Por Marco Antonio L.
Do iG
Após ata do Copom, juros sobem e sinalizam Selic em 9,25% ao ano
Apostas indicaram juros em 10% no fim de 2014, mas movimento perdeu força à tarde
Em reação ao tom mais duro da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na manhã desta quinta-feira (6), as taxas futuras de juros passaram a indicar chance de a Selic subir cerca de 125 pontos-base ainda neste ano, o que a colocaria em 9,25% ao ano.
As apostas chegaram a sinalizar a taxa de juros em 10% no fim de 2014, mas o movimento perdeu força à tarde. Os juros longos, ao contrário do que se esperava, também subiram de forma consistente.
Segundo operadores, as incertezas que rondam a economia doméstica e externa fazem com que muitos investidores prefiram sair das aplicações em juros, o que amplificou a trajetória de alta.
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em outubro de 2013 (286.310 contratos) estava em 8,21%, de 8,18% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (662.560 contratos) apontava 8,57%, ante 8,50% na véspera e após tocar na máxima de 8,64%.
No trecho intermediário e longo da curva de juros, o juro com vencimento em janeiro de 2015 (701.535 contratos) indicava 9,22%, ante 9,10% no pregão anterior e após atingir máxima de 9,40%.
O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (381.660 contratos) marcava 9,93%, de 9,84% e depois de bater a máxima de 10,17%. O DI para janeiro de 2021 (36.800 contratos) estava em 10,44%, ante 10,40% no ajuste anterior e máxima de 10,69%.
No documento, o Copom trouxe piora nas projeções de inflação e do dólar, além de citar que a tempestividade faz-se necessária devido aos danos da alta de preços às decisões sobre consumo e investimentos.
O Copom justifica a intensificação da alta do juro básico da economia por meio “do nível elevado de inflação” e da dispersão de aumentos de preços que contribuem para que a inflação mostre resistência.
Conforme a autoridade monetária, há mecanismos formais e informais de indexação e uma piora na percepção dos agentes econômicos, ou seja, das expectativas sobre a própria dinâmica da inflação.
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