5 de junho de 2026

O escritório de interesses dos EUA em Havana, uma anomalia da Guerra Fria

Autor: Motta Araujo

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A SEÇÃO DE INTERESSES DOS ESTADOS UNIDOS EM HAVANA – Uma das anomalias da Guerra Fria que subsiste incólume é o Escritório do Governo americano em Havana, a chamada SEÇÃO DE INTERESSES, que funciona em Havana no antigo prédio da Embaixada americana sob a bandeira da Suíça.

Não havendo relações diplomáticas entre os EUA e Cuba, os interesses econômicos e culturais americanos ficaram a cargo de uma “embaixada de facto” nas mesmas instalações da antiga e enorme embaixada mas sem status diplomático. O Chefe da Seção de Interesses (hoje John Caulfield) é um embaixador sem status protocolar.

A Seção de Interesses promove grande número de eventos, como Concursos com Prêmios, Festivais de Jazz, Mostras de Cinema, Campeonatos Esportivos, Videoconferências com Universidades americanas, Cursos de Jornalismo, dá Bolsas de Estudo, realiza Seminários com palestrantes americanos, toda semana.

Também emite vistos e cuida de assuntos individuais de americanos em Cuba e de cubanos nos EUA, legaliza certidões, documentos de importação, direitos autorais, questões de telecomunicações  e remessas de dinheiro, cuida do grande comércio dos EUA com Cuba na área de alimentos e medicamentos, mais US$1 bilhão por ano, que estão fora do embargo.

A Seção de Interesses tem mais de 600 funcionários americanos e cubanos e Seção semelhante do Governo de Cuba funciona em Washington sob a bandeira da República Checa.

O turismo de americanos em Cuba tem aumentado significativamente nos últimos anos, hoje há 12 voos diários dos EUA a Cuba, não só de Miami mas também de Dallas e Atlanta e cubanos já podem viajar aos EUA sem pedir autorização do governo cubano, mas precisam de visto americano.

A recente unificação do câmbio, uma reforma importantíssima, é mais um passo na preparação para o fim do embargo e restabelecimento de relações normais, a transformação da Seção de Interesses em Embaixada de direito é simples questão de tempo, será uma simples formalidade, a reconversão da economia cubana será mais rápida do que a da China, para desgraça dos países caribenhos como Jamaica e Bahamas, Cuba irá drenar o turismo que esses países sem muitos atrativos hoje desfrutam, Cuba tem um potencial muito maior pela sua história e cultura.

http://havana.usint.gov/

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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1 Comentário
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  1. Gardenal

    29 de outubro de 2013 1:19 pm

    Escritório tão exótico quanto

    Escritório tão exótico quanto o montado pelo Governo de Minas para atender seus interesses no RIO DE JANEIRO. 

    Como mineiro pergunto: INTERESSES DE QUEM, CARA PÁLIDA? 

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