4 de junho de 2026

Sobre a classe média e o liberalismo caricato

Comentário ao post “O Millenium e a caricatura do liberalismo

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Como se dizia antigamente, o buraco é mais embaixo. Por mais ridículo e caricato que seja Rodrigo Constantino, isto só é percebido por quem pensa por conta própria, o que tem se tornado cada vez mais raro. A lavagem cerebral promovida diariamente tem surtido efeito, sobretudo na classe “mérdia”, que considera Lula o político mais corrupto de todos os tempos e o PT como o grande mal a ser extirpado, como se o país fosse resolver todos os seus problemas com a saida deste partido do poder.

E inclui, é claro ser contra tudo o que é defendido por aqueles a quem eles se referem por termos depreciativos, mesmo que isso lhe seja favorável. Parace inacreditável, mas vejo cada vez mais, em conversa de amigos, nos comentários de sites, nas mensagens de e-mail e nas redes sociais pessoas que se sacrificam para pagar escola para os filhos ou financiar um carro em “trocentos” meses repetirem os mantras de que a redução nas contas de enrgia elétrica seria a causa de apagões futuros, que redução de juros estaria gerando inflação, dentre muitos outros. Pensam os pobres coitados como se pertencessem ao grupo dos 1% mais ricos.

Quando recebi, certa vez, uma daquelas mensagens indignadas de e-mail difundidas em massa, que dizia que no Brasil quem decidiam as eleições não era quem lia jornais, mas quem se limpava com eles, prontamente respondi que, com a informação distorcida e parcial divulgada pela imprensa, era bom que fosse assim. Não preciso dizer que recebi respostas de dizendo ter pena de mim pela minha alienação para baixo.

Um fenômeno preocupante que pude perceber na virada deste mês, foi a disseminação viral de postagens nas redes sociais enaltecendo o golpe de 1964 e elogiosos ao período de governo dos generais, comparando-o com o atual  e, claro, favoráveis ao primeiro.

Não se iludam com as pesquisas que conferem ao governo Dilma alta popularidade, pois nelas o que pesa é a sensação de melhora nas condições de vida de uma grande parcela da população tradicionalmente excluida, o que pode ser revertido por fatores como o agravamento da crise internacional, a longa estiagem no semi-árido ou até a militância de líderes religiosos que são cada vez mais influentes nas classes menos favorecidas.

Voltando às mensagens indignadas de e-mail, daquelas em que é comum ler “repasse para todos de sua lista”, “acorda Brasil” e com a foto de um palhaço e os dizeres “circo Brasil, aqui o palhaço é você”, posso afirmar que esta “pérola” do tal economista do IBAD, digo Instituto Millenium, tem tudo para chegar brevemente à sua caixa de entrada.

Millenium

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados