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Xadrez para entender a operação Carne Fraca

Peça 1 – o ambiente interno na Polícia Federal

O maior erro de Dilma Rousseff foi a indicação de José Eduardo Cardozo para Ministro da Justiça. Os dois erros seguintes foram consequência natural do primeiro erro: a indicação do Procurador Geral da República Rodrigo Janot e do Diretor Geral da Polícia Federal Leandro Daiello Coimbra.

Aliás, o erro maior foi quando, pressionado por Gilmar Mendes, Lula afastou o delegado Paulo Lacerda do governo.

A Polícia Federal é composta por vários grupos políticos, sob muita influência do PSDB. Lacerda era o único delegado com liderança que se sobrepunha aos grupos e mantinha a corporação sob controle.

Quando Lula anunciou sua saída, a então Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff recebeu a visita desesperada do ex-Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos para que convencesse Lula a não se desfazer de Lacerda, então na ABIN, sob risco de perda de controle da PF.

Último Diretor Geral, Daiello sempre foi um subordinado à altura de Cardozo: completamente anódino, sem nenhuma liderança sobre a corporação, mantendo-se no cargo à custa de abrir mão de qualquer veleidade de liderança sobre a tropa. Algo similar ao que ocorreu com Janot.

Ambos acabaram perdendo o controle sobre a Lava Jato, que se tornou um poder maior sobre eles e, de certo modo, seus avalistas.

Hoje em dia, a falta de comando de Daiello sobre a PF é criticada por políticos de todos os partidos, por advogados, setores empresariais e pelo próprio governo Temer. Parte relevante deles, evidente, por estarem sob ameaça da Lava Jato. Mas parte por perceber que a falta de controle total sobre esses grupos criou uma ameaça efetiva à economia.   

A única coisa que o sustenta é o impacto da Lava Jato e o fato de ter dado poder total ao seu grupo e especialmente à PF do Paraná.

Há tempos Daiello negocia sua saída, mas com duas pretensões:

1.     Pretende uma vaga de adido policial em alguma embaixada.

2.     Pretende fazer seu sucessor. Entre os candidatos, o preferido é o delegado Maurício Valeixo, paranaense que já foi responsável pela inteligência da PF em Brasilia, depois adido policial em Washington.

Peça 2 – onde entra a Operação Carne Fraca

Há um jogo de interesses claros entre os delegados do Paraná, os procuradores e Daiello. Do lado da PF do Paraná, os principais operadores são o delegado Maurício Moscardi Grillo, o mesmo que tentou censurar jornalistas, e o delegado Igor Romário de Paula. Ambos criaram um poder paralelo dentro da PF.

A Operação Carne Fraca se insere nessas disputas internas da PF. Igor Romário abriu um inquérito contra Valeixo, para afasta-lo da disputa. Moscardi monta a operação para fortalecer Daiello.

Seu espaço político é garantido pela parceria com a mídia e pela promessa, nunca cumprida, de levar Lula à prisão.

Por outro lado, está em andamento uma investigação sobre o grampo clandestino encontrado na cela do doleiro Alberto Yousseff e outras irregularidades cometidas pelos delegados paranaenses. Quando começaram as investigações, imediatamente os procuradores da Lava Jato se valeram de sua influência no Judiciário paranaense para abrir processos contra os delegados que denunciaram a ilegalidade.

Os processos acabaram não dando em nada.

O pacto é este.

De seu lado, Daiello mantém a correição sob controle. Do lado do Paraná, recebe o respaldo dos delegados, quando o apontam como a maior garantia de continuidade da Lava Jato. Mesmo assim, as investigações são como uma espada de Dâmocles sobre o pescoço dos delegados explicando alguns problemas emocionais desses espíritos frágeis a ponto de alguns deles solicitarem remoção do cargo.

A Operação Carne Fraca surge desse embate. Havia sinais no horizonte de que o governo Temer começava a preparar a fritura de Daiello.

Aí entra em cena o delegado Moscardi Grillo montando o pandemônio da Operação Carne Fraca, com mais de mil delegados investindo contra as maiores empresas brasileiras no ramo de alimentos. E, junto com ela, vazamentos seletivos envolvendo o novo Ministro da Justiça Osmar Serraglio (PMDB-PR) um dos muitos suspeitos que integram o Ministério Temer.

Peça 3 – onde entra o Brasil

Foi uma luta árdua do país, para assumir um protagonismo no mercado mundial de alimentos e, especialmente, no comércio mundial de carnes.

Atualmente, só as exportações de carne bovina, suína e de frango rendem US$ 12 bilhões por ano, para um mercado diversificado, que inclui Arábia Saudita, China e Japão. 

Para a Europa, as exportações começaram em 2000. E apenas no ano passado, o país conseguiu aprovação para embarcar carne in natura para os Estados Unidos, cumprindo todas suas exigências.

A disputa mundial é um jogo pesado, onde os aspectos sanitários são essenciais. Para entrar no Oriente Médio, por exemplo, a indústria brasileira precisou desenvolver toda uma metodologia de abate de bois, respeitando as tradições religiosas dos países compradores.

A cadeia da carne envolve milhares de pequenos produtores, é peça central na economia de estados como Santa Catarina. Com a indústria catarinense andando de lado, o aumento das exportações de frango (36%) e de suínos (74%) aumentou a receita do setor no estado. E havia expectativa de crescimento das vendas, com uma visita programada de empresários da Coreia do Sul.

A perda de controle da PF, no entanto, produziu esse desastre para a imagem das empresas brasileiras no mundo, um setor em que o Brasil já dominava 7% do mercado mundial, com meta de chegar a 10%.

Um problema histórico – a corrupção da fiscalização sanitária -, em vez de uma ação eficaz e discreta, se transformou em um enorme show, unicamente para atender os interesses do delegado Moscardi de sustentar politicamente Daiello e manter sob controle as correições da PF. E essa disputa, agora, coloca em risco um dos setores centrais da economia brasileira.

Peça 4 – como impedir que PF e MPF destruam a economia

A perda de controle sobre a PF e o MPF está promovendo a destruição de setores relevantes na geração de divisas, emprego e tributos.

No entanto, há uma covardia generalizada tanto das lideranças empresariais como dos grupos de mídia, para estabelecer controles mínimos sobre os “jovens turcos”, impedir que o combate à corrupção não desmonte de vez a economia nacional.

A única ação sensata seria uma liderança que coibisse os abusos de delegados como Moscardi e Igor, de procuradores como Dallagnoll e Carlos Fernando, sem prejudicar o combate efetivo à corrupção.

O que esperar de Temer, um governo reconhecidamente corrupto, que loteou o Ministério entre o que de pior a política brasileira produziu? É Osmar Serraglio, o homem de Eduardo Cunha, que definirá a disciplina na PF? Evidente que não.

É esse o dilema em que se meteu o país e uma imprensa pusilânime, que se tornou refém dos monstros que ajudou a construir.

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186 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

"uma imprensa pusilânime, que

"uma imprensa pusilânime, que se tornou refém dos monstros que ajudou a construir."

A imprensa não é refém coisa nenhuma, a Globo sabe que bastaria uma mudança sutil na narrativa das notícias das operações e o tempo de exposição para fazê-las perder o impacto. Sem repercussão tais operações se diluiriam.

Ainda causariam estrago obviamente, mas sem haver o clamor midiático as pessoas de bom senso na hierarquia do judiciário teriam facilidade em fazer a contenção de danos. Mas do jeito que se mantém essa exposição toda a lógica a imperar será o comportamento de manada numa caça as bruxas.

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Preços do mercado interno e do câmbio

Nos primeiros momentos haverá rentenção do gado nos pastos, mas em função dos altos juros praticados no Brasil em questão de meses o produto será direcionado para o mercado interno, derrubando os preços internos, mesmo que ocorra uma alta nos preços da carne no mercado internacional.

Com a quedas das exportações, haverá menor entrada de dólares, o que pode provocar uma rápida alta do dólar, já que é normal no mercado de câmbio, a antecipação dos fatos.

A alta do dólar no Brasil, pode levar o Banco Central a responder com um novo ciclo de aumento do juros da Selic, o que vai pressionar ainda mais os produtores a inicar as venda do gado de corte.
 

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2014---distribuição de renda

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Atreio

sensacional. nomes, lugares,

sensacional.

nomes, lugares, competencias, momentos: contexto.

 

jornalismo.

grande nassif, parabéns pelo seu trabalho!

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Marcos Lemones

Na cabeça da marionete da

Na cabeça da marionete da classe média o problema está resolvido: o problema é na Friboi, que pertence ao filho do Lula. Então, tá tudo certo.

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Álvaro Noites

De onde esses moleques de

De onde esses moleques de Curitiba acham que vem o dinheiro que paga os polpudos e não merecidos salários que recebem?

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Xeque mate!

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/para-demonstrar-apoio-...

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Álvaro Noites

Além de tudo, uma besta!

Além de tudo, uma besta!

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Xadrez para entender a operação Carne Fraca

a carne é fraca!

se Lula não for pressionado pelos movimentos sociais, vai trair novamente. o Lulismo Paz e Amor tem a traição em seu DNA. vão trair de novo e iremos mais uma vez vagar no último círculo dos infernos: o círculo dos traidores.

a hora é agora.

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Lula traidor de quem?

Lula traidor de quem?

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Xadrez para entender a operação Carne Fraca

não é de um nonsense total alguém ainda considerar Sérgio Moro o homem que está “limpando o Brasil da corrupção”?

pois é... com isto é fácil concordar... mas a idolatria a Lula se encaixa no mesmo tipo de absurdo.

foi pela via do Lulismo Paz e Amor que chegamos a este estado de coisas atual. e se deixar por conta do Lula, ele repetirá todos os erros e traições.

só que desta vez, Lula vai ter que deixar de lado sua imensa vaidade e presunção, e se colocar como o que nunca deveria ter deixado de ser: um mero instrumento a serviço do movimento.

caso contrário, irá acabar numa das masmorras de Curitiba.

.

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Edna Baker

Falou, falou, e nāo disse

Falou, falou, e nāo disse nada.

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E os peões nesse xadrez?

Que tal conhecer a posição dos trabalhadores nessas jogadas, em vez de se falar apenas em reis, rainhas, bispos, torres e (carne de) cavalos? Vídeo da CUT e da Confederação dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação.

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Jeferson

crime ambiental

Nassif, vc tem razão na exposição, mas não podemos perder de vistas que a prática dessas empresas e o setor do agonegocio que as mantém é responsavel pelo crime ambiental comprovado pelo desmatamento criminoso do serrado de Minas, Goias e Mato grosso, desmatamento da amzonia e indiscriminada prática de genocidio dos indios em Mato Grosso.

 

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Francisco Barreto da Silva1

vc fala isso porque não

vc fala isso porque não conhece o que se faz (shell) em Alberta no canada e a explação dos recursos naturais do alasca

o que nois fizemos contra o meio ambiente é fichinha com que eles do hemisferio norte fazem, somos aprendiz em destruir o meio ambiente.

o Vietnã foi totalmente queimado pelas bombas de nalpan isso so para exemplificar e voce nunca viu o greepeace combatendo isso eles combatem só as baleias do japao e o os nossos vazamento de oleo mas o exxecel valdez  e golfo do mexico voce nunca viu navio do greepeace e nem rede grobo falando, na Nigéria a shell deixou o solo podre de resto pe trleo e ninguem falou nada

abs

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Bia Serrano

Partidarização e lambança no Tribunal de Contas da União

                A partidarização das instituições brasileiras como judiciário, ministério público, polícia federal, receita federal, tribunais de contas entre outras, tem produzido verdadeiras aberrações no funcionamento da sociedade. A maioria dos membros de importantes instituições brasileiras prefere o aplauso fácil de uma decisão politiqueira a uma reputação construída por decisões consistentes e ponderadas, que garantam a respeitabilidade entre os “grandes” nomes de cada área. É a ideologia do sucesso fácil que predomina em detrimento ao trabalho árduo e respeitável.

                Neste artigo, o foco será a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) e as consequências de suas decisões sobre a gestão pública e sobre a política fiscal. O papel do TCU no golpe é bem conhecido e a imagem de seu procurador entre manifestantes com camisas da CBF é eloquente demais para serem ignorados pela história. Mas o que será tratado aqui é a nefasta jurisprudência que está sendo construída da herança da participação “técnica” e política do TCU no golpe.

                Historicamente, os tribunais de contas são comandados por políticos cansados ou em dificuldades com as urnas. Não são raras as histórias de conselheiros que recebiam propina para fazer vistas grossas a casos de corrupção. Mas um competente e muitíssimo bem pago corpo técnico e jurídico garantiam alguma coerência aos tribunais de contas. Garantiam...

                Para se derrubar Dilma, foi necessário a subordinação automática de toda política fiscal aos relatórios fiscais bimestrais e `a meta de superávit primário da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Foi uma etapa necessária para se considerar os decretos de crédito suplementar ilegais.

                De fato, toda a construção da argumentação do impeachment é problemática, pois esses decretos alteram as dotações orçamentárias, que é meramente uma autorização legal para a realização de um gasto. A meta de superávit primário é caixa, o que entra e sai da Conta Única do Tesouro Nacional. Como qualquer cidadão sabe, entre o momento que um político coloca uma obra no orçamento até o momento que ela vira realidade pode demorar anos e, consequentemente, o pagamento mais alguns meses. Por isso, o instrumento legal para a obtenção do superávit primário é o decreto de programação financeira, que controla as autorizações de pagamentos e empenhos quase dentro das repartições e dos canteiros de obras públicas.

                De qualquer forma, a construção desse edifício legal defeituoso precisou de alguma fundação, mesmo que realizadas sobre a areia. Mesmo que essa obra malfeita deixe vítimas sob os escombros.

 

A lambança do TCU na gestão pública

 

                A volatilidade da receita pública torna problemática a tomada de decisão com base em relatórios fiscais de apenas um bimestre. O capitalismo oligopolizado brasileiro torna a arrecadação dependente de estratégias tributárias de grandes grupos como Petrobrás e Vale. Ademais, o gestor público tem em suas mãos instrumentos para superar a frustração de receitas como a realização de refinanciamento de débitos tributários e antecipação de concessões públicas. Ora, se a receita é volátil e a gestão pública tem condições de fazer frente a frustrações de receita, qual o sentido de subordinar automaticamente toda a despesa pública a esses relatórios?

                A subordinação na política fiscal a resultados bimestrais implica na execução da despesa pública aos soluços. O avanço e desmobilização de obras implica em custos. Mobilizar e desmobilizar um canteiro de obras resulta em despesas trabalhistas, obras civis entre outras. Assim, o TCU está tornando as obras públicas brasileiras ainda mais caras e demoradas.

                Além disso, a falta de um horizonte adequado para execução de políticas públicas acaba dificultando sua realização e criando dificuldades em sua gestão.

 

A lambança do TCU na política fiscal

 

                A utilização dos gastos públicos para gerir o nível de emprego na economia é conhecida desde os anos 30, quando Keynes publicou sua famosa Teoria Geral.

                No entanto, os trabalhos de Sargent e Wallace no início dos anos 80 e de Alesina e Perotti nos anos 90 colocaram a política fiscal e a despesa pública num papel secundário na macroeconomia. Ao invés de atuar ativamente para garantir níveis adequados de emprego, renda e inflação, agora a política fiscal deveria propiciar níveis baixos de endividamento para que a política monetária pudesse gerenciar os níveis de preços da economia.

                Mas desde a crise financeira internacional há toda uma revisão desse arcabouço por economistas do porte de Larry Summers, Olivier Blanchard, Alan Auerbach, Michael Woodford e Paul Romer. O papel da política fiscal na criação de empregos, especialmente nas crises, é amplamente aceito nos novos trabalhos dos grandes economistas do mundo.

                Se o gasto público está intimamente ligado a uma esfera essencial da vida do cidadão como a empregabilidade, nada mais natural que o Poder Executivo discuta antes com o Legislativo a necessidade de cortes de despesas que podem implicar na destruição de milhões de empregos.  Essa é, aliás, a incompreensão de grande parte do tucano que acusam Dilma de não ter implementado as desastradas políticas de 2015 durante o ano eleitoral, como se a destruição de empregos pela política fiscal fosse algo inexorável.

                É esperado que os auditores do TCU desconheçam os corajosos e revolucionários trabalhos sobre política fiscal de Randall Wray, Scott Fullwiler, Mathew Forstater e Stephanie Keaton. Mas é inaceitável que economistas profissionais desconheçam aquilo que é publicado na American Economic Review e no National Bureau of Economic Reserach (NBER), organismo composto por 26 prêmios nobels e 13 ex-presidentes do Conselho Econômico dos EUA.

                A ignorância sobre as mudanças no debate sobre política fiscal é mais grave ainda quando lembramos que no TCU o vencimento básico de um auditor chega a R$ 28,5 mil. Acumulando chefias e verbas indenizatórias, é comum auditores receberem nababesco salários próximos a R$ 40 mil. Os auditores também não podem reclamar de falta de tempo, pois uma jornada semanal de 35 horas, além do recesso que se soma às férias, permitem tempo de sobra para uma atualização em questões essenciais da profissão.

                O preço da partidarização do TCU é enorme. Estamos numa crise econômica gravíssima em que mesmo antes da PEC 55, a jurisprudência já alijava o Estado de instrumentos essenciais para a superação da crise.

                A crise econômica é gravíssima. Mas a crise institucional brasileira é ainda mais grave, pois sem instituições sólidas e republicanas temos poucos instrumentos para lidar com o colapso econômico. 

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Bia Serrano

Partidarização e lambança no Tribunal de Contas da União

                A partidarização das instituições brasileiras como judiciário, ministério público, polícia federal, receita federal, tribunais de contas entre outras, tem produzido verdadeiras aberrações no funcionamento da sociedade. A maioria dos membros de importantes instituições brasileiras prefere o aplauso fácil de uma decisão politiqueira a uma reputação construída por decisões consistentes e ponderadas, que garantam a respeitabilidade entre os “grandes” nomes de cada área. É a ideologia do sucesso fácil que predomina em detrimento ao trabalho árduo e respeitável.

                Neste artigo, o foco será a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) e as consequências de suas decisões sobre a gestão pública e sobre a política fiscal. O papel do TCU no golpe é bem conhecido e a imagem de seu procurador entre manifestantes com camisas da CBF é eloquente demais para serem ignorados pela história. Mas o que será tratado aqui é a nefasta jurisprudência que está sendo construída da herança da participação “técnica” e política do TCU no golpe.

                Historicamente, os tribunais de contas são comandados por políticos cansados ou em dificuldades com as urnas. Não são raras as histórias de conselheiros que recebiam propina para fazer vistas grossas a casos de corrupção. Mas um competente e muitíssimo bem pago corpo técnico e jurídico garantiam alguma coerência aos tribunais de contas. Garantiam...

                Para se derrubar Dilma, foi necessário a subordinação automática de toda política fiscal aos relatórios fiscais bimestrais e `a meta de superávit primário da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Foi uma etapa necessária para se considerar os decretos de crédito suplementar ilegais.

                De fato, toda a construção da argumentação do impeachment é problemática, pois esses decretos alteram as dotações orçamentárias, que é meramente uma autorização legal para a realização de um gasto. A meta de superávit primário é caixa, o que entra e sai da Conta Única do Tesouro Nacional. Como qualquer cidadão sabe, entre o momento que um político coloca uma obra no orçamento até o momento que ela vira realidade pode demorar anos e, consequentemente, o pagamento mais alguns meses. Por isso, o instrumento legal para a obtenção do superávit primário é o decreto de programação financeira, que controla as autorizações de pagamentos e empenhos quase dentro das repartições e dos canteiros de obras públicas.

                De qualquer forma, a construção desse edifício legal defeituoso precisou de alguma fundação, mesmo que realizadas sobre a areia. Mesmo que essa obra malfeita deixe vítimas sob os escombros.

 

A lambança do TCU na gestão pública

 

                A volatilidade da receita pública torna problemática a tomada de decisão com base em relatórios fiscais de apenas um bimestre. O capitalismo oligopolizado brasileiro torna a arrecadação dependente de estratégias tributárias de grandes grupos como Petrobrás e Vale. Ademais, o gestor público tem em suas mãos instrumentos para superar a frustração de receitas como a realização de refinanciamento de débitos tributários e antecipação de concessões públicas. Ora, se a receita é volátil e a gestão pública tem condições de fazer frente a frustrações de receita, qual o sentido de subordinar automaticamente toda a despesa pública a esses relatórios?

                A subordinação na política fiscal a resultados bimestrais implica na execução da despesa pública aos soluços. O avanço e desmobilização de obras implica em custos. Mobilizar e desmobilizar um canteiro de obras resulta em despesas trabalhistas, obras civis entre outras. Assim, o TCU está tornando as obras públicas brasileiras ainda mais caras e demoradas.

                Além disso, a falta de um horizonte adequado para execução de políticas públicas acaba dificultando sua realização e criando dificuldades em sua gestão.

 

A lambança do TCU na política fiscal

 

                A utilização dos gastos públicos para gerir o nível de emprego na economia é conhecida desde os anos 30, quando Keynes publicou sua famosa Teoria Geral.

                No entanto, os trabalhos de Sargent e Wallace no início dos anos 80 e de Alesina e Perotti nos anos 90 colocaram a política fiscal e a despesa pública num papel secundário na macroeconomia. Ao invés de atuar ativamente para garantir níveis adequados de emprego, renda e inflação, agora a política fiscal deveria propiciar níveis baixos de endividamento para que a política monetária pudesse gerenciar os níveis de preços da economia.

                Mas desde a crise financeira internacional há toda uma revisão desse arcabouço por economistas do porte de Larry Summers, Olivier Blanchard, Alan Auerbach, Michael Woodford e Paul Romer. O papel da política fiscal na criação de empregos, especialmente nas crises, é amplamente aceito nos novos trabalhos dos grandes economistas do mundo.

                Se o gasto público está intimamente ligado a uma esfera essencial da vida do cidadão como a empregabilidade, nada mais natural que o Poder Executivo discuta antes com o Legislativo a necessidade de cortes de despesas que podem implicar na destruição de milhões de empregos.  Essa é, aliás, a incompreensão de grande parte do tucano que acusam Dilma de não ter implementado as desastradas políticas de 2015 durante o ano eleitoral, como se a destruição de empregos pela política fiscal fosse algo inexorável.

                É esperado que os auditores do TCU desconheçam os corajosos e revolucionários trabalhos sobre política fiscal de Randall Wray, Scott Fullwiler, Mathew Forstater e Stephanie Keaton. Mas é inaceitável que economistas profissionais desconheçam aquilo que é publicado na American Economic Review e no National Bureau of Economic Reserach (NBER), organismo composto por 26 prêmios nobels e 13 ex-presidentes do Conselho Econômico dos EUA.

                A ignorância sobre as mudanças no debate sobre política fiscal é mais grave ainda quando lembramos que no TCU o vencimento básico de um auditor chega a R$ 28,5 mil. Acumulando chefias e verbas indenizatórias, é comum auditores receberem nababesco salários próximos a R$ 40 mil. Os auditores também não podem reclamar de falta de tempo, pois uma jornada semanal de 35 horas, além do recesso que se soma às férias, permitem tempo de sobra para uma atualização em questões essenciais da profissão.

                O preço da partidarização do TCU é enorme. Estamos numa crise econômica gravíssima em que mesmo antes da PEC 55, a jurisprudência já alijava o Estado de instrumentos essenciais para a superação da crise.

                A crise econômica é gravíssima. Mas a crise institucional brasileira é ainda mais grave, pois sem instituições sólidas e republicanas temos poucos instrumentos para lidar com o colapso econômico. 

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Júlio César Rodrigues

Coitados, né? Mas é nós, os envenenados??

Não nos esqueçamos que os pecuaristas estão entre a parcela mais retrógrada e canalha da elite brasileira, são eles que financiam os políticos de direita, apoiaram o golpe, escravizam trabalhadores, pressionam para manter o dólar exageradamente alto para enorme prejuízo do mercado interno e indústria nacional e, finalmente, como se nos revela agora, nos envenenam - nada valemos - querem nos ver mortos por câncer (coisa de mês e pouco atrás o governo Temer liberou uma série de agrotóxicos para agradar a bancada ruralista). Preservar a imagem da indústria da carne, e supostos empregos, impostos, etc. é o cacete! Esses canalhas dão muito mais prejuízo que lucro para o país. Quero que se danem, que vão à falência!

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C.Poivre

Santayana: Fascismo em marcha

http://www.maurosantayana.com/2017/03/a-vaca-sagrada-e-sombra-de-weimar....

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stan neto

A Polícia Federal está

A Polícia Federal está desmantelando empresas brasileiras. Estranhamente são empresas dos ramos onde o Brasil cresce em protagonismo no mundo. Construtoras, exportadores de carne e a Petrobrás/pré-sal.

Coincidentemente outras empresas que "incomodam" setores de egemonia americana, também sofreram investigações sobre corrupção em outros países, como a Samsung, por exemplo.

Seguindo esse raciocínio, a AMBEV que fique esperta.

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Fabiano D.

Pois é, e por coincidência...

Pois é, e por "coincidência", no mesmo dia da operação Carne Fraca começou a circular nas redes sociais um vídeo de pombos caindo num tanque e sendo triturados junto com os cereais. O vídeo dizia que a cena ocorria, supostamente, num tanque da AmBev. Poucas horas depois, circulou a versão correta: o vídeo havia sido filmado na Rússia há alguns anos. Mas olha que coincidência, bem no mesmo dia da operação contra a carne...

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Demolindo empresas e empregos

 

Não bastasse a grande crise que desabou sobre todas as petroleiras do mundo todo decorrente da artificial queda do preço do petróleo, surge a aqui no Brasil a Lava Jato investindo contra a importantíssima Petrobras com claro propósitos de destruí-la, usando a bandeira da muito velha manjada ampla corrupção. A pretexto de condenar corruptos, aniquilaram com a Petrobras e todo vasto e importantíssimo setor petroleiro formado de milhares de todos os tipos de empresas, técnicos e operários, causando bilhões e bilhões de prejuízos, milhares de falências e de desempregados por todo o Brasil. Monstruoso crime.  

A fúria desmoralizadora investida contra a estratégia Petrobras, produziu o que buscavam: pretexto para justificar a continuada venda para os gringos de grandes bilionárias reservas de petróleo a preços de bananas, como no entreguista governo FHC/PSDB. Grande traição. E ninguém faz nada para interromper esse crime de lesa-pátria.

Nessa mesma tresloucada sanha destruidora da economia e da engenharia do Brasil, prosseguem empurrando para desmonte grandes empreiteiras, dentre elas, a Odebrecht, causando bilhões e bilhões de prejuízos, gigantesco desempregos e falências, como fizeram na área da Petrobras.

Agora, os golpistas partem para cima do muito rentável setor de alimentação – os frigoríficos – no mote de sempre, da conhecida, ampla e maldita corrupção. E, a julgar pelo até agora visto, em breve, esse estupendo gerador de riquezas e de divisas, de milhares de empregos e de oportunidades, estarão entrando em colapso financeiro, tomando a desgraçada sina das demais empresas encaminhadas para serem arrematadas a preços irrisórios, pelos gringos e espertalhões. Tudo, sem reação alguma da sociedade. Nem das Forças Armadas, guardiã do Brasil.

Tamanho desmonte em estratégicos setores de nossa economia, leva a suspeitar da existência de premeditado plano externo de ocupação de nossas empresas e mercados, a preços de bananas, com apoio de conhecidos traidores da Pátria e do grande capital, visando bilionários mercados, internos e externos, construídos por grandes empresas brasileiras ao longo de muitas décadas de árduo trabalho.

Por outro lado, enquanto prossegue a deliberada destruição de nossas importantes e estratégicas empresas a comando de um governo golpista, ilegítimo, nada probo, inclusive, segundo a mídia, recebendo da prisão instruções de conhecido líder da corrupção - importantes instituições sabidamente corruptas e incompetentes - pai e mãe de toda a tragédia que vem destruindo o Brasil – continuam livres, bem distantes de maiores investigações. Continuam fortes e impunes, dando as cartas, acima das leis e de tudo - como de sempre. Até quando?

 

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Vida de Gado

"Olho no peixe, olho no gato" --- ditado popular

 

Nassif: já ouvi também que por trás estão os do agronegócio norteamericano, pois pretendem comprar carne barata. Sem esquecer que Bunge e Cargill parece estarem se movendo nos bastidores do submundo de Brasilia.

É lógico, a linha de bandidagem e trambiques vai muito além. Esta da carne é apenas uma delas.

Por isto, dê uma olhadinha nessas vertentes.

 

PS.: ouvi dizr que alguns Gogoboys "avivados" estão justificando a ação do empresariado, biblicamente --- "...a carne é fraca", Mt. 26:41 (final). E vão mostrar pelo PowerPoint como Nove Dedos tá por trás de tudo. Xô, Satanás...

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EDUARDO NEVES MOREIRA

O XADREZ DO GOLPE

O tema em apreço é, sem sombra de dúvida, de imensa importância, mas as afirmações do articulista ou são cobertas de uma inevitável tendência politico-partidária ou são fruto de um desconhecimento não aceitável por quem está no campo jornalístico há tanto tempo. No que diz respeito à falta de controle sobre a Polícia Federal, essa em país digno e com vontade de fazer justiça nunca se pode admitir. A Polícia Federal é um órgão de Estado e nunca de governo, portanto suas ações têm que ser conduzidas em prol dos interesses nacionais e não a favor do governo do momento. Por outro lado, o articulista, deixa de mencionar a importantíssima e fundamental importância da Receita Federal para o andamento e sucesso da Operação Lava-Jato, sendo a sua ação pouco divulgada porque os cerca de 40 Auditores-Fiscais que nela atuam estarem submetidos ao compromisso funcional do Sigilo Fiscal, mas o seu trabalho tem sido o grande é fundamental alicerce das denúncias formalizadas pela Procuradoria Geral da República. Seria mais útil à sociedade, o nosso bom articulista, se abandonasse um pouco as suas tendências políticas e fosse mais coerente, pois assim e certamente, seria mais útil para a nossa sociedade.

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"Em Louvor dos Justos e dos Injustos"

Eduardo: tô apostando todas as minhas fichas na sua sinceridade e no seu patriotismo. Tanto, que vou usar somente suas palavras para entender o comentar que você postou.

Comecemos pela observação de ter o autor uma "tendencia político-partidária".

Quanto a "política", concordo. Como jornalista e como cidadão é responsabilidade dele ser "político". Caso contrário, que vá escrever amenidades nas colunas sociais. Sobre a "partidária", esta vejo-a relativa.

Não estou em nenhum "Partido Político" ou "ideologia" partidária. Mas me revolto quando a grande mídia (a quem você, indiretamente, adere) confirma que o Presidento "está" suspeito de ladroagem e seria alcagueta. Imagine o mandatário maior de uma Nação com tais predicados ou mesmo delas acusado.

Isto, seguindo seu raciocínio, é questão de Estado. Mas boa parte dos delegados, estrategicamente plantados por um ex-presidente e, aparentemente, tão safado quanto ao que estamos falando, não tão nem ai. Vira ou não um caso de "governo"?

E você o que recomendaria? Ir ao Judiciário, aos "7 do Ferrari"?

Da Receita, há que se separar o joio do trigo. Mas que tem mais do primeiro que do segundo, é inegável.

É possivel que, aqui ou ali, haja pitadas tendenciosas do autor. Ele nunca disse ser perfeito ou infalível.  Para mim, é apenas uma pessoa que, com inteligência e possibilidade, denuncia "MT", "Ferrari", "Angorá", "Primo" "Botafogo", "Mineirinho", Intelectual Tardio, Carcamano da Moóca, Aloysio "1 milhão" (foi atualiziado pela Odebrecht), "Feio", "Bebel" (a fauna é grande), aquele da FIESP que comprou o Pato, mas não pagou (juridicamente, há nome pra isto). E até o Savonarola dos Pinhais, aqueles de muitas Patrias, mas nenhuma brasileira. E que agora deu pra mandar intimidar jornalista.

Por isto, com todo respeito e até agradecendo suas observações, discordo da sua defesa "incondicional", tanto de Delegados da Polícia Federal quanto dos Fiscais de Renda, a quem rendo homenagem aos honestos. Mas dizem que, na Corporação, estes que são de contar nos dedos.

Abaço. Fui...

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Xadrez para entender a operação Carne Fraca

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jossimar

A cada dia que passa mais me

A cada dia que passa mais me pergunto qual utilidade tem para o Brasil a polícia federal e o ministério público federal.

Porque temos de pagar salários muito acima do setor privado para funcionários públicos destruírem a economia do país, gerando bilhões de dólares de prejuízo e milhões de desempregados? Qual o sentido disso?

Não seria muito melhor extinguir estas duas corprações através de um decreto e recomeçar tudo do zero e sem permitir que qualquer integrante atual ingressasse nas novas instituições?

Aliás, muitos dos atuais integrantes deveriam ser processados e presos pelos danos causados ao país.

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Xadrez para entender a operação Carne Fraca

alguma empresa brasileira pode se internacionalizar sem o suporte de uma política de Estado? a internacionalização não é acompanhada de inevitáveis conflitos de interesses, não apenas com empresas estrangeiras, mas principalmente envolvendo as grandes questões da geopolítica mundial?

por que Marcelo Odebrecht, mesmo condenado a mais de 19 anos, preso desde junho de 2015, com a própria empresa Odebrecht sendo penalizada, não divulga a única “delação premiada” que lhe caberia: expor a Lava Jato e o impeachment como uma intrincada luta política contra os interesses do Brasil, de suas grandes empresas e de sua população?

por que os mega empresários exportadores de carnes não fazem o mesmo?

porque simplesmente não existe nenhuma “burguesia nacional”. os grandes empresários jamais romperão com a lógica do sistema, mesmo com o encarceramento de seus pares e o aniquilamento de suas empresas.

por que não existe uma “elite brasileira”, apenas uma corja que enriqueceu. mercadores e senhores de escravos, dedicados ao extrativismo vegetal e mineral, sem qualquer outro projeto a não ser pilhar o máximo no menor tempo possível.

estes são aqueles com quem o Lulismo Paz e Amor pactuou uma conciliação impossível, que agora faz com que nos arrastemos por todos os círculos do inferno.

estes são os setores que Dilma Republicana pretendeu forjar como Campeões Nacionais, e agora estão com as máscaras caídas ao chão: gananciosos, mesquinhos, medíocres e... covardes.

não haverá retorno.

a reconstrução do Brasil se erguerá sobre três pilares:

1. anulação do impeachment;

2. punição dos responsáveis pelo golpe;

3. revogação de todos os atos e contratos do governo usurpador.

ah! mas então nos perguntam: “Quem fará isto?”

olhem em torno, saiam às ruas. há um Povo sem Medo ávido por justiça e por libertação. a maior de todas as nossas crises tem sido a crise de nossas lideranças.

os prejuízos causados ao país serão ressarcidos. os responsáveis serão identificados e pagarão com seus bens as infâmias e destruição que causaram:

1. o sistema financeiro será estatizado, patrimônio dos banqueiros e grandes especuladores será expropriado;

2. a Rede Globo será estatizada, patrimônio dos Irmãos Marinho ressarcirá os danos que causaram;

3. todos os responsáveis pelo golpe e pelo aniquilamento da economia brasileira, desde agentes da PF, passando por delegados, procuradores e juízes, empresários, políticos e membros do STF, todos serão identificados. seus bens pessoais serão expropriados como indenização devida ao Povo Brasileiro.

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Junior Sertanejo

Como uma artimanha,a pergunta

Como uma artimanha,a pergunta e a resposta do editor foi jogada para o final da pagina impossibiltando qualquer tipo de questionamento.O Blog tao atento quando trata de desafetos como o Ministro Barroso,que ja deu ate na pinta de alguns inocentes uteis,agride o Estado  Democratico de Direito e feriu de morte a Liberdade de Expressao.Daqui nao posso ser sequer comentarista,quanto mais nao cadastrado.O mais grave problema de um blog,seja ele de que naipe for,se da exatamente quando o seu editor torna-se senhor da vida  e da morte,e convietimente nao mostra o outro lado da moeda.Nem todo comentarista possuiu as armas de um Gilmar Mendes da vida.Com tempo,sempre o senhor da razao,isso tera um fim.Com ou sem Gilmar Mendes.

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Júnior Sertanejo

Convenientemente,quero dizer.

Convenientemente,quero dizer.

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Júnior Sertanejo

Convenientemente,quero dizer.

Convenientemente,quero dizer.

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Jota Maués

E o que devemos fazer?

Estamos assistindo ao desmonte da economia brasileira que,como disse Lula em seu depoimento,estava chegando a 5a. economia do mundo. O Brasil virou uma republiqueta em menos de um ano, como bem queriam os traidores da Pátria que cumpriram toda a pauta americana. E agora o que fazer se o governo é ilegítimo,veio para massacrar o povo defendendo os interesses de bancos e apoiada por uma mídia golpista e corrupta?

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Wilma

O que tem demais é vaidade. O que tem de menos é

Inteligência, profissionalismo, comprometimento com a nação brasileira, ou seja, patriotismo.

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Analise exemplar

E nesse contesto, vamos ressaltar como de suma importância, a indicacao de Gilmar Mendes por FHC ao Supremo. Dai vem a queda de Paulo Lacerda, num lance de absoluta hipocrisia e desonestidade da dupla Mendes Demostenes. Ai vem o mensalão, a falta do controle sobre a PF, e o reinado absoluto da Globo. O resto é consequência.

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Orubá

Só uma observação: Foram mais

Só uma observação: Foram mais de 1000 Agentes, Escrivães, Delegados e não somente delegados.

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June

Bola Fora

Infelizmente, temos que admitir que foi uma bola fora de Dilma ter indicado  o José Eduardo Cardozo para o Min. da Justiça, pois o que vimos depois, no impeachment ,foi deprimente; o desespero dele em querer salvá-la e a seu governo. Mas, e a viagem dele à Salamanca durante o julgamento? O seu envolvimento com a jornalista da "Quanto É?"...  Foi muita ingenuidade ou incompetência como ministro? Lamentável o ocorrido.

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Gonzales

PF ..

 ... Na fiscalização fitosanitárias do Brasil !?!? Esse pessoal, juiz, promotores pastor, policiaís, delegados, só vão parar quando eles entenderem que em um futuro próximo estarão na cadeia, os políticos no futuro vão colocar esse pessoal na cadeia, isso não vai ficar barato para eles, o que o maior produtor mundial de soja está achando disso !?!?

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Sergim Veiga

Elite fraca

Creio que quando dizem que perderam o controle da PF, isso é bom! A elite que manda em tudo agora está cagando de medo...
Para exportar é tudo lindo... E aqui nós ficamos com a podreira...
Agora eles serão obrigados a manter o controle de qualidade aqui como se fosse ser exportado, senão a PF vai lá e ferra.
Observem como a imprensa é obrigada a falar da operação carne fraca e logo em seguida gastam mais tempo para acalmar e orientar a população a não ficar com medo e confiar em selos de qualidade e etc.
A vários meses estou dando um tempo na carne de vaca porque estava muito ruim. Agora é esperar para ver se volta ao normal ou comer só peixe...

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A parte mais importante do

A parte mais importante do texto:   "O maior erro de Dilma Rousseff foi a indicação de José Eduardo Cardozo para Ministro da Justiça. Os dois erros seguintes foram consequência natural do primeiro erro: a indicação do Procurador Geral da República Rodrigo Janot e do Diretor Geral da Polícia Federal Leandro Daiello Coimbra.

Aliás, o erro maior foi quando, pressionado por Gilmar Mendes, Lula afastou o delegado Paulo Lacerda do governo."

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Mauro Melchiades Doria

Operação carne fraca & miolo mole

O Brasil está passando por uma grande operação que deveria se chamar miolos moles, chamaria de cervelli morbidi para ficar menos direto. Está operação está sendo conduzida por centro internacional de espionagem que comemora eventos do tipo eleiçao do Cunha na presidência dá Câmara de deputados como a NASA comemorou a aterrissagem na Lua. Agora para a carne fraca não abriram champanha para comemorar bastou sidra gaseificada. Já está claro para eles que somos um país de trouxas!

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Fernando L.

Grande demais prá quebrar...

Bernard "Bernie" Sanders falou uma vez sobre a crise de 2008 no mercado financeiro. Os defensores da ajuda governamental aos bancos diziam: O Lemman Brothers é grande demais para quebrar. E Bernie apontava que o erro estava aí! Não podem haver "bancos grandes demais pra quebrar". Nenhuma empresa pode sozinha dominar um mercado inteiro. Quando aparece este problema com a carne a gente vai ver quais marcas pertencem às somente 2 empresas envolvidas (JBS e BRF). A quase totalidade das marcas de alimentos derivados de animais pertence a essas 2 empresas. Toda a variedade de salsichas, margarinas, boi, frango, laticínios etc... Pertence a 2 empresas!! 

Esse talvez seja um escândalo muito maior do que encontrarem em irregularidades em 3 fábricas dessas duas empresas (elas devem ter centenas de fábricas) o fato de serem somente 2 empresas!!! E talvez os acionistas delas sejam os mesmos !! Essa concentração brutal de renda típica do Brasil passa desapercebida... 

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Odilon Vicente Almeida

Propósito da divulgação da carne fraca

Será que não foi proposital a divulgação, com o objetivo de prejudicar a indústria brasileira em favor dos EEUU?

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Mauro Melchiades Doria

Operação carne fraca & miolo mole

O Brasil está passando por uma grande operação que deveria se chamar miolos moles, chamaria de cervelli morbidi para ficar menos direto. Está operação está sendo conduzida por centro internacional de espionagem que comemora eventos do tipo eleiçao do Cunha na presidência dá Câmara de deputados como a NASA comemorou a aterrissagem na Lua. Agora para a carne fraca não abriram champanha para comemorar bastou sidra gaseificada. Já está claro para eles que somos um país de trouxas!

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polícia

Isso não é polícia. Nem federal nem nenhuma outra.

Polícia ao receber denúncia de crime investiga e de posse das provas solicita a prisão do criminoso. O criminoso, se houver, é uma pessoa e não uma empresa que deverá dentro da lei responder por seus atos. Essa coisa de megaoperação contra empresas e contra setores inteiros da economia é outra coisa. É mais parecido com os bbb da globo. Monta-se uma imensa casa de caboclos e com o apoio  e a torcida da opinião pública se decide quem vai para o paredão. Isso é circo. E suruba. E o pão comerão sem carne. 

Cada vez mais tenho a impressão que o nó que essa gente está dando no Brasil só desatará com sangue.

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gnsouto

Agora entende-se a

Agora entende-se a maciça propaganda do agronegócio, nas mídias...

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gnsouto

Agora entende-se a

Agora entende-se a maciça propaganda do agronegócio, nas mídias...

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operação " economia fraca "

O maior erro foi eleger Lula em 2002, ao invés de Ciro Gomes. Todos os outros erros decorreram deste...Nas próximas eleições esta escolha poderá ser reconsiderada. 

Nomeação de Lula. Joaquim Barbosa... Mercadante...Janot... Indicação de Dilma para sucessora... Depois, José Eduado Cardozo, nomeado por sua sucessora, e muito mais.

Lógico, os fãs fanáticos de Lula vão gritar com vêemencia e irritação que Lula não tinha como saber, e que devemos reeleger ele para continuar a não saber fazer nomeações, reempossar Janot, e tudo o mais que ele costuma fazer. .

É inegável a boa vontade de Lula para governar, porém, sem Maquiavel, tudo o que Lula fizer daqui pra frente será utilizado contra ele e contra o povo brasileiro.

Só vão parar quando a última empresa brasileira estiver quebrada, e o caos e a barbárie estiver presente em todo território nacional.

O Brasil se encaminha para a queda livre no abismo econômico, e não há muito tempo nem espaço para erros de manobras se é que realmente querem salvar o Brasil de chegar ao fundo do poço.

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Ze Guimarães

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Serjão

Do lado de cá, do lado de cá

O erro foi do LULA !

O mesmo mantra eterno dos coxinhas.

Quem é Ciro Gomes? O gogó de ouro? O do PFL? 

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Não. O Lula nunca erra

Dois grupos de fanáticos. Para os coxinhas, o Lula sempre está errado. Para a esquerda, o Lula nunca erra.

 

A terceira via é a visão de bom senso, que sabe que o Lula é tão humano quanto nós e não tem discernimento para daqui em diante enfrentar esta guerra no nível Maquiavélico que está.

Lula não conseguiu defender nem a própria família, imaginem defender o país dos monstros reaças.

 

O senhor duvida ? Vota no Lula então. Deixa ele nomear mais Joaquins Barbosas, mais Mercadantes, indicar mais Dilmas. Controlar a mídia com controle remoto, se aliar ao PMDB, o partido mais reaça que já existiu neste país. E terminar de ser preso pelo próprio Ministério Público e Polícia Federal que ele tolamente deu liberdades quase infinitas.

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Quem é o Ciro? O homem que defendeu a Petrobrás, que foi contra o impeachment de Dilma, que defendeu abaixar os juros e que tem coragem, valentia e discernimento. Que sempre foi reeleito nos lugares onde governou. Isto pra mim basta, para que ele tenha meu voto.

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"A verdadeira pergunta é: Quanta verdade eu consigo suportar ? "

Friedrich Nietzsche

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Ze Guimarães

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Serjão

O Lula erra

E errou muito mais do que o bastante.

E acertou muito mais também.

Tanto os acertos como os  erros, só os comete quem fez algo, quem agiu.

Discursos são como papéis em branco. 

Não se deve esquecer que o Brasil não é um paiseco qualquer, somos um continente, e provavelmente a terra mais rica do planeta. Não é com bravata, metendo o peito e na marra que se consegue alguma coisa por aqui. Se não tiver astúcia, malícia, não vai para lugar algum, e não vai mesmo.

Não tenho, ou não tinha, nada contra o Ciro, mas veja, como confiar em um ¨aliado¨ como esse?

Veja aqui aos 46:55:

 

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O Lula errou demais

Sinto em concordar, mas o Lula não só errou, mas errou além da cota. Tudo tem um limite, e o cargo mais importante do país não pode ser ocupado por um homem que não tem a menor noção de quem está nomeando, nomeia inimigos ferrenhos para cargos chave, e outras asneiras mais.

A nomeação de pessoas como o delegado chefe da polícia federal por Lula, que agora está destruindo a nossa pecuária, confirma este fato.

Pior ainda, Lula erra, erra, erra, e não aprende nada com seus erros. Isto significa que se Lula for reeleito teremosmais uma década e PIB perdido, recessão, desemprego na estratosfera, pois ele reconduzirá Janot ou similar ao Ministério Público. 

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Assisti seu video sobre Ciro, e não vi uma única palavra que não fosse correta e patriótica. Ciro apenas falou a verdade, foi contra o impeachment, foi imparcial.

Inclusive criticou o PSDB ao qual foi filiado, e tal como Bresser Pereira, passou a criticar quando este partido enveredou por um caminho anti patriótico. O fato de Ciro ter sido filiado a quase todos os partidos, não o desabona, pelo contrário, lhe dá mais experiência ainda.

Até Lula já subiu num palanque com FHC na campanha pelas diretas já. O erro seria, se alguém continuasse a apoiar os reaças depois deles começarem a destruir explicitamente o país.

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Ze Guimarães

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Serjão

Parece que não viu o que pedi

O que quero que veja e que todos vejam é a afirmação categórica do Ciro sobre os MILHÕES que Lula tem em sua conta. Ele sabe o que o Moro e sua gangue procuram há décadas. O xerife caipira não deve ter conhecimento desse vídeo.

Isso não é correto, não é coisa de homem - é de moleque, muito menos de alguém que se diz aliado.

A partir 46 min e 50 segundos.

Reveja!

(Em relação a esse equívoco mencionado do Lula, concordo plenamente. O Lula achou que estamos na Escandinávia.)

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