19 de junho de 2026

Polícia invade Escola do MST sem mandado judicial

 
Jornal GGN – Nesta sexta-feira (4), policiais civis e militares invadiram a Escola Nacional Florestan Fernandes, do Movimento dos Sem Terra (MST).
 
Segundo testemunhas, os policiais pularam o portão do local e entraram atirando para cima. Os militantes afirmam que foram utilizadas munições letais. De acordo com a Mídia Ninja, duas pessoas foram detidas na escola, localizada em Guararema (SP). 
 
 
“O MST repudia a ação da polícia de São Paulo e exige que o governo e as instituições competentes tomem as medidas cabíveis nesse processo. Somos um movimento que luta pela democratização do acesso a terra no país e a ação descabida da polícia fere  direitos constitucionais e democráticos”, diz o comunicado dos Sem Terra.
 
Hoje, a Polícia Civil deflagrou a Operação Castra em três estados: Paraná e Mato Grosso do Sul, além de São Paulo. Estão sendo cumprindo 14 mandados de prisão. Entre os investigados estão lideranças do MST e também o vereador Claudelei Torrente de Lima (PT), que foi o mais votado em Quedas do Iguaçu (PR) neste ano.
 
Para o MST, a operação reafirma a “tese de que movimentos sociais são organizações criminosas, já repudiado por diversas organizações de Direitos Humanos e até mesmo por sentenças do STJ”. 
 
O município de Quedas do Iguaçu é um local de conflito por terra, em razão da luta dos Sem Terra contra a  Araupel. O MST alega que a empresa se apropriou ilegalmente de terras na região central do Paraná. 
 
Em abril deste ano, uma emboscada contra o acampamento Dom Tomás Balduíno, na cidade paranaense, deixou ao menos dois mortos. Segundo o MST, seguranças e jagunços da madeireira participaram da ação, junto com policiais. 
 
Leia abaixo a íntegra da nota do MST sobre a operação da Polícia Civil: 

Mais uma vez o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é vítima da criminalização por parte do aparato repressor do Estado Paranaense. A ação violenta batizada de “Castra” aconteceu na nessa sexta-feira (04/11/2016), no Paraná, em Quedas do Iguaçu; Francisco Beltrão e Laranjeiras do Sul; também em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

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O objetivo da operação é prender e criminalizar as lideranças dos Acampamentos Dom Tomás Balduíno e Herdeiros da Luta pela Terra, militantes assentados da região central do Paraná. Até o momento foram presos seis lideranças e estão a caça de outros trabalhadores, sob diversas acusações, inclusive organização criminosa.

Desde maio de 2014 aproximadamente 3 mil famílias acampadas, ocupam áreas griladas pela empresa Araupel. Essas áreas foram griladas e por isso declaradas pela Justiça Federal terras públicas, pertencentes à União que devem ser destinadas para a Reforma Agrária.

A empresa Araupel que se constitui em um poderoso império econômico e político, utilizando da grilagem de terras públicas, do uso constante da violência contra trabalhadores rurais e posseiros, muitas vezes atua em conluio com o aparato policial civil e militar, e tendo inclusive financiado campanhas políticas de autoridades públicas, tal como o chefe da Casa Civil do Governo Beto Richa, Valdir Rossoni.

Lembramos que essa ação faz parte da continuidade do processo histórico de perseguição e violência que o MST vem sofrendo em vários Estados e no Paraná. No dia 07 de abril de 2016, nas terras griladas pela Araupel, as famílias organizadas no Acampamento Dom Tomas Balduíno foram vítimas de uma emboscada realizada pela Policia Militar e por seguranças contratados pela Araupel. No ataque, onde foram disparados mais de 120 tiros, ocorreu a execução de Vilmar Bordim e Leomar Orback, e inúmeros feridos a bala. Nesse mesmo latifúndio em 1997 pistoleiros da Araupel assassinaram em outra embosca dois trabalhadores Sem Terra. Ambos os casos permanecem impunes.

Denunciamos a escalada da repressão contra a luta pela terra, onde predominam os interesses do agronegócio associado a violência do Estado de Exceção.

Lembramos que sempre atuamos de forma organizada e pacifica para que a Reforma Agrária avance. Reivindicamos que a terra cumpra a sua função social e que seja destinada para o assentamento das 10 mil famílias acampadas no Paraná.

Seguimos lutando pelos nossos direitos e nos somamos aos que lutam por educação, saúde, moradia, e mais direitos e mais democracia.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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21 Comentários
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  1. Francisco Andrade

    4 de novembro de 2016 1:57 pm

    uma frase,…

    … de Simon Bolívar :

     

    ” MALDITO É O SOLDADO QUE APONTA SUA ARMA PARA O PRÓPRIO POVO ! ”  ……   já qualifica e define essa escória, que traí seu próprio país e seu próprio povo…

  2. Genesio Mouragg

    4 de novembro de 2016 2:18 pm

    Fóóóóra temer!!! fóra seus

    Fóóóóra temer!!! fóra seus golpistas invasores ducarai!!! Estamos assistindo uma polícia invasora! Invasora? Sim, invasora porque são comandadas por torturadores invasores!!! fóóóóóóra temer e patrocianadores invasores!!!…

    1. Leonardo Koppes

      4 de novembro de 2016 2:45 pm

      Invasores e covardes

      Covardes sim. Onde está a valentia deles para combater PCC e CV? Plantar agente do exército em manifestação de estudantes desarmados, invadir escolas, torturar e bater em adolescentes é fácil. Onde está a valentia deles para fazer o mesmo contra o PCC?

  3. alberto tiago

    4 de novembro de 2016 2:35 pm

    A NOVA DITADURA ESTA

    A NOVA DITADURA ESTA IMPLANTADA  Tucanalha Midia Judiciario Policia Fiesp Banca

  4. Wilton Santos

    4 de novembro de 2016 2:52 pm

    A marcha da insensatez. Os limites impostos aos poderes arbitrár

    A marcha da insensatez. Os limites impostos aos poderes arbitrários do Estado foram simplesmente destruídos a partir do momento em que o Supremo se absteve de sua função de guardião da Constituição. Sem as restrições impostas pela Constituição o que imperará será a barbárie regida pelo regime de forças arbitrárias. As instituições públicas que detém o monopólio da violência estatal aos poucos vão se corrompendo e se degenerando como um tumor maligno que contamina todo o tecido social. É o que presenciamos a cada novo ataque fascista como essa deplorável invasão à escola do MST. O que ocorreu nesse caso é muito grave e merece ser levado a apreciação às instâncias internacionais de direitos humanos como a OEA e a ONU.

  5. Franbeze

    4 de novembro de 2016 2:59 pm

    Só resta eu agradecer ao Lula e ao PT

    por terem sido republicanos com esses canalhas. Obrigado Lulinha paz e amor.  

    1. Marcelo33

      4 de novembro de 2016 6:10 pm

      Era responsabilidade do PT

      Era responsabilidade do PT manter democracia no país…

      Zé da Justiça foi o principal responsável pela instalação da anarquia no Brasil.

  6. naldo

    4 de novembro de 2016 3:02 pm

    O arbítrio se instalou no

    O arbítrio se instalou no país,

    para o facismo é um pulo, se já não estamos em um regime neofacista, e a culpa maior é do judiciario, que lavou as mãos ou chancelou vários atos, é o vale tudo que começõu contra o Pt e a malta tomou o gosto, ninguem sabe onde isso vai parar……..

  7. MAAR

    4 de novembro de 2016 3:17 pm

    REGIME DE EXCEÇÃO

    A notícia acima revela absurdo da maior gravidade, que exige resposta rigorosa da sociedade brasileira, pois salta à vista a necessidade de cobrar responsabilidade dos órgãos públicos do Estado de São Paulo e da União Federal acerca dos gravíssimos abusos praticados por agentes de segurança contra instituições de ensino.

    Urge conclamar todas as instituições democráticas representativas da sociedade civil brasileira para exigir transparência e rigor na apuração e coibição dos abusos relatados, tanto no que tange à violência policial quanto no que diz respeito à patente conivência do poder judiciário em face da escalada que caracteriza paulatino estabelecimento de um regime de exceção e crescente negação do Estado Democrático de Direito.

    E cabe ressaltar que a investigação e coibição de todos os abusos praticados por órgãos e agentes da administração pública deve ser cobrada dos governos estadual e federal, no âmbito das secretarias de Educação e Segurança Pública, bem como dos ministérios de Educação e Justiça, e também junto às instâncias adequadas do poder judiciário.

    1. MAAR

      4 de novembro de 2016 6:18 pm

      ADENDO AO COMENTÁRIO

      Cumpre acrescentar, em adendo ao meu comentário acima, que a necessidade de cobrar responsabilidade dos órgãos públicos do Estado de São Paulo e da União Federal é referente aos abusos praticados por agentes de segurança não apenas contra instituições de ensino, mas também relativa à por violenta perseguição movida contra a militância do MST. O Movimento dos Sem Terra tem sido reprimido de modo arbitrário e injusto, numa escalada draconiana característica de regimes de exceção. E o acirramento da violência policial e da repressão ilegal contra muitos militantes de esquerda e contra os movimentos sociais evidencia mais uma das muitas manobras torpes dos fascistoides asseclas do capitalismo selvagem e do imperialismo predatório, que tem o abjeto objetivo de lançar o país numa espiral de violência semelhante às tragédias vistas na Ucrânia, na Líbia e na Síria.

  8. Antônio - Minas Gerais

    4 de novembro de 2016 3:49 pm

    Quem disse

    que o estado de exceção deixou de existir para as camadas pobres dessa republiqueta? Pode esquecer qualquer medida democrática desse sujeito fanático, integrante da opus dei, que age como chefe miliciano e que atualmente está à frente do governo de São Paulo. De posse das provas o MST tem o dever de denunciar o Estado de São Paulo nos Tribunais Internacionais. Por que não nos tribunais brasileiros? Será que precisa desenhar?

  9. Alan Souza

    4 de novembro de 2016 4:07 pm

    Daqui a pouco

    Todas as pessoas que moram em São Paulo e não são políticos do bloco governista e nem policiais terão que sair do Estado. As polícias de lá espancam e matam indiscriminadamente, sem nenhum freio, a qualquer um que não seja policial e nem político da base do Governo…

  10. Orlando Soares Varêda

    4 de novembro de 2016 5:16 pm

     
    Os soldados rasos da PM,

     

    Os soldados rasos da PM, deveriam ser os últimos chamados à responsbilidade pelos crimes que são induzidos a praticar. Não seria justo se os juizes em Nuremberg, levasse à pena de morte os soldados rasos que cumpriam ordens das bestas-feras do comando nazista.

    Aqui também. Para fazer pagar por esses crimes, deverão ser convocados os mandantes. Em São Paulo, o genocida da Opus Dei, geraldo alckmin, é o grande responsável e pagará caro por isso.

    Na esfera Federal, toda cúpula golpista também, não terão seus crimes esquecidos. Dai a importância dos que lutaram para não deixar livres, os bandidos e assassinos promotores do golpe de 64. Como não foram punidos, não demoraram para repetir os mesmos crimes.

    Orlando

  11. Antônio - Minas Gerais

    4 de novembro de 2016 5:26 pm

    Mesmo sabendo

     que havia câmeras de vigilância gravando ainda assim pularam o portão e entraram atirando. Por que? Simples, a certeza a impunidade e debaixo de elogios do Geraldo, jihadista. O que esse fanático obscuro governador tem a dizer sobre o PCC? O que ele tem a dizer sobre o fato de o Estado de São Paulo ter se tornado um atacadista na distribuição de drogas no país? Seguramente nada, a não ser cobrir de elogios uma força nazista que atua para proteger os negócios do Marcola.

  12. Fábio de Oliveira Ribeiro

    4 de novembro de 2016 5:55 pm

    Nenhuma novidade.Regimes

    Nenhuma novidade.

    Regimes políticos criminosos só se sustentam cometendo crimes.

    Consolidado o golpe de estado, a tendência é os crimes praticados por agentes públicos se tornarem mais frequentes.

    Num futuro próximo, em razão da impunidade e da segurança que ela gera, os crimes se tornarão mais e mais violentos.

    As torturas sistemáticas e execuções a sangue frio precederão o início da guerra civil?

    Não necessariamente, pois de fato a guerra civil começou quando Aécio Neves se recusou a aceitar a derrota eleitoral.

     

    1. Marcelo33

      4 de novembro de 2016 6:02 pm

      Guerra Civil como se

      Guerra Civil como se Policias, Exércitos e povo estão do mesmo lado ?? (Pelo menos é o que o povo acha). PAra ter guerra civil, os adversários do governo, do exército precisam de armas.

       

  13. Marcelo33

    4 de novembro de 2016 5:59 pm

    Eles podem fazer isso

    Eles podem fazer isso tranquilamente. Nosso povo sempre odiou o MST, mesmo antes dessaonda fascista, imagine agora…

  14. Almeid

    4 de novembro de 2016 6:01 pm

    Tem mais

    Tem mais vídeos!:

    https://youtu.be/1K47wTRhtE4?list=PLytfbsQYLZpB5uDo8LRdjf9X9RfOlFw4d

    Assistam antes que bloqueiem.

     

     

     

    1. Almeid

      4 de novembro de 2016 8:04 pm

      Esta matéria ficou no topo da

      Esta matéria ficou no topo da página inicial da Camara – na janela notícias –

      ontem ela estava lá – hoje sumiu:

      http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SEGURANCA/518757-SEGURANCA-PUBLICA-REJEITA-PROJETO-QUE-ANISTIA-MANIFESTANTES-SOCIAIS-CONDENADOS.html

       

       

       

  15. Vagalume do Brejo

    4 de novembro de 2016 6:41 pm

    Agora é que estão

    Agora é que estão percebendo?

    Se fode!!!

  16. Max Müller

    5 de novembro de 2016 7:00 pm

    Polícia invade Escola do MST sem mandado judicial

    Polícia invade Presidência da República, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal, sem mandado judicial, e faz justiça em favor do Povo Brasileiro. Ah, não: acho que li errado…

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