8 de julho de 2026

Para Duménil o neoliberalismo morreu mas não se sabe o que virá

Em visita ao Brasil, para o lançamento do seu livro “A crise do neoliberalismo” (em parceria com seu colega Dominique Lévi) o economista francês Gérard Duménil é um reflexo das perplexidades dos pensadores contemporâneos com o fim do chamado ciclo neoliberal da economia.
Duménil foi diretor de pesquisa do Centre National de la Recherche Scientifique, na Universidade de Paris X, Nanterre, onde atualmente leciona.
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Na sua visão, há que se distinguir os modelos de política econômica dos seus beneficiários.
Antes da grande crise de 2008 era amplamente vitorioso o modelo do neoliberalismo, a liberalização do capital, a redução do poder de controle dos estados nacionais, visando garantir o máximo de lucro para o capital financeiro.
A crise determinou o fim desse modelo, mas não o predomínio político do mercado financeiro, agora sob o guarda-chuva dos Estados nacionais, através de seus Bancos Centrais.
***
Duménil defende a ideia de que o modelo neoliberal não produz desenvolvimento. O pacto entre investidores e CEO faz com que a maior parte das energias das empresas seja empregada na busca obsessiva de dividendos; e dos esforços do Estado, no aumento da rentabilidade imediata do capital, em detrimento do investimento, da renda e do emprego.
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Para Duménil, com a crise de 2008 o modelo neoliberal esgotou e não será possível mantê-lo por muito tempo, justamente por não gerar novos investimentos e riqueza. Do mesmo modo não será possível manter indefinidamente o modelo híbrido atual, especialmente nos Estados Unidos, com o FED bancando a atividade econômica à custa de déficits fiscais crescentes.
Mas o que colocar em seu lugar?
Ele considera a crise de 2008 similar à de 1929, com uma diferença: não se repetiu a quebradeira generalizada devido ao hiperativismo dos Bancos Centrais dos Estados Unidos e da Europa.
Em comum com 1929 tem-se a perda de rumo. Um ciclo chega ao fim, antes que modelos alternativos estejam consolidados.
Além disso, o ciclo do neoliberalismo teve dois propagandistas-chave, Margareth Thatcher e Ronaldo Reagan. Agora, ainda não amadureceu nenhum modelo.
***
No pós-29 vicejaram modelos nacionais bastante heterogêneos, com a França e a Espanha mais à esquerda, Alemanha e Itália mais à direita, um pesado sentimento nacionalista estimulando guerras cambiais e tudo eclodindo na Segunda Guerra.
Esse mesmo sentimento nacionalista de ultra-direita se observa na Europa atualmente, diz Duménil. E levará bom tempo até que a poeira baixe e um novo modelo seja instituído.
***
Para ele, esse novo modelo passa pela articulação das nações em torno de organismos multilaterais. Há que se estabelecer controles mais amplos sobre os mercados financeiros e sobre a forma de atuar das grandes corporações.
Nos anos 30, só foi possível a mudança do modelo depois de dois desastres mundiais, a crise de 29 e a Segunda Guerra Mundial. Seguiram-se três décadas de ouro para o capitalismo, com controles de fluxos de capital, desenvolvimento generalizado e redução da pobreza.
A crise atual não terá desfecho semelhante, felizmente. A contrapartida será um tempo muito maior até que se encontre a embocadura de um novo modelo.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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53 Comentários
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  1. Roberto Locatelli

    27 de abril de 2014 10:38 am

    Intelectual

    Os intelectuais estão perplexos porque não têm militância política. O capitalismo está esgotado, e não apenas sua versão neoliberal. Fico com o prognóstico de Rosa Luxemburgo: socialismo ou barbárie. O capitalismo não conseguirá adiar seu fim indefinidamente.

  2. Assis Ribeiro

    27 de abril de 2014 10:56 am

    O neoliberalismo morreu.

    Mas, em qualquer enterro o momento mais doloroso é o fechamento do caixão.

    Por isso, diz Tarso Genro:

    “A semeadura da insegurança, que precede as inflexões para direita, está em curso em todos os níveis e para responder a esta sensação manipulada – que vai da economia à segurança pública – é preciso dizer de maneira bem clara quais os próximos passos contra as desigualdades e contra perversão da política e das funções públicas do Estado. Chegamos a um momento de defesa política de um modelo novo combinado com a velha luta ideológica.”

    Em qualquer grupo onde impera o negativismo há uma sobrecarga mental que gera a intolerância, a impaciência, a crítica destrutiva, e por vezes até a própria desistência.

    1. Chris

      27 de abril de 2014 11:11 am

      Sim, é notório que os ânimos

      Sim, é notório que os ânimos estão extremamente acirrados, no Brasil e no mundo. E se tem uma coisa que eu aprendi é que nada de bom sai de uma situação assim, pelo menos no curto prazo. Não vejo uma esquerda articulada para combater a “semeadura da insegurança ” e , com isso, a direita segue seu plano à risca, sem nada que a atrapalhe. Ainda não consegui vislumbrar este defunto no caixão por que querem ressucitá-lo de qualquer jeito e, se não conseguirem, tentarão colocar algo pior em seu lugar. A esquerda parece inanimada, entregue, sem imaginação e ousadia.

  3. Francy Lisboa

    27 de abril de 2014 11:17 am

    Não demorará e aparecerão

    Não demorará e aparecerão aqueles que afirmam que o Neoliberalimo nunca existiu e é apenas um espantalho criado pelas mentes comunistas.

  4. Roberto São Paulo-SP 2014

    27 de abril de 2014 11:43 am

    Objetivo da política econômica

    —a criação de empregos formais (20,2 milhões entre 2003 e 2014) e a aumento da renda dos trabalhadores, juntamente com a política social, contribuíram para reduzir a desigualdade social.—

    Objetivo da política econômica é melhorar padrão de vida dos brasileiros, diz Mantega

    28/03/2014—Ministério da Fazenda
    Criação de empregos formais e aumento da renda ajudaram a criar um estado do bem-estar social. Novo ciclo brasileiro será impulsionado pelos investimentos em infraestrutura
    Apresentação do ministro Guido Mantega na Aula Magna da Escola de Economia de SP da FGV (pdf-42 páginas)
    O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira (28/03) que o principal o objetivo da política econômica do governo é melhorar o padrão de vida da população brasileira. Durante aula magna na Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV), Mantega disse que “as políticas econômicas e sociais adotadas nos últimos anos ajudaram a construir um estado do bem-estar social, com redução da pobreza e inclusão de parcela da sociedade na classe média”.

    Para o ministro, que foi homenageado pela FGV por se tornar o mais longevo ocupante do cargo no período democrático, a criação de empregos formais (20,2 milhões entre 2003 e 2014) e a aumento da renda dos trabalhadores, juntamente com a política social, contribuíram para reduzir a desigualdade social. Em 2012, o Coeficiente de Gini, que mede a desigualdade de renda, recuou para 0,50 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade).

    De acordo com Guido Mantega, os investimentos em infraestrutura irão sustentar o novo ciclo da economia brasileira. Pelas projeções do governo, entre 2014 e 2022, os investimentos vão crescer em média de 7% ao ano (nos últimos 11 anos ano, o crescimento médio foi de 6,1% a.a).

    “Para o novo ciclo, o País precisa enfrentar os desafios para crescer de forma sustentável”, disse o ministro, ressaltando que o governo tem como estratégia o esforço para eliminar o déficit em infraestrutura e reduzir os custos de produção. “Assim, nos próximos oito anos o Produto Interno Bruto (PIB) pode crescer a uma média de 4,0% a.a.”.

    Crise
    Em sua apresentação sobre as perspectivas da economia brasileira, Guido Mantega explicou que a economia mundial está saindo da crise e que os próximos anos serão de recuperação.

    Em sua análise sobre a crise financeira de 2008, ele a considerou tão forte quanto à crise de 1929, porém com consequências menos duradouras e virulentas, devido à coordenação dos países do G20 para o enfrentamento dela. “Os EUA combateu a crise de 1929 com uma abordagem mais conservadora, com elevação de taxa de juros e de impostos. Já a de 2008 foi combatida com expansão monetária, o que salvou muitos bancos da falência”, pontuou.

    Com relação ao Brasil, o ministro ressaltou que o País se saiu melhor nesta crise de 2008, “que esta em seu final”, do que nas anteriores, pelo fato de ter construído alicerces que permitiram ao governo manejar a política econômica de forma diferente de outras crises. Mantega destacou o crescimento das reservas internacionais e a política fiscal responsável entre os alicerces que dão solidez a economia brasileira.

    Mantega lembrou ainda que o governo adotou medidas anticíclicas e realizou uma política “moderadamente expansionista”. Isso fez com que o PIB crescesse 3,1% na média anual, entre 2008 e 2013. “Esse crescimento, para um período de crise, é bastante razoável. Mas claro que, daqui para frente, precisamos expandir esse crescimento”, comentou. Ele salientou ainda que, independentemente da corrente de pensamento econômico, os fundamentos da economia (responsabilidade fiscal e inflação sob controle e nas metas) precisam se manter sólidos.

    Peso dos emergentes
    De acordo com o Guido Mantega, com a crise de 2008 os emergentes ganharam espaço, sustentaram a economia mundial e hoje já representam mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB). “A tendência é que esses países continuem ganhando terreno em relação aos avançados”, ressaltou.

    Segundo Guido Mantega, os emergentes atualmente estão absorvendo os impactos gerados pela retirada dos estímulos dados durante a crise pelos países desenvolvidos, principalmente pelos EUA. “Os emergentes estão se adaptando a essa período pós-crise. É uma nova realidade para os juros e o câmbio”. O ministro considerou que o ritmo de crescimento da China no patamar entre 7% e 7,5%, que desacelerou em relação a alguns anos, é um pouso suave, que não deve trazer problemas.

    url:

    http://www.fazenda.gov.br/divulgacao/noticias/2014-1/marco/objetivo-da-politica-economica-e-melhorar-padrao-de-vida-dos-brasileiros-diz-mantega
     

     

     

     

  5. Orides

    27 de abril de 2014 12:08 pm

    Depois da tempestade, a bonança

    Por enquanto, juntam-se as nuvens para a tempestade.

    Parece que não há jeito. Vai ter gerra mesmo. Obama garante!

  6. Marcos K

    27 de abril de 2014 12:10 pm

    Penso que Duménil está com a

    Penso que Duménil está com a razão: o neoliberalismo não produziu nenhum desenvolvimento, mas serviu admiravelmente as aspirações dos ultra-ricos em seus objetivos de concentrar ainda a riqueza. Também concordo quando ele diz que esse ciclo chegou ao fim (ou pelo menos assim parece), porém desconfio dos que dizem que esta nefasta ideologia está morta. A história mostra que ideologias podem fracassar momentaneamente, mas jamais morrem. 

    1. Motta Araujo

      27 de abril de 2014 2:19 pm

      O neoliberalismo não produziu

      O neoliberalismo não produziu nenhum desenvolvimento? Levou UM BILHÃO de pessoas dos paises emergentes da pobreza à classe média nos ultimos 15 anos, é pouco?

      1. hc.coelho

        27 de abril de 2014 5:06 pm

        Estatistica enganosa

        Mota, sua afirmações são semelhantes a do estudandte de estatistica que depois de verificar que todos os compradores de pordutos dietéticos eram gordos chegou a brilhante e irrefutável conclusão que produtos dietéticos engordam.

        Ainda mais se se comparasse a estrondosa aceleração econômica da russia pós 17 com o resto, todos seriam comunistas, aliás só não o foram porque os nazistas perceberam que ali estava o verdadeiro inimigo do capitalismo e iniciaram esta fabulosa máquina de propaganda que é até capaz de usar um churchil, grande responsável pela mortandade da primeira e segunda guerras, e figuras despresíveis como o ator canastrão regan e a dona de casa desastrada margaret tacher como personagens de relevo.. 

  7. Humberto R de Souza

    27 de abril de 2014 12:29 pm

    Mistura de tudo !

    Na minha simplista visão acho que no Brasil o socialimo emperrou , como uma maquiagem em alguns atos . O neoliberalismo parou , o capitalismo continua mordendo e assoprando !

    Será que estou certo ?

  8. Zé Ninguém

    27 de abril de 2014 12:33 pm

    A cidade é o centro ou o fim do mundo.

    Há  um conceito (INTERDEPENDÊNCIA) de um cientista político novaiorquino (não me lembro o nome) que diz que para além das independências e soberanias nacionais, este novo modelo (ou sua tentativa) passa pela compreensão do espaço antrópico e geoeconômico das cidades, que determinam a formação de governanças locais capazes de diluir e/ou aumentar as tensões provenientes do atrito entre as nações e seus Estados, que ciclicamente elevam o risco de conflitos armados globais cada vez que se supera um sistema e opta-se por outro.

    Aqui o meu pitaco:

    Desde a Roma Antiga, passando pelos burgos europeus, dialeticamente, foram as cidades ou cidades-Estado que centralizaram as mudanças, e de certa forma, hoje ainda são as cidades que fervilham insatisfação e apresentam possibilidades, para o bem e para o mal.

    O cientista cita o 09/11 em NY como um marco da mudança dos focos dos conflitos dos Estados-nação para a imolação de cidades.

    Desde o ápice do neoliberalismo, foram as cidades as depositárias das brutais mudanças e rearranjos geográficos e sociais decorrentes da prevalência da desregulamentação dos países e suas estruturas institucionais.

    Agora as cidades “vomitam” sua indignação de volta.

     

    “A cidade não para, a cidade só cresce, o de cima sobe e o de baixo desce”. (Chico Science).

  9. Motta Araujo

    27 de abril de 2014 12:57 pm

    São teses. Pensadores

    São teses. Pensadores franceses são secularmente produtores de teses ideologicas, são sua materia prima.

    Não existe o fim disto ou daquilo, os ciclos economicos são dinamicas imprevisiveis e tolo é aquele que pensa desvendar o futuro a partir de um pensamento simples para questões complexas.

    Trotsky diagnosticou em 1929 o fim do capitalismo diante da grande crise mas o que acabou antes foi o comunismo.

    O capitalismo com todos seus imensos defeitos produziu nos ultimos 15 anos mais ascensão social que nos 20 seculos anteriores, com as novas classes medias do Brasil (40 milhões), India (330 milhões) China (180 milhões), Africa (150 milhões), Russia 35 milhões), México (25 milhões) e por todo o mundo emergente.

    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=15000682

    1. JB Costa

      27 de abril de 2014 2:28 pm

      Caro Motta Araújo,Concordo

      Caro Motta Araújo,

      Concordo plenamente com esse papel transformador do capitalismo no que tange ao progresso MATERIAL. Até mesmo Karl Marx, seu principal e genial êmulo, já reconhecera isso no Manifesto Comunista e em algumas passagens do O Capital.

      Mas o Capitalismo é apenas um SISTEMA  DE PRODUÇÃO no qual as principais âncoras são a propriedade privada dos meios de podução e o lucro. Nada existe de sacro ou sublime nele. Torna-se hegemônico quando a partir do imenso progresso nas condições materiais, estas frutos dos avanços científicos, o Homem ultrapassa as limitações da produção artesanal, portanto manual, de bens e adquire a capacidade produzir com mais escala, e em termos de mercado, ir além da mera passividade e passar a ser “criador” de necessidades.

      Nesse sentido, o Capitalismo não tem nenhuma “Moral”. Não pode ser arvorar como o grande marco civilizatório dado que seus efeitos colaterais, mesurados nas consequências, e seus graves desvios éticos(falta de escrúspulos) nos seus métodos, o desqualificam para tal. 

      Foi isso o que Marx preconizou: o Capitalismo como um estágio, uma etapa necessária, portanto não contigente, que após exauridos seus efeitos entraria em trabalho de parto para expelir e assim da início a História, dado que até então estávamos apenas na pré-História da Humanidade.

      Eis aí a verdadeira genialidade de Marx: mesmo sem ter condições de antever a que ponto o Capitalismo poderia chegar, ou seja, o paroxismo em termos de degradação do meio ambiente, a eclosão de um hedonismo nunca antes nem imaginado, a deteriorização das relações humanas, e tudo o mais de consequências deletérias, ele mesmo assim conseguiu ser um visionário. Daí porque ser considerado um Profeta. Um profeta intempestivo. 

      O Capitalismo representou, representa e sempre representará, a face mais amoral do Homem. Daí o seu imenso sucesso. Ele vai ao encontro dos nossos sentimentos mais baixos: egoísmo, insensibilidade, indiferença com a Natureza, os fins se sobrepondo aos meios, o consumismo, a vaidade…………………

      1. Motta Araujo

        27 de abril de 2014 9:41 pm

        Meu caro Costa, parabens

        Meu caro Costa, parabens pelos seus lucidos comentarios. O capitalismo SÓ funciona dentro da moldura de um Estado forte que garante os contratos e REGULE esse capitalismo para que ele não extrapole suas finalidades. Capitalismo sem regulação se auto-destroi. O capitalismo tambem depnde de uma sociedade civilizada para opera-lo. Nos EUA o volume de filantropia ultrapassa 200 bilhões de dolares po ano. Museus, universidades, operas, hospitais funcionam com doações de bilionarios e heranças. Jean Paul Getty, um dos grandes bilionarios dos anos 70 deixou 80% de sua fortuna para o Getty Museum, hoje um dos melhores dos EUA. A fundação Rockefeller tem mais de 100 anos, a Faculdade de Medicina da USP foi em grande parte construida com dinheiro deles, isso há um século. Tambem doaram o predio sede da assembleia geral da ONU em Nova York. Carnegie , o rei do aço, deixou toda sua fortuna para cultura. Leland Stanford doou 1 bilhão de dolares, há mais de cento e trinta anos, para criar a Stanford University, quase todas universidades foram criadas por diações. Então o capitalismo funciona dentro dessa moldura, só na extração de lucro ele é nocivo. No Brasil poucos, pouquissimos doam uma ambulancia, nossos capitalismos trabalham só para si, filhos e genros. Ai perde legitimidade.

  10. alexis

    27 de abril de 2014 1:48 pm

    No fundo, uma globalização mutante

    Até os romanos queriam para sim mesmos o mundo todo;

    A Igreja Católica manteve uma idade média de quase 10 séculos e globalizou-se através de Espanha, França e Portugal, nos séculos 16 a 18;

    A Inglaterra dominou o mundo ocidental no século 19 e parte dos 20;

    Surge o comunismo “globalizante” (embora pelo lado do proletariado – proletários do mundo uni-vos) e teve o seu ocaso com a queda do muro do Berlim e da União Soviética;

    Os EUA dominam, pelas armas, desde o fim da 2ª guerra mundial;

    Acabados os “tempos de guerra”, surge a opção “democrática” do neoliberalismo, tentando globalizar o mundo pelo “mercado”;

    Hoje, o ocaso do neoliberalismo “à brasileira” observa-se pelo baixo nível do candidato Aecim (é o fim da picada mesmo!);

    No futuro, acho que o mundo se organizará em blocos (UE, MERCOSUL, etc.). Qualquer intento de globalização já está manjado e ninguém mais se prestará para servir apenas de base na pirâmide de crescimento de outro esperto.

     

  11. Lucinei

    27 de abril de 2014 1:56 pm

    Esses modelos idealizados não

    Esses modelos idealizados não cabem mais nos limites dos estados nacionais tanto pelo nível de conflito social que eles despertam quanto pelas suas contradições e incinsistências lógicas. Ou seja: mercado desregrado e mercado planejado são ideologias fracassadas. Ainda há quem perca tempo com elas mas sua hegemonia é declinante.

    Mesmo entre a elite financeira ele, o neoliberalismo, já não goza do prestíigio que já teve. É empregado mais como retórica antisocial e com um tanto de cinismo. A arraia miúda e os peões do estamento financeiro é que ainda estão na linha de frente desse combate ideológico. Mas, dado o nível débil de compreensão acabam contribuindo para maior descrédito dessas formulações.

    O desafio real é se a democracia vai resitir às pressões fascistas sucedâneas do neoliberalismo e às pressões pela fragmentação dos estados nacionais.

  12. Bruno Cabral

    27 de abril de 2014 2:43 pm

    Que tal

    “Além disso, o ciclo do neoliberalismo teve dois propagandistas-chave, Margareth Thatcher e Ronaldo Reagan. Agora, ainda não amadureceu nenhum modelo.”

    Que tal o modelo brasileiro (do PT)? Parece estar dando muito certo, apesar das pressoes contra…

    1. Gustavo Mesquita

      27 de abril de 2014 7:17 pm

      Que tal???

      Prezado Bruno Cabral,

      acorde pra realidade, não há comno comparar EUA e Reino Unido com o Brasil. É o mesmo que bater em cachorro morto(o cachorro morto é o Brasil, não se engane). Tatcher fez o Reino Unido dar saltos econômicos gigantescos e meio a uma crise. Ronald Reagan conseguiu controlar a inflação e aumentar significativamente as receitas federais e tirando o país de uma crise. Estude a história de maneira imparcial e verá que os governos liberalistas foram sempre os responsáveis por tirar países de crises ao longo da história. E o modelo brasileiro, o modelo brasileiro que você assimila é o modelo perfeito que é enfatizado pelas propagandas falsas do governo ou é a realizade que vem acontecendo? Se você não conhece vou te informar somente alguns que destroem pouco a pouco a economia do país:

      1. Política de auxílio às montadoras de veículos, que já tem margem de lucros exorbitantes e não reduzem o preço dos veículos quando há qualquer indício de queda nas vendas e recorrem ao governo para tentar salvá-las com redução de impostos e facilitações no financiamento de veículos, causando inadimplência futura e prejudicando o país. Essas empresas tem lucros aqui 2 ou 3 vezes maior que em outros países e enviam rios de dinheiro às suas sedes no exterior. Pra que o governo intervém tanto em um mercado que tem tudo pra ser regulado pela lei da oferta e demanda? Pra que salvar empresas que remetem seu dinheiro para sedes do exterior. Será que essas empresas não dão uma ajudinha nas campanhas a cada 2 anos???

      2. Crédito imobiliário pra qualquer um e programas sociais de habitação, fatores preponderantes para criação de uma bolha imobiliária (apesar de muitos jurarem que ela não existe. Ela existe e vai quebrar o país). Só fazem enriquecer os especuladores e construtoras (que vendem na planta e vendem um imóvel por 10 vezes ou mais o valor que ele vale).

      3. Acordos bilaterais com países da América Latina principalmente os Bolivarianos, Comunistas, Socialistas, seja lá o que for, que só favorecem estes países e pagamos a conta pelo governo ser amiguinhos dessa turma ao invés de fazer acordos com países sérios.

      4. Na minha opinião, o pior de todos, utilização da máquina pública através do aparelhamento do estado, nomeando partidários (do PT claro) para cargos de chefia da empresas estatais para fazer desvios de verbas onde o destino é certamente os caixas do partidos. Fazer trasações como a que foi feita pela Petrobras na compra da refinaria em Pasadena, onde o principal objetivo é deixar o dinheiro lavadinho o envia-lo ao caixa do partido. Campanha garantida na próxima eleição. Qual a solução pra isso?  Simples, privatização. Só é contra privatização quem utiliza as empresas estatais pra enriquecimento ilícito. O prejuízo dados por elas devido ao maus uso dos recursos financeiros por políticos é tão grande que, na minha opinião, se elas fossem repassadas de gratuitamente para a iniciativa privada, já seria lucrativo para o país pois a corrupção e devio de verba que seriam evitados a longo prazo valeria a pena.

      Chega senão não vai ter espaço. 

      E já que você disse que o neo-liberalismo não amadureceu nenhum modelo, acho que pra você bom mesmo é morar em países socialistas né, olha só que maravilha deve ser morar em Cuba, Bolívia, Venezuela, China ou até mesmo, na Rússia alguns anos atrás. Estranho que em alguns deles é pribido sair do país. Lugar bom é aasim né, é tão bom que não pode sair.

      Ruim mesmo deve ser morar na Inglaterra, EUA, França, Alemanha e qualquer outro país desenvolvido. Estes países em crise galopante é melhor do que qualquer porcaria socialista citada anteriormente, simplesmente porque a economia deles vivem de ciclos bons e ruims e mais cedo ou mais tarde serão interessantes novamente para investidores. Ao contrários dos “evoluídos socialistas” que emcampam empresas de outros países para dizer que “é do povo”, mas não há mão de obra qualificada para operar essas empresas, o que faz eles afundarem cada vez mais nas trevas do socialismo, sem esperança de um mundo melhor e o pior sem prazo pra acabar.

      1. Ricardo Soares

        27 de abril de 2014 9:58 pm

        “Passar gratuitamente estatais para a iniciativa privada”. Putz!

        Até estava achando razoáveis as ideias do texto, até eu ler o que transcrevo abaixo:

        “O prejuízo dados por elas devido ao maus uso dos recursos financeiros por políticos é tão grande que, na minha opinião, se elas fossem repassadas de gratuitamente para a iniciativa privada, já seria lucrativo para o país pois a corrupção e devio de verba que seriam evitados a longo prazo valeria a pena.”

        Ou seja, de forma sumária você pensa que passar gratuitamente estatais para a iniciativa privada seria um bom negócio para o país.

        Nesse ponto é que deu para perceber o mau fruto, e como consequência disso compreender que a árvore também é ruim.

        Se nem os países que você citou como modelos de capitalismo como EUA, Alemanha e Inglaterra fizeram ou fazem uma bobagem dessas, como você pode achar que isso seria bom para o país?

        Que opinião genial e avalizada!!!

        Se você deixar de ser tão apaixonado por ideias sectaristas e refletir melhor no que pensa e esvreve, vai conseguir enganar mais tempo os leitores e fazê-los acreditar que seus vários itens são avalizados por uma pessoa realmente estudiosa e razoável.

        A ponta do rabo, do velho ditado “gato escondido com rabo de fora”, que também te denunciou foi usar o chavão:  “então por que você não vai para Cuba?”.

        Dããã???!!!…

  13. Morvan

    27 de abril de 2014 2:55 pm

    É temerário se decretar o fim do neoliberalismo
    Bom dia.
    … por decreto, como o foi, também, assinalar o fim da história (Fukuyama). Passa a sensação de períodos estanques, delimitados, com nuanças muito bem delineadas. Acredito mais em transmutação, afinal o modo de produção é o mesmo. Pense-se mais em modalidade de capitalismo. Pensar no fim do neoliberalismo só porque seus alteres-egos estão mortos também soa falso. O próprio rentismo é uma modalidade capitalista fortemente baseado na mídia, como nunca na história do capitalismo, o que corrobora a ideia de alternativas de manutenção de status. É luta de classes. O resto é variação sobre o mesmo tema.

  14. gomes, jorge gomes

    27 de abril de 2014 2:58 pm

    capitalismo, sexo e sistema

    Bom… o que entendo  primeiramente que capitalismo é capitalismo e permanece capitalismo desde que nasceu , não importando se liberal, comercial , industrial, financeiro ou neoliberal e por aí vai…a base é mantida , aliás, o sistema é mantido, coisa do tipo,” vou te explorar o máximo que posso para garantir a minha riqueza”…alguém sempre vai explorar alguém…e daí uma pequena comparação como o ato sexual..onde só se muda as posições..mas… sempre será sexo…e dele depende a reprodução do sistema humano… bem como do capitalismo depende a sobrevivência da manutenção das necessidades humanas, afinal, tudo o que o homem, criou, produziu e vendeu , faz parte daquilo que julgamos importante para facilitar nossa vida social…sendo assim… o que poderá vir ,  talvez um  ” renascimento medieval” … sei não…seria  a castração capitalista… e como no sexo….ninguém quer ser castrado…salve, salve a grande f… tomando , levando…e rindo …que maravilha…toma no sistema…sem ele..trevas…porque reais alternativas..não existem

  15. Filipe Rodrigues

    27 de abril de 2014 3:06 pm

    Além do Socialismo (seja pela

    Além do Socialismo (seja pela via democrática de França, Espanha, Suécia ou autoritária da URSS de Stalin) e o Nazifascismo (Hitler, Mussolini, etc). Não podemos esquecer do Populismo de Franklin Roosevelt (não foi uma criação latino-americana) como mais uma consequência política do pós-1929 que reinventou o capitalismo e salvou a democracia.

    A maior certeza é que os Neocons (Reagan, Thatcher) e a 3ª via (PSDB, PPS) são os maiores derrotados na atual crise.

    As alternativas políticas da atualidade estão colocadas em seus diferentes modelos que estão se sobressaindo sobre o neoliberalismo:

    – O socialismo do séc. XXI de Lula, Chávez através das vias democráticas;

    – Sociedades com grande controle do estado sobre a população e a economia (Via chinesa);

    – Resgate dos valores morais, familiares, capitalismo ético representados pela Rússia de Putin (ou seria Putin um herdeiro dos Mencheviques), Angela Merkel se encaixaria nesse modelo?;

    – Crescimento da influência religiosa, com maior força no Oriente (Irã) que no Ocidente, com o tempo qual será o legado do Papa Francisco no mundo cristão? Os Evangélicos continuaram avançando sobre os Católicos?

    – O que seria a “nova política” representada por Marina Silva? Maior ênfase na preservação ambiental? De todos os modelos é o que está menos explícito, a Colômbia pode eleger como presidente Enrique Peñalosa, defensor das bicicletas, nova governança e direitos individuais.

    Interessante observar Nassif que o NeoFacismo está dividido:

    – Existe o Facismo de mercado ou libertário que não aceita dinheiro do contribuite para salvar bancos e deseja o fim dos bancos centrais representados pelo Tea Party;

    – Existe o Facismo que defende intervenção estatal na economia moderou o discurso (“Le Pen paz e amor”) e avança sobre o eleitorado operário/sindicalizado (antes eleitores do Partido Socialista) representado pela Front National;

  16. Alex Brito

    27 de abril de 2014 3:27 pm

    Acredito que quem fala que o

    Acredito que quem fala que o capitalismo e/ou neoliberalismo não trouxe desenvolvimento só pode ser uma pessoa sem noção alguma do que vem ocorrendo no mundo nos últimos 40 anos, ou então é um esquerdista alienado( pela cartilha de Gramsci) e que acredita em contos da carochinha contados por Marx; o controle total da economia já se mostrou incompetente para resolver os problemas que surgem e o liberalismo total também é ineficiente, vejo no neoliberalismo ainda uma saída boa se ele conseguir se reinventar e se adaptar às novas demandas que vem surgindo com a globalização e nova dinâmica dos mercados internos e externos, os países ricos e desenvolvidos vão se adaptar a isso mas quanto ao Brasil o problema que vejo é a completa indecisão sobre o que fazer e como agir, nem são supercontroladores como na década de 80/90 e nem são neoliberais, tentam se fantasiar de neoliberais mas o governo exerce um controle enorme sobre tudo que se refere a macro e microeconomia, os controles de juros somados à carga tributária gigantesca( para dar vazão aos programas assistencialistas/populistas) impedem a economia de caminhar em passos mais largos, estamos anos-luz de economias realmente neoliberais desenvolvidas; o estado forte e inchado gasta muito dinheiro e é incompatível com uma economia realmente neoliberal. O pior de tudo é que antes mesmo de termos experimentado o verdadeiro neoliberalismo econômico, já surgem hordas de desinformados falando que o neoliberalismo no Brasil esta falido, na verdade o que existe é uma tendência perigosa de se disseminar( pela esquerda) a idéia de que as teorias socialistas  serão a cura dos problemas mundiais, bem, aos que pensam assim recomendo lerem mais história mundial sobre Cuba, URSS, China, Coréia do Norte e outros para que percebam que esse papo de socialismo já era, é coisa do passado; o futuro bem aventurado só pode ser compatível com algum tipo de estado liberal adaptado às novas demandas. Quanto às idéias desse francês, se vê o interesse de divulgar pensamentos ancorados em nomes estrangeiros renomados para dar força ao pensamento e idéias favoráveis ao esquerdismo, digo e repito aos que gostam do seu carrinho popular, seu celular, sua roupinha bonitinha, enfim aos que gostam do capitalismo , saibam que nesses regimes controlados e não liberais os cintos apertam mais do que vcs vão gostar.

    1. BLUE EYES, NA RESISTÊNCIA

      27 de abril de 2014 7:50 pm

      PERFEITAMENTE

      Perfeitas considerações, amigo… eis a realidade que não pode ser negada… a história é prodia em demonstrar o qnto é falho o modelo etatizante da esquerda… se querem persistir no erro crasso, vai ser o clássico modelo do brasileirismo que teima em passar por etapas civilizatórias que outros passaram e se deram mal… copiemos os bons modelos e não os que cabalmente demonstraram que não deram certo….

    2. NSA

      27 de abril de 2014 8:16 pm

      CIA detected!

      CIA detected!

  17. juarez.j.j.

    27 de abril de 2014 3:57 pm

    Europeu

    Por aqui as coisas são diferentes, as correntes são outras. Se Duménil pensar Brasil, vai verificar que estamos vivendo a tentativa, forte, do retorno da alta inflação e suas cirandas. Vai perceber que os grandes opositores, meio que fora do poder central, lutam por isso ferozmente, exatamente por tratar-se de uma arma de dois gumes. O primeiro gume estão utilizando para tentar cortar políticamente, por descrédito, governos adversários. Já o segundo gume será utilizado, na sequência do primeiro, para aparar o fortalecimento das classes menos providas que sofrem com as altas inflações mas proporcionam a êles grandes ganhos, principalmente os lucros inflacionários. Resumindo: Duménil não é do Brasil.

  18. Oblesq

    27 de abril de 2014 4:26 pm

    Eu penso que a tese do

    Eu penso que a tese do Francês esta mais para um desejo do que realidade. O pensamento e as práticas neoliberais estão presentes e espalhados por ai. Seja pela globalização, seja pelo livre e irrestrito mobilidade de capitais, pela transferência de bens públicos para bolsos privados, pela exploração de mercados e recursos naturais por parte das transnacionais. Vale apena chamar a atenção que capitalismo não tem nada a ver com democracia. Podem ou não estar juntos e depende muito dos ingredientes e da composição. O espectro de manobra do capitalismo, fascista, neoliberal, é muito amplo e totalmente desconectado das necessidades do Estado e do cidadão. Os avanços tecnológicos possibilitáram uma grande concentração dos meios de produção. Ganha-se em escala, “custo final” mas também geram  perdas de postos de trabalho, renda, impostos. O capitalismo neoliberal  reduziu o conceito de democracia deixando de fora os cidadãos das decisões mais importantes. Ao cidadão resta apenas o direito de votar e de consumir o que é muito pouco. O neoliberalismo não morreu , quem esta morrendo é a democracia. Precisamos urgente de mais democracia com valores sociais.

  19. everaldo s alencar

    27 de abril de 2014 5:03 pm

    …quem vai estabelecer, a

    …quem vai estabelecer, a nova organização, política, econômica, cultural e social, não será nenhum gênio partidário do neoliberalismo, comunismo, sociaçismo, os krai, o senhor de todos, os senhores será o clima…o clima…o clima.

    simples assim…alguém duvida ???

  20. Andre SP

    27 de abril de 2014 5:35 pm

    Aqui no blog exceto alguns

    Aqui no blog exceto alguns reacionários, todos tem a mesma percepção que o capitalismo está morto e é nocivo. A questão nem é, se é neoliberal ou não. Quando olhamos para um mercado e vemos que existe demanda, mas, falta capital para expandir esta demanda, isto mostra que o capitalismo além de injusto é seletivo.

    Não vejo a classe dominante preocupada com um desenvolvimento social, vejo sim, elas querendo saber como é que vão poder ganhar mais. Se todos os esforços estivessem direcionados a promoção de bem estar e desenvolvimento social em vez de bens de consumo a realidade do país seria outra, mas, isto não da lucro, só gera custo e o país quebra.

    Dai vem a tola meta, temos que exportar mais… Isto não resolve, só joga para frente o abacaxi. O brasil já está condenado a ser um exportador de grãos para a humanidade. Isto é um fato irrefutável para evitar guerras, mas, como estes paises farão estes pagamentos e em que forma se dará as negociações globais é que é o problema mundial.

    De que viverá populações de paises exportadores de petroleo quando ele acabar? Viverão de renda? Não vejo saida para o mundo sem socializar mercados.  

    1. Ozzy

      27 de abril de 2014 7:01 pm

      Juro que tentei entender

      Juro que tentei entender alguma coisa da sua postagem, mas não consegui.

      Todos aqui (exceto os reacionários) acham o capitalismo nocivo? Acho que nem o blogueiro acha isso.

      O capitalismo é injusto pq há uma demanda e falta capital para expandir essa demanda? Não faz nenhum sentido.

      Depois entra uma falsa dicotomia entre “esforços para promover bem estar” e “produção de bens de consumo”, como se grande parte do que se convenciona chamar de “bem estar” não dependesse do acesso aos tais bens de consumo. Ou dá pra se ter bem estar sem comida, roupa, etc? Ter um carro não aumenta “bem estar”? E uma casa com móveis, eletrodomésticos, etc?

      O Brasil está “condenado a ser um exportador de grãos”? Isso quer dizer que nosso solo é amplo e fértil. Isso é ruim? Deveríamos salgar a terra para parar de exportar grãos? Não é pelo fato de exportarmos grãos que o país ainda é pobre.

      De que viverão as populações dos países exportadores de petróleo? Diria que, atualmente, elas já vivem muito mal pois na ampla maioria dos casos são países governados por ditadores e ladrões e o povo não vê nada das riquezas geradas pela exportação de petróleo. Talvez quando secar a fonte do dinheiro fácil das corjas que dominam esses países, os povos consigam até melhorar de vida.

  21. Bin C.

    27 de abril de 2014 6:46 pm

    UCRÂNIA  é o mais recente e

    UCRÂNIA  é o mais recente e fresco caso da promoção neoliberal promovida pelo aspecto militar do neoliberalismo vis US/NATO junto com grandes interesses privados.

    Preciso desenhar?

  22. Marcelo Castro

    27 de abril de 2014 6:56 pm

    transição pode durar décadas

    A forma aguda do neoliberalismo, como verificada nos anos 90, não tem retorno. Por outro lado formas mais brandas podem durar por décadas já que o sistema se “vacinou” contra crises.  Os próximos paradigmas economicos serão ditados por condições naturais extremas como o aquecimento global.

    O pior legado desta modalidade de capitalismo me parece ser o de impedir que revoluções tecnológicas modifiquem significativamente as engrenagens da economia. Hoje temos uma tecnologia dirijida pela economia quando o desejável seria o inverso.  

  23. Antônio Paulo

    27 de abril de 2014 7:55 pm

    Luis Nacif On Line

    Que tal o modelo econômico do governo Dilma? Pode ser a solução para o mundo sem rumo!!!

  24. Daniel Krein

    27 de abril de 2014 8:07 pm

    Avanço dentro do capitalismo

    No século XV, a Europa, após se recuperar das perdas populacionais decorrente das recorrentes pestes, atingiu a população de 50 milhões de pessoas. 90% dessa população vivia no campo e pequenas vilas, e 90% desses 90% eram servos, distribuídos em cerca de 5.500 feudos. O índice de assassinatos nas cidades era de cerca de 40 pessoas por 100 mil habitantes por ano, 40 vezes mais alto do que na atualidade. A principal estratégia de guerra entre os feudos era dizimar a população de camponeses e artesãos dos feudos adversários, pois os castelos eram fortificados. É pouco provável que menos de 25% dos habitantes dos feudos morressem assassinados, principalmente pelas milícias montadas dos feudos rivais, embora não haja registros desses números. A vida média das pessoas era coisa de 30 anos. Com o Renascimento veio o capitalismo e no final do século XVI iniciou-se a Revolução Científica, que deu origem ao mundo moderno.  A população europeia é hoje dez vezes maior e a vida média é de 70 anos.

    Vivemos sem dúvida em um mundo iníquo, em que os benefícios da afluência econômica são muito mal distribuídos, mas no passado as coisas eram muito piores. Se vivesse na Europa antes do capitalismo, o frequentador deste blog teria mais de 80% de chance de ser um servo miserável e sem direitos individuais. Claro que as injustiças atuais não ficam legitimadas pelo fato de que no passado elas foram muito piores. Temos que avançar, e muito. Mas é muito improvável que as melhoras necessárias possam ser conseguidas fora do sistema capitalista de produção. Estávamos avançando por meio do welfare state, e nos países escandinavos continuamos avançando, mas a liberação excessiva da economia, principalmente do capital financeiro, gerou retrocesso nos EUA e quase toda a Europa. Não podemos dizer que os países escandinavos são socialistas, pois também neles quase todos os meios de produção são privados, e o Estado atua nas áreas pouco atrativas pelo capital. Por exemplo, na Noruega apenas metade da produção do petróleo é realizada pelo Estado, e este é de longe o setor mais estatizado da economia.

    A lógica, a ética e o método do welfare state é a do Estado distribuidor da riqueza produzida pelo setor privado. Saúde, e educação fornecidas gratuitamente pelo Estado e doação de uma renda mínima (na verdade bem alta para os padrões brasileiros) aos menos favorecidos pelas circunstâncias e até mesmo pelos próprios genes. Num horizonte de tempo discernível, o welfare state parece ser o único caminho para o progresso.

    Há ainda outros problemas inerentes a um mundo superpovoado e afluente, cujo enfrentamento é altamente desafiador. O consumismo é incentivado pelo capitalismo, mas em grande parte ele decorre de outros elementos da natureza humana, como por exemplo a avidez por status. Mas a natureza humana é grandemente maleável e pode ser modificada pela cultura. A cultura consumista e o status que a posse de bens supérfluos confere precisam ser combatidos por meio da educação. Sem isso, o progresso econômico certamente nos levará a calamidades extremas. Tudo isso depende de Estados fortes e atuantes.

  25. Francisco1789

    27 de abril de 2014 8:57 pm

    O modelo já amadureceu sim

    O modelo já amadureceu sim senhor. É o “capitalismo vigiado”. É a via da América do Sul. Essa via ainda não floresceu plenamente porque o regime economico anterior é também um regime politico fortissimo e qualquer variação cheira a revolução. E é, mas não do jeito que pensam.

    Nesse novo esquema, o capitalismo é visto como sendo capaz de trazer boas contribuições para a sociedade, assim como um cão fila trás segurança para a casa do seu dono. O cão fila  tem sua função e a sociedade usufrui dela, sem preconceitos contra a “raça canina assassina”. O cão curte o seu filé sossegado, mas no seu canto.

    Contudo, note que nessa nova arrumação, o capitalismo deve ser entendido como parte da sociedade, e não a sociedade como parte do capitalismo. A compreenssão que essa crise gerou é de que um cão fila sem coleira, morde o ladrão, o vzinho, o dono, o sofá e ainda caga na sala. A besta fera fica descontrolada. Na nova acepção o capitalismo deve ser controlado pelo voto. Socialismo? Talvez, se pensar em socialismo como sociedade gerida pela sociedade.

    Esse arranjo lembra muito o keynesianismo, mas não é. Note que nesse novo arranjo, o capitalismo fica no quintal e não na poltrona de couro da sala. A existencia fisica do cão não é questionada, seu territorio, sua casinha, caixa de areia… seu espaço é, como a prorpiedade privada, sagrada. Mas ele serve aos objetivos estratégicos da casa e não o inverso. Ele ganha, a sociedade ganha: inovação e produtividade. A mais valia é menor, por certo, mas existe.

    Esse modelo não esta pleno em lugar nenhum. Por medo. Medo do capital, de sumir, e medo da socieddae de tudo voltar a antes, sem cerimônia e a bagaça da crise acontecer de novo daqui a uma semana. É preciso experimentar. O Brasil, a despeito de tudo, está na vanguarda, mas a Venezuela (ponta de lança) precisa ser entendida como uma experiencia em curso da qual o mundo pode se beneficiar ou, se der errado, ignorar…

  26. Sergio Ricardo

    27 de abril de 2014 9:39 pm

    Morreu e esqueceram de enterrar

    Logo quem ele afirma está morto. O neoliberalismo. Logo quem. O adoradinho de 11 entre 10 petistas “socialistas”. O salvo-conduto das mediocridades assistencialistas.

    Eu hein!!!

  27. Adriano Luiz

    27 de abril de 2014 9:50 pm

    MODELO CHINêS

    Acho que o modelo chinês a tempo vem se consolidando no mundo. Além da intervenção estatal na economia, o nuhdo deverá se adaptar com novas regras trabalhista, bem mais flexiveis, ou seja, redução de salarios.

  28. Liane Dornelles

    27 de abril de 2014 9:54 pm

    Inevitabilidade histórica: um vício do pensamento linear
    Muitos, ao pensarem no futuro do mundo, seja mais próximo ou mais distante, visualizam um ponto em que ele estará se continuar a seguir o mesmo curso que segue hoje, e que em muitas fases históricas tem seguido; ocorre que ele na realidade segue e sempre seguiu em curva, sempre mudando sua direção, e tem todo potencial para mudar de forma ainda mais radical, mais espantosa e menos previsível. Disto decorre, entre outras coisas, que o conceito de Marx de “inevitabilidade histórica”, tido por tantos como verdade irrefutável, é um de seus muitos equívocos. A criatividade, a vontade e a engenhosidade humanas são infinitas.Esses teóricos e suas “previsões” e certezas presunçosas e inconfiáveis… Acabo de ler um no UOL um texto do mal disfarçado marxista Paul Krugman resenhando com muita parcialidade e paixão (no pior sentido do termo) a obra recém lançada “O Capital no Século XXI”, do  economista francês Thomas Piketty. Apesar dos assuntos diferentes entre aquela matéria e esta, não vi muita diferença entre elas: ambas defendem. com maior ou menor sutileza, o socialismo (ou qualquer outra forma de governo distributivista). Também sou até certo ponto distributivista, mas completamente contra o socialismo –  e prefiro não me definir como isto ou aquilo, porque realmente não me alinho a nada hoje existente, embora tenha conhecido algumas teorias de um ou outro capitalista com preocupações humanitárias e ambientais que me agradaram bastante, entre outras razões pelo seu inteligente, embasado, convincente e confiável pragmatismo, sua generosidade contida e, por isso mesmo, com força de verdade, sem os excessos teatrais e demagogos de “amor à humanidade” de boa parte dos socialistas. Mas não vou apresentar aqui nenhuma tese econômica, política, social ou ambiental para refutar os senhores Nassif e Dumenil, porque, como sabemos… palavras… leva-as o vento. É aquela velha história: cada um defende o que quer e não vai mudar de opinião mesmo diante do melhor contra-argumento. Só quero deixar aqui o seguinte: muitos, ao pensarem no futuro do mundo, seja mais próximo ou mais distante, visualizam um ponto em que ele estará se continuar a seguir o mesmo curso que segue hoje, e que em muitas fases históricas tem seguido; ocorre que ele na realidade segue e sempre seguiu em curva, sempre mudando sua direção, ainda que sutilmente em algumas épocas, e tem todo potencial para mudar de forma ainda mais radical, mais espantosa e menos previsível. (E não caiam no erro empoeirado e viciado de imediatamente associar “radicalismo” a “socialismo” ou congêneres. Porque… surpresa: existe vida inteligente, ousada e bondosa na direita, e eventuais mudanças podem perfeitamente partir dela.)  Talvez seja desnecessário, mas quero dizer também que, dada essa não linearidade do curso da história, tem-se, entre outras coisas, que o conceito de Marx de “inevitabilidade histórica”, como talvez vocês saibam, ou pelo menos suponham, é um de seus muitos equívocos. A criatividade, a vontade e a engenhosidade humanas são infinitas. Proponho ainda algo para vocês refletirem e, se quiserem e acharem importante, tirarem suas próprias conclusões: e se eu dissesse que na direita podem estar algumas das pessoas mais criativas, engenhosas, inovadoras, inteligentes, revolucionárias e menos conservadoras? E que (não é hora para modéstia) eu estou entre essas pessoas? (Evito dizer “humana”, porque acho demagogo, além de um argumento fraco: posso estar mal informada, mas desconheço alguém que se declare desumano.)   

  29. Liane Dornelles

    27 de abril de 2014 10:04 pm

    Esses teóricos e suas “previsões” e certezas presunçosas e incon
    Acabo de ler um no UOL um texto do mal disfarçado marxista Paul Krugman resenhando com muita parcialidade e paixão (no pior sentido do termo) a obra recém lançada “O Capital no Século XXI”, do economista francês Thomas Piketty. Apesar dos assuntos diferentes entre aquela matéria e esta, não vi muita diferença entre elas: ambas defendem. com maior ou menor sutileza, o socialismo (ou qualquer outra forma de governo distributivista). Também sou até certo ponto distributivista, mas completamente contra o socialismo – e prefiro não me definir como isto ou aquilo, porque realmente não me alinho a nada hoje existente, embora tenha conhecido algumas teorias de um ou outro capitalista com preocupações humanitárias e ambientais que me agradaram bastante, entre outras razões pelo seu inteligente, embasado, convincente e confiável pragmatismo, sua generosidade contida e, por isso mesmo, com força de verdade, sem os excessos teatrais e demagogos de “amor à humanidade” de boa parte dos socialistas. Mas não vou apresentar aqui nenhuma tese econômica, política, social ou ambiental para refutar os senhores Nassif e Dumenil, porque, como sabemos… palavras… leva-as o vento. É aquela velha história: cada um defende o que quer e não vai mudar de opinião mesmo diante do melhor contra-argumento. Só quero deixar aqui o seguinte: muitos, ao pensarem no futuro do mundo, seja mais próximo ou mais distante, visualizam um ponto em que ele estará se continuar a seguir o mesmo curso que segue hoje, e que em muitas fases históricas tem seguido; ocorre que ele na realidade segue e sempre seguiu em curva, sempre mudando sua direção, ainda que sutilmente em algumas épocas, e tem todo potencial para mudar de forma ainda mais radical, mais espantosa e menos previsível. (E não caiam no erro empoeirado e viciado de imediatamente associar “radicalismo” a “socialismo” ou congêneres. Porque… surpresa: existe vida inteligente, ousada e bondosa na direita, e eventuais mudanças podem perfeitamente partir dela.)

    Talvez seja desnecessário, mas quero dizer também que, dada essa não linearidade do curso da história, tem-se, entre outras coisas, que o conceito de Marx de “inevitabilidade histórica”, como talvez vocês saibam, ou pelo menos suponham, é um de seus muitos equívocos. A criatividade, a vontade e a engenhosidade humanas são infinitas. Proponho ainda algo para vocês refletirem e, se quiserem e acharem importante, tirarem suas próprias conclusões: e se eu dissesse que na direita podem estar algumas das pessoas mais criativas, engenhosas, inovadoras, inteligentes, revolucionárias e menos conservadoras? E que (não é hora para modéstia) eu estou entre essas pessoas? (Evito dizer “humana”, porque acho demagogo, além de um argumento fraco: posso estar mal informada, mas desconheço alguém que se declare desumano.)

    1. Sérgio T.

      28 de abril de 2014 12:04 pm

      Não entendi

      Não entendi porque ao passar o mouse no seu nome, aparece que você é cadastrada e quando dou o “clik” sou remetido a uma página fora do blog, uma de música…

      Pitonisa qualquer um pode ser, sem problema nenhum, mas esse negócio de ir parar em outra página não é legal.

      1. Ed Döer

        28 de abril de 2014 2:36 pm

        Sérgio,
        Esse recurso é bem

        Sérgio,

        Esse recurso é bem comum em blogs, mas nunca tinha visto por aqui antes.

        E olhando agora, para não cadastrado, existe o campo para “sua página” no campo de postagem. Deve ter sido de onde saiu o link provavelmente, pois é o que vejo por aí na rede.

        É um recurso interessante para os usuários (que querem divulgar algum site/blog), mas ao mesmo tempo poderia representar um risco caso o link aponte para algum site malicioso, o que não foi o caso da comentarista.

  30. Antonio Rico

    27 de abril de 2014 11:49 pm

    se o neo liberalismo morreu

    se o neo liberalismo morreu precisam avisar a Cingapura, Australia e Nova Zelândia. Porque por lá tá vivinho da silva.

  31. lene angeli

    27 de abril de 2014 11:51 pm

    Demorou!

    Um sistema que veio para excluir a maioriia em favoretismo de algumas classes econômicas, valorizando quem conseguia juntar valores não importando a forma até que foi longe demais. Inverteu valores e metade da população mundial sofreu e sofre terríveis consequências. Saber que já se reconhece o fim do neoliberalismo como abrir espaço para a implantação de um novo sistema econômico – um humanistamente sustentável, tem sabor de vitória e sentimento de dever cumprido a aqueles que tanto pregaram contra esse sistema gelado de humanidade. 

    Que os filósofos sejam ouvidos agora não por defender minorias mas sim o povo – aqueles que defendem direitos gerais, sem detrimentos de ninguém, tampouco favorecimento de minorias quer elas quem quer que sejam. Ou todos ganham, sem discriminação, ou virá novos erros por aí!… 

    Que Deus nos ajude em nossas novas escolhas! 

  32. Alexandre Weber - Santos -SP

    28 de abril de 2014 12:40 am

    Não vejo novo modelo como o Nassif

    Temos um dirigismo estatal e um liberalismo ou neo-liberalismo que é a casca que a essência oculta.

    Novo modelo implica em mudar o que está por trás das aparências, que é o controle do dinheiro.

    Mesmo a nova moeda dos Brics e seu Banco Internacional não irão mudar este modelo, querem mudar quem manda nele.

    Talvez os robos inteligentes, com AI e IA consigam descobrir um novo modelo, pois com as possibilidades da computação quântica estes problema anteriormente intratáveis passam a ser determináveis.

    “Nada na natureza é por acaso … se alguma coisa parece ser por acaso é por nossa falta de conhecimentos.” Spinoza

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=v7UzWRccPKI%5D

  33. Severino Fernandes

    28 de abril de 2014 1:07 am

    O fim do neoliberalismo livra
    O fim do neoliberalismo livra a humanidade de um dos mais tirânicos e desumanos ciclos do capitalismo global… ciclo esse marcado por privatizações massivas e retirada do Estado de seu papel de regulador da economia, o que resultou em desemprego, empobrecimento, ampliação das desigualdades sociais, redução de poder e importância de governos e Estados Nacionais (com consequente fortalecimento de grandes corporações capitalistas – em especial as ligadas ao capitalismo financeiro), concentração de renda em favor dos mais ricos… enfim, tudo de ruim…Esse ciclo perverso, iniciado por Margaret Thatcher (na Inglaterra) e Ronald Reagan (nos EUA), a partir do “laboratório” experimentado no Chile da tirânica e sanguinária ditadura do generalíssimo Augusto Pinochet, é um ciclo que não deixará saudades…Que a humanidade seja capaz de construir um novo modelo baseado na auto-sustentabilidade e na justiça social… Que tenha compromisso com a vida das pessoas e com a vida do planeta… E que dê menos ênfase ao consumismo desregrado e ênfase alguma ao financismo parasita..

  34. anac

    28 de abril de 2014 1:30 am

    Marx o profeta havia

    Marx o profeta havia sentenciado qual seria o destino do capitalismo ao seguir a linha que em meados do século XIX insinuava com perfeita clareza: a concentração do capital em poucas mãos produziria um mundo onde apenas um número muito pequeno de pessoas teria o maior número de riquezas, ao passo que o sistema não poderia seguir o ritmo de seu próprio crescimento desproporcionado. A quantidade de riquezas produzidas e o contínuo aumento da população não permitiriam o desenvolvimento igualitário de todos os indivíduos, ao que se somava o fato de que o ritmo de crises cíclicas acabaria aumentando com o tempo até chegar ao ponto da inevitável queda do sistema.

    Norberto Bobbio: esquerdista hoje em dia é quem, aspirante à igualdade certo da insuficiência da simples liberdade exposta ao assalto do poderoso, luta a favor dos desvalidos.

  35. anac

    28 de abril de 2014 1:30 am

    Marx o profeta havia

    Marx o profeta havia sentenciado qual seria o destino do capitalismo ao seguir a linha que em meados do século XIX insinuava com perfeita clareza: a concentração do capital em poucas mãos produziria um mundo onde apenas um número muito pequeno de pessoas teria o maior número de riquezas, ao passo que o sistema não poderia seguir o ritmo de seu próprio crescimento desproporcionado. A quantidade de riquezas produzidas e o contínuo aumento da população não permitiriam o desenvolvimento igualitário de todos os indivíduos, ao que se somava o fato de que o ritmo de crises cíclicas acabaria aumentando com o tempo até chegar ao ponto da inevitável queda do sistema.

    Norberto Bobbio: esquerdista hoje em dia é quem, aspirante à igualdade certo da insuficiência da simples liberdade exposta ao assalto do poderoso, luta a favor dos desvalidos.

  36. anac

    28 de abril de 2014 1:39 am

    “Não é para esquecer a noção

    “Não é para esquecer a noção de indivíduo, mas sim reconstruí-la.Temos que fazer o indivíduo existir fora dos valores do mercado. O indivíduo do estalinismo foi dissolvido na massa do coletivismo; o indivíduo do nazismo e do fascismo foi dissolvido na raça, o indivíduo do liberalismo foi dissolvido no egoísmo. O indivíduo liberal é um escravo de suas paixões e de suas pulsões. Devemos nos elevar desse caminho sem saída liberal parar recriar um indivíduo aberto ao outro, capaz de realizar-se totalmente.

    Há textos filosóficos de Karl Marx que não são muito conhecidos e nos quais Marx queria a realização total do indivíduo fora dos circuitos mercantis: no amor, na relação com os outros, na amizade, na arte. Poder criar o máximo a partir das disposições de cada um. Talvez seja o caso de recuperar esse relato do Marx filósofo e esquecer o do Marx marxista.” Dany-Robert Dufour

  37. Svibra

    28 de abril de 2014 6:45 am

    Em que pé estamos?

    Sem saber responder esta questão não saberemos pra onde ir.

    Na bolha com início 5 anos antes da quebra de 1929, a euforia foi tanta com extraordinário lucros e o crédito era tão exuberante para financiar especuladores, criando a cultura do desenvolvimento próspero e riqueza para todos.  O consumo relativo nunca foi tão alto.  Os que tiveram a extraordinária visão – não mais do que meia dúzia – de perceber que aquilo era uma loucura que teria um breve fim trágico, foram chamados de impatriotas, coisa de comunista.

    A certeza de lucro rápido para os especuladores, criaram as condições para o surgimento de grupos de magnatas que ganhavam ainda mais do que o investidor comum.  Criavam diariamente fundos de investimentos para trabalhar a descoberto – não existia a ação nas negociações, somente o uso do valor das ações reais, negociadas na bolsa de valores. Uma grade carteira de clientes que preferiam especular a descoberto foi criada, baseado na respeitabilidade dos criadores dos fundo,  Entretanto o real objetivo deste grupos era a maxização destes lucros e montavam operações para forçarem a queda ou a valorização rápida de algum tipo de papel e através de compra e venda de centenas de ordens disfarçadamente distribuídas entre as corretoras tanto as locais de NY quanto em todas as metrópoles dos EUA e até no exterior.   As ordens de compra ou de venda eram pré-estabelecidos pelo operador do grupo (um dos seus membros). Através das leis naturais do oferta e procura, foi propiciou ao grupo estabelecer o valor das ação ao final previsto para a operação.  Dependendo da estratégia escolhida, vender na alta e compra na baixa ou vice versa, o grupo determinava o valor desejado para a ação. Todos os grandes magnatas entraram nesta.  A escolha do operador do grupo era um dado secundário – o esquema era sempre o mesmo e bastava copiar o anterior, alterando o papel, as corretoras, e as informações em off para os jornalistas e a divulgação seletiva inside de executivos bem pagos para isto.  Ao mesmo tempo funcionários do grupo ou das corretoras pescavam o movimento e passavam pessoalmente também a acompanhar a jogada.  A lucratividade foi tão grande que permitiu o surgimento de verdadeiras quadrilhas dentro das instituições, que usavam recursos disponíveis de clientes das instituições, muitos que tinham atividade normais para o crescimento da nação.  Passou a ser um hobby e depois um vício a surgimentos destes grupos criminosos (os dos Magnatas também foram, mas aí é outra história).

    Estas quadrilhas de membros futuros suicidas, aumentaram bilionariamente a suas dívidas com as instituições, o lucro eram imediatamente reaplicado e ou gasto em luxo, status, lazer e criação de novos tipos de criminalidade e novos tipos de corrupção.  O especulador normal pode ter perdido tudo, porém seu património aliviava o sofrimento, porém estas quadrilhas não tinham como honrar as suas dívidas, milhares de vezes maiores do que os patrimônios. Com isto, as instituições que não fizeram o dever de casa, ruíram e milhares de clientes que não tinham tempo para acompanhar hora a hora o movimento especulativo, também perderam todos os bens.

    O FED, quando tentava frear o crédito que alimentava o crescimento da bolha, foi bombardeado pelos grupos influentes, chegando a alterar as eleições presidenciais para conter o FED (autônomo, porém sensível a faca no pescoço).

    A tentativa de reação destes clientes, promovendo manifestações e ações judiciais para identificar os verdadeiros responsáveis, passaram aos olhos dos especuladores, neste tempo em grande maioria, a entrarem para a categoria de comunistas – bem que lhe disse que eles, os comistas, infiltraram-se no sistema financeiro para provocar a quebra, alardeando falsos boatos de que tudo iria acabar – o pânico geral foi tão grande que ninguém mais duvidava que os comunistas haviam criado uma cabeça de ponte nos EUA, e seria preciso atitudes enérgicas do governo para conter a propagação desta “raça”.

    Quem não perceber que o Capitalismo é uma bolha, centenária é fato, onde grande parte das atividades já não são as de produção e sim das especulativas e toda a estrutura burocrata para “administrar” e “regulamentar” esta produção, com o “proposito” de serem a nossa salvaguarda. O próprio sistema já se entregou ao criar o lema de que “não existe almoço grátis”.  O consumismo pagará o seu preço. Ele será futuramente cobrado com juros e correção monetária para toda a humanidade.

    Onde estamos nesta novela capitalista selvagem x comunista sanguinário? Ainda há muito tempo para mudar o rumo, ou a coisa já vai começar a feder?

    A ineficiência dos Estados colonizados não é por acaso.  Foi arquitetada para manter o poder colonialista.  Quando acontecer a grande quebra, estes colonizados vão tentar penalizar os verdadeiros culpados e passarão a pertencer ao eixo do mal. Países absolutamente democráticos, passarão a categoria de traiçoeiras, mal reconhecidos, criadores de dificuldades, e sobres elas cairão as bombas nazistas originais agora, na imprensa internacional.  O barulho é ensurdecedor e novamente para os que não tem tempo ou não querem perder a novela das 8 para verificar a veracidade das informações organizadas pela imprensa cúmplice e sócia para a eternização da bolha, ou pelo menos para o seu alongamento, acreditarão que comunista come criançinha, por mais paradoxal que isto possa parecer. Desastres internacionais, intervenções, manipulações dos poderes dos seus satélites, etc, serão esmaecidos ao tempo que exacerbação das reportagens investigativas de delitos infinitamente inferiores do eixo do mal, fará a lavagem cerebral e modificará as atitudes dos leitores desta imprensa.

    Os sentimentos mais nobres da humanidade para ela mesma, agradecem e pedem permissão para se retirar.

    Ao final da bolha, o conflito inexorável entre os que acham que o lucro é privado, mas o prejuízo é estatizado e no outro lado todos que não participaram da montagem do grande grupo, pelo menos não consciente – a maioria que recebeu a lavagem cerebral desde o berço, talvez já registrada no DNA será ainda mais desastrosa. Nos aproximamos do abismo e o poder continua gargalhando achando que vão pular do barco a tempo.  Infelizmente, como aconteceu em 1929 muitos conseguiram.

    Em que pé estamos nesta grande e fatal bolha?

  38. Vander

    28 de abril de 2014 2:10 pm

    Por que não começar por algo

    Por que não começar por algo parecido com o que faz a Finlândia?

    Segundo Paulo Nogueira, que escreve no Diário do Centro do Mundo, no sistema finlandês:

    1)Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro.

    2)Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida.

    3) Os professores são extraídos dos 10% mais bem colocados entre os graduados.

    4) As crianças têm um professor particular disponível para casos em que necessitem de reforço.

    5) Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste.

    6) Os alunos são instados a falar mais que os professores nas salas de aula. (Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 85% do tempo numa sala é o professor que fala.)

    Isto é uma amostra, apenas.

    Claro que, para fazer isso, são necessários recursos. A carga tributária na Finlândia é de cerca de 50% do PIB. (No México, é 20%. No Brasil, 35%.)

    Os escandinavos formaram um consenso segundo o qual pagar impostos é o preço – módico – para ter uma sociedade harmoniosa.

    Não é à toa que, também nas listas internacionais de satisfação, os escandinavos apareçam sistematicamente como as pessoas mais felizes do mundo.

    Para ver de perto o jeito finlandês de educar crianças, basta ver um documentário que está no youtube ( http://youtu.be/c3myoabUBFA).

    1. Conde de Rochester

      30 de abril de 2014 7:51 pm

      País algum é prospero sem que seja por este caminho

      É exatamente o que falta para o Brasil.

      Infelizmente o modelo politico e os politicos deste País, não tem interesse em qualquer programa que ultrapasse seus planos limitados de poder. O planejamento politico foca em modelos estratéticos para os partidos se manterem no poder e não o que realmente deveria interessar para a Nação.

      A Coréia do Sul é outro exemplo de sucesso.

      O crescimento econômico da Coreia do Sul nos últimos 30 anos foi espetacular.

       O sucesso econômico do país se deve a um sistema de laços íntimos desenvolvidos entre o governo e a iniciativa privada, que inclui crédito facilitado, restrição a importações, subsídios a determinados setores e incentivo ao trabalho.

      Esse patamar de qualidade e de acesso à educação foi atingido, segundo especialistas, graças a um maciço investimento em educação (em 2009, segundo o Banco Mundial, esse investimento foi de 5% do PIB, ou seja, US$ 47,1 bilhões) – principalmente na formação dos professores, no investimento em material de apoio e na melhoria da estrutura e funcionamento das escolas – combinado com a cultura asiática de disciplina e valorização do ensino.

       

  39. Calvin

    28 de abril de 2014 6:08 pm

    “o ciclo do neoliberalismo

    “o ciclo do neoliberalismo teve dois propagandistas-chave, Margareth Thatcher e Ronaldo Reagan. Agora, ainda não amadureceu nenhum modelo.”

    De neo não tem nada, o liberalismo sempre existia. Mas falta um detalhe: quem desregrou o mercado foi o BC do democrata Bill Clinton!

  40. Miguel A. E. Corgosinho

    28 de abril de 2014 9:47 pm

    Junto com a paz interior vem a desgraça exterior?

    Junto com a paz interior vem a desgraça exterior de financiamentos dos direitos sociais…

    Francamente, uma das causas que colocam em jogo o seu casamento, o seu lar e o seu país é o comportamento de um povo que nunca se erque por uma história dos resultados que faz as conexões dos seus valores. 

    Por que vocês não querem embarcar em um padrão de unidade nacional? 

    A palavra unidade significa que um valor estava dentro de alguma coisa e que o mesmo valor estaria dentro de você. 

    O valor significa uma graça de Deus que não merecemos acumular.

    Marx disse que quando o homem fosse capaz de dominar o movimento interno da economia ele seria o Deus na terra.

    Nem por isso temos que aceitar que os EUA junto com o FED façam por nosso país a poderosa unidade de acumulação dos nossos valores.

    Mas como cada país pode adquirir esse dom superior da acumulação de valor? O valor testifica a riqueza que possuimos! 

    A unidade matemática do movimento interno com a produção, na qual o resultado da unidade de valor é a graça métrica do crescimento para o Estado, permite reativar o modelo de créditos para obras e financiamentos como um meio exterior de utilidade pública.

    Temos agora um dom de acumulação…

    Não me digam que não merecemos.

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