O presidente Lula (PT) mantém a liderança na corrida pela Presidência da República em todos os cenários de primeiro e segundo turno, segundo pesquisa do instituto Ideia divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Canal Meio. No levantamento, o atual mandatário aparece à frente dos principais nomes avaliados pela oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Cenários de primeiro turno
Na pesquisa estimulada, quando o nome de Flávio Bolsonaro é apresentado como o candidato do PL, Lula lidera com 40,4% das intenções de voto, seguido pelo senador, que alcança 32%. Nesse cenário, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, Romeu Zema (Novo) tem 2,5%, enquanto Aécio Neves (PSDB) e Renan Santos (Missão) registram 2% cada.
Quando Michelle Bolsonaro assume a vaga de candidata do partido, Lula repete os mesmos 40,4%, enquanto a ex-primeira-dama pontua 29,4%. Em seguida aparecem Caiado (7%), Zema (4,4%), Renan Santos (3,5%) e Aécio Neves (3,2%).
Na modalidade espontânea, na qual os nomes não são informados previamente aos entrevistados, Lula é citado por 32,8% e Flávio Bolsonaro por 20,3%. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente inelegível e em prisão domiciliar, é lembrado por 1,3% dos eleitores. Os indecisos somam 33,1%.
Simulações de segundo turno
Nas projeções de segundo turno, Lula vence todos os adversários testados. No confronto direto com Flávio Bolsonaro, o petista obtém 45% contra 40% do senador. O resultado mostra estabilidade em comparação com a rodada de 28 de maio, quando o placar era de 46,5% a 41,4%.
Contra Michelle Bolsonaro, a vantagem do atual presidente é de nove pontos percentuais (45% a 36%). Nos demais embates diretos, Lula atinge os mesmos 45% contra Ronaldo Caiado (37,6%), Romeu Zema (37%), Renan Santos (33%) e o ex-ministro Joaquim Barbosa (23%).
Avaliação e rejeição
O levantamento também mediu os índices de rejeição dos pré-candidatos. Lula é rejeitado por 46,4% dos entrevistados, que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro tem a rejeição de 43,4% do eleitorado.
A administração federal é classificada como ruim ou péssima por 41% os ouvidos, enquanto 32,5% a consideram ótima ou boa, e 24,5% a avaliam como regular. A aprovação pessoal de Lula está em 46,5%, contra 48,5% de desaprovação. Em maio, os índices eram de 46,6% e 51,4%, respectivamente.
A pesquisa também repercutiu o vídeo publicado por Michelle Bolsonaro em 24 de junho, no qual ela expôs desavenças com Flávio, seu enteado. Entre os que tomaram conhecimento da gravação, 64% avaliam que as declarações da ex-primeira-dama foram totalmente verdadeiras ou mais verdadeiras que falsas. Além disso, Michelle foi apontada por 15,4% como a mulher mais poderosa do país hoje, seguida pela primeira-dama Janja, com 9%.
Efeitos da Operação Compliance Zero
Os entrevistados foram questionados sobre a nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que realizou buscas em endereços ligados ao senador Jaques Wagner (PT-BA) no caso Banco Master. O episódio é de conhecimento de 56,8% os eleitores.
Para 42% dos ouvidos, o caso não altera a chance de votar em Lula, ao passo que 17,3% dizem que a probabilidade diminui. No caso de Flávio Bolsonaro, 36,5% afirmam que o episódio não muda a intenção de voto, mas 29,5% dizem que as chances de votar no senador diminuem. Na percepção do público, 39% apontam Lula como o mais envolvido no caso, enquanto 37,4% apontam Flávio, uma diferença dentro da margem de erro.
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores por telefone em todo o país entre os dias 3 e 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o protocolo BR-05628/2026.
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