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Sob investigação, triplex dos Marinhos em Paraty não está na imprensa

Casa Marinho
 
Jornal GGN - Também às margens de uma praia, um triplex está sob a mira de investigação pelo Ministério Público Federal. A propriedade, que na verdade é uma mansão em Paraty, foge da publicidade dos jornais e tem sua investigação caminhando em ritmo mais lento que o supostamente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Guarujá. Totalmente irregular de acordo com leis ambientais, o casarão erguido em área desmatada de um parque federal, é da família de Roberto Marinho. Um repórter do Diário do Centro do Mundo foi conhecer a mansão:
 
 

Por Renan Antunes de Oliveira, de Paraty (RJ)

A mansão de veraneio dos herdeiros do magnata da Globo Roberto Marinho também é um triplex e também está sendo investigada pelo Ministério Público Federal, mas num processo em ritmo bem mais light e sem publicidade.

Os arquitetos que a projetaram e os engenheiros que a ergueram zombaram das leis ambientais: ela está totalmente irregular.

Das fundações ao teto, localiza-se em área desmatada de um parque federal. E parte sobre terra pública, grilada logo por quem não precisa – a família mais rica do Brasil.

A mansão tem um andar quase subterrâneo e outros dois empilhados de forma engenhosa, parece que não se tocam. Fica na baía de Paraty, na costa do Rio. 

Ela foi alvo de fiscais do Ministério de Meio Ambiente (MMA) desde o início da construção, em 2008.

A batalha parecia terminada quando a Vara Federal de Angra dos Reis mandou demolir a mansão, em 2010, poucos meses depois de concluída.

Mas os Marinhos não se curvaram à Justiça.

Seus advogados recorreram e fugiram das intimações. Eles a mantiveram em pé por seis anos e vão lutar para que fique assim até o último juiz.

Como um caso tão pequeno se arrasta no Judiciário por mais tempo do que o da Lava Jato só pode ser explicado pela nova teoria do “abuso do direito de defesa”.

A sentença da primeira instância não tem previsão pra sair, mas os desembargadores do TRF já devem estar se acotovelando para ver quem terá a sorte de pegar o caso na segunda.

É surpreendente que o MPF não tenha deixado escapar vazamentos. Partes do processo ainda estão sob segredo de justiça. Para vê-lo, use o código 201051110009517, no site

PREÇO SEM CRISE: US$ 20 mi

O terreno onde está a mansão é duas vezes maior do que o daquele sitio de Atibaia que tanto tem aparecido no noticiário da Globo nos últimos dias. Seu tamanho original era menor, apenas 50 mil m².

Corretores da cidade disseram que os Marinhos compraram mais áreas lindeiras, para evitar que gente comum quebre a privacidade da mansão acessando por morros e costões.

Seu preço varia entre zero reais e US$ 20 milhões, quase R$ 80 mi, com o terreno. Zero é se for demolida. Viraria um monte de entulho que ainda teria que pagar frete para ser levado embora.

Para ser erguida hoje a mansão custaria cerca de R$ 8 mi, pelas dificuldades técnicas e qualidade do material, cerca de R$ 6 mil por m². Como todo mobiliário é assinado por artistas, tem um valor agregado incalculável. Mais dois milhõezinhos? Três? Eles levariam os quadros?

Se os Marinhos ganharem a batalha na Justiça aí sim a mansão valerá tanto quanto um lote escriturado do sonhado paraíso. Veja a foto abaixo, como ela parece uma gota de cimento no horizonte de mar-céu-terra, só falta pegar a chave com São Pedro. 

Vista de longe,  mansão da família bilionária é única na última ponta de Paraty

Vista de longe, mansão da família bilionária é única na última ponta de Paraty.

O terreno também não pode ser calculado com os zeros que trabalhamos, porque é o último pedaço do continente em Paraty. Se Adão e Eva fossem vender o sítio deles, incluindo a macieira, quanto um Marinho pagaria ? É por aí…

Não se trata de chutes: um corretor experiente na cidade ficou sem parâmetros. Terrenos menores com vista para o mar valem até 5 milhões, mas não dá para comparar: a mansão dos Marinhos não tem só a vista, ela é a própria praia.

O maior de todos os enigmas para o preço é que os Marinhos não querem e não precisam vender nada – a crise que se vê nos seus telejornais ainda não chegou neles.

Aliás, a crise os ajuda, porque eles estão aproveitando para comprar mais imóveis na região – parece uma boa oportunidade de se garantir para o dia em que parar de chover concessões de televisão na horta deles.

A mansão é tão pesadona e forte que parece ter sido feita para durar mil anos. Tem 1.300m² de concreto, capaz de resistir a um tsunami. Caberiam dentro dela três daqueles triplex do Guarujá – veja detalhes no site dos arquitetos.

Aviso: quem não gosta de luxo e ostentação deve evitar as fotos. Além de estar sobre natureza morta, a mansão se projeta das pedras para o mar. Se arquitetura quer dizer alguma coisa, ela parece um navio de conquistadores, senão uma frota inteira.

Apesar de localizada na praia de Santa Rita, na costa do Rio de Janeiro, é mais conhecida no circuito dos ricos e famosos por seu nome em inglês: “Paraty House”.

A mansão é tida como jóia da arquitetura moderna nacional desde a prancheta. Assim que abriu as portas para os primeiros convivas foi premiada por uma revista inglesa de design, a Wallpaper.

A Paraty House oferece aos seus ocupantes uma espetacular imersão na natureza intocada – quer dizer, está intocado o que eles deixaram depois de desmatar uma parte, dar uma raspada nas pedras e cortar o cocuruto do morro para ela ser erguida.

Mesmo assim, o terreno ainda é um naco magnífico da Mata Atlântica, dentro da área de preservação de Cairuçu – puro verde, como no tempo das caravelas. Só se vê a casa quando se chega perto, por mar ou voando. Veja no site do MMA.

Por estes dias quem mais está usando a mansão são netos e bisnetos do magnata.

Uma faxineira, casada com o irmão de um jardineiro, contou ao DCM que os três filhos de Marinho, donos do Grupo Globo, se afastaram dela – da mansão, não da faxineira – devido à publicidade negativa provocada pelo processo do MPF.

Os procuradores investigam tão rigorosamente quanto possível o crime ambiental de desmatamento para erguer mansão, piscina, parquinho, aquashow e heliponto.

Ao centro, a mansão. Direita, trapiche para iates. À esquerda, heliponto na mata.

Ao centro, a mansão. Direita, trapiche para iates. À esquerda, heliponto na mata.

O encarregado do inquérito trocou várias vezes porque o caso não tem força-tarefa, nem procuradores exclusivos, atrasando as coisas. Foi no andar do processo que se descobriu a grilagem de uma área pública: os donos da mansão privatizaram na marra a pequena praia de Santa Rita, reservada para uso exclusivo de suas crianças.

A piscina foi erguida direto na areia da praia – é show de bola, mas ilegal, sem falar na idéia de jerico de ter uma piscina salgada a 30 passos do mar.

Os Marinhos ergueram na Santa Rita também aquashow tubular, ancoradouro para jetski, mansãozinha de árvore, combo balanço-gangorra-escorregador e um depósito para as pranchas de surf e bananaboats – assim a criançada e papais se poupam do complicado leva e traz dos brinquedos. Tudo ilegal.

Guindaste para jetski e escorregador tubular, no costão norte

Guindaste para jetski e escorregador tubular, no costão norte

Para manter os brinquedos na praia sem que ninguém se sinta tentado a usá-los, os Marinhos contrataram seguranças armados. São dois homens em turnos de 12 horas, 7x30x365.

Eles intimidam quem desembarca na areia, mas não há registro de violência. Só botam o povo para correr, coisa que ninguém ousaria fazer no Leblon. Se a luta pela praia tem alguma justificativa deve ser pela qualidade da água.

Este repórter esteve lá na semana do Carnaval e ela estava simplesmente deliciosa. Morninha, limpa, transparente, calma. O fundo tem areia igual de limpa – dá vontade de juntar alguns punhados e levar para aquários. Afinal, a areia é do povo.

A prainha é pequena, 83 passos largos de costão a costão, entre o trapiche de jetski e o ancoradouro dos iates. Tem brisa permanente, garante quem conhece a região.

Ela está de frente para o noroeste, pega todo sol da manhã e sombra ao entardecer, com o fresquinho de graça, oferta da Mata Atlântica. Os ricaços que a desfrutam não precisam passar aquele abafamento e sol quente que o povo enfrenta em locais apinhados, nem arrastar guarda-sol: amendoeiras frondosas e palmeiras garantem sombra eterna.

A praia é farofeiros free – uma lancha cobra até 350 reais pelo percurso de 15 minutos entre o cais histórico de Paraty e a House. De vez em quando algum desavisado salta nela, só para ser corrido pelos guardas. As crianças dos Marinhos e seus amiguinhos não sentem falta dos vendedores ambulantes. Elas podem beber água de coco colhido no pé.

Claro que não tem o agito de Copacabana, mas pelo menos a areia está sempre varrida e sem papel de picolé.

Parquinho privado na praia grilada: proibido para turistas

Parquinho privado na praia grilada: proibido para turistas

Como se não bastasse desfrutar deste pedaço do paraíso, a vida intramuros é de um conforto com que a gente comum pode apenas sonhar – preste atenção nas suítes feitas com lascas de árvores e fotos completas da cozinha naquele site dos arquitetos.

Óbvio que tal cozinha não é para alguém fritar um ovo com arroz. Sempre que a família vai veranear provoca azáfama – correria com atrapalhação – entre os empregados, para abastecer freezers e prateleiras.

Em geral, um chef escolhido entre os melhores do país acompanha a comitiva. A House dispõe de várias embarcações de serviço e recreio. O Indiana X que estava atracado lá no dia da reportagem era apenas para os seguranças e domésticos. Vale 200 mil reais, na avaliação do comandante da lancha deste repórter.

A família, quando não voa direto para seu heliponto, usa um tremendo iatezinho compacto Ferretti 40 – os modelos antigos à venda no Mercado Livre valem um triplex. Os iates mais novos, bem equipados, podem valer até 10 cotas daquela cooperativa imobiliária. O Ferretti dos Marinhos não estava no porto e não pode ser avaliado.

O Ferretão, como foi apelidado pelo comandante Bradock, que já prestou serviços à família, é usado quando a prainha privatizada está sob ataque de farofeiros ou sofrendo das raras fiscalizações federais – aí ele navega para outros points privados.

Não se sabe para onde porque a prefeitura de Paraty, ao imprimir mapas para turistas e escuneiros, fez a cortesia de omitir a (as) praia (s) dos Marinhos. O repórter marcou a Santa Rita com uma seta, na foto abaixo.

Cortesia da prefeitura: praia Santa Rita fora do mapa dos farofeiros

Cortesia da prefeitura: praia Santa Rita fora do mapa dos farofeiros

MOTOSSERRA

O problema da Paraty House na Justiça é que, para ser construída, premiada e desfrutada pelos filhos dos bilionários, alguns operários tiveram que derrubar árvores protegidas por lei federal – todo verde hoje esmagado pelo concreto da mansão era original até eles desembarcarem ali.

Não foi possível apurar o nome dos homens que passaram a motosserra nas árvores. Assim, eles não poderão ser responsabilizados. Mas, na outra ponta, nenhum Marinho jamais será punido ou multado – eles usaram uma empresa de fachada para erguer a House. A empresa aparece como ré no processo do MPF. Chamase Agropecuária Veine.

O responsável é um tal de Celso Campos – ele conseguiu a proeza de ficar de outubro de 2011 a abril de 2014 sem ser localizado por um oficial de justiça. Alguém no infalível MPF errou o endereço dele da Avenida Copacabana XXX para XYY, apenas 30 metros, o suficiente para Campos nunca ser encontrado.

O truque funcionou bem até uma recente troca de procuradores, quando foi descoberta a patacoada. Os procuradores que se debruçaram sobre o caso disseram à revista americana Bloomberg que “os ricos brasileiros usam as praias públicas como se fossem sua propriedade” – só não deram entrevista para a Globo.

Nos bastidores, eles dizem horrores dos Marinhos, mas sem jamais citá-los oficialmente, já que o réu de fachada é o tal Celso Campos. Este, procurado em Copa, não falou ao DCM. O que talvez tenha faltado para andar rápido uma ação tão simples – casa erguida irregularmente, praia ocupada na marra, tudo documentado pelo MMA – tenha sido um juiz como aquele paranaense, com seu apetite por enfrentar poderosos.

Na Vara de Angra dos Reis, o processo da Veine se arrasta porque é uma batata quente que ninguém quer segurar. Até o porteiro sabe quem está por trás dela – e não é Celso.

UMA AVÓ COMBATIVA

Quem levantou a lebre foi uma servidora pública federal, concursada, Graziela de Moraes Barros, fiscal do Instituto Chico Mendes (ICMBio), órgão do MMA.

Ela tem apenas 39 anos e já é avó. Mora num sítio escondido numas quebradas e implora para que o repórter não diga onde é, porque teme represálias. De quem? “Quando fiz a denúncia da casa dos Marinhos, alguém atacou a minha e incendiou meu carro”, conta, sem acusar ninguém.

A Polícia Federal investigou o caso, óbvio que sem sucesso. Hoje, ela anda sempre em carro oficial e acompanhada de uma colega. Graziela não é mais fiscal. Deu entrevista, na semana do carnaval, em seu escritório na APA Tamoios, no alto de um morro do qual se vê Angra dos Reis e Paraty – a House agora está fora de sua jurisdição.

“Desisti porque passei cinco anos dando murro em ponta de faca. O Estado e a Justiça não enfrentam e nem punem os poderosos. Minha função acaba sendo fazer o papel de polícia contra pescadores e pequenos posseiros”, resmunga, amargurada.

Ela aponta o processo contra os Marinhos como um exemplo de desrespeito: “Eles poderiam ter erguido uma casa menor, de até 200m², o que seria permitido pela lei. Mas fizeram aquele monstrengo de concreto derrubando mata. Foi uma afronta à lei e à natureza”.

Graziela é a estrela da acusação. Ela inspecionou a praia Santa Rita uma vez durante a construção e outra depois que a mansão ficou pronta: “Heliponto e casa devem ser derrubados. A piscina está na praia…” E ela despeja os argumentos que estão no processo iniciado pelo procurador Fernando Lavieri, tintim por tintim.

Ela quer os Marinhos fora: “Eles entram com recursos e vão rolando. Pagam multas e continuam ocupando a área, esperando tudo cair no esquecimento. Calculo que gastem mais de um milhão em multas e advogados, mas vão continuar lá, porque podem tudo.”

Graziela enumera uma lista de milionários que cometeram crimes ambientais na mesma região. Está desiludida: “Nada vai mudar”. Na hora da fotografia, Graziela entra em pânico: “Tenho medo de ser exposta”, diz preocupada com sua segurança como se vivesse no meio de uma guerra de gangues. Pede que a foto seja tirada pelas costas, solicitação atendida.

Graziela Moraes Barros: fiscal do ICMBio que primeiro denunciou crime ambiental na obra da Paraty House

Graziela Moraes Barros: fiscal do ICMBio que primeiro denunciou crime ambiental na obra da Paraty House

A Paraty House foi desenhada pelo arquiteto paulista Márcio Kogan e sua equipe. Não foi possível localizá-lo para saber se ele nunca ouviu falar da proibição de derrubar Mata Atlântica. Se não ensinaram na faculdade dele, consola saber que já existe preservação ambiental até no currículo da escola fundamental.

O projeto original sempre esteve em desacordo com a lei de máximo 200m² porque saiu da prancheta com 840. Aí foram mexendo e subiram para os 1.300. Como a construção daquele bruto bloco de concreto foi premiada, as opiniões variam de maravilha arquitetônica a monstrengo – no prêmio Wallpaper 2010 os jurados analisaram apenas a arquitetura, sem avaliar o prejuízo ambiental que ela causou.

Um arquiteto de Paraty, ligado à Organização Caiçara e defensor de quanto mais verde melhor, acha que “a mansão é até bonitinha, mas está totalmente deslocada do entorno. Na mata é um horror. Ficaria bem na Avenida Paulista. Por que tanto concreto no meio da mata”?

O arquiteto diz que “caberiam ali vários chalés de madeira, rústicos, bem mais leves, com o mesmo grau de conforto. Seria de bom gosto e estaria dando sinal de respeito à sociedade”. O homem não quer ver seu nome citado, temendo represálias. De quem? O arquiteto fica de bico calado – deve temer a mesma gangue que aterroriza Graziela.

O dono de uma pousada – nome omitido porque teme represálias – contou que sua ex-namorada, a bióloga Xis, fez um plano de manejo de pesca em cativeiro nas águas da Santa Rita: “Na verdade, o objetivo deles não era pescar, e sim lançar o emaranhado de bóias para demarcar o cativeiro, impedindo atracação de barcos”.

Bóias amarelas para impedir navegação na praia de Santa Rita

Bóias amarelas para impedir navegação na praia de Santa Rita

Ele disse que moça ficou seis meses só assinando papéis, até que se fartou do negócio e foi morar na Bélgica: “Por favor, não bote o nome dela na reportagem”.

VIAGEM AO PARAÍSO PRIVADO

Depois de realizar várias entrevistas em terra firme, decidi ir à praia dos Marinhos, sem ser convidado, para conferir alguns dados do processo – no final do ano passado um juiz determinou diligências para saber se os parquinhos ainda estavam de pé. Contratei uma lancha. O simpático comandante não quis ver seu nome aqui, temendo represálias: “Eu vivo do turismo e eles… sabe como é”, disse, parecendo assustado.

Minha lancha zarpou e por alguns minutos da viagem me senti inebriado com toda aquela beleza da baía de Paraty – mas logo veio o medo de enfrentar os tais seguranças armados. Torci para que um Marinho, com quem troquei cumprimentos anos atrás quando era repórter de O Eco, estivesse tomando café na beira da piscina.

Quase 10 da manhã e eu estava na lancha, com o mar às costas e a mata na frente, temperatura de 22 graus, céu azul – até aquele ponto tudo ia bem. Pedi para o comandante apagar o motor para gozar o silêncio, mas a barulheira de outros navegantes quebrou o encanto. Dez e pouco começamos a nos aproximar da mítica Paraty House.

Fui fazendo fotos à distância. Ninguém à vista. Fiquei com aquela sensação de filmes quando vai surgir um dinossauro na praia deserta e só o mocinho não sabe. Desviamos das bóias fajutas da bióloga da Bélgica e pulei na água – morninha, como contei antes. Já estava na areia quando, do meio das amendoeiras, surge um guardinha.

Guarda particular armado na praia pública de Santa Rita

Guarda particular armado na praia pública de Santa Rita

Ele veio falando qualquer coisa, de longe, com a mão escondendo o logotipo da empresa e o nome na farda, assim como fazem os PMs quando batem em jornalistas.

Aí, parou na minha frente e me intimou: “Vá embora, você não pode tirar fotos da casa.” Não vi o segundo guarda e avaliei o perigo: apenas alerta amarelo. Então, dei um patético carteiraço nele: “Sou jornalista e posso tirar fotos porque esta praia é pública” – e estendi minha carteira da Federação dos Jornalistas. Na mesma hora contive o riso pela ironia de invocar este direito num solo supostamente sagrado à liberdade de imprensa.

Ele nem deu bola pro documento. O guardinha me mandou embora outra vez, desta vez com a mão na coronha da arma. Mas, ele não sacou. Ponto para mim. Senti a fraquejada e blefei: “Tá vendo aquela lancha? Tem uma câmera filmando nós dois. Você não manda aqui e só pode ficar dentro da propriedade, não pode nem andar armado na praia” – aí apontei minha Nikon pra ele. Vapt vupt e o guardinha se esfumaçou.

Entendeu que eu não era turista, virou para a esquerda e saiu dando pulinhos na areia – sinal de que ele sabia que ali os guardas privados podem ser presos em flagrante por porte ilegal de arma, se não estiverem no perímetro da mansão. Minutos depois, ele voltou, mais gentil, apelando: “Por favor, é meu trabalho”.

Concordamos que eu poderia fotografar tudo, menos entrar na casa – uma banalidade, já que estava vazia. O guarda contou que “faz pouco avisaram que o helicóptero vai chegar com a patroa”. Ele não disse o nome, talvez temendo represálias. Trata-se de uma neta de Roberto Marinho. Meu único conhecido não estava na lista de passageiros, ia ser mais difícil me aproximar dela.

Outro problema: quem chega pelo heliponto, atrás da linha da praia e acima da mansão, pode entrar nela por um caminho de espelhos de cristal sobre um lago artificial. Eu não teria acesso àquela área. Decidi não esperar um improvável convite para o almoço.

Mandei o guardinha sumir da minha frente, ele obedeceu. E como meu nome não é trabalho, me joguei naquela pintura de água.

Repórter do DCM na praia Santa Rita

Repórter do DCM na praia Santa Rita

Mal voltei do primeiro mergulho e o dono da lancha me lembrou que o taxímetro estava correndo. Zarpei, com a certeza de que aquela não é minha praia. 

 

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30 comentários

Comentários

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Angela Fan

         Queria dizer que sou

         Queria dizer que sou uma leitora assídua e leio de 3 a 4 jornais diariamente, esta matéria é uma das mais bem escritas que já li em toda a minha vida. Meus parabéns Sr. Luis Nassif!

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Marco Antonio Azevedo Meyer

Cadê a Marinha brasileira?

Brasileiros!

 

 

De acordo com as leis brasileiras não se pode construir num raio de 60 metros das áreas de mar,rio,lagoas,

etc. Isto é fiscalizado pela Marinha. Neste sentido, eles tem de enviar urgente um "Cruzador" e bombardear

a Praia que foi tomada pela família Marinho.

Isto fica parecendo com atitudes de  Ditador do Haiti, da Costa Rica,etc. Eles ocupam e fazem seus Palácios  em qualquer

lugar do "País ocupado". Os Marinhos ocuparam o Brasil com sua rede mentirosa. Desde a Ditadura é assim.....

 

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altamiro souza

matéria contra os marinhos

matéria contra os marinhos jamais sairá na grande mídia por causa da

evidente colusão de inrteresses netre eles,entre as seis ou sete

famílias que hegemonizam o setor...

voce vai no uol e encontra matérias elogiosas às novelas da

globo e manchetes emelhantes aos do g1 e do globo .com...

tudo a mesma merda....

a mesmice é asfixiante...

e fede, como a burguesia, como diria o  roqueiro...

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era republicana

esse lugar deveria ser

esse lugar deveria ser ocupado pelos pobres para curtirem essa paisagem maravihosa....

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Rodney A.

Pois é ....

As notas fiscais e ordens de serviço de uma das transportadoras contratadas pelo governo federal para fazer o serviço comprovam que, a mando do Palácio do Planalto, parte da mudança de Lula foi remetida para a propriedade que o ex-presidente nega ser sua.

Mais de 200 caixas com pertences da família do ex-presidente foram levadas de Brasilia até o o sítio em Atibaia -- 37 delas eram caixas de bebidas, conforme registraram, cuidadosamente, os funcionários encarregados de fazer a mudança. Os documentos com o registro da mudança estão arquivados na Presidência da República. A entrega em Atibaia se deu em 8 de janeiro de 2011, dois meses após a compra do sítio, feita em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios do filho mais velho de Lula. Quem mandaria entregar mais de 200 caixas com pertences próprios -- incluindo 37 de bebidas -- num sítio que não lhe pertence?

A "alma mais pura do Brasil".

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Kamerval Tivita Marinho Frias

É isso mesmo, Rodney, famos

É isso mesmo, Rodney, famos focar apenas no Lula, deixemos os patrãozinhos fora disso .

Depois dê uma passadinha na fênix do Jardim Botânico para pegar seu bonzo .

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Rodney A.

A mudança de Lula foi para o

A mudança de Lula foi para o sítio que não é dele.

 

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pqp lulinha comprou até a casa dos malinhos!

esse cara é demais da conta!

agora eu acredito naquele meme que diz, que ele já estava negociando comprar a nasa...

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Brasil, há muito pra temer!

A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

A folha é contra a corrupção no pt, no psdb não!!!

 Frede69

o que mais me preocupa...

é quantos funcionários se venderam ou foram ameaçados para garantir a legitimidade do alvará de construção!?

converse com qualquer pescador do local: ...isso é caso de polícia, doutor...

 

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E a casa do Serra em Trancoso... ?

Muito boa a matéria. Pena que não vai ter divulgação de 5 minutos no JN, como fizeram com o sítio do Lula.

 

Que tal agora o DCM fazer uma matéria com a casa do Serra, em nome de sua filha, no condomínio de alto luxo "Alto do Segredo", em Trancoso - BA, onde se chega de jatinho direto de São Paulo... ???

 

Será que a turma da PF vai querer investigar ?

 

Assim como de que forma a filha do Serra ficou milionária ?

 

Será que vai dar capa da VEJA... ???

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jasantos

Alguma surpresa?

Não tem novidade nisso e não é supresa para ninguém.

É só um exemplo do que a elite pensa e faz do Brasil.

As leis são para quem é pobre e não tem amigos influentes.

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Jose carlos gameti

A cass foi construida pela

A cass foi construida pela OAS com dinheiro do petrolao?

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Mansão de donos da Globo é alvo da Lava Jato

O crime ambiental cometido na construção dessa casa é só a ponta do iceberg.

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http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/02/mansao-de-donos-d...

Mansão de donos da Globo é alvo da Lava Jato no esquema Mossack Fonseca

A mansão de praia construída ilegalmente em área de preservação ambiental em Paraty, da família Marinho, dona da TV Globo, tem documentos em nome de uma empresa que, em cuja cadeia societária, encontram-se offshores investigadas na Operação Lava Jato e na Operação Ararath, da Polícia Federal. O imóvel dos Marinhos, portanto, tecnicamente, só não está no nome dos donos de fato. Situação mais grave que a do processo de compra do tríplex no Guarujá, que tentaram erroneamente atribuir ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em busca da produção de notícias desgastantes para sua figura política.

Continua...

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Ilegalidade explicida

Certamente surgirá algum "Decreto", alguma tentativa de dar ao ilegal ares de legalidade, da mesma maneira ou ainda pior que o Decreto fajuto que temporariamente favoreceu o também global Luciano Huck.

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Jos

E agora vai sair no JN?

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/02/mansao-de-donos-d...

A conferir no JN?
Mansão de donos da Globo é alvo da Lava Jato no esquema Mossack Fonseca
Documentos ligam obra ilegal dos Marinho a empresas investigadas por outras operações suspeitas. Será curioso assistir a William Bonner noticiando uma operação da PF na mansão dos Marinho
por Helena Sthephanowitz, para a RBA publicado 12/02/2016 10:36, última modificação 12/02/2016 11:31
Reprodução
Mansão dos Marinho

Segundo o DCM, tríplex da família mais rica do Brasil foi erguido em área de preservação pertencente à União

A mansão de praia construída ilegalmente em área de preservação ambiental em Paraty, da família Marinho, dona da TV Globo, tem documentos em nome de uma empresa que, em cuja cadeia societária, encontram-se offshores investigadas na Operação Lava Jato e na Operação Ararath, da Polícia Federal. O imóvel dos Marinhos, portanto, tecnicamente, só não está no nome dos donos de fato. Situação mais grave que a do processo de compra do tríplex no Guarujá, que tentaram erroneamente atribuir ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em busca da produção de notícias desgastantes para sua figura política.

Segundo reportagem do Diário do Centro do Mundo, a mansão está em nome da empresa Agropecuária Veine, tendo como sócio-administrador Celso de Campos. A Secretaria de Patrimônio da União confirma a ocupação de três terrenos litorâneos da União por esta empresa na área onde está a mansão, o maior deles na certidão abaixo.

Nos dados abertos da Receita Federal, a Agropecuária Veine tem como endereço um apartamento residencial no Rio de Janeiro, em Copacabana, e tem no quadro de sócios outra empresa: a Vaincre LLC, domiciliada no exterior, cujo representante legal por procuração é Lucia Cortes Rosemburge, ex-funcionária do INSS, aposentada em 2008, salvo homônimo.

A Vaincre LLC tem CNPJ registrado, mas chama atenção o endereço incompleto no cadastro desde 2005, onde nem sequer informa a cidade, estado e país. Também não tem telefone nem e-mail de contato. E não tem informações sobre o quadro de sócios. Tudo isso dificulta entregar notificações judiciais, autuações administrativas ou operações de busca e apreensão, se necessárias.

Mas descobrimos que o endereço é de Las Vegas, no estado de Nevada, nos Estados Unidos.

O endereço da Vaincre LLC – 520, S7TH Street, Suite C, Las Vegas, Nevada (EUA) – é exatamente o mesmo da Murray Holdings LLC, a empresa offshore dona de um apartamento tríplex no Guarujá, no edifício em que o ex-presidente Lula quis comprar apartamento e desistiu, levando a mídia tradicional a produzir a onda de boatos de que ele seria dono. Os reais proprietários do apartamento, que nada tem a ver com o ex-presidente, foram alvo da 22ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Triplo-X.

Além das duas empresas terem o mesmo endereço em Las Vegas, têm o mesmo representante legal e o mesmo gestor. A Vaincre LLC da mansão dos Marinho e Murray Holdinds LLC do Guarujá tem como representante legal a MF Corporate Service e tem como gestora a Camille Services SA, uma offshore no Panamá, cujo endereço é uma "P.O.box" (caixa postal) de número 0832-0886.

A Camille Services SA tem entre seus dirigentes Francis Perez, Leticia Montoya e Katia Solano, nomes citados no escândalo de suposta lavagem de US$ 100 milhões do ex-presidente da Nicarágua Arnoldo Alemán (1997-2002) e da Fundação Voyager, sediada na Costa Rica.

A MF Corporate Service é uma empresa do Grupo Mossack Fonseca, investigado nos Estados Unidos por suspeita de lavagem de dinheiro e no Brasil, antes da Lava Jato, na Operação Ararath, cujas empresas envolvidos estão no quadro abaixo, com o mesmo endereço, mesmo representante legal e mesmo administrador usado no esquema da mansão.

Agora não há como o Ministério Público Federal e a Polícia Federal deixarem de investigar o uso de offshores suspeitas em paraísos fiscais para adquirir esta mansão, no mesmo esquema usado nas operação Triplo-X e Ararath, com o agravante de estar edificada em terreno da União e de ter desmatado área bem maior do que a lei permite.

Será curioso assistir como o apresentador William Bonner noticiará uma operação da Polícia Federal na mansão dos Marinho.

Há uma justiça poética nesta história. O Jornal Nacional e a revista Época fizeram reportagens acusatórias e improcedentes, típicas de assassinato de reputação, alimentando-se de boatos de que o ex-presidente Lula estaria ocultando patrimônio. Isso ignorando documentos que já provavam serem completamente falsas tais acusações. Agora, quem pode estar ocultando patrimônio de fato é alguém no caso da mansão. Afinal, por que montar uma complexa estrutura societária, com empresas aparentemente de fachada, passando por empresas em paraísos fiscais – que ocultam os verdadeiros donos – em vez de colocar em nome de alguma das empresas do Grupo Globo ou das pessoas físicas titulares do imóvel?

No popular, podemos dizer que atiraram no ex-presidente Lula e acertaram, sem querer, nos pés da família Marinho.

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Certidão confere caráter de "ocupação" de área rural de 55 mil metros quadrados à Agropecuária Veine

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Inscrição da empresa no CNPJ, de 2004, tem endereço em zona residencial de Copacabana

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Um dos sócios da Veine é Vaincre LLC, com sede no exterior e representada por procuração por Lucia Rosemburg

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Vaincre LLC tem como única referência de endereço uma rua localizada em Las Vegas (Nevada, EUA)

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Já o escritório da Camille Services SA, especificado como administrador da Vaincre, fica na cidade do Panamá

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Endereço da Murray – em Las Vegas (Nevada, EUA) - é o mesmo da Vaincre LLC

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Escritório especificado como administrador da Murray é o mesmo Camille Services SA, no Panamá

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MF é empresa do Grupo Mossack Fonseca, investigado nos EUA, por lavagem de dinheiro, e no Brasil, na Operação Ararath

registrado em: mansão da família marinho operação triplo-x vaincre llc operação ararath

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jose adailton v ribeiro

Capitalistas

Bill Gates, Warren Buffet, Lemann: veja bilionários que começaram do zero

Capitalistas num pais pobre. Sugestão para os Marinho: Lemann exilou-se na Suiça.

http://economia.uol.com.br/listas/bill-gates-zuckerberg-veja-bilionarios...

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Jos

E agora vai sair no JN?

E agora vai sair no JN:

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/02/mansao-de-donos-d...

A conferir no JN?
Mansão de donos da Globo é alvo da Lava Jato no esquema Mossack Fonseca
Documentos ligam obra ilegal dos Marinho a empresas investigadas por outras operações suspeitas. Será curioso assistir a William Bonner noticiando uma operação da PF na mansão dos Marinho
por Helena Sthephanowitz, para a RBA publicado 12/02/2016 10:36, última modificação 12/02/2016 11:31
Reprodução
Mansão dos Marinho

Segundo o DCM, tríplex da família mais rica do Brasil foi erguido em área de preservação pertencente à União

A mansão de praia construída ilegalmente em área de preservação ambiental em Paraty, da família Marinho, dona da TV Globo, tem documentos em nome de uma empresa que, em cuja cadeia societária, encontram-se offshores investigadas na Operação Lava Jato e na Operação Ararath, da Polícia Federal. O imóvel dos Marinhos, portanto, tecnicamente, só não está no nome dos donos de fato. Situação mais grave que a do processo de compra do tríplex no Guarujá, que tentaram erroneamente atribuir ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em busca da produção de notícias desgastantes para sua figura política.

Segundo reportagem do Diário do Centro do Mundo, a mansão está em nome da empresa Agropecuária Veine, tendo como sócio-administrador Celso de Campos. A Secretaria de Patrimônio da União confirma a ocupação de três terrenos litorâneos da União por esta empresa na área onde está a mansão, o maior deles na certidão abaixo.

Nos dados abertos da Receita Federal, a Agropecuária Veine tem como endereço um apartamento residencial no Rio de Janeiro, em Copacabana, e tem no quadro de sócios outra empresa: a Vaincre LLC, domiciliada no exterior, cujo representante legal por procuração é Lucia Cortes Rosemburge, ex-funcionária do INSS, aposentada em 2008, salvo homônimo.

A Vaincre LLC tem CNPJ registrado, mas chama atenção o endereço incompleto no cadastro desde 2005, onde nem sequer informa a cidade, estado e país. Também não tem telefone nem e-mail de contato. E não tem informações sobre o quadro de sócios. Tudo isso dificulta entregar notificações judiciais, autuações administrativas ou operações de busca e apreensão, se necessárias.

Mas descobrimos que o endereço é de Las Vegas, no estado de Nevada, nos Estados Unidos.

O endereço da Vaincre LLC – 520, S7TH Street, Suite C, Las Vegas, Nevada (EUA) – é exatamente o mesmo da Murray Holdings LLC, a empresa offshore dona de um apartamento tríplex no Guarujá, no edifício em que o ex-presidente Lula quis comprar apartamento e desistiu, levando a mídia tradicional a produzir a onda de boatos de que ele seria dono. Os reais proprietários do apartamento, que nada tem a ver com o ex-presidente, foram alvo da 22ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Triplo-X.

Além das duas empresas terem o mesmo endereço em Las Vegas, têm o mesmo representante legal e o mesmo gestor. A Vaincre LLC da mansão dos Marinho e Murray Holdinds LLC do Guarujá tem como representante legal a MF Corporate Service e tem como gestora a Camille Services SA, uma offshore no Panamá, cujo endereço é uma "P.O.box" (caixa postal) de número 0832-0886.

A Camille Services SA tem entre seus dirigentes Francis Perez, Leticia Montoya e Katia Solano, nomes citados no escândalo de suposta lavagem de US$ 100 milhões do ex-presidente da Nicarágua Arnoldo Alemán (1997-2002) e da Fundação Voyager, sediada na Costa Rica.

A MF Corporate Service é uma empresa do Grupo Mossack Fonseca, investigado nos Estados Unidos por suspeita de lavagem de dinheiro e no Brasil, antes da Lava Jato, na Operação Ararath, cujas empresas envolvidos estão no quadro abaixo, com o mesmo endereço, mesmo representante legal e mesmo administrador usado no esquema da mansão.

Agora não há como o Ministério Público Federal e a Polícia Federal deixarem de investigar o uso de offshores suspeitas em paraísos fiscais para adquirir esta mansão, no mesmo esquema usado nas operação Triplo-X e Ararath, com o agravante de estar edificada em terreno da União e de ter desmatado área bem maior do que a lei permite.

Será curioso assistir como o apresentador William Bonner noticiará uma operação da Polícia Federal na mansão dos Marinho.

Há uma justiça poética nesta história. O Jornal Nacional e a revista Época fizeram reportagens acusatórias e improcedentes, típicas de assassinato de reputação, alimentando-se de boatos de que o ex-presidente Lula estaria ocultando patrimônio. Isso ignorando documentos que já provavam serem completamente falsas tais acusações. Agora, quem pode estar ocultando patrimônio de fato é alguém no caso da mansão. Afinal, por que montar uma complexa estrutura societária, com empresas aparentemente de fachada, passando por empresas em paraísos fiscais – que ocultam os verdadeiros donos – em vez de colocar em nome de alguma das empresas do Grupo Globo ou das pessoas físicas titulares do imóvel?

No popular, podemos dizer que atiraram no ex-presidente Lula e acertaram, sem querer, nos pés da família Marinho.

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Certidão confere caráter de "ocupação" de área rural de 55 mil metros quadrados à Agropecuária Veine

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Inscrição da empresa no CNPJ, de 2004, tem endereço em zona residencial de Copacabana

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Um dos sócios da Veine é Vaincre LLC, com sede no exterior e representada por procuração por Lucia Rosemburg

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Vaincre LLC tem como única referência de endereço uma rua localizada em Las Vegas (Nevada, EUA)

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Já o escritório da Camille Services SA, especificado como administrador da Vaincre, fica na cidade do Panamá

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Endereço da Murray – em Las Vegas (Nevada, EUA) - é o mesmo da Vaincre LLC

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Escritório especificado como administrador da Murray é o mesmo Camille Services SA, no Panamá

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MF é empresa do Grupo Mossack Fonseca, investigado nos EUA, por lavagem de dinheiro, e no Brasil, na Operação Ararath

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Ah tá ! Qual a surpresa

Ah tá ! Qual a surpresa ?

Queriam o que ? Que o JN anunciasse que seus patrões construíram uma mansão em área de reserva ambiental ?

Esse caso não foi divulgado nem em outras emissoras.

Talvez agora, com a repercussão do assunto, a Record divulgue.

Os Marinhos assim como o PSDB são inimputáveis

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Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

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Eleitor Atento

Estou impressionado com o

Estou impressionado com o DESMATAMENTO para a construção da mansão.

Pode-se ver imensas áreas no oceano sem uma única árvore. Um verdadeiro deserto de água salgada que se estende desde a mansão até o litoral da Africa.

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Friend of Brazilian Jaguar

Que tal organizarmos uma excursão lotando uns 3 saveiros pra lá?

Com muito frango, farofa e isopor?

E muito som bazucão?

Todos de prontidão, zarpando sempre que se ouvir um som de helicóptero chegando!

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Dear @PutinRF This is the

Dear

This is the home of terrorists in Paraty-SP, Brazil. Send 2 jets to blow up this crap.

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Não deu no JN

Não deu no JN,,,....será que o Imperador de Curitiba, que manda no Judiciário, vai determinar à PF um inquérito especial....enfim, vamos esperar sentados, pois os veradeiros corruptos deste pais gozam de inimputabilidade, de forma que as provas nada significam, podem descumprir mandados judiciais numa  boa

ser...http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/02/mansao-de-donos-da-globo-e-alvo-da-lava-jato-no-esquema-mossack-fonseca-3618.htmlhtml

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...spin

 

 

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Evaristo

Os Marinhos condenam invasão de terra, mas eles podem?

Os marinhos, através da Globo, criminalizam o MST, movimento sem teto e outros, mas eles invadiram uma área de proteção ambiental? E a justiça brasileira? Algum ministro do STF, algum desembargador, juiz ou outro representante já foi nesse monumento à corrupção brasileira?

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Este caso da casa dos

Este caso da casa dos proprietários da emissora golpista de sempre é só a ponta de um enorme iceberg da casa dos riquinhos deste país,quase todas em área de preservação permanente ou condomínios que,na cara-dura,impedem o livre acesso de turistas as praias.

Se este caso está em local de difícil acesso,existem caso flagrantes no Guarujá,na prais de Iporanga e Tabatinga em Caraguatatuba,ambos em Sào Paulo,não por acaso,ninho dos bicudos emplumados.

Todos estes lugares tem os figurões como proprietários.Todos tem processos abertos há anos e todos,sem exceção,não tem o julgamento das ações e.muito menos,garantido o livre uso das praias conforme estipulado em nossa constituição.

O camisa preta do Paraná,agraciado com prêmios cedidos por essa gente,poderia,minimamente,devolvê-los para fingir indignação.

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Olhem o mapa

Olhando o mapa no post vai ver que as praias Vermelha e do Lulao ficam próximas ao palacete dos donos da Globo. Meu medo é que os Marinhos consigam trocar estes topônimos para: praias Platinada e do Fernando Henrique.

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imagem de CB
CB

http://www.redebrasilatual.co

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/02/mansao-de-donos-d...

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  "Sob investigação, triplex

 

"Sob investigação, triplex dos Marinhos em Paraty não está na imprensa"

num tô falando...

Estamos sob o jugo da República dos Trabalhadores de São Bernardo do Campo mandando e desmandando no Brasil XXX da Pornopopéia das Esquerdas.

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"Não há segredo que o tempo não revele, Jean Racine - Britânico (1669)" - citação na abertura do livro Legado de Cinzas: Uma História da Cia, de Tim Weiner. 

Babaca metido a engraçado

Babaca metido a engraçado

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Juliano Santos

Só ele acha graça nas

Só ele acha graça nas idiotices que escreve.

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"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".  Joseph Pulitzer

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andre sousa R S

Bobinho, estamos sob o jugo

Bobinho, estamos sob o jugo da República da Hipocrisia comandada por Globo e cia, sabe de nada inocente

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Jorge Leite Pinto

Amigos, esta pobre alma

Amigos, esta pobre alma penada é carente, o negócio dele é aparecer, como um adolescente provocador.

Pena que é fraquinho, pois só fala babaquices, e nem risadas conseguimos dar.

Deixemo-lo falando sózinho, sem nem estrelinhas pra brincar, talvez ele canse...

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