Para entender melhor as críticas ao leilão do campo de Libra.
O que norteou o projeto foi a percepção de que as riquezas do pré-sal se constituíam em um risco ou uma oportunidade para o país.
Risco se o país se deixasse contentar apenas com a receita petrolífera.
A oportunidade consistiria em utilizar o pré-sal para desenvolver a indústria nacional e criar uma competência interna no mercado de águas profundas; e para gerar recursos para áreas centrais de cidadania, como a educação.
***
Para atingir esses objetivos, foram criados diversos mecanismos:
1. O sistema de partilha, pela qual o Estado participará diretamente da receita auferida com a exploração dos poços.
2. A criação de uma empresa à parte, a Pré-Sal Petróleo, para administrar os contratos de partilha e receber a parcela da União, seguindo o modelo norueguês.
3. Percentuais de conteúdo nacional na construção das plataformas.
4. A operação sendo exclusivamente da Petrobras, para garantir o pleno domínio sobre as informações e sobre a produção.
5. A garantia legal de que a maior parte da receita dos campos licitados será aplicada em educação.
***
Esses pontos continuam contemplados nos leilões de campos petrolíferos. As críticas são de outra ordem.
Do mercado, partiram as críticas de que as restrições afastariam os grandes players internacionais, reduzindo a competição e os lances pagos. Para se obter o lance máximo, teria que se abrir mão de todos os princípios originais. Para se manter os princípios originais, teve que se abrir mão de um pagamento maior.
Portanto, foi uma questão de escolha.
Os concorrentes – Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC – juntaram-se em um único consórcio e deram o lance mínimo, oferecendo 41,67% à União. Outros 40% do capital são da Petrobras. Tecnicamente, 81,67% do petróleo extraído ficarão com o país.
***
Houve críticas e interpretações algo desconexas. De um lado julgou-se que a preponderância de empresas chinesas marcariauma nova postura geopolítica nacional. Falso! As razões foram puramente comerciais.
Na outra ponta, a interpretação de que, sendo empresas estatais, o estado chinês poderia atropelar contratos com o Brasil. Conspiração por conspiração, os Estados Unidos já montaram diversas operações no Oriente Médio para defender suas petrolíferas.
***
Onde está o problema?
A operação será toda da Petrobras. Os sócios entraram apenas com capital. Havia dificuldade da Petrobras se endividar mais, para assumir sozinha a operação. Mas a própria Pré-Sal Petróleo poderia ser capitalizada, entrando como investidora.
Este ano, a União enfrenta restrições fiscais momentâneas. Superadas, a exploração de Libra poderia ter sido exclusivamente da Petrobras.
Serão 35 anos de exploração do campo. Internamente, na Petrobras, admite-se que as reservas poderão ser superiores aos 8 a 12 bilhões de barris anunciados.
Nas últimas três eleições, a Petrobras foi o mais eficaz argumento brandido pelo PT. A ponto de, em 2006, o candidato Geraldo Alckmin ter se fantasiado com camiseta de estatais para deter os boatos de que privatizaria as empresas.
Em 2014, o governo terá que encontrar outro discurso.
Ivan de Union
22 de outubro de 2013 10:48 am“Nas últimas três eleições, a
“Nas últimas três eleições, a Petrobras foi o mais eficaz argumento brandido pelo PT. A ponto de, em 2006, o candidato Geraldo Alckmin ter se fantasiado com camiseta de estatais para deter os boatos de que privatizaria as empresas”:
Concordo com tudo exceto com essa futura fernandizada! Nao tem chance do PT ou Dilma varrerem esse triunfo pra debaixo do tapete. (relembrando: fui contra o leilao.)
Assis Ribeiro
22 de outubro de 2013 10:50 amPontos 1; 2; 3; 4 sucesso
Pontos 1; 2; 3; 4 sucesso total.
“Do mercado, partiram as críticas de que as restrições afastariam os grandes players internacionais, reduzindo a competição e os lances pagos.”
Outra vitória foi ter calado o terrorismo de que o novo modelo concebido pelo governo Dilma afastaria qualquer empresa privada. A Shell e a Total desmentiram isso, Aliás, estas são as maiores privadas que tradicionalmente já exploram petróleo no Brasil. Coincidência?
Vitória total
“Tecnicamente, 81,67% do petróleo extraído ficarão com o país.”
Gráfico da página 22, do link:
Novo Marco Regulatório do Petróleo – Tesouro Nacional – Ministério …
www3.tesouro.fazenda.gov.br/Premio_TN/XVIPremio/…/Tema_4_2.pdf
ESQUEMA DE REPARTIÇÃO DA PRODUÇÃO SOB O RPP, 19. Lista de …… Venezuela. RPP. 88 … Fonte: elaboração do autor, apud Alberta Energy (2009).
Mais uma vitória
“Em 2014, o governo terá que encontrar outro discurso.”
O outro discurso será os vários canteiros de obras para serem mostrados.
gaúcho
22 de outubro de 2013 10:53 amSe ficar com 81,67% não é um
Se ficar com 81,67% não é um bom negócio eu não sei mais o que pode ser considerado bom.
Ataíde Coutinho
22 de outubro de 2013 10:54 amabusando das citações
Delfim Netto dizia que “O negócio é numeros” ! J.P. Getty que o melhor negócio do mundo é uma petrolifera bem administrada e o segundo melhor negócio do mundo é uma petrolifera mal administrada,
Portanto a US$ 99 o barril com uma produção diária de 1 milhão de barris o resto é conversa de quem nunca vai botar a mão em parte desse dinheiro!
cvhiga
22 de outubro de 2013 11:02 am“Em 2014, o governo terá que
“Em 2014, o governo terá que encontrar outro discurso.”
Mas o modelo de partilha não foi o modelo adotado? Se sim, o discurso permanece o mesmo. A Petrobrás sai fortalecida após o leilão e a União com uma estimativa de ganhos “nunca dantes visto nesse país”. Entendo que a riqueza dos campos de petróleo brasileiros deveriam ser preservados de maneira mais firme. Inclusive é o que “eu” também gostaria. Mas pra mim é inconcebível imaginar que tenha sido um erro estratégico ou então, como alguns dizem, incompetência na tomada de decisão.
Outro ponto, durante a elaboração da proposta, onde estavam todos? Isso é outra coisa bastante incomoda.
hc.coelho
22 de outubro de 2013 1:00 pmeleições de 2030
Estou preocupado com a eleição de 2030, porque para a de 2018, 2022, e 2026 o pig/psdb não terá vez. O sucesso do governo LULA/DILMA é escandaloso. Eles, o pig/psdb, não queriam vender a “petrobrax” a preço de banana podre? Não dá, nem dará, para esquecer.
30 anos irrigando a educação e a saude com mais 1 TRILHÃO, ou melhor, 1000 bilhões.
Lionel Rupaud
22 de outubro de 2013 11:05 amMuito bom resumo do LN
E deu para ver que a boataria e as discussões na rede antes do leilão se afastaram muito do mundo real.
Eu tinha avisado num comentário que Total iria entrar forte.
A presença dela e da Shell (somando 40% do consórcio) retira o argumento básico dos “liberais” (né Araujo) que estava se entregando o petróleo para a China, cuja estatais só ficaram com 20%.
A saída das majors puramente anglo-saxãs (EXXON-MOBIL e CHEVRON dos EUA, BP e BG do Reino Unido) deve ser analisada de maneira mais racional: 1 – será que os projetos delas de exploração a médio-longo prazo tem pouco a ver com a fronteira tecnológica do Pre-sal?, e 2 – será que tem a ver com a resposta do governo brasileiro ao episódio da NSA?
Vale lembrar que a Shell (ex- Royal Dutch Shell) é uma empresa bi-nacional, britânica e holandesa, e eu nunca vi um holandês rasgar dinheiro…
chico da dilma
22 de outubro de 2013 11:07 amA.T.N!!!!!!!!!!!!!!
A.T.N!!!!!!!!!!!!!!
Diogo Costa
22 de outubro de 2013 11:08 amO discurso é o mesmo
O discurso do governo está pronto desde sempre para 2014. Soterrou-se o regime de concessão dos tucanos e implantou-se o regime de partilha do Lula. Já na campanha de 2010 Dilma Rousseff defendeu com unhas e dentes o regime de partilha, em contraposição ao Serra e a ‘grande mídia’ que defendiam enfaticamente o regime de concessão. O ‘discurso’ do governo será o mesmo de 2010, afinal de contas, a partilha foi aprovada no governo Lula e mantida com sucesso por Dilma Rousseff.
IV AVATAR
22 de outubro de 2013 11:42 amConcordo, há muita diferença entre Libra e a Privataria Tucana
E SE AO INVÉS DA PRIVATARIA TUCANA OS LEILÕES TIVESSEM SIDO COMO ESTES DE LIBRA
Comentários acima.
-Charlie-
22 de outubro de 2013 11:10 am“Tecnicamente, 81,67% do
“Tecnicamente, 81,67% do petróleo extraído ficarão com o país.”
“Os sócios entraram apenas com capital. Havia dificuldade da Petrobras se endividar mais, para assumir sozinha a operação.”
Quer dizer que os QUATRO sócios estrangeiros, que vão pagar a conta, vão ficar com 18,33% do petróleo, média de 4,5% para cada um?
Como eu disse ontem, cada um acredita no que quer…
DanielQuireza
22 de outubro de 2013 11:22 amEles entrarão com capital
Eles entrarão com capital proporcional a participação de cada um no campo. No caso, 60% do capital, enquanto que a Petro, 40%. Muito provavelmente é isso. E talvez a Petrobras seja remunerada, de alguma maneira, pela operação.
-Charlie-
22 de outubro de 2013 11:25 amSem aprofundar muito no tema,
Sem aprofundar muito no tema, só pra dar um indício de como essa estatística é furada, dentro dos tais oitenta e tanto porcento somam-se o percentual da Petrobrás e o percentual da União, como se ambas fossem sinônimas.
Ora, a Petrobrás é uma SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA, com ações pulverizadas na bolsa de SP e ADRs em NY, de modo que a União controla somente a maioria das ações Ordinárias Nominativas. O restante das ONs e a maioria das PNs estão nas mãos de particulares, que recebem DIVIDENDOS, em tese proporcionais aos lucros da companhia. Portanto, é possível dizer que os lucros da Petrobrás não ficam, em sua maioria, nas mãos do governo, mas sim são distribuídos entre os acionistas.
Só por aí já se percebe o quão furado é o tal número de oitenta e cinco por cento, como disse ontem a presidenta.
A grande e triste realidade é que este governo precisava fazer caixa, e por isso entregou patrimônio nacional abaixo de seu real valor. Exatamente como fizeram os privatas tucanos.
SergioMedeirosR
22 de outubro de 2013 11:18 amO leilão de Libra e a imprescindível correlação de forças
O leilão de Libra e a imprescindível correlação de forças
Nesta análise, o autor esquece a mais importante questão a ser apreciada, e que se tornou de tal forma evidente antes do leilão que fica difícil entender tal esquecimento.
Falo da questão básica acerca da correlação de forças necessárias para que um empreendimento com tal magnitude tenha plenas condições de êxito.
E, não se trata de mera questão conjuntural, e sim estrutural, pois ínsita ao modelo capitalista – quer queiramos ou não -, em que vivemos (este, aliás, o componente que certos setores mais à esquerda não consideraram em suas manifestações).
Ressalto, a referida correlação de forças, não tem componentes únicos, ou seja, não é somente a mídia, mas também o capital financeiro, as concorrentes, o setor político, com matizes ideológicas extremas etc.
Pois bem, dentro deste espectro, se considerarmos somente o comportamento da mídia, a qual tem importante participação, inclusive anímica, em relação ao mercado e, tomando-se como exemplo os recentes ataques a Petrobras, que inegavelmente causaram prejuízos não somente a imagem, mas também a força financeira necessária em tempos normais, o que diríamos em tempos de crise mundial, pode, de logo, ver que tipo de adversários teríamos pela frente.
Assim, o acordo, do qual resultou o consórcio noticiado, foi sem dúvida nenhuma excepcional.
A política, diz-se, é a arte do possível
Muitas vezes, a economia, em face de determinadas forças antagonistas, também revela ser a arte do possível, e mais, do recomendável.
A inclusão de multinacionais de capital privado como a SHELL (anglo-holandesa) e da TOTAL (francesa), combinados com o maciço investimento a ser despendido na exploração de Libra, trazem a segurança de que eventuais campanhas midiáticas, terão a devida resposta, não somente do campo governamental, mas também do setor espinhoso que envolve o grande capital internacional.
A aposta das consorciadas, neste ponto, pelo valor investido, é que sem dúvida alguma foi um grande negócio, e, portanto, merece ser protegido do interesse das demais concorrentes. Quanto ao mercado, este tratará de proteger as suas mais nobres integrantes
Neste panorama, uma exploração do Pré-sal somente pela PETROBRAS, teria tal oposição (não somente política, mas midiática, financeira, ideológica, etc), que seria um milagre se o empreendimento tivesse êxito.
Desta forma, a alternativa colocada por muitos analistas, a de exploração de Libra de forma integral pelo Brasil, através da PETROBRAS, não resiste a uma simples análise, pois, não é uma impossibilidade técnica ou meramente financeira, o problema é que estaria em desconformidade com o modelo econômico hegemônico em todo o planeta, e que não mediria esforços em derrotar tal iniciativa.
Prosseguindo.
Falar em privatização na exploração de um campo de petróleo, em que nós damos as cartas (impomos a PETROBRAS como operadora) jogamos de mão(as plataformas e navios serão produzidos aqui e com nacionalização dos equipamentos), levamos a banca (81,35% do lucro é nosso), e o capital de risco para o negócio é grande parte de terceiros, levaria a um exercício intelectual que, em princípio, revelar-se-ia impossivel e, que só não é, porque temos uma classe politica extremamente criativa em se trataqndo de distorcer a realidade.
Outro ponto lembrado pelo Nassif, mas infelizmente subestimado, e que considero a questão central, é o fato de que a operação é toda da PETROBRAS. Aliado a isso temos a ênfase legal e contratual dada ao desenvolvimento de tecnologias nacionais e, da prioridade para a atuação de empresas brasileiras, fato este fundamental para o desenvolvimento da nossa economia.
Certamente que o destino e a forma de partição do produto e dos lucros do empreendimento são, sem dúvida alguma, de importância exponencial, mas, e a questão concernente a quem deve explorar, no sentido exato do termo, qual a dimensão da concretização da exploração??
Cito inicialmente apenas a manchete de alguns dias atrás, em que o superávit primário somente resultou positivo em razão da comercialização de plataformas de petróleo. Outra, a previsão de investimentos no Porto de Rio Grande (RS), na construção de plataformas de petróleo na ordem de vários bilhões. O desenvolvimento do pólo naval do Rio de Janeiro, etc..
Tais previsões com a entrada em exploração do pré-sal deve ser reestimada em centenas de bilhões.
Desta forma, sendo a PETROBRAS o operador, ou seja, quem explora, e estando legal e contratualmente previstas as contrapartidas de nacionalização dos produtos e materiais necessários a exploração, qual será a real participação dos lucros da referida estatal e por via indireta, do governo.
A mudança de paradigma da PETROBRAS não se resumiu a determinação governamental de que se fizessem plataformas no Brasil, mas, fundamentalmente porque a partir daí se desenvolveu um know-how nacional na produção de tais instrumentos.
O desenvolvimento da indústria naval e petrolífera no Brasil, somente com este direcionamento para a produção nacional, já foi excepcional, o que comprovaria que, tanto quanto a definição de para quem vão os lucros ao final apurados, é o fato que indubitavelmente, o maior lucro é do PAÍS que desenvolve tecnologias, cria um inteligência – cada vez mais reconhecida no setor, dá empregos e, ainda, até mesmo, no campo dos lucros, em razão de ser quem operacionaliza a produção, é quem obterá, efetivamente, a maior parte dos lucros monetários.
Por fim, a PETROBRAS é uma empresa de economia mista que compete em um mercado extremamente competitivo e cartelizado, fato este que impede o governo de direcioná-la tão somente para os fins de beneficiamento do Estado, uma vez presente os interesses dos demais acionistas e, é claro, da própria saúde financeira da própria.
Considera-se Sociedade de Economia Mista a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União ou a entidade da Administração Indireta.
Assis Ribeiro
22 de outubro de 2013 11:20 amBravo, Medeiros.
E ainda se
Bravo, Medeiros.
E ainda se fala que não existe planejamento, visão e estratégia.
Aline C Pavia
22 de outubro de 2013 11:19 amSe ela entrasse com 100% de
Se ela entrasse com 100% de Petrobrás, seria estatista.
Se mudasse as regras para entrar as quatro grandes (Exxon, Chevron, BP e BG, que estão se preparando para entrar no México), ela seria privateira.
Se só entrasse chinesas sem a Total e a Shell ela estaria entregando o nosso petróleo para um ditador comunista.
Não fez nenhum dos três, construiu uma parceria inédita e calou a boca de todo mundo.
Eu se fosse Dilma esta noite teria comemorado com “um rio Amazonas inteiro de champagne”
DanielQuireza
22 de outubro de 2013 11:20 amO Governo vai ter que
O Governo vai ter que encontrar um problema para o preço da gasolina que a Petrobras vem vendendo mais barato do que comprando e obtendo prejuizo na operação.
Por um lado a empresa necessita fazer grandes investimentos, ja que terá, necessariamente 30% do pré-sal. Por outro seu caixa vem sendo minado, principalmente pelo fator citado acima.
A tendencia é que o Governo tenha que encontrar uma saída, senão é provavel que a empresa não de conta de todos os desafios.
No meu entendimento o ideal é o governo escalonar este aumento da gasolina no tempo.
O aumento à Petrobrás poderia ser dado agora, constituindo-se um fundo subsídiado pelo Governo. Dai, em seguida, em uns dois ou tres anos, dariam-se aumentos na gasolina e no diesel um pouco acima da inflação, talvez uns 4 ou 5% ao semestre até chegar em um patamar razoável aonde a empresa pare de ter prejuizo na operação e tenha até uma margem adequada.
João Sabóia Jr.
22 de outubro de 2013 11:58 amDaniel,
Mas não darão, porque
Daniel,
Mas não darão, porque estão assombrados (Dilma e Mantega) pelo dragão da inflação.
DanielQuireza
22 de outubro de 2013 12:04 pmRealmente é uma preocupação,
Realmente é uma preocupação, porque a gasolina influi e muito na inflação. Mas creio que o Governo ficará sem alternativa.
Uma outra proposta também, que provavelmente ocorrerá, é aumentos mornos até ano que vem e um reajuste mais forte em 2015 com a Dilma ja reeleita.
MRE
22 de outubro de 2013 1:05 pmEste papo da PB ter prejuízo
Este papo da PB ter prejuízo na compra da gasolina já virou dogma.
Diz-se que a PB vende por R$1,20 ,um litro de gasolina pura para as revendedoras. Está quase a 3,00 com etanol nas bombas. Não é crível se alardear que a pseuda falta de caixa atual seja por conta de um percentual de consumo de uma gasolina que é comprada lá fora. Neste negócio o bom é o petróleo e não a gasolina – daí podermos concluir que o diferencial do preço da gasolina e do petróleo seja pequeno e o governo, por interesses diversos, através de impostos e de engenharias contábeis pode minimizar estes efeitos prejudiciais, se realmente existirem.
Quem trabalha na PB alega, e o Gabrielli insistia neste ponto, que houve uma série de investimentos e desembolsos por conta de projetos, que a partir de agora vão começar a dar retornos ou pelo menos, exigirem um aporte de capital menor. Daí a PB viver um momento “não favorável” e cuidadoso – o mercado de óleo é gás está parado ( jargão de quem está no setor) há quase dois anos- a PB deixou de investir em vários projetos de apoio às suas atividades, deixou de contratar terceirizados, e com isso diminuiu o ritmo de suas atividades inovadoras.
Tudo por conta deste momento que esperamos seja breve e que durante os próximos 30 anos, com Libra, esteja prá sempre afastado.
DanielQuireza
22 de outubro de 2013 1:52 pmNão dá para mexer tanto assim
Não dá para mexer tanto assim não, não tem tanta margem. O único imposto federal era a CIDE, que ja está zerado. O grosso é o ICMS, que é o maior apropriador da cadeia e é estadual.
Aline C Pavia
22 de outubro de 2013 11:20 amEm 30 anos, 300 bilhões de
Em 30 anos, 300 bilhões de reais no mínimo para saúde e educação. Se isso é fracasso não sei o que é sucesso.
Vânia
22 de outubro de 2013 11:23 ampor Fernando Leite
por Fernando Leite Siqueira OS EQUIVOCOS DOS MUTANTES“Velho não muda de ideia. Velho se vende” Deputado Fernando Santana – PcdoB – BA Muitos equívocos têm sido cometidos pelo que mudaram de Lado e tentam justificar as suas novas posturas neoliberais com sofismas, manipulações ou falácias. Exemplos disto são o PT, o PCdoB o PDT e alguns jornalistas outrora bons. Algumas falácias : 1) A mentira maior: “a Petrobrás não tem recursos para explorar Libra”. Ora, um campo desta magnitude dá a qualquer empresa que for explorá-lo um imenso poder de tomar recursos fartos e baratos no mercado financeiro. Nenhum ativo é mais forte para garantir empréstimos do que o petróleo. O Governo Chinês está oferecendo às suas empresas os recursos para desenvolver Libra. O Governo brasileiro tem tirado da Petrobrás os recursos, obrigando-a a importar gasolina a R$ 1,72 e vender para as suas concorrentes a R$ 1,42 por litro. Isto fere a Lei 6404/76, das SA. 2) “O Governo vai ficar com 75 a 80% do petróleo de Libra”Outra grande mentira. Da Forma como foi feito o edital a União vai ficar com, no Maximo, 20,5% do petróleo. O resto ficará com o consórcio (ver item 4) 3) O ministro Lobão, em reunião com a Aepet no MME, disse: “o Governo não pode entregar Libra para a Petrobras porque ela tem acionistas privados, inclusive no exterior, em detrimento de 200 milhões de brasileiros”. Mas a opção do Governo é muito pior, é a entrega de Libra às multinacionais que tem 100% das ações no exterior. A Petrobrás tem 48% com o Governo, 10% com fundos de pensão de trabalhadores e cerca de 3% com o FGTS de trabalhadores. 4) A turma petista que tenta justificar os leilões sem saber o que está falando: “o leilão de Libra é regido pelo contrato de partilha, que é muito melhor do que o de concessão”. Falso. O edital de Libra é tão ruim que faz o contrato de partilha ficar igual ou pior do que a péssima concessão. Quando a produção por campo é maior que 95 mil barris por dia, na concessão aparece a Participação Especial que pode chegar 20%, que somados aos 15% de royalties, atingem a 35%. O edital de Libra pode levar a União a receber na faixa de 9,93 a 45,56% do Óleo/lucro, ou seja, aplicando estes percentuais à parte a ser partilhada – 45% – chega-se aos valores entre 4,5 a 20,5%. Somando-se a isto o royalty e IR, se tem valores entre 20 e 35%. Alem do mais a União recebe em óleo só os 4,5 a 20,5. O resto é em moeda. No mundo, os países produtores recebem a média de 80% do petróleo produzido. Num campo já descoberto, o maior do mundo, é uma doação. 5) “A Pré-sal Petróleo SA, criada para fiscalizar as atividades de produção e evitar que as duas atividades passiveis de fraude, superdimensionamento dos custos de produção, e a medição a menor do petróleo produzido, vai garantir a lisura da produção”.Falso. O presidente nomeado é o Osvaldo Pedrosa, primeiro brasileiro a defender o fim do monopólio do petróleo e ex-braço direito do David Zilberstajn na ANP de FHC. Um dos diretores é o Antonio Claudio sócio do lobista-mor João Carlos de Luca, numa empresa recém criada. De Luca é o presidente do IBP, clube do Cartel do petróleo. São varias raposas peludas num único galinheiro. 6) O Bônus de assinatura de R$ 15 bilhões vai aumentar o lucro da UniãoFalso. Esse bônus tem vários efeitos maléficos: i) dificulta a participação da Petrobras que, estrangulada pelo Governo, tem dificuldade de pagar agora R$ 15 bilhões e ficar com Libra sozinha; ii) o consórcio que ganhar, tendo que desembolsar R$ 15 bilhões à vista, irá reduzir o percentual do óleo-lucro para a União. E a cada 0,5% reduzido pelo consorcio na sua oferta, a União perde R$ 15 bilhões, ou seja, um bônus; iii) Governo Dilma precisa dos 15 bilhões para completar o superávit primário, pagar os maiores juros do mundo aos bancos e manter a sua credibilidade e se reeleger. Por um motivo eleitoreiro, sob um modelo econômico equivocado, se vende o futuro de três gerações. 7) o Leilão de Libra vai garantir muitos empregos no País.Falso. Se for vencedora uma estatal Chinesa, ela vai fornecer todos os equipamentos e vai criar empregos na China. Se for a Shell (favorita do Governo) vai gerar emprego na Europa e nos EUA. Quem compra, gera empregos e tecnologia no País sempre foi a Petrobrás, que antes da onda neoliberal de FHC, chegou a comprar 95 no País.
Vânia
22 de outubro de 2013 11:25 am4) A turma petista que tenta
4) A turma petista que tenta justificar os leilões sem saber o que está falando: “o leilão de Libra é regido pelo contrato de partilha, que é muito melhor do que o de concessão”.
Falso. O edital de Libra é tão ruim que faz o contrato de partilha ficar igual ou pior do que a péssima concessão. Quando a produção por campo é maior que 95 mil barris por dia, na concessão aparece a Participação Especial que pode chegar 20%, que somados aos 15% de royalties, atingem a 35%. O edital de Libra pode levar a União a receber na faixa de 9,93 a 45,56% do Óleo/lucro, ou seja, aplicando estes percentuais à parte a ser partilhada – 45% – chega-se aos valores entre 4,5 a 20,5%. Somando-se a isto o royalty e IR, se tem valores entre 20 e 35%. Alem do mais a União recebe em óleo só os 4,5 a 20,5. O resto é em moeda. No mundo, os países produtores recebem a média de 80% do petróleo produzido. Num campo já descoberto, o maior do mundo, é uma doação.
João Sabóia Jr.
22 de outubro de 2013 11:45 amVânia, parece que agora
Vânia, parece que agora começam a vir a tona os números reias…
Vi isso no facebook
Petrobras não é 100% estatal. A União tem controle de menos de 50% das ações (corrigindo a União tem 55,6%). Os 40% adquiridos pela empresa não irão direto pra União, logo, somar esse valor aos 41,65% é um erro bem inocente.
Sobre esse segundo valor, 41,65%, se o preço do petróleo for acima de U$180 por barril e a produção por poço acima de 25mil barris por dia, então o consórcio paga 3,91% a mais do que ofereceu. Entretanto, no outro lado do espectro, seo preço do petróleo for abaixo de U$60 dólares por barril e produção por poço abaixo de 4 mil barris, então a União abre mão de 31,72% do petróleo
C. Khosta y Alzamendi
22 de outubro de 2013 12:05 pmControle da Petrobras
Caro Saboia,
Estes cinquenta e poucos por cento a que você se refere aplicam-se ao capital votante, o que dá à União o controle da companhia. No entanto, do capital social da empresa (considerado todo o capital e sua composição acionaria, independente se votante ou não), a União detém somente algo em torno de 40%… Os números apresentados por um colega comentarista, citando o Sr. Fernando Siqueira, estão lamentavelmente corretos.
João Sabóia Jr.
22 de outubro de 2013 12:13 pmObrigado! melhor informado
Obrigado! melhor informado agora
Grato Khosta!
Sergio Saraiva
22 de outubro de 2013 11:47 amEngenheiro Leonel
Esse texto lembrou me do velho Brizola, pregando que o Brasil não exportasse nem um grama de minério de ferro para garantir às futuras gerações o acesso ao aço.
Mariano S Silva
22 de outubro de 2013 7:30 pmE aí quando se viabilizarem
E aí quando se viabilizarem as tecnologias do grafino, grafeno e nano tubos de carbono (tudo são formas de carbono muito mais abundante que o ferro), enfiar tudo …Temos que vender, com sabedoria e investir o que pudermos em educação, para que a nação brasileira possa entrar logo nesse jogo do conhecimento. A indústria do futuro é o ciclo das navegações espaciais, temos que estar prontos para entrar neste clube.
Assis Ribeiro
22 de outubro de 2013 12:04 pmDo site PC do B org
Francisco Neves: Agora o petróleo é para todos
O leilão para exploração do campo de Libra, no pré-sal, previsto para o próximo dia 21 de outubro, tem tudo para ser um sucesso. O evento representa uma etapa fundamental para o início da transformação do recurso natural, descoberto há seis anos, que, com certeza, trará benefício real para a educação e saúde, dos quase 200 milhões de brasileiros.
Por Francisco Nelson Castro Neves*
O que estará em jogo no processo de licitação é a melhor oferta econômica e técnica de exploração do petróleo, a serem julgadas sob o interesse público, tendo como operadora a Petrobras, e presença ativa da Pré-sal Petróleo S.A., no gerenciamento dos interesses da União.
O ano de 2007 foi marcado pelo anúncio da descoberta de reservatórios gigantes de petróleo, localizado abaixo da camada de sal da bacia sedimentar de Santos. À época, o Presidente Lula, por sua vez, convoca o Conselho Nacional de Política Energética e informa à nação que as riquezas descobertas serão usadas para desenvolver o país, com o maior objetivo de superar deficiências históricas, como a da educação brasileira. Neste longo e rico período, da descoberta até o primeiro leilão de Libra, foram aprofundados os estudos técnicos sobre o tema, e definido um novo modelo de exploração específico para essas novas fronteiras.
Após a definição do marco regulatório para o pré-sal, a primeira ação prática foi a cessão onerosa do reservatório de Franco, com cinco bilhões de barris de petróleo, para a Petrobras. Fato que ocorreu sem nenhum desembolso direto, ampliando a participação da União na Companhia de 39% para 49% e fortalecendo imensamente o quantitativo de reserva petrolífera da empresa. Assim, é preciso reforçar a ideia que a “Petrobras deve gostar do Brasil como o Brasil gosta da Petrobras ¹ “.
O regime de partilha instituído para a exploração do petróleo no pré-sal assegura o absoluto controle público da produção e o aumento participação pública nas rendas do campo. O controle se dará por um percentual médio que não chega a 60% nos contratos de concessão atuais para um, que pode chegar a 80% na partilha.
A expectativa grandiosa de renda do pré-sal levou a uma das mais longas e amplas batalhas institucionais da história recente do Congresso Nacional: a disputa pela distribuição dos royalties. O impasse só foi resolvido recentemente em um grande acordo político no parlamento. Pois ficou claro que milhares de prefeitos, governadores e parlamentares identificam nas rendas governamentais da produção do pré-sal, a base financeira necessária para superar grandes desafios da educação e saúde em todos os cantos deste país.
Na história da campanha “o petróleo é nosso”, as incertezas eram grandes. Hoje, há muitas certezas: a presença do óleo para ser explorado em benefício à população; regras claras e de controle; empresa nacional de capital misto forte, experiente e capaz; empresa estatal nova e 100% pública; destino para os recursos; há quem regula e fiscaliza com foco no interesse público; empresas privadas e públicas de outros estados estão dispostas a colocar dinheiro e formar parcerias. Deste modo, em poucas oportunidades, a soberania brasileira foi tão respeitada e as vantagens para o Brasil estão nítidas.
Portanto, adiar o leilão de Libra, com tantas garantias para a nação e vantagens para seu povo é uma ideia sem fundamento e desarrazoada, já que o país precisa de desenvolvimento urgente. Dessa forma, não devemos adiar, nem temer a oportunidade do sucesso que se aproxima. A causa é para abraçar e nos envolver para colher ao máximo os benefícios, pois as condições objetivas já estão esclarecidas. Afinal, agora, mais do em qualquer outro momento da história, o “ouro negro”, servirá a todos os brasileiros, em grande escala e por excepcional valor.
1-Fala do Presidente Lula na Bahia, durante a inauguração do Gasene.
* Francisco Nelson Castro Neves é Membro do PCdoB Bahia.
http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=226956&id_secao=357
Guy Barroso
22 de outubro de 2013 11:27 amQuando todos os concorrentes
Quando todos os concorrentes se juntam em um consórcio a coisa não é tão boa para o estado assim!
Não foi isso que aconteceu com o metro de São Paulo?
Ninguem quis correr riscos, ficou diluido entre todos!
Todos fizeram um enorme seguro.
A tecnologia ainda não está madura, ninguem sabe como tirar esse oleo de lá e a que custo será extraido.
Adjutor Alvim
22 de outubro de 2013 11:29 amQuanto 40% + 41,67% é diferente de 81,67%
Nassif,
a conta de 81,67% não está correta.
Vamos lá,
PARCELA 1: a Petrobras tem 40%.
41,67% de toda a produção é entregue à União.
Entretanto, esses 41,67% não podem ser aplicados aos 40% da PETROBRAS pq já é integralmente do governo.
PARCELA 2: Então, aplica 41,67% aos 60% não-Petrobras, que resulta em 25%
A soma fica sendo 40% + 25% = 65%
PARCELA 3: Mas faltaram os 15% de Royalties que também tem que ser aplicados aos aos 60% não-Petrobras, ou seja, 9%
TOTAL = 40% (PARCELA 1) + 25% ( PARCELA 2) + 9% (PARCELA 3) = 74%
Observação: se a base do cálculo dos royalties subtrair a parcela já devida à União (41,67%), a parcela 3 é, na verdade, de 5% e total ficaria em 70%
Marco St.
22 de outubro de 2013 11:33 am“Em 2014, o governo terá que
“Em 2014, o governo terá que encontrar outro discurso”
Nesse caso estaremos todos nos rebaixando ao pessoal que comparou esse leilão à privataria da Vale.
Não faz o menor sentido.
Pelo que eu entendi a Petrobrás não virou Petrobrax e o Pré-Sal continua sob total soberania nacional.
Além do que ficou evidente que o Governo Brasileiro costurou e reuniu essas empresas nesse único grupo vencedor.
Nada é por acaso e esse foi o primeiro de uma série de outros leilões que virão por aí no Pré-Sal.
João Sabóia Jr.
22 de outubro de 2013 11:34 amSerei esculachado e execrado
Serei esculachado e execrado, mas vamos lá!
Sou contra o leilão. Vejo que se tínhamos 100% agora temos 80%.
Votei em Lula, votei em Dilma. Hoje votaria nela novamente porque é a que mais se aproxima da minha ideologia política, mas ao analisar o seu governo, na área economica, não foi capaz de romper com o neoliberalismo nenhum centímetro que seja. Continua particando uma política econômica que agrada aos financistas e não avança para contribuir com a ruptura do financismo.
O governo vem há tempos descapitalizando a Petrobrás, faz com que ela pague masi caro com a importação de combustíveis e venda mais barato internamente unicamente para conter a “perigosa” taxa de inflação.
Os 15 bilhões imediatos que o governo receberá servirão para colocar suas contas em dia, unicamente isso.
Conversando com lideranças sindicais e petroleiros notei que criou-se um desconforto muito grande em relação ao Governo Dilma, muitos estão com o pé atrás e concordo com o Nassif de que terá que achar outro discurso e avanço mais terá que se defender das acusações de privatista (nisso discordo totalmente, mas é o que os oportunistas farão).
Abraços
Raí
22 de outubro de 2013 1:07 pm100% de nada é nada.
Amigo João Sabóia Jr, sua colocação de que tínhamos 100% e que ficamos com 80%, não se sustenta, pois efetivamente éramos o dono de todos os campos inexplorados(por absoluta falta de recursos) e somente fazendo parcerias, teremos condições de explora-los.
João Sabóia Jr.
22 de outubro de 2013 1:29 pmAmigo Raí,
Muitos
Amigo Raí,
Muitos especialistas e mais a FUP e demais Petroleiros argumentam que a Petrobrás temm condições de tocar o projeto sozinha. Pode conseguir, com a garantia do petróleo existente, recursos financeiros em qualquer lugar. Segundo, o governo tem que parar em descapitalizar a Petrobrás forcando-a a bancar os combustíveis no país.
Outra ação seria permitir que o BNDES entrasse como investidor na Petrobrás e esquecer “Eike Batista” , rs
Um garnde abraço
Homero Pavan Filho
22 de outubro de 2013 8:49 pmE os juros?
João, se a Petrobras pegar dinheiro no mercado pra explorar Libra, então não teremos 100%, como vc afirma.
Qual é a taxa de juros pra esse tipo de empréstimo de longuíssimo prazo? Subtraia isso do total, aí veremos quantos por cento temos, na verdade.
Carlos Eduardo Luz ( Curitiba)
22 de outubro de 2013 8:53 pmOs petroleiros só estão
Os petroleiros só estão bravos e em greve porque nesta nova empresa estatal eles não terão participação nos lucros. Este é o amor que eles dizem ter pelo Brasil. Não encontrei nenhum comentário ou texto a respeito disso.;
Mauro D
23 de outubro de 2013 1:21 amNós não tínhamos 100%, a
Nós não tínhamos 100%, a Petrobrás é sociedade de economia mista.Então só parte desses 100% é nosso, mais os impostos e os royalties.
Agora, 41% já são nossos, mais os royalties e os impostos, e a parte que couber à Petrobrás no consórcio.
A conta não é simples como você está fazendo!
Tcheves
22 de outubro de 2013 11:35 amNassif,Apenas uma pequena
Nassif,
Apenas uma pequena correção. O Brasil não ficará com 81,6%. 41,6% do Lucro ficará com a União. Os demais 59,4% serão divididos pelo consórcio, cuja Petrobras tem direito a 40%. Ou seja, 23,76%.
Logo, somando-se a parte da União com a da BR, o país ficaria com 65,36%.
Entretanto há que se levar em conta também os Royalties que ficarão no país e que não são cobrados em cima do lucro, mas em cima do preço do Barril. Em uma simulação de preço do barril a 100 dólares e custo de produção de 40 dólares, podemos chegar a seguinte conclusão:
As empresas estrangeiras ficariam com 34,64% do lucro, o Brasil (União +BR) com 65,36% mais os royalties, que não estão na fatia do lucro, são retirados antes. Mas se comparados com os lucros, equivalem a aproximadamente 33% do lucro.
IV AVATAR
22 de outubro de 2013 11:41 amSão gritantes as diferenças entre Libra e a privataria tucana
E SE AO INVÉS DA PRIVATARIA TUCANA OS LEILÕES TIVESSEM SIDO COMO ESTES DE LIBRA
São grandes as diferenças entre um e outro sistema, nada a ver com privatização pura e simple, pois o que há é direito de exploração. Vc sabia que só para explorar aeroportos o valor pedido pela União é o 8 vezes mais do daquele pelo qual a Vale foi doada aos comparsas de FHC. E olhe lá que não se trata de venda e sim de venda de concessão por um determinado tempo.
Vc sabia que a concessão de aeroportos alcançou 73% do valor do Sistema Telebrás(http://www.blogdacidadania.com.br/2012/02/concessao-de-aeroportos-alcancou-73-do-valor-da-telebras-mas/)
Quando Bresser Pereira ainda era tucano publicou um artigo(http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2010/07/bresser-pereira-e-privatizacao-da.html)detonando FHC por causa da privatização pura e simples do Sistema Telebrás, o qual foi vendido por uma merreca, e sabe-se que incluia a Embratel com seus satélites estratégicos para a soberania nacional e grandes edifícios, hoje em todos os Estados os imóveis que pertenciam às sucursais da Telebrás, estão nas mãos dos adquirentes do Sistema Telebrás. O país poderia ter mantido o Sistema Telebrás e aberto o mercado à participação estrangeira, como ocorre agora com essa pareceria adotada para a exploração de Libra.
Na área da mineração, também a privataria da Vale foi de tirar pica-pau do oco, uma empresa com previsão de lucros estratosféricos por causa do aumento do preço do aço por causa da demanda chinesa, foi vendida pela bagatela de 3 bi, grana que, com a valorição do aço, a empresa faturou num trimestre. E FHC nem foi preso por isso e, além disso, na primeira oportunidade que teve, está mandando petistas para a cadeia por causa da prática de caixa 2 eleitoral, prátíca que foi transformada pelo imprensalão em crime hediondo, E FHc consegui tais penas pq o imprensalão instalou um tribunal de exceção, o qual foi sustentado pela PGR de Gurgel e STF de Barbosa.
Se FHC e sua trupe voltar as reservas de minérios, hoje em poder da União(http://www.infoescola.com/geografia/recursos-minerais-do-brasil/) poderão ter um destino não muito vantajoso para o Brasil. Dizem que a Vale foi privatizada para pagar impostos mas hoje deve mais de 35 bilhões de reais ao fisco.
Rui Daher
22 de outubro de 2013 11:42 amUm personagem
Não fossem apenas os comentários aqui pertinentes, os artigos de Nassif e de Jânio de Freitas, bastariam para deixar claros os aspectos políticos e econômicos do leilão.
Prefiro escolher uma figura, para que não passem desaperbidas suas intervenções sempre que o assunto é Petrobras.
Preferido da velha mídia para opinar, o inefável consultor, opinador, pitaqueiro, sei lá, Adriano Pires, é incapaz de analisar algum aspecto da estatal sem demonstrar a ansiedade por um cargo que, lá, há tantos anos aspira.
Calma, Adriano. A Petrobrax pode um dia sair.
Renato Silva
22 de outubro de 2013 11:58 am“Os concorrentes – Petrobras,
“Os concorrentes – Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC – juntaram-se em um único consórcio e deram o lance mínimo, oferecendo 41,67% à União. Outros 40% do capital são da Petrobras. Tecnicamente, 81,67% do petróleo extraído ficarão com o país.”
A parte da União será 41,67% sobre o excedente (Receita – Custos – Royalties) e não sobre o total extraído.
A parte do consórcio será 58,33% sobre o excedente. Desses, 40% seria a parte da Petrobrás, o que resultaria em 23,33%.
Logo, do excedente, 65,00% ficarão entre a União e a Petrobrás e outros 35% divididos entre os demais sócios.
Lembrando que a União ficará os Royalties, que representam 15% do Total Bruto, e ainda receberá impostos sobre o lucro.
ArthurTaguti
22 de outubro de 2013 12:05 pmRepubliqueta?
A intenção do Lula não era criar grandes players internacionais?
Deu-se todo apoio logístico a BrOi e Eike (que já fizeram água), enquanto a Petrobras, nossa verdadeira campeã nacional, estava tendo suas contas estranguladas pela política de segurar o preço do combustível.
Nassif pode não ser especialista em petróleo, mas macroeconomia é a sua expertise, e no texto de hoje diz com todas as letras que SIM, o Campo de Libra poderia ser integralmente explorado pela Petrobras.
Posto isto, o resto da discussão é perfumaria. Quem vai entrar com o know-how é a nossa estatal, e as estrangeiras virão só com a grana.
O raciocínio dos nossos burocratas é um tanto óbvio: investir na Petrobras para que, se as eleições ocorrem de 2 em 2 anos e Libra é matéria para 15, 20 anos? Muito mais fácil usar esta grana com desonerações, subsidiar crédito para incentivar consumo, e outras medidas para garantir resultados de curto prazo.
É a mesma coisa do preço da gasolina.
Ao invés de aproveitar a bonança externa e investir parte do dinheiro em mobilidade urbana e colocar em prática projetos de transporte ferroviário de pessoas, colocou-se toda energia, recursos financeiros e logística para fazer as Classes C/D/E assumir financiamentos de longo prazo para adquirir automóveis. Agora fica refém desta política, segura o preço da gasolina, estrangula as contas da Petrobras e tem que chamar estrangeiros para cobrir o rombo.
É uma pena isto, porque o México cogita acabar com o monopólio de exploração da PEMEX justamente porque, por meio de políticas demagógicas, não investiu-se em adquirir know-how em explorar águas profundas. A Petrobras, ao invés de disputar ao redor do mundo leilões (pois tem expertise para tanto), e gerar excedentes para o Estado brasileiro, não consegue nem explorar sozinha um Campo com petróleo já encontrado.
Raí
22 de outubro de 2013 12:49 pmO pré-sal, passado a limpo.
“Os extrangeiros entrarão só com a grana”
Caro Arthur, é exatamente este o ponto. A Petrobras, entendendo-se que ela está descapitalizada, e os motivos desta descapitalização, você mesmo enumerou na seu comentário, e se não leiloássemos estes campos petrolíferos, continuaríamos “deitados no bêrço explêndido” sobre o qual dormimos estes 2013 anos, e assim ficaríamos, pois não temos, nem teremos recursos sufucientes para tal projeto de exploração em águas profundas, estas nossas riquezas, que exigem tantos investimentos, para virarem realidade financeira, e esta parceria, vai trazer os recursos de fora, para aqui serem aplicados, e desenvolver todos os setores relacionados à exploração submarina e afins.
Sobre a crítica(implícita) do Azenha, eu replico-o, com a informação de que não serão cêrca de 60% que ficará com a Petrobras, e sim, 81,67% conforme acôrdado entre as partes. Entraremos com a exploração, prospecção, distribuição destas reservas minerais marítimas, e os sócios extrangeiros entrarão com os recursos, e com a crença, de que o retôrno financeiro e lucrativo de suas aplicações, é seguro e confiável, dadas as garantias de cumprimento dos contratos, pela Presidenta Dilma.
ArthurTaguti
22 de outubro de 2013 1:17 pmRaí,
A questão sobre o
Raí,
A questão sobre o financiamento não foi suficientemente discutida. Vários especialistas bateram na tecla que o Estado brasileiro possui sim condições de assegurar que a Petrobras explore Libra sozinha, e foram rejeitados.
Agora Nassif diz a mesma coisa, só que o governo brasileiro não colocou todas as opções na mesa antes de efetivar o leilão.
Faltou discussão, faltou maiores esclarecimentos, faltou a população ser chamada novamente a decidir sobre a exploração do Pré-Sal (igual ocorreu nas eleições de 2010).
Mauro D
23 de outubro de 2013 12:45 amE iríamos esperar quanto
E iríamos esperar quanto tempo para que a Petrobrás se capitalizasse não só para ter recursos de perfuração e exploração, mas também capacidade de refino, já que ela está construindo novas refinarias e ainda assim não seria suficiente.
Não podemos ficar em busca do ideal e perder de vista o real.O dinheiro vai ser investido em educação e em saúde, enquanto isso o país faz o quê?
Que interesses havia por trás do cancelamento?A quem interessa o seu cancelamento?Aos mesmos que entregaram a Vale por 1 décimo do seu valor, e queriam entregar a petrobrás?
maria rodrigues
22 de outubro de 2013 12:06 pmVilla da tv Cultura, Aécio,
Villa da tv Cultura, Aécio, entre tantos opositores de Dilma, estão chocados por ela vir usando as televisões pra fazer campanha política. Como se fosse ele, ou qualquer outro que estivesse no lugar dela, capaz de engolir sozinho o sucesso de um leilão como o ontem havido. Aécio fala de Dilma com tanta fúria, que parece mesmo odiá-la, quase igualando-a a Bolsonaro, ou aos jornalistas doentes.
Hoje será o dia em que a Presidente vai sancionar o Programa Mais Médico. Lá vem mais contestações. Se os Black Blocs aparecerem no Congresso com suas truculências, vou achar que os tucanos estão de mãos dadas com eles. Aliás, só faltava José Serra estar mesmo, com uma máscara mais feia que a cada dele.
CELSO ORRICO
22 de outubro de 2013 12:36 pmsó no Rio
vc notou que teve manifestações dos petroleiros no país inteiro e só no Rio os BBs , uma meia duzia , apareceu para queimar e arrebentar? será que a Cidade Maravilhosa tomou de Sampa o cetro do reacionarismo? a saber..
IV AVATAR
22 de outubro de 2013 12:08 pmE se tivesse sido um péssimo negócio, como seria?
A União e não a Petrobrás tinha 100% de Libra. Diziam que a Petrobrás iria ficar com 0%, que tudo ficaria nas mãos de empresas privadas. Isso não ocorreu. A Petrobrás agora tem 80% e não houve venda e sim direito de concessão por um determinado tempo. O negócio foi tão vantajoso para o Estado brasileiro que grandes petrolíferas americanas cairam fora do negócio. Ou vc acha que elas não estariam dentro se fosse uma transalação a la privataria tucana
Haroldo Lima: “Propriedade”, “concessão” e “gestão”
Parte 2
O contrato de concessão, hoje em vigor no Brasil, no setor petrolífero, é de um tipo moderno, que prevê alíquotas crescentes de acordo com a produtividade do campo em produção.
Por Haroldo Lima*
Mas, pode ocorrer a conveniência de o Estado alterar até o tipo de contrato existente, substituindo o contrato de concessão pelo contrato de partilha da produção, que foi o que ocorreu no caso do pré-sal brasileiro. Como era região altamente prolífera, resolveu-se encaminhar ao Congresso legislação específica fazendo essa alteração.
O móvel da mudança foi o interesse nacional. O contrato de partilha, que será aplicado pela primeira vez no campo de Libra, resultará: 1) no estabelecimento de royalties de 15% (e não 10% como nas concessões de hoje); 2) em um mínimo de 41,56% do excedente em óleo (que é a parte do óleo extraído após pagar o custeio)que ficara com a União; 3) em pagamento de imposto de renda e outros impostos; 4) no pagamento inicial de um bônus de assinatura de R$15 bilhões; 5)na criação de um empresa 100% estatal para representar a União em toda a execução do contrato.
Como resultado da soma dos royalties com a parcela que caberá à União do excedente em óleo e dos impostos que receberá, a União receberá, da produção de Libra, no total, de 75% a 80%, índice dos maiores do mundo.
Anteriormente à descoberta de Libra, havia sido descoberto Franco, cujo tamanho regula com o de Libra. O Governo deliberou ceder Franco à Petrobras para, sem licitação, e sem pagar bônus de assinatura, capitalizá-la.
Na discussão desse tema, tem-se ouvido a ideia de que melhor seria voltar ao monopólio estatal do petróleo.
O monopólio foi algo essencial na história do petróleo no Brasil. Sem ele a Petrobras não tinha condições de se manter. Temos que saudar sempre a grande campanha de 1953, chamada de “O petróleo é nosso”, capitaneada pelo Centro de Estudos e Defesa do Petróleo, presidida pelo general Felicíssimo Cardoso, o “general do petróleo”, “general e comunista”, como ele próprio se definiu.
A Petrobras ficou 44 anos como a executora exclusiva do monopólio da União nos negócios do petróleo, exceto da distribuição e revenda. Neste tempo, pagava royalties de 5% (a partir da ANP passou a ser 10%, na partilha será 15%); não pagava Participação Especial, imposto de renda, outros impostos. Ganhou musculatura.
Quando, no governo de FHC, foi proposto o fim do monopólio, todos nós da esquerda ficamos contra, sabedores de que, logo depois da quebra do monopólio, viria a privatização da Petrobras. E falo aqui de privatização efetiva, da venda da Petrobras, da mudança de seu proprietário, que deixaria de ser a União brasileira e passaria a ser algum grande grupo estrangeiro. Já contei, até em livro (“Petróleo no Brasil”) como este plano sinistro foi barrado no Congresso Nacional, com base na movimentação da esquerda e de outros nacionalistas, que contou com uma greve, movimentos sociais e com a resistência de parlamentares, onde se destacaram os do PC do B, do PDT, do PSB, do PT e de setores do PMDB.
O marco petrolífero que surgiu no Brasil, após a vitória que impediu a privatização da Petrobras, e que está aí, é o de um mercado aberto com forte presença de empresa estatal e com a regulação de uma Agência, a ANP, a única a surgir no Brasil, naquele período, para regular um setor onde não houve privatização.
No momento em que a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo passaram a ser dirigidas por pessoas comprometidas com a perspectiva desenvolvimentista para o Brasil, a partir do primeiro governo de Lula, a Petrobras cresceu como nunca em sua história.
Paralelamente, o quadro mundial no setor petrolífero se alterou bastante. As onze maiores petroleiras detentoras de reservas do mundo passaram a ser estatais, entre as quais a Petrobras. E nenhuma delas se apoiava mais em monopólio de petróleo. Este, o monopólio, simplesmente acabou no mundo do petróleo, só sobrevivendo em um país dos que tem petróleo, que é o México, onde, recentemente, toda uma planificação está sendo feita para acabar com o monopólio, visto como um dos fatores que tem levado a Pemex a perder posições.
O monopólio da União sobre a pesquisa e a lavra do petróleo, a refinação e o transporte do óleo e derivados está de pé, é constitucional (Art. 177 da Constituição). A Petrobras deixou de ser a executora exclusiva desse monopólio. Simplificadamente diz-se que a Petrobras não tem mais o monopólio. Voltar a ter esse monopólio, hoje, independente das boas intenções de quem a defenda, é ideia anacrônica, retrógrada.
Por último, vale fazer uma referência à questão dos “contratos de gestão” na China.
Quando o PCCh realizou seu 13° Congresso, em 1987, o assunto foi investigado e formulações foram feitas e publicadas. Em uma delas (“Decimo Terceiro Congresso Nacional do Partido Comunista da China”, Beijing, 1987) afirma-se o princípio da “separação entre o direito de propriedade e o direito de gestão”, declarando-se que “as empresas de propriedade de todo o povo não podem ser operadas por todo o povo e em geral não convém que o sejam diretamente pelo Estado; toda tentativa de impor semelhante prática no passado asfixiou o vigor e a vitalidade das empresas”.
A documentação mostra que há duas regulações na China, a do Estado, feita através da “assinatura de contratos”, e a do mercado, feita pelas empresas. A visão sintética é que “o Estado regula o mercado e este orienta as empresas”.
Em 1988, a Assembleia Nacional Popular da China aprovou a “Lei das Empresas Industriais Estatais” que, entre outras coisas diz: “As propriedades das empresas são de todo o povo e o Estado outorga os direitos de administração às empresas de acordo com o princípio da separação do direito de propriedade do direito de gestão”. Regulamentos dessa Lei, aprovados em julho de 1998, definem 14 prerrogativas que têm as empresas gestoras, que, assim funcionam, e funcionam bem, dentro de parâmetros bem definidos.
*Haroldo Lima é Membro do Comitê Central do PCdoB.
http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=226853&id_secao=357
João Sabóia Jr.
22 de outubro de 2013 12:20 pmpor Luiz Carlos Azenha
Foi
por Luiz Carlos Azenha
Foi tudo bem. Ganhamos! Partilha não é concessão, que não é privatização. Quem você pensa que somos? O Brasil é pobre e não tem dinheiro para fazer as coisas sozinho. Todos os que não concordam com o discurso oficial foram definitivamente hipnotizados pelo Plínio de Arruda Sampaio. O carioca nem ligou para o leilão e curtiu a praia, que esse negócio de petróleo é muito complicado para ele. A China vai nos salvar dos Estados Unidos! Só o black bloc quer estragar a festa. Todo mundo que não concorda é ressentido, tucano ou ultraesquerdista — menos o Arnaldo Jabor e a Miriam Leitão, que aplaudiram o leilão. Gabrielli? Fracassado. Metri? Sindicalista! Requião? Gagá. Petroleiros? Oportunistas. Comparato? Dinossauro.
Estes foram alguns dos argumentos brandidos nas últimas horas em torno do leilão de Libra. Mas, se tudo é tão simples assim e o leilão foi um grande negócio, por que o desespero, a tentativa de sufocar as opiniões contrárias? Será que foi mesmo um grande negócio, que nem merecia um amplo debate no Congresso Nacional e com os brasileiros, que são donos dos recursos “partilhados”?
O Viomundo insiste que seu papel é suscitar o debate e ouvir quem não tem espaço na mídia corporativa, cujos grandes patrocinadores foram contemplados hoje com uma fatia considerável do petróleo descoberto pela Petrobras no pré-sal.
Por isso fomos ouvir o professor Ildo Luís Sauer, diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, depois do leilão, que segundo o blog do Planalto foi um grande sucesso.
Ele tem um currículo que o qualifica, no mínimo, a ser ouvido:
Graduado em Engenharia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1977), possui mestrado em Engenharia Nuclear e Planejamento Energético pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1981), doutorado em Engenharia Nuclear pelo Massachusetts Institute of Technology (1985) e Livre Docência pela Universidade de São Paulo (2004). Servidor público desta instituição desde 1991, é Professor Titular e atual Diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia, tendo exercido os mandatos de Diretor da Divisão de Ensino e Pesquisa e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Energia até 2011. Nesse Instituto, já exerceu os cargos de Coordenador de Pesquisas em 1994 e 1995 e Coordenador do Programa (Interunidades) de Pós-gradução em Energia, de 1999 a 2003, concomitantemente com a Presidência da Comissão de Pós-graduação. Esteve licenciado entre 31/01/2003 e 24/09/2007, para exercer o cargo de Diretor Executivo da Petrobras, responsável pela Área de Negócios de Gás e Energia. Nesse período, consolidou e expandiu os segmentos de gás natural, de fontes renováveis, de biocombustíveis e de geração e comercialização de energia elétrica. Ainda na Petrobras, exerceu os cargos de Secretário Executivo do CONPET, diretor da Petrobras Energía Participaciones S.A. e diretor da Petrobras Energía S.A. Representou a Petrobras nos eventos globais “IPCC Expert Meeting on Industrial Technology” (IPCC/UNEP, Tóquio, 2004) e “Meeting with Business Leaders on G8 Priorities” (WEF/UK Government, 2005). Realizou atividades de assessoria na empresa Tecsauer Consultoria Ltda., na área de projetos, ensaios e garantia da qualidade para o desenvolvimento de projetos de plantas térmicas e de equipamentos, entre 1989 e 1991. Entre 1986 e 1989, foi servidor público na Coordenadoria de Projetos Especiais do Ministério da Marinha, COPESP, exercendo o cargo de Gerente de Projeto de Desenvolvimento do Circuito Primário de uma planta nuclear protótipo tipo PWR de aproximadamente 48 MW. Nesse período, foi responsável pela coordenação técnica e administrativa dos projetos conceituais básicos e executivos, envolvendo áreas de termo-hidráulica, mecânica, análise estrutural, blindagens nucleares, instrumentação, arranjo e integração, interface com controle de planta e programa experimental. Publicou 17 artigos em periódicos internacionais, quatro livros, além de contribuir com capítulos em outros seis livros, de autores distintos. Concluiu até o momento a orientação de 36 dissertações de mestrado e onze teses de doutorado. Supervisionou também trabalhos de pós-doutorado e iniciação científica. Participou de mais de 130 bancas examinadoras e dez bancas de comissões julgadoras. Foi agraciado com cerca de 10 prêmios e títulos. Participou, como convidado, de algumas dezenas de eventos e concedeu inúmeras entrevistas. Em 2008 recebeu, das mãos da Secretária Geral da Campanha ”O Petróleo é Nosso”, Maria Augusta Tibiriça, o título de “Membro Honorário da Associação de Engenheiros da Petrobras – AEPET”. É natural de Campina das Missões, RS, onde foi Presidente do Grêmio Estudantil Tiradentes, em 1969-70, Secretário Executivo do Sindicato de Trabalhadores Rurais 1971-74 e Goleiro do E.C. Cruzeiro, 1972-74, do qual é sócio-fundador, membro da Diretoria do EC Cruzeiro e do Clube Bela Vista.
Depois de falar à agência alemã Deutsche Welle, Sauer atendeu o Viomundo.
O ideal é ouvir a entrevista completa, logo abaixo.
Porém, em resumo, ele disse:
– Ninguém tem todo o dinheiro para bancar a exploração de Libra. As empresas Shell e Total vão ao mercado financeiro obter os recursos depois da certificação do petróleo existente em Libra, num papel que ele definiu como de “office-boy” da Petrobras. De fato, a Petrobras fará o trabalho pesado — tem tecnologia e conhecimento para isso. As parceiras terão, lá na frente, um lucro desproporcional ao investimento feito agora.
– O leilão foi um erro estratégico, pois junta num mesmo consórcio interesses antagônicos. Os chineses, assim como os norte-americanos, representam os interesses dos consumidores. Trabalham pelo menor preço possível do petróleo. Ao Brasil, segundo Sauer, não interessa uma produção acelerada que contribua para derrubar os preços, como está escrito na estratégia oficial de energia dos Estados Unidos.
– A ideia de que a presença dos chineses no consórcio protegeria o Brasil da IV Frota dos Estados Unidos é uma “piada”, segundo Sauer, já que os interesses de Estados Unidos e China, como grandes consumidores, são convergentes quando se trata do preço internacional do petróleo.
– Não dá para calcular, ainda, exatamente com quanto o Brasil ficará da produção de Libra. Por volta de 60%, segundo Sauer, quando o padrão internacional para empresas estatais é de 80% (no caso da PDVSA venezuelana e da Aramco, da Arábia Saudita). Seria diferente se, por exemplo, o governo tivesse optado por contratar a Petrobras diretamente, o que está previsto em lei. Na opinião de Sauer, houve um crime contra o Brasil, na medida em que o país buscou sócios para partilhar petróleo já descoberto. Em resumo, na opinião dele houve entreguismo equivalente à da venda da Vale do Rio Doce por Fernando Henrique Cardoso.
– Muito embora a juiza da ação tenha se negado a dar liminar, Sauer ainda acredita na possibilidade de cancelamento do leilão, na ação que move ao lado do professor Fabio Konder Comparato.
Quer ouvir apenas a explicação oficial? Ou apenas a da mídia corporativa? Se quer ouvir uma opinião diferente para ajudar a forma a sua, nos ajude assinando o Viomundo.
Mauro D
23 de outubro de 2013 12:35 amQuero saber que interesses e
Quero saber que interesses e motivações tem o Ildo Sauer, que foi do governo Lula e saiu de lá?
Isnard
23 de outubro de 2013 1:20 amApenas uma questão:Em quNTO
Apenas uma questão:Em quNTO TEMPO MONARÍAMOS UMA DEFESA MILITAR EFETIVA PARA QUE GARANTÍSSEMOS ASOBERANIA NACIONAL SOBRE NOSSAS RIQUESAS.Ora,tecnicamente é até correto o que se disse poré,militarmente muma utopia pra lá de preocupante.NINGUÉM tem ou pode ter “coraghem” de dizer a real motivação do leilão,cada qual em sua especialização e cargo e responsabilidade.Imagina dilma,Lula oi gabrielli ou mesmo o Professor entrevistadodizendo que arazão principal é montar uma linha dde defesa militar para o frágil Brasil que tem munição para apenas uma hora de combate,caso seja atacado.Nem voce pode dizer isso caro Azenha,pela posição que ocupa e vpoce sabe bem disso.voce,mais que eu,sabe das tentativas da quarta Frota quando da descoberta do pré sal.Acho que não preciso dizer mais nada,né.Um abraço.
hc.coelho
22 de outubro de 2013 12:25 pmÓtimo negócio, ganhamos a big sena 100.000 vezes
O pais ganha uma bolada de 4 mil bilhòes de ingressos e 1 mil bilhão, um tilhão, para a educação e a saude nos proximos 30 anos e este pessoal vem com firulas e contas fajutas de pessima matemática, que não foi 87 mas 86%, ou sei lá o que? Ah! o modelo?. Que modelo?. Regras claras e discutidas e foi aprovado no congresso, e é lei.
Já pensaram se o psdb/serra/pig tivessem vendido a “petrobrax” a preço de banana? Pederiamos 100.000 big senas numa boa. a troco de nada. Isto dá bem uma idéia do desastre dos seguidores do robert fields que sempre detestaram a Petrobras, senão o próprio país.
Viva, viva, viva. Só o desespero do pig e do psdb mostra a grandeza do ganho, mas tem uns bobos que ainda protestam que não devia ser assim. Que bobagem em cima de algo tão grande e bom.
100 mil megas de 40 milhões.
Assis Ribeiro
22 de outubro de 2013 12:32 pmÉ uma chiadeira de dar dó
O governo irá faturar milhões, bilhões, do poço de libra que já tinha sido entregue à própria Shell e Petrobras, além da Chevron à preço de banana, e que foi devolvido ao país em 2001 por não terem achado petróleo por lá.
ArthurTaguti
22 de outubro de 2013 12:40 pmAí que tá. Petróleo não
Aí que tá. Petróleo não encontrado, você disse.
O Gabrielli, na entrevista de PHA, ressaltou que o regime de concessão é próprio para áreas de alto risco, em que não se sabe se haverá ou não petróleo.
Tanto que, querendo ou não, o Estado brasileiro ganhou com essa, quando a Chevron pagou um bônus de assinatura alto e não encontrou nada.
Agora, a questão está em leiloar petróleo já encontrado. O lucro é certo, e entregar parcela dele a empresas que sequer tem o know-how da Petrobras para tanto, é que está em discussão.
peregrino
22 de outubro de 2013 12:45 pmpois é…
bom dia, Assis
tava tudo parado e o leilão deu o impulso que faltava.
E se continuasse parado seria vendido a preço de banana no primeiro governo dos tucanoleiros trairas
peregrino
22 de outubro de 2013 12:38 pmleilão passou ao largo do faroeste eleitoral…
finalmente o futuro ou a incerteza do Pré-Sal deixou de ser um estagio no desconhecido para ser, com Libra, uma das melhores oportunidades que já tivemos para antecipar e confirmar……………….
se não for 80, será 8, mas o importante mesmo é que aprenderemos como chegar aos 80 juntos, governo, empresas e povo
o Pré-Sal é muito mais profundo do que muitos imaginam. E sem grana e tecnologia adequada por lá ficaria, governo após governo.
meta uma coisa na cabeça de vocês: dinheiro fácil e de imediato só beneficia investidores
Assis Ribeiro
22 de outubro de 2013 12:40 pmAos que queriam as Americanas, ou simplesmente “melar”.
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
e viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Luís Vaz de Camões
IV AVATAR
22 de outubro de 2013 12:51 pmAos poucos o céu está se desanuviando, ainda bem
O debate é salutar, só assim para, aos poucos, compreendermos o que de fato ocorreu
Leilão de Libra: dos males, o menor
21/10/2013
Para CUT, escolha do consórcio liderado pela Petrobrás está longe de ser o melhor cenário, mas seria pior sem a pressão dos movimentos sociais
Escrito por: Luiz Carvalho
CUT e movimentos sociais foram ao Rio de Janeiro para dizer não ao leilão de Libra (Foto: Nando Neves)Conforme previsto, o consórcio formado pelas chinesas CNPC e CNOOC, pela anglo-holandesa Shell, pela francesa Total e pela Petrobrás* venceu o leilão do campo de Libra, localizado na Bacia de Campos, na tarde desta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro.
Na divisão, a Petrobrás terá 40% e também atuará como operadora. A Shell e a Total ficam com 20% cada, enquanto as duas chinesas terão 10%. Para isso, o grupo terá de pagar R$ 15 bilhões de bônus para explorar a área pelos próximos 35 anos.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o leilão foi um equívoco. Porém, entre os cenários possíveis, o resultado foi o menos prejudicial. “O Brasil não deveria ter feito o leilão de Libra. A Petrobrás deveria explorar 100% do nosso petróleo. Essa é a posição da CUT e da FUP (Federação Única dos Petroleiros). Mas, mesmo não sendo o que a gente defendia, o resultado foi o menos pior, pois garante o controle nacional tanto da extração quanto da exploração e 40% do lucro”, explica.
Vagner ressalta ainda a importância da mobilização comandada pela FUP para impedir que nem mesmo esse percentual de petróleo ficasse em território brasileiro.
Coordenador da Federação, João Antônio Moraes, acredita que ainda é possível lutar contra o resultado na Justiça. “Veremos agora quais passos teremos que dar para lutar contra o resultado no campo Jurídico e manteremos nossa luta para continuar conscientizando a população sobre o prejuízo de 60% das reservas de Libra estarem em mãos estrangeiras”, criticou.
Moraes comenta que a entrada de empresas transnacionais não ajudam a economia brasileira, porque o investimento não é feito aqui. “A Shell, grande vencedora do consórcio, fará o que tem feito até agora: não vai comprar navios brasileiros, não vai investir em petroquímica ou no refino e ainda precarizará as relações de trabalho, como já faz, com a contratação praticamente total de terceirizados para fazer um trabalho que deveria ser responsabilidade da própria empresa, colocando em risco também meio ambiente e comunidades”, explica.
Para o dirigente, mesmo a manutenção da produção nas mãos da Petrobrás não representa uma vitória. “Na teoria, a Petrobrás será responsável pela produção. Na prática, porém, 60% do controle estão em mãos estrangeiras. Portanto, a lógica de extração, produção e investimento será estrangeira.”
Entenda o caso – A licitação foi a primeira na era do pré-sal e inaugurou um modelo de partilha em contraposição ao processo de concessão que antes era praticado no país. De acordo com o novo sistema, aprovado em 2010 pelo ex-presidente Lula para substituir o regime de Fernando Henrique Cardoso, as empresas não têm mais propriedade do petróleo e do gás extraídos. A posse cabe à União, que recebe da empresa vencedora parte da produção, já sem custos. No caso de Libra, no máximo 41,65% do lucro em óleo ficam no país.
Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o campo tem capacidade de produção entre 12 e 15 bilhões de barris de petróleo, o equivalente a toda a reserva nacional – em torno de 14 bilhões – e renderia mais de dois trilhões de dólares ao país.
Greve continua – Mesmo com o fim do leilão, a greve dos petroleiros, que começou no último dia 16, continua como parte da campanha salarial que exige melhores condições de trabalho e o arquivamento do Projeto de Lei 4330 da terceirização, que tramita no Congresso Nacional.
* A CUT grafa Petrobrás, com acento, em repúdio à tentativa de mudança de nome da estatal pelas mãos do ex-presidente FHC, em 2000. Ele queria transformar a empresa em Petrobrax para tornar o nome mais palatável e vender ao capital estrangeiro um dos maiores patrimônios brasileiros. Graças à mobilização da classe trabalhadora e ao fim do governo tucano, felizmente, só perdermos o acento.
http://www.cut.org.br/destaques/23880/leilao-de-libra-dos-males-o-menor#ad-image-0
SergioMedeirosR
22 de outubro de 2013 12:56 pmPETROBRAS de US$ 3 bi a – Libra – R$ 1 TRILHÃO
Alguns argumentos são ponderáveis, mas ouvir críticas acerca de que o leilão de Libra foi um mau negócio para o Brasil, daqueles que privatizaram a Vale do Rio Doce por US$ 3 bilhões e queriam privatizar a PETROBRAS por igual valor, é algo que devia ser inimaginável.
O leilão de Libra (campo de petróleo do pré-sal) ou seja, um dos (ainda que seja o maior), deverá carrear para o Brasil, valores que deverão chegar a casa do TRILHÃO de reais.
E a PETROBRAS pemanece inteira, incólume, e, ainda, poderá sair desta como a maior petrolífera do mundo.
Mesmo que isso não aconteça de pronto, não se pode esquecer que a partir da exploração do campo de Libra, logo a seguir se abrirão outras grandes oportunidades para que a PETROBRAS, capitalizada, com ampliação da expertise tecnológica e cada vez mais robusta, explore 100% de outros campos de petróleo na área do pré-sal.
Os dados concretos e as perspectivas futuras são exponencialmente diversas, e, nesse segundo cenário, o principal problema é gerenciar a riqueza, sem perder nada da soberania, nem do poder indutor do Estado, que fortalece de forma ímpar a PETROBRAS e o mercado nacional.
Avelino de Oliveira
22 de outubro de 2013 12:56 pmHá sim, uma mudança, na Geopolítica energética.
Caro Nassif e demais
Há sim, mudanças, na Geopolítica energética, China superou os EUA como importadora de petróleo. O gás natural se tornou uma nova fonte de energia, e, diga-se de passagem, tem muito dele, em Libra.
Saudações
Diogo Costa
22 de outubro de 2013 12:59 pmMaracanazo da Dilma
Sabe quando o seu time empata fora de casa e decide a final nos seus próprios domínios, com o estádio abarrotado e precisando apenas ganhar por um a zero para ser campeão?
Pois é, aí o time adversário perde dois jogadores expulsos, o juiz dá um gol de mão para os mandantes e mesmo assim os visitantes vencem de virada, por seis tentos a um!
Silêncio sepulcral após o apito final…
A direita e o esquerdismo estão hoje com a cabeça inchada, chorosos e pesarosos pela goleada que tomaram!
#MaracanazodaDilma!
Sérgio T.
22 de outubro de 2013 4:30 pmComo é?
Diogo, esse tipo de comentário é abaixo da crítica! Parece que saiu da lavra daquele “quedour”, ou de outros idiotas que aqui orbitam… Agora não somos mais brasileiros e patriotas, somos crianças à aprender com iluminados? Eu realmente preferiria que a Petrobras recebesse dinheiro do BNDES (ele empresta dinheiro para um monte de merda mesmo, e Libra não é uma merda) e tocasse o projeto sozinha… Mas claro, dizer que foi “entrega” do nosso petróleo é um exagero…
Então permita-me em primeiro lugar criticar, que não existe consórcio entre a direita e o que você chama de esquerdismo em outro comentário… Há apenas brasileiros opinando com concordâncias e críticas ao que foi feito. Essa ligação que você insinua é mentira!
Também há petroleiros botando a corda no pescoço por uma mistura de campanha salarial e leilão de Libra que eles não pediram. Inclusive a coisa é tão mais complexa que até parte da oposição à FUP/CUT está unida em torno do episódio. Só falta você dizer que eles (eu nem falo por mim, pois estou pertinho da linha de chegada) têm que se ferrar e perderem seus empregos, por não estarem ao seu “lado”…
Pois bem, masturbe-se então, mas não se esqueça que tudo na vida (e na política) é fluído e mutante, e parodiando o tal do Paulo Preto, eu jamais deixo companheiros sózinhos na beira da estrada, e só saio do movimento quando todos saírem, isto se chama solidariedade de classe, algo que certas pessoas traíras costumam se esquecer demais da conta. Aqui tá cheio de pelego (vários que não chegam nem perto de movimentos populares) com suas “lógicas”… Eu comecei nessa luta (inclusive a trabalhar com carteira assinada) no tempo do Geisel, um cara que em função da idade, você só conheceu de “orelhada”…
Reafirmo, este comentário não está a sua altura, vai com calma cara! E realmente eu esperava de você uma análise solidária, vendo todos os lados… Inté.
Sérgio T.
22 de outubro de 2013 4:38 pmDilma faz pronunciamento
Dilma faz pronunciamento professoral para explicar leilão da Libra
A presidenta Dilma acaba de fazer uma pronunciamento do tipo professora em sala de aula. Papel que ela, aliás, desempenha muito bem. Dilma é melhor desfilando números e debatendo questões técnicas, do que fazendo discursos políticos.
Os números que foram apresentados pela presidenta é que devem pautar o debate dos próximos capítulos.
Segundo ela, nos próximos 35 as empresas pagarão ao país quase 1 trilhão de reais (270 bi em royaletes, 736 bi a título de partilha entre o Estado e as empresas e 15 bi em bônus). Boa parte desses recursos será aplicado em saúde e educação. “Uma pequena revolução benéfica e transformadora em nosso país.”
Dilma ainda ressaltou que esse não é o único resultado a se comemorar. O país terá plataformas, gaseodutos, linhas de produção, submarinos etc. que também serão produzidos no Brasil por conta do pré-sal. E vão gerar riquezas internas.
E para cravar a espada no coração dos que a criticam disse que: “85% de toda a renda do campo de Libra vão ficar com o Estado brasileiro e à Petrobras. E isso é muito diferente de privatização”.
O discurso da presidenta serviu para organizar a defesa do seu governo em relação ao leilão de hoje. Há, porém, muito a ser explicado nos próximos anos. O movimento sindical petroleiro, que é custista, diga-se, atirou contra o leilão com todas as forças. E da parte dos privatistas, o tiroteio não foi pequeno. Os tiros desse setor, porém, não resultam em perdas políticas. Os dos petroleiros, porém, têm outro peso.
Dilma é uma gestora muito acima da média. Seus defeitos são outros. Diáloga muito menos do que Lula. E neste caso, como em outros, conversar mais poderia ter ajudado.
De qualquer forma, seu pronunciamento melhora a posição do governo. Porque até o momento, a comunicação em relação a Libra, tinha deixado muitíssimo a desejar. Mesmo para iniciados estava difícil entender o que o governo defendia. E isso explica muito dos problemas do atual governo. A falta de comunicação. Ou a comunicação errática.
http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/10/22/dilma-faz-pronunciamento-professoral-para-explicar-leilao-da-libra/
Zanchetta
22 de outubro de 2013 11:16 pmEla explicou o que era
Ela explicou o que era “aquela coisa por trás das crianças, oculta? Um cachorro…”
Paulo Cezar
22 de outubro de 2013 12:59 pmLIBRA EM NÚMEROS
O Percentual de óleo que ficará no Brasil a principio realmente se aproxima de 81,6 %, porém em relação a renda proveniente deste óleo 75,8 % ficarão no país com certeza – Percentual do governo no lucro + dividendos do governo na Petrobras – , o restante, relativo a participaçãoes acionárias privadas na Petrobras poderá ficar ou não.
Percentual do Lucro que ficará com o estado
seg, 21/10/2013 – 20:35
Baseando-me no estudo cujo link colocarei abaixo. Fiz um cálculo (figura 1 ) que indica que o percentual do lucro que ficará com o governo no regime de partilha é pelo menos 12 pontos percentuais ( ~80 bi de dólares ) maior do que o cenário do regime de concessões para campos com grande produção em aguas profundas – sendo que o percentual tende a piorar com valores maiores do barril ( tabela 1 ) . E no mundo trata-se do terceiro melhor regime em termos de remuneração governamental, com 69 %, só perde para o modelo chinês e Venezuelano, igualando-se ao Russo (tabela 2 ). E levando-se em conta o dividendo da Petrobras a que tem direito o governo a participação aumenta para 76 %, a segunda melhor do mundo.
Acrescento a isso tudo o fato da Petrobras ser OPERADORA ÚNICA, isso é o principal fator diferenciador dos modelos e garante controle da união sobre o ritmo de exploração, conteúdo nacional do fornecimento de bens , acuidade das informações sobre a quantidade de óleo sendo retirado, etc, etc, etc ! Fatores importantíssimos para garantir que a exploração do campo garanta o desenvolvimento ao país e remunere corretamente o estado em uma indústria marcada pela trapaça e cobiça.
Dito isso acrescento que não acho a partilha a melhor opção para Libra, e sim o artigo 12 da lei, que permite a contratação da Petrobras diretamente pelo governo para explorar o campo, porém não há como negar que o regime de partilha é muito superior ao de concessões e não é de maneira nenhuma uma entrega do petróleo aos estrangeiros, pelo contrário, tem sido até criticado como “estatizante”….
Fonte: http://www3.tesouro.fazenda.gov.br/Premio_TN/XVIPremio/financas/2tefpXVIPTN/Tema_4_2.pdf
peregrino
22 de outubro de 2013 1:04 pmo que é encontrado, mas não é acessível…
tem tanto valor de face quanto uma nota de mil reais
Assis Ribeiro
22 de outubro de 2013 1:05 pmUm belo artigo de 2010
Gabrielli: concessão e partilha e impacto na Petrobras
Enviado por luisnassif, seg, 08/11/2010 – 10:39 – Atualizado em 08/11/2010 – 16:17
Se Congresso aprovar, três regimes distintos:
1. Concessão: para áreas de alto risco exploratório e de fronteira (baixa probabilidade de retorno). Vão continuar existindo.
2. Consolidado o regime da cessão onerosa. Petrobrás adquiriu 5 bilhões de barris em regime semelhante à 9478 (concessão) com algumas diferenças.
3. Regime de partilha, especificamente para o pré-sal.
Diferenças
Concessão: expectativa de ganho das empresas caracteriza o bônus de entrada no leilão. Empresa e governo fazem avaliação do valor futuro da reserva potencial. Cálculo do valor do barril, abate custos exploratórios e riscos exploratórios. Com base nisso, se paga ao governo. Se no futuro, renda petroleira maior, determinado pela posição inicial. Em alguns países, mudança futura na tributação, compensando. No caso brasileiro, mantém-se as regras.
Na partilha, combina uma determinada proporção do lucro/oleo, repartido entre governo e empresas. Dá aos governos parcela maior da renda petroleira que sistema de concessão.
Contrato de serviço: empresa recebe tarifa fixa para atividade. Só tem sentido quando abundância de reservas e empresas que não tem acesso nenhum a reservas e aceitam se portar como prestadoreas de serviços.
Pré-sal tem baixo risco exploratório. Embora riscos de desenvolvimento e de exploração. Portanto, a parcela da renda petroleira para governo será maior.
Segundo ponto importante.
No modelo brasileiro proposta ao Congresso, Petrobras é operadora única. Todos os blocos que forem colocados em licitação vão ter como operadora a Petrobras.
Ela será a responsável pelo conteúdo local, que determina a contratação e o ritmo.
A operação não dá ganho adicional em si, mas ganho intangível que é o conhecimento da área e a otimização do sistema montado.
Duas alternativa para governo.
No caso Libra, ou colocar 100% para Petrobras ou poderá leiloar 70% de Libra para que empresas compitam.
O principal componente não será bônus de entrada, mas a proporção do lucro/oleo que virá para governo.
Petrobras terá que acompanhar o que o leilão definir.
Se lei não for aprovada, se irá para a concessão.
Legislação brasileira fala do pré-sal e áreas estratégicas futuras, a depender da definição do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Tem flexibilidade regulatória para gerir capacidade do país.
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/gabrielli-concessao-e-partilha-e-impacto-na-petrobras
Assis Ribeiro
22 de outubro de 2013 1:19 pmA volta da crítica sobre partilha ou concessão
Entenda como funciona o modelo de partilha, adotado no Campo de Libra
O regime de exploração adotado pelo governo em 2008, após a descoberta do pré-sal, gerou polêmica e afugentou grandes companhias do leilão que ocorre nesta segunda-feira 21
Por Keila CÂNDIDO
O regime para exploração do campo de Libra, o maior já anunciado no Brasil, com capacidade para extração de 1,4 milhão de barris por dia, gerou polêmica e levantou críticas de alguns analistas do mercado. Em 2008, quando o pré-sal foi descoberto, o governo mudou o modelo de exploração, que passou a ser de partilha, e não mais de concessão. Gigantes do setor como a norueguesa Statoil, a americana Chevron e a britânica BP teriam perdido o apetite pela área, em função da mudança, optando por ficar de fora do leilão de Libra. Isso porque as regras estabelecidas pelo governo brasileiro não davam garantias necessárias aos investidores, que preferiram não correr o risco de perder rentabilidade. As incertezas e o desconhecimento sobre o novo marco regulatório afugentou as grandes companhias. Mas, se o novo regime for bem sucedido, as empresas podem voltar num segundo momento, acreditam especialistas em petróleo.
Entenda a diferença entre os dois modelos:
Concessão
As primeiras regras de exploração, estabelecidas no final da década 1930, determinavam que o petróleo pertenceria à União, mas as empresas poderiam explorar sob o modelo de concessão. Neste regime, o governo concede ao setor privado, por meio de licitação, o direito de exploração dos campos. O concessionário é dono de todo o petróleo que extrair. Em contrapartida, o governo recebe uma remuneração, que são os chamados os royalties. Esse regime vigorou até 1958, com a criação da Petrobras, que passou a deter o monopólio de exploração. Em 1997, porém, o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso, decidiu voltar com o modelo de concessão, abrindo o mercado para a entrada de outras empresas privadas, incluindo estrangeiras. Desde então, vieram para o País grandes grupos como a Chevron e o BG. A concessão é utilizada para áreas consideradas não estratégicas e que não envolvam o pré-sal.
O que as empresas têm de pagar para o governo
A concessionária paga royalties, que são uma espécie de imposto sobre faturamento, cuja alíquota mínima é de 5%, e a máxima, de 10%. Além dos royalties, a empresa terá de pagar um bônus de assinatura, que é um pagamento feito pela empresa para ter direito de explorar a área. O valor do bônus de assinatura pode determinar a vencedora do leilão: ganha quem oferecer o maior valor (incluindo outros critérios como participação de equipamentos produzidos no País e plano de exploração). O bônus de assinatura não chega a representar 10% da arrecadação governamental. Para os campos de alta produtividade, as concessionárias devem pagar uma de participação especial, que pode chegar a 40%.
Partilha
O modelo de exploração por partilha da produção começou a ser formulado em 2008, logo após a descoberta do campo de Lula, na costa do Rio de Janeiro. Ele regulamenta a exploração de campos estratégicos, em que há grande volume de produção, como o pré-sal. As empresas inscritas para esse certame terão de oferecer um valor mínimo de R$15 bilhões para explorar Libra. Os 1,4 milhão de barris que serão potencialmente extraídos por dia dessa reserva serão de propriedade do governo, e não das empresas, como acontece no modelo de concessão. Do petróleo extraído, pelo menos 41,6% será da União, mas vencerá a disputa quem ampliar essa fatia. A empresa vencedora terá a Petrobras como sócia, que será operadora obrigatória com no mínimo 30% de participação. A Pré-sal SA (PPSA), estatal criada pelo governo, vai ser dona da metade dos assentos do comitê operador do consórcio que vencer Libra.
O que as empresas têm de pagar para o governo
No regime de partilha, a União é dona de todo o petróleo extraído. Neste modelo, a extração fica por conta das empresas, que terão de investir na operação. A emperesa também deverá pagar royalties e bônus de assinatura, e empregar 1% da receita em inovação e pesquisa. |A concessionária terá direito a receber, em óleo, uma restituição do custo de exploração. Essa parcela é chamada de óleo excedente, ou seja, a parcela de óleo que excede os custos de exploração.
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/132137_SAIBA+COMO+FUNCIONA+O+MODELO+DE+PARTILHA+ADOTADO+NO+CAMPO+DE+LIBRA
serralheiro 70
22 de outubro de 2013 2:12 pmPartilha x concessão
O importante é que temos agora os dois sistemas a disposição do Brasil para fazer caso a caso sua melhor escolha.
Rosan Amaral
22 de outubro de 2013 1:19 pmA visão do estadista
Como é importante este debate para especialistas e também para leigos. Nós cidadãos leigos temos o dever de chegar a uma conclusão: foi bom ou não foi para o Brasil. Nestas primeiras 24 horas o debate crítico ainda não foi pacificado entre os “especialistas” (até entre os “especialistas” do sistema financeiro). A própria oposição também não tem segurança para concluir (veja as declarações do Serra). No entanto, minha intuição de leigo é que foi bom para o Brasil: está se pagando um prêmio de aproximados 30% para empresas financiarem e extrairem o petròleo do pre-sal; 70% ficará com o Estado brasileiro cujos royaltes (15 dos 70) serão para saúde pública e educação a serem repassados aos estados e municípios; haverá cinergia econômica durante os investimentos para produção e na própria execução. Resumo: se for bom, o governo Lula e o governo Dilma serão necessariamente denominado de estadistas – conceito que separa o cidadão do grande líder.
Diogo Costa
22 de outubro de 2013 1:31 pmResultado do leilão do bloco de Libra
Resultado do leilão do bloco de Libra
21 de outubro de 2013 / 17:41 Informes
A+A-
“A Petrobras informa que o consórcio formado por Petrobras (10%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%) foi o vencedor da 1ª Rodada de Licitação do Pré-Sal, realizada hoje (21/10) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com esse resultado, o consórcio adquiriu direitos e obrigações referentes ao bloco de Libra.
O contrato de exploração e produção a ser celebrado para este bloco será na modalidade de partilha de produção, conforme estabelecido pela Lei n.º 12.351 de dezembro de 2010, que dispõe sobre contratação de atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural em áreas do pré-sal e em áreas estratégicas.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), nos termos da Lei acima referida, estabeleceu em 30% a participação a ser adquirida diretamente pela Petrobras. Com o resultado da licitação, a participação final da Petrobras no consórcio será de 40% , com os direitos e obrigações proporcionais a esta participação.
O consórcio vencedor do bloco ofereceu 41,65 % de excedente em óleo para a União. Esse percentual refere-se ao excedente em óleo a ser pago no cenário de referência entre US$ 100,01 e US$ 120,00 por barril de petróleo e produção por poço produtor ativo compreendida entre 10 mil e 12 mil barris por dia. Esse percentual pode variar de acordo com o preço internacional do petróleo e a produtividade dos poços, conforme tabela definida pela ANP.
Um bônus de assinatura no valor de R$ 15 bilhões deverá ser pago em parcela única, cabendo à Petrobras o valor de R$ 6 bilhões, referente à sua participação no consórcio.
O contrato a ser assinado estabelece que a fase exploratória do bloco terá duração de quatro anos. Nesse período o consórcio deverá realizar as atividades do programa exploratório mínimo, que prevê levantamentos sísmicos 3D em toda a área do bloco, a perfuração de dois poços exploratórios e a realização de um teste de longa duração.
O consórcio também deverá cumprir percentuais mínimos de conteúdo local global em cada fase do projeto, da seguinte forma: 37% para a fase exploratória; 55% para o desenvolvimento de sistemas de produção previstos para começar a operar até 2021 e 59% para os sistemas com primeiro óleo a partir de 2022.
O bloco de Libra está localizado em águas ultraprofundas da Bacia de Santos, no polígono do pré-sal, sendo considerado um prospecto de elevado potencial. A área possui 1.547,76 km2 e foi descoberta com a perfuração do poço 2-ANP-0002ARJS, em 2010.
A Petrobras ressalta que estimativas sobre o volume de óleo recuperável, custos, investimentos e cronograma dos sistemas de produção desse bloco, serão oportuna e paulatinamente divulgados, à medida que a evolução do programa exploratório mínimo se desenvolva.
A Companhia considera que a integração das habilidades e experiência dos consorciados em Libra, em especial Shell e Total, que por sua ampla atividade internacional em oportunidades em águas profundas e pela grande experiência em gerenciamento da concepção e implantação de megaprojetos na área de energia, virão contribuir de forma significativa para a obtenção de resultados mais eficientes na implantação da melhor solução para a produção da acumulação. A participação das companhias chinesas CNPC e CNOOC, complementa os requisitos exigidos para um consórcio forte e atuante, pela robustez financeira apresentada e pelo histórico de relacionamentos anteriores de empresas chinesas com outras áreas de negócios da Petrobras.
A Petrobras afirma sua confiança no sucesso do desenvolvimento de Libra, suportado pelo expertise desenvolvido, desde 2006, com a descoberta e implantação dos projetos no Pré-sal, que hoje atingem produção total superior a 330 mil barris de petróleo por dia (bbl/d) , bem como acredita que Libra é uma das acumulações mais promissoras da área do Pré-Sal.
As ações e estratégia empreendidas na licitação foram bem sucedidas e alinhadas aos fundamentos do Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 da Petrobras, focando disciplina de capital, gestão integrada do portfólio e prioridade para os projetos de exploração e produção no Brasil. Os indicadores físico-financeiros do Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 seguem vigentes e serão oportunamente revisados, no momento em que houver a incorporação dos parâmetros associados ao desenvolvimento de Libra. A Petrobras reafirma o compromisso de continuar investindo em novas áreas exploratórias no Brasil de forma a garantir a recomposição de seu portfólio, disponibilizando os volumes de petróleo e gás natural necessários para a sustentabilidade da curva futura de produção.”
– See more at: http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2013/10/21/resultado-do-leilao-do-bloco-de-libra/#sthash.Qb944Vp.dpuf
Filipe Rodrigues
22 de outubro de 2013 1:47 pmNos próximos leilões, a
Nos próximos leilões, a participação da Petrobrás será com certeza maior que 40%.
Alguém pode me esclarecer se as estatais chinesas, Shell e Total poderão participar de novo ou é privilégio apenas da Petrobrás?
ed.
22 de outubro de 2013 8:05 pmLivre
Salvo correção, cada oferta em leilão é livre e dependente de seu edital, subordinado ao modelo legal de partilha.
Como a União é dona dos campos e controla a estatal, pelo que entendo, pode oferecer algum(ns) campo(s) à sua própria controlada (sem leilão).
Se a oferta for por leilão, entendo que a candidatura é livre, repetida ou não, com 30% mínimos e automáticos para a Petrobrás, que pode ainda oferecer mais (até os 100%.) ou ambém alguém ganhar “sozinho” (aí, até 70%).
Se este modelo, aberto e não monopolista/estatista é “ruim” para nós, fico imaginando o que será bom…
Já que dizem que o ótimo é inimigo do bom.
ed.
22 de outubro de 2013 2:11 pmMeu Deus (êpa!).
Coisas
Meu Deus (êpa!).
Coisas básicas que, parece, muitos de nós estamos esquecendo por aqui:
1) O monopólio do petróleo foi detonado por um tal de FHC e famiglia, forçando a Petrobrás a ter que competir pelo nosso petróleo. Felizmente, não houve tempo para privatizar a própria Petrobrás, o que, como no caso da Vale (e etc.), entregaria as riquezas aos baús privatas, inclusive estrangeiros no caso.
2) Lula e Dilma, republicanamente, respeitaram a lei neoliberal (ou será que o congresso restauraria o monopólio? um “decreto”?), embora tenham resgatado uma parte razoável da soberania sobre o óleo (/gás), dando pelo menos algumas maiores vantagens à Petrobrás e à União, aprovando novas leis (de novo, republicanamente).
3) Se em Libra, a União fica com 65, 70 ou 85% é uma discussão paracontábil, já que a melhor comparação seria contra 100%, o que significaria também arcar com 100% dos investimentos e custos. O que deve-se observar é que conseguiu-se reduzí-los (custos) proporcionalmente mais do que os ganhos. Ex: monopólio= 100% dos investimentos/custos e 100% dos ganhos.= 1 vs 1. Partilha de Libra: 40% dos inv./custos e 65/70/85% dos ganhos = 0,x vs 1. Certamente um ganho “menor”, mas com um inv./custo menor ainda!
4) Derivado de (3), é desonestidade intelectual falar-se em “doação” de (parte de) Libra. Cede-se receita (em $ ou em óleo), mas ganha-se em custeio e investimento (numa proporção vantajosa). É muito diferente de vender (privatizar). É associar-se (partilhar) num negócio onde o investidor (estrangeiro) não tem as mesmas vantagens, mas aceita porque ainda assim lhe interessa. Conjunção de interesses (um princípio dos negócios saudáveis).
5) Não estamos “entregando o pré-sal” (que pode viabilizar por si reservas de até 90 bilhões!). Apenas partilhando (inteligentemente, me parece) UM dos CAMPOS (o maior, mas apenas uma fração), viabilizando a aceleração do usufruto de tais riquezas, de forma a acelerar demandas de um país em desenvolvimento, com renda, IDH ,Gini, etc. ainda incipientes.
6) Com esta alavancagem inicial, é possível (mas nem necessário) que a Petrobrás possa até vencer leilões futuros sozinha, exercendo a experiência e expansão adquiridas pelas operações iniciais, como a de Libra. Digo “não necessário” porque parcerias em negócios, mantendo vantagens competitivas, aliviando dispêndios e acelerando ganhos, são normais no mundo dos negocios e principalmente em petróleo.
7) A questionada “pressa” em explorar o pré-sal tem razões efetivas de risco: beneficiar-se de uma riqueza (finita) que pode sofrer mudanças drásticas de cenário, desde tornar-se caríssima por sua exaustão até ser substituida por novas fontes de energia ou tecnologias no seu uso (muito) mais eficiente. Não podemos ficar de nhém nhém nhém a vida toda em duscussões socráticas (sou fã) sobre se vamos ficar com (digamos) 85% e gastar 40 ou com 100 e gastar 100.
Quem tema a paciência de me ler sabe que sou (não deveria?) defensor do Brasil e de nós brasileiros. Mas não sou xenófobo, nem contra o “resto” da humanidade, pois não estamos numa ilha, mas num planeta. Se o “mundo é mal”, (mas também é bom), não adianta ficar apenas “constatando”. Temos que aprender, exercitar e fortalecer nossas habilidades no jogo jogado, para não sermos bobos ou explorados, como historicamente.Ou reversamente, partirmos para o “nós ou eles”…
Quem sabe um dia (precisamos desenvolver) até contribuirmos para um jogo mundial melhor e mais saudável?
Sejamos inteligentes, não apenas emocionais, né?
PS1: Lembrar que mesmo durante a vigência do monopólio quebrado por FHC, já havia o recurso dos contratos de risco. Isto não satisfazia os fernandistas, cujas ações evidenciam fortemente a que interesses serviam (e servem).
PS2: A operação é 100% da Petrobrás, e seus custos serão cobertos 40% por ela própria e 60% pelos consorciados, bem como os investimentos, com boa parte sendo feita obrigatoriamente no Brasil, ao contrário do que insinuam alguns sobre “irem para a China”. Isto aumenta a “parte que nos toca”, tanto em receita quanto em empregos e expertize (boa arte destruida ou jogada fora nos tempos fernandistas).
PS3: Desnecessário dizer que empresas como Shell (já chegou a ser a 3a. maior empresa absoluta do mundo) e Total validam o modelo escolhido pois nenhuma tem “interesses estatais” (a menos das ações das rainhas…).
Assis Ribeiro
22 de outubro de 2013 2:17 pmExcelente
Para post.
Diogo Costa
22 de outubro de 2013 2:37 pmOnde está o ‘desastre’?
ONDE ESTÁ O ‘DESASTRE’ PROPUGNADO PELO CONSÓRCIO DA DIREITA COM O ESQUERDISMO? – A União é proprietária única de cada gota de petróleo presente no Campo de Libra.
A Petrobrás ficou com 40% do consórcio.
A Petrosal, empresa 100% estatal, será a responsável e operadora única de todos os poços de petróleo que venham a ser perfurados nessa área.
Além disso, a estatal tem poder de veto e será dela a decisão sobre o valor de comercialização dos barris de petróleo.
Somando bônus de assinatura, royalties, imposto de renda, CSLL e lucro da Petrobrás, a União ficará com quase 80% das rendas oriundas do Campo de Libra (um dos melhores contratos de partilha firmados em todo o planeta Terra).
Logo, pergunto, onde está o “erro” cometido pelo governo Dilma?
Não consigo vê-lo em lugar algum!
Só consigo ver o êxito do enterro do regime de concessão dos tucanos, feito por Lula em 2010, bem como também vejo o sucesso inexorável do atual regime de partilha.
Regime este que, diga-se de passagem, contou com o apoio efusivo de toda a esquerda brasileira quando foi implementado, também em 2010.
hc.coelho
22 de outubro de 2013 3:39 pmMais do mesmo, o silêncio estrondoso do pig
O silêncio do pig sobre o tri que, acabamos de saber, vamos receber nos próximos anos é… inimaginável. É estrondoso e parece que vai retumbar por dezenas de anos. Ninguem vai esquecer que eles tentaram tudo para que isso não acontecesse. Eles sempre afirmaram que nós não merecíamos estes ganhos; se ainda fosse um banco amigo…
O time deles foi goleado impiedosamente com federação, juiz, bandeirinha, etc, tudo comprado a preço de ouro, e… perderam de goleada e levando olé. E, parece, sai de campo pelos próximos anos. É assim como um condenação de direitos políticos cassado por, no mínimo, 10 anos. Merecem. Quem queria dar a “petrobrax” a preço de banana podre tem que curtir esta derrota por muito e muito tempo. Queriam nos tirar um tri.
Já imaginaram se eles tivessem vendido a “petrobrax”? O tamanho do prejuizo seria de um tri, agora facilmente mensurável. Queriam nos safar de um tri, mil bilhões, numa boa, atacando os “políticos”, que não o psdb privatizante deles.
Não há como não lembrar do robert fields e sua ira contra petrobrás. Não está ai, mas o desgosto, a tristeza e a derrota dos seus filhotes vale.
Fizeram tudo para nos tirar este tri, mil bilhões, 100.000 (cem mil) big senas. Perderam. No contracheque dos professores daqui a poucos anos virá a frase: “Eles, o pig/fhc/serra/aécio/r. fields, não queriam”.
A grande arma do pig: mais uma vez, desta vez escandalosamente grande, o silêncio.
Juliano Santos
22 de outubro de 2013 3:39 pmLeigo paciente
Quando já estava começando a entender, e firmando posiçao a favor, veio gente muito boa argumentando contra. Portanto, aguardo mais debates.
Só discordo do Nassif quando diz que o PT terá que mudar de discurso. Mudou o discurso em 2002, quando foi da esquerda para a centro-esquerda. Desde então mantém-se aí, Nassif.
Nesse leilão é mais do mesmo. O consórcio pig/mercado contra de um lado e o PSTU/Psol contra do outro. O que alias depõe a favor do governo
Ivan de Union
22 de outubro de 2013 7:05 pm(Juliano, meu argumento
(Juliano, meu argumento contra o leilao foi estritamente historico, nao tecnico -nem perto, de fato. A esse ponto, ja ta feito e mudei de ideia de novo: Dilma sabe um pouquinho mais que eu. Unica vantagem disso: nao me juntar aos contras do PIG e tucanos.)
armando botelho
22 de outubro de 2013 7:56 pmNêste momento de regozijo e
Nêste momento de regozijo e júbilo de muitos pelo sucesso do leilão do campo petrolífero de libra , eu aqui no meu canto como ambientalista nato que sou ,fico me perguntando : Mais poluição a vista , são milhões de litros de combustiveis a disposição para queima infestando nossa atmosfera de CO2 , E O GOVERNO FALA EM sucesso !
Sera que perdemos a noção do perigo? não se fala mais em energia limpa ! É o imediatismo , é o sifrão nos olhos .Queremos mais pesquisas , temos muito xisto , que polui muito menos que o petróleo , e outras fontes de energia renováveis deveram ser obtidas para substituir o nefásto petróleo que a própria natureza levou milhões de anos para esconder no subsolo , talvez pelo seu perigo
Gilson Raslan
22 de outubro de 2013 7:59 pmENCONTRAR OUTRO DISCURSO?
Nassif, vamos ver se “Em 2014, o governo terá que encontrar outro discurso.”
Sob o REGIME DE CONCESSÃO, tocaria à União: ROYALTIES, IMPOSTO DE RENDA, CSLL e uns CARAMINGUÁS DE LUVA.
Sob o REGIME DE PARTILHA, tocará à União: AS MESMAS PARCELAS SOB O REGIME DE CONCESSÃO e mais: 41,65% DO PETRÓLEO EXTRAÍDO (diminuído os custos de extração), 48% SOBRE O QUE TOCAR À PETROBRÁS (relativo à sua parte acionária na empresa).
“Em 2014, o governo terá que encontrar outro discurso”, Nassif?
Augusto de Carvalho
23 de outubro de 2013 12:53 amNesta Nassif não foi
Nesta Nassif não foi bem!
Acontece com todos!
E com ele é muto raro!
Ainda bem!
Fabio NS
22 de outubro de 2013 8:39 pmPRé SaL
Como já li no twitter de militantes governistas (atenção, me parece que não haja necessariamente uma integral sobreposição dos grupos “militantes governistas” e “militantes petistas”) que essa história de reclamar do Leilão de Libra é coisa de coxinha, de gente controlada pelo Luciano Huck, de gente que quer derrubar a Dilma. Aliás, tem gente que vive fazendo burburinho na internet que não se cansa de dizer que a tentativa de derrubar o companheiro Cabral no Rio é apenas um “balão de ensaio” para derrubar a companheira Dilma. Então, tá.
emerson57
22 de outubro de 2013 8:46 pmrecomendo, i-m-p-e-r-d-í-v-e-l
http://www.viomundo.com.br/politica/maria-fro-como-a-militancia-digital-do-pt-perdera-votos-em-2014.html
hc.coelho
22 de outubro de 2013 9:21 pmO pig e o rabo-entre-as-pernas
Manchetes do pig: “Dilma nega alteração da partilha no próximo leilão”; “Só um concorrente no Leilão apresentou proposta”; “Praça de guerra no local do leilão”, “Americanos não apareceram”, etc. Tudo revelando um humilhante e muito merecido rabo-entre-as-pernas do pig.
Também seria querer demais eles anunciarem o trilhão, mil bilhòes ou 100.000 big mega senas, que o país ganhou e quatro vezes mais de movimentação econômica com o leilão da Dilma.
Já pensou uma enquete da datafalha perguntando: senhor, qual sua preferência, o psdb do apagão que levou 100 bi do pais ou o pt do leilão que trouxe 4000 ( quatro mil) bilhões? Em quem Vsa. vai votar?
Ed_milson
22 de outubro de 2013 9:28 pmNo JN de ontem, a
No JN de ontem, a apresentadora Patrícia Poeta estava com cara de palmeirense roxo noticiando goleada do Corínthians sobre o Porco…
Jair Orichio Junior
22 de outubro de 2013 9:29 pmCritica ao Leilão
Nassif, acho que você fumou do mesmo Preto que a Marina Fumou…
O PT vai ter que arrumar outro discurso… claro… Tinha que conseguir 250 Bi de Dólares para Educação e conseguiu 1,o Trilhão de Dólares…
Pronto o Discurso vai ser esse…
Otaviani
22 de outubro de 2013 9:35 pmMudar o discurso?
Como mudar o discurso,que esta tirando a presidente de um patamar baixo,por conta das manifestações e o terrorimo midático,e ai quando o povo percebeu que foi tudo uma grande confusão,a presidente ja est em franca recuperação da popularidade.Hoje ela ganahria em primeiro turno,isso sem contar os adventos que virão com o programa mais médicos.Vem a velha tônica ,não se mexe em time que esta vencendo,algumas correções aui e acolá.Mas quem precisa de discurso novo é a oposição,ÌG,PSDB-DEM-PPS e agora Campos “Marinado”,não tem nada ,absolutamente nada minimamente razoavel pra oferecer até par o debate.Me intrigou esta sua afirmação,porque o discurso tem que se adaptar a dinamica da história,e por enquanto o pais esta satisfeito com este.Posso concordar com a mudança,quando estivermos em 2018,em como estará a sociedade brasileira,em que patamares de exigencia, que eu acredito que certamente virá com o aumento da consciencia de cidadania,dos novos atores,os jovens filhos desta nova classe econômica,que certamente com mais acesso a educação,irão quere,reivindicar mais que seus pais.
Fernando Antonio Moreira Marques
22 de outubro de 2013 9:44 pmA Sorte está lançada!
Tapado o rombo do orçamento, só restam duas opões: Ou vai brotar muito dinheiro ou vai vai brotar muita batisteta…
jcordeiro
22 de outubro de 2013 10:11 pmMurmúrio das Carpideira
Nassif: a realidade do pré-sal supera o pessimismo dos inconformados, especialmente os vendilhões de meia-pataca. Que o futuro é incerto, todos sabemos. Pode até não acontecer. Mas o pré-sal faz parte de um sonho, sonho de um Brasil melhor. E sonhos não são derrubados pelas falácias daqueles que nada realizaram. Eles, sim, não sonhavam. Viam apenas lucro pessoal nas privatizações. Os amigos e os amigos dos amigos, também participariam do botim. Educação, pra quê educação? Povo não precisa além do be-á-ba. Seus filhos, estes sim, vão à Sorbonne ou a Cambirge University, com variante de especialização no Massachusett Institute. Sobre a saúde, planos milionários com as melhores instituições do Brasil, garantem a tranquilidade do clã. A custo mensal equivalendo a 8 ou 10 salários mínimos. Zé Povinho que se lasque. Com sorte, terão o + médicos, com as sobras do pré-sal. Remédios genéricos não haverão de faltar, na Farmácia do Povo. Sempre foi assim, dizem. Pra que mudar a regra com time que ganha há muitas e muitas eleições? Mas o discurso a tais indignados agora é outro: “quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?” Ou melhor, hoje, haveremos de dizer às Carpideiras de plantão, inclusive as do nordeste: O PRANTO DOS DERROTADOS É LIVRE! Viva Libra
Augusto de Carvalho
22 de outubro de 2013 11:46 pmEste discurso aqui
Este discurso aqui serve?
http://www.youtube.com/watch?v=ULZj_MygNOM
Augusto de Carvalho
22 de outubro de 2013 11:49 pmO que motiva um eleitor!
E este outro discurso e gráfico servem também:
“Pessoal,
hoje li uma matéria interessante no Valor Econômico “impresso”, não consegui pegar na internet para compartilhar com vocês, mas está muito interessante e vale a pena dar uma lida caso vocês consigam na web, o título é “O bem-estar…” (pág. A2) escrita pelo Delfim Neto.
A matéria fala dos problemas da gestão pública no Brasil, que o governo funciona mal na questão dos investimentos em infraestrutura, muito em função da intromissão extravagante do ministério público associada às interferências exageradas do TCU nas obras, etc., mas o que me chamou mais a atenção foi o gráfico do índice de Bem-Estar criado pelo IPEA para o Brasil e que eu não conhecia.
A fórmula foi criada pelo economista Amartya Sen, ganhador do Nobel de 1998, que propôs uma medida engenhosa para simular o “bem-estar social”. Ele associou duas variáveis 1) crescimento da renda real dos cidadãos, que pode ser aproximada pela sua renda média; e 2) distribuição da renda produzida entre os cidadãos através do complemento do coeficiente de Gini, conforme gráfico abaixo:
Vemos que no período de 1995-2002 o índice permaneceu estagnado e depois teve crescimento acentuado de quase 5%/ano a partir de 2003. Nesse período, o crescimento do PIB foi superior (3,6% contra 2,3%), inflação menor (5,9% contra 9,3%) e melhora significativa no índice de Gini.
Delfim Neto termina dizendo que em condições normais de temperatura e pressão, o sentimento da população em relação ao progresso revelado pelo índice a partir de 2003 e a sua perspectiva futura determinará o que os eleitores farão nas urnas em 2014 e que essa realidade não se modificará por nenhum “espetáculo” de malabarismo político (ou da imprensa…), somente e eventualmente por uma demora do próprio governo liderar junto ao congresso as reformas estruturais que o Brasil espera, única garantia de bem-estar no futuro.”
Augusto de Carvalho
22 de outubro de 2013 11:53 pmQuem sabe este discurso serve, em último caso!
Vc está querendo dizer que o povo não entenderá esta diferença gritante, aí abaixo?
Augusto de Carvalho
22 de outubro de 2013 11:55 pmO povo enxerga muito bem é isto aqui!
“Pessoal,
hoje li uma matéria interessante no Valor Econômico “impresso”, não consegui pegar na internet para compartilhar com vocês, mas está muito interessante e vale a pena dar uma lida caso vocês consigam na web, o título é “O bem-estar…” (pág. A2) escrita pelo Delfim Neto.
A matéria fala dos problemas da gestão pública no Brasil, que o governo funciona mal na questão dos investimentos em infraestrutura, muito em função da intromissão extravagante do ministério público associada às interferências exageradas do TCU nas obras, etc., mas o que me chamou mais a atenção foi o gráfico do índice de Bem-Estar criado pelo IPEA para o Brasil e que eu não conhecia.
A fórmula foi criada pelo economista Amartya Sen, ganhador do Nobel de 1998, que propôs uma medida engenhosa para simular o “bem-estar social”. Ele associou duas variáveis 1) crescimento da renda real dos cidadãos, que pode ser aproximada pela sua renda média; e 2) distribuição da renda produzida entre os cidadãos através do complemento do coeficiente de Gini, conforme gráfico abaixo:
Vemos que no período de 1995-2002 o índice permaneceu estagnado e depois teve crescimento acentuado de quase 5%/ano a partir de 2003. Nesse período, o crescimento do PIB foi superior (3,6% contra 2,3%), inflação menor (5,9% contra 9,3%) e melhora significativa no índice de Gini.
Delfim Neto termina dizendo que em condições normais de temperatura e pressão, o sentimento da população em relação ao progresso revelado pelo índice a partir de 2003 e a sua perspectiva futura determinará o que os eleitores farão nas urnas em 2014 e que essa realidade não se modificará por nenhum “espetáculo” de malabarismo político (ou da imprensa…), somente e eventualmente por uma demora do próprio governo liderar junto ao congresso as reformas estruturais que o Brasil espera, única garantia de bem-estar no futuro.”
Alexandre Weber - Santos -SP
23 de outubro de 2013 12:40 amO Leilão é o marco dos novos negócios com petróleo no Brasil
Um novo marco de negociação para campos petrolíferos foi de fato estabelecido com este leilão.
Por outro lado, penso que a Petrobrás está mais madura agora e vai colaborar como nunca uma estatal colaborou com o Brasil para que saimos dá dívida e dos juros pornográficos.
A bem da verdade, no longo prazo os juros da dívida pública já devem ter caido, o que abre espaço para investimentos internos com a grana dada de mão beijada à banca usurária. O dinheiro do petróleo põe o Brasil de pé e arrefece a sanha dos abutres que ciscam por aqui.
Enio Alves
23 de outubro de 2013 12:47 amQuase…
Nassif, já vi que deste assunto você não entende muito…
mello
23 de outubro de 2013 1:13 amSe tanto quanto a
Se tanto quanto a extrema direita, a extrema esquerda não gostou ( a primeira clamando que foi estatização e a segunda que foi privatizaação 0, é capaz de ter sido uma boa solução….
virgilio tamberlini
23 de outubro de 2013 4:34 amCensura!
Vais continuar me censurando…. Vou para o G1, onde todo mundo escreve, com mais IBBOPE, a turma da tosse do alemão está 30 anos atrasda.
Henrique O M Reis Jr
23 de outubro de 2013 9:15 amEssa matemática do 81,67% foi
Essa matemática do 81,67% foi foda hein?
Mas vamos lá. O certo é o governo fica com 41,67% do excelente em óleo. Supondo o preço do Barril em 100 dólares (o que é um mega chute pois o preço do óleo varia de acordo com a qualidade deste, ou seja, grau API e etc.) e um custo de extração de 30 dólares (outro chute, bem informado, mas um chute), temos
Receita – $100
Custo – $30 (30%)
Royalties – $15 (15%)
Excedente em óleo – $22,92 (41,67% de $55)
“Lucro Bruto do Consórcio” – $32,1
IR e CSLL – $10,91 (25% de $32,1 somado a 9% de $32,1)
“Lucro Líquido do Consórcio” – $21,17
Participação da Petrobras no consorcio – $8,47
Total da União (excluindo Petrobras) – $48,83
Total Petrobras – $8,47
Ou seja União + Petrobras ficarão com 57,3% do da receita e 81,85% após o pagamento dos custos.
Considerando um conteúdo local de 50% na média (outro chute bem informado, pois varia com a fase de desenvolvimento, com o equipamento e etc. além dos cálculos que a petroleiras fazem se vale ou não a pena pagar a multa e comprar lá fora)
Conteúdo local – $15 (50% de $30)
Total do Brasil – 72,3% da receita.
Esse é o valor correto? Difícil afirmar, pois existem outros impostos sobre a receita e sobre a mão de obra e muitas variáveis desconhecidas como o custo real de extração de óleo de libra por barril ou o preço de venda. Além disso, o governo não tem 100% da Petrobras, mas 48% das ações ordinárias + preferências.
Ou seja, das medias de cálculos que já vi por aí diria que um bom chute do que fica no Brasil é algo entre 70% e 80%. O que eu considero muito bom.
Stanilaw Calandreli
25 de outubro de 2013 1:45 pmNo boteco do mineirin
No boteco as conversas foram diferentes. Ouvi foi que a BP não entrou porque está sem caixa devido ao vazamento no Golfo do México, e a Chevron está esperando a virada de mesa prometida por Serra naquele famoso telegrama de 2009. He he..
Osorio Brasil
1 de novembro de 2013 11:43 pmPre asSALto
preassalto
Alexandreg12
23 de novembro de 2013 9:32 amdilma
Vem cá, porque a Dilma não leiloa logo o Brasil? Ela já vendeu o pré sal, agora o aeroporto oque sera q ela vai vender mais?
Liboreiro
23 de novembro de 2013 9:32 amdilma
Vem cá, porque a Dilma não leiloa logo o Brasil? Ela já vendeu o pré sal, agora o aeroporto oque sera q ela vai vender mais?