4 de junho de 2026

Varejo tem o pior desempenho para julho em 16 anos

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Jornal GGN – O varejo registrou queda de 1,2% no mês de julho em relação a junho, diz o Serasa. Na comparação com julho do ano passado, o desempenho foi ainda pior: menos 7,1%. Foi o pior desempenho para julho em 16 anos.

A queda mais acentuada foi no setor de veículos, motos e peças (-12,6%). Em seguida vieram os setores de tecidos, vestuários, calçados e acessórios (-12,3%) e de eletroeletrônicos e informática (-11,9%). A única elevação foi no setor de combustíveis e lubrificantes (2,9%).

Em nota, os economistas da Serasa Experian disseram que “uma combinação de fatores críticos às vendas do comércio tem mantido a atividade varejista estagnada”. Os motivos: o baixo nível de confiança do consumidor; a manutenção da elevada taxa de desemprego; a restrição de crédito; e o aumento da inflação, principalmente dos alimentos.

Da Agência Brasil

Comércio tem o pior desempenho para um mês de julho em 16 anos, diz Serasa

Por Marli Moreira

As vendas do comércio varejista caíram 1,2% em julho sobre junho e 7,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, no pior desempenho para um mês de julho desde o ano 2000, quando teve início a pesquisa em torno do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio.

Dos seis segmentos pesquisados, a queda mais significativa na comparação anual foi constatada em veículos, motos e peças (-12,6%), seguida por tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-12,3%) e móveis, eletroeletrônicos e informática (-11,9%). No setor de material de construção, houve recuo de 9,4%, e em supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, ocorreu retração de 7,9%. A única elevação, de 2,9%, foi no setor de combustíveis e lubrificantes.

Já na comparação de julho sobre o mês anterior, dois desses setores apresentaram um pequeno crescimento: combustíveis e lubrificantes (1,7%) e material de construção (1,5%).

No setor de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, o movimento foi 0,5% menor; em móveis, eletroeletrônicos e informática teve queda de 0,1%; em veículos, motos e peças (-0,3%) e tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-1,3%).

Por meio de nota, os economistas da Serasa Experian justificam que “uma combinação de fatores críticos às vendas do comércio tem mantido a atividade varejista estagnada”. Entre os motivos apontados estão o baixo nível de confiança do consumidor; a manutenção da elevada taxa de desemprego; as condições restritivas do crediário, derivadas da inadimplência e alta do crédito; e o aumento da inflação, principalmente dos alimentos.

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio é feito com base em consultas mensais dos estabelecimentos comerciais à base de dados da Serasa Experian , incluindo na amostragem cerca de seis mil empresas.

Redação

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  1. Klatoo Barada Nicto

    9 de agosto de 2016 11:49 pm

    O que já está ruim, vai

    O que já está ruim, vai piorar. Essa política do BC de corttar a demanda para que a inflação caia, vai transformar o varejo em terra arrasada. Ora, que batam panelas em suas varandas goumerts!

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