4 de junho de 2026

Colaborador da GloboNews critica emissora por criminalização de movimentos sociais

Da Revista Fórum

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Francisco Carlos Teixeira desiste da GloboNews por criminalização de movimento social

Francisco Carlos Teixeira, professor de História Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desistiu da GloboNews, de quem era colaborador. “Eu não posso aceitar e eu não posso estar presente em num processo onde há uma criminalização do movimento social”, afirmou o docente. A declaração foi dada ao programa PCOTV, do Partido da Causa Operária (PCO).

Para Teixeira, “acusação de baderna e vandalismo ela é política, moral e penal, porque na verdade vandalismo é um artigo da Lei 9.072, que está incorporado ao Código Penal”. Portanto, para o professor há uma tentativa de criminalizar o Black Block e esse serviço “não cabe ao jornalista fazer.”

O professor condena a lógica de narração dos fatos da mídia, e aponta erros na cobertura jornalística. “O jornalismo se esqueceu de narrar a violência cotidiana dentro de trens, ônibus, repartições públicas, hospitais e escolas contra a população trabalhadora do país.”

 

Redação

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15 Comentários
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  1. JC

    29 de outubro de 2013 9:33 am

    Exatamente o comentário que

    Exatamente o comentário que fiz ontem sobre o post do Nassif. A imprensa quer o retorno imediato da violência no varejo, aquela que lhes dá pauta diária, que a imprensa critica e denuncia mas tolera. A violência restrita aos suburbios e periferias que lhes serve de arma para criticar e pressionar governos e governantes.

    A imprensa só não quer a violência no atacado, que ameaça sua privilegiada posição nesta sociedade podre.

    1. Vinicius Ferreira

      29 de outubro de 2013 7:52 pm

      A violência no atacadinho

      A violência no atacadinho também é razoavelmente tolerada. Incendiar ônibus na periferia, fazer barricadas em ruas do subúrbio, protesto contra reintegração de posse em área de favela não gera tanta celeuma.

      O problema é atacar na Avenida Paulista, no Leblon, parar estrada, quebrar banco, bater em “otoridade”. Aí o bicho fica feio, é crime, é facismo é o inferno. 

      Violência quando é contra os pobres seja no atacado ou no varejo nunca causa tanta comoção ou revolta dos homens de bem e da esquerda madura e pragmática.

  2. Cláudio - Rio de Janeiro

    29 de outubro de 2013 10:43 am

    Discutir a Violência Urbana

    Um questionamento que sempre me faço quando ouço esse tipo de intervenção é qual a alternativa que o autor apresenta. Temos acompanhado de perto o crescimento da violência, principalmente associada aquela tráfico de drogas. A polícia militarizada, herança da ditadura, viu esse crescimento muito mais de perto do que qualquer um, é claro. Os sucessivos governos também acompanharam esse movimento de expansão. Foram implantadas diversas políticas de repressão ao tráfico e combate à violência urbana. Avalio que todas fracassaram. Apesar dos problemas pontuais, a UPP é o projeto mais bem sucedido de todos os que foram implantados. Precisa ser melhorado é claro, mas foi um inegável avanço. Está retomando espaços antes dominados por traficantes e devolvendo-os ao poder público, à população. Tem encontrado resistências, inclusive dentro das comunidades, onde moradores podem até estar ligados ao tráfico e isso não pode ser descartado. De volta à abordagem inicial, gostaria de ouvir algo mais que a proposição de uma CPI da PM e ação do MP. Como combater o tráfico de drogas, cujo líderes muitas vezes estão escondidos dentro das comunidades, sem ter que adentrá-las? Como controlar a violência que parte muitas vezes dessas comunidades, na forma de assaltos a mão armada, arrastões, etc, sem afetar aqueles que não tem envolvimento direto com o crime? Essas questões que eu gostaria de ver debatidas, focando principalmente a vida real e não teorismos ou tecnicismos. Gostaria de ouvir um debate franco sobre alternativas, porque a população enxerga com muito mais clareza a violência que parte dos meliantes do que a que parte dos policiais. Acredito que, para grande parte da população, lidar com uma arma na cabeça num assalto é um argumento muito mais forte a favor da violência policial do que qualquer outro contra.

  3. Eduardo B

    29 de outubro de 2013 10:47 am

    Intelectual orgãnico dos BB,

    Intelectual orgãnico dos BB, discurso acadêmico montado para validar a atuação do militante de base do movimento.

    É o mesmo discursinho reciclado que circula pelo face, igual, igual.

    “A violência da margem do rio”, a opressão etc, etc.

    Cada um no seu quadrado,  que ninguém fale pelo povo, exceto o próprio povo.

  4. Motta Araujo

    29 de outubro de 2013 12:18 pm

    Há um problema imediato antes

    Há um problema imediato antes de se teorizar, a violencia dos BB´precisa acabar, nenhum Pais pode admitir semlehante processo nas ruas. Ponto. Depois o professor pode constuir seu modelo teorico. E BB não é movimento social, não precisa ser criminalizado pela Globo, é um crime de fato como qualquer um percebe.

    1. RVeiga

      29 de outubro de 2013 12:55 pm

      Os Black Blocs talvez não

      Os Black Blocs talvez não saibam, mas estão em busca de um cadáver. Os intelectuais, jornalistas, políticos e juízes do miolo mole definitvamente estão esperando avidamente por isso. Imagina a “festa” que vão fazer se a PM “fascista” do Alckmin mandar um jovem mascarado dos seus vinte e poucos anos ao encontro do Altíssimo?

  5. leonidas

    29 de outubro de 2013 12:36 pm

    Justificar vandalismo e crime

    Justificar vandalismo e crime contra o patrimonio publico/privado e o direito de ir e vir dos demais com base nas ” agressoes ” sofridas pelo povo atraves do poder publico é coisa de gente demagoga para dizer  o minimo!

    Com base nisso teriamos argumento para justificar qualquer coisa envolvendo qualquer tipo de governo independentemente de partido ou sistema

    Cada absurdo que a gente lê desses pseudos democratas

    Democracia é igual a ESTADO DE DIRETO

    Não é anarquia, libertinagem , baderna onde qualquer grupo torne a vida de milhares de pessoas um inferno impedindo as mesmes de ir e voltar de seus trabalhos ou mesmo à uma emergencia medica…

    1. RVeiga

      29 de outubro de 2013 12:51 pm

      Claro que sim, Leônidas. Boa

      Claro que sim, Leônidas. Boa parte dos nossos esquerdistas já abandonou essa coisa de “revolução”, ainda que continuem achando que socialismo é bonito (mas só lá em Cuba; a maioria, quando viaja ao exterior, contudo, prefere Nova York ou Paris, que Havana é feia que dói). Mas mantêm alguns cacoetes ideológicos, como isso de que “povo” na rua é sempre algo bom e bacana, pouco importa o que faça esse “povo”. Essa bobajada de “criminalizar movimentos sociais” é antiga e pede que se responda uma pergunta: se não for o que a Lei tipifica como crime, qual é então o limite de atuação desses assim chamados movimentos sociais? O professor responde?

  6. Lucinei

    29 de outubro de 2013 1:29 pm

    “Polícia para quem precisa”

    Os crimes comuns dos bbs só vão terminar se a polícia trabalhar direito, ou seja, investigar e prender.

    O desespero das forças policiais e de muita gente é que está “caindo a ficha” de que as polícias são incapazes de realizar esta missão.

    O que ela “sabe” fazer é, unicamente, “baixar o pau”; é pra isso que ela quer carta branca neste momento. E assim foi na favela, por exemplo, em muitos momentos.

    O alvo já está identificado.

    Não pode é baixar o pau em quem bem entender; aí, não.

    Tampouco dispor de meios de inteligência que permitam alcançar “qualquer um”; aí, não também.

    Todo esse processo – confuso para muitos (por causa da disputa que está acontecendo) – é para construir o alvo, o que já foi feito, e, em seguida, soltar os cachorros, o que estão querendo.

  7. Antônio CDS

    29 de outubro de 2013 2:38 pm

    Puxa, o especialis… ops!,

    Puxa, o especialis… ops!, colaboracionis… ops!,  colaborador descobriu agora que o Kamel é o Kamel, os Marinho são os Marinho e que a Globo é a Globo.

    O tolinho acordou…

  8. HumbertoGuedes

    29 de outubro de 2013 2:43 pm

    É de parabenizar o arrojo do

    É de parabenizar o arrojo do ínclito e festejado professor.

    Mas também de preocupar, pois, costumeiramente mostra-se bastante moderado, perfil pouco afeito ao salutar ato ora divulgado.

    Para aquela gente descomprometida com a verdade sempre resta o sonho do carro blindado próprio e condomínio de luxo fechado, como a cenoura acenada à frente do burrico pelo frade nele montado.

    Saudações libertárias.

  9. Juliano Santos

    29 de outubro de 2013 3:01 pm

    Não tenho como discordar do

    Não tenho como discordar do AA, não é a Globo que criminaliza os BBs, é o código penal. Embora seja fato que a Globo criminalize os movimentos sociais, pois no fundo crimanilza a política.

    Foi demagogia do professor com o esquerdismo juvenil, certo. Mas pelo menos ele é coerente. Adere ao discurso Psol/PSTU, mas abre mão dos holofotes pigais. Ponto para ele

  10. Fabio (o outro)

    29 de outubro de 2013 3:54 pm

    Doidos pra pegar sua vaga

    Não tem problema , senhor historiador.

    O Marco Antonio Villa ou o Demétrio Magnolli  já estão a postos , doidos pra pegar sua vaga .

  11. Vinicius Ferreira

    29 de outubro de 2013 7:46 pm

    Quem é quem?

    Se fosse num portal de notícias qualquer eu teria sérias dificuldades de identificar quem é tucano e quem é petista no meio dos comentários. 

  12. Gão

    29 de outubro de 2013 8:11 pm

    O momento é tudo em política

      Depois de tudo que a dona globo apronta, os black blocks, o “movimento social”(não riam) é o motivo desse cidadão largar o osso ?

    sem mais perguntas!

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