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Decisão de Fachin prejudica Temer, confirmam investigadores


Foto: Eraldo Peres / AP
 
Jornal GGN - A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de não incluir Michel Temer no inquérito contra os caciques do PMDB na Câmara dos Deputados foi "até melhor para o ritmo da investigação", apontaram investigadores ouvidos pela Folha de S. Paulo, confirmando o que adiantou o GGN em reportagem desta quinta-feira (10).
 
Uma primeira análise feita pelo jornal, quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ainda não trazia expectativas de apresentar a segunda denúncia contra Temer na Câmara, mesmo com o inquérito por obstrução à Justiça pronto e finalizado pela equipe da Polícia Federal, indicava que o PGR apenas aguardava a decisão de Fachin.
 
Isso porque Janot precisava de uma resposta do ministro que relata a Operação Lava Jato no Supremo: se Fachin incluísse o atual presidente nas acusações de organização criminosa, dentro do inquérito no STF que mira o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), não haveria a necessidade de tal apontamento na denúncia que enviará à Câmara, restringindo-a apenas aos fatos relacionados à obstrução.
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O que há por trás dos despachos de Fachin que "beneficiam" Temer

Duas decisões do ministro do STF devem se voltar contra Michel Temer: uma com mais desgaste durante a gestão do peemedebista e outra evitando a impunidade quando o mandato acabar
 

Foto: Eraldo Peres / AP
 
Jornal GGN - O ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tomou recentemente duas importantes decisões relacionadas às investigações contra o presidente Michel Temer: não incluiu o mandatário no inquérito contra os caciques do PMDB da Câmara e suspendeu o inquérito contra Temer sobre as acusações da JBS.
 
Apesar de ambas decisões parecerem, em um primeiro momento, alívios para o presidente da República, uma delas se trata apenas de uma decisão que não haveria saída e a outra poderá complicar ainda mais Michel Temer nas investigações que recaem contra ele.
 
A suspensão do inquérito contra o peemedebista, determinada recentemente por Edson Fachin, ocorreu por norma legal da Constituição, que prevê que qualquer denúncia enviada pela Procuradoria-Geral da República por crimes comuns, como o de corrupção, devem ser liberadas, antes pela Câmara dos Deputados.
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Justiça suspende processo por desastre da Samarco em Mariana

Foto El Pais

Jornal GGN – O rompimento da barragem do Fundão matou 19 pessoas e acabou com o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. Isso aconteceu em novembro de 2015. No último dia 4 de agosto, o juiz Jacques de Queiroz Ferreira, da Justiça Federal de Ponte Nova, suspendeu o processo contra as empresas Samarco, Vale, BHP Billiton, VogBR e 22 pessoas acusadas por responsabilidade pelo rompimento da barragem de rejeitos da Samarco, a pedido dos advogados.

Este é considerado o maior desastre ambiental já ocorrido no país.

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Ajude "João Dólar" a indenizar João Doria

Jornal GGN - A página de humor no Facebook "João Dólar" durou pouco. Muito pouco. Mas o então candidato João Doria não tem nenhum senso de humor e muito menos aguenta críticas. Críticas bem humoradas ou não. O fato é que na campanha para a eleição passada um grupo de jovens resolveu usar do humor para se expressar, e João Doria usou de advogados para reprimir. Resultado: retirada da página do ar após algumas poucas postagens ou curtidas e uma multa pesada.

João Doria não gostou, mas seu pai usou o Dólar como ajuda em eleição. Até registrou-se como tal no Tribunal Regional Eleitoral ao se candidatar. Votos ao Dólar iriam para ele. Mas o Doria atual pretende dar outros passos, maiores, imensos, e reprimiu duramente críticas ao seu projeto de cidade. Uma pena.

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Antecipando juízo, Moro desafia Lula a provar que pagou reformas do sítio

Despacho indica que Lula só não será condenado se conseguir provar que ressarciu as empreiteiras, mostrando que o juiz já parte do princípio de que o petista é o verdadeiro dono do sítio de Atibaia
 
Foto: Lula Marques
 
Jornal GGN - No despacho em que acolhe a denúncia do Ministério Público Federal contra Lula por causa do sítio de Atibaia, o juiz Sergio Moro incitou o ex-presidente a mostrar, ao longo do processo, provas de que teria pago pelas reformas feitas nos imóveis que estão em nome de dois empresários e sócios do filho do petista. A provocação ocorreu após o juiz alegar que há "justa causa" para tornar Lula réu em Curitiba pela 3ª vez, agora por supostamente ter recebido as reformas no sítio como vantagem indevida das empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin.

Arquivo

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Lista de Furnas, usada em processo por Gilmar, é anexo da delação de Valério

Foto: Reprodução
 
 
Jornal GGN - Uma versão da famosa "lista de Furnas" virou um anexo da delação premiada de Marcos Valério junto à Polícia Federal, segundo informa o Painel da Folha desta sexta (28). 
 
O documento já foi descreditado pelo próprio publicitário no passado e usado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para processar a CartaCapital. O magistrado arrancou R$ 507 mil da revista em indenização. "Gilmar aparecia no papel como destinatário de R$ 185 mil", comentou a coluna. Ao lado de seu nome, aparecia 'AGU'."
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Depoimento por videoconferência é para réu preso, responde Lula a Moro

Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Lula não concorda com a sugestão de Sergio Moro para que o petista seja ouvido em outro processo em que é réu (agora, por suposta propina envolvendo a Odebrecht) por meio de uma videoconferência.

Moro alegou que a ida de Lula a Curitiba gerou muitos gastos com segurança, mas Lula insiste que tem direito a fazer sua própria defesa pessoalmente.

Em comunicados à imprensa, a defesa explicou que videoconferência é um recurso "excepcional", sendo mais utilizado quando o réu está preso - o que não é o caso de Lula - ou dentro das hipóteses previstas no artigo 185 do Código do Processo Penal.

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Temer vai garantindo folga para absolvição da denúncia na Câmara


Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - A vitória de Michel Temer na Câmara dos Deputados já está quase garantida, segundo interlocutores e aliados do mandatário na Casa. Em placares realizados pelo Estadão e pela Folha de S. Paulo, são pelo menos 186 votos a favor do envio da denúncia contra o presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo menos 94 contra.
 
Ao todo, são necessários 342 votos de deputados para que Temer possa ser processado pelo Supremo, o que ainda é um cenário aparentemente inconclusivo. Sabe-se, por outro lado, que o mandatário mobiliza as lideranças e alianças que têm para que parlamentares não retrocedam do apoio e garantam a sua absolvição direta.
 
Segundo o Painel da Folha desta quarta-feira (26), o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se apresentava como um dos principais beneficiários da eventual queda de Temer e mostrava sinais de dissidências frente ao contexto de fidelidade absoluta ao governo atual, admite a vitória.
Sem votos

Cármen nega pressa a Temer e diz que Fachin retoma processo antes da votação


Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos
 
Jornal GGN - O presidente Michel Temer pediu urgência para ter acesso aos sete áudios do delator e dono da JBS, Joesley Batista, que gravou o mandatário e motivou a denúncia contra ele que tramita na Câmara dos Deputados. Mas a presidente da Corte, Cármen Lúcia, que despacha pedidos durante o recesso do Judiciário, entendeu que o caso não é urgente.
 
Peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC) conseguiram recuperar sete áudios do gravador do empresário. Os arquivos teriam sido apagados dos equipamentos, mas recuperados pelos peritos. A defesa de Michel Temer acredita que tais áudios podem favorecer o atual presidente na denúncia contra ele.
 
Os advogados Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Gustavo Guedes pediram no fim de junho à Polícia Federal que respondesse a perguntas sobre a perícia nos grampos de conversa entre Temer e Joesley, além de solicitarem o acesso aos dois gravadores. 
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Joesley acha que está em dia com a Justiça e vai processar quem o chama de bandido

Foto: Agência Senado
 
 
Jornal GGN - Joesley Batista passou de criminoso a testemunha protegida pelo Estado e é, agora, um cidadão em dia com a Justiça. É com esse argumento que sua defesa pretende processar todo jornalistas, políticos e empresários que proferiram xingamentos. A lista de futuros processados é estrelada pelo presidente Michel Temer.
 
Segundo a colunista Mônica Bergamo, há dúvida se Temer pode ser processado, em decorrência do cargo. Mas o peemedebista foi um dos que disparou críticas mais contundentes a Joesley. Atingido por uma gravação, Temer disse que o sócio da JBS é um "bandido confesso" e seus assessores, capangas.
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"O problema do Brasil não era a Dilma", diz Lula sobre o golpe


Foto: Ricardo Stuckert / Lula.com
 
Jornal GGN - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o juiz que o condenou a 9 anos e 6 meses de prisão, Sérgio Moro, de "czar", em referência aos monarcas dos impérios búlgaro e russo, e os procuradores da força-tarefa de Curitiba, comandada por Deltan Dallagnol, de "jovens mal-intencionados".
 
As declarações foram feitas à rádio Capital, de São Paulo, em entrevista na manhã desta terça-feira (18). Uma semana após a sentença por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente disse querer "provar que o Moro errou, que a equipe da Lava Jato errou" e que "mentiram demais".
 
"Não vou, depois de 70 e poucos anos de vida, permitir que meia dúzia de jovens mal-intencionados venham tentar jogar a minha imagem na lama. (...) O juiz Moro não pode continuar se comportando como um czar. Ele faz o que quer, quando quer, sem respeitar o direito democrático, sem respeitar a Constituição. E não deixa a defesa falar", disse.
 
O ex-presidente também ressaltou o cenário político atual, como consequência após a queda da então presidente e sua sucessora, Dilma Rousseff. Se antes, em dezembro de 2014, o país apresentava "o menor índice de desemprego de sua história, 4,5% de desemprego", com "padrão Suécia, Dinamarca e Alemanha", com aumento de 74% no salário mínimo, hoje a situação é outra.
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Sérgio Moro, perdeu, playboy!, por Luis Nassif

Até que ponto, na era da informação, uma decisão ilegítima tem condições políticas de se perpetuar?

Nos últimos meses começou um questionamento maior dos métodos da Lava Jato. Mesmo pelo filtro parcial, tosco, manipulador da mídia, ficou claro, para os leitores mais antenados, a diferença entre acusações meramente declaratórias e a apresentação de provas concretas.

Até em manifestações do Ministério Público Federal já há a admissão do óbvio: o delator fala o que o procurador ou juiz quer ouvir; por isso a delação só poderá ter valor se acompanhada de provas. Simples assim.

Em outros tempos, grandes injustiças históricas levavam anos, até décadas, para serem reparadas. As notícias caminhavam lentamente, a única alternativa às blindagens do sistema eram livros de baixa circulação, depoimentos pessoais, panfletos e jornais menores, que não influíam nos grandes circuitos de informação.

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Denúncia contra Temer "não é fantasiosa" e precisa ser investigada, defende relator

Foto: Lula Marques/Agência PT

 

Jornal GGN - O deputado federal Sergio Zveiter (PMDB-RJ) apresentou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na tarde desta segunda (10), um relatório orientando a Câmara a votar a favor da denúncia da Procuradoria Geral da República contra Miche Temer, permitindo, assim, que o Supremo Tribunal Federal decida se o presidente deve ou não ser processado por causa da delação da JBS.

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Contra Palocci, Gebran valida tese do domínio do fato de Moro que deve condenar Lula

 
Jornal GGN - Ele já foi apontado como um amigo pessoal do juiz da Lava Jato no Paraná, Sérgio Moro, e hoje é responsável por revisar os possíveis erros do magistrado de Curitiba. Mas vem confirmando a estratégia desenhada pelo juiz de primeira instância para chegar à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
 
Em sua última decisão, o desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF), João Pedro Gebran Neto, negou um recurso feito pela defesa do ex-ministro do PT, Antonio Palocci, contra a prisão preventiva, desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, a Operação Omertà.
 
Palocci foi condenado há uma semana por 12 anos de prisão e multa com o pagamento de mais de R$ 1 milhão por supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados a Odebrecht. Já na própria sentença, que tem como quase única base os depoimentos de mais de 10 delatores, Moro sustentou que Palocci deve ficar preso, enquanto aguarda o julgamento de seu processo em outras instâncias.
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Lula afasta tentativa de o envolverem em mais um processo

E chama o atual presidente Michel Temer e seu ministro Moreira Franco de "ingratos"

 
Jornal GGN - Em depoimento à 10ª Vara do Distrito Federal sobre as fraudes no fundo de financiamento do FGTS, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (04) que nunca recebeu pedido do atual presidente Michel Temer para nomear Moreira Franco à vice-Presidência de Fundos e Loterias da Caixa Econômica, em 2010, e ainda chamou a ele e a Temer de "ingratos".
 
As manifestações ocorreram em menos de 10 minutos, nos autos que tramitam na primeira instância do Distrito Federal e que acusa o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de cobrar e receber R$ 52 milhões do consórcio formado pela OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia junto à Caixa Econômica para as obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
 
Lula foi questionado se o atual presidente da República, Michel Temer, foi quem pediu para nomear seu agora ministro Secretaria-Geral da Presidência ao comando de  Fundos e Loterias da Caixa. O ex-presidente negou que o pedido tenha vindo, diretamente, de Temer, mas sim da bancada do PMDB na Câmara.
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