4 de junho de 2026

Campo de Libra poderia ser integralmente explorado pela Petrobras

Por ArthurTaguti
 
 
A intenção do Lula não era criar grandes players internacionais?
 
Deu-se todo apoio logístico a BrOi e Eike (que já fizeram água), enquanto a Petrobras, nossa verdadeira campeã nacional, estava tendo suas contas estranguladas pela política de segurar o preço do combustível.
 
Nassif pode não ser especialista em petróleo, mas macroeconomia é a sua expertise, e no texto de hoje diz com todas as letras que SIM, o Campo de Libra poderia ser integralmente explorado pela Petrobras.
 
Posto isto, o resto da discussão é perfumaria. Quem vai entrar com o know-how é a nossa estatal, e as estrangeiras virão só com a grana.

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O raciocínio dos nossos burocratas é um tanto óbvio: investir na Petrobras para que, se as eleições ocorrem de 2 em 2 anos e Libra é matéria para 15, 20 anos? Muito mais fácil usar esta grana com desonerações, subsidiar crédito para incentivar consumo, e outras medidas para garantir resultados de curto prazo.
 
É a mesma coisa do preço da gasolina.
 
Ao invés de aproveitar a bonança externa e investir parte do dinheiro em mobilidade urbana e colocar em prática projetos de transporte ferroviário de pessoas, colocou-se toda energia, recursos financeiros e logística para fazer as Classes C/D/E assumir financiamentos de longo prazo para adquirir automóveis. Agora fica refém desta política, segura o preço da gasolina, estrangula as contas da Petrobras e tem que chamar estrangeiros para cobrir o rombo.
 
É uma pena isto, porque o México cogita acabar com o monopólio de exploração da PEMEX justamente porque, por meio de políticas demagógicas, não investiu-se em adquirir know-how em explorar águas profundas. A Petrobras, ao invés de disputar ao redor do mundo leilões (pois tem expertise para tanto), e gerar excedentes para o Estado brasileiro, não consegue nem explorar sozinha um Campo com petróleo já encontrado.

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2 Comentários
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  1. Retas de Vistas

    22 de outubro de 2013 11:20 pm

    Saber que a Petrobrás poderia

    Saber que a Petrobrás poderia explorar sozinha o petróleo do pré-sal, corresponde tomar conhecimento – sendo verdade ou não- de uma opinião tecnicista, embora tal posição procure  justificar o porquê de não ter prevalecido no governo Dilma com razões de ordem político-eleitoreira. Entretanto, trata-se de mais uma entre dezenas de opiniões e artigos que me esforcei por ler que desconsideram a questão geopolítica envolvida na exploração de petróleo em águas profundas. Como se sabe, para os EUA o pré-sal se estende por águas internacionais. Desse modo, para além das possibilidades técnicas e financeiras envolvidas na exploração do campo de Libra ou de outro qualquer representativo do pré-sal, coloca-se a questão não menos técnica e não menos financeira, embora certamente muito mais política e estratégica,  de nossa capacidade de defender militarmente esses recursos localizados em alto-mar. Parece que se acredita majoritariamente que vivemos em um mundo em que tudo pode ser resolvido no âmbito da diplomacia.Tudo se passa como se crisse que os EUA não ousariam, por certo, agredir um país como o Brasil, embora ,por razões energéticas, todos sabemos que assassinem milhares de seres humanos mundo afora. Se alguém escrever alguma coisa que resolva a contento esse segundo problema, ou seja, a questão da defesa militar das reservas do pré-sal, aí poderá certamente contar com o meu apoio a uma prática de nacionalismo a moda anos 1950. Creio que ninguém pode ter dúvida de que a presença chinesa no consórcio represente, por si só, um fator de dissuasão de respeito.  

  2. João Carlos Xavier Zamagna

    23 de outubro de 2013 12:26 pm

    Petróleo e soberania

    Por que as petroleiras americanas não entraram na disputa da Libra? É porque consideraram o processo viciado? Não tinham interesse? Ou isto foi fruto de uma decisão estratégica do governo americano?

    Seria possível pensar a hipótese de que futuramente haja alguma ação militar da 4ª Frota Naval em águas consideradas internacionais pelos EUA, mais especificamente no campo de Libra? Neste caso não seria melhor haver diversos interesses externos envolvidos na exploração (França, Holanda, China)?

    Penso que a geopolítica energética, onde se destaca o petróleo, tenha forte componente militar. A partir daí a discussão deixa de ser prioritariamente técnica. è político-militar e estreitamente relacionada ao reequipamento das forças armadas brasileiras com poder de dissuação.

     

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