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Tratamento das obsessões espirituais: salvando vidas, por Marcos Villas-Bôas

Tratamento das obsessões espirituais: salvando vidas

por Marcos Villas-Bôas

Em texto anterior, mencionamos que, segundo O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, e de acordo com inúmeras obras psicografadas, assim como diálogos com Espíritos, por médiuns, gravados em vídeo; todos os seres humanos são médiuns e, portanto, influenciados pelos Espíritos. Segue o link para o texto: http://jornalggn.com.br/noticia/todos-os-humanos-sao-mediuns-e-interagem-com-os-espiritos-por-marcos-villas-boas.

Em muitos casos, por haver essa possibilidade de influenciar os seres humanos, os Espíritos se ligam a eles com determinados fins, mas terminam os prejudicando, pois, mesmo que não tenham um objetivo mau, sua energia termina causando repercussões na psique do encarnados por questões de vibração magnética.  

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Espiritismo, Umbanda e Projeção Astral são complementares, por Marcos Villas-Bôas

Espiritismo, Umbanda e Projeção Astral são complementares

por Marcos Villas-Bôas

Como já mencionamos tantas vezes neste blog, o objetivo de Allan Kardec não era criar uma nova religião com características semelhantes às das outras, mas, na verdade, unificar as religiões – ou, ao menos, uma parte do pensamento religioso – por meio do conhecimento científico-filosófico do Espiritismo. O seu fim religioso era o de religar racionalmente o homem ao divino.

Sobre o tema acima, vide, por exemplo, o texto no qual brevemente resumimos a biografia desse grande pensador e educador: http://jornalggn.com.br/noticia/quem-foi-allan-kardec-o-descobridor-da-ciencia-espirita-por-marcos-villas-boas.

Em outro texto, foi discutida uma entrevista realizada por Jefferson Viscardi com o Espírito Miramez, por uma médium de psicofonia, dentro do ótimo programa Diálogo com os Espíritos, na qual o entrevistado dizia que, para os Espíritos do bem, não interessa a religião de cada encarnado, não interessa o tipo de culto etc., mas tão somente ajudar o próximo e realizar os fins divinos em geral. Segue o link para o texto: http://jornalggn.com.br/noticia/dialogo-com-o-espirito-miramez-gravado-em-video-por-marcos-villas-boas.

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Espiritismo, Marxismo e Psicanálise – e a complexidade do real, por Dora Incontri

Espiritismo, Marxismo e Psicanálise – e a complexidade do real

por Dora Incontri

Três modelos teóricos de interpretação de mundo, de visão do ser humano e de ação prática nasceram no século XIX. Os três se autodenominavam científicos. Os três pretendiam desvendar aspectos de certa maneira até então desconhecidos ou desconsiderados, que melhor explicariam o comportamento humano, individual e coletivamente.

E as três correntes ainda hoje não são consideradas científicas pela ortodoxia da ciência, dita mainstream. Mas o marxismo e a psicanálise pelo menos têm espaços largos em universidades e inúmeros pesquisadores e intelectuais desdobraram seus pressupostos; já o espiritismo, por mexer com paradigmas talvez mais cristalizados, com preconceitos muito arraigados e, sobretudo, por ferir interesses muito estabelecidos (ao mesmo tempo do materialismo e das religiões institucionais, com seus mistérios), e também talvez por ter se popularizado como uma forma de religião –  é o que mais sofre ostracismo e silenciamento – apesar de ser talvez das três propostas, a que coleciona maior número de evidências de pesquisa, que corroboram seu modelo explicativo.

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A fé sob a perspectiva da Ciência Espírita, por Marcos Villas-Bôas

A fé sob a perspectiva da Ciência Espírita

por Marcos Villas-Bôas

A fé, ao longo da história humana, vem sendo quase sempre associada à crença religiosa dogmática. É tida por uma crença em Deus pautada na interpretação da palavra de algum Messias por um grupo de indivíduos que estão à frente de determinada religião. Como a fé fica associada à crença em dogmas peculiares a cada religião, isso leva ao afastamento entre os seus adeptos, pois cada qual argumenta que os seus dogmas são os únicos corretos.

Numa visão da Ciência Espírita, a fé é muito mais do que mera crença, e tal crença não é dogmática, mas científico-filosófica, como qualquer outra crença humana deve ser, ou seja, devemos acreditar em algo, apesar de sempre abertos a mudar de posição, porque há explicações racionais e plausíveis para aquilo, mas cientes de que contamos também com nossa intuição e nossos sentimentos nas tomadas de decisão. Do contrário, a tendência de se cair em ortodoxias/dogmatismos e misticismos é enorme, o que afasta os humanos da realidade e os segrega.

Segundo os Espíritos explicam em diversas obras psicografadas, a fé é uma crença, porém, mais forte do que isso, é um sentimento inato, escrito na consciência (ou inconsciência) de cada um:

“A fé é o sentimento inato, no homem, de sua destinação futura; é a consciência que tem das faculdades imensas, cujo germe foi depositado nele, primeiro em estado latente, e que deve fazer eclodir e crescer por sua vontade ativa.

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O que estamos fazendo com o Espiritismo?, por Dora Incontri

do blog da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita

Entre a pureza da ortodoxia e a salada mística: o que estamos fazendo com o Espiritismo?

por Dora Incontri

Vários articulistas já manifestaram aqui suas posições a respeito desse polêmico assunto: pureza doutrinária. Chegou a minha vez de dizer algo a respeito.

Em primeiro lugar, é preciso esclarecer (ou resgatar) alguns conceitos básicos do Espiritismo: Não se trata de uma revelação sagrada, por isso considero muito problemática a denominação das obras de Kardec de o “pentateuco espírita”! Os livros de Kardec não são como a Bíblia é para os fundamentalistas cristãos – palavra de Deus, revelada, que pode ser citada como fonte de autoridade absoluta. A obra de Kardec é de pesquisa, em que encarnados e desencarnados participaram da construção. Justamente uma das grandes contribuições de Kardec foi dessacralizar a revelação. E ele fez isso estabelecendo um método de pesquisa dos fenômenos espíritas, uma abordagem nova da vida espiritual, com racionalidade crítica e observação empírica. Então, conservar-se fiel à obra de Kardec é muito mais conhecer, entender, aprofundar e mesmo desdobrar com os recursos atuais, o método criado por ele (e foi criado por ele e não pelos Espíritos! Esses são na verdade ao mesmo tempo o objeto de estudo e os cooperadores de Kardec). O conteúdo do Espiritismo está sujeito à revisão, reelaboração e leituras históricas (compreendendo que algumas coisas que estão nas obras de Kardec são próprias do século XIX, têm uma influência da cultura europeia da época). O próprio fundador do Espiritismo não o queria fechado, num corpo de dogmas, a que leitores futuros teriam que se submeter cegamente.

O tempo inteiro, Kardec alerta para o aspecto científico de sua proposta, cujas hipóteses poderiam ser revistas.

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Todos os humanos são médiuns e interagem com os Espíritos, por Marcos Villas-Bôas

Todos os humanos são médiuns e interagem com os Espíritos

por Marcos Villas-Bôas

O Livro dos Médiuns, publicado por Allan Kardec, é considerado a grande obra sobre mediunidade, porém, após ele, muitas outras vieram, até porque médiuns espetaculares encarnaram e puderam ser estudados, sobretudo no Brasil, como Yvonne do Amaral Pereira (1900-1984), Francisco Cândido Xavier (1910-2002) e Divaldo Pereira Franco (1927-).

Percebe-se pelas datas acima que a mediunidade não é doença e que é possível viver por muitíssimos anos passando por fenômenos surpreendentes, mas isso desde que sejam compreendidos e que o indivíduo saiba tomar os cuidados devidos para que a sua faculdade não lhe ocasione perturbações ou, o que é pior, doenças de ordem física ou mental.  

Neste blog, insistimos muito na explicação científica sobre a existência dos Espíritos devido à capacidade que tem essa teoria de mudar a vida das pessoas para melhor. Dado que todos são médiuns, ninguém deixa de interagir com os Espíritos diariamente, o que afeta suas vidas de forma positiva ou negativa. Entendendo muito bem como se dá essa interação, é possível agregar mais experiências positivas do que negativas.

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Quem foi Allan Kardec, o descobridor da Ciência Espírita?, por Marcos Villas-Bôas

Quem foi Allan Kardec, o descobridor da Ciência Espírita?

por Marcos Villas-Bôas

Na ciência, um aspecto importante é verificar quem utiliza cada argumento. Pessoas de moral e intelectualidade mais elevadas, com grande conhecimento teórico e experiência prática em determinado tema, são mais “autorizadas” a falar sobre ele e, portanto, há um peso argumentativo em seu favor, o que não significa, é claro, sempre estarem certas. Daí surgiu, na retórica, a expressão “argumento de autoridade”, que pode ter mais ou menos conteúdo a depender da forma como articulado.

Qualquer um pode emitir opinião sobre qualquer tema, pois todos têm livre-arbítrio, direito de opinião. Na ciência, contudo, o conhecimento é mais técnico, exige método e respeito às normas daquele sistema, ainda que seja possível e até louvável, em benefício do progresso, tentar quebrá-lo, quando se dispuser de ferramentas para isso.

Considerando que um dos objetivos deste blog é analisar, antes de tudo, se faz sentido falar numa Ciência Espírita, se Espíritos existem, se estudá-la tem alguma relevância para nós, seres humanos, é essencial compreender a sua história, como ela surgiu.

Os fenômenos espirituais são conhecidos desde a Antiguidade. Há plena menção a eles entre as sociedades mais elevadas que já existiram na Terra, como os egípcios antigos, os gregos antigos, os celtas e assim por diante. A filosofia budista e outras orientais dão conta da existência de Espíritos e creem na reencarnação, de modo que o tema não foi obviamente criado por Allan Kardec.

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Diálogo com o Espírito Miramez gravado em vídeo, por Marcos Villas-Bôas

Diálogo com o Espírito Miramez gravado em vídeo

por Marcos Villas-Bôas

Uma das formas básicas pelas quais um estudioso espírita deve atuar é, evidentemente, dialogando com Espíritos para que possa, com intenções de instrução e caridade, levantar informações sobre o mundo espiritual e a própria dimensão da Terra, onde nós, encarnados, vivemos.

Essa prática, que pode ensinar muito sobre leis físicas e morais, ajudando-nos a melhor aplicá-las, felizmente vem crescendo aos poucos entre os espiritualistas. Ela era, aliás, a base do estudo de Allan Kardec e sustentou toda a codificação.  

Quando o estudo é sério e de intenção nobre, é quase certo que bons Espíritos apareçam para ajudar. Essa afirmação se comprova, aliás, pelo fato de Espíritos elevados se disporem a participar de entrevistas com os encarnados, gravadas, inclusive, em vídeo: 

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Experimentos sobre peso da alma comprovam sua existência?, por Marcos Villas-Bôas

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Imagem: Francis Pacheri
 
Experimentos sobre peso da alma comprovam sua existência?
 
por Marcos Villas-Bôas

 

Como visto no último texto, o brilhante educador, estudioso e pensador Hippolyte Léon Denizard Rivail, que assumiu pseudônimo de Allan Kardec aos seus 52 anos de idade, se comunicou com Espíritos por meio de médiuns ao longo de vários anos e, após longas observações e experimentações, apesar do seu inicial olhar incrédulo, concluiu que o ser humano não tem apenas um corpo material.

Décadas antes de a Física Quântica provar que o átomo não é totalmente material, nem uma matéria porosa, mas um misto de matéria e energia, a Ciência Espírita já o tinha feito, mas por seus próprios métodos.

Vide, por exemplo, os itens 30 e 33 de O Livro dos Espíritos, obra publicada em 1857:

“30. A matéria é formada de um só ou de muitos ementos?

‘De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva’.

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O Espiritismo em sua expressão mais simples, por Marcos Villas-Bôas

O Espiritismo em sua expressão mais simples

por Marcos Villas-Bôas

O Espiritismo em sua expressão mais simples

 

Em diversos dos textos publicados neste blog, temos visto comentários de leitores que revelam grande desconhecimento sobre a Ciência Espírita, um dos pilares do Espiritismo. Obviamente, ninguém aceitará uma ciência que estuda Espíritos quando sequer entende como tudo começou e o que está por trás dela.

Voltaremos, então, ao básico e à história utilizando inicialmente o não tão conhecido livreto “O Espiritismo em sua expressão mais simples”, publicado por Allan Kardec em 1862 e facilmente encontrado em .pdf na Internet.

Trata-se de obra com 17 páginas, sendo que o conteúdo mesmo já começa na página 5. Para facilitar ainda mais aos nossos leitores, iremos resumir esse livreto de modo a apresentar em breves linhas a história do surgimento do Espiritismo e, consequentemente, do advento do estudo científico das manifestações espirituais.

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Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte V, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte V

por Marcos Villas-Bôas

Como visto em textos anteriores, cientistas renomados como Camille Flammarion, Charles Richet e William Crookes realizaram sérios experimentos com médiuns para que fossem testados os fenômenos chamados, do final do século XIX para o início do século XX, de “espirituais”.

Todos os três concluíram pela veracidade dos fenômenos, mas Richet era o único a negar a influência espiritual, apesar de ter atestado a existência de médiuns com “forças psíquicas” capazes de produzir efeitos não explicados pelas leis científicas da época, o que deu surgimento à metapsíquica.  

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Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte IV, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte IV

por Marcos Villas-Bôas

No texto anterior, terminamos tratando de Gabriel Delanne e William Crookes. O livro deste último é emblemático, pois é uma coletânea de artigos que vai demonstrando, ao longo dos meses, a evolução do pensamento do autor sobre o tema dos Espíritos. Ele inicia admitindo que não conhece quase nada sobre o assunto, mas que, por estarem todos interessados, entende ser importante submetê-los a experimentos científicos cuidadosos:

“Some weeks ago the fact that I was engaged investigating Spiritualism, so called, was announced in a contemporary: and in consequence of the many communications I have since received, I think it desirable to say a little concerning the investigation which I have commenced. Views or opinions I cannot be said to possess on a subject which I do not pretend to understand. I consider it the duty of scientific men who have learnt exact modes of working, to examine phenomena which attract the attention of the public, in order to confirm their genuineness, or to explain, if possible, the delusions of the honest and to expose the tricks of deceivers. But I think it a pitty that any public announcement of a man’s investigation should be made until he has shown himself willing to speak out.

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Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte III, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte III

por Marcos Villas-Bôas

Nos dois últimos textos, procuramos nos posicionar entre os crédulos e incrédulos, buscando construir uma perspectiva científica, crítica da literatura sobre manifestações de Espíritos. Isso já foi feito por inúmeros outros estudiosos bem mais célebres, como os citados Camile Flammarion, Carl Gustav Jung, Charles Richet, Pierre Curie, Marie Curie e muitos outros. Continuaremos com eles e acrescentaremos as visões de Gabriel Delanne e William Crookes.  

Richet, vencedor do Prêmio Nobel de Fisiologia (ou Medicina) em 1913, criou o que se chama de Metapsíquica, precursora da Parapsicologia, que uns chamam de ciência e outros de pseudociência, como normalmente acontece com temas que “incomodam” as pessoas.

No seu Tratado de Metapsíquica, Richet registrou diversas experiências que realizou com médiuns, que levaram a uma melhor compreensão sobre, por exemplo: a) a telecinesia, ação mecânica sem contato sobre pessoas ou objetos, como a levitação; b) ectoplasmia, emissão de fluidos pelo corpo humano que dão origem a materializações de Espíritos; c) fenômenos psíquicos chamados de “subjetivos”, como telepatia, clarividência, clariaudiência, xenoglossia, psicografia e outros.

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Carl Jung e a existência de Espíritos, por Marcos Villas-Bôas

Carl Jung e a existência de Espíritos

por Marcos Villas-Bôas

Em texto anterior, citamos Carl Jung como um médium que passava por inúmeros fenômenos espirituais e que documentou alguns deles no seu último livro: Memórias, Sonhos e Reflexões.

Leitores do blog que estão entre os mais incrédulos reclamaram do fato de o livro não ter sido citado, mas estava, sim, referido, desde a primeira versão publicada, ao final da transcrição de um trecho dele. Parece que, quando não se quer enxergar (aceitar) algo, até a visão física fica abalada e termina-se não enxergando bem (em sentido estrito).

Como Jung é um nome mais conhecido fora do meio científico, parece que esses incrédulos se assustaram com o peso dele em favor da existência dos Espíritos. Dedicaremos, então, um texto inteiro ao livro dele, uma homenagem a esses nossos leitores, tão ou mais importantes do que os mais crédulos ou menos incrédulos. Seus comentários, por sinal, quando não nos divertem pela graça, ajudam a focar nos pontos de maior dúvida deles, sendo muito bem vindos.  

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Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte II, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte II

por Marcos Villas-Bôas

No texto passado, iniciamos uma busca por provas científicas da existência dos Espíritos e começamos utilizando uma obra de Carl Gustav Jung, um dos principais estudiosos da Psicologia em toda a história humana, e outra de Camille Flammarion, um dos principais estudiosos da Astronomia em toda a história humana. Em comum, suas obras tinham o estudo científico dos Espíritos e a conclusão de que eles existem.

A seriedade com que esses dois e outros estudiosos empreenderam seus estudos afasta a acusação de que a Ciência Espírita seria misticismo, uso de pseudociência para justificar uma religião. Jung e Flammarion se questionaram, ao longo de toda a vida, sobre a realidade dos fenômenos que enfrentavam e observavam.

Flammarion, por exemplo, criticava aberta e diretamente parte dos espíritas por sua falta de método científico e muitos médiuns que eram embusteiros:

“A respeito desses fenômenos, tem-se falado muito em espiritismo. Alguns dos seus defensores acreditam tê-lo consolidado, apoiando-o em uma base também frágil. Os opositores acreditam tê-lo excluído definitivamente e o enterrado sob o desmoronamento de um armário. Ora, os primeiros mais o comprometeram do que o serviram; os segundos, não conseguiram derrubá-lo, apesar de tudo. Mesmo que seja demonstrado que no espiritismo não exista senão truques de prestidigitação, a crença na existência de almas separadas do corpo não será absolutamente atingida. Além disso, as trapaças dos médiuns não provam que eles trapaceiam sempre. Elas apenas nos põem de sobreaviso e nos convidam a ser muito severos em nossas observações. Quanto à questão psicológica da alma e à análise das forças espirituais, estamos ainda hoje no ponto em que a química encontrava-se no tempo de Alberto, o Grande, ignoramos! Portanto, não podemos ficar num justo meio-termo, entre a negação que recusa tudo e a credulidade que aceita tudo? É razoável negarmos tudo o que não compreendemos, ou acreditarmos em todas as loucuras que imaginações doentias dão à luz umas após as outras? Não podemos possuir ao mesmo tempo a humildade que convém aos fracos e a dignidade que convém aos fortes?” (As forças naturais desconhecidas, p. 20).

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