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Profissão Escritor e jornalista. Autor de "Soledad no Recife", pela Boitempo, e “O filho renegado de Deus”, pela Bertrand Brasil.

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

Ah, quanta paixão existe na alma revolucionária, por Memélia Moreira

Belíssima crítica, lindo texto de Memélia Moreira sobre o romance "A Mais Longa Duração da Juventude":

PAIXÃO SEGUNDO URARIANO

MEMÉLIA MOREIRA

Pátio de São Pedro, Recife, que concentra uma das mais majestosas representações da Arquitetura Colonial brasileira e onde os revolucionários acreditavam estar a salvo do inimigo.

Nos terríveis anos da ditadura mantive correspondência com alguns dos mais notórios presos políticos do Presídio Tiradentes, em São Paulo. Todos eles gloriosos militantes da Ala Vermelha do PCdoB. Tanto com meu irmão #Sonsonho, de quem guardo muitas cartas com o abominável sêlo do DOPS, liberando a correspondência, quanto com Hélio Cabral de Souza e Alípio Raimundo Viana Freire. Com meu irmão, conversas familiares, rumos do país e, principalmente, conselhos para que eu não me desviasse na profissão de jornalista. Foi meu irmão, Antonio de Neiva Moreira Neto, quem me fez fincar pé na causa indígena. Ele dizia que todas as trincheiras contra a ditadura eram valiosas. Com Hélio Cabral falávamos da guerra do Vietnam, com a certeza absoluta de que a História daria vitória aos guerrilheiros #viets E de música. Foi ele quem desenvolveu em mim o gosto pela música do mais profundo Goiás. 

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Por que ocupam a Câmara Municipal de São Paulo?, por Urariano Mota

Por que ocupam a Câmara Municipal de São Paulo?

por Urariano Mota

Falam as notícias desta sexta-feira:

“O plenário da Câmara Municipal de São Paulo continua ocupado após 70 integrantes de diversos movimentos sociais invadirem o espaço com bandeiras e cartazes.

Os manifestantes pedem o fim das restrições no passe livre estudantil e protestam contra os projetos de lei (PL) 364 (venda do estádio do Pacaembu),  367 (pacote de concessões à iniciativa privada) e 404 (venda de imóveis iguais ou inferior a 10 mil metros quadrados) e pedem a realização de um plebiscito para que a sociedade possa decidir sobre as privatizações. O presidente da Câmara não atendeu ao pedido dos estudantes de retirada dos três projetos de lei e disse que isso não é possível ser feito devido ao regimento da Casa.

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Temer, novo palavrão da língua, por Urariano Mota

Temer, novo palavrão da língua

por Urariano Mota

Bem sei que a pesquisa no google não é bom método de ciência. Por experiência sei que esse buscador reflete o que é notícia na imprensa e na rede. Mas sei que ainda assim, mesmo sem espelhar um método científico, todos nos aproximamos dele como um dos indicadores de pesquisa, para filtrar suas informações com melhor crítica e peso. Por isso ao google recorremos. E no caso do Temer palavrão, o que encontramos tem sabor de uma descoberta.

Convido o leitor para um breve teste. Se buscar agora a frase Temer criminoso, terá 899.000 resultados. Se for atrás do Temer ladrão, pegará 725.000. Se procurar Temer corrupto, achará 685.000. Se procurar Temer puta, tê-lo-á em 599.000 soluções. Temer cu, 585.000.  Temer 171, 525.000. Temer merda, 484.000.  Temer pornográfico, 479.000. Temer canalha, 435.000. Temer safado, 369.000.

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Rap da liberdade para José Amaro Correia, o nosso Mário Sapo, por Urariano Mota

Rap da liberdade para José Amaro Correia, o nosso Mário Sapo

por Urariano Mota

Em um trecho do Dicionário Amoroso do Recife, escrevi:

“José Amaro Correia, Zé Amaro, ou Mário Sapo, como o chamamos, era e continua a ser um socialista, militante político, preso em 1973 no DOI-CODI no Recife...

Quando eu lhe pergunto se depois de tanta luta, se alguma vez ele não pensou em desistir, ele, que sei estar com problemas circulatórios, pressão alta, e que piora todas as vezes em que se emociona, ele me responde:

— Desistir? Nunca! Às vezes me dá uma preguiça. Mas dá e passa.

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A poesia de Ñasaindy Barrett, filha da eterna Soledad, por Urariano Mota

 

A poesia de Ñasaindy Barrett, filha da eterna Soledad

por Urariano Mota

Todo o mundo agora pode conhecer o livro “Do que foi pra ser Agora”, a poesia que a  ditadura brasileira gerou contra a sua vontade. Os cristãos diriam que é uma bênção o lançamento do livro pela Editora Mondrongo, do editor e poeta Gustavo Felicíssimo. Mas eu digo que é poesia e verdade, no sentido de Goethe. E nesse caso, de resistência e vida também. Entendam por quê.  

A poetisa Ñasaindy Barrett de Araújo é a única filha de Soledad Barrett, a guerreira de quatro povos assassinada no Recife em 1973. Ñasaindy nasceu em Cuba, por força da militância política dos pais,. Soledad Barrett Viedma, paraguaia, e José Maria Ferreira de Araújo, brasileiro. Ambos foram assassinados pela repressão no Brasil. Ele em 1970, em São Paulo depois de preso e torturado. Soledad Barrett em 1973, no  Recife, delatada pelo companheiro, o militante infiltrado Cabo Anselmo.

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Para José Dirceu, por Urariano Mota

Imagem Reprodução

Para José Dirceu, por Urariano Mota

Leio na Folha de São Paulo a noticia de que a mãe de José Dirceu foi enterrada em Minas Gerais, Notícia curta, da qual anoto.

“Segundo amigos da família, Dona Olga era poupada do noticiário sobre seu filho desde a explosão do escândalo do Mensalão, em 2005. Sempre assistia a filmes em canal fechado.

Preso em novembro de 2013, o ex-ministro pediu que a mãe não fosse informada sobre a detenção antes do Ano Novo. Para justificar a ausência dele nas festas do fim de ano, a família disse à matriarca que Dirceu estava fora do país.

Dona Olga, que nos últimos anos apresentava falhas de lucidez, também não soube que a casa onde morava fora confiscada, em maio do ano passado, por decisão do juiz Sergio Moro. “

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A prova da falta de provas na condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro, por Urariano Mota

A prova da falta de provas na condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro

por Urariano Mota

Pensei em escrever que revolta a inteligência a última sentença de Sérgio Moro contra o ex-presidente Lula. Acrescentaria que não é possível, hoje, ser um humanista que não se revolte contra o concerto da direita brasileira. Mas acalmo, sereno o discurso e passo a indicar a prova da sentença sem provas do senhor Sérgio Moro. Acompanhem por favor

https://drive.google.com/file/d/0B1trF11ZWhAPRzNIMVRNdzV5SEU/view

A primeira coisa a observar, de passagem, é que a concordância verbal e a civilização brasileira não são o forte do senhor Sérgio Moro. Sem pesquisa ou esforço de correção, notamos erros primários:

“o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está sendo julgado por sua opinião política e também não se encontra em avaliação as políticas por ele adotadas durante o período de seu Governo...

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Em Recife ou no Recife? De Recife ou do Recife?, por Urariano Mota

Em Recife ou no Recife? De Recife ou do Recife?

por Urariano Mota

Em recente discussão no Face, vi que não é pacífico o gênero do nome da nossa cidade. Daí que vale a pena retomar um trecho do Dicionário Amoroso do Recife, que publiquei em 2014.

O nome “recife” é sinônimo de “arrecife” nos dicionários. O batismo da cidade veio desses muros aflorados por milênios na costa pernambucana: arrecife ou recife. O nome é masculino desde a origem. No entanto, sei por experiência que devemos sair da visão etimológica, porque ela se esvai nos costumes dos dias presentes. Imaginem o que seria a comunicação se conversássemos usando palavras no significado etimológico. Cairíamos numa comédia do diálogo entre um homem do século XVI com outro do século XXI.

Penso que devemos partir do histórico mais perto do presente. Melhor, devemos vir do histórico que se fez civilização, dos poetas e escritores que falaram e falam da cidade no gênero que ficou, por força da arte e do pensamento. Pois não é próprio e legítimo estabelecer pontes entre o gênero prático e o gênio poético?

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Amado Batista e a tortura voltam, por Urariano Mota

Amado Batista e a tortura voltam

por Urariano Mota

“Eu acho que mereci a tortura. Fiz coisas erradas, os torturadores me corrigiram, assim como uma mãe que corrige um filho. Acho que eu estava errado por estar contra o governo e ter acobertado pessoas que queriam tomar o país à força. Fui torturado, mas mereci”.

A frase acima é do compositor de pérolas Amado Batista. Em 2013, quando comentei essa brutalidade, pude escrever:

A primeira coisa que destaco na frase do cantor Amado é a mentira, sob duas faces. Na que mais aparece, a mentira objetiva, da realidade a que se refere, pois a ninguém deve ser dada a punição da tortura, e no caso de Amado com o agravo do adjetivo “merecida”. Na outra face, mentira subjetiva mesmo, porque o não muito Amado desloca a dor sofrida para a felicidade da ética, aquela em que fazemos o justo, ainda que seja desconfortável.

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A ficção de Michel Temer, por Urariano Mota

A ficção de Michel Temer

por Urariano Mota

Todos vimos uma das mais repetidas notícia desta semana: o presidente Michel Temer discursou contra a denúncia de corrupção passiva apresentada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot. Penso que se depois de um  longo sono acordássemos de repente em junho de 2017, pensaríamos estar diante de um capítulo de medíocre telenovela do Brasil. Lá na telinha, um ator no papel do Conde Drácula em traje civil discursava:

“Os senhores sabem que eu fui denunciado por corrupção passiva. Note, vou repetir a expressão, corrupção passiva a essa altura da vida, sem jamais ter recebido valores, nunca vi o dinheiro para cometer ilícitos....

Eu digo, meus amigos, minhas amigas, sem medo de errar, que a denúncia é uma ficção.... E eu volto a dizer: a denúncia de que sou corrupto é uma ficção”.

Para se defender com a maior cara de madeira, que não tem outra, o presidente Michel Temer valeu-se de um erro comum em políticos profissionais e até em jornalistas. A saber, que o outro nome da mentira é ficção, porque, num círculo vicioso, toda mentira seria ficção e toda ficção é mentira. Menos, ou melhor, o erro dessa fama é quase absoluto. Para não entrar numa pesada definição de conceitos, lembro de imediato uma opinião definidora sobre o que vem a ser a a grande ficção, que Engels viu na Comédia Humana: 

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12 poetas do Recife no rádio, por Urariano Mota

Por Urariano Mota*

O projeto nasceu para a Rádio Frei Caneca, emissora pública, que em fase experimental toca música. Eu pensava, e penso ainda, que a poesia pode entrar no rádio como se fosse música nos intervalos das canções. Talvez com um anúncio: “a rádio que toca poesia”.  É possível, desde que o poema seja bem lido e organizado em um ambiente receptivo. Afinal, todo ouvinte é uma pessoa, e toda pessoa é capaz e carente de poesia.

Depois de mais de 2 meses sem resposta,  apresentei o roteiro à Rádio Universitária  99.9 FM, no Recife. Então gravei o texto com a técnica, e o jornalista Roberto Souza lançou a poesia no ar, no programa O Redator Comunitário, por mais de duas semanas. A cada manhã subia um ou uma poeta. Vocês bem podem imaginar o que aconteceu. O ouvinte primeiro teve um espanto, depois um acostumado espanto, e mais adiante a espera dos minutos de poesia.  

Como o projeto não visa lucro ou pagamento autoral,  divulgo a seguir o roteiro dos 12 poetas do Recife. Qualquer rádio do Brasil fique à vontade para usá-lo. O importante é que a poesia sobreviva.

A seguir, a poesia pra tocar no rádio.

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Ariano Suassuna, erudito e popular, por Urariano Mota

Por Urariano Mota*

Há três anos, em um 24 de julho, assim falavam as notícias:

“O velório de Ariano Suassuna, realizado no Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife, foi encerrado na tarde desta quinta-feira (24). Iniciado na noite anterior, ele ficou aberto durante toda a madrugada e recebeu grande número de parentes, amigos e fãs do escritor. 

Em cima do caixão, foram colocadas bandeiras do Sport, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do estado de Pernambuco e do Brasil. O enterro está previsto para acontecer no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Grande Recife, por volta das 16h”.

Mas as notícias nada falavam do clima real, do povo real, no enterro de Ariano Suassuna. Eu estava na fila, do lado de fora do Palácio do Governo, à espera da ordem para que todos pudessem entrar em ordem até o caixão. Mas a fila não se movia. Nela, apenas se ouviam murmúrios de um povo que se conformou à fila de inúteis esperas, sob o sol ou sob a chuva como um destino. Na longa conformação as pessoas se lamentavam: “disseram que depois da missa a gente podia entrar. Mas já faz mais de hora que a missa acabou”. Eu olhava meu relógio, que parecia também ganhar a imobilidade da fila: 30 minutos, quarenta minutos... Juro que eu temia ouvir a qualquer momento um grito de lá da frente:

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Para o amor maduro, por Urariano Mota

Por Urariano Mota*

Neste Dia dos Namorados, salvo do esquecimento esta crônica para os casais de todas as idades. 

Assim como nas sucessões do tempo de toda a natureza, da flor que fenece e cai e se ergue em outra a partir dos grãos derramados, assim como a onda do mar que se espraia e se desfaz e se refaz dos seus restos em nova onda, assim também o amor se faz um sentimento de marcas e rugas que entranham à vista o sol que se foi e se organiza em nova pele. Tem um sabor íntimo do vinho de que se aprendeu a gostar, uma cumplicidade de lições apreendidas ao toque sem palavras, que o primeiro fogo não poderia construir.

Pois não é próprio do fogo o consumo e o autoconsumo voraz no incêndio, mas lento depois até as brasas que por fim esfriam? Pois sendo próprio do fogo a destruição inexorável, linear e de sentido único, do começo para o fim e sempre, é no entanto mais próprio da pessoa humana o guardar semelhança com os fenômenos naturais, mas sem se deixar reduzir ao que não tem o salto e a qualidade da gente.

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O terror em Londres e o Brasil, por Urariano Mota

O terror em Londres e o Brasil

por Urariano Mota

No mais recente atentado terrorista em Londres, os jornais chamaram a atenção para uma importante autoridade policial, que dirige a segurança para os ingleses. As notícias falavam, sem atentar para o histórico da figura:  

“Cressida Dick, comissária da polícia de Londres, informou ao início da manhã deste domingo que o ataque em Londres fez sete vítimas mortais e feriu 48 pessoas. Os três atacantes foram abatidos e, nesta altura, a polícia acredita que a situação está "sob controlo", mas as áreas afetadas vão continuar interditas e os agentes prosseguirão com as buscas para assegurar que a ameaça foi totalmente neutralizada”.

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O amor antes do ponto, por Urariano Mota

O amor antes do ponto, por Urariano Mota

Há quem pense que a carência de tudo era a causa “determinante”, para usar uma palavra das discussões da época, a causa fundamental para o que amávamos então. Assim como a economia determinava a história, a política, a sociedade, enfim, todo o universo material e espiritual, porque assim nos teria ensinado Marx – e sempre conforme o jargão simplificador das nossas encarniçadas discussões -, assim também a nossa carência de afeto seria a essência do que amávamos. Quando ouvíamos Tenderly com Ella Fitzgerald, ou os agudos do pistom de Louis Armstrong, quando ali nos encantávamos com a música, que nos deixava como almas penadas de carinho a flutuar, isso devia ser consequência do determinante, o coração que era só fome. Escapava de nós, digamos, a dialética do subjetivo e do objeto, para usar uma categoria mais filosófica. Mas não. Penso que o surgimento de Eva estava além dos argumentos da simplificação e do sofisticado. Stars fell on Alabama, penso, cantava na surdina. Desde a primeira noite, quando não foi possível tê-la plena, naquela agonia em pé, encostado à parede de tabique. Amor apressado, veloz, porque lá fora me esperava para ter uma dormida Olavo Carijó. Maldito. Por que sempre haverá um dever na hora da mais sublime felicidade? É como uma punição, um freio ou uma interdição dos poderes ocultos do sagrado evangelho, de Deus, não se poder abandonar ao prazer, ao amor livre e liberado. É como se não pudesse haver um justo e honrado momento em nossas vidas para um Summertime. Numa manhã, acordar cantando e abrir as asas, voar pelo céu, mas até essa manhã não há nada que possa nos ferir, será? Ainda assim, naqueles minutos concedidos pela carência, guardo a sua delicadeza e graça ao tocar a porta do quarto onde eu ainda estava sozinho. Tocou a porta, que cedeu. Não julgava que ela viesse, não acreditava que o convite feito numa voz cheia da coragem dos bêbados, falada entredentes na pia do corredor, “deixo a porta encostada”, numa ousadia que não sei onde fui buscar, mas sei, foi a ousadia da necessidade, eu duvidava que ela aceitasse o convite feito sem as flores da corte cavalheiresca. Gutural, com a falta de educação dos brutos: “deixo a porta encostada”. Apesar disso, ela acedeu, acendeu e ascendeu para mim.

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Fotos

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Vídeos

Curta de Salvador Dali e Walt Disney

Vale ver pela estranha parceria. O enredo é medíocre, mas os desenhos, aqui e ali, valem a pena.  

O Recife em 1927

Vídeo histórico. Cenas raras do Recife em 1927. E como é natural, para o filme galante, são mais registradas pessoas da classe média da época. Todos de ternos, chapéus, melindrosas, mas aqui e ali aparece um popular - é o motorista. Imperdível.

Literatura, História e jornalismo na TV

Documentos

O fundamental compositor Raul Ellwanger

 

Amigos, Raul Ellwanger está lá no Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil, e compõe em silêncio, à margem da indústria cultural, e talvez por estar assim à margem compõe como poucos compositores brasileiros nos últimos tempos. (E se vocês não sabem, observem que para os postos à margem todo o tempo é fecundo, pois sempre será tempo de plantar longe do barulho do mercado, que enche o artista de vento e vaidade.)

 

Vocês perdoem o entusiasmo, que explicarei lá no fim. Pois então, o gajo (ou como se diz em gauchês, "o cara"?), mas em bom português universal devemos dizer, o fecundo companheiro lá de Porto Alegre acha pouco o que produz e me enviou de presente 3 CDs: Ouro e Barro, País da Liberdade e Teimoso e Vivo. Os CDs foram entregues a mim por Joelma, assessora na Comissão da Verdade de Pernambuco, no dia do lançamento do meu romance  O filho renegado de Deus. A humanidade é assim, a gente pensa que vai ser útil e recebe o que não esperava.

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Áudio

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