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Renascimento

Xadrez de como os músicos vieram salvar a utopia Brasil, por Luís Nassif

Texto para o Seminário O Renascimento das Utopias, que ocorrerá nos dias 14 e 15 de setembro no Rio de Janeiro

Foram alguns anos de guerra e destruição. Grandes fogueiras arderam por muito tempo, consumindo fiéis e ímpios, a velha política e os jacobinos que ascenderam pregando o ódio e a punição. No centro da arena, o orçamento.

Protegendo-o, a muralha da Constituição. Dentro dela, um punhado de generais vacilantes, reunidos em um sarcófago de nome Supremo. No seu entorno, grupos variados, cada qual manobrando seus instrumentos mortais visando a conquista do butim.

Os juízes entraram armados de sicas  e escudos; os procuradores, de gládios e lanças; os técnicos do TCU, com as redes com pesos nas bordas; e o mercado com seus carros de combate, anunciados por corneteiros da mídia. E as cornetas tinham o condão de espalhar o terror a quem as ouvisse.

A luta ultrapassou os limites da arena e se estendeu por todo o país, especialmente depois que os defensores da Constituição levantaram suas batas, deixando à mostra canelas desossadas, e saíram aceleradamente de ré, para não aparentar a fuga dos deveres. Fugiram sem dar as costas, data venia.

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Xadrez do segundo nascimento do mito Lula

Peça 1 – a desconstrução dos heróis midiáticos

Não há armadilha maior do que a ilusória sensação de poder que a mídia proporciona.

Como dona do palco, ela define o roteiro. Quando calha do personagem estar adequado ao roteiro, ela o alça ao Olimpo das celebridades. O que o sujeito fala, repercute. Em um primeiro momento, passa uma sensação única de onipotência. Os mais espertos, entendem o jogo. Os neófitos não se dão conta de que o espaço tem data de validade, não é coisa líquida e certa como um concurso público.

Essa falsa percepção liquidou com o PSDB. Desde a ascensão de Lula, o partido limitou-se a ser caudatário da mídia brasileira. E a mídia brasileira só consegue destruir. De repente, um partido que se orgulhava de seus intelectuais, passou a ter a cara raivosa de um José Serra, Aécio Neves, Aloysio Nunes, José Aníbal, todos vociferantes, raivosos, salivando como cães hidrófobos. E liquidando com a imagem do partido.

Quando a muleta foi recolhida, o partido acabou. Suas esperanças repousam, agora, nos inacreditáveis João Dória Jr e Huck.

Esse mesmo castelo de cartas foi erigido com a Lava Jato. Hoje houve a hora da verdade. E o castelo desmontou.

Cara a cara com Lula, não havia mais a blindagem das edições seletivas. Não havia mais a liberdade para construir teses abstratas, suposições alinhavadas com ilações, sendo oferecidas para um cardápio viciado dos órgãos de imprensa.

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Arte Flamenga – Renascimento do Norte Europeu, por Rosângela Vig

Do Obras de Arte

Arte Flamenga – Renascimento do Norte Europeu

Por Rosângela Vig

"O Belo enobrece a sensibilidade e sensifica a razão. Ele ensina a atribuir

um valor à forma. Com o belo aprende-se a amar as coisas 

sem egoísmo, apenas por causa de sua forma." (SCHILLER, 2004, p.84)

Para Schiller (1759-1805), a obra bela se liga a questões éticas porque transcende o material, ao promover sensações subjetivas. O Belo, nesse sentido, sensibiliza, desperta sentimentos prazerosos no espírito, pela apreciação, pelo ajuizamento dos propósitos do artista. Nesse sentido, a grande obra permite ser descortinada sempre e dela serem extraídos novos significados, a cada novo olhar. Tal propósito ficou nítido na Arte do Renascimento e em especial na Pintura Flamenga, que floresceu entre os séculos XV e XVII, ao Norte da Europa. A Arte Flamenga, como é chamada, corresponde às produções artísticas da região de Flandres, na época, localizada na faixa entre a Bélgica, os Países Baixos e regiões vizinhas, como França e Alemanha1.

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Renascimento, por Rosângela Vig

Do Obras de Arte 

Resnacimento 

Por Rosângela Vig 

"As armas e os barões assinalados

Que da ocidental praia Lusitana,

Por mares nunca dantes navegados

Passaram ainda além da Trapobana,

Em perigos e guerras esforçados,

Mais do que prometia a força humana,

E entre gente remota edificaram

Novo Reino, que tanto sublimaram."

(CAMÕES, 1980, p.76)    

Considerado uma verdadeira obra de Arte, pela regularidade da forma, o poema épico Os Lusíadas, de Luís de Camões (1524-1580), de 1572, expressa os atos de heroísmo e de bravura do povo português, em busca de expansão do império, na época das grandes navegações. Esse período em que a curiosidade promoveu grandes mudanças, deixou evidente que é da alma humana o descontentamento, a insatisfação e a eterna busca por aprimoramento. A Cultura acompanhou esse evoluir que nunca termina e com ela, o aperfeiçoamento do caráter, a partir de um refinamento, pelo gosto. E a Arte está inserida na Cultura, pois “nenhuma forma cognitiva é mais apta em mapear as complexidades do coração do que a cultura artística” (EAGLETON, 2005, p.76). Embora haja ainda o que se mudar, para que a humanidade alcance a perfeição, foi na Renascença que o ser humano, movido por esse ímpeto, empreendeu grandes transformações, principalmente na área da Cultura, talvez até mesmo como uma reação às dificuldades que acompanharam a Idade Média.

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Análise a respeito do renascimento da Direita no Brasil

Jornal GGN - A tática consiste em fazer críticas de forma agressiva, algumas vezes por meio de palavrões e insultos, as mensagens dos textos são contundentes e com ataques pessoais a figuras públicas dos quais divergem ideologicamente. Essa é a fórmula simplificada utilizada pelos novos líderes intelectuais da direita que renasce no Brasil, conforme a avaliação do repórter Rodolfo Borges, no El País.

O aumento das ideias conservadoras na sociedade brasileira se deve, sobretudo, a dois fenômenos que é o desgaste do PT e dos demais partidos de esquerda que governaram nos últimos tempos a América Latina e as redes sociais, que auxiliam popularizando as propostas de pensadores e instituições liberais, como o Instituto Millenium. Segundo a editora Record de todos os gêneros lançados recentemente por ela os mais vendidos estão nessa categoria. Um exemplo é o "O mínimo que você precisa", considerado fenômeno de vendas no país, com quase 150.000 exemplares vendidos em menos de dois anos. O livro, de Olavo de Carvalho, faz várias críticas a ideologia de esquerda incluindo à Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire.

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Vil lieber grusse e clássicos medievais e renascentistas alemães

Sugerido por Válber Almeida

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Exposição traz a Brasília obras da época do Renascimento

Brasília - Em comemoração aos 205 anos do Banco do Brasil, a instituição lançou no último sábado (12), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília, a exposição Mestres do Renascimento: Obras-Primas Italianas. A mostra traz à capital importantes obras do Renascimento, como Cristo Abençoado, de Rafael, e Leda e o Cisne, de Leonardo Da Vinci. A exposição também reúne trabalhos de outros artistas desse período, como Michelangelo, Sandro Botticelli e Giovanni Bellini.

São 57 obras que retratam um dos movimentos mais importantes da história da arte no mundo. O Renascimento marcou a entrada da humanidade na Idade Moderna e presenteou a civilização com algumas das pinturas, esculturas e obras mais reverenciadas da história. A exposição já passou por São Paulo, onde recebeu 317 mil visitantes em 79 dias. A mostra fica em Brasília até o dia 5 de janeiro.

O Banco do Brasil também lançou a pedra fundamental de um museu que será instalado no próprio CCBB e terá área de 12 mil metros quadrados. O investimento chega a R$ 9 milhões, sendo R$ 3,5 milhões para reforma e adaptação do prédio e R$ 5,5 milhões para preparação dos acervos. Leia mais »

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