4 de junho de 2026

A estranha lista de funcionários de Henrique Eduardo Alves na Câmara

Sugestão de Assis Ribeiro

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Da Revista IstoÉ

A farra de Henrique

Deputado Henrique Eduardo Alves transforma a presidência da Câmara em reduto de apadrinhados que não dão expediente e até de condenados pela Justiça

Josie Jerônimo

 

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CREDIBILIDADE? 
Henrique Eduardo tem à dispoisção 58 funcionários que recebem salários
de até R$ 14,8 mil. Na lista há gente séria, mas há aproveitadores também

Em 1987, quando dirigia a Assembleia Constituinte que colocou de pé o mais amplo regime de liberdades da história republicana, o deputado Ulysses Guimarães possuía uma equipe de 30 pessoas para ajudá-lo nas tarefas burocráticas da presidência da Câmara de Deputados. Em 2013, três décadas e meia depois, quando o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) ocupa a cadeira de Ulysses, o número praticamente dobrou: são 58 funcionários. O salário desses cidadãos começa em R$ 3,2 mil e pode chegar a R$ 14,8 mil mais benefícios, como tíquete alimentação de R$ 800 reais e diárias por serviços externos. O aspecto mais curioso dessa turma é que ali há de tudo. Não faltam  cidadãos que acordam cedo para pegar no batente e justificam cada centavo recebido. Mas há casos surpreendentes, inclusive de pessoas condenadas pela Justiça que conseguiram ser contratadas antes de cumprirem a pena. 


Lobista condenado a quatro anos de prisão por desvio de recursos da União, Eurípedes Marinho dos Santos chegou a ser preso durante a Operação Carranca, da Polícia Federal. Como tem direito a cumprir pena em regime aberto, Eurípedes logo teve a ideia de bater às portas da Câmara – e foi atendido com a ajuda do deputado  licenciado e prefeito de Coruripe (AL), Beltrão (PMDB). “O Eurípedes estava pleiteando uma vaga para trabalhar na presidência da Casa e eu concedi apoio”, diz Beltrão. A contratação de Eurípedes ocorreu no início do ano, ainda que seu caso devesse chamar a atenção numa instituição que mexe com dinheiro público, pois fora condenado por formação de quadrilha e corrupção passiva. Ao apurar a situação do funcionário-condenado, ISTOÉ descobriu um fato espantoso. Nem mesmo a assessoria do presidente Henrique Eduardo sabia das pendências judiciais do caso. Num esforço para diminuir a repercussão, a Câmara resolveu demitir Eurípedes na semana passada. “Assim que o gabinete da presidência foi informado sobre a situação jurídica do servidor, decidiu-se por sua exoneração” informou, em nota, a presidência da Casa.

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DIÁRIO OFICIAL
Os funcionários contratados pela Câmara: Eurípedes chegou a ser preso e
Dheyfesson e José Geraldo costumam se ausentar do trabalho, segundo colegas

O ambiente de descontrole da Câmara é antigo. Em 2006, quando ocupou a presidência da Casa, o atual ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB), estabeleceu regras para deixar claro que os ocupantes de cargos conhecidos pela sigla CNE (ou Cargo de Natureza Especial) são funcionários administrativos da Casa. Isso quer dizer que não podem exercer qualquer atividade política. Outra determinação é que tenham residência em Brasília e não se ausentem da capital federal em dia de expediente. Essa cláusula, nem sempre é cumprida. Na semana passada, ISTOÉ tentou localizar funcionários que, conforme os colegas, são notados pela ausência no trabalho. Um deles é o agropecuarista José Geraldo Moura da Fonseca Júnior. Apadrinhado pelo próprio Henrique Eduardo, José Geraldo tem um contracheque de R$ 11,1 mil reais. No ano passado, questionado sobre a atividade profissional do apadrinhado, o então líder do PMDB Henrique Eduardo respondeu que ele ficava na sede do partido, em Natal, onde recebia prefeitos do interior. Hoje dirigente do Sindicato dos Pecuaristas do Rio Grande do Norte, José Geraldo dá expediente todas as tardes na sede do sindicato em Natal, segundo uma funcionária da entidade. Procurado por ISTOÉ, ele não retornou as ligações.

Outro funcionário conhecido pela ausência em Brasília é Dheyfesson Pinheiro, um dos líderes do PRP de Roraima. Ele foi preso em 2010, acusado de comprar votos. Quando recuperou a liberdade, Dheyfesson recebeu proteção do senador Romero Jucá (PMDB-RR), maior liderança do Estado, apontado como intermediário do pedido de nomeação assinada por Henrique Eduardo Alves. Através de sua assessoria, Jucá nega ter prestado o favor: “O senador não tem qualquer indicação de funcionário na presidência da Câmara”. Embora tenha recebido recados para comentar o caso, Dheyfesson não retornou as ligações da revista.   

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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15 Comentários
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  1. Motta Araujo

    27 de outubro de 2013 12:40 pm

    Mas quando foi eleito para a

    Mas quando foi eleito para a Presidencia da Casa havia alguma duvida de que isso iria ocorrer?

  2. Motta Araujo

    27 de outubro de 2013 12:41 pm

    Depois o Sindifisco fala na

    Depois o Sindifisco fala na “espantosa sonegação”  no Brasil.    Impostos para isso?

    1. André LB

      27 de outubro de 2013 2:25 pm

        Causa revolta, com certeza,

        Causa revolta, com certeza, mas sonegação não é bem a resposta – a menos que fosse feita em forma de desobediência civil, praticada declaradamente por grandes grupos coordenados.

  3. J.Roberto Militão

    27 de outubro de 2013 2:00 pm

    O velho PMDB do PT

         Esse é o velho PMDB, partido base de sustentação do atual governo do PT e aliado incondicional para a re-eleição da Presidenta DILMA que trocou a lealdade e princípios programáticos pelo caciquismo. Sem o PMDB a era do PT já era…

         É por isso que EDUARDO e MARINA formarão a liderança de uma revolução democrática pelo voto. Vamos derrotar o atraso, a velha política fundada na lesão ao erário público. Vamos derrota-los com a proposta ética de uma nova forma de se fazer política com base em um programa de coalizão de governo baseado em uma nova gestão dos recursos públicos onde quadrilhas e ladrões do dinheiro público não tenham chance alguma.

         

    1. André LB

      27 de outubro de 2013 2:23 pm

      “É por isso que EDUARDO e

      “É por isso que EDUARDO e MARINA formarão a liderança de uma revolução democrática pelo voto. Vamos derrotar o atraso (…)”

        Opa, com certeza. Esse pessoal novo que está entrando agora na política, caso do Heráclito e dos Bornhausen, vai fazer uma limpeza da boa.

      1. Ana Bednarski

        27 de outubro de 2013 6:13 pm

        Sabe o que é o José Militão

        Sabe o que é o José Militão deve ter só uns 20 anos, ele não sabe que o PMDB também foi base de sustentação do PSDB, nem deve saber que o sarney foi da Arena, PFL para finalmente entrar p/ o PMDB quando foi o “sucessor” do Tancredo.

        O Militão, o caso do PMDB é o seguinte: “Hay gobierno, soy a favor” entende? entende mesmo? duvido, mas pelo menos não será por falta de explicação.

         

    2. Yacov

      27 de outubro de 2013 3:45 pm

      Blábláblá !! Só um completo

      Blábláblá !! Só um completo idiota acredita em Revolução Democrática pelo voto sem REFORMA POLÍTICA no Brasil. A única revolução que o Brasil poderia ter feito sem armas e derramamento de sangue já foi feita com os programas sociais distributivos e valorização do salário mínimo de LULA, DILMA e PT. O resto é blábláblá de gente sem noção que ingenua ou mal-intencionadamente servem de correia de transmissão para os interesses das SUB-ELITES SONEGADORAS e LAVADORAS OFFSHORE do país.

      ANOS tuKKKânus LEWINSKYânus NUNCA MAIS !!! NO PASSARÁN !! VIVA GENOÍNO !! VIVA ZÈ DIRCEU !! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE !! VIVA LULA !! VIVA DILMA !! VIVA O PT !! VIVA O BRASIL SOBERANO !! LIBERDADE PARA JULIAN ASSANGE, BRADLEY MANNING E EDWARD SNOWDEN JÁ !! FORA YOANI e MÉDICOS COXINHAS !! ABAIXO A DITADURA DO STF gloBBBobalizado !! ABAIXO A GRANDE MÍDIA CORPORATIVA, SEU ‘MERCADO’ & SEUS LACAIOS & ASSECLAS !! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ !! LEI DE MÍDIAS, JÁ !! “O BRASIL PARA TODOS não passa no SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO – O que passa SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

      1. Marly

        27 de outubro de 2013 8:04 pm

        YACOV

        Como é bom ver o Yacov por aqui !!!  Dá-lhe Yacov !

    3. Geraldo Galvão Filho

      27 de outubro de 2013 4:19 pm

      O PSDB do PSB…

      Militão, definitivamente: “Macaco não olha pro rabo”. O PSB que é seu, do Dudu Traíra, e do Márcio França (que pleiteia ser vice do Geraldinho da Alstom – PSDB-SP); não tem o menor escrúpulo em se aliar ao partido que vem sendo acusado de receber propinas de multinacionais, desde 1998, quando o “incorruptível” Mario Covas assumiu o governo do estado. Esse escândalo envolve – além do Mario Covas – o Geraldo Alkmin e José Serra. Militão adianta pra gente alguns dos ministeriaveis do improvavel governo DUDU.

      1. Marly

        27 de outubro de 2013 7:55 pm

        PSB era aliado do Governo

        Até poucos dias atrás o tão elogiado DUDU era aliado do governo. E o senhor Militão não vinha ao Blog desprestigiar o Governo!  Pelo visto o PSB está namorando com o PSDB, que tem um escãndalo que se traduz por inúmeros mensalões e o Sr.Militão continua com esse blá blá blá? Aprendeu com a Osmarina? Desculpe-me, mas quem tem telhado de vidro, deve pensar muito, antes de tentar atigir telhados alheios.    

        1. Marly

          27 de outubro de 2013 8:07 pm

          Corrigindo

          Leia-se :  escândalo  e atingir.

          O defeito de não reler o comentário antes do envio dá nisso!

    4. Arthemísia

      27 de outubro de 2013 8:12 pm

      Jura? E o PMDB de Jarbas

      Jura? E o PMDB de Jarbas Vasconcelos, cujo filho de 22 anos ganhou um cargo na prefeitura do PSB em Recife, também faz parte da tal revolução democrática?

      Além disso, até ontem o PSB esteve quase doze anos com o governo petista. Eduardo Campo e Marina foram Ministros do governo petista. Portanto, é tudo farinha do mesmo saco não é?

      Quer um conselho? Desça desse bonde antes que sua vergonha seja maior. Se quiser mais informações sobre Eduardo, é só perguntar aos pernambucanos do Blog; sabemos tudo e um pouquinho mais sobre a democracia dele. Mas se não quiser descer, mude a conversa, porque esse papo de virgindade não vai colar, principalmente agora que vai rolar um “ménage à trois” com Dudu, Marina e Alckmin.

  4. alfie

    27 de outubro de 2013 3:24 pm

    Promessas não cumpridas

    Henrique Alves chegou a presidência da Câmara com promessas que passavam pela moralização da Casa, pelo aumento de sua produtividade. Em vez disso, tem se destacado pelo que existe de mais negativo no legislativo: o empreguismo e a gastança em atos pessoais. Primeiro, foi aquela viagem de jato da FAB  para o Rio. Depois, foi gastos bem alto em jantares, em uma matéria onde o senador Cunha Lima, do PSDB, se destava por ter torrado (verba do Congresso) em um unico jantar no Rodizio Porcão de Brasilia, a bagatela de 7 mil e quinhentos reais. A nota que ele apresentou ao Congresso não descreve quantas refeições foram servidas. Agora, essa reportagem apontando 58 pessoas da presidência da Câmara ocupada por Henrique ALves, recebendo salários que chegam a 14 mil por mês. Dinheiro público. É um desclabro que atinge a desacreditada insitutição e o seu partido, o PMDB. Uma vergonha. O povo do Rio Grande do Norte (estado onde ALves foi eleito) e do Brasil não pode ficar quieto

  5. Athos

    27 de outubro de 2013 3:56 pm

    A Dilma estava doida ao

    A Dilma estava doida ao propor constituinte exclusiva.

    Muito melhor deixar a reforma política nas mãos dessa gente boa do Congresso.

  6. Fabio (o outro)

    27 de outubro de 2013 10:00 pm

    Fazem bem em denunciar e

    Fazem bem em denunciar e expor as mazelas desse sujeito.

    Mas , convenhamos , os problemas de achincalhamento do quadro de funcionários tanto da Câmara quanto do Senado é um problema antigo e recorrente. A auto concessão de regalias por parte dos parlamentares é igualmente outro problema.

    O caso mais escabroso , envolvendo José Sarney e Agaciel Maia no Senado , não foi apurado nem se tomaram providências. 

    E as passagens aéreas para Paris das esposas de parlamentares ? 

    E no Judiciário, os merítissimos que empregam em seus gabinetes os parentes uns dos outros , uma vez que não podem ter diretamente como subordinados seus próprios familiares ? 

    E no Executivo , os milhares de cargos em comissão que estão à disposicão para se fazer política ? É tanto cargo pra distribuir que o chefe do executivo não sabe nem pra quem dar cargo.

    A faxina tem que ser ampla , geral e irrestrita . 

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