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Xadrez do aprofundamento do Estado de Exceção

Peça 1 – o cenário provável

Traçar cenários é tarefa complexa.

O ponto inicial é identificar a tendência da onda do momento e o que poderá acontecer se não surgir nenhum elemento novo, anticíclico, capaz de contê-la. Em geral, esse tipo de cenário serve de alerta, ajudando a estimular forças contracíclicas quando se quer prevenir desastres. Mesmo assim, nações entram na onda fatal, no que cientistas sociais denominaram de “era da insensatez” e vão para o buraco, sem que nenhuma força contracíclica consiga segurar a queda.

Neste momento, há duas tendências se consolidando, uma de forma mais evidente, outra de forma mais tênue.

Tendência 1 -  o aprofundamento do estado de exceção.

Tendência 2 – o início do processo de fritura do governo Michel Temer pela aliança Globo-Lava Jato-PSDB.

A eventual queda da camarilha dos 6, ao contrário das visões mais otimistas, significará um aprofundamento da repressão.

Vamos por partes.

Peça 2 – o aprofundamento do Estado de Exceção

Ao contrário dos golpes militares, nos golpes judiciais o estado de exceção se impõe por etapas. Muda-se o patamar da legalidade aos poucos, através de episódios centrais, que muitas vezes passam ao largo da opinião pública.

No caso brasileiro, as etapas do estado de exceção são nítidas:

1o Passo – a condução coercitiva de Lula e o vazamento dos grampos entre ele e Dilma.

2o Passo – o fato do Ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), ter reconhecido a ilegalidade dos vazamentos, mas não adotado nenhuma sanção contra o juiz Sérgio Moro.

3o Passo – a profusão de prisões preventivas, culminando com os argumentos invocados para a prisão do ex-Ministro Guido Mantega, sem que se vislumbre nenhuma força capaz de impedir a escalada de arbítrio.

4o Passo – a decisão do TRF4 de apoiar Moro, consagrando o estado de exceção, sob a alegação de que a Lava Jato enfrenta inimigos poderosos e, portanto, não pode ser tratada de maneira convencional. Segundo o relator, desembargador federal Rômulo Pizollati, “o Supremo Tribunal Federal perdoa esse tipo de desvio de conduta quando é para um bem maior” (http://migre.me/v3Wqj). É a primeira vez que um tribunal, em país democrático, valida expressamente o Estado de Exceção em tempos de paz, após o “patriot act” dos Estados Unidos contra o terrorismo.

5o Passo - Gradativamente as Forças Armadas estão sendo direcionadas para o combate ao inimigo interno, o Ministério da Justiça passou a articular a repressão nas Polícias Militares e assumiu o comando da Polícia Federal. Ontem, em um palanque do PSDB, o Ministro Alexandre de Moraes anunciou novas operações da Lava Jato para esta semana, ao lado de um acusado pela máfia das merendas.

A defesa do Estado de Exceção pelo TRF4

Até agora, este foi o sinal mais grave do ingresso no Estado de Exceção.

No TRF4, a consagração do estado de exceção foi apoiada por 13 desembargadores, como apenas um voto contrário.

Voz isolada, o desembargador Rogério Favreto, alertou em seu voto (http://migre.me/v4sbG):

·       O entendimento, amplamente consolidado, é de que o magistrado incorreu em transgressão à literalidade da lei, ao determinar o levantamento do sigilo de conversas captadas em interceptações telefônicas.

·       Também descumpriu normativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao fornecer para a mídia elementos contidos em processos ou inquéritos sigilosos.

·       Diante de tal arcabouço, não vislumbro hipótese de relativização do sigilo, direito fundamental do cidadão inscrito na Carta Federal.

Recentemente, o jurista Pedro Estevam Serrano lançou o livro “Autoritarismo e golpe na América Latina” (http://migre.me/v4rzJ) analisando o fascismo judicial através do uso do chamado Estado de Exceção.

A ideia de exceção é que o direito é uma boa forma de administrar as sociedades em tempos de paz. Mas quando a sociedade é ameaçada por inimigos ou grandes desastres, podem se aceitar Estados de Exceção para garantir o país. É uma lógica que se aplica às guerras externas. Em muitos momentos, houve a tendência de trazer a lógica da guerra para a lógica interna. Se fulano é inimigo, não deve ter os mesmos direitos dos demais cidadãos. É a convalidação do chamado direito penal do inimigo.

Segundo Serrano, as concessões jurídicas ao Estado de Exceção sempre foram identificadas em sentenças pontuais. Em nenhum país democrático houve uma explicitação tão nítida quanto na sentença dos 13 desembargadores do TRF4 sobre Sérgio Moro.

Na sentença do TRF4 invoca-se um voto o ex-Ministro Eros Grau e trechos de Giorgio Agamben, jurista italiano que estudou o Estado de Exceção. A sentença do TRF4 parte de uma leitura incorreta de Agambem, que analisava o Estado de Exceção para criticá-lo, não para endossá-lo, como fizeram os desembargadores. Mesmo porque, segundo Serrano, exceção é fascismo. O estado de exceção foi o argumento utilizado por Hitler para instaurar a ditadura nazista.

Algumas das ideias de Agambem (http://migre.me/v4s14)

·      As democracias são muito preocupadas: de que outra forma se poderia explicar que elas têm uma política de segurança duas vezes pior do que o fascismo italiano teve? Aos olhos do poder, cada cidadão é um terrorista em potencial.

·      A crise está continuamente em curso, uma vez que, assim como outros mecanismos de exceção, permite que as autoridades imponham medidas que nunca seriam capazes de fazer funcionar em um período normal.

O cenário atual indica um gradativo endurecimento político. Atualmente está em curso uma guerra de extermínio com a aplicação do direito penal do inimigo contra o PT, visando não apenas as eleições de 2018, que só ocorrerão se a oposição não mostrar nenhum sinal de vida. Nessa escalada, em breve se chegará a críticos da Lava Jato, independentemente de cor política.

A prisão de Guido Mantega

Autorizada pelo juiz Sérgio Moro, a prisão do ex-Ministro Guido Mantega é o caso mais clamoroso, até agora, dessa manipulação dos indícios na investigação penal.

Ela se baseou em dois elementos frágeis, pequenos.

1. Afirmação do empresário Eike Baptista de que Mantega solicitou apoio para o PT cobrir dívidas de campanha.

2. O fato de, um mês depois, ter havido o recebimento de um pagamento pela Mendes Jr de obra na Petrobras da qual uma empresa de Eike participavam, como parceiro menor do consórcio.

E só. Bastou para mandar um ex-Ministro para a cadeia, de onde foi solto algumas horas depois, por “razões humanitárias”, e também – segundo alegação do juiz – porque já tinha sido feita a coleta de equipamentos e documentos, e portanto não haveria riscos de atrapalhar as provas. Ora, se não havia riscos, não havia motivos para a detenção, independentemente dos fatores humanitários.

Na delação espontânea de Eike, ele afirma taxativamente que o apoio não estava vinculado a nenhuma obra da Petrobras; que Mantega limitou-se a ser o veículo do pedido de apoio. De seu lado, Mantega negou qualquer pedido. Um caso de palavra contra palavra.

Não adiantou. Para reforçar a suspeita, o juiz Sérgio Moro ainda jogou datas, dentro da estratégia banalizada de manipulação de indícios.

Segundo o relato que me foi enviado por um observador:

a)   Em sua decisão, Sérgio Moro confunde-se sobre a data da suposta reunião entre o ex-Ministro da Fazenda e o empresário Eike Batista. De acordo com a denúncia do MPF e com o depoimento do empresário a reunião teria ocorrido em 1/11. Moro, no entanto, ora menciona que a reunião teria ocorrido de fato em 1/11 (pg. 12), data em que o contrato entre a Petrobras e o consórcio Integra formado pelas empresas Mendes Jr e OXZ teria sido firmado, ora no dia 1/12/2012 (pgs 13 e 14), uma das datas em que haveria telefonemas da assessoria próxima do Ministro da Fazenda para as agências de João Santana.

b)  Não há, contudo, na tabela anexada pelo MPF em sua denúncia (páginas 38 e 39), nenhuma menção a ligações efetuadas do Ministério da Fazenda para as agências de João Santana no dia 1/12/2012. As ligações mais próximas são entre 15/10/2012 (15 dias antes da data mais provável da suposta reunião) e 01/03/2013 (meses após a data da reunião).

Cena 3 – os atores e a repressão

Nesse exato momento, o comportamento de alguns atores centrais não permite visões otimistas em relação à democracia.

Supremo Tribunal Federal

 Indagado sobre o fato de Mantega ter sido detido em um hospital, aonde estava acompanhando uma cirurgia no cérebro de sua esposa, o decano do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello, excelso garantista, poderia ter opinado sobre diversos ângulos:

·       O uso abusivo da prisão preventiva.

·       A insensibilidade da Polícia Federal de tê-lo detido no hospital (o juiz não poderia saber).

·       O show midiático expondo os réus antes do julgamento.

Preferiu, acacianamente, dizer que o Código Penal autoriza a detenção de pessoas em hospitais. E nada mais não disse nem lhe foi perguntado.

Dos demais Ministros, Marco Aurélio Mello se manifesta de vez em quando, assim como Gilmar Mendes. Mas nenhum ousa qualquer ação para deter a escalada do regime de exceção.

É uma desmoralização tão grande para as instituições brasileiras que, recentemente, um veículo norte-americano incluiu Sérgio Moro entre os dez líderes mais poderosos do planeta. Ora, o poder de um juiz de primeira instância é diretamente proporcional à fraqueza dos tribunais superiores. O prêmio a Moro é a confirmação do fracasso do sistema judiciário brasileiro, impotente para impedir a escalada de arbitrariedades do juiz.

Ministério Público Federal

Em debate na Folha sobre os abusos da Lava Jato, o procurador Jefferson Dias apelou para o teorema da isonomia no desrespeito aos direitos básicos, uma falácia indesculpável em operadores do direito, aliás ponto central na psicologia de massa do fascismo: a ideia de que direitos são privilégios dos mais favorecidos. Acerca da superexposição dos réus, seu argumento foi: "Sempre houve isso com os menos favorecidos. Mas aí, quando acontece com pessoas mais ilustres, eles reclamam."

Em recente sessão da Comissão de Segurança da Câmara, o Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot enviou como representante o procurador Rafael Perissé. A audiência foi convocada para desagravar militares envolvidos em grupos de extermínio, e sob investigação.

Em nome do MPF, Perissé declarou que o aumento da letalidade, em operações da polícia, era resultado do trabalho deletério de ONGs e de procuradores criticando a polícia. Como resultado, a polícia ficou mais enfraquecida e os bandidos mais atrevidos. O aumento da letalidade, portanto, foi decorrência do maior atrevimento dos bandidos.

Nas redes sociais, o argumento central de procuradores é o uso recorrente da visão do inimigo externo. Qualquer crítica à Lava Jato é enquadrada como defesa dos corruptores contra os mocinhos.

Mídia

A crise da mídia provocou dois efeitos: submissão dos três grupos jornalísticos (Folha, Estadão e Abril) ao governo; e dos jornalistas em relação aos jornais e ao governo.

Do lado dos jornais, há um silêncio obsequioso em relação aos abusos, uma tentativa de criar um clima positivo, todos aguardando a bolsa mídia em gestação.

Nas redações, colunistas sob ameaça de desemprego, ou esperando surfar na onda do governo, ingressaram na era da infâmia. O momento atual, aliás, tem proporcionado um amplo desnudamento de caráter, especialmente quando se tem em conta que o golpe já venceu a guerra e está em andamento uma caça aos “inimigos”. À esta altura, colocar lenha na fogueira inquisitorial significa expor setores cada vez mais amplos à caça aos inimigos, que poderão ser seus colegas de ofício.

Cronistas com projetos na rádio MEC, colunistas beneficiários da Bolsa Ditadura, blogueiros de grandes grupos, colunista econômica, estão atuando como soldados incumbidos de executar o inimigo ferido no campo de batalha. Deveriam pensar melhor na sua biografia em um momento em que o país está prestes a cruzar de forma decisiva o Rubicão da democracia. A ficha caiu até para Fernando Henrique Cardoso.

Cena 4 – a reorganização das alianças

O golpe foi desfechado por uma coalizão composta principalmente  pelos seguintes elementos:

1.     A camarilha dos 6 (Temer, Moreira Franco, Padilha, Geddel, Jucá e Cunha) cujo maior estrategista era Eduardo Cunha.

2.     A mídia, liderada pela Globo.

3.     O PSDB como agente secundário, tentando ser o legítimo representante do mercado.

4.     A Procuradoria Geral da República, como agente operador da repressão.

As afinidades maiores são entre os três últimos grupos. O grupo 1, no entanto, enfeixou o poder, mas não cumpre com alguns requisitos básicos:

Falta de legitimidade – o Estadão tratando Eliseu Padilha como grande agente público é jornalismo de alto risco (http://migre.me/v4sTL). Há limites para o jornalismo chapa branca. E os jornais sabem que o custo para tentar legitimar o governo Temer é excessivamente alto. Como montar um regime fundado na anticorrupção tendo na cabeça o mais suspeito grupo político pós redemocratização?

Incapacidade de conduzir reformas – chegando ao poder, Temer passou a distribuir benesses entre os vitoriosos. Ampliou desmedidamente os gastos públicos em troca da promessa de reformar radicalmente a Previdência e impor teto aos gastos públicos. A cada dia que passa, fica mais distante da promessa de promover os cortes radicais e entregar o produto prometido. Aliás, em sua primeira atitude legítima em muito tempo, Rodrigo Janot ingressou com uma ação no STF visando impedir os danos às políticas sociais com os tais limites orçamentários (http://migre.me/v4sWN).

Aumento da impopularidade – o “Fora Temer” tornou-se um bordão irresistível. Não haverá parceria capaz de conferir a Temer senioridade no cargo.

A bolsa mídia

A reação do governo Temer está no preparo da bolsa mídia. É o que tem segurado as críticas dos jornais.

Algumas deduções sobre a tal bolsa mídia:

·       Três dos quatro grupos mais influentes – Folha, Estadão e Abril – padecem de problemas de geração de caixa. Portanto, apenas uma operação hospital pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) - como ocorreu com a Globo no início dos anos 2.000 – seria insuficiente.

·       Também não será um pacote exclusivamente publicitário. A não ser os grandes eventos de TV aberta, não haveria maneira de carrear para os veículos valores para equilibrar o fluxo de caixa.

·       Provavelmente o pacote envolverá BNDES + publicidade + projetos especiais com Ministérios + alguma operação cinzenta com o MEC (Ministério da Educação).

No domingo, a surpreendente crítica de Faustão ao projeto de reforma da educação traz elemento novo desse jogo, que precisará ser colocado sob análise. Aparentemente, a paciência da Globo – a principal agente midiática do golpe – está se esgotando. Mais provável ser mais um capítulo de guerra comercial em torno da fatia da Globo na bolsa-mídia.

O tempo de vida útil do governo Temer é até o final do ano. Se até lá não conseguir reverter o jogo, provavelmente não passará pelo teste do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Sendo apeado do poder, não haverá mais a possibilidade de novas eleições diretas. E aí se tentaria reeditar o pacto conservador com o presidente da Câmara Rodrigo Maia.

Mas pairam dúvidas de monta no ar. Como passar por cima das suspeitas envolvendo lideranças expressivas do PSDB? Ou a ideia seria jogá-los ao mar, refazendo as alianças com os remanescentes?

Cena 5 – as forças contra-cíclicas

Nas últimas décadas houve uma modernização no país, com temas civilizatórios, direitos de minorias, cotas raciais, o surgimento de um empresariado moderno – aquilo que o Jessé de Souza chama de o Estocolmo de São Paulo.

À medida em que se aprofunda o Estado de Exceção, tenderão a se posicionar como força contra-cíclica.

A dúvida é sobre o efeito-demonstração das manifestações democráticas. Daqui para frente, os abusos da Lava Jato serão cada vez maiores, estimulando mais manifestações de resistência.

Mas há dúvidas de monta sobre essa resistência. O governo e a Lava Jato jogam com a tática da intimidação. O país moderno está suficientemente consolidado para rebater essa ampliação do Estado de Exceção?

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178 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Não

   As supostas "forças contra ciclicas " estão desorganizadas, em vacuo de lideranças, e com certeza parte destes possiveis nucleos de resistência, analisando o momento e a desenvoltura com a qual o Estado de Exceção se desenvolva, aumente a intimidação tanto juridica como midiática, irão acabar aderindo por gravidade, garantindo sua sobrevivência e até quem sabe, participação no processo..

    Já com o tempo do "governo" Temer sendo contado, em regressiva, tanto pela não entrega do "produto", como pelos seus próprios erros e sérias divergencias internas, tanto na "cozinha" como em suas outras dependencias ( cuidar e deixar harmonicas, serpentes em um serpentario, é impossivel ), a possibilidade concreta de Temer não emplacar o Carnaval 2017 no Planalto, é tão ou mais provavel quanto a realização de eleições em 2018.

     Golpe versão 2.0 : Não é desprezivel considerar que o "Governo Temer et caterva" expóe a cada dia sua fragilidade, algo previamente calculado, portanto não seria nenhum absurdo considera-lo apenas um ponto de travessia, a ser util até um certo limite, depois de realizado o "trabalho", ser passivel de substituição, afinal salvacionistas estão sempre no apronto, até o mote "Fora Temer", se bem trabalhado pelas "forças ciclicas", com apoio direto da midia de massa, pode vir a derreter este "governo" em semanas, pois "denuncias" contra seus membros mais destacados, com certeza estão guardadas no farto armario de Curitiba, é só coloca-las no forno, e bye bye Temer, e "VIVA" os salvadores do País, que não terão o suficiente tempo, para definitivamente sanar a Terra de Santa Cruz, dos maleficios da corrupção endemica, portanto eleiçoes diretas somente após o saneamento da politica nacional.

      O contexto acima é terrivel, mas muito plausivel, os sinais estão disponiveis a todos.

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junior50

O filósofo Giorgio Agamben,

O filósofo Giorgio Agamben, quando esteve no Brasil, há mais de 10 anos, sabiamente quis ir além das universidades e conhecer uma favela. Tanto porque queria ter contato, in loco, com modos de vida do povo pobre quanto porque sabia que este vivia já sob Estado de exceção em alguns espaços de seu próprio país. Basta pensar em como a polícia e a "justiça" tratam a população das favelas e periferias pobres do Brasil. Segue a curta participação do então jovem estudante Agamben no papel do apóstolo Felipe, em trechos do importante filme O Evangelho segundo São Mateus, de Pasolini, de 1964. Pasolini também achava que a democracia capitalista  era mais eficaz em termos de dominação do que o fascismo.

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O que se poderia fazer...

Acho que seria o tempo de tentar promover no Congresso, mesmo com os golpistas ameaçados pela Lavajato, um entendimento para aprovar as seguintes mudanças:

  1. Acabar com a livre convicção do juiz diante das provas – o juiz deve julgar diante das provas materiais e das existentes, e não sobrepor sua “consciência” a elas, como ocorre hoje, pelo menos no direito penal;
  2. Mandatos de quatro ou cinco anos para juízes, procuradores e promotores de todas as instâncias, com exigência de experiência advocatícia de no mínimo 10 (dez) anos para todos eles;
  3. A indicação para o STF permaneceria como é hoje, isto é, escolha livre por parte do presidente, com aprovação pelo Senado. Todavia, exercício do cargo também submetido a mandato de quatro ou cinco anos.
  4. Qualquer partido com assento no Congresso Nacional poderia abrir (sem depender de aceitação por parte do presidente de qualquer das casas) procedimento de exame de impeachment contra qualquer juiz ou procurador de qualquer instância, com o processo de impeachment sendo aprovado por pelo menos um quinto dos membros de qualquer das casas do Congresso Nacional, dar-se-ia continuidade ao mesmo, bastando metade de qualquer das casas do Congresso para afastar o juiz ou procurador.

Creio que com essas medidas, a democracia brasileira poderia ainda ser salva dos novos ditadores. Se ninguém puser limite nisso, em breve sequer poderemos tecer críticas a isso.

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José Policarpo Jr.

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R R

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Ressalte-se que o plano era o PSDB do grupo do Aécio assumir o poder na última eleição via PF/MPF/Lava Jato/PGR.
Como perdeu, deu continuidade ao projeto e o PMDB herdou a presidência e o governo. A partir daí montam-se as alianças.

Ao ceder o Ministério da Justiça ao grupo de Alckmim, o PMDB cedeu ao objetivo de eliminar das eleições de 2018 o PT via ações da Lava Jato/Moro. Ao mesmo tempo, trouxe para perto quem controla a operação - Moraes não apenas encontrou-se com Moro em uma reunião não oficial, mas tem sido alimentado com informações internas das investigações, como ficou evidente no discurso de palanque. A ligação do grupo Alckmim com o PMDB se dá também na repressão da Polícia Militar - sem o endosso dos governos estaduais, o uso da PM com tal objetivo fica limitado. Nesse sentido, o estado de exceção e a repressão passam em grande parte pela continuação da Lava Jato. Há um sentido utilitarista na decisão do TRF-4

Outra vantagem foi dividir o PSDB - o grupo de Alckmim participa do governo (assim como Serra), enquanto o PSDB de Aécio pretende se colocar como oposição. É preciso estudar o xadrez considerando essas diferenças. Ao que parece, Aécio tem como principal escudeiro o PGR. 

Um novo nome em 2017, em substituição a Temer, pode não ser do interesse de vários desses agentes. Incluiria também uma nova e desgastante rodada de negociações com o Congresso.

Em relação a outros interesses corporativos e empresariais, o governo que está aí já abriu as portas ao oportunismo. É assim com a Petrobras. Foi assim com as mudanças no financiamento de imóveis da Caixa. Foi assim com a MP da educação e, em breve, será assim com a MP da saúde (pois os orçamentos das duas áreas não será congelado?). E depois será também com o apoio da mídia.

Aqui, também, não haveria razão para mudar.

Mais do que repressão, o importante é sustentar por mais algum tempo o clima de instabilidade e caça às bruxas. É só por tras dessa poeira que o oportunismo acontece.

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Alguns ministros do STF

Alguns ministros do STF mudaram sua posição em relação a lava jato e ao golpe de forma tão rápida e radical que levanta algumas suspeitas. O caso mais gritante é o de Teori Zavascki. Lembro que ele criticou duramente as prisões prevetivas para obtenção de delações, que chamou de "medievalescas".

A partir de um certo momento, isso mudou. Não sei dizer com precisão, mas parece que foi na época em que começaram a ocorrer ameaças aos familiares de alguns ministros, com manifestações na frente de suas residenências.

A inexplicável "geladeira" de 4 meses em uma liminar (!) para afastar Cunha, permitindo a votação do impeachment, e a súbita mudança de posição em relação às prisões, não apenas parando de criticar, mas passando também a endossar essas medidas me soam muito como resultado de algum tipo de chantagem ou ameaça.

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Até que momento o povo alemão

Até que momento o povo alemão ovacionava Hitler? Enquanto ganhavam a guerra? Até que começaram os bombardeios aliados às cidades alemãs? Os vizinhos desaparecendo e diziam "eu não sabia" a respeito dos campos de extermínio?

Tem muita gente (muita mesmo) que apoia ideias fascistas. Enquanto o seu grupo estiver ganhando a guerra, vão apoiar o estado de exceção contra "os outros". A ideia de que a crise econômica é culpa exclusiva do PT vai durar muito tempo. Mesmo fora do governo, agora o argumento é a "herança maldita".

E óbvio que vão dar um jeito de evitar a candidatura de Lula em 2018. Isso se ainda sequer tivermos eleições.

Sinceramente, vejo com extremo pessimismo os próximos anos do Brasil.

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Comentário

A Ditadura do Judiciário já está aí, sem ela o golpe não seria possível assim não como seria possível sem a mídia inscrupulosa de apoio. Que bem o diga a embaxatriz dos EEUU no Brasil à época (já foi-se embora antes do golpe, deixou tudo pronto, s.m.j.) assim como o fez no Paraguai, foi-se embora também antes da queda do Lugo. O estado de exceção já se instalou e vai se aprofundar cada vez mais, bem como vai se consolidar o poder da polícia, o poder do ministro da Justica, por ex. O Pedro Parente vai terminar de sucatear a Petrobrás e vender tudo o que puder, o entreguismo já começou por aí. O dinheiro, ao Deus dará.  Perseguições poderão acontecer? Certamente, afinal o o golpe é fruto de ditadura fascista pelas bandas de cá, há de se temer o que poderá acontecer. O Temer vai cair, é claro, o golpe não foi planejado e feito para ele ser o presidente do país, o Temer e o Cunha foram peças do jogo dos golpistas, peças a serem descartadas, um já foi. Quem vai assumir o poder ilegítimo do Brasil será alguém do PSDB, afinal eles não foram tão longe, não jogaram tão sujo para nada. O que virá depois? Quem viveu 64 sabe. Não consigo ver saída para o que está acontecendo, estou indignada, me sentindo desrespeitada. Infelizmente,quando a Verdade se defronta com um Poder desta natureza, a verdade sempre perde. Não se  poderá, porém, parar de lutar, de denunciar e de mostrar a verdade. Quem sabe as coisas mudem para melhor? O que não poderá acontecer é o golpe não passar para a história como  o golpe que foi.

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Luiz Flávio Lopes

Fora, Temer, fica!!

A partir de janeiro estaremos gritando "FICA TEMER!!"?

 

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Quando vamos cortar a cabeça da Medusa?

Análises levam muitas vezes a teorias, que na sua maioria naufragam por  não apontarem, com firmeza, os reais causadores do assunto investigado. A "Lava Jato" surgiu, oficialmente, para combater ilícitos, entre outros,  os praticados contra a nossa maior petroleira.

Parece, contudo, que a "ação"  foi arquitetada para dar continuidade ao "Mensalão", meio de "compra" de posicionamentos de membros do Legislativo, prática infelizmente existente desde o nosso Império (este inicialmente a perpetrava pela entrega de terras; posteriormente adotou o dispositivo europeu da concessão de títulos nobiliárquicos, as terras começararm a faltar ...). Como o "Mensalão" se exauria da memória dos brasileiros, se precisava criar novos acontecimentos negativos ao governo para ofuscar os avanços que conseguiu para a sociedade brasileira, desde a queda da Casa Grande dos anos anteriores a 2003.

Nos idos de 2013, quando surgiram as primeiras ilações contra a presidente Dilma quanto a refinaria de Passadena e depois da firme refutação sobre aquelas acusações, a "Medusa" começou a se movimentar. Viu nas insatisfações de alguns servidores do Executivo, do Ministério Público e principalmente do Judiciário um campo fértil para fomentar a sua conspiração. Estes "personagens cinzentos" foram aos poucos "capturados" pela górgona que os treinou localmente e no exterior, para que pudessem ser "eficientes" e "letais" contra um governo escolhido pela maioria da sociedade brasileira.

Prometeu-lhes o apoio de muitas de suas serpentes, entre elas a "grande mídia", os infiltrados que já tinha na máquina pública e principalmente de parte da classe média, incomodada pelos avanços sociais ocorridos nos últimos treze anos, como do compartilhamento de assentos em aviões de carreira com "extratos inferiores" da Terra de Santa Cruz.

Quem será a "Medusa"? Como dedução, o caminho leva ao Establishment nacional, oculto nas suas FIESPs, FENABANs, SRBs e congêneres; e também aos "investidores"  estrangeiros, famintos pelas oportunidades "fáceis" que tinham no passado, proporcionadas pela Casa Grande.

Os agentes do capital "alóctone" são apoiados pelos seus governos, muitas vezes de forma sub-reptícia (vide a ação de Langley e de Fort Meade na paragem de Caramurú ...) e outras  de maneira "oficial" através de representantes no Brasil que já atuaram em Honduras, Paraguai e Venezuela. Os "investors" buscam a aquisição  barata e "descomplicada" de bens e direitos do Estado brasileiro. Quando a "fonte secar" devem ir a outros países em desenvolvimento e até subdesenvolvidos, fomentando novos complôs e confusões, para obterem o maior "profit".

Como podemos evitar o "olhar" que tudo transforma em pedra? Sugiro a convocação de "Perseu" ou o povo brasileiro, que através da ação legítima do seu cutelo, representada pelo voto, desarme o complô engendrado por aqueles que não conseguem alcançar de maneira legítima o poder.

Não a "Lava Jato"  sectária e conspiratória. Sim ao povo brasileiro amparado pelo estado de direito.

 

 

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Godinho

Estado de Exceção com voto popular.

Os educados e bem nascidos no Brasil são, via de regra, de muito a ultraconservadores, e costumam se entender (não é àtoa que existe o ditado "eles que são brancos que se entendam"). Contudo, um Estado ditatorial claro e evidente gera tensões de longo prazo que não interessam ao dono das Américas. 

Temer cai, e quanto mais cedo melhor para o Golpe (assim denominando essa megaaliança conservadora que tomou o poder). Como é adequado manter alguma aparência de legalidade, cai depois de janeiro/2017. Os passos seguintes:

- Eleição indireta, como manda a lei, com um candidato ultraconservador, talvez Serra, mais certamente Alckmin;

- Reforma política, sob o argumento de evitar novas crises desse tipo, implantando um parlamentarismo à inglesa, voto distrital, poucos partidos, cláusulas de barreira que eliminem as esquerdas mais radicais da participação parlamentar. Financiamento de campanha por empresas inscrito na constituiçao.

- Eliminação dos direitos e garantias relacionados a previdência, trabalho, igualdade de genero e de raça da constituição. Para isto, primeiro acabar com o conceito de cláusula pétrea.

- Eleições regulares, inclusive em 2018, sem prorrogações. A essa altura, partidos como PT, PCdoB, PSOL, entre outros, já estarão fora da disputa, pela via do desenho geográfico dos distritos. Basta criar distritos que concentrem os votos desses partidos, limitando o número de representantes que elegerão. Por exemplo, se na Zona Leste de São Paulo há muitos votos petistas, recortam-se os distritos de modo a que nessa área sejam eleitos pouquissimos ou mesmo apenas um deputado. Assim se faz em todo país, e as esquerdas serão sempre minúsculas minorias no Parlamento.

A dolorosa verdade é que somos uma imensa república de bananas, sujeita aos arreganhos dos donos das Américas. Uma ou outra vez toleram uma certa independência - que nunca é tão grande, afinal - mas quando algo parece, apenas parece, contrariar seus interesses geopolíticos, acionam os capitães-do-mato e mostram quem manda, afinal.

Talvez lá pelo meio deste século, se nada terrível acontecer, ocorra um novo equilíbrio de poder no mundo, e nós possamos, enfim, tentar caminhar na direção dos nossos próprios interesses.

 

Seu voto: Nenhum
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Silvio L. Morais

Diagnóstico perfeito do Estado de Exceção

O diagnóstico do Estado de Exceção é perfeito, apenas acrescentaria aos dados que o constituíram,  a prisão do senador da república Delcídio do Amaral. Independentemente da minha visceral antipatia e discordância com o parlamentar, quem, em sã consciência jurídica poderia sustentar que ele foi "preso em flagrante, cometendo um crime hediondo". Ser pego em flagrante cometendo um crime hediondo são pressupostos indispensáveis para a prisão de um senador da república que foram ignorados, ou melhor, "acochambrados", via Direito Penal do Inimigo, pelo ministro do Supremo, Teori Zavascki. Mais ainda: Lula não pode tomar posse na Casa Civil porque o Supremo considerou que havia assuntos mais "urgentes" em pauta para julgar e não entrou na bola dividida. O STF, literalmente, "rolou com a barriga", até que não houvesse mais a necessidade de julgar porque Dilma já havia sofrido o impeachment. Os casos que citei, outros situações menores não mencionadas, e os apontamentos do Nassif demonstram, didaticamente, que o Brasil vive hoje sob um Estado de Exceção. Um Estado de Exceção que foi montado para apear do poder um governo legitimamente eleito pelo povo e, simultaneamente, promover uma guerra de extermínio contra Lula e o PT. 

Em que pese a existência inequívoca do Estado de Exceção chancelado pela aliança midiático-judicial, ainda existe muita margem para a ação. Quando falo margem para a ação não me refiro apenas aos movimentos de rua que devem continuar, a despeito da dura repressão que estão sofrendo. Refiro-me, especificamente, à parcela mais esclarecida nesse processo todo que são os intelectuais progressistas que existem, felizmente, às centenas no Brasil. O que está faltando para que juristas, cientistas sociais e politicos, filósofos, antropólogos, artistas e advogados se manifestem em conjunto sobre o que está acontecendo nesse tempo de trevas do nosso país? 

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Matias

Estado de Exceçao começou com negaçao do Mandato Dilma 2

A maioria parlamentaria razgou a Constituçao, exceçao que  abriu as portas do inferno do Estado de Exceçao.

Estado de Exceçao que pode virar  em uma" Ditadura com apariencia democratica" como na primeira fase 

da ditadura do 64 ( Abril 1964 ao AI-5 em Dezembro 1968).

Como deter um efeito avalancha em direçao de uma Ditadura assumida ??

Instancias internacionais devem intervir antes que as coisas degenerem num Dialogo Nacional

 

 

 

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A doutrina de Lúcifer e a ajuda externa à Síria (em Inglês)

ACIMessentials wrote: Masonic General Albert Pike's diabolical PLANS for
three world wars - yes, girls and boys, this is
literally what he wrote in 1871:  "The Third World
War must be fomented by taking advantage of the
differences caused by the "agentur" of the
"Illuminati" between the political Zionists and
the leaders of Islamic World. The war must be
conducted in such a way that Islam (the Moslem
Arabic World) and political Zionism (the State of
Israel) mutually destroy each other. Meanwhile the
other nations, once more divided on this issue
will be constrained to fight to the point of
complete physical, moral, spiritual and economical
exhaustion…We shall unleash the Nihilists and the
atheists, and we shall provoke a formidable social
cataclysm which in all its horror will show
clearly to the nations the effect of absolute
atheism, origin of savagery and of the most bloody
turmoil. Then everywhere, the citizens, obliged to
defend themselves against the world minority of
revolutionaries, will exterminate those destroyers
of civilization, and the multitude, disillusioned
with Christianity, whose deistic spirits will from
that moment be without compass or direction,
anxious for an ideal, but without knowing where to
render its adoration, will receive the true light
through the universal manifestation of the pure
doctrine of Lucifer, brought finally out in the
public view. This manifestation will result from
the general reactionary movement which will follow
the destruction of Christianity and atheism, both
conquered and exterminated at the same time." https://www.google.com/#q=the+%22agentur%22+of+the+%22Illuminati%22+between+the+political+Zionists+and+the+leaders+of+Islamic+World. above comment posted to:----Ken O Keefe on 911https://www.youtube.com/watch?v=e8__64mFVes

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Follow the money, follow the power.

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Matias

Estado de Exceçao começou com negaçao do Mandato Dilma 2

A maioria parlamentaria razgou a Constituçao, exceçao que  abriu as portas do inferno do Estado de Exceçao.

Estado de Exceçao que pode virar  em uma" Ditadura com apariencia democratica" como na primeira fase 

da ditadura do 64 ( Abril 1964 ao AI-5 em Dezembro 1968).

Como deter um efeito avalancha em direçao de uma Ditadura assumida ??

Instancias internacionais devem intervir antes que as coisas degenerem num Dialogo Nacional

 

 

 

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Antonio Constantini

Intimidacao

O Exercito admitiu  que enfiltra agentes nas manifestacoes. Mandou o recado. Como diz o ditado: bateu na na cangalha pro burro entender. Parece que as pessoas entenderam. Intimidacao velada; obediencia calada.

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Junior Sertanejo

Relembrando Joel,em tempos de

Relembrando Joel,em tempos de FORA TEMER.A Presidenta Dilma afirma que caminhamos para um estado de exceção.Coitada,não sabia o que fazia lá nem cá.Por certo,achou-se que já estava no horário de verão.

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paulmoura

Forças anticíclicas para

Nassif, vamos incendiar a pradaria na retaguarda desses nefastos fascistas.

Será fogo no rabo e baioneta no pescoço.

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Cesar Cardoso

Pinçadas sobre uma democracia que chegou à decadência sem auge

Acho que já é consenso de que será um milagre ocorrerem eleições em 2018.
E também queria dizer que volta e meia estou lendo o que se escreve sobre "democracia iliberal", just in case.

Dito isto, vamos a mais uma rodada de comentários pinçados a partir de frases do Nassif (que estão em itálico e negrito):

É a primeira vez que um tribunal, em país democrático, valida expressamente o Estado de Exceção em tempos de paz, após o “patriot act” dos Estados Unidos contra o terrorismo.

Primeiro, vamos definir uma coisa: o Estado de Exceção em tempos de paz e sob formalidades democráticas (eleição, possibilidade de alternância do poder etc) é o novo normal. Só muda a intensidade e se o executor da exceção é "nós" (EUA, Reino Unido) ou "eles" (Rússia, num futuro próximo Turquia)

Dito isto, a decisão do TRF4 é mais uma invenção brasileira à causa do eterno Estado de Exceção, porque pulou a fase da aprovação das medidas de exceção pelo Parlamento. Mas não tem problema, daqui a pouco surge um novo Riocentro às avessas - ajudando, em vez de impedindo, o fechamento do regime.

A sentença do TRF4 parte de uma leitura incorreta de Agambem, que analisava o Estado de Exceção para criticá-lo, não para endossá-lo, como fizeram os desembargadores.

Distorcer pensadores europeus para dar um verniz intelectual à sua decisão política se tornou epidemia no Judiciário desde a AP 470.

Mas nenhum (ministro do STF) ousa qualquer ação para deter a escalada do regime de exceção.

Eu sempre gosto de lembrar que não há como aplicar golpes de Estado, de quaisquer natureza, sem participação do Judiciário, nem que seja por omissão. Da mesma maneira que lembro que, na Argentina, criaram a doutrina dos governos de fato para legalizar os golpes. E, com o estado atual do STF, não me surpreendo com alguma invencionice do gênero.

À esta altura, colocar lenha na fogueira inquisitorial significa expor setores cada vez mais amplos à caça aos inimigos, que poderão ser seus colegas de ofício. (...) Deveriam pensar melhor na sua biografia em um momento em que o país está prestes a cruzar de forma decisiva o Rubicão da democracia.

Tenho impressão de que tem jornalista de grande grupo até querendo queimar colegas na fogueira, se isso significar que, no esperado futuro (que não virá) da recuperação da mídia na sua forma atual, os queimados não concorrerão com eles pelo bolo crescido. "Farinha pouca, meu pirão primeiro".

No domingo, a surpreendente crítica de Faustão ao projeto de reforma da educação traz elemento novo desse jogo, que precisará ser colocado sob análise. Aparentemente, a paciência da Globo – a principal agente midiática do golpe – está se esgotando. Mais provável ser mais um capítulo de guerra comercial em torno da fatia da Globo na bolsa-mídia.

Tem um fator que me intriga nisso, até porque a Globo é o único grande (e, desconfio, também incluindo os regionais) grupo de mídia que não precisa de bolsa-mídia para chegar a, sei lá, 2018. Será que a expansão da Globo começa a cobrar sua conta? Será que a Fundação Roberto Marinho foi rifada do MEC?

O tempo de vida útil do governo Temer é até o final do ano. Se até lá não conseguir reverter o jogo, provavelmente não passará pelo teste do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Sendo apeado do poder, não haverá mais a possibilidade de novas eleições diretas.

E vai acontecer exatamente isso: não vai se aprovar o proposto, chega no Carnaval e o TSE cassa a chapa de 2014, com com uma interpretação da Lei que permita atropelar a Ficha Limpa e devolver a elegibilidade a Temer.

Daí é fácil: o governo eleito indiretamente pelo Parlamento assume e propõe a prorrogação dos mandatos, evitando uma eleição em 2018; com isso, o pacto conservador-autoritário vai poder aprovar suas "reformas" dando tempo para o eleitor esquecer quem votou no quê.

E sempre tem o parlamentarismo. Não o semipresidencialismo, está claro que o risco de "dar zebra" numa eleição presidencial não apetece à turma que está aí. Mas um parlamentarismo estrito, com uma forte campanha de mídia para quebrar a grande, forte e eterna resistência popular a este sistema de governo.

Mas pairam dúvidas de monta no ar. Como passar por cima das suspeitas envolvendo lideranças expressivas do PSDB? Ou a ideia seria jogá-los ao mar, refazendo as alianças com os remanescentes?

Daqui a pouco jogam o Aécio no mar.

O país moderno está suficientemente consolidado para rebater essa ampliação do Estado de Exceção?

Vamos lá:

Um grupo, particularmente no empresariado moderno, vai compor. A composição do moderno com o atrasado é uma grande tradição brasileira.
Outro grupo vai se exilar, aí entendo alguns ativistas sociais com ligação no exterior e grupos de "cabeças brilhantes" que podem estudar ou montar empresas no exterior.
A resistência maior vai ser, mesmo, em quem já nasceu resistindo: sem-terra, sem-teto, favelados, pobres rurais, LGBTs.

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Não

   As supostas "forças contra ciclicas " estão desorganizadas, em vacuo de lideranças, e com certeza parte destes possiveis nucleos de resistência, analisando o momento e a desenvoltura com a qual o Estado de Exceção se desenvolva, aumente a intimidação tanto juridica como midiática, irão acabar aderindo por gravidade, garantindo sua sobrevivência e até quem sabe, participação no processo..

    Já com o tempo do "governo" Temer sendo contado, em regressiva, tanto pela não entrega do "produto", como pelos seus próprios erros e sérias divergencias internas, tanto na "cozinha" como em suas outras dependencias ( cuidar e deixar harmonicas, serpentes em um serpentario, é impossivel ), a possibilidade concreta de Temer não emplacar o Carnaval 2017 no Planalto, é tão ou mais provavel quanto a realização de eleições em 2018.

     Golpe versão 2.0 : Não é desprezivel considerar que o "Governo Temer et caterva" expóe a cada dia sua fragilidade, algo previamente calculado, portanto não seria nenhum absurdo considera-lo apenas um ponto de travessia, a ser util até um certo limite, depois de realizado o "trabalho", ser passivel de substituição, afinal salvacionistas estão sempre no apronto, até o mote "Fora Temer", se bem trabalhado pelas "forças ciclicas", com apoio direto da midia de massa, pode vir a derreter este "governo" em semanas, pois "denuncias" contra seus membros mais destacados, com certeza estão guardadas no farto armario de Curitiba, é só coloca-las no forno, e bye bye Temer, e "VIVA" os salvadores do País, que não terão o suficiente tempo, para definitivamente sanar a Terra de Santa Cruz, dos maleficios da corrupção endemica, portanto eleiçoes diretas somente após o saneamento da politica nacional.

      O contexto acima é terrivel, mas muito plausivel, os sinais estão disponiveis a todos.

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junior50

Sabe qual o real problema de

Sabe qual o real problema de tudo? Em minha opiniao: extremismo!

desde o governo do FHC existia uma direita saudosa da ditadura que diZia que o Brasil era um país que tratava bem "vagabundos". Com a eleiçao de lula e a subida ao poder de um partido verdadeiramente de esquerda, esse pessoal ampliou o reacionarismo, falando dia e noite em golpe comunista.

no começo nao pegou. Mas foram mais de 3 mandatos do pt e a coisa começou a espalhar. 

 

Eh triste, mas em pleno ano de 2016, a populaçao crítica ao pt nao sabe como funciona um país comunista, exceto pelo fato de associa-los a ditaduras. 

A tese do comunismo pegou, mas nao vejo um blogueiro falar sobre isso.

 

o comunismo eh um regime mto mais a esquerda, e desperta reaçoes mto mais a direita de qm eh contrario, dai o crescimento do extremismo.

 

o problema eh que isso nao ficou apenas no plano das discussoes em rodas de amigos ou de partidos politicos. Basta ver que pessoas inteligentes, ocupantes de cargos como o de delegado federal, acreditam que o Brasil era dominado por um partido que tinha a intençao ee transformar o Brasil num país comunista.

Nao duvido que a maioria desses procuradores da lava jato tb acreditam nisso. E nao duvido que eles sequer saibam o que eh um regime comunista. Mas essa caça ao pt, a mim parece que eh uma caça ao comunismo, de pessoas que caíram nessas teorias da conspiraçao comunista, ultrapassada, do seculo passado, mas que como toda teoria da conspiraçao, tende a conseguir sempre mtos adeptos.

e dai acho que houve um grande erro do PT, de nao usar debates, progrmaa eleitoral pra explicar a diferença entre um capitalismo voltado para agregar socialmente, de um sistema comunista, inclusive com sites com informaçoes didaticas para esclarecer as diferenças.

essa caça ao comunismo, diga-se de passagem, nao eh privilegio do brasil: no eua tb chamam o Obama de Comunista, a Hillary... tudo fruto de uma campanha do Tear Party e da ascensao da FoxNews. A diferença eh que a esquerda deles eh uma esquerda que tem ligaçao com as grandes corporaçoes. Mas mesmo assim vemos um sujeito totalmente ignorante surgir, como o trump, com um discurso totalmente extremista que faz o bolsonaro parecer criança, com grandes chances de ser eleito. Alias, se alguem tiver curiosidade, da uma procurada em entrevistas dos eleitores do Trump pra verem que o discurso raivoso e sem nexo eh igual ou pior do que o de mtos nos protestos de sao paulo, bem ao estilo revoltados. No Brasil ja temos o crescimento do bolsonaro. 

Ou o pt se declara de esquerda, mas tenta se dissociar dessa imagem comunista que vem crescendo, ou a tendencia eh que juizes e procuradores que convivem com pessoas mais conservadoras (em razao de sua posicao social), principalmente de regioes mais conservadoras como o sul, vao continuar a intensificar a perseguiçao.

a virada do extremismo so acontece quando atinge um apice e começa a volta do bom senso... pra mim o extremismo ainda nao atingiu o apice

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Barnabé Medeiros Filho

Vem aí uma nova ditadura escancarada?

Creio não haver mais dúvidas de que o objetivo oculto do golpe parlamentar-midiático-judicial é impor retrocessos em diferentes áreas. Nos sistemas trabalhista, educativo, previdenciário, econômico e de política externa, antes de tudo. Mas, por força de circunstâncias várias, também retrocesso nos costumes, nos direitos individuais, nos direitos das minorias, das mulheres, dos negros e retrocesso ideológico, com uma massiva lavagem cerebral. Também parece cada vez mais claro que com o governo Temer e o atual Congresso os agentes do retrocesso não conseguirão o que querem, sobretudo porque o atual governo é um saco de gatos.

Agora há sinais também muito claros de que essa situação não vai durar muito tempo e que a curto prazo um bloco hegemônico mais coeso vai tentar tomar o poder. Para tanto, o Judiciário vai procurar assumir de vez papel semelhante ao que tiveram os militares no golpe de 1964, o que em parte já está fazendo. O corolário será a derrubada de Temer concomitante com a cassação de uma fornada de parlamentares. Segue-se a escolha indireta de um novo presidente com perfil de ditador, imposto a um Congresso acuado. Quem seria esse candidato a ditador? Talvez Janot...

As consequências não serão pequenas para todos nós. Certamente haverá repressão ainda mais truculenta do que tivemos até agora, com prisão em massa de ativistas e lideranças. Mas também não se pode descartar o aumento da repressão clandestina, com assassinatos (o que já tem acontecido nas periferias e morros), tortura e estupro. Não é que alguma mente maquiavélica tenha planejado e detalhado tudo isso. O que acontece é que quando se desata um processo como esse, diferentes forças passam a atuar, a interagir e colaborar umas com as outras. Do fundamentalismo evangélico (que já contaminou o Ministério Público) aos fundamentalistas de mercado, do velho fascismo travestido de nacionalista aos entreguistas simplesmente antinacionais, das viúvas da ditadura anterior aos colunistas cool da mídia golpista. A velha máxima de que uma ditadura sabe-se como começa, mas nunca se sabe até onde vai nem quando termina, vale também para essa nova modalidade ditadura.

Não acho que esse circo de horrores (em maior ou menor do grau do que foi descrito) seja inevitável. Mas para evita-lo é preciso agir já, enquanto o grupo no poder ainda é um saco de gatos. Precisamos compreender o processo e para tanto os xadrezes de Nassif têm sido inestimáveis. Também precisamos divulgar, mostrar o que pode vir pela frente e, fazer um grande esforço para que isso chegue até mesmo aos articuladores do golpe. Mesmo entre os golpistas provavelmente há muitos que não se deram conta de aonde pode chegar o que estão articulando e que, como a História é farta em exemplos, parte deles pode vir a ser vítima do próprio golpe.

Sobretudo é preciso continuar a organizar a resistência e aprofundá-la, ampliá-la na perspectiva de se criar um movimento de massa organizado e com capilaridade em todas as classes sociais. Trata-se já não mais de apenas defender direitos. Trata-se de preservar o pouco que temos de democracia.

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Antônio - Minas Gerais

Resistir

 ‘É a primeira vez que um tribunal, em país democrático, valida expressamente o Estado de Exceção em tempos de paz...” Como pode haver democracia se o ambiente não é democrático? O que fazer? Acredito que só um verdadeiro estadista pode colocar as coisas no seu devido eixo. Mas quem seria o estadista? Lula? O que efetivamente ele poderia fazer? Bem, depende dele como ele quer entrar para a História. Lembrando que a História é escrita pelos vencedores, mas de vez em quando alguém atravessa o caminho dos vencedores e crava um capítulo a parte.

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Golpe de Estado e Fascismo

O que houve no Brasil com a deposição ilegal de Dilma foi um GOLPE DE ESTADO, que se confirma a cada passo do governo que usurpou o poder. O que não se supunha é que o GOLPE rapidamente ganhasse contornos fascistas, que a inconsequente decisão do TRF-4 veio a confirmar.

Não há dúvidas de que Moro, Dallagnol e a Força Tarefa sejam fascistas. Seus métodos de tortura, espionagem, vazamentos e manipulação da opinião pública, chantagem e ameaças contra suspeitos e seus familiares comprovam isso. A Lava Jato é um trem descarrilado que por fim explodirá as bases do Estado de Direito no Brasil.  Não há freios com poder suficiente para recolocar o comboio nos trilhos novamente.

Esqueçam Temer e a camarilha, serão descartados em breve. O cenário que se desenha é semelhante ao da Alemanha Nazista, com a queda da República de Weimar e a ascensão de um Fuhrer.
 

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Marcelo33

O Fuhrer em questão pregava

O Fuhrer em questão pregava superioridade do povo alemão sobre os demais e criou o seu próprio destino mainfesto, deu uma arma na mão de cada alemão e todos foram para o Leste atrás de "Espaço vital".

Não existe espaço para isso no Brasil. Dallagnol já decretou o povo americano e sua colonização superior... vai convencer o povo a cometer suicidio coletivo pra dar espaço vital para os Americanos ?

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O golpismo prega a superioridade moral contra o petismo

Deixando Godwin de lado por um instante, creio realmente que há similaridades com a ascensão nazista. O DNA fascista está igualmente presente em Moro, Dallagnol, JR Marinho e centenas de outros abastados golpistas.

A adesão da classe média é da mesma natureza, a manipulação da mídia também, a violência, a intolerância, a intimidação, até mesmo a queima de livros pode ser vistas nas reformas de Helena de Castro & Frota.

O governo Temer é uma SA Tabajara, que um dia em breve será deletada por algo infinitamente mais brutal.

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Lições da História: o emblemático caso da Panair do Brasil

Não podemos nos esquecer do que foi e fez a "Justiça" brasileira nos tempos da ditadura.

Voltamos a trilhar o mesmo caminho escabroso de abuso de poder, arbítrio e destruição do Estado de Direito e da Democracia.

 

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Cafu

Como faço para reenviar o link ? No youtube não está disponivel e não tenho FB

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Olá, Ana

O link está disponível no YouTube. sim. Basta clicar no ícone do YouTube que se encontra embaixo do vídeo, no lado direito , e você será direcionada para lá. 

Caso haja algum problema, digite  "Documentário Panair do Brasil - Marco Altberg" no google ou na parte de buscas do YouTube e você encontrará o vídeo facilmente.

Boa sorte. Abraços.

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MUITO OBRIGADA, Cafu,

MUITO OBRIGADA, Cafu,  maravilhoso, tristíssimo e atualíssimo o documentário ! Valeu

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MUITO OBRIGADA, Cafu,

MUITO OBRIGADA, Cafu,  maravilhoso, tristíssimo e atualíssimo o documentário ! Valeu

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Bahia

"Forças contra-cíclicas" O

"Forças contra-cíclicas"

O Nassif tinha que aprofundar a discussão sobre as "Forças contra-cíclicas" , não é possível que essas forças não consigam um minimo de coerência e direcionamento no combate aos abusos. Enquanto as esquerdas não unificarem seus objetivos a galera não vai aderir, vamos ficar só no discurso, estamos todos dispersos.

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O filósofo Giorgio Agamben,

O filósofo Giorgio Agamben, quando esteve no Brasil, há mais de 10 anos, sabiamente quis ir além das universidades e conhecer uma favela. Tanto porque queria ter contato, in loco, com modos de vida do povo pobre quanto porque sabia que este vivia já sob Estado de exceção em alguns espaços de seu próprio país. Basta pensar em como a polícia e a "justiça" tratam a população das favelas e periferias pobres do Brasil. Segue a curta participação do então jovem estudante Agamben no papel do apóstolo Felipe, em trechos do importante filme O Evangelho segundo São Mateus, de Pasolini, de 1964. Pasolini também achava que a democracia capitalista  era mais eficaz em termos de dominação do que o fascismo.

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ELIZABETE OLIVEIRA GOMES

Inacreditável

É inacreditável o poder que estão atribuindo a Moro, mais inacreditável ainda são as arbitrariedades cometidas por  essa operação, que a cada dia se tornam mais explícitas.  Eu me pergunto por que não entregam logo o comando do país a Moro e sua Lava a Jato? Me parece que no Brasil, de hoje não existe ninguém mais poderoso e bajulado do que esse juiz. A idolatria leva a cegueira, só isso pode explicar porque Sérgio Moro segue intacto, protegido por uma redoma de vidro, apesar de  tudo quem vem fazendo.  Parece que a Lava a Jato foi criada com um único propósito: varrer para sempre o PT do cenário político do Brasil.  Já que não conseguiram ganhar nas urnas e não conseguiram com o mensalao, Moro foi escalado para essa tarefa e pelo que temos visto, tem tido êxito. ..Conseguiram tirar a Dilma, destruíram o Lula e sua família, reduziram o PT a pó, mas para Moro não basta, ele tem que fechar a Lava a Jato com chave de ouro: tem que prender o Lula. Moro só tem esse apoio todo primeiro, por causa do ódio ao PT e a Lula, segundo por causa dessa mídia partidária. A mídia constrói e a mídia destrói . Veja o exemplo de Collor de Mello, que toi eleito pela Globo depois daquele fatídico debate ... Essa história de que a Lava a Jato está mudando o Brasil e acabando com a corrupção é de uma hipocrisia que chega a dar nojo. Desde quando se combate a corrupção poupando e protegendo figuras como  Aecio Neves, megadelatado na operação, e Eduardo Cunha? Por que em junho desse ano, logo após terem decretado a prisão dos caciques do PMDB, o ministro da justiça se encontrou com Moro e a artilharia da Lava a jato se virou toda contra  a o PT? Por que permitiram que Cunha conduzisse o processo de impeachement, mesmo tendo provas contundentes de seus delitos e por que mesmo apesar dessas provas ele continua solto? Por que Moro se recusou a investigar a lista da Odebrecht e porque concedeu  prisão domiciliar para quem delatou o PT? E o que dizer dos grampos de Renan,  Machado e Juca onde eles afirmam com todas a letras que era preciso fazer um acórdão com todo mundo inclusive com o STF para acabar com essa p o r r a?  É  Moro tem muito a explicar,  mas pelo jeito ao invés de questionarem preferem bater palmas para o maluco dançar. ..

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Lima Gb

É estratégico

Essa obsessão pela destruição da imagem do Lula não é uma psicopatia do juiz. Na época do (patético) "escândalo" do "mensalão", a turma do atual golpeachment apostou na "teoria do sangramento ", achando que Lula e o PT iriam se desgastar por si sós, situação vivida por eles quando na primeira derrota nas urnas ao PT. Acabaram engolindo Lula reeleito e ele fazendo a sucessora. A determinação é para isso não ocorrer novamente.

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José Luis Pereira

Sob qualquer ponto de vista

Sob qualquer ponto de vista "essa porra" não tem como acabar bem. Estão cutucando a turma "do andar de baixo" e, mais cedo ou mais tarde, o pau vai torar nas ruas.

Hoje mesmo o usurpador proibiu a CEF de utilizar recursos do FGTS para financiamento do Minha Casa Minha Vida. Isso depois dos ataques ao SUS e à educação pública, sem falar no iminente sequestro dos direitos dos trabalhadores.

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Marcelo33

O problema é que mais tarde

O problema é que mais tarde será tarde demais...

Temos que respeitar os contratos !!!

Se os golpistas venderem o Brasil, teremos que entregá-lo...

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Junior Sertanejo

 Relembrando Joel,tão sumido

 
Relembrando Joel,tão sumido em tempos de FORA TEMER.Não coloco em duvida que a Operação Lava Jato,veio para limpar o Brasil,e seria o legado da Presidenta Dilma,segundo o ex Ministro Zé Cardoso.Nela chegou desde 17 de abril passado.Nele não se sabe quando.

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Junior Sertanejo

 Relembrando Joel,tão sumido

 
Relembrando Joel,tão sumido em tempos de FORA TEMER.Não coloco em duvida que a Operação Lava Jato,veio para limpar o Brasil,e seria o legado da Presidenta Dilma,segundo o ex Ministro Zé Cardoso.Nela chegou desde 17 de abril passado.Nele não se sabe quando.

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Lima Gb

Minha dúvida ainda é:

O que está por trás do juiz sérgio moro? Por que ele não tem limites? Como um juiz de 1a instância faz o que bem entende, sem qualquer regulação? Quem é o sponsor  dessa carta branca a ele?

Agora, com relação a essa perseguição insana e descarada ao PT, na base do se é do PT vai preso, todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais do que os outros....

E não adianta, a parcela mais esclarecida/iluminada da população brasileira sabe que as prisões são abusivas. Mas eles estão jogando pra torcida (que aos poucos começa a se dar conta que alguma coisa está esquisita...). "Olha, o ministro do Lula foi preso!". A intenção é essa mesma: publicidade negativa para efetivar o corolário Bornhausen, se ver livre dessa raça, e até mesmo justificar as ações de exceção, afinal de contas, no PT só tem ladrão, então bota na cadeia mesmo, nem precisa provar.

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Somebody

Os conspiradores pegaram no

Os conspiradores pegaram no ponto mais fraco do seu país, que é a absoluta imbecilidade que vocês chamam de "judiciário brasileiro". Vocês sempre deram poder demais para os seus juízes sem exigir nenhuma responsabilidade, e agora finalmente alguém se aproveitou disso e vocês agora estão pagando o preço.

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Lima Gb

Hmmm!!!!

Obrigado pelo esclarecimento, tio Sam!

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Junior Sertanejo

Já que minha avó virou

Já que minha avó virou bicicleta,depois do esculacho de Sergio Saraiva,a moral tá baixa.Mesmo assim vou dobrar a aposta que o Padrinho jamais demetiria o Chefe da Gestapo,esse infeliz  Ministro da Justiça.Tô pagando para ver.

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Demitirá,é a palavra correta.

Demitirá,é a palavra correta.

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Já que minha avó virou

Já que minha avó virou bicicleta,depois do esculacho de Sergio Saraiva,a moral tá baixa.Mesmo assim vou dobrar a aposta que o Padrinho jamais demetiria o Chefe da Gestapo,esse infeliz  Ministro da Justiça.Tô pagando para ver.

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Junior Sertanejo

Mas tem o porém.Exceto se a

Mas tem o porém.Exceto se a Globo mandar.Nesse caso eu não pago para ver.Seria uma decisão de Ozemar Soldado,com um olho só via todas e todos.

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Júnior Sertanejo

Quem diria,Greta Garbo acabou

Quem diria,Greta Garbo acabou no Iraja.Vou traduzir.Quem apostaria que o protagonista do blog iria para as mãos de um não cadastrado.Pelos meus comentarios impecáveis e certeiros,pelas minhas previsões sem prescisar da ajuda da Mãe Dinah,por relembrar de forma maiúscula um dos maiores jornalista brasileiro de todos os tempos,Joel Silveira,pela série correta,humana, e  de humor irretocável,O Caso Eu Conto Como o Caso Eu Vi(o próximo nada ficará a dever à Ruy Castro ou a Affonso Romano de Sant'anna,que trairam a causa por 30 bolinhas de metal).Me preparei,estudei e herdei os valores que me permitem isso.Para não perder a viagem,mais um acerto para o conjunto da obra.Como previ,o Padrinho não vai demitir o infeliz Ministro da Justiça,Chefe da Gestapo Palaciana.Nao dessa vez.A Globo vetou sua demissão.Manda quem pode,obedece quem tem juízo.Nenhum assessor deu conhecimento dessa máxima a nossa ex Presidenta.Por essa simples bobagem,dançou,e dançou bonitinho.Plim Plim.

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O que se poderia fazer...

Acho que seria o tempo de tentar promover no Congresso, mesmo com os golpistas ameaçados pela Lavajato, um entendimento para aprovar as seguintes mudanças:

  1. Acabar com a livre convicção do juiz diante das provas – o juiz deve julgar diante das provas materiais e das existentes, e não sobrepor sua “consciência” a elas, como ocorre hoje, pelo menos no direito penal;
  2. Mandatos de quatro ou cinco anos para juízes, procuradores e promotores de todas as instâncias, com exigência de experiência advocatícia de no mínimo 10 (dez) anos para todos eles;
  3. A indicação para o STF permaneceria como é hoje, isto é, escolha livre por parte do presidente, com aprovação pelo Senado. Todavia, exercício do cargo também submetido a mandato de quatro ou cinco anos.
  4. Qualquer partido com assento no Congresso Nacional poderia abrir (sem depender de aceitação por parte do presidente de qualquer das casas) procedimento de exame de impeachment contra qualquer juiz ou procurador de qualquer instância, com o processo de impeachment sendo aprovado por pelo menos um quinto dos membros de qualquer das casas do Congresso Nacional, dar-se-ia continuidade ao mesmo, bastando metade de qualquer das casas do Congresso para afastar o juiz ou procurador.

Creio que com essas medidas, a democracia brasileira poderia ainda ser salva dos novos ditadores. Se ninguém puser limite nisso, em breve sequer poderemos tecer críticas a isso.

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José Policarpo Jr.

Xadrez do aprofundamento do Estado de Exceção

Curitiba é a capital brasileira com a maior quantidade de dias com céu nublado. é também uma das mais conservadoras cidades do país. com boa parte de sua população alinhada com interesses internacionais, por vínculos familiares.

é ainda a capital de um estado governado pelo PSDB, e cujo Judiciário está flagrantemente partidarizado.

a Lava Jato jamais exerceria tamanho poder se não estivesse em Curitiba. a cidade sede da Lava Jato não foi uma escolha fortuita. assim como juiz e integrantes da força-tarefa, com seu messianismo e louvação ao american way of life.

a Lava Jato é uma operação montada de fora, comandada de fora, para atender a interesses de fora.

como agora o governo usurpador Temer deixa patente, a Direita brasileira não tem, e nunca teve, tamanha capacidade estratégica e operacional – e muito menos de formulação.

equivocam-se os que julgam que a Direita e os grandes empresários são exemplos de competência e inteligência. ao contrário, justamente por sabedores de suas insuperáveis limitações é que contratam, a peso de ouro, colaboradores inteligentes e competentes para defenderam seus interesses.

em 2013 o mega vazamento de Snowden expôs como a NSA espionava a Petrobrás, as grandes empresas brasileiras e até mesmo Dilma Roussef. desde então uma infinidade de grampos e delações premiadas produziram provas em demasia contra tudo e contra todos.

isto explica a apatia e a cunmplicidade daquelas que deveriam ser as principais forças anti-cíclicas contra o avanço do Estado de Exceção: STF, PGR, MPF e grandes grupos empresariais.

como todos tem os seus cadáveres no armário e muita sujeira embaixo do tapete, a falência institucional é completa.

é óbvio que os interesses geopolíticos dos EUA são parte importante do golpeachment. na cena do crime está presente DNA externo, não apenas a CIA e a NSA, também o  Mossad. além do histórico de atrito entre o governo Dilma e Israel, sublinhe-se as honras de Chefe de Estado com que o muy amigo Eduardo Cunha foi recebido no Knesset.

após a chegada do inverno, o condomínio presidencial das aves de rapina disputa o orçamento público, as comissões e as propinas.

com o PSDB dando aulas de “republicanismo”, o PT permanece tão apático e desorientado quanto antes. sua estratégia continua mirando num ano longe demais. 2018 ainda é a miragem no horizonte do deserto lulista.

mas num aspecto golpistas, lulistas e a quase totalidade da Esquerda e do campo progressista tem algo em comum: nenhum deles sabe mais ao certo o que fazer e como sair da crise.

se a resistência popular ainda é aquém do necessário, revelou-se bem além do esperado conforme o script golpista. como não é possível converter um país com a dimensão, a diversidade e a complexidade do Brasil numa nova Síria, os formuladores do golpe reconfiguram seu plano.

enquanto isto, as chamas se elevaram além da capacidade de controle.

após o colapso institucional, com a fratura entre o poder instituinte e os poderes constituídos, virá o apagão logístico: elétrico, hídrico, alimentar.

mesmo assim, em pleno incêndio, as gangues patrimonialistas e a operação sediada em Curitiba “não estão nem aí”. pouco lhes importa o sucateamento da infra-estrutura brasileira. prosseguem leviana e inconsequentemente passo a passo no rumo do caos.

summer is coming.  

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46 anos após...

São as tais "instituições fortes".  Agora a senhora, em quem depositamos nossas esperanças de ver um Brasil respeitável, não ouviu e muito menos abriu os olhos para ver   o que os blogs progressistas sempre apregoaram: nessa republiqueta  bananal NÃO temos leis e muito menos justiça, mas um bando de togados que usam um cargo público e sério para praticar a mais vergonhosa politicagem a favor dos seus amiguinhos sem votos, desrespeitando incluso uma "coisa" chamada hierarquia.
Quanto ao  "barulho da imprensa" a senhora também deve ter descoberto tardiamente que no Brasil a tal imprensa inexiste. Temos sim, um bando de moleques travestidos de "jornalistas" que para agradar aos seus patrões corruptos e distanciados da ética , num puxa saquismo sem precedentes, fazem o papel sujo de denegrir, caluniar e destruir reputações.
Charles de Gaulle, presidente françês falecido ha 46 anos, está atualíssimo:  "O Brasil não é um país sério".

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Respondo a Gersier,26/09/2016

Respondo a Gersier,26/09/2016 - 12:02.Coincidencia ou não,você é o segundo de hoje que encampa minha tese,da infantilidade dos governos lulopetistas nas indicações para a Suprema Corte.De mais,evoluir para a concepção de que a Presidenta Dilma não sabia o que fazia lá e cá.Direta ou indiretamente,consciente ou inconscientemente,competente ou incompetentemente,jogou o País na pior crise da sua existência.E o que toma contornos dramáticos,meu caro,é a percepção que ela ainda não emite qualquer sinal que esteja prestes a sequer dar um refresco.

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Se vou ser o protagonista dos

Se vou ser o protagonista dos comentaristas do blog é outra historia,agora que os fatos caeem no meu colo,e eu os debullho com extrema maestria sem prescisar recorrer a inteligencia previlegiada de Papai,é incontestavel.Acompanhem minha narrativa.Semana passada o editor do blog editou um Xadrez,enunciando que o MPF ameaçava a democracia.Foi infelizmente atropelado pelos fatos, com a prisão do ex Ministro Guido Mantega, dentro da sala de cirurgia de um Hospital,quando acompanhava a esposa em estado grave.Fiz ve-lo,que não enxergava mais a democracia,sim estado de exceção,quando nada, a barbarie.Ontem o editor do blog, comungando com minha tese,solta um novo Xadrez, afirmando peremptoriamente que já estamos em um estado de execção.Novamente é atropelado pelos fatos com a prisão do ex Ministro Antonio Palloci.Não estamos em um estado de execção.Vivemos em uma ditadura,talvez a mais perigosa e letal de todas elas,a Ditadura do Judiciario.Sua execelencia os fatos apontam todos para essa direção.Senão vejamos.Ontem,o impágavel careca da justiça,em verdade Chefe da Gestapo palaciana,vai a um comicio em Ribeirão Preto de um adversario do Ministro Palloci,o peessedebista Duarte Nogueira,e com sinais nem de longe trocados anuncia sua prisão,em cadeia de radio,jornal e televisão.Vou repetir.Um Ministro da Justiça antecipa a prisão de um ex Ministro,sem se importar com absolutamente nada,por que nada vai acontecer.A Ditadura do Judiciario se instalou efetivamente,quando no meio da semana passada,13 juizes do TRF de Brasilia,apenas 1 posicionou-se contra,concedeu ao Juiz bunda suja Sergio Moro,a prerrogativa criminosa de fazer,o que quiser,na hora que quiser,o que bem entender,podendo desobedecer qualquer preceito legal que ainda possa vir a existir.A famigerada Operação Lava Jato foi usada para a  implantação da Ditadura do Judiciario,em toda a sua extenção,que não paire duvidas.O Supremo Tribunall Federal de maõs dadas com o Conselho Nacional de Justiças,nada farão,por que deixaram ser atropelados por ela.Calados estão,calados ficarão.Da minha parte,a unica coisa que posso fazer e desejar,é que no proximo Xadrez que o editor do blog vier a fazer,Mãe Dinah,cartomantes mil,tarôs orientais,buzios baianos,astrologia de Omar Cardoso,premonições I,II,III IV e V,fatores extras sensoriais, esteja ao seu lado e o ajude.Vai prescisar.

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Faço um adendo ao meu

Faço um adendo ao meu comentário,que considero de importância excelsa.A Ditadura do Judiciário a que me refiro,está ancorada na velha mídia,seja por intimidação,chantagem e vantagens de ordem financeira.Esta feito o reparo.

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E quem pode...

E quem pode vai orientando os filhos de vinte anos... deixem para ter filhos em outro Continente, sugiro Canadá, Austrália e se for para continuar na América do Sul, vá para o Chile, aqui não vamos viver para reconstruir o País pós ditadura do judiciário que ainda pode desembocar em uma ditadura religiosa. 

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E quem pode...

E quem pode vai orientando os filhos de vinte anos... deixem para ter filhos em outro Continente, sugiro Canadá, Austrália e se for para continuar na América do Sul, vá para o Chile, aqui não vamos viver para reconstruir o País pós ditadura do judiciário que ainda pode desembocar em uma ditadura religiosa. 

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Só existem projetos pessoais

Só existem projetos pessoais de poder, ganância e ambições desmedidas num aparato institucional desde sempre frágil.

Com todo respeito, o argumento da parte estocolmo da sociedade é um tanto exagerada.

Óbvio que há grupos lucidos, solidários e cosmopolitas em alguma parte. É o suficiente?

Claro que não!

Esses grupos estiveram no poder desde 2002 ou se desenvolveram a partir deles e conviveram maravilhosamente bem com o brutal mecanismo de concentração de renda.

Enquanto os primários valorizaram-se uma parte do produto foi distribuída. O som desligou e a festa ilusoria chegou no fim.

Outra coisa: não tem como um músculo supertrofiado (São Paulo e Rio de Janeiro) submeter todas as outras regiões auferindo INJUSTAMENTE os resultados.

Não é ser contra a concentração da mídia, é ser a favor da alocacao eficiente de recursos a partir da especificidade local.

O baiano precisa da Bahia, o mineiro de Minas e assim por diante.

Lamento quê vcs por interesse próprio ou ignorância não vejam o óbvio.

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Não ficaria tão...

...pessimista assim. Pessoalmente tenho uma fé enorme, inabalável neste (des)governo Temer. Tenho a convicção otimista na sua incompetência, na capacidade de tornar absurdas as situações mais simples do cotidiano.

Tenho convicção da incapacidade de qualquer desses de conseguir caminhar e mascar chicletes ao mesmo tempo sem tropeçar.

Só foram adiante por que o Governo anterior conseguiu cegar-se de arrogância. Temer, consegue ser pior. Junta a arrogância com ignorância e impulsividade.

Os golpes perpetrados de forma clássica uniam três emes: Money, Media & Military. Por aqui usa-se promessas de Money, muita Media e Moro. Que golpe se sustenta com esses tipos de emes?

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