4 de junho de 2026

Cesta básica fica mais barata em 14 capitais

Jornal GGN – O preço da cesta básica caiu em 14 das 18 capitais brasileiras pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos) em setembro. As retrações mais significativas foram registradas em Aracaju (-5,36%), Brasília (-3,61%) e Vitória (-2,74%), enquanto as altas ocorreram em Belo Horizonte (1,87%), Curitiba (0,66%), Campo Grande (0,48%) e Recife (0,02%).

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Em setembro, os preços dos produtos alimentícios essenciais mostraram predomínio de recuo na maioria das capitais. Os produtos com queda mais expressiva na maioria das cidades foram: tomate (17 capitais), açúcar (14), feijão (15) e arroz (10). A batata, que é pesquisada em 10 cidades, ficou mais barata em nove localidades. 

Apesar do recuo de 2,37% ocorrido no último mês, São Paulo, continuou a ser a capital com o maior valor (R$ 312,07) para os gêneros alimentícios de primeira necessidade. Porto Alegre registrou o segundo maior custo, com (R$ 311,34), seguido por Manaus (R$ 304,33) e Vitória (R$ 301,55). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 220,68), Salvador (R$ 256,16) e Goiânia (R$ 257,99).

Entre janeiro e setembro deste ano, somente em duas localidades – Florianópolis (-3,09%) e Goiânia (-1,97%) -, a variação acumulada do preço da cesta básica apresentou queda. Nas demais 16 localidades houve alta, com os maiores aumentos verificados em Salvador (12,79%), Natal (10,08%), João Pessoa (9,22%) e Campo Grande (8,93%). As menores elevações foram apuradas em Brasília (0,07%), Belo Horizonte (1,75%) e Fortaleza (2,21%).

Em 12 meses (entre outubro de 2012 e setembro último – período para o qual os dados referem-se a 17 capitais, pois ainda não havia pesquisa em Campo Grande, MS) 13 localidades registraram aumento nos produtos básicos. As maiores variações foram encontradas em Salvador (17,66%), Recife (12,90%) e Belém (11,41%). As capitais onde houve diminuição de preços são Florianópolis (-9,60%), Brasília (-2,03%) e Rio de Janeiro (-0,53%) e Porto Alegre (-0,03%).

Com base no custo apurado para a cesta de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o menor salário pago em setembro deveria ser de R$ 2.621,70 ou seja, 3,87 vezes o mínimo em vigor, de R$ 678,00. 

Em agosto, o mínimo necessário equivalia a R$ 2.685,47 ou 3,96 vezes o piso vigente. Em setembro de 2012, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.616,41, o que representava 4,21 vezes o mínimo de então (R$ 622,00).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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