Do Valor Econômico
OGX volta a desabar, mas Petrobras tira Bovespa do vermelho
A Bovespa passou a segunda-feira no vermelho, pressionada pela forte queda das ações da OGX, mas virou no fechamento graças à elevação das ações PN (3,04%) e ON (2,93%) da Petrobras. Operadores não viram motivos para o avanço da estatal, que ocorreu a partir do fechamento das bolsas americanas, às 17 horas.
Outro papel que ajudou na recuperação do mercado brasileiro foi Vale PNA (1,44%). A mineradora anunciou a suspensão do projeto de Rio Colorado, na Argentina, de exploração de potássio. A notícia agradou aos investidores, que viram na decisão uma gestão mais prudente do caixa da companhia.
De toda forma, operadores comentaram que o volume financeiro ficou abaixo da média dos últimos dias, o que sinaliza uma maior cautela por parte dos investidores. O Ibovespa fechou em alta de 0,19%, aos 58.544 pontos, com giro de R$ 6,2 bilhões.
OGX ON, mais uma vez, fez a alegria dos “vendidos” (aqueles que apostam na baixa do ativo). O papel chegou a recuar 20% na abertura e marcou sua mínima histórica dentro do pregão (intradia), ao valer apenas R$ 2,49. Desde novembro de 2008 o papel não descia abaixo da linha de R$ 2,50.
O motivo para o mergulho foi a redução de 12% na produção de petróleo em alto-mar (“offshore”) em fevereiro, para 11,3 mil barris diários. Analistas esperavam que a OGX anunciasse aumento na produção. Ao longo do dia, a ação reduziu as perdas, mais ainda assim fechou com baixa de 14,79%, cotada a R$ 2,65.
No topo dos ganhos do Ibovespa ficaram Gafisa (5,67%), Cesp PNB (4,28%), Marfrig ON (3,86%) e Pão de Açúcar PN (3,24%). O frigorífico e a rede supermercadista estão entre os beneficiados pela desoneração da cesta básica, anunciada na sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff.
Já a Cesp foi impulsionada por relatório do Credit Suisse, que elevou a recomendação do papel, de manutenção para compra. O preço-alvo da ação passou de R$ 18 para R$ 24. Os analistas da instituição dizem que a empresa está pronta para uma nova taxa no preço de energia no curto prazo, com a perspectiva favorável para os preços e sua larga capacidade não contratada. Na semana passada, o Citi também havia revisado sua recomendação do papel para cima.
Já a ação da Gafisa reagiu antecipadamente à divulgação do balanço da empresa, na noite de ontem. Hoje, as atenções em relação à incorporadora estão voltadas para o possível anúncio de venda de ativos da Alphaville.
Na outra ponta da bolsa apareceram, além da OGX, Brasil Foods ON (-4,31%), ALL ON (-3,00%) e Santander Unit (-2,64%). Os papéis do banco de origem espanhola subiram muito na semana passada com rumores de que os ativos da instituição no Brasil seriam vendidos para o Bradesco. Como o boato não se confirmou, o papel devolveu os exageros.
Brasil Foods caiu diante da avaliação dos investidores de que a companhia não foi tão favorecida pelas medidas de desoneração da cesta básica. Como as reduções de impostos atingiram também carnes bovina e suína, a demanda doméstica por alguns produtos populares da BRF pode ser afetada. Em contrapartida, os frigoríficos avançaram: JBS ON ganhou 2,84%, e Minerva ON subiu 3,16%.
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