maravilhosa que emerge da sociedade pela democracia (mais pela Dilma e pelo PT "original", não o PT institucionalmente maculado), que pode consolidar-se numa frente progressista bastante forte, e promessa futura exatamente a esse imenso corpo necessário de lideranças distritais.

Que, com esse golpe, se tem uma lição que a gente não pode nunca mais esquecer, é a seguinte: ter poder não é só ter o executivo em mãos, tá provado e comprovado que ter o parlamento em mãos é exercer um baita poder!

Mas é claro que também tem pelo menos uma coisa péssima: como você bem observou, se esse golpe encontrar "a medida exata" do seu endurecimento, esse poder concentrado num parlamento enviesado, com um judiciário subserviente e meios de comunicação corporativo de pensamento único unificado ("ditadura perfeita"), ele durará como durou um PRI, ou, na melhor das hipóteses, a duração de nossa pregressa ditadura militar.

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Schell

Não sei nem se haverá eleição

Não sei nem se haverá eleição este ano, que dirá, em 2018. Colocaram em prática, aí, sim, a ideia do pdfaria (elle sabia que o pcfaria) de 20 anos de poder...

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Gersão

Schell, só haverá eleição em

Schell, só haverá eleição em 2018 se conseguirem colocar as mãos no Lula para impedirem-no de concorrer. Se este intento deles não for concretizado, pode ter a certeza, não haverá eleições em 2018, pois eles sabem que ganhar do metalúrgico é difícil, para não dizer impossível. Estão correndo atrás do Lula, com carros de fórmula um para tentar pega-lo. São uns safados, como sempre foram.

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Michel Temer e sua camarilha

Michel Temer e sua camarilha não deram o golpe para governar o Brasil. Deram o golpe para se apossar do Brasil. Tanta incompetência denota claramente que, com um desprezo absoluto pela nação brasileira, esses safados nunca se reuniram para estabelecer um projeto para o país após o golpe. Um golpe político é algo ilegal e indecente mas dar um golpe sem ter um sequer projeto administrativo faz desses golpistas uns homens desprezíveis que merecem o asco de todo brasileiro decente.

Michel Temer tem décadas de vida pública. Sua camarilha também e alguns foram até governadores de estado. O que esses políticos aprenderam de administração pública se se comportam com tanto amadorismo na organização do governo? Será que só aprenderam a fazer conchavos  e roubar?

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Vera Lucia Venturini

disse tudo...

bem por aí mesmo

certos do apoio da mídia bandida, como eles, nem se preocuparam em acompanhar

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Jus Ad Rem

Resumindo uma historinha

Resumindo uma historinha interessante: Trabalhei em uma empresa que estava em vias de quebrar. Cambaleante o dono da empresa resistia heroicamente. Aí ele resolveu contratar um primo dele que era formado em Administração, com uma fama muito grande de ser um excelente administrador.

O cara entrou com um salário altíssimo, mais até que a própria retirada mensal do dono.

Passados mais de 80 dias de sua administração e a empresa estava pior que no início. A única diferença que notamos foi o corte do cafezinho e do papel higiênico dos banheiros.

Moral da história: Pra quê contratar alguém pra fazer aquilo que não queríamos fazer?

Logo chegou minha demissão, fui embora e não sei o que deu...

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Sobre Paes de Barros

Ele pode não ter sido nem o engenheiro nem o construtor do Bolsa-Família, pois não trabalhou na implantação do programa, mas é sem dúvida o arquiteto desse formato de transferência de renda focada com cadastro unificado que é o Bolsa Família que virou padrão mundial.

Toda a idéia, encampada no Brasil e pelo World Bank está lá no documento "Agenda Perdida" de 2002.

No livro de Antonio Palocci, ele diz que recebeu este documento de Armínio Fraga durante o processo de transição de governo. Fazia parte da plataforma de governo de Serra.

Palocci gostou e levou para Lula.

Logo depois disso muitos economistas de esquerda, mais ferozmente a Maria Conceição Tavares, investiram contra a adoção dessa medida neo-liberal, que sinalizava o abandono do PT a suas propostas históricas e inclusive contra a conquista histórica do Brasil de sempre universalizar as ações de Estado. E inclusive profetizou que o foquismo iria cobrar seu perço mais a frente.

Não demorou muito para percebermos que Conceição tinha razão, hoje vemos um Brasil dividido entre beneficiários e não beneficiários.

E agora parece que ele quer vir com mais foquismo ainda.

Fica aqui a pergunta que eu sempre faço aos defensores do Bolsa Família :

O que você diria a um menino pobre, com muitas necessidades, que não tem um tostão, mas que não é atendido pelo Bolsa-família por não se inserir nos quadros de beneficiário porque sua mãe trabalha e tem um salário de 1500 reias e que se acha injustiçado perante seu coleguinha de classe que recebe  R$ 100 por mes de BF porque sua mãe não trabalha registrada.

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