4 de junho de 2026

Élio Gaspari: Falta carne na receita do PSB/Rede

Há anos atrás o Rauzito já sonhava com a Metamorfose Ambulante.

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Folha.

Falta carne na receita do PSB/Rede

 
 

Marina Silva deu mais um passo na sua campanha para tirar o PT do Planalto com o 1º Encontro Programático que discutiu um texto básico de sua aliança pragmática com o governador Eduardo Campos. Um grupo político que coloca sua reunião no ar, ao vivo, alguma coisa de bom pretende fazer. Se até a campanha do ano que vem o PSB e o Rede começarem a falar português claro, fará melhor.

A ex-ministra de Lula continua pedindo “metabolização” e “completude” para “democratizar a democracia”. Isso numa reunião em que se falou em “novo padrão civilizatório” e “inclusão cidadã”. Para quem não quer dizer nada, é tudo.

Discutiu-se um texto preliminar que dizia o seguinte:

“É necessária mudança profunda do sistema político para permitir a emergência de outro modelo de governabilidade, cujos alinhamentos se deem em torno de afinidades programáticas, e não em torno de distribuição de feudos dentro do próprio Estado, do desmantelamento da gestão pública, e do uso caótico, perdulário e dispersivo do orçamento nacional.”

Muita farinha para pouca carne. Felizmente um orador propôs a redução dos cargos em comissão (coisa que Eduardo Campos, que tem o apoio de 14 partidos, poderia começar a fazer hoje em Pernambuco) e denunciou as “portas giratórias” montadas nas agências reguladoras de serviços. Outro defendeu o fim da reeleição e as candidaturas avulsas. Alguma carne.

Isso acontece numa coligação onde o provável candidato a presidente diz que não quer “ganhar perdendo”, pretende “vencer o que está ultrapassado” impondo “outro padrão de serviço público” a partir de “um salto de qualidade da política”, com uma “visão estratégica para as próximas décadas”. Pura farinha.

Célio Turino, porta-voz da Rede, disse que, “para se mudar a realidade, primeiro é preciso sonhar”. Para ficar na retórica do sonho, Martin Luther King anunciou o seu há 50 anos depois de ralar cadeias e passeatas, com uma agenda clara: o fim da segregação racial nos Estados Unidos. Como? Cumprindo-se uma sentença da Suprema Corte e aprovando-se a legislação de direitos civis que estava no Congresso. Quando ele discursou aos pés da estátua de Lincoln, não estava sonhando. A realidade americana já estava mudando.

Não se pode pedir a Marina Silva e Eduardo Campos que sejam específicos um ano antes da eleição. Pedir-lhes que ouçam os discursos da doutora Dilma seria um suplício. Se eles e seus militantes deixarem de proteger indecisões e dúvidas com frases que não querem dizer nada, uma reunião de cinco horas poderá acabar em 45 minutos, mas quem os ouve sairá no lucro.

A reunião de segunda-feira foi uma discussão em torno de um rascunho. Marina espera que as contribuições, reunidas em desafios, sejam levadas às bases para que voltem a um plenário representativo da coligação. A ideia é ótima e no percurso poderão botar carne no prato. Enquanto Marina esteve no PT, de 1983 a 2009, assistiu à decomposição dessa promessa.

Marina Silva e Eduardo não são obrigados a falar claro a respeito de tudo. Ela explicou que a Rede e o PSB devem escutar o que diz o outro. Ambos, contudo, precisam ser entendidos por quem os ouve.

Redação

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  1. J.Roberto Militão

    31 de outubro de 2013 12:17 am

    PSB:debates de propostas de PROGRAMA DE GOVERNO

     

             O jornalista GASPARI e milhões de brasileiros estão aguardando. No tempo certo haverá um Programa de Governo – com nítida marca de um GOVERNO DE TRANSIAÇÃO DEMOCRATICA.

             Os debates estão se iniciando.

                Neste sábado, 19/10, o PSB reuniu seu diretório municipal de São Paulo, sob coordenação da Fundação João Mangabeira visando debater e aprovar propostas para o PROGRAMA DE GOVERNO – PSB – 2014 e que será encaminhada às instâncias superiores.

                Pela primeira vez participaram membros do partido REDE que compõe a coligação com o PSB visando o processo eleitoral de 2014. Tais debates serão reproduzidos em nível nacional até as convenções.

               As principais propostas aprovadas em São Paulo indicam a profundidade das reformas estruturais que desafiam a sociedade brasileira.

               O Programa de Governo visa convocar a população para debate-las intensamente. São reformas estruturais e dependentes de Emendas à Constituição.

               Os defensores das propostas entenderam que introduzi-las no Programa de Governo visa buscar o ostensivo e inequívoco apoio eleitoral da população para tais mudanças fundamentais e estruturais para a edificação do novo ambiente político e de exercício do poder no Brasil representados pela aliança eleitoral de EDUARDO CAMPOS e MARINA SILVA – PSB/REDE.

               Consubstancia uma síntese: o desafio de uma nova forma de fazer política com ética, boa gestão e transparência.

               A aprovação da população nas eleições consolidará um governo de TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA:

       a) fim de reeleições para o poder executivo, com mandatos de cinco anos.

       b) somente uma reeleição para o mesmo cargo no legislativo;

       c) os membros de Tribunais Superiores com mandato de oito anos;

       d) reforma tributária com adoção progressiva de Imposto s/grandes fortunas e imposto s/heranças.

       e) ampla liberdade para criação de Partidos Políticos, com cláusula de barreira nacional para assento no parlamento.

       f) vinculação de 10% do PIB para a educação pelo prazo de vinte anos;

       g) prioridade absoluta nas políticas sociais: oito milhões de habitações populares subsidiadas – MC/MV; reforma urbana; mobilidade urbana com transporte público e gratuito – PEC 90 da Dep. Luiza Erundina; apoio e subsídios para economia sustentável com geração de emprego e renda solidária.

              Esse Programa de Governo submetido à população nas eleições, se vitoriosa, legitima uma TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA E POPULAR através da convocação de uma ´Assembléia Constituinte Exclusiva´ para as Emendas Constitucionais cujos constituintes eleitos não exercerão qualquer atividade parlamentar.

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