Além de tirar o PT do poder, os grupos mais conservadores querem banir o partido e tudo o que ele representa. Cabe a reflexão do que ocorrerá ao Brasil heterogêneo e desigual caso não haja um substituto à altura que, como a sigla, proponha apenas remédios e ajustes para maior justiça social e menor desequilíbrio econômico
do Brasil Debate
O risco de disrupção na estratégia de aniquilar o PT
por Róber Iturriet Avila
Desde 2013 o Brasil vive momentos de tensão política e social. Indubitavelmente, o resultado desse processo foi uma derrota política retumbante do governo Dilma Rousseff, do seu partido, o PT, e da esquerda brasileira de uma maneira geral. Essa alteração é complexa e envolve uma miríade de variáveis, as quais podem ser categorizadas com profundidade. Análise essa que escapa dos objetivos deste pequeno texto.
Entretanto, é possível observar que houve uma derrota no campo das ideias e no imaginário da “opinião pública”, simbolicamente direcionada ao PT. De forma mais abrangente, é possível dizer que a esquerda brasileira perdeu corações e mentes no período recente. A despeito de seus enormes erros na condução do partido e dos governos, a transformação que se deu no poder foi paulatinamente construída pelos conservadores.
As ideias antagônicas foram constantemente plantadas, de maneira nítida a quem consegue enxergar além das obviedades: seja na mídia tradicional, seja nos partidos políticos, seja no enfoque pontual de problemas estruturais. É do jogo. A disputa de ideias e de versões é constante em qualquer sociedade minimamente sadia e organizada.
As disputas entre os “progressistas” e “conservadores” não conformam uma especificidade do nosso tempo e tampouco do Brasil. O PT apenas encabeçou um grupo que possui alguma articulação desde o PTB, pelo menos. Podemos chamar esse segmento de “centro-esquerda”, com enraizamento em setores populares. Quer dizer, não são grupos políticos e sociais que buscam acabar com o capitalismo, mas compreendem que existem distorções históricas e mesmo do próprio sistema que requerem interferências de políticas públicas e, portanto, do Estado.
No campo econômico, particularmente, tais grupos partem da visão de que é preciso correções na distribuição porque o livre mercado tende a concentrar a renda e a riqueza. Seja porque uns capitais são maiores do que outros, seja porque há assimetria na relação capital-trabalho, seja porque os países estão em estágios distintos de acúmulo de capital e, por consequência, de inserção tecnológica.
No caso do PT, ao longo dos últimos governos, houve uma identificação de grupos populares com as políticas implementadas, como as de transferência direta de renda, elevação do salário mínimo em termos reais e políticas de acesso à educação superior. Sejam esses grupos mais ou menos conscientes disto, os 13 anos de governo “do PT” proporcionaram uma inclusão social nunca ocorrida no Brasil.
Ao redor do mundo, há segmentos mais à direita que também patrocinam tais políticas. Não por acaso, desde o século XIX, traços social-democratas nasciam na direita e no conservadorismo, o caso alemão é icônico. Remediar os pobres e ampliar direitos sociais, trabalhistas e civis era uma forma de garantir a estabilidade social em um sistema que reproduz cronicamente a desigualdade.
Sob outra perspectiva, pode-se dizer que dominar grupos sociais exige sacrifício. Aqueles que exercem o poder precisam de consentimento dos dominados. A dominação não ocorre mais através da força bruta, como era nas sociedades mais primitivas. Os dominados precisam se sentir beneficiados com o sistema para que haja estabilidade. Coloquialmente, essa ideia está na analogia de entregar alguns anéis e preservar os dedos.
Contudo, no caso brasileiro, os grupos políticos que emergem ao poder não parecem ter tais intenções. Os sinais autoritários são claros. Na proibição de protestos nos estádios, na tentativa de restringir o pensamento crítico que contesta a ordem social posta (sob o rótulo de “escola sem partido”) , na constante tentativa de criminalizar e desqualificar a esquerda, seus representantes políticos e intelectuais.
Além de tirar o PT do poder, os grupos mais conservadores querem aniquilar com o partido e com tudo o que ele representa. O Ministro do STF Gilmar Mendes chegou a ensaiar um pedido de cassação do partido, tal qual ocorreu com os “comunistas” após o golpe de 1964. Eles não querem adversários que contestem seu poder, sua ordem e o modus operandi na Terra Brasilis.
Suas intenções no campo da organização são igualmente claras: privatizações, perda de direitos sociais e trabalhistas, enxugamento das políticas públicas como saúde, educação e assistência social, redução de salários, congelamento de gastos e sepultamento da constituição de 1988.
A derrota do PT parece irreversível. É bastante provável que haja uma disputa nas esquerdas pelo seu espólio, ou mesmo internamente, caso o partido sobreviva. Cabe a reflexão, entretanto, do que ocorrerá caso o partido seja banido e não haja um substituto à altura. Ora, o partido nunca foi revolucionário e sempre esteve de acordo com a ordem posta, ele propõe apenas remédios e ajustes para que haja maior justiça social e menor desequilíbrio econômico. É um partido que representa a conciliação de interesses, a partir da voz dos trabalhadores e dos mais excluídos. Sem esse campo político, sob o nome de “PT” ou sob outro agrupamento, a possibilidade de conciliação é mais difícil.
O Brasil é um país bastante heterogêneo, desigual, com um passivo social de 388 anos de escravidão, com periferias imensas nas principais capitais. É preciso ter em mente que 50% da população recebe menos de R$ 1.300,00 mensais! Na derruba recente, os grupos populares não saíram em massa às ruas para defender o governo, possivelmente por insatisfações diversas, já sentindo os efeitos do austericídio de 2015.
A partir do momento em que esses grupos sentirem na pele o que representa o aniquilamento da esquerda e sem uma direita consciente de que é preciso atender aos dominados, os riscos de disrupção social não são pequenos. Indaga-se se o caminho escolhido pela elite brasileira de destruir seus adversários é mesmo inteligente. Aniquilar a voz e os direitos dos dominados pode ter efeitos deletérios sobre os interesses de quem executa essas articulações.
Róber Iturriet Avila – Doutor em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, pesquisador da Fundação de Economia e Estatística e diretor sindical do SEMAPI
Marcelo33
12 de agosto de 2016 9:08 pmA partir do momento em que
A partir do momento em que esses grupos sentirem na pele o que representa o aniquilamento da esquerda e sem uma direita consciente de que é preciso atender aos dominados, os riscos de disrupção social não são pequenos. Indaga-se se o caminho escolhido pela elite brasileira de destruir seus adversários é mesmo inteligente. Aniquilar a voz e os direitos dos dominados pode ter efeitos deletérios sobre os interesses de quem executa essas articulações.
“Esse Zé povinho não vai fazer nada !!! Podem destruir o PT sem medo !!!
O Zé povinho só vai se revoltar se fecharem o Flamengo e o Corinthians !!!”
O Brasileiro come merda e ri !!!
Marcelo33
12 de agosto de 2016 9:16 pmA propósito, esse experimento
A propósito, esse experimento social já foi feito, na época d ditadura, e o resultaqdo foi ótimo !!! A ditadura brasileira matou relativamente pouco, pois os Brasileiros são um bando de boizinhos acéfalos que não ligam para nada !!! No fim da ditadura, os militares perderam o interessee em administrar o país, se autoanistiaram, e todo mkundo ainda diz que aquela época é maravilhosa !!!
O povo Brasileiro é um povomuito interessante !!! É sem dúvida o povo que mais suporta carga e exploração capitalista sem reclamar !!!! Aqui pode virar um laboratório sociológico do ultracapitalismo de até onde o povo aguenta !!! Se duvidar, nem reestabelecendo escravidão esse povo frouxo se revolta !!!
Marcelo33
12 de agosto de 2016 9:18 pmSe o Brasileiro fosse um povo
Se o Brasileiro fosse um povo minimamente decente, a ditadura para se manter pelo tempo que se manteve aqui, precisaria matar elo menos 1 milhão de pessoas… pelo contrário, não foi necessário matar um milésimo disso para a ditadura prosperar !!!
Sérgio Rodrigues
12 de agosto de 2016 10:10 pmMerdou!…
A derrota do PT parece irreversível. Putzz…com Lula liderando todas as pesquisas e o Partido disputando prefeituras em todas as capitais e enfrentando os golpistas e a Lava Jato. Que o horro!..Esse cara é um pseudo intelectual!…
Nilva de Souza
12 de agosto de 2016 10:32 pmPedem acabar com o PT à
Pedem acabar com o PT à vontade que o povo não se mobilizará.
Como disse o Mano Brown : “eu vivi para ver o povo virar as costas para o único governo que se importou com ele”
Eles fazem o que fazem porque sabem que a população aceita tudo bovinamente ligada na Globo e no PIG em geral.
Agradeçamos ao “inverno/inferno” de 2013, que teve amplo apoio dos “progreçistas jênios” que ajudaram a abrir a tampa do esgoto.
Somebody
12 de agosto de 2016 10:41 pmA sua direita é patética, me
A sua direita é patética, me perdoem a honestidade. E eu escrevo com conhecimento de causa, conheço muitos empresários brasileiros que se declaram “de direita” e outras personalidades (não posso citar quem pois poderiam então deduzir quem eu sou e então eu perderia a minha liberdade de dizer o que eu realmente penso).
Até os “Wall Street Boys” sabem que não se vai diretamente contra o povo do país, exceto a “elite” brasileira que continua escravocrata e com ódio de tudo o que lembre trabalho manual e de quem o pratica para viver. Os seus empresários, com honrosas exceções, pensam ser a “nobreza” dos tempos da realeza francesa e certamente não estudaram história pois estão cometendo o mesmo erro do Rei-Sol (que acabou perdendo a cabeça literalmente).
Logo, digo mais uma vez: Em pouco tempo vocês estarão em guerra civil ou voltarão a ser uma ditadura e dessa vez indefinidamente dado que a última só acabou porquê os seus militares assim quiseram (e eu tenho dúvidas se essa ditadura realmente chegou a acabar).
Guimarães Roberto
12 de agosto de 2016 10:44 pmSerá que vou ter que concordar com o meu amigo?
Entre os meus amigos da sinuca tem um que sempre nos alerta que o Brasil ainda não teve sua guerra civil. E ele explica que todos os países considerados importantes já tiveram a sua e que está faltando a do Brasil. Ele cita França, EUA, Russia, China, Inglaterra, México, Espanha. Ele deixa fora da lista a Alemanha, dizendo que nesse país não houve guerra civil mas sim guerras mesmo e que ainda hoje se estuda o que realmente aconteceu com aquele país. Por enquanto eu venho discordando dele mas se a fabricação de desassistidos voltar, a fome bater e a falta de perspectivas para o futuro vier a incomodar voltaremos a ver, fatalmente, os saques a mercados, dando início a algo que não se sabe onde irá parar. Só a repressão não vai aguentar o tranco. Pensem bem Srs. golpistas, o cão está muito perto da espoleta e seus dedos estão no gatilho. Qualquer erro pode ser fatal.
Victor Suarez
12 de agosto de 2016 11:27 pmVamos falar a verdade. A
Vamos falar a verdade. A ditadura de 64 começou e acabou acabou porque a elite quis, Lula se elegeu porque a elite assim o permitiu. O golpe de 2016 está sendo consumado porque a elite quer tomar o Brasil de volta aos seus domínios. O PT jamais assumirá a Presidência novamente porque Dilma e Lula empoderaram o povão e Dilma abaixou a pedra fundamental da elite brasileira emundial, os juros tupiniquins. O resto é conversa mole. O povão teve refresco, e só isso. Em breve voltaremos às desigualdades abissais e vou rir quanto o Golpista começar a bater no lombo de quem mandou dá.
maria oly
13 de agosto de 2016 12:43 amParece que está todo mundo
Parece que está todo mundo desesperado aqui, e com justa razão. Só não esquecam que somos nós o povo brasileiro, inclusive os desesperados acima.
Eu já disse isso aqui faz^um bom tempo, quando vocês ainda discutiam a retomada do suposto Estado de bem estar social no Brasil.
Bueno, como se diz na minha terra natal, não tá morto quem peleia. E vamos comecar de novo a tentativa de clandestinamente ou oficialmente inventar um partido, sindicato, igreja, ou que seja, DE BASE, amiguinhos, sem hierarquias, não se esquecam disso, senão vamos dar com os burros na ,agua novamente, esperar 20 ou 30 anos (eu j,a terei morrido). E se vocês não repetirem as besteiras e a mania de corrigir coisas fazendo acordos vis, então terão a satisfacão de uma acão de rebeldia do sofrido povo brasileiro, ao qual pertencemos eu e vocês.
Marcos Antônio
13 de agosto de 2016 12:46 amA história contará um final diferente…
Depois do Mensalão e de seu gêmeo, o do PSDB ter destinos diferentes e depois da Lava Jato…
São grandes as chances de o PT desaparecer numa canetada…
Vamos ver com reagirá o povo depois…
O entendimento que tenho da história é que há coisas que não se matam pela opressão e essa é uma delas…
Andre Araujo
13 de agosto de 2016 1:16 amO artigo é muito bom e
O artigo é muito bom e realista, de fato a se seguir esta politica economica suicida até para o grupo no poder vamos ter forte disrupção social. A politica de manter os juros altos atrai capital especulativo e rebaixa o dolar, o que é fatal para as exportações, com a manutenção dos juros altos o Governo perderá o apoio doempresariado, ficará com quem?
Renato Lazzari
13 de agosto de 2016 2:44 amEntre sociedades menos
Entre sociedades menos experientes, com as das américas, sempre se pode criar um simulacro de Estado democrático dependendo apenas de quanto dinheiro se tem.
Os EUA são um bom exemplo: ainda há quem acredita que naquele país há democracia, que é a terra das oportunidades para todos. O investimento na propaganda dessa falácia é constante. Já viu o que tem de filme feito especialmente para impor essas ideias, mesmo que disfarçando de comédia romântica, ficção científica etc.? Consta que em algumas de suas escolas suas crianças são instadas a dissertar sobre “porque os EUA são o melhor país do mundo?”, e que palavras como “democracia” recebem boas recompensas, sorrisos aprovadores de professoras e boas notas. Mas o Capital não hesitou em tornar aquele país em terra arrasada empobrecendo seu povo, desde 2008, apenas para que o poder não ficasse espalhado – e aqui sim cabe o termo – democraticamente. Depois de 2008 viu-se que definitivamente os EUA não são donos do Capital mundial, há muitos jogadores nesse jogo internacional e geopolítico.
Não estou certo de que o Capital esteja disposto a investir tanto assim no nosso país e nem mesmo em países como a Argentina, Colômbia, México… Pelo que se vê, os operadores do Capital apostam em que esses povos seguirão desarticulados, sei lá… por milagre, inércia… Mas o tempo não para e sem uma massiva contra-propaganda, quem, como nós, sentiu o gosto da oportunidade de colher vida digna de seus próprios esforços mas podendo contar com infraestrutura estatal, quem pode estudar, ter assistência à saúde, à moradia como direitos civis e, mais que tudo, de participar ativamente da vida pública, não creio que vá abandonar a luta tão fácil assim. Mais do que de adultos, falo das nossas crianças e adolescentes, de quem foi beneficiado por programas sociais e percebeu co-propriedade do e co-responsabilidade pelo Estado… eles estão crescendo com essas ideias. Como eu disse, o tempo não para. O PT especificamente, pode até ser desfeito, mas a consciência de cidadania, essa talvez seja mais difícil de aniquilar.
Zé MCZ
13 de agosto de 2016 11:05 amPREÇO ALTO
Quando o Lula venceu em 2002, houve uma propaganda institucional da Volkswagen(FIESP) no intervalo do Fantástico. Poucas pessoas devem lembrar, foi longo e enaltecia a trajetória da vida e a tenacidade dele até chegar a presidência. Ali ficou explícito o que ele teve que fazer. O recado foi claro!
Se não sabem, a primeira tentativa de derrubar o Lula foi no mensalão. Recuaram! Desistiram dele(naquele momento!) e esperaram o sucessor para nova investida. Tentaram com caso Pasadena. Por ultimo ficaram com muita rrréiva da Dilma só porque ela adora bicicleta!
O Lula sabe muito bem que ele foi o escolhido pelo PIG em 1989 para ser o adversário da grande estrela da política o Fernandinho do pó! Tudo para alijar o Brizola da disputa, porque se ele tivesse vencido iria ao menos baixar o poder midiático do doutô Roberto.
A conclusão que chego é que o Lula teve que comer na grande pocilga daquilo que entendemos por Estado Brasileiro, a suas instituições Congresso, STF, PGR, FIESP, PIG… para ele, somente ele sair dela enlameado e levar o nome de PORCO!
Lula! Foi um custo altíssimo! O senhor proporcionou melhoria significativa às classes mais humildes, enquanto a oligarquia nojenta que há 500 anos mantém a grande pocilga ficou ainda mais rica!
Lamentável… mas sejamos otimistas!(mais uma vez!)
Zé MCZ
13 de agosto de 2016 11:09 amPREÇO ALTO
Quando o Lula venceu em 2002, houve uma propaganda institucional da Volkswagen(FIESP) no intervalo do Fantástico. Poucas pessoas devem lembrar, foi longo e enaltecia a trajetória da vida e a tenacidade dele até chegar a presidência. Ali ficou explícito o que ele teve que fazer. O recado foi claro!
Se não sabem, a primeira tentativa de derrubar o Lula foi no mensalão. Recuaram! Desistiram dele(naquele momento!) e esperaram o sucessor para nova investida. Tentaram com caso Pasadena. Por ultimo ficaram com muita rrréiva da Dilma só porque ela adora bicicleta!
O Lula sabe muito bem que ele foi o escolhido pelo PIG em 1989 para ser o adversário da grande estrela da política o Fernandinho do pó! Tudo para alijar o Brizola da disputa, porque se ele tivesse vencido iria ao menos baixar o poder midiático do doutô Roberto.
A conclusão que chego é que o Lula teve que comer na grande pocilga daquilo que entendemos por Estado Brasileiro, a suas instituições Congresso, STF, PGR, FIESP, PIG… para ele, somente ele sair dela enlameado e levar o nome de PORCO!
Lula! Foi um custo altíssimo! O senhor proporcionou melhoria significativa às classes mais humildes, enquanto a oligarquia nojenta que há 500 anos mantém a grande pocilga ficou ainda mais rica!
Lamentável… mas sejamos otimistas!(mais uma vez!)
Guilherme Ferreira
13 de agosto de 2016 1:08 pmNão houve nenhuma análise que
Não houve nenhuma análise que aproximasse os eventos no Brasil com o que aconteceu no Egito, isto é, a deposição de um governo democraticamente eleito, sucedido por uma junta militar, seguida do banimento do partido vitorioso nas urnas e da prisão dos seus líderes, acompanhado por um silêncio obsequioso dos EUA, em razão dos laços pró EUA e pró Israel do novo regime. Ao se desvelar a maquiagem, percebe-se foi utilizado o mesmo modus operandi.
Paulo F.
13 de agosto de 2016 6:11 pmFim do reformismo
É a semente para revolução.
Para o bem ou para mal, ainda não acordaram de seu sonho mais terno!