Jornal GGN – A alta do dólar é apontada pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) como um fator de “pressão inflacionária em prazos mais curtos”. A afirmação consta da última ata divulgada pelo colegiado da autoridade monetária, referente à reunião realizada nos dias 09 e 10 de junho, quando a taxa básica de juros foi ajustada em 0,50 ponto percentual, para 8,50% ao ano.
Segundo o documento, os efeitos secundários gerados pelo avanço da moeda norte-americana – “e que tenderiam a se materializar em prazos mais longos”, na visão do Copom – podem ser limitados “pela adequada condução da política monetária”. Ao mesmo tempo, a alta do dólar e as oscilações na taxa de câmbio nos últimos trimestres “ensejam uma natural e esperada correção de preços relativos”.
O relatório ressalta que os movimentos registrados no mercado de câmbio no país “refletem, em certa medida, perspectivas de transição dos mercados financeiros internacionais na direção da normalidade, entre outras dimensões, em termos de liquidez e de taxas de juros”.
Quanto ao comportamento da inflação, o colegiado avalia que o nível elevado de inflação e a dispersão de aumentos de preços – a exemplo dos recentemente observados – contribuem para que a inflação mostre resistência. “Nesse contexto, inserem-se também os mecanismos formais e informais de indexação e a piora na percepção dos agentes econômicos sobre a própria dinâmica da inflação. Tendo em vista os danos que a persistência desse processo causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos, na visão do Comitê, faz-se necessário que, com a devida tempestividade, o mesmo seja revertido”, ressalta o relatório. Diante disso, o Copom “entende ser apropriada” a manutenção do ritmo de ajuste das condições monetárias que estão em andamento.
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