Foto: Agência Câmara

Jornal GGN – Interessado nos cargos de deputados infiéis (aqueles que se dizem da base governista mas votaram a favor da denúncia contra Michel Temer na Câmara), o chamado centrão já ameaça destruir a agenda econômica do governo e promete não servir de escudo para o próximo pedido de investigação a ser apresentado pela Procuradoria Geral da República contra o presidente.
Segundo informações do Estadão, o deputado Arthur Lira [foto], do PP, por exemplo, disse que o governo não pode continuar dando as mesmas “regalias a fiéis e infiéis”. “O governo não se comunica, não se articula, não conversa, não prestigia. Não dá para estar na mesma base quem vota contra e quem vota a favor, com as mesmas regalias, sejam ela grandes ou pequenas”, disparou.
Lideranças do PP e PSD, os dois maiores partidos do Centrão, já mandaram avisar a Temer que “será muito difícil segurar” as bancadas caso Rodrigo Janot apresente uma segunda denúncia em meio a esse cenário de “desordem”.
Janot vem sinalizando que pretende acusar Temer de tentativa de obstruir a Lava Jato até o dia 17 de setembro, quando deixa oficialmente o comando do Ministério Público Federal.
Marcos Montes, do PSD, avaliou que Temer não terá força para sobreviver a uma segunda denúncia. “Agora ele tem que dar um freio de arrumação [na base governista, separando os fiéis dos infiéis]. Se não der, essa desorganização política volta e o mercado vai embora. Não adianta ele ficar e continuar com a desordem política.”
Além da própria sobrevivência do mandato de Temer, está em risco também a agenda econômica que tramita no Congresso. Os deputados ameaçam não aprovar a reforma da Previdência e desfigurar o Refis que interesse ao governo, aumentando as benesses para as empresas e, consequentemente, diminuindo a previsão de arrecadação.
“A estratégia será ignorar a negociação que o governo vem tentando fazer e trabalhar para aprovar o texto do relator, deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), considerado mais benéfico para as empresas. O deputado modificou a versão enviada pelo governo ao Congresso e, com isso, a previsão de arrecadação caiu de R$ 13 bilhões para R$ 420 milhões com o programa”, publicou o Estadão.
Ivan de Union
11 de agosto de 2017 2:08 pmEh que 18 bilhoes de dinheiro
Eh que 18 bilhoes de dinheiro publico nao era suficiente.
Marcos Antônio
11 de agosto de 2017 2:28 pmFórmula Cunha
Eleja um congresso de corruptos…
Pronto!
Você nunca mais precisará se preocupar em fazer isso novamente…
Por que a partir dai, eles nunca mais deixarão o poder…
A partir de agora eles elegerão o presidente, controlarão o judiciário e permitirão apenas quem eles quiserem para continuar seus legados…
Essa é uma daquelas coisas, além da morte, que não pode acontecer nenhuma vez, por que se acontecer – já era…
Serjão
11 de agosto de 2017 4:37 pmregalia$$$$$ a fiéi$$$$$$$ e infiéi$$$$$
newton cardoso júnior, filho do porcão.
Tudo em famiglia.
Os bandidos procriam como ratos e não larrgam o osso.
O judiciário só quer os pobres encarcerados.
jcordeiro
11 de agosto de 2017 8:08 pmNo teatrinho do Congresso
Nassif: é só joguinho de cena. Pintou grana e os safados vêm até em defesa de Caifas, pela condenação de Cristo Jesus!