Por Alice Viveiros de Castro
Comentário ao post “Documento inédito revela prisão de Rubens Paiva na ditadura“
Logo que saiu do inferno minha mãe recebeu em casa Euníce Paiva, esposa do Rubens, seu advogado e as freiras diretoras do Colégio Sion onde minha era professora e nós estudávamos com as filhas do Rubens. Nesse encontro minha mãe disse tudo o que viu. Contou que foi presa primeiro pela aeronáutica e que quando foi transportada para o Doi-Codi se viu no mesmo carro que o Rubens. Ele estava sangrando e com marcas de tortura. Depois durante sua “estadia” naquele palácio do sadismo ouviu por várias vezes os gritos do Rubens que era obrigado a dizer seu nome de tempos em tempos. Naquele encontro ficou combinado que ela escreveria uma carta para a Eunicie contando todos os detalhes. Essa carta chegou à comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e foi lida pelo Deputado Marcos Freire. Espero que agora que a verdade começa a aparecer o Elio Gaspari e outros desavisados corrijam as versões fantasiosas e que se respeite a coragem de Cecília Viveiros de Castro que no momento mais difícil de sua vida escolheu fazer o que era certo!
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