5 de junho de 2026

IBGE projeta safra de grãos 8,4% menor que a de 2015

Estimativa de área colhida caiu 0,1%, para 57,5 milhões de toneladas

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Jornal GGN – A sexta estimativa de 2016 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2016 totalizou 191,8 milhões de toneladas, o que representa um recuo de 8,4% (ou menos 17,6 milhões de toneladas) quando comparada a 2015 (209,4 milhões de toneladas). Em relação à avaliação de maio, a queda foi de 2,1% (-4 milhões de toneladas). Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A estimativa da área a ser colhida atingiu 57,5 milhões de hectares, um recuo de 0,1% (-105.923 hectares) frente a 2015 (57,6 milhões de hectares). Em relação a maio, houve recuo de 0,3% (-146.847 hectares). Arroz, milho e soja são os três principais produtos deste grupo e, somados, representaram 92,4% da estimativa da produção e 87,4% da área a ser colhida. Em relação a 2015, houve acréscimo de 2,8% na área da soja e reduções de 1,2% na do milho e de 9,4% na de arroz. Já as avaliações de produção são negativas: -0,6% para a soja, -12,2% para o arroz e -18% para o milho.

Regionalmente, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas continua concentrada no Centro-Oeste, com um total de 79,9 milhões de toneladas; seguido pelo Sul, com 74,2 milhões de toneladas; Sudeste, com 19,7 milhões de toneladas; Nordeste, com 11,7 milhões de toneladas e Norte, com 6,3 milhões de toneladas. Em relação à safra de 2015, houve alta no Sudeste (1,9%) e decréscimos nas regiões Norte (-17,8%), Nordeste (-29,2%), Centro-Oeste (-11,1%) e Sul (-2,2%). Nessa avaliação para 2016, o Mato Grosso foi o maior produtor nacional de grãos, com participação de 24,9%, seguido pelo Paraná (18,9%) e Rio Grande do Sul (16,5%).

Doze dos 26 principais produtos pesquisados ampliaram suas estimativas de produção ante o ano anterior: amendoim em casca primeira safra (20,6%), amendoim em casca segunda safra (4,3%), aveia em grão (34,4%), batata-inglesa primeira safra (5%), batata-inglesa segunda safra (4,1%), cacau em amêndoa (3,3%), café em grão – arábica (20,3%), cebola (9,9%), cevada em grão (40,7%), mamona em baga (11,4%), trigo em grão (18,4%) e triticale em grão (11,8%).

Os quatorze produtos com variação negativa foram algodão herbáceo em caroço (9,6%), arroz em casca (12,2%), batata-inglesa terceira safra (25,1%), café em grão-canephora (19,6%), cana-de-açúcar (3,1%), feijão em grão primeira safra (6,4%), feijão em grão segunda safra (8,4%), feijão em grão terceira safra (2,2%), laranja (3,2%), mandioca (1,1%), milho em grão primeira safra (14,0%), milho em grão segunda safra (20,1%), soja em grão (0,6%) e sorgo em grão (40,7%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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