14 de julho de 2026

Choque militar entre EUA e Irã em Ormuz faz preço do petróleo disparar

Escalada põe em risco acordo de paz recente e reacende temores de inflação global
Foto: Marinha dos EUA - via fotospublicas.com

▸ Irã lançou mísseis contra base dos EUA na Jordânia; EUA responderam com bombardeios a alvos iranianos por cinco horas.

▸ Trump anunciou bloqueio naval ao Irã e taxa de 20% sobre cargas no Estreito de Ormuz após fechamento da rota por Teerã.

▸ Tensão elevou preço do petróleo; Trump notificou Congresso para manter operações militares sem aval legislativo.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A tensão militar no Oriente Médio atingiu novo ápice nesta terça-feira (14), com o Irã disparando mísseis balísticos contra uma base aérea dos Estados Unidos na Jordânia e as forças americanas bombardeando alvos iranianos por cinco horas consecutivas. O confronto direto, motivado pela disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, interrompeu a trégua recente e fez o preço do petróleo saltar para o patamar mais alto em quatro semanas, reacendendo temores de pressão inflacionária global.

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O estopim da nova crise ocorreu no sábado (11), quando Teerã anunciou o fechamento de Ormuz após realizar disparos de advertência contra um navio comercial. Em resposta imediata, o presidente americano, Donald Trump, determinou o restabelecimento do bloqueio naval à navegação iraniana, previsto para iniciar às 17h (horário de Brasília) desta terça, e propôs a cobrança de uma taxa de 20% sobre as cargas que transitam pela região para custear a proteção militar da rota.

Choque direto e reação regional

As hostilidades se espalharam rapidamente. Segundo a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), a base militar americana na Jordânia foi alvo de mísseis balísticos. As forças armadas jordanianas declararam ter interceptado e abatido quatro projéteis que violaram seu espaço aéreo. Do outro lado, a mídia estatal iraniana relatou ataques americanos a diversas cidades do país, com registro de pelo menos quatro feridos.

Paralelamente, o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos denunciou que mísseis de cruzeiro iranianos atingiram dois navios-tanque do país em águas territoriais de Omã. O ataque resultou na morte de um tripulante indiano e deixou outros oito feridos. O Irã confirmou ter imobilizado dois superpetroleiros no estreito, sob a alegação de que as embarcações ignoraram avisos e navegavam com sistemas de localização desligados.

Duvido que os dois lados retomem uma guerra em larga escala, especialmente porque Trump sairia prejudicado — embora também exista uma possibilidade real de que os iranianos exagerem na dose. O mesmo vale para Trump, é claro“, ponderou Yezid Sayigh, pesquisador sênior do Carnegie Middle East Center, apontando a proximidade das eleições legislativas americanas em novembro como fator de pressão interna sobre a Casa Branca.

Petróleo em alta e pressão nos mercados

O temor de interrupção no fluxo de combustíveis afetou as bolsas globais. O barril do petróleo Brent subiu 4,33%, negociado a US$ 86,91, enquanto o WTI avançou 3,17%, para US$ 80,62, os maiores valores desde meados de junho. Antes do início da guerra, em fevereiro, o Estreito de Ormuz concentrava 20% do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.

A proposta de cobrança de taxa de proteção feita por Washington foi rebatida pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, que afirmou no X que seu país é o guardião eterno da via. “20% é, obviamente, demais. Seremos justos“, escreveu Araqchi. A agência marítima da ONU também se manifestou contra, declarando que não há base legal para tarifas obrigatórias em passagens internacionais.

Manobra jurídica na Casa Branca

No plano político, Trump enviou uma notificação formal ao Congresso norte-americano informando a retomada das hostilidades com o Irã desde o dia 7 de julho. A medida é uma manobra jurídica que, sob a Lei dos Poderes de Guerra, assegura à Casa Branca um novo prazo de 60 dias para realizar operações militares sem necessidade de aval legislativo.

Ordenei essa ação militar em consonância com minha responsabilidade de proteger os norte-americanos e a segurança nacional dos Estados Unidos, bem como os interesses de política externa do país”, justificou Trump na carta, datada de 10 de julho.

A estratégia busca contornar resoluções aprovadas em junho pela Câmara e pelo Senado, de maioria republicana estreita, que tentavam limitar o poder do presidente de realizar ataques unilaterais. Parlamentares de oposição criticaram a interpretação do governo. A escalada atual enfraquece o acordo de paz preliminar assinado em 17 de junho e prolonga um conflito que já dura mais de quatro meses.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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