Jornal GGN – Em um momento em que o Brasil precisa crescer, aumenta a demanda por energia. Esse é o mote do 3º Encontro sobre Energia Nuclear e Proteção Ambiental, que será realizado em 17 de junho na cidade de São Carlos, interior de São Paulo. Promovido pela Universidade São Paulo (USP) em parceria com a Eletrobrás-Eletronuclear, o evento vai discutir a importância da energia nuclear em comparação com outras energias alternativas.
Atualmente, para atender à forte demanda de energia, vários países estão investindo na produção de energia nuclear. A China está construindo 29 reatores nucleares, seguida por Rússia (10), Índia (7), Coreia do Sul (4) e Estados Unidos (3). Enquanto constrói Angra III, o Brasil ainda hesita entre a expansão da oferta desse tipo de energia e o uso da energias alternativas que não são suficientes para fornecer energia elétrica necessária à sociedade.
Segundo um dos organizadores do evento – o professor Alexandre Ferreira Ramos, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP – para que as demandas da sociedade sejam atendidas o país precisa de fontes de energia com capacidade constante de oferta. Os pesquisadores explicam que a energia nuclear, com a ajuda das atuais tecnologias de reatores, é capaz de garantir o abastecimento de mais de 190 milhões de brasileiros.
Um dos maiores empecilhos ao aumento de investimentos em fontes de energia nuclear no país ainda são os temores que emergem, sempre após tragédias envolvendo usinas nucleares, como a que aconteceu no Japão. Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento de novas tecnologias de reatores, que reduzem o resíduo nuclear e contam com novas tecnologias de segurança, apontam para um futuro mais promissor.
No evento também será discutida uma perspectiva, ainda melhor, que é a produção de energia elétrica por meio de fusão nuclear. Graças à entrada de lasers de alta potência, a ignição controlada da fusão poderá ser uma realidade na próxima década. Segundo os organizadores, os países que dominarem a tecnologia obterão energia abundante; aos que não dominarem, restará a dependência tecnológica.
O encontro também terá versões em São Paulo (18 e 20) e Rio de Janeiro (21).
Parte de acordo de cooperação científica coordenado pelo professor José Eduardo Martinho Hornos, do Instituto de Física de São Carlos, da USP, o evento recebeu apoio logístico do IFSC-USP, EACH-USP, Poli-USP, IPEN, CNEN e Pró-Reitoria de Pesquisa da USP. Informações sobre o encontro podem ser obtidas aqui.
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