Para entender um pouco o impacto do ultimo PIB trimestral sobre o PIB de 2014.
A metodologia de cálculo do PIB embute o que se chama de “carry over” – isto é, carrega uma herança de períodos anteriores.
A metodologia de cálculo – levantada por nossa economista Selma Quaresma – é assim:
1. A cada trimestre calcula-se um número índice, de acordo com o desempenho da economia.
2. Depois, cria-se uma nova série que equivale à média aritmética dos quatro últimos números índices.
3. Finalmente, compara-se a média do trimestre com a média de quatro trimestres atrás para chegar ao PIB anual.
Antes da divulgação do PIB do 3o trimestre, as projeções da pesquisa Focus indicavam crescimento zero do PIB do 3o trimestre em relação ao trimestre anterior; e crescimento do PIB de 2,5% em 2013 e 2,27% em 2014.
Com a queda de 0,5% no 3o trimestre, mantidas todas as demais hipóteses, o PIB de 2013 cairia para 2,24% e o de 2014 para 2,02% – apenas pelo efeito estatístico.

Assis Ribeiro
6 de dezembro de 2013 10:52 amAnalistas erram previsões e revisam todo mês as previsões
Os fatores voláteis (rsrsrsrsr), imponderáveis e inomináveis……esses ninguém leva para a planilha. Ano que vem com baixo desemprego, inaugurações de obras do PAC, custo de energia caindo, pré-sal, concessões, apostem em 3,5% de aumento no PIB.
Em fevereiro deste ano quando analistas considerados pessimistas indicavam aumento de 4% para esse ano, frisei: Para mim não passa de 2,5%, e com viés otimista. A situação dos EUA e UE não irá melhorar, a China ainda que crescendo terá índices inferiores. (…). No Post http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-previsoes-de-nilson-teixeira…
Filipe Rodrigues
6 de dezembro de 2013 3:41 pmPobre Dilma, depender das
Pobre Dilma, depender das concessões para o país crescer, se os empresários quiserem sabotá-la não é difícil. A redução da conta de luz foi a melhor medida econômica da Dilma, porém:
Os benefícios da redução do custo da energia não chegam aos principais parques industriais do país (MG, SP) por causa do boicote do PSDB (A experança é que em 2015 esses estados tenham administrações petistas).
Eles inventam que a Eletrobrás vai falir, se a energia cair em todo país o faturamento da empresa cresce, empresários aumentariam a produção e as obras energéticas para aumentar a capacidade instalada estão dentro do cronograma.
helbert
6 de dezembro de 2013 4:50 pmCaro Felipe
Nao sei onde
Caro Felipe
Nao sei onde voce arrumou esta….. A eletrobras cresce seu faturamento???? Voce sabe quanto dinheiro o tesouro teve que colocar para cobrir o rombo?????
Dá uma lida no link abaixo… e olha que o Delfim tem muitas afinidades com o governo.
http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/3086396/que-governo-fez-com-petrobras-foi-uma-tragedia-diz-delfim
Filipe Rodrigues
6 de dezembro de 2013 5:27 pmCobrir o rombo porque os
Cobrir o rombo porque os governos do PSDB não quiseram reduzir a tarifa, se tivessem colaborado as indústrias iam produzir muito mais (e consequentemente gastar mais energia, que permitiria a Eletrobrás crescer).
A Petrobrás passa por uma situação passageira, ela vai reduzir suas importações quando as novas refinarias entrarem em operação.
Que afinidades?? Delfim Netto não é neoliberal, mas nunca deixou de ser da direita.
helbert
6 de dezembro de 2013 6:29 pmFelipe
Onde voce bebeu
Felipe
Onde voce bebeu desta????
Se os governos do PSDB aderissem ao programa o rombo seria maior, pois os cálculos errados que fizeram para pagar as indenizações as empresas só pioraria. Deixa de ser partidário e leia sobre o assunto.
Quanto a Petrobras o governo jogou a empresa em uma aventura extremamente perigosa, é obrigada a investir pesado,mas não tem caixa (prejudicada com os subsidios). O que voce acha que irá acontecer com a empresa se não acontecer uma mudança de rumos??
Roberto São Paulo-SP 2013
6 de dezembro de 2013 12:28 pmAs avaliações do copom
Os juros da Selic estão sendo administrados pelo Copom, que tem justificado o aumento dos juros da Selic, baseado numa demanda doméstica robusta e uma aumento ritmo do crescimento do PIB nos próximos trimestres, caso ocorra uma significativa queda no ritmo de crescimento do PIB, o copom terá que reduzir os juros da Selic ou encontrar outra justificativa para continuar aumentando os juros da Selic, diria que vão reduzir os juros da selic da mesma forma como ocorreu em 2011, quando ocorreu o agravamento da crise fiscal dos países da zona do euro que acentuou a queda do ritmo de crescimento do PIB, mesmo com a inflação de 12 meses acima dos 7%.
A inflação subiu por fatores sazonais, a administração dos preços dos combustíveis ajudou a compensar a pressão dos fatores sazonais, na medida em que se reverta este fatores sazonais será possível corrigir os preços dos combustíveis, além disso em 2014 e 2015 entrarão em operação parte das refinarias que estão em construção, o que vai eliminar a necessidade de importações de combustíveis, reduzindo significativamente os impactos dos aumentos internacionais dos preços dos combustíveis nos preços internos da economia
anexo:
…..31. O Copom avalia que a demanda doméstica tende a se apresentar relativamente robusta, especialmente o consumo das famílias, em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda e a expansão moderada do crédito. Esse ambiente tende a prevalecer neste e nos próximos semestres,…….
…..22. O Copom pondera que o cenário central contempla ritmo de atividade doméstica mais intenso neste e no próximo ano…..
Atas do Copom—- 178ª Reunião —-8 e 9/10/2013,—Banco Central do Brasil
Implementação da política monetária
20. O Copom avalia que a política monetária deve contribuir para a consolidação de um ambiente macroeconômico favorável em horizontes mais longos. Nesse sentido, reitera que, no regime de metas para a inflação, orienta suas decisões de acordo com os valores projetados para a inflação pelo Banco Central e com base na análise de cenários alternativos para a evolução das principais variáveis que determinam a dinâmica dos preços. O Comitê entende, também, que riscos baixos para a inflação subjacente no curto prazo tendem a reduzir incertezas em relação ao comportamento futuro da inflação plena, facilitam a avaliação de cenários por parte da autoridade monetária, assim como auxiliam no processo de coordenação de expectativas dos agentes econômicos, em particular, dos formadores de preços. Note-se, adicionalmente, que riscos baixos para a inflação subjacente no curto prazo tendem a potencializar os efeitos das ações de política monetária, fazendo com que elas possam afetar de forma mais duradoura a dinâmica da inflação plena no futuro. Embora reconheça que outras ações de política macroeconômica podem influenciar a trajetória dos preços, o Copom reafirma sua visão de que cabe especificamente à política monetária manter-se especialmente vigilante, para garantir que pressões detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos.
21. O Copom considera que, desde sua última reunião, os riscos para a estabilidade financeira global permaneceram elevados, em particular, os derivados do processo de desalavancagem em curso nos principais blocos econômicos. Apesar de identificar baixa probabilidade de ocorrência de eventos extremos nos mercados financeiros internacionais, o Comitê pondera que o ambiente externo permanece complexo. O Comitê avalia que, de modo geral, mantiveram-se perspectivas de atividade global moderada este ano, com tendência de intensificação ao longo do horizonte relevante para a política monetária. Há avanços localizados nas economias maduras, não obstante permanecer limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalecer cenário de restrição fiscal neste e nos próximos anos. Já em importantes economias emergentes, o ritmo de atividade não tem correspondido às expectativas, em que pese a resiliência da demanda doméstica. O Comitê destaca evidências de acomodação dos preços de commodities nos mercados internacionais; bem como que, desde a última reunião, houve certo arrefecimento nas tensões e na volatilidade que então se observavam nos mercados de moeda.
22. O Copom pondera que o cenário central contempla ritmo de atividade doméstica mais intenso neste e no próximo ano. Informações recentes indicam retomada dos investimentos e continuidade do crescimento do consumo das famílias, esse último favorecido pelas transferências públicas e pelo vigor do mercado de trabalho – que se reflete em taxas de desemprego historicamente baixas e em crescimento dos salários. De modo geral, a absorção interna vem se expandindo a taxas maiores do que as de crescimento do PIB e tende a ser beneficiada pelos efeitos de ações de política fiscal, pela expansão da oferta de crédito para pessoas físicas e empresas, e pelo programa de concessão de serviços públicos, entre outros fatores. No que se refere ao componente externo da demanda agregada, o cenário central antecipa trajetória mais benigna do que a registrada em anos recentes. No entanto, o Comitê nota que a velocidade de materialização desses ganhos esperados depende do fortalecimento da confiança de firmas e famílias.
23. O Copom observa que o cenário central para a inflação leva em conta a materialização das trajetórias com as quais trabalha para as variáveis fiscais. Para o Comitê, criam-se condições para que, no horizonte relevante para a política monetária, o balanço do setor público se desloque para a zona de neutralidade. O Comitê nota ainda que a geração de superavit primários compatíveis com as hipóteses de trabalho contempladas nas projeções de inflação, de um lado, contribuiria para arrefecer o descompasso entre as taxas de crescimento da demanda e da oferta; de outro, contribuiria para criar uma percepção positiva sobre o ambiente macroeconômico no médio e no longo prazo.
24. O Copom destaca que o cenário central também contempla expansão moderada do crédito. Ainda sobre esse mercado, o Comitê considera oportunas iniciativas no sentido de moderar concessões de subsídios por intermédio de operações de crédito.
25. No mercado de fatores, o Copom destaca a estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho e pondera que, em tais circunstâncias, um risco significativo reside na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a inflação. Não obstante sinais de moderação, o Comitê avalia que a dinâmica salarial permanece originando pressões inflacionárias de custos.
26. O Copom avalia que a depreciação e a volatilidade da taxa de câmbio verificadas nos últimos trimestres ensejam uma natural e esperada correção de preços relativos. Para o Comitê, esses movimentos nos mercados domésticos de divisas, em certa medida, refletem perspectivas de transição dos mercados financeiros internacionais na direção da normalidade, entre outras dimensões, em termos de liquidez e de taxas de juros. Importa destacar ainda que, para o Comitê, a citada depreciação cambial constitui fonte de pressão inflacionária em prazos mais curtos. No entanto, os efeitos secundários dela decorrentes, e que tenderiam a se materializar em prazos mais longos, podem e devem ser limitados pela adequada condução da política monetária.
27. O Copom pondera que a elevada variação dos índices de preços ao consumidor nos últimos doze meses contribui para que a inflação ainda mostre resistência. Nesse contexto, inserem-se também os mecanismos formais e informais de indexação e a percepção dos agentes econômicos sobre a dinâmica da inflação. Tendo em vista os danos que a persistência desse processo causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos, na visão do Comitê, faz-se necessário que, com a devida tempestividade, o mesmo seja revertido.
28. Nesse contexto, o Copom entende ser apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso.
29. Diante disso, dando prosseguimento ao ajuste da taxa básica de juros, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 9,50% ao ano, sem viés. O Comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano.
30. Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.
31. O Copom avalia que a demanda doméstica tende a se apresentar relativamente robusta, especialmente o consumo das famílias, em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda e a expansão moderada do crédito. Esse ambiente tende a prevalecer neste e nos próximos semestres, quando a demanda doméstica será impactada pelos efeitos remanescentes das ações de política implementadas recentemente. Esses efeitos, os programas de concessão de serviços públicos, as permissões para exploração de petróleo, entre outros, criam boas perspectivas para os investimentos e para a produção industrial. Por outro lado, o Comitê nota que ainda se apresenta como fator de contenção da demanda agregada o frágil cenário internacional, em que pese as perspectivas de progresso no horizonte relevante. Esses elementos e os desenvolvimentos no âmbito parafiscal e no mercado de ativos são partes importantes do contexto no qual decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas.
32. O Copom ressalta que a evidência internacional, no que é ratificada pela experiência brasileira, indica que taxas de inflação elevadas geram distorções que levam a aumentos dos riscos e deprimem os investimentos. Essas distorções se manifestam, por exemplo, no encurtamento dos horizontes de planejamento das famílias, empresas e governos, bem como na deterioração da confiança de empresários. O Comitê enfatiza, também, que taxas de inflação elevadas subtraem o poder de compra de salários e de transferências, com repercussões negativas sobre a confiança e o consumo das famílias. Por conseguinte, taxas de inflação elevadas reduzem o potencial de crescimento da economia, bem como de geração de empregos e de renda.
33. O Copom destaca que, em momentos como o atual, a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos doze meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária.
34. Ao final da reunião, foi registrado que o Comitê voltará a se reunir em 26 de novembro de 2013, para as apresentações técnicas, e no dia seguinte, para deliberar sobre a política monetária, conforme estabelecido pelo Comunicado nº 22.665, de 27 de junho de 2012.
URL:
http://www.bcb.gov.br/?COPOM178
Maria Luisa
6 de dezembro de 2013 1:17 pmToc toc toc!
Previsão de 2,02% do PIB para 2014 ? O calculo parece que puxa mais para baixo… Um ano de campanha politica, copa do mundo, de grande turismo e as economias eurpéias e americanas começando se reerguerem, me espanta um crescimento tão pequeno para Brasil.
Crisitano
6 de dezembro de 2013 1:41 pmQuem mais erra as previsões é
Quem mais erra as previsões é o governo através do seu Ministro da Fazenda…..
basílio
6 de dezembro de 2013 1:54 pmIsso é mera futurologia,
Isso é mera futurologia, números servem para demonstrar qualquer coisa.
Sempre “mantidas todas as demais hipóteses”, é claro.
Como tomo regularmente aspirina, se eu sofrer um pequeno corte na pele, utilizando uma metodologia de previsão matemática “carry over”, devido o efeito da aspirina, para calcular a hemorragia, e mantida a hipótese de que o sangramento continuará, sangrarei até a morte não é?
E por analogia um PIB menor futuro,”por herança”, acabará levando a outro ainda menor, e depois outro e mais outro.
“Carry over” e “mantidas as demais hipóteses”, não perdoam.
Sangraremos até a morte!
Alexandre Weber - Santos -SP
6 de dezembro de 2013 2:37 pmMédia móvel
O que importa é a média móvel.
Julio Palmieri
6 de dezembro de 2013 3:15 pmque tal a gente ignorar esse
que tal a gente ignorar esse Pibinho do 3º trimestre e então tudo ficará bom novamente?
pedro cavalcante
6 de dezembro de 2013 3:30 pmjogo do bicho
gostaria de saber qual é a média de acerto
de Selma Quaresma no Jogo do Bicho?
Edward Lorenz não arriscaria tanto!
YgorC.S.
6 de dezembro de 2013 7:26 pmE o pessoal aqui continua a
E o pessoal aqui continua a querer ignorar ou até tirar a credibilidade antes (quando o PIB crescia mais de 4%, claro) inquestionável do IBGE para se negar a admitir e discutir o problema… O problema maior é que nós estamos discutindo basicamente se o PIB ficará numa situação mais difícil e crescerá menos de 2% em 2014, se continuará numa recuperação bem modesta e crescerá entre 2% e 2,5% ou se, nas previsões mais otimistas, a recuperação vai pegar velocidade e vai crescer mais de 2,5%. Isso num cenário em que poucos países emergentes do mundo, com a Europa em recessão, EUA em crescimento modesto e tudo o mais, crescem menos de 2,5% ao ano, a grande maioria dos “grandes emergentes” como o Brasil, conseguindo crescer mais de 4% em média (salvo casos complicados e que não são exemplos para a gente nem para ninguém apesar do que diga a mídia e alguns analistas, como a Rússia, México e África do Sul). Mas não. É melhor dizer que o IBGE é que não está sabendo calcular, que o crescimento do PIB não importa, que como a desigualdade está diminuindo não é preciso mais crescer muito, que a era da preocupação com crescimento já passou (acho que nós já viramos a Alemanha e não notamos, só pode), etc.