Comentário ao post “Os potenciais problemas dos índios que não vivem na Amazônia“
Para quem se interessar:
http://www.revistas2.uepg.br/index.php/rhr/article/viewFile/2962/2489
Doi: 10.5212/Rev.Hist.Reg.v.16i2.0012
Disputas e debates sobre a colonização do estado de Mato Grosso nas páginas da Revista Brasil-Oeste*
Eduardo de Melo Salgueiro**
“1 Introdução
A revista Brasil-Oeste foi criada pelo jornalista Fausto Vieira de Campos. Esse mensário foi produzido na cidade de São Paulo-SP, pela Brasil-Oeste Editôra Ltda.
Seu período de circulação se estendeu entre janeiro de 1956 e agosto de 1967, totalizando a publicação de 123 edições. Campos dedicou boa parte de sua carreira jornalística a escrever sobre o estado de Mato Grosso, interesse despertado nos anos iniciais da década de 1950 em decorrência de sua passagem por Cáceres e Cuiabá, sobretudo após ter assumido o cargo de assessor de imprensa (1954) do então governador do estado Fernando Corrêa da Costa (UDN). Adquiriu prestígio e destaque no Centro-Oeste do país, especialmente após a publicação de sua obra Retrato de Mato Grosso, no ano de 1955, na qual realizou uma abordagem geoeconômica da região. Seu livro,que mereceu duas outras publicações, nos anos de 1960 e 1969, foi o primeiro passo para a editoração da revista BrasilOeste”.
(…)
“Entre o período que compreende os anos de 1956-1961, sob o mandato de João Ponce de Arruda, o estado de Mato Grosso arrecadou a quantia de Cr$ 198.154.056,40, na venda de um total de 5.577 títulos definitivos ou provisórios, pertinentes à área de 21.970.259,17 ha de terra, tendo uma média de 3.939,44 ha cada propriedade”.
(…)
É válido dizer que o Requerimento para a abertura de Comissão de Inquérito no Senado, para investigar as alienações de terras no estado de Mato Grosso, foi apresentado pelo senador mato-grossense Heitor Medeiros (PSD), no dia 01 de julho de 1955. Ele fazia a seguinte solicitação: “a criação de uma Comissão de Inquérito a fim de apurar as alienações e concessões de terras feitas pelo Governo do Estado de Mato Grosso sem a prévia autorização do Senado”.
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