5 de junho de 2026

Sérgio Porto e o “Samba do Crioulo Doido”

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O escritor, jornalista, radialista e apresentador de TV Sérgio Porto ou Stanislaw Ponte Preta (pseudônimo), morreu há 45 anos (30/9/1968). Para homenageá-lo convido os amigos para ouvir a paródia feita por ele em forma de samba: “O samba do crioulo doido“. A expressão do título é usada até hoje para se referir a coisas/textos sem sentido.

Laura Macedo

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6 Comentários
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  1. Leonardo M. G.

    1 de outubro de 2013 1:21 am

    Recomendo!

    Recomendo toda a obra de Lalau Ponte Preta (Garoto Linha-Dura, Tia Zulmira e Eu, Rosamundo e os Outros, Primo Altamirando e Elas e o FEBEAPÁ), especialmente o FEBEAPÁ… É de rir e de chorar, ver que tipo de gorila escroto governou o Brasil no final dos anos 60! 

  2. Murdok

    1 de outubro de 2013 9:21 am

    “Samba do crioulo doido”.

    “Samba do crioulo doido”. Frasezinha mais senvergonha e preconceituosa. Altamente preconceituosa.

    1. Sergio Saraiva

      1 de outubro de 2013 9:58 am

      Quem não gosta de samba
      Pelo visto, você não entendeu a ironia na letra.
      Além do que, contextualização histórica não é seu forte.

  3. implacavel

    1 de outubro de 2013 11:29 am

    EXPRESSÃO RACISTA!!!!

    Expressão racista sim!!!!

    Fico indignado quando ouço essa expressão!!!

    Expressão racista!!!

  4. Godinho

    1 de outubro de 2013 12:05 pm

    Vam’para com essa grita besta de racismo…

    Quem escrevia o tipo de samba que é parodiado pelo “Samba do Crioulo Doido”? Algum branquelo ipanemense tomador de uísque em inferninho de Copacabana?

    Quem ficava queimando pestana até de madrugada, depois de trabalhar o dia inteiro, pra escrever um samba enredo que só rendia a glória efêmera de um carnaval, algum lourão do Leblon?

    Quem escrevia samba enredo era NEGRO, negro de escola de samba, negro de favela, negro que se lascava de trabalhar durante o dia e tinha que queimar pestana pra saber alguma coisa de história do Brasil, usos e costumes do nosso folclore, porque esses eram os únicos temas permitidos nos sambas, antes da Globo e do seu filhote, Joãozinho Trinta, transformarem os desfiles em um enorme negócio de marketing e fantasias alucinadas.

    Naquele tempo, negro era ofensa – como niger nos EUA – e os afrodescendentes (ficou melhor assim?) eram chamados de criolo, sem u, que também tinha lá sua carga de preconceito, mas era muito mais suave do que chamar de negro. Era a diferença que hoje existe entre chamar alguém de gay ou de viado: a primeira pode ofender, mas também pode passar só como uma qualificação qualquer inócua. A segunda é ofensa na certa.

    Mas já que vivemos neste tempos interessantes, que tal chamarmos de “Canção em Ritmo Brasileiro de Origem Africana, Composta por um Afrodescendente do Mesmo País, Acometido de Distúrbio Psíquico Esquizóide”?

    Em tempo: vejam se conseguem fazer aquela senhora mestiça de negros, índios e brancos, de origem maranhense (nordestina!!!!), parar de cantar que o rapaz é “…um negão de tirar o chapéu…”

  5. Laura Macedo

    1 de outubro de 2013 12:44 pm

    Respeito todas as opinões

    Amigos, indico o excelente livro (foto acima) com cerca de quase 300 páginas.

    Sobre o vídeo com a paródia “O samba do crioulo doido” deixo algumas informações. Abraços a todos.

    SAMBA DO CRIOULO DOIDO:

    O Samba do Crioulo Doido é uma paródia composta pelo escritor e jornalista Sérgio Porto, sob pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, em 1968, para o Teatro de Revista, em que procura ironizar a obrigatoriedade imposta às escolas de samba de retratarem nos seus sambas de enredo somente fatos históricos. A expressão do título é usada, no Brasil, para se referir a coisas sem sentido, a textos mirabolantes e sem nexo.

    HISTÓRICO:

    A composição fez parte do musical Pussy Pussy Cats, produzido por Carlos Machado e estrelado pelo Quarteto em Cy (que o gravou para o rádio), juntamente com Sérgio Porto, o autor. A paródia do samba-de-enredo ia de encontro à obrigatoriedade imposta pelo Departamento de Turismo da Guanabara aos compositores desses sambas de tratarem dos temas da História do Brasil, e que produziam os maiores disparates.
    Do teatro rebolado a canção recebeu gravações pelo Quarteto em Cy e Demônios da Garoa.

    ENREDO:

    No seu enredo, a música descreve historias como Chica da Silva obrigou a Princesa Leopoldina a se casar com Tiradentes, e este depois eleito como Pedro Segundo, quando procurou o padre José de Anchieta e, juntos, Anchieta e D. Pedro, proclamaram a escravidão – dentre outros disparates que reúnem num contexto personalidades de épocas e lugares distintos, em condições absurdas.

    Fonte: YouTube.

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