Tem sido muito criticada a atuação da Secretaria de Comunicação do Governo Federal, em função da alta concentração de publicidade em canais de televisão. A Globo tem ficado com quase a metade de todos estes recursos. A Secom se defende dizendo que usa critérios técnicos nesta distribuição. A tabela abaixo mostra a distribuição das verbas em relação aos canais de TV:
Segundo Roberto Bocorny Messias, Secretário-Executivo da Secretaria de Comunicação Social , a publicidade de governo tem como objetivo primordial fazer chegar sua mensagem ao maior número possível de brasileiros e de brasileiras, a audiência de cada veículo tem que ser o balizador de negociação e de distribuição de investimentos. A programação de recursos deve ser proporcional ao tamanho e ao perfil da audiência de cada veículo.
Parece que, além do problema de excessiva concentração dos recursos na TV, a publicidade que é divulgada não tem surtido efeito, caso contrário como explicar que a Presidenta tenha que ir pessoalmente a público explicar como a verba da Copa vem sendo utilizada?
Considerando o grau de ignorância que os atuais manifestantes vem demonstrando em relação a informações vitais do governo, é o caso de se perguntar: Que critérios técnicos são estes que não conseguem informar aquilo que teria que ser informado, e atingir os que deveria atingir? Pelo jeito o critério deve ser o mesmo que usam algumas empresas privadas para venderem sabão em pó. No meu modo de ver a sociedade, os que compram sabão em pó, são muito importantes, mas são pouco propensos a serem levados às ruas para se manifestarem, baseados em informações truncadas, inexistentes ou mentirosas.
Na verdade, quando se trata de divulgar as informações que a juventude precisa, os blogs e os cidadãos militantes, tem cumprido um papel muito mais relevante do que a Secom, apesar de toda a grana que ela repassa para as grandes empresas.
Não bastassem estes problemas, a forma como a SECOM vem se relacionando com a Internete, mostra que estão a pensar publicidade da forma como aprenderam nos bancos da universidade, no século passado, quando a Internete ainda não existia. Não seria mais fácil a Dilma fazer uma grande reestruturação nesta SECON, do que ir a público, em cadeia de rádio e televisão, se esforçar para fazer aquilo que sua Secretária deveria estar fazendo?

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