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crise política

Em Brasília, Marcelo Lavenère e Tereza Cruvinel debatem os horizontes para superação da crise

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Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados
 
Jornal GGN - Na próxima segunda-feira, dia 3 de julho, a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Brasília (DF) realizará o debate “Brasil: horizontes éticos para superar a crise”, com a participação de Marcelo Lavenère, ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de Tereza Cruvinel, jornalista, escritora e ex-presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). 
 
Para a Comissão Justiça e Paz, a crise vivida atualmente pelo Brasil vai além do problema moral que atinge o sistema político, e também leva a refletir sobre o projeto de nação que deve ser construído. 
 
O órgão também afirma que as reformas propostas pelo governo de Michel Temer parecem caminhar para a recusa em combater a “profunda desigualdade social que seguem manchando a história nacional desde nosso passado colonial e escravocrata”.

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De Roosevelt a Trump: entenda decadência de lideranças no mundo

E ainda, crise política brasileira está inserida em um quadro maior, que abala democracias em todo mundo   
 

Crise política brasileira está inserida em um quadro maior, que abala democracias em todo mundo

Jornal GGN – Já está claro entre os estudiosos de que a crise política e econômica enfrentada hoje no Brasil não é isolada e está dentro de uma crise mais ampla. Agora, o que colocou o mundo dentro desse contexto, que vem se arrastando de forma mais acelerada desde 2008? Os fundamentos estão no fim da Ordem Bipolar em que o mundo foi submetido de 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial, até 1989 com a derrubada do Muro de Berlim, símbolo da divisão geopolítica entre dois blocos na Guerra Fria.

Segundo Pedro Costa Júnior, mestre em ciências sociais e políticas pela PUC-SP e professor das Faculdades Integradas Rio Branco, junto com a queda do Muro de Berlim ocorreu a redução gradativa de lideranças políticas.

O pesquisador explica que, durante a Guerra Fria (1947 – 1991), o mundo seguia uma trajetória previsível e isso fica claro nas rodas de acordos de paz de Potsdam, Yalta e São Francisco, que ajudaram a definir os rumos da geopolítica. Na conferência mais importante, de Yalta (1945), balneário localizado às margens do Mar Negro na península da Criméia, reuniram-se os três maiores líderes da época: Franklin Roosevelt, Josef Stalin e Winston Churchill, dos Estados Unidos, União Soviética e Inglaterra, respectivamente.

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Crise de Temer aumenta popularidade do PT

Pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo revela aumento de popularidade da sigla atingindo 18% das preferências contra 5% de PSDB e PMDB 
 
Gleisi Hoffmann Foto: Lula Marques/Agência PT
Senadora Gleisi Hoffmann quando eleita nova presidente do PT Foto: Lula Marques/Agência PT
 
Jornal GGN - Uma pesquisa do Datafolha publicada neste domingo (25) pela Folha de S.Paulo revela que o PT atingiu sua maior popularidade desde a segunda posse da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015, e continua sendo o partido favorito para 18% da população, a frente de PSDB e PMDB que aparecem empatados com 5%.
 
A popularidade do Partido dos Trabalhadores impressiona em meio aos ataques de credibilidade que sofre desde o processo do Mensalão, que ocorreu entre 2005 e 2006 e, mais recentemente, a Lava Jato. Entretanto, a crise que atingiu o governo de Michel Temer pode explicar o aumento de fluxo popular em favor dos petistas – ainda segundo o Datafolha, apenas 7% dos brasileiros consideram o atual presidente ótimo ou bom, registrando o menor índice desde a gestão José Sarney, datada de setembro de 1989.
 
Por outro lado, o levantamento do Datafolha aponta que a crise política ainda prevalece com 59% dos entrevistados afirmando que não se interessam por nenhum partido. Apenas seis partidos receberam pontuações na pesquisa do instituto, além do PT, PSDB e PMDB. Foram eles: PSOL, PV e PDT, que tiveram, cada um, apenas 1% da preferência na pesquisa.
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Para Le Monde, Brasil se tornou estrela pálida no cenário internacional

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Foto: Marcos Correa/PR
 
Jornal GGN - No jornal francês Le Monde, uma análise assinada pela correspondente Claire Gatinois e publicada nesta quinta-feira (22) classifica o Brasil como uma “estrela pálida” no cenário internacional. 
 
As viagens internacionais do presidente Michel Temer - primeiro para a Rússia, e depois para a Noruega - são consideradas como um ativismo do presidente que quer “mostrar que seu país não está paralisado”, diz Gatinois. 
 
O periódico europeu também diz que Temer tenta, em vão, a convencer outros países que o Brasil não virou uma República das Bananas. Na análise, a correspondente também aponta como sinal da queda do prestígio do país o fato de que nenhum chefe de Estado vem visitar o Brasil

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Por que Temer ainda não caiu?, por Roberto Amaral

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Foto: Beto Barata/PR
 
POR QUE TEMER AINDA NÃO CAIU?
 
por Roberto Amaral
 
Muitos se perguntam: por que, após tantas denúncias, ditadas e repetidas por fontes as mais diversas, e insuspeitas, como a voz dos ex-sócios, Michel Temer ainda não caiu, quando foi tão fácil depor a presidente Dilma Rousseff?
 
Como se sustenta um presidente sem apoio no voto, ungido ao poder por um golpe de Estado midiático-parlamentar (onde começa a desmilinguir-se seu mando), e desfrutando do desapreço da população de seu país, de quem foge, acuado, escondido no bunker em que foi transformado o Palácio do Jaburu?
 
Vários fatores podem, no conjunto, constituir uma resposta mais ou menos satisfatória. Mas, antes de mais nada, lembremos que, divergências secundárias à parte, mantem-se de pé a coalizão econômico-política montada lá atrás para assegurar o impeachment. O capital financeiro, o agronegócio, as igrejas pentecostais e suas representações no Congresso e nos grandes meios de comunicação, permanecem unificados em torno das ‘reformas’, eufemismo com o qual se designa o projeto, em curso acelerado, de regressão política, social e econômica do País, cujo alcance paga qualquer preço.

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Porque chamar de supremos e superiores tribunais que assistem o Brasil ir ladeira abaixo?, por Paulo Endo

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Foto: Fellipe Sampaio/STF

Porque chamar de supremos e superiores tribunais que assistem o Brasil ir ladeira abaixo?

por Paulo Endo

A lei permite muitas coisas, inclusive inexoráveis injustiças. Não é preciso gastar muita tinta e papel para, numa olhadela, perceber que os operadores do direito no Brasil são frequentemente flagrados, à luz do dia, cometendo brutais injustiças, envolvidos em corrupções escandalosas, apaniguando e sendo apaniguados por personalidades políticas suspeitas.

Podemos relembrar fatos anteriores à miríade de atitudes, ações e julgamentos que sobrevieram ao impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, inteiramente capitaneados por um criminoso profissional, hoje na cadeia, que mandou e desmandou como quis no projeto de impedimento de uma presidente eleita diretamente nas barbas da justiça brasileira. Onde estava  o supremo tribunal  do país para evitar que o mais decisivo e, nesse caso, mais controverso processo de nossa história recente tivesse o desfecho que teve, colocando o governo do país nas mãos de personagens suspeitos de gigantescos esquemas de corrupção e lavagem, que tornam risíveis as acusações sobre pedaladas fiscais contra o governo Dilma Roussef? Vimos o STF assistir tudo de camarote, enquanto atrasava o julgamento de Eduardo Cunha, e permitia que um criminoso julgasse uma presidenta em relação à qual não foi comprovado nenhum crime, nenhum enriquecimento ilícito, nenhum desmando.

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O paradoxo da crise política e a ascensão autoritária, por Luis Fernando Vitagliano

Junho de 2013 fez emergir a crise da representação, o incômodo generalizado com as coalizões que fundamentaram a governabilidade na Nova República. O golpe não foi resposta positiva à crise política, e o caminho está aberto para uma solução autoritária ou totalitária

do Brasil Debate

O paradoxo da crise política e a ascensão autoritária

por Luis Fernando Vitagliano

Para aqueles que supõem que a crise política está próxima do seu fim, a resposta positiva é improvável. Pelo contrário, a crise política pode se agravar. Essa verdade desnuda demonstra que uma possível eleição de um aventureiro qualquer pode nos tirar da crise para algo pior. Porque saídas mágicas para a crise política como o afastamento de Dilma não nos livrou de nenhum dos problemas da república e nos acrescentou vários, agravando, ampliando e perpetuando o caos.

A saída da crise política não pode ser posta, principalmente pelo campo progressista, para além da política. Será uma saída política e pela política. Mas, para isso é preciso entender as origens e as causas desta encalacrada situação que começa em 2013.

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Desafio do país é avançar na mudança estrutural da sociedade, por Márcio Pochmann

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Foto: Mídia Ninja

Da Rede Brasil Atual

 
Crise global iniciada em 2008 traz consigo a semente de uma nova possibilidade de transformações dos entraves nacionais: o crescente movimento social de basta ao atraso recessivo e às reformas regressivas
 
por Marcio Pochmann* 
 
Do ponto de vista histórico, os principais períodos de mudanças estruturais na sociedade brasileira não resultaram de rupturas decorrentes do progresso técnico. O contrário, todavia, do que se pode constatar em outras sociedades como a inglesa, a estadunidense e a alemã, se tomadas como exemplos.
 
Desde a segunda metade do século 18, com o salto proporcionado pela primeira Revolução Industrial e Tecnológica, produtora da mecanização assentada na indústria têxtil – com a introdução do tear mecânico –, além da ferroviária e naval – com o motor a vapor –, o Reino Unido se transformou profundamente. O progresso tecnológico trouxe para a sociedade de lá repercussões internas e externas, o que permitiu, por exemplo, levá-la a ocupar inédita posição de hegemonia no sistema capitalista em formação mundial.
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Após delação da JBS, governo acelera liberação de verbas de emendas parlamentares

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Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN - Após o dia 17 de maio, quando foi revelado o conteúdo das delações de Joesley e Wesley Batista, da JBS, o governo de Michel Temer liberou quase R$ 1 bilhão em emendas parlamentares. O repasse dos recursos, majoritariamente destinados à base aliada, já estava previsto, mas a liberação ocorreu depois da delação premiada. 
 
Temer começou a ser investigado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) após as revelações dos irmãos Batista, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve apresentar uma denúncia contra o presidente.
 
Para começar a julgar a acusação contra Temer, o Supremo deve aguardar a autorização de dois terços da Câmara dos Deputados, ou 342 deputados. 

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Democracia direta para solucionar crise política

Aumento da participação direta do cidadão pode ajudar a promover novo pacto democrático no país

Foto: Mídia Ninja
Foto: Mídia Ninja

Jornal GGN - A repactuação entre a classe política e o eleitorado depende, invariavelmente, da ampliação do sistema democrático. É o que alerta o cientista político e membro do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), José Antônio Moroni.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o pesquisador aponta que o voto popular, exercido de dois em dois anos, "não pode ser a única expressão de soberania" dos brasileiros e, ainda, que a implementação de uma agenda política que de fato represente a ampla sociedade depende do aumento da participação popular no jogo político, fazendo frente às elites políticas e econômicas, que conseguiram nos últimos anos encaminhar o país para um estado de desmonte social.

O Brasil entra agora em uma situação limite em que a democracia direta, termo que vem sendo utilizado para definir a participação direta dos cidadãos no processo de tomadas de decisão na política, ganha força no campo popular. Não por acaso, o cientista político faz parte do grupo que defende a realização de eleições diretas. "Nosso Congresso não tem legitimidade nenhuma para fazer uma eleição indireta, e a única forma de fazer a vontade do povo ser respeitada é estando na rua", completou.
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Eleição direta 'é única forma da democracia ser praticada', defende Requião

Senador, que iniciou movimento no Congresso ainda em 2016, pontua que as Diretas dão o aval popular

Senador Roberto Requião (PMDB-PR). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Jornal GGN - Crítico ao governo do seu colega de partido, Michel Temer, que considera publicamente golpista, o senador Roberto Requião se tornou um dos primeiros parlamentares a defender no Congresso a realização de eleições direitas, ainda em 2016, lembrando, em entrevista que concedeu ao Diarinho, que a ex-presidente Dilma havia firmando um acorde de convocar eleições gerais no Brasil, caso o impeachment não passasse.

"Quem tem medo de eleição direta é quem está ligado aos dominadores econômicos da sociedade. A eleição direta deixa o povo se manifestar. Pode ser uma escolha boa, pode ser uma escolha ruim. Será corrigida por outra eleição. Mas é a única forma da democracia ser praticada", pontuou ao jornal do litoral norte de Santa Catarina. Nesta entrevista, o paranaense também fez críticas aos rumos da Lava Jato, operação que até entende ser necessária, mas que estaria sendo manipulada "pelos Estados Unidos e pela mídia".

Requião chamou a operação de "maravilhosa", por estancar a corrupção no país e até elogiou o juiz que coordena as investigações, Sérgio Moro, mas completou que o problema da Lava Jato é ter sido manejada "por interesses que pretendem acabar com a soberania nacional". Acompanhe a entrevista na íntegra:
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O "Grande Acordo" é o nó górdio do Brasil, por Aristóteles Coelho

No país, a expressão "Grande Acordo"  não goza de boa reputação, pois quase sempre traduz varrer a sujeira para baixo do tapete
 
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Por Aristoteles Coelho
 
 
Conta-se que o rei da Frígia (Ásia Menor) morreu sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Oráculo anunciou que o sucessor chegaria à cidade num carro de bois. A profecia foi cumprida por um camponês, de nome Górdio, que foi coroado. Para não esquecer de seu passado humilde ele colocou a carroça, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus. E a amarrou com um enorme nó a uma coluna. O nó era, na prática, impossível de desatar e por isso ficou famoso.
 
Górdio reinou por muito tempo e quando morreu, seu filho Midas assumiu o trono. Midas expandiu o império mas não deixou herdeiros. O Oráculo foi ouvido novamente e declarou que quem desatasse o nó de Górdio dominaria todo o mundo.
 
Quinhentos anos se passaram sem ninguém conseguir realizar esse feito, até que em 334 a.C Alexandre, o Grande, ouviu essa lenda ao passar pela Frígia. Intrigado com a questão, foi até o templo de Zeus observar o feito de Górdio. Após muito analisar, desembainhou sua espada e cortou o nó. Lenda ou não o fato é que Alexandre se tornou senhor de toda a Ásia Menor poucos anos depois.
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Gilmar Mendes e o avanço da crise sobre o Judiciário, por Janio de Freitas

Após decisão que absolveu Temer, novo processo de impeachment foi protocolado contra ministro, desta vez no STF

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Jornal GGN - A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de absolver Michel Temer no julgamento pelo crime de propina e caixa 2, ainda mais após o recente escândalo político mostrando uma gravação em que o presidente avaliza o pagamento de uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha pelo empresário e dono da JBS, Joesley Batista, aumentou ainda mais a crise institucional no país, promovendo um maior descrédito do poder Judiciário.

A avaliação é de Janio de Freitas, que na sua coluna desta quinta-feira, na Folha de S.Paulo, pondera que "o resultado verdadeiro do julgamento" feito pelo TSE foi um avanço do desânimo com a política. E, a figura mais responsável, e que deu o voto de minerva que pesou em favor de Temer, é o ministro Gilmar Mendes. Freitas destaca que, durante o julgamento no TSE, o magistrado não inovou no método que já vinha apresentando em outros julgamentos, de usar a palavra e o cargo para exercer decisões que vão de encontro aos interesses democráticos. Por outro lado, finalmente pôs em risco os colegas do Supremo Tribunal Federal, pois suscitou mais um pedido de impeachment que foi dirigido contra ele, desta vez no STF, de autoria dos professores de direito da UnB, Cláudio Fontelles e Marcelo Neves.

"Admitir o processo [de impeachment contra Gilmar] será um martírio; recusá-lo leva ao risco de estender ao Supremo o conceito hoje ostentado pelo TSE", pontua Freitas.   
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Crise não é só política, mas da forma de pensar o país, por Leandro A.

"Ninguém se deu conta de que os filhos do ENEM e do PROUNI foram lançados no mercado em retração, e o filho do pedreiro que fez engenharia está vendendo cachorro quente. Em algum momento teremos uma fermentação de tudo isto. Vivemos tempos Gramscianos"
 
Foto: Mídia Ninja
Foto: Mídia Ninja
 
Por Leandro A. 
 
 
Se analisarmos todos os "cambios" de governo pelo qual nosso país passou desde a abdicação de Dom Pedro I, sempre teremos um lado preparado para dar o bote em cima da fraqueza do outro. 
 
O fato novo desta crise é o exterminio dos dois blocos de divisão de poder e o cisma na sociedade brasileira. O pêndulo não tem impulso para se mover. Se assim não fosse, diante da gravidade da situação, teríamos uma frente ampla, com os políticos que restaram, os empresários de vanguarda e a sociedade civil. Mas assitimos ao contrário. O empresariado está contaminado por ranço antipestista, que confundem com qualquer proposta progressista ou outsider, a sociedade civil brasileira honra sua tradição de estar "deitada eternamente em berço esplendido". Apenas a grande ressalva que merece todo destaque: a classe artística. pelo visto a única que preservou o know how adquirido nos tempos de chumbo.
 
A mídia, não atrevo-me a comentar. Pois desde 2006 temos, abertamente, um partido político com assinantes e espectadores. Tornou-se uma besta fera, que provou do sangue e não consegue mais retomar o paradigma antigo.Banalizou-se o escandâ-lo a tal ponto, que vai demorar para que as redações deixem de pulsar pelo clima de denuncismo e policiamento, salvo se houver intervenção do fator imponderável e for imposta uma regulação efetiva.
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Sala de visitas: as ruas e a democracia

Nesta edição, Nassif entrevista cientista social Luis Felipe Miguel, o desembargador Rogério Favreto, com reprise da participação de Ione Papas

Nesta edição, Nassif entrevista cientista social Luis Felipe Miguel, o desembargador Rogério Favreto, com reprise da participação de Ione Papas

Jornal GGN - O programa Na Sala de Visitas com Luis Nassif abre hoje com uma entrevista do articulista do GGN, doutor em ciências sociais pela Unicamp e professor de Ciência Política da Universidade de Brasília, Luis Felipe Miguel, fazendo uma análise do conceito de democracia e o desafio de consolidar o modelo político na atual conjuntura do Estado Brasileiro.

"Se a gente for olhar hoje as democracias, por exemplo, na Europa elas partem de um acordo. As classes populares conquistaram vários direitos políticos, com base no acordo de que alguns espaços de produção igualdade, de condições de aumento do nível de vida seria concedido para o sistema conseguir ser estável. No Brasil, as nossas classes dominantes são tão intolerantes à igualdade, que não aceitam esse acordo, que foi o que esses últimos governos tentaram construir", avalia Miguel que coordena na UnB o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades. Segundo o professor, uma forma de combater essa visão é com um aumento de pressão da sociedade pelos seus direitos:

"Acho que nesse momento a gente tem uma situação nas instituições muito grave, porque nenhum dos poderes constitucionais está cumprindo o que deveria ser o seu papel, muito pelo contrário. Então, as ruas têm que mostrar pressão, que não vão aceitar esse retrocesso e essa volta à uma situação de profunda desigualdade ", completa. Luis Felipe Miguel também avalia o papel do Ministério Público Federal na crise da democracia brasileira, a necessidade dos centros políticos organizarem um novo pacto para restabelecer a ordem proposta na Constituição Federal de 1988 e, ainda, o papel da figura de Lula no jogo político.
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