Em meio à pressão dos Estados Unidos contra o Pix, Eduardo Bolsonaro afirmou em entrevista à TMC que o Zelle seria o “Pix dos americanos” e que o tema poderia ser levado a uma mesa de negociação entre os dois países. A comparação gerou críticas por aproximar dois sistemas de pagamento que possuem diferenças fundamentais em sua estrutura e controle.
A principal diferença entre os meios de pagamento são seus controladores. O Pix é um sistema público gerido pelo Banco Central do Brasil. Já o Zelle é uma rede privada controlada pela empresa Early Warning Services, que, por sua vez, pertence a um consórcio dos maiores bancos dos Estados Unidos, como Bank of America, JPMorgan Chase, U.S. Bank, entre outros. Ou seja, a infraestrutura pública criada pelo Banco Central está disponível para praticamente todas as instituições financeiras autorizadas no Brasil. Embora o Zelle tenha sido expandido para milhares de bancos e cooperativas de crédito, sua utilização depende da adesão das instituições à rede.
O momento é oportuno, já que nesta semana o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendou um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. O Pix é um dos principais pontos questionados. A justificativa é que o Banco Central favorece um sistema de pagamento no qual atua simultaneamente como regulador e proprietário, além de impor seu uso e limitar taxas cobradas por concorrentes americanos.
Quando Eduardo diz que o Zelle é o “Pix dos americanos”, a comparação se dá pelo funcionamento do serviço: pagamentos 24 horas por dia com o uso de chaves de transferência, semelhantes ao modelo adotado pelo Pix. O diferencial de quem controla os sistemas é o que traz o debate para o campo político, principalmente diante das discussões sobre soberania nacional e da tentativa de interferência direta dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil.
Após o anúncio das recomendações do novo tarifaço, o presidente Lula (PT) afirmou, em aparições públicas, que o Pix “assusta os norte-americanos” por sua eficiência e consolidação tecnológica, e que o governo brasileiro “não irá ceder à interferência estrangeira”. Além disso, Lula também fez questão de citar a família Bolsonaro, avaliando que seus integrantes estariam atuando diretamente para favorecer uma interferência dos Estados Unidos no Brasil. Segundo o presidente, isso não o prejudica pessoalmente, mas prejudica o país. Lula completou afirmando que essa postura configura traição à pátria.
Já o discurso do filho 03 de Jair Bolsonaro tem sido interpretado por críticos como alinhado aos interesses dos Estados Unidos. Eduardo completa sua fala sobre as negociações afirmando que há espaço para diálogo porque o Brasil é de interesse estratégico para a economia norte-americana.
“Eles [Estados Unidos] têm interesses onde as nossas economias se complementam, como, por exemplo, terras raras.”
Na mesma entrevista, Eduardo Bolsonaro também deixou claro que tem conversado com representantes do governo norte-americano e que teria pedido para que qualquer tipo de tarifa ou retaliação comercial fosse adiada até a eleição, porque, segundo ele, “se o Flávio Bolsonaro for eleito, teremos outra diretriz do Governo Federal”. Essa declaração deixa claro que a família espera uma ação do governo de Donald Trump que favoreça a eleição de Flávio Bolsonaro.
A declaração repercutiu nas redes sociais como uma defesa de Eduardo Bolsonaro ao Zelle, sistema utilizado nos Estados Unidos, país onde reside atualmente, em detrimento do Pix brasileiro.
Paulo Dantas
4 de junho de 2026 3:38 pmNegociar o quê ?
Acha mesmo que o PIX e do pai dele ?
Carlos
4 de junho de 2026 6:55 pmE um merda mesmo. Compara tomada e focinho de porco.
O outro vendilhão é exemplo de facínora biblico.
Papai soluço já deveria ter voltado para cadeia. Impressionante como bastou ir para casa para melhorar rapidamente. Embusteiro.
ôôôôôô famiglia delinquente