Para mostrar ao novo presidente, Getúlio Vargas, como poderia ser útil ao regime, Villa-Lobos reuniu 12 mil cantores em São Paulo, em maio de 1931, para realizar a Exortação Cívica. Seu projeto musical aconteceu durante o Estado Novo, com enormes concentrações de corais em estádios de futebol. Sua principal façanha aconteceu em 1940, no Rio de Janeiro, quando reuniu um coral de 40 mil vozes.
Heitor Villa-Lobos o maior músico erudito do país morreu no Rio de Janeiro no dia 17 de novembro de 1959 e, até hoje, suas composições fazem parte de repertórios apresentados em concertos em todo o mundo. Autodidata, Villa-Lobos teve suas primeiras lições de música com o pai, com quem aprendeu a tocar violoncelo e clarinete, freqüentou concertos e óperas e participou de saraus de música. Inquieto e curioso por coisas novas e já apaixonado pela música popular, quando jovem, iniciou uma série de viagens pelo interior do Norte e Nordeste do país, pesquisando seu folclore e recolhendo canções populares. Sensível e observador soube como ninguém captar os sons, os ruídos, as cores e os sabores da nossa terra e transpôs para suas composições tudo o que acontecia ao seu redor. Na busca de uma autenticidade nacional, mesmo extasiando-se com Wagner e Puccini, descartou as influências européias e incorporou temas populares às suas músicas, reformulando o conceito de nacionalismo musical.
Tudo o que Villa-Lobos compôs é tão autenticamente brasileiro que sua música não ficou restrita às salas de concertos, ela ganhou as ruas e alcançou todas as pessoas que se emocionam com a riqueza de nossos rios, florestas, animais. Num conjunto de inúmeras composições, destacam-se as nove ‘Bachianas Brasileiras’ que transferem a atmosfera musical de Bach a ambientes típicos brasileiro, e os 12 Choros, uma obra exuberante e colossal. São obras-primas da produção do compositor, que ultrapassa as mil peças.
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As ‘Bachianas Brasileiras’ foram escritas entre 1930 e 1945. A melodia mais conhecida de Villa-Lobos é a ‘Ária’ das ‘Bachianas Brasileiras nº 5’ composta para soprano e oito violoncelos e popularizada pela gravação de Bidu Sayão. Competindo em popularidade com as ‘Bachianas Brasileiras nº 5’ está ‘O Trenzinho do Caipira’, movimento final das ‘Bachianas Brasileiras nº 2’ composta em 1938 para orquestra de câmara e inspirada nas viagens de trem que o compositor fez em 1931 para a difusão da música de concerto pelo interior do Estado de São Paulo. Se as ‘Bachianas Brasileiras’ são a parte mais popular da produção musical de Villa-Lobos, os 12 ‘Choros’, compostos ao longo da década de 1920, são considerados a parcela mais representativa e expressiva. Na juventude, Villa-Lobos era um chorão e tocava com os músicos de rua do Rio de Janeiro.
O documentário ‘O Índio de Casaca’ produzido em 1987, com direção de Roberto Feith e apresentado pelo ator Paulo José, conta a história da música brasileira através da vida e da obra do maestro. Entre as imagens raras do compositor e de sua época, há depoimentos de personagens como Guerra Peixe, Tom Jobim, Andrés Segovia, Walter Burle Marx, Turíbio Santos e outros.
FONTE: Informações retiradas dos livros “Villa-Lobos”, da coleção Grandes Compositores da Música Clássica, da revista Bravo! e “Música Clássica – Os grandes compositores e as suas obras-primas”, de John Stanley
Maxwell Barbosa Medeiros
19 de novembro de 2013 7:45 pmEssa é minha
Essa é minha favorita!
http://www.youtube.com/watch?v=bU_M70C_xlg