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Eletronuclear

Xadrez de como a Lava Jato protegeu Michel Temer, por Luís Nassif

Peça 1 – a teoria do fato, o supérfluo e o essencial 

As denúncias feitas pelo Ministério Público Federal de Curitiba contra o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, em função de manipulações nas licitações da Eletronuclear, têm características polêmicas.

Como se sabe, o método de investigação do MPF é chamado de “teoria do fato” (não confundir com teoria do domínio do fato), que nada mais é do que a tática de definir uma narrativa inicial do crime, para poder organizar melhor os elementos levantados na investigação.

A teoria do fato da Eletronuclear foi que o Almirante Othon direcionava licitações para as empreiteiras em troca de pagamentos feitos através do pagamento de serviços não realizados por empresa de sua propriedade e das filhas. Ponto.

Ficou aí e daí não saiu nem quando os fatos começaram a apontar em direções mais elevadas.

Como se sabe, ninguém é alçado ao comando de uma grande estatal sem ter um padrinho político. Principalmente quando se dispõe a fazer negócios.

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Caminho alternativo da Lava Jato para derrubar Temer passa por Angra 3

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - A delação da JBS não é a única carta na manga que a Lava Jato dispõe contra Michel Temer. Mesmo que o presidente consigo criar uma narrativa que abafe o escândalo revelado na gravação de Joesley Batista, ainda terá de explicar suas relações com o coronel aposentado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, mais conhecido como Coronel Lima. Amigo de Temer desde a década de 1980, ele é o caminho alternativo da Lava Jato para derrubar o peemedebista.
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Damous defende Almirante Othon e pede comutação de pena

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Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Nesta semana, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) fez uma defesa do Almirante Othon na Câmara dos Deputados, afirmando que o cientista é um “herói brasileiro” e pedido a comutação de sua pena. 
 
Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, foi condenado em agosto do ano passado a 43 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisão e organização criminosa durante as obras da usina nuclear de Angra 3. 
 
De acordo com as investigações, Othon teria cobrado propina em contratos com as empreiteiras Engevix e Andrade Gutierrez. Em sua defesa, Damous ressalta que o almirante tem 78 anos e que a pena de 43 anos é de “prisão perpétua”. 

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Lava Jato do Rio denuncia executivos por corrupção em obras de Angra 3

 
Jornal GGN - O Ministério Público Federal (MPF) denunciou cinco ex-executivos da Eletronuclear e mais dois sócios da VW Refrigeração, nesta quinta-feira (23), por suposta lavagem de dinheiro de R$ 2,38 milhões, relacionados à construção da usina de Angra 3. 
 
Acusados de ocultarem a origem dos recursos destinados às obras da usina nuclear, os investigadores da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro afirmaram que foram feitos, pelo menos, 27 saques não identificados e depósitos entre os anos de 2010 e 2016 na conta dos executivos, que já se encontram presos preventivamente, em Bangu 8.
 
A nova denúncia é um desdobramento de anterior relacionada à corrupção e lavagem de dinheiro. Isso porque a apuração inicial dava conta de favorecimento ao superintendente da Eletronuclear, José Eduardo Costa Mattos. A nova investigação, de uma fraude que somaria mais de R$ 2,3 milhões, segundo os cálculos da força-tarefa do Rio, contemplaria também outros ex-diretores.
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Advogados são barrados em visita ao almirante Othon, por Emanuel Cancella e André de Paula

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Por Emanuel Cancella e André de Paula

Nesta terça, 7 de março, por volta das 14h, os advogados André de Paula, membro da Anistia Internacional, e Emanuel Cancella dirigiram-se às instalações militares dos Fuzileiros Navais, no Rio de Janeiro, com a intenção de visitar o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva. Segue o relato da visita frustrada:

Fomos muito bem recebidos por todos os recrutas e oficiais, mas depois de nos identificarem e nos fornecerem os crachás de visitantes, chegando a autorizar a entrada de nosso veículo, fomos informados de que a visita ao almirante estava desautorizada, por ordem de um desembargador e do próprio almirante Othon.

A informação foi repassada pelo capitão de Corveta Ribeiro. Estranhamos a negativa, pois é prerrogativa dos advogados a visita a presos em estabelecimentos civis e militares. O advogado do almirante, Fernando Fernandez, procurado hoje por André de Paula e Emanuel Cancella, alegou desconhecer a proibição.

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Eletronuclear procura chineses para concluir Angra 3

 
Jornal GGN - Para tentar concluir a usina nuclear de Angra 3, a Eletronuclear assinou um memorando com a China National Nuclear Corporation (CNNC) para realizar estudos para retomar as obras da unidade. 
 
Devido ao abandono das obras pelas empreiteiras que foram contratadas e são investigadas pela Operação Lava Jato, o projeto está parado desde 2015.

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As duas histórias do Almirante Othon, por J. Carlos de Assis

Aliança pelo Brasil

As duas histórias do Almirante Othon

por J. Carlos de Assis

Há duas formas de contar a história do almirante Othon Luiz Pereira da Silva, o herói do programa nuclear brasileiro condenado a 43 anos de prisão por um juiz entreguista e vaidoso cujo nome não vale a pena mencionar. A primeira é simples e direta: o Almirante, segundo o juiz, é um cleptomaníaco pervertido que não suportou a tentação de pegar uma propina da Andrade Gutierrez, construtora de Angra 3, no valor divulgado de 4,5milhões de reais. Assim, por esse ato de corrupção explícita, atirou no lixo os registros de uma notável carreira militar e de uma carreira científica ainda mais destacada, relatadas com inigualável acuidade pelos jornalistas Mauro Santayana e Luís Nassif em vários sites na internet.

A outra história é a seguinte. O Brasil, país ainda em desenvolvimento, se meteu, à revelia e contra as imposições dos Estados Unidos, a desenvolver um programa nuclear de primeiro mundo do qual resultou uma tecnologia de ponta em centrífugas para gerar urânio enriquecido, um produto nuclear ultrasensível. Para o comando dessa tarefa designou o Almirante Othon, por sua notória especialização na área. Ele saiu-se maravilhosamente bem. Os americanos, através da Agência Internacional de Energia Atômica, quiseram bisbilhotar as centrífugas já que, com todo o potencial científico que tem, dispõem de uma tecnologia de enriquecimento menos eficiente. O Brasil recusou-se a abrir a exibir a tecnologia das centrífugas e os norte-americanos, pacientes como são, decidiram ficar de tocaia.

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Pai do programa nuclear brasileiro, Othon Luiz Pereira é condenado

 
Jornal GGN - O ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pereira da Silva, foi condenado em desdobramento da Operação Lava Jato a 43 anos de prisão, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, embaraço às investigações, evasão de divisas e participação em organização criminosa. A decisão foi do juiz Marcelo da Costa Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.
 
Considerado o pai do programa nuclear brasileiro, o almirante foi acusado de receber R$ 4,5 milhões por meio de propina, segundo a denúncia do Ministério Público Federal, que indicava o recebimento de 1% em cima dos contratos firmados entre a Eletronuclear e as empreiteiras Andrade Gutierrez e Engevix, para a construção da Usina Nuclear Angra 3, no complexo nuclear de Angra dos Reis.
 
O nome do almirante apareceu na delação premiada de Danton Avancini, diretor da Camargo Correia, que lhe teria feito três pagamentos. Considerado o "pai" da energia nuclear no Brasil, foi presidente da Eletronuclear, Eletrobrás Termonuclear, empresa sediada no Rio, responsável pela construção e pelo gerenciamento das usinas nucleares brasileiras.
 
Além do ex-presidente da empresa, também foram condenadas mais 12 pessoas por envolvimento com o desvio de recursos públicos da construção de Angra 3, incluindo a sua filha, Ana Cristina da Silva, condenada a 14 anos e 10 meses de prisão pelos mesmos crimes do pai. Doze dos 13 réus foram condenados a pena de regime fechado.
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Funcionários da Eletronuclear são presos na Operação Pripyat

Jornal GGN – Dez pessoas foram presas nesta quarta-feira (6), na Operação Pripyat, que investiga desvios de R$ 48 milhões em contratos da Eletronuclear, entre os anos de 2008 e 2014. Entre eles, seis funcionários da empresa estatal.

De acordo com o procurador da República, Lauro Coelho Junior, os presos eram altos funcionários da subsidiária da Eletrobras, e operacionalizavam financeiramente a organização criminosa. “Somente pela construção da Usina de Angra 3, a Andrade Gutierrez recebeu da Eletronuclear R$1,202 bilhão. Cerca de 2% iam para o núcleo político da organização, 1% para Othon Luiz e 1,5% para os diretores que foram presos hoje”, disse.

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Ex-presidente da Eletronuclear volta a ser preso na Lava Jato

Jornal GGN - O ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, voltou a ser preso na Lava Jato, numa operação de estréia da força-tarefa recém criada no Rio de Janeiro, para tratar de crimes cometidos em obrs de Angra 3.

A Polícia Federal cumpre 35 mandaddos no Rio e em Porto Alegre, na operação denominada "Pripyat" - nome de uma cidade da Ucrânia, próxima de onde ocorreu o desastre de Chernobil.

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STF vai decidir se reverte fatiamento da Lava Jato

Jornal GGN – O Supremo Tribunal Federal voltou a debater a reversão (ou não) do fatiamento da Operação Lava Jato. Atualmente, as investigações sobre corrupção na Eletronuclear correm sob condução da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro e os ministros discutem se devem reencaminhar o caso ao juiz Sérgio Moro.

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A Lava Jato e o desmanche nacional, por Jorge Rebolla

Por Jorge Rebolla

Desmanche nacional

O atraso dos cronogramas e a possível inviabilização dos programas de modernizações das forças armadas é um dos efeitos colaterais do modo como a troika Poder Judiciário, Ministério Público Federal e Polícia Federal estão combatendo a corrupção.

A Construtora Norberto Odebrecht, através da Odebrecht Defesa e Tecnologia, controla as empresas responsáveis pela fabricação do submarino nuclear brasileiro, é um dos principais alvos da Lava a Jato e da sua sanha aniquiladora. Extrapolar do indivíduo a punição para que atinja o seu patrimônio, além das multas justificadas, relembra a antiga prática de salgar o solo que pertencia ao condenado, para que nada mais nascesse ali.  

O Vice Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, que liderou o programa brasileiro para domínio do ciclo do enriquecimento do urânio, está preso por acusações, que antes de uma condenação transitada em julgado, não leva ninguém para a cadeia. Sem ele dificilmente o Brasil hoje teria condições próprias de fabricar combustível a partir do urânio.

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Zavascki tira caso Eletronuclear das mãos de Sergio Moro

Jornal GGN - O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, nesta sexta-feira (30), que o inquérito sobre o esquema de corrupção na companhia estatal Eletronuclear deve ser separado do processo da Petrobras. Dessa forma, as investigações serão transferidas das mãos do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná, para a Justiça Federal no Rio de Janeiro, onde se localiza a sede da Eletronuclear.

Zavascki já havia determinado a suspensão do processo por meio de liminar concedida no começo de outubro, a pedido da defesa de Flavio Barra, da empreiteira Andrade Gutierrez, que alegou que o caso Eletronuclear não tinha relação com o esquema na Petrobras.

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Processo de Othon Luiz pode sair das mãos de Sergio Moro

Caso chegue ao STF, a ação deve tomar o mesmo rumo de processos que não tem vínculo com a Petrobras e ser redistribuído
 
 
Jornal GGN - As investigações sobre a Eletronuclear, a construção de Angra III e o almirante Othon Luiz podem sair da alçada do juiz Sérgio Moro. A defesa do presidente da Andrade Gutierrez Energia, Flávio Barra, apresentou uma medida cautelar pedindo que o processo que envolve executivos da construtora e o ex-presidente da Eletronuclear seja enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF).
 
A decisão não caberá ao juiz da primeira instância, mas ao relator dos processos na Suprema Corte, Teori Zavascki. A argumentação de Barra é que um dos nomes apontados no processo é o senador Edison Lobão (PMDB-MA), que tem foro privilegiado, e por isso, inviabilizaria o julgamento na 13ª Vara de Curitiba. 
 
Se remetida ao STF, a ação tende a ser desvinculada da Operação Lava Jato, uma vez que Teori tem tomado essa mesma decisão para todos os casos da Lava Jato que não tenham relação com o esquema de corrupção especificamente da Petrobras.
 
O delator Ricardo Pessoa, dono da UTC, teria afirmado às empresas do consórcio que articulavam os contratos que o senador Lobão havia solicitado contribuição para a campanha eleitoral do PMDB. Sergio Moro, entretanto, afirmou em ofício a Zavascki que não obteve essa informação. 
 
"Embora tenham sido veiculadas notícias de jornal a respeito de supostas declarações de Ricardo Pessoa a respeito do pagamento de vantagem a autoridade com foro privilegiado em decorrência do episódio, não teve este Juízo acesso ao depoimento e não tem como declinar competência com base em notícias da imprensa", disse o juiz no documento.
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Almirante Othon foi indiciado pela Polícia Federal

Investigadores suspeitam que o almirante e sua filha possam ter recebido até R$ 30 milhões de contratos para a construção da usina nuclear de Angra 3
 
 
Jornal GGN - O ex-presidente da Eletronuclear, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva e organização criminosa. Os investigadores suspeitam que ele possa ter recebido até R$ 30 milhões desviados de contratos para a construção da usina nuclear Angra 3. Além de Othon, foram indiciados a sua filha, Ana Cristrina Toniolo, o presidente da Andrade Gutierrez Energia, Flávio David, e outras cinco pessoas.
 
De acordo com a Polícia Federal, o mesmo esquema observado com os contratos da Petrobras e empreiteiras se repetiu na Eletronuclear. As empresas que venceram a licitação para a montagem da eletromecânica da usina "fizeram um ajuste para que houvesse a divisão das partes que seriam licitadas na obra". Os delegados também acreditam que houve direcionamento das licitações.
 
De acordo com o relatório da PF enviado ao MPF, dos R$ 30 milhões que o almirante teria recebido, R$ 4,5 milhões foram pagos para a Aratec Engenharia, controlada por ele. Em depoimento, Othon Luiz nega as irregularidades e afirmou que o pagamento foi feito por conta de serviços de tradução prestados por sua filha.
 
A petição do MPF que encaminhou as investigações traz sustentação em depoimentos do empresário Victor Sérgio Colavitti, dono da Link Projetos e Participações - empresa que seria a intermediária para o repasse de propina, e em coleta de documentos da equipe da Lava Jato sobre o percurso do dinheiro. 
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