Jornal GGN – Barack Obama recebe duras críticas do ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos no período 2011-2013, Leon Panetta. Para Panetta, Obama perdeu o rumo em sua política de segurança e os erros cometidos poderão levar a uma luta contra o Estado Islâmico “que pode durar 30 anos”. Panetta fez várias outras críticas em seu livro, que será lançado hoje. Diz ainda que nos dois últimos anos tem-se certeza de que perdeu-se de suas políticas, com ações que não dão certeza quanto ao papel dos EUA. O ex-líder do Pentágono é apenas mais um entre ex-colaboradores que engrossam as fileiras das críticas ao presidente dos EUA. Leia a matéria do G1.

de 2013. (Foto: Arquivo / AFP Photo)
G1
Ex-secretario de Defesa dos EUA critica Obama por ter ‘perdido o rumo’
Leon Panetta fez duras críticas ao presidente dos EUA.
Declarações estão em livro lançado nesta terça (7).
O ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta (2011-2013), fez nesta segunda-feira (6) duras críticas ao presidente Barack Obama, que segundo sua opinião “perdeu o rumo” em sua política de segurança e cometeu erros pelos quais agora “a luta contra o Estado Islâmico pode durar 30 anos”.
“Durante os primeiros quatro anos e o tempo em que eu estive ali – à frente do Pentágono -, pensei que era um líder forte em assuntos de segurança. Mas nesses dois últimos anos acho que perdeu o rumo. Enviou mensagens ambíguas ao tentar abordar os temas e tentar esclarecer qual é o papel deste país”, disse Panetta em entrevista ao “USA Today”.
As contundentes declarações do político democrata estão em seu livro “Worthy fights: a memoir of leadership in war and peace” (‘Lutas dignas: memórias da liderança em guerra e paz’, em tradução livre), 512 páginas que serão colocadas à venda nesta terça (7) e nas quais critica com dureza o ex-chefe.
Antigo líder do Pentágono, o autor engrossa a lista de altos colaboradores de Obama que, após deixar o cargo, se opõem abertamente a suas políticas em seus livros de memórias ou em entrevistas.
Panetta critica em seu livro que Obama não armou os rebeldes sírios em 2002, uma reprovação também feita publicamente à então secretária de Estado, Hillary Clinton, que também rejeitou em várias ocasiões.
“Acho que, se tivesse seguido nosso conselho, agora estaríamos em melhores condições para determinar se existe ou não um elemento moderado entre as forças rebeldes que estão lutando contra o presidente sírio, Bashar al Assad”, considerou.
Ex-diretor da CIA (2009-2011), Panetta considera que as decisões que Obama tomou nos últimos dois anos permitiram que o EI se fortalecesse e que agora é mais difícil combatê-lo, uma guerra que poderia durar cerca de 30 anos.
“Acho que estamos falando de uma guerra de uns 30 anos”, disse, um confronto que, na sua opinião, se ampliará além do Estado Islâmico para incluir ameaças emergentes na Nigéria, Somália, Iêmen, Líbia e outros lugares.
“Talvez Obama se reencontre na gestão desta crise do EI. Espero que seja o caso. E se estiver disposto a arregaçar as mangas e fazer o Congresso abordar alguns dos assuntos pendentes, acho que poderia deixar um legado muito forte à sua presidência. Estes dois anos e meio nos dirão muito sobre o que a história tem a dizer sobre sua Administração”, acrescentou.
No entanto, no capítulo final do livro, Panetta afirma que a maior fraqueza de Obama é uma “frustrante reticência para convencer seus oponentes e obter apoios para sua causa”.
“Com muita frequência, se baseia na lógica de um professor de direito ao invés da paixão de um líder. Em algumas ocasiões, evita a batalha, se queixa e perde oportunidades”, diz o texto.
Perante o que o jornal “Washington Post” classificou nesta terça como “incrível deslealdade dos subordinados”, o vice-presidente do governo, Joe Biden, saiu em defesa de Obama na quinta-feira em um discurso em Harvard. “Vejo que os ex-funcionarios da Administração, logo que deixam seus postos escrevem livros, algo que acho inadequado. Pelo menos deem ao menino – Obama – a oportunidade de deixar o cargo”, afirmou, em referência ao imediatismo das críticas quando ainda restam dois anos e meio de mandato.
O primeiro secretário de Defesa de Obama, Robert Gates, criticou em um livro no começo do ano que o presidente, seu chefe por mais de dois anos, não encontrou sua própria estratégia para o Afeganistão e desconfiou do conselho de seus assessores militares.
Gates foi o último secretário de Defesa na Administração do ex-presidente George W. Bush e continuou no cargo com Obama até junho de 2011.
Vladimir
7 de outubro de 2014 11:47 amEm nome da democracia os EUA
Em nome da democracia os EUA tentam usar de todas as formas de arbitrariedades com o resto do mundo. A intolerância com religiões e culturas diferentes tem sido marcas deste tipo de ação.
Fariam melhor se,no lugar dde gaster estes bilhões com armas,ajudassem estes países em seu desenvolvimento.
paul moura
7 de outubro de 2014 11:55 amCaramba
Caramba, texto eivado de erros tanto da tese quanto de português!!!!!
“Panetta critica em seu livro que Obama não armou os rebeldes sírios em 2002, uma reprovação também feita publicamente à então secretária de Estado, Hillary Clinton, que também rejeitou em várias ocasiões.”
Obama era presidente em 2002????
“dois últimos anos tem-se certeza de que perdeu-se de suas políticas”????Enclises????
Para quem quiser se aprofundar:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-apoia-o-estado-islamico/
Jose de Almeida Bispo
7 de outubro de 2014 12:01 pm“agora “a luta contra o
“agora “a luta contra o Estado Islâmico pode durar 30 anos”.”
Mas é disso que os Estados Unidos precisam: UM INIMIGO! Obviamente que um inimigo ideal; aquele em que se joga bombas o tempo inteiro, mas nunca o devasta em definitivo; e que, ao mesmo tempo, não oferece a mínima sombra de perigo à integridade interna da Federação. O inimigo perfeito para camuflar as assimetrias internas, enquanto se ganha mais um dia, um ano, uma década!
Roma!
Deytonas
7 de outubro de 2014 12:41 pmA crítica é inacreditável,
A crítica é inacreditável, Obama não despejou armas suficientes no Oriente Médio!
Tivesse Obama entregue mais armas aos rebeldes sírios, o Oriente Médio estaria muito melhor!
É simplesmente inacreditável, todos sabem que o EI foi armado pelas armas destinadas pelo ocidente para combater Gaddaffi e Assad, é um acinte dizer que o problema foi não terem destinado armas o suficiente.
altamiro souza
7 de outubro de 2014 1:40 pmesses aloprados ainda
esses aloprados ainda existem!
o cara era da cia, armamentista.
os eua vem jogando bombas naquele mundo há um tempão,
armando terroristas contra governos eleitos.
e o cara vem dizer que faltou mais sangue a derramar.
insólito!
se não houvesse a mania e a regra habitual
de usar o tal do destino manifesto
para justificar tanta violencia imperialista.
André LB
7 de outubro de 2014 3:04 pmOs EUA apoiaram o Xá da
Os EUA apoiaram o Xá da Pérsia, que massacrava o povo. A revolta foi tão grande que catapultou Khomeini ao poder. Depois os EUA passaram e passam mais de 30 anos hostilizando aquele país.
Os EUA apoiaram Saddam (apesar do Irã-Contras), que massacrava o povo. Depois arrasaram o Iraque de 1991 até hoje para enfraquecer seu aliado da véspera. Como resultado, surgiram grupos extremistas, que massacram o povo, e os EUA armam o atual governo – ok, o governo iraquiano também age como terrorista.
Os EUA apoiam faz quase 80 anos os xeques da Arábia Saudita, que massacram o povo. De lá saíram muitos dos terroristas.
Os EUA armaram desde sempre Israel, que massacra desde antes de 1947 os habitantes anteriores. Quando estes (tendo ainda que lidar com oportunistas de países vizinhos) se armam para conseguir o que era seu por direito, são chamados de terroristas e massacrados. Quando depõem as armas, são massacrados. Quando outro grupo ganha poder e volta a lutar (algumas vezes de modo irracional e cruel), é massacrado. Quando o grupo se dispõe a negociar, é massacrado.
Kaddafi, que de santo não tinha nada, elevou o IDH da Líbia a níveis recordes na África. Os EUA jogaram lá armas a rodo, e Kaddafi, que unificava o país, foi massacrado. Os “sucessores” massacram o povo.
No Egito os EUA sustentaram por décadas uma ditadura que massacrava o povo. Quando é deposta, os EUA patrocinam nova ditadura, que passa a massacrar o povo.
Na Síria tornou-se líder a dinastia Assad, que não era santa. Para derrubá-la de acordo com seus interesses, os EUA jogaram lá armas a rodo. Agora tem-se uma guerra civil, e o povo é massacrado.
O Afeganistão era um país razoavelmente moderno até os anos 1970, antes da invasão soviética, que massacrou o povo. Os EUA armaram extremistas, que depois tomaram o poder, se associaram a Bin Laden e massacraram o povo. Para derrotá-los, os EUA invadiram o país e massacraram o povo.
Daí eu pergunto… é tão espantoso assim que surjam grupos terroristas no Oriente Médio? O melhor que os EUA poderiam fazer, se quisessem realmente a paz, seria deixar aquela gente por conta própria.