4 de junho de 2026

Superávit primário totaliza R$ 5,681 bilhões em maio

Jornal GGN – O superávit primário do setor público consolidado alcançou R$ 5,681 bilhões durante o mês de maio, bem abaixo da variação apurada em abril (R$ 10,328 bilhões), segundo dados divulgados pelo Banco Central.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Ao longo do período, o Governo Central – formado pelo governo federal, Banco Central e Previdência Social – apresentou um superávit de R$ 5,236 bilhões (ante R$ 7,065 bilhões em abril); os governos regionais contabilizaram um superávit de R$ 1,235 bilhão (menos da metade do registrado em abril, quando a variação foi de R$ 3,414 bilhões); e as empresas estatais registraram déficit de R$ 790 milhões, ante R$ 150 milhões em abril.

Com o resultado, o saldo acumulado no ano chegou a R$ 46,729 bilhões, bem abaixo dos R$ 62,865 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. No acumulado em doze meses, o superávit alcançou R$ 88,816 bilhões, equivalente a 1,95% do PIB, comparativamente a R$ 85,788 bilhões (1,90% do PIB) contabilizados em abril.

Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$ 20,200 bilhões em maio, acima dos R$ 18,008 bilhões registrados em abril. No ano, os juros nominais acumulam R$ 100,466 bilhões, montante equivalente a 5,27% do PIB, resultado 0,12 ponto percentual inferior ao registrado no mesmo período de 2012 – R$ 213,863 bilhões, u 4,86% do PIB. Segundo a autoridade monetária, a redução na taxa Selic acumulada no período contribuiu para essa evolução.

No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$ 219,421 bilhões, o que representa 4,83% do PIB, mantendo-se estável, como proporção do PIB, em relação ao mês anterior – o fluxo registrado na ocasião foi de R$ 217,938 bilhões, ou 4,83% do PIB.

Já o resultado nominal – que inclui o superávit primário e os juros nominais apropriados – foi deficitário em R$ 14,519 bilhões em maio, bem acima dos R$ 7,679 bilhões registrados em abril. No ano, o déficit nominal alcançou R$ 53,737 bilhões (2,82% do PIB), elevando-se R$ 21,7 bilhões em relação ao mesmo período de 2012, quando o montante foi de R$ 32,043 bilhões (ou 1,82% do PIB). Em doze meses, o déficit nominal atingiu R$ 130,605 bilhões, 2,87% do PIB, comparativamente a R$ 132,151 bilhões, ou 2,93% do PIB, no acumulado até abril.

O déficit nominal do mês foi financiado com expansões de R$ 12,867 bilhões na dívida mobiliária, equivalente a 3,15% do PIB (abaixo dos R$ 20,646 bilhões – ou 5,30% do PIB – registrados em abril), de R$ 9,042 bilhões na dívida bancária líquida (ante um total de -R$ 13,6 bilhões vistos no mês anterior) e de R$ 1,262 bilhão nos financiamentos externos líquidos (ante –R$ 1,287 bilhão de abril), que foram parcialmente contrabalançadas pela redução de R$ 8,653 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária. Em abril, esse valor havia sido positivo em R$ 1,921 bilhão.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados