
Jornal GGN – Uma empresa chilena responsável pelo desenvolvimento de projetos de arquivos digitais para serem usados com a tecnologia 3D quer ir além dos primeiros passos que estão sendo feitos no sentido de levar a tecnologia de impressão em três dimensões o consumidor. Pesquisadores já trabalham no desenvolvimento de uma impressora 3D que possa ser conectada ao cérebro do usuário por meio de uma tecnologia neurossensorial, com o objetivo de revelar uma manifestação física da imaginação e dos pensamentos.
Um primeiro protótipo do sistema, chamado “ThinkerThing” (algo como “pensador de coisas”, em tradução livre), usa um tipo de fone de ouvido capaz de ler ondas cerebrais do usuário e detectar emoção e expressão facial, bem como intuir pensamentos conscientes. Por meio de uma tela, o usuário é apresentado a elementos de design que se formaram em reação aos sons do fone de ouvido e poderá, com ajuda de um software, adicionar ou descartar elementos até que o objeto na tela fique similar ao que ele tinha em mente.
Após essas etapas, as imagens são convertidas em um arquivo digital em 3D que é enviado à impressora. O “ThinkerThing” já lançou com sucesso seu primeiro objeto de pensamento: um “monstro laranja” criado pelo fundador do projeto, George Laskowsky. Embora ainda seja considerado uma forma rudimentar de criar um objeto físico apenas com a mente, o projeto já demostrou que a tecnologia existe. Com os avanços da neurociência, diz a empresa, o processo de design poderia ser mais preciso.
O projeto de impressão 3D de pensamentos já conta com apoio do governo do Chile e conseguiu cerca de US$ 5 mil dólares, levantados a partir de uma campanha de financiamento via internet. O apoio do governo, de acordo com a empresa criadora da tecnologia, acontecerá com o financiamento de viagens da equipe pelo país para que o equipamento possa ser levado às escolas públicas, para ser experimentado por crianças.
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